Nesta Edição. ESPECIAL Alfabetização. Significado do dia da consciência negra. Projeto semana da música ANO 1 Nº 8.

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Texto

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Nesta Edição

revista

ESPECIAL

ANO 1 Nº 8

www

.bastidoresdaescola.com/revista

Significado do dia da

consciência negra

Alfabetização

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EDITORIAL

Caros(as) leitores(as),

03

04

Estamos chegando na reta final de uma ano cheio de atividades. Todos estamos cansados, porém foi um ano

bastante produtivo, com muitas realizações.

Para confirmar isto, nesta edição apresentaremos um roteiro de autoavaliação para aplicar em sala de aula,

que permitirá aos alunos se avaliarem e também avaliarem a escola e os professores. Esse processo vai possibilitar que

o ano seguinte seja mais satisfatório e produtivo, para ambas as partes.

Em novembro, comemoramos a semana da música e nós, da equipe, elaboramos um projeto para a criação de um

concurso de instrumentos musicais com material reciclado, onde cada turma vai criar o seu som e comprovar

que a música está em todos os lugares, só precisamos ouvi-la.

Dia da consciência negra, da alfabetização são outras datas que merecem destaque nesta

edição, onde apresentaremos idéias para comemorar, dentro da escola. Na seção Contribuição do Leitor,

continuamos aguardando sua participação. Envie-nos sua opinião, sugestão, ou mostre-nos seus projetos.

Teremos o maior prazer em divulgá-los.

Esperamos que esta edição seja de grande proveito para suas atividades.

Boa leitura.

Gisela Rocha

Diretora.

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ÍNDICE

Editorial

03

09

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Significado do dia da consciência negra

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Projeto semana da música

Dia do doador de sangue

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Avaliação do ano letivo

Dia mundial do urbanismo

27

Pacto pela alfabetização na idade certa

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06

Contribuição do leitor

35

Expediente

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07

08

Confira a página do evento:

https://www.facebook.com/elicerrado/

ATRAÇÕES PARA

TODOS OS GOSTOS E IDADES

Entrada e Atividades Gratuitas

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09

10

É uma data celebrada no Brasil, no dia 20 de Novembro. Este dia está incluído na semana da Consciência Negra

e tem como objetivo um reflexão sobre a introdução dos negros na sociedade brasileira.

O dia 20 de Novembro foi escolhido como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, data na qual morreu, lutando

pela liberdade do seu povo, no Brasil, em 1695. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que

dedicou a sua vida à luta contra a escravatura, no período do Brasil Colonial, quando os escravos começaram a

ser trazidos para cá, por volta de 1594. Um quilombo é uma região que tinha, como função, lutar contra as

doutrinas escravistas e também conservar elementos da cultura africana, no Brasil.

Em 2003, no dia 9 de Janeiro, a lei 10.639 incluiu o Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar. A

mesma lei torna obrigatório o ensino sobre diversas áreas da história e cultura afro-brasileira. São abordados

temas como a luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira, o negro na sociedade nacional, inserção do

negro no mercado de trabalho, discriminação, identificação de etnias, etc.

Em inglês, a tradução literal de Dia da Consciência Negra seria "Black Awareness Day". No entanto, nos Estados

Unidos e Canadá, existe o "Black History Month" (Mês da História Negra), que é celebrado todos os anos, em

Fevereiro.

Em 2011, a presidente Dilma Roussef sancionou a lei 12.519/2011, que criou a data, mas que não torna

obrigatório o feriado. Isto significa que ser feriado ou não vai variar de cidade para cidade. O Dia da Consciência

Negra é um feriado em mais de 800 cidades brasileiras.

SIGNIFICADO DO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Busto de Zumbi dos Palmares em Brasília

O que é Dia da Consciência Negra:

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SIGNIFICADO DO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

ATIVIDADE

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PROJETO SEMANA DA MÚSICA

Concurso de construção de instrumentos musicais com materiais recicláveis

Objetivos

Inserir a percepção musical nos alunos e utilizar materiais

recicláveis para execução de instrumentos musicais.

Perceber o som vindo de diversos objetos que nos rodeiam.

Justificativa

A música é uma das artes mais presentes em nossa vida. Quase

todos a ouvem, mas poucos a fazem. Com este projeto, os alunos

poderão se ver do outro lado, o lado de quem faz a música.

Turmas envolvidas: ensino fundamental e médio.

Materiais: garrafas, latas, caixas, copos canudos, varetas e outros.

Cronograma

Apresentação da proposta para os alunos.

Divulgação do concurso por meio de cartazes ou redes sociais.

Criação de grupo.

Apresentação de vídeos ou exercícios de percepção musical, para

inspirar os alunos.

Aula para descoberta de sons.

Oficina para construção dos instrumentos.

Apresentação dos instrumentos.

“A música está em todo lugar, você só precisa ouvir” (August Rush).

Avaliação

Escolher o instrumento vencedor, com os

seguintes critérios:

Material utilizado

Apresentação estética

Sonorização

Limpeza

Originalidade

Criatividade

Boa sonoridade

Serem agradáveis à vista.

Após a data da avaliação, os instrumentos

devem ser expostos na entrada da escola.

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15

16

DIA DO DOADOR DE SANGUE

Criar uma campanha de doação de sangue na escola é uma oportunidade de sensibilizar para a necessidade de colaborar com os

bancos de sangue, que sempre estão defasados.

Como para ser doador é necessário ser maior de 18 anos, pode-se criar uma campanha entre os alunos para incentivar a busca

de doadores entre pais e comunidade.

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AVALIAÇÃO DO ANO LETIVO

O PROFESSOR

Como avalio o cumprimento de minhas metas durante o ano? Consegui cumprir todas?

Como avalio as atividades propostas ao longo do ano, no que diz respeito a recursos utilizados e sua aplicabilidade?

Como avalio os objetivos de aprendizagem dos meus alunos? Foram cumpridos? Quais as principais dificuldades apresentadas? Foram resolvidas satisfatoriamente?

A proposta pedagógica utilizada permitiu, aos alunos, uma formação para o exercício de autonomia, criticidade, cidadania, respeito e diversidade de manifestação artística e cultural? As dificuldades encontradas com relação a aprendizado, disciplina, segurança e relacionamentos em geral foram solucionadas a contento?

Quanto à avaliação da aprendizagem dos alunos, foi satisfatória?

O que poderia ser mudado pra melhorar meu melhor desempenho, no próximo ano? A ESCOLA

O PPP foi elaborado, executado e cumprido, conforme devido?

O relacionamento pais e escola foi satisfatório? Que soluções podem ser apresentadas para melhorar este quesito?

Estamos chegando ao final do ano letivo, e os professores podem notar que, assim como eles, os alunos estão passando por um momento de cansaço e falta de estímulo. São muitas as adversidades enfrentadas durante o ano, com experiências, decepções, sucessos e muito aprendizado.

Que tal uma atividade para saber o que valeu a pena neste ano e o que devemos levar para o ano seguinte? Uma autoavaliação geral, feita pelos alunos, professores e diretoria é o que vai dar a oportunidade de ver os pontos positivos e negativos.

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AVALIAÇÃO DO ANO LETIVO

O ALUNO

Cumpri com todas atividades propostas em sala da aula?

Os trabalhos e projetos propostos pelo professor para serem executados além da sala de aula foram cumpridos? Tive o devido capricho com a apresentação dos meus trabalhos?

Consegui executar os trabalhos em equipe com parceria e sem conflitos? Tive respeito e tolerância com meus colegas?

Fui pontual e frequente?

Como avalio meu aprendizado? Consegui cumprir com os objetivos? Como avalio meus professores?

O que minha escola tem de especial?

O que acho que poderia melhorar em minha escola?

Que nota eu me daria, de 0 a 10, para avaliar meu desempenho geral?

Os professores foram devidamente valorizados e estimulados e tiveram condições de desempenhar bem o seu trabalho?

Os conflitos e atos de indisciplina, porventura ocorridos, foram resolvidos pacificamente, mediados por diálogos, de forma coerente e diplomática? ,

A escola apresentou inovação e criatividade nos eventos e atividades?

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(34) 3083-2404

(34) 3257 4426

30 ANOS DE EXPERIÊNCIA EM REVISÃO

REVISAMOS: - Monografias, TCC - Dissertações de mestrado - Teses de doutorado - Artigos acadêmicos

- Livros didáticos, ficção (prosa e poesia), técnicos - Manuais, Relatórios

- Folders, folhetos, cartazes, divulgação, panfletos

Para a realização do trabalho de revisão são observados aspectos ortográficos, de acordo com a Nova Ortografia da Língua Portuguesa; aspectos sintáticos, sequência e ordenação das frases; concordância e regência verbal e nominal, eliminação de vícios de linguagem.

Preços:

O preço da revisão é calculado da seguinte forma: Microsoft Word/barra inferior – palavras (número de palavras no documento) - Contar palavras/observar o número de caracteres com espaço. Dividir esse número por 1.250, que representa uma lauda, aproximadamente 25 linhas.

- Preço por lauda para revisão: R$ 4,00. Para trabalhos maiores, a combinar.

- A revisão é feita e encaminhada por e-mail, para análise. Se houver dúvidas, estas serão discutidas e esclarecidas, por e-mail

ou telefone.

Preço por página para formatação e normatização: R$ 2,50 a R$ 3,00.

REVISÃO DE TEXTOS

Tânia de Novais Silveira

FORMATAÇÃO E NORMATIZAÇÃO NAS NORMAS ABNT

cerolinypereira@hotmail.com

Caroliny Pereira

taniaudi@hotmail.com.br

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23

24

DIA MUNDIAL DO URBANISMO

LEITE

LEITE

CREME DENTAL

O Dia Mundial do Urbanismo é comemorado em 08 de novembro. Esta comemoração acontece por

intermédio de exposições, artigos, conferências, seminários, e nesse dia devem ser discutidos assuntos

relacionados à formação das cidades e às questões urbanas em geral.

É importante para os alunos conhecerem sua cidade, com todas as complexidades nela existentes, que

permitem aos habitantes terem toda a infraestrutura para sua sobrevivência.

Tudo deve ser planejado para suportar as intempéries e dar condições de conforto. O urbanista é um dos

profissionais envolvidos nesse processo.

As cidades podem ser classificadas de acordo com seu tamanho, suas atividades econômicas,

importância regional, entre outras características.

Primeiramente, deve-se orientar os alunos para que eles compreendam se moram

numa cidade, metrópole ou município.

Municípios: no Brasil, são as menores divisões político-administrativas. Todo município possui governo

próprio; sua área de atuação compreende as zonas urbana e rural pertencentes ao município.

Cidade: é a sede do município, independente do número de habitantes que possa ter. As atividades

econômicas nas cidades diferem das do campo e envolvem a comercialização de produtos em geral e o

oferecimento de serviços comerciais, pessoais ou comunitários.

Metrópoles: são as cidades grandes ou que sediam regiões metropolitanas. Exemplo: São Paulo, Rio de

Janeiro.

Megalópole: É a união de duas ou mais regiões metropolitanas.

Cidades formais: são cidades projetadas, que comportam rede de saneamento básico e ruas planejadas,

com suporte ao trânsito.

Cidades informais: são compostas pelas regiões onde não existe infraestrutura suficiente.

Agora, que tal propor aos alunos criarem uma maquete parecida com sua cidade, feita de caixas de

papelão vazias?

Material necessário:

Caixas de papelão

Caixinhas de tamanhos diversos

Papel de embrulho de cor lisa

Cola

Tesoura

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26

DIA MUNDIAL DO URBANISMO

CREME DENTAL

cola

Colar as casinhas, prédios e árvores, nos locais escolhidos de sua cidade.

Abrir a caixa de papelão, como mostra a imagem, e colar uma folha de papel , para que não fiquem emendas.

Planejar e desenhar o traçado da cidade, no papelão da base da cidade.

Encapar, com papel de cores lisas, as caixinhas de diversos tamanhos

Desenhar, nas caixinhas encapadas, as portas e janelas das casas e prédios.

Fazer as árvores e recortar, no tronco, como mostra a figura, para que se sustentem, quando coladas na base.

cola

1

2

3

4

5

6

P

ASSO-A-P

ASSO

.

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PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA

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CARTA ABERTA EM DEFESA DO PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA O Fórum das universidades públicas participantes do PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA vem, por meio desta, defender o PNAIC e prestar esclarecimentos acerca de seu funcionamento e avaliação, em resposta a críticas que vêm sendo externadas por alguns setores da sociedade.

As tentativas de desqualificação do trabalho desenvolvido no âmbito do PNAIC são inconsistentes e não há, de fato, um debate aprofundado acerca de quais seriam os reais motivos para os ataques recentes empreendidos não por professores, mas por setores da mídia e alguns setores da

sociedade.

As informações passadas são equivocadas, evidenciando falta de conhecimento acerca da proposta pedagógica e do funcionamento desta iniciativa de formação de professores

alfabetizadores.

Ao criticar o PNAIC, imputando a ele a responsabilidade de resolver em dois anos a dívida histórica que este país tem com o direito à alfabetização, os opositores manifestam opiniões pouco

embasadas nos fatos.

A formação continuada dos professores alfabetizadores no âmbito do PNAIC foi iniciada em 2013, com continuidade em 2014 e 2015. Foram atendidos, em cada ano, mais de 300.000 professores. Nunca houve, na história da educação brasileira, uma ação com tamanha abrangência e tão

fortemente voltada para o fazer pedagógico do professor. Desse modo, podemos apontar um primeiro aspecto positivo: a garantia do direito à formação continuada a todos os professores alfabetizadores, tendo como referência a realidade da sala de aula.

Tal abrangência só foi possível porque o PNAIC inclui a qualificação de profissionais

efetivos das secretarias de educação municipais e estaduais, que, assumindo as funções de orientadores de estudo e coordenadores locais, são responsáveis pela formação dos professores dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, nos próprios municípios. Desse modo, há um regime de colaboração entre os entes federados (Ministério da Educação, Secretarias Municipais e Estaduais de

Educação) e as universidades públicas envolvidas, de modo que, em cada estado e

município, os encontros de formação são planejados considerando-se as peculiaridades e necessidades locais. As ações de formação são concebidas e executadas por todos e não apenas pelas equipes das universidades. Desse modo, todos são responsáveis pelas

conquistas realizadas. Nisso reside um segundo aspecto positivo: há, concretamente, um Pacto entre entes federados, que vêm empreendendo esforços para a melhoria

daqualidade da educação.

Um terceiro aspecto a ser considerado é que não há obrigatoriedade de utilização de um material didático específico. Na formação, são realizadas reflexões sobre diferentes

estratégias de ensino e de materiais, de modo a contemplar variados modos de ensinar e de aprender. As secretarias de educação podem adquirir materiais como jogos, livros,

revistas, jornais. O MEC também tem colaborado, disponibilizando o material de referência da formação e distribuindo livros didáticos, livros de literatura, jogos, dentre outros.

Os professores podem produzir e selecionar materiais diversos.

Assim, programas de aquisição de livros (literatura e didático) que garantem o

acesso dos estudantes a material de qualidade são discutidos no interior da formação, as políticas são mais bem compreendidas e isso ajuda a potencializar o seu uso. Não há, no âmbito do PNAIC, interesses comerciais que obriguem secretarias de educação a

comprar nenhum pacote fechado de materiais e nem prescrição aos professores do que precisam realizar em sala de aula. Os professores são formados para ganhar autonomia e terem consciência do que estão fazendo. Espera-se, no PNAIC, que os professores

ampliem conhecimentos e possam cada vez mais realizar um ensino consistente, refletindo sobre suas práticas para, a partir delas, construir saberes, num processo ininterrupto.

Um quarto aspecto a ser destacado é que o PNAIC apresenta objetivos ligados

aos direitos de aprendizagem que têm ajudado os professores a definir metas e as redes

A carta a seguir foi enviada pela professora Marília Vilela de Oliveira da faculdade

educação da Universidade Federal de Uberlândia.

A professora se dispõe para conceder entrevistas para a imprensa sobre o

assunto pelo contato mariliav@hotmail.com

Conheça mais sobre o PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE

CERTA no link:

http://pacto.mec.gov.br/o-pact

o

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30

PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA

a desenvolverem suas propostas curriculares com base em um repertório comum. As universidades responsáveis pela formação dos orientadores de estudo atuam

juntas, em seminários periódicos, para refletir sobre temas ligados ao ensino nesta etapa de escolaridade e produzir os materiais de referência da formação dos professores.

Desse modo, há um trabalho conjunto de produção de um material básico, ao qual são agregados novos materiais, em cada estado, para contemplar temáticas e experiências locais. Os autores dos materiais são pesquisadores de diferentes instituições, com

experiência em formação docente, além de professores da Educação Básica, que socializam experiências de sala de aula. Desse modo, há articulação entre ensino, pesquisa e extensão nas instituições públicas de ensino superior participantes. Nos dois anos de execução do PNAIC foram realizadas avaliações permanentes.

Os professores respondem mensalmente um questionário, julgando a formação recebida quanto a diferentes critérios: distribuição do tempo, volume de informações

apresentadas, relevância dos conteúdos abordados, aplicabilidade para a prática

profissional. Com pequenas variações entre os estados, os resultados dessas avaliações feitas pelos docentes mostram que há grande aceitação do PNAIC. Em todos os

critérios, as médias alcançadas têm sido em torno de 9,0.

As universidades também utilizam instrumentos de avaliação específicos, nos quais têm sido apontados alguns aspectos muito positivos, como a qualidade dos

materiais de formação utilizados, a articulação entre a teoria e a prática, a diversidade de temáticas tratadas, considerando-se a complexidade do trabalho do professor

alfabetizador, além do respeito aos professores como profissionais.

Algumas universidades também têm desenvolvido pesquisas no âmbito do

PNAIC, identificando mudanças qualitativas nas práticas dos docentes, que condizem com seus depoimentos e relatos que têm sido narrados em seminários anuais de

socialização de experiências.

Não há, no entanto, ainda, uma avaliação relativa aos impactos nas

aprendizagens das crianças. A Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) é a primeira experiência brasileira de avaliação das crianças concluintes do ciclo de alfabetização. Ela teve início em 2013, ano em que o PNAIC começou. Foi repetida em 2014.

Portanto, o tempo ainda é muito curto para se ter alguma informação sobre avanços

nesta área e, é necessário se registrar, a alfabetização é um direito que tem sido negado na nossa história.

Segundo o IBGE, em 1920, 70% dos adultos com 15 anos ou mais eram

analfabetos. Em 2009, 8,9% da população com 10 anos ou mais era analfabeta. Vê-se, portanto, que houve uma grande redução na quantidade de analfabetos entre adultos,

embora o país ainda não esteja garantindo esse direito a todos os cidadãos. É necessário maior investimento para que todos os adultos possam ter acesso a este conhecimento. É preciso ressaltar que também houve mudança e ampliação no que se considera

alfabetização, hoje pensada como domínio do sistema de escrita para seu efetivo uso em leitura e produção de textos. Assim, nossas expectativas sobre a aprendizagem de

crianças de 08 anos mudaram, embora algumas propostas de formação de professores e materiais didáticos oferecidos às redes públicas continuem a adotar concepções que

restringem o conceito de alfabetização à aprendizagem de um suposto código. Até 2012 não se tinha dados sobre a situação de crianças aos 8 anos de idade,

pois não havia avaliações como a ANA, uma avaliação em larga escala que informa

sobre os níveis dos estudantes por escola, município ou estado. Portanto, não podemos indicar claramente quais avanços podem ter ocorrido nos últimos anos.

A apresentação dos resultados da ANA é feita agrupando-se as notas por intervalos.

No caso da leitura, a ANA trabalha com metodologia de múltipla escolha e com

habilidades que podem ser medidas com essa metodologia, deixando de fora outras habilidades também importantes, mas que não podem ser avaliadas por meio de questões de múltipla escolha.

São propostos quatro níveis de leitura. O primeiro nível é composto tanto por

estudantes que não conseguem ler palavras, quanto pelos que conseguem ler palavras, mas não conseguem ler textos.

A junção desses dois perfis em um só nível dificulta o debate sobre o

diagnóstico feito, pois tradicionalmente as crianças que sabem ler e escrever palavras são consideradas alfabetizadas. Assim, em uma perspectiva tradicional no nível 1

estariam as crianças não alfabetizadas e as alfabetizadas. Muitas propostas de alfabetização, sobretudo centradas na memorização de letras, fonemas e sílabas

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apresentam tal concepção. No entanto, no PNAIC, é utilizada uma concepção de

alfabetização que só considera a criança alfabetizada quando ela é capaz de ler textos. Desse modo, no PNAIC teríamos como nível mínimo esperado o nível 2, em que

as crianças são capazes de ler textos curtos, identificando informações e reconhecendo as finalidades dos textos. Assim, 75,87% poderiam ser consideradas alfabetizadas em 2013 e 77,79% em 2014. Assim, em apenas um ano, o aumento foi de 1,92%. Tal

diferença pode, a princípio, parecer muito pequena, mas tratando-se de avaliações em larga escala, sabe-se que as mudanças não se dão, via de regra, de forma rápida.

Os níveis 3 e 4 são os das crianças que já têm um domínio maior na leitura,

lendo textos mais longos e complexos. É o que no PNAIC temos insistido em colocar como metas a serem atingidas em médio e longo prazo. Em 2013, 42,77% das crianças atingiram tal nível e em 2014, 43,83%.

Em produção de textos, os resultados são agrupados em cinco níveis. No

primeiro, estão as crianças que não escrevem palavras. Essas são as consideradas não alfabetizadas por autores de diferentes abordagens teóricas.

No nível 2, as crianças escrevem palavras, mas não conseguem produzir textos.

Em uma abordagem tradicional, seriam consideradas alfabetizadas. Para as equipes executoras do PNAIC, tais crianças não podem ser consideradas alfabetizadas, pois se espera que elas sejam capazes de escrever textos.

É a partir do nível 3 que estão as crianças que escrevem textos. Em 2013, não

houve avaliação das capacidades de escrita de textos. Em 2014, 73.32% estão nesses níveis. Não há como dizer se houve, nos últimos anos, algum progresso, pois, como foi dito, nunca houve avaliação desse tipo no país.

Nos encontros de formação do PNAIC, as discussões conduzem os professores a

pensarem que é importante melhorarmos cada vez mais as capacidades de escrita das crianças. No entanto, é importante considerar que não se espera de uma criança do ciclo de alfabetização que ela domine a norma ortográfica, pois essa aprendizagem ocorre

durante todo o Ensino Fundamental. O mais importante é que ela produza textos com sentido, com clareza e que atendam a diferentes finalidades na sociedade, para que não tenhamos, adiante, os ditos analfabetos funcionais, tão presentes ainda entre adultos na nossa sociedade. Esses analfabetos funcionais seriam aqueles que conseguem ler e

escrever palavras, mas não são capazes de compreender e produzir textos mais complexos.

Abordagens metodológicas centradas apenas no ensino de letras, fonemas,

sílabas e palavras não auxiliam os estudantes a chegarem aos níveis mais elevados de escrita. Por isso, no PNAIC, busca-se aprofundamento de estudos e planejamento de situações de ensino em que tanto seja garantida a aprendizagem do sistema de escrita e ortografia, quanto o desenvolvimento de capacidades de leitura e produção de textos. Os dados da ANA, portanto, não podem ainda ser usados para uma avaliação de

avanços, ou não, no processo educativo, embora sinalize que ainda temos muito que fazer para garantir uma alfabetização plena a todas as crianças. Estamos com mais de 20% das crianças brasileiras terminando o ciclo de alfabetização sem conseguir ler e escrever textos. É preciso energia concentrada para que os direitos dessas crianças

sejam garantidos e que as demais crianças alcancem níveis cada vez mais ampliados de domínio da leitura e da escrita.

As reflexões acima sobre os resultados da ANA ajudam a entender que não é

possível, neste momento, fazer relação direta entre o que foi encontrado e o que vem sendo desenvolvido no âmbito do PNAIC. Sem dúvidas, ainda há muito a ser

conquistado para que se garanta o direito a uma alfabetização plena de todos os brasileiros. O PNAIC, com certeza, tem muito a contribuir.

Qualquer política de formação de professores precisa de tempo para consolidar práticas e aprofundar conhecimentos. Os problemas educacionais brasileiros são

resultados de uma longa história de descaso. Não se pode atribuir possíveis resultados negativos a políticas recentes. Qualquer interrupção na rede de trabalho que se formou pode colocar em risco o potencial transformador do PNAIC, que se estabeleceu como uma experiência bem-sucedida de regime de colaboração entre os entes federados e as universidades públicas. O PNAIC precisa ser concebido como uma Política de Estado, para que não fique vulnerável a qualquer instabilidade do País. Deve ser encarado como uma conquista brasileira e como um esforço coletivo que está acima de interesses

particulares.

É preciso também enfrentar outros problemas que têm impedido, ou dificultado, a realização da tarefa que temos que realizar. Ações que garantam a melhoria da

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PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA

formação inicial de professores e sua oferta pública, a ampliação da jornada escolar das crianças, a melhoria salarial dos profissionais da educação, a garantia de melhores

condições de trabalho, com tempo suficiente para que os docentes possam planejar a ação didática, elaborar materiais, desenvolver projetos especiais para as crianças que estejam precisando, não podem ser desconsiderados no debate sobre os resultados das avaliações.

Universidade de Brasília

Universidade do Estado da Bahia

Universidade do Estado de Minas Gerais Universidade Estadual de Campinas

Universidade Estadual de Maringá

Universidade Estadual de Montes Claros Universidade Estadual de Ponta Grossa Universidade Federal da Paraíba

Universidade Federal de Alagoas Universidade Federal de Goiás

Universidade Federal de Juiz de Fora Universidade Federal de Mato Grosso

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Universidade Federal de Minas Gerais

Universidade Federal de Ouro Preto Universidade Federal de Pelotas

Universidade Federal de Pernambuco Universidade Federal de Rondônia Universidade Federal de Roraima

Universidade Federal de Santa Catarina Universidade Federal de Santa Maria Universidade Federal de São Carlos Universidade Federal de Sergipe Universidade Federal de Tocantins Universidade Federal de Uberlândia

Universidade Federal do Acre Universidade Federal do Amapá

Universidade Federal do Espírito Santo Universidade Federal do Maranhão

Universidade Federal do Oeste do Pará Universidade Federal do Pará

Universidade Federal do Paraná Universidade Federal do Piauí

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

(18)

CONTRIBUIÇÃO DO LEITOR

Este espaço é destinado à publicação de contribuições de nossos leitores. A intenção é compartilhar pesquisas e projetos,

entre outros textos de interesse prático acadêmico que tenham sido produzidos por educadores, estudantes e/ou

pesquisadores da esfera educacional. O material será previamente analisado pela equipe Bastidores da Escola e, desde

que seja confirmada sua utilidade aos leitores da revista, será publicado, não havendo nenhum tipo de remuneração, visto

que a proposta é o intercâmbio de pesquisas e experiências entre educadores que acreditam que, compartilhando o

conhecimento, este possa ser multiplicado. Os trabalhos enviados para publicação devem ser inéditos.

Bastidores da Escola não se responsabiliza pela autenticidade nem pela revisão dos textos a serem publicados,

considerando, entretanto, que mesmo sendo o assunto pertinente e interessante para a Revista, sua aceitação por esta

dependerá de uma prévia correção ortográfica,dentro das normas gramaticais vigentes, a cargo do autor, e da clareza em

sua exposição.

O trabalho deverá ser enviado juntamente com o Termo de Cessão de Direitos Autorais (disponível em

bastidoresdaescola.com/blog).

A Revista se reserva o direito de editar os trabalhos, em função do espaço e para melhor clareza e compreensão dos

leitores, cuidando para que não percam sua originalidade. As referências e sua exatidão são de inteira responsabilidade

dos autores.

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HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM ROMA

Alunos:

KELLY ALVES CAMILO

MONALISE SOUZA

MARIANA MACHADO

ALBA

JULIANA NASTALLI

37

38

Trabalho apresentado à disciplina História da Educação I

da Universidade Federal de Uberlândia, como alunas do

primeiro ano do curso de Pedagogia-Noturno.

Professora: Drª. Sandra Cristina Fagundes de Lima

Período arcaico (VIII a.C. – I a.C.)

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METODOLOGIA DO ENSINO DA MATEMÁTICA

OS JOGOS E O ENSINO DA MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL

Alunos:

CINTIA ROCHA FERREIRA

JULIANA NASTALLI

KELLY ALVES CAMILO

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40

Trabalho apresentado ao curso de Pedagogia, turma 72ª

noturno, da Universidade Federal de Uberlândia.

Professor: Benerval Santos

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Gostaríamos muito que você nos enviasse temas e sugestões para trabalharmos na Revista. Tudo o que diz respeito a Educação Infantil e Ensino Fundamental nos interessa muito.

Educação é, sem dúvida, uma das coisas mais prazerosas e necessárias para nos envolvermos, nos dias de hoje.

A Escola deve ser feita por todos.

Envie suas sugestões, ideias, projetos para: contato@bastidoresdaescola.com Será um imenso prazer recebê-los.

Redação

Gisela Rocha Resende

Projeto gráfico e fotos

Monique Rocha Eme Stone

Diagramação

Marta Barbosa

Revisão

Tânia de Novais Silveira

Desenvolvimento Web

Raphael César S. Machado

Pedagoga responsável

Renata Juliana Paraguaçu

Jornalista responsável

Renato Cury Gentilini

Mtb 07547 JPMG

Departamento comercial

Tânia de Novais Silveira

EXPEDIENTE

Bastidores da Escola é um publicação on line, mensal, gratuita, que tem como objetivo auxiliar, integrar e informar professores e profissionais que se dedicam à Educação.

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