BOLETIM
ECONÔMICO
Nº2
Hospitais, Clínicas, Laboratórios
e Demais Estabelecimentos de
Serviços de Saúde do Estado de
São Paulo
Desempenho Geral do setor
O número de
estabele-cimentos de saúde no país
cresceu 1,4% de dezembro
de 2017 a março de 2018.’’
Fonte: CNESO número de estabelecimentos de saúde no país cresceu 1,4% em março de 2018, em relação a dezembro de 2017, totalizando 316.736 unidades. No Estado de São Paulo, o número de estabelecimentos de saúde creceu em 1,1% no mesmo período em questão, totalizando 76.725 unidades. Os preços dos serviços de saúde, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tiveram um aumento de 2,8% de janeiro a março de 2018, em relação ao mesmo período de 2017, aumento muito superior ao verificado no índice geral (IPCA), de 0,7% para o período em questão, impulsionado pela variação de 3,2% no reajuste dos planos de saúde.
Maio 2018 BOLETIM ECONÔMICO FEHOESP
2
Desempenho geral do setor - Em variação % | Acumulado de janeiro a março de 2018
Por tipo
Brasil São Paulo
Mar18 Mar18
Fontes Pagadoras
Beneficiários dos planos de assistência médica (ANS) 0,3% 0,4%
Número de beneficiários dos planos de assistência médica (ANS) 47,4 Milhões 17,3 Milhões Hospitais, Clínicas e Laboratórios
Número de estabelecimentos (CNES) 1,4% 1,1%
Emprego do Setor (Caged) 2,7% 2,8%
Preços
Serviços de saúde (IPCA-IBGE) 2,8% 2,9%
Fonte: Ministério da Saúde - Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil - CNES; ANS; IBGE | Elaboração Websetorial Tabela 01.
*Variação referente à comparação do número de beneficiários em março de 2018 em relação a dezembro de 2017
Preços dos produtos para a saúde
Preços dos produtos para a saúde ao
consumi-dor - Em variação %, até março de 2018
Categoria
Brasil São Paulo Ac. no
ano 12 meses Ac. no ano 12 meses
Índice geral 0,7% 2,7% 0,7% 3,5%
Serviços de saúde 2,8% 10,7% 2,9% 11,4%
Serviços médicos e dentários 2,0% 5,5% 2,5% 6,1% Serviços laboratoriais e hospitalares 1,2% 3,8% 0,7% 4,0%
Exame de laboratório 1,2% 2,1% 0,0% N/D
Hospitalização e cirurgia 1,4% 4,5% 0,8% 4,4%
Fonte: IBGE - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (Tabela 1419) | Elaboração Websetorial
De janeiro a março de 2018, em relação a igual período do ano anterior, os preços dos serviços de saúde cresceram 2,8% no país e 2,9% no Estado de São Paulo. Para o Estado de São Paulo, tais variações refletiram, principalmente, o aumento nos preços dos serviços médicos e dentários, de 2,5%, e dos planos de saúde, de 3,2%. Nos últimos 12 meses, contados de abril de 2017 a março de 2018, em relação aos 12 meses anteriores, os serviços de saúde sofreram inflação de 11,4%, em São Paulo, decorrentes de aumentos de 13,6% nos planos de saúde pagos diretamente pelo consumidor ou “out of pocket”(Tabela 02).
Tabela 02.
3
Hospitais, Clínicas,Laboratórios e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo
Em março de 2018, segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Brasil registrava 316.736 estabelecimentos de saúde, com crescimento de 1,4%, comparado com dezembro de 2017. Nesse contexto, destaca-se, no período em questão, o crescimento de 4,7% no número de unidades de “Home Care”.
No Estado de São Paulo, em março de 2018, comparado com dezembro de 2017, o número de estabelecimentos de saúde cresceu 1,1%, com destaque para o crescimento de 2,1% no número de prontos-socorros especializados e recuo de 1,8% no número de estabelecimentos de pronto-atendimento em geral. (Tabela 03)
Estabelecimentos por tipo - Em variação % | Acumulado de janeiro a março de 2018
Tabela 03.
Fonte: Ministério da Saúde - Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil - CNES - Consulta dia 26/04/2018|
Por tipo
Brasil São Paulo Variação % Mar 18 Dez17 Mar 18 Dez17 BR SP
Hospitais especializados 6.831 6.810 1.093 1.084 0,3% 0,8%
Clínicas e Ambulatórios especializados 47.444 46.280 10.661 10.499 2,5% 1,5%
Consultórios 155.822 154.018 49.730 49.189 1,2% 1,1%
Home Care 620 592 156 155 4,7% 0,6%
Serviço de Apoio de Diagnose e Terapia 23.648 23.302 4.335 4.262 1,5% 1,7%
Policlínica 7.613 7.504 1.962 1.941 1,5% 1,1%
Pronto-Atendimento Geral* 1.122 1.102 275 280 1,8% -1,8%
Prontos- Socorros Geral e Especializado 456 453 149 146 0,7% 2,1%
Outros 73.180 72.441 8.364 8.301 1,0% 0,8%
Total 316.736 312.502 76.725 75.857 1,4% 1,1%
Perfil dos estabelecimentos de saúde
Maio 2018 BOLETIM ECONÔMICO FEHOESP
4
Desempenho do emprego no setor - Brasil e Estado de São Paulo
No acumulado de janeiro a março de 2018, segundo dados do CAGED, do Ministério do Trabalho, houve abertura de 22.183 vagas nas atividades do setor de hospitais, clínicas e laboratórios no Brasil, totalizando o contingente de 2.166.664 trabalhadores. Entre as atividades, destaca-se a criação de 6.121 postos de trabalho na atividade “Médica ambulatorial” e também a geração de 5.018 vagas de trabalho na atividade “Atendimento hospitalar”, no período em questão, em
relação a dezembro de 2017.
O Estado de São Paulo registrou em março de 2018 o contingente de 719.711 trabalhadores no setor de hospitais, clínicas e laboratórios. No acumulado do ano, o setor gerou 7.659 vagas, destacando-se a geração de 1.947 postos na atividade “Médica ambulatorial”. O Estado de São Paulo emprega 33% do contingente de trabalhadores alocados no setor no país. (Tabela 04)
Categoria
Brasil São Paulo
Mar18
Saldo das
contratações Variação % Mar18
Saldo das
contratações Variação % Mar18/
Dez17 Mar18/Dez17 Mar18/Dez17 Mar18/Dez17
Atendimento hospitalar 1.198.947 5.018 0,42% 391.800 1.881 0,48%
Serviço Móvel de Urgência 7.580 -7 -0,09% 2.830 -112 -3,81%
Serviço móvel de remoção de pacientes 4.090 24 0,59% 2.433 9 0,37%
Atividade médica ambulatorial 341.305 6.121 1,83% 119.664 1.947 1,65%
Laboratório, Diagnóstico e exames 244.724 2.807 1,16% 70.572 794 1,14%
Profissionais da área de saúde 71.765 1.436 2,04% 23.872 343 1,46%
Gestão de saúde 81.716 3.439 4,39% 10.765 1.124 11,66%
Ativ. de atenção à saúde humana não esp. anteriormente 90.681 342 0,38% 39.157 114 0,29% Atividades de assistência a pacientes especiais1 59.656 1.114 1,90% 31.551 491 1,58%
Fornecimento de infraestrutura 15.892 709 4,67% 5.257 617 13,30%
Assistência psicossocial 15.948 383 2,46% 6.229 157 2,59%
Assistência social 34.360 797 2,37% 15.581 294 1,92%
Total 2.166.664 22.183 1,03% 719.711 7.659 1,08%
Evolução do emprego no setor no Brasil e no Estado de São Paulo - 2018
1 Idosos, deficientes físicos, imunodeprimidos e convalescentes prestadas em residências coletivas e particulares. Fonte: Caged/MTE e Rais 2016 | Elaboração Websetorial
5
Hospitais, Clínicas,Laboratórios e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo
Leitos hospitalares por especialidades e complementares - SUS e Não SUS
Tabela 05.
Leitos
SUS Não SUS
Saldo no ano Variação % Saldo no ano Variação %
2010 2017 2010/2017 2010 2017 2010/2017 Total de leitos 335.482 303.183 -9,6% 127.674 133.629 4,7% Cirúrgicos 76.690 74.601 -2,7% 40.610 42.020 3,5% Clínicos 106.162 107.776 1,5% 42.509 46.167 8,6% Obstétricos 46.045 40.019 -13,1% 14.574 13.459 -7,7% Pediátricos 51.293 40.255 -21,5% 12.182 11.038 -9,4% Outras Especialidades 50.519 35.211 -30,3% 14.371 15.572 8,4% Hospital/Dia 4.773 5.321 11,5% 3.428 5.373 56,7%
Total de leitos complementares 24.486 30.013 23% 20.160 26.406 31%
Unidade intermediária 1.716 0 -100% 1.173 0 -100%
Unidade intermediária neonatal 3.578 775 -78% 825 24 -97%
Unidade isolamento 3.102 3.137 1% 827 1.059 28%
UTI adulto 10.218 15.016 47% 11.580 16.085 39%
UTI pediátrica 2.066 2.683 30% 1.846 2.067 12%
UTI neonatal 3.637 7.988 120% 3.841 6.573 71%
UTI de queimados 169 181 7% 68 60 -12%
UTI coronariana tipo II -UCO 0 233 100% 0 538 100%
Fonte: Ministério da Saúde - Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil - CNES
Recursos físicos - Leitos Hospitalares e complementares no Brasil
O Sistema Único de Saúde em 2017, contabilizou 303.183 leitos divididos entre as diversas especialidades. Ao comparar 2017 com 2010, nota-se uma redução de 9,6% no número de leitos, o que significa um fechamento de 32.299 leitos, segundo o CNES. Já os leitos não SUS tiveram um incremento de 4,7% no período em questão, resultando em 5.955 novos leitos. Na análise do total de leitos complementares,
onde são incluídos os leitos de UTI, houve aumento de 23% no número de leitos de 2010 a 2017 no SUS e crescimento de 31% no não SUS.
Nota-se que nas estatísticas do CNES, não são mais contabilizados leitos de unidades intermediárias, e que foram incluídos os leitos de UTI Coronariana tipo II. (Tabela 05)
Maio 2018 BOLETIM ECONÔMICO FEHOESP
6
Comparativo internacional dos leitos hospitalares
Gráfico 01.
Indicador de disponibilidade de leitos por mil habitantes
Fonte: Ministério da Saúde - Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil - CNES / OCDE
Para melhor entendimento dos dados, foram separados os leitos hospitalares no Brasil por SUS e não SUS, dividimos pela população usuária estimada, ou seja, para o não SUS foi aplicado o número de beneficiários de planos de saúde e, para o SUS, a população menos esses beneficiários.
Esses indicadores mostram que no SUS existem 2,11 leitos por mil habitantes e 3,27 leitos por mil beneficiários no setor suplementar.
A título de comparação, os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 2016 (último dado disponível), mostram que o Brasil (leitos não SUS) dispõe de um número de leitos por mil usuários semelhante aos da Islândia. O Brasil SUS possui o pior indicador de disponibilidade de leitos na comparação com os parâmetros OCDE disponíveis.
6,14 4,77 3,27 3,16 3,03 2,73 2,61 2,58 2,11 0 1 2 3 4 5 6 7
7
Hospitais, Clínicas,Laboratórios e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo
Internações no Sistema Único de Saúde e na Saúde Suplementar
Número de internações realizadas no SUS e no Sistema Suplementar - 2016
Fonte: DATASUS/ANS – Elaboração Websetorial
Por tipo
N0 de internações
Internação por 1.000 usuários
SUS ANS Total SUS ANS Total
Clínicas* 6.736.235 3.203.661 9.939.896 42,10 67,19 47,86
Insuficiência cardíaca 206.576 29.450 236.026 1,29 0,62 1,14
Infarto do Miocárdio*** 65.661 43.152 108.813 0,41 0,90 0,52
Doença hipertensiva 67.511 38.261 105.772 0,42 0,80 0,51
Acidente Vascular Cerebral - AVC 175.697 43.167 218.864 1,10 0,91 1,05
Diabete Mellitus 89.723 27.171 116.894 0,56 0,57 0,56 Psiquiatria 188.137 81.806 269.943 1,18 1,72 1,30 Obstetrícia 1.823.972 543.463 2.367.435 11,40 11,40 11,4 Parto Normal 1.075.198 86.358 1.161.556 6,72 1,81 5,6 Cesária 748.774 457.105 1.205.879 4,68 9,59 5,8 Cirúrgicas** 4.428.683 3.322.096 7.750.779 27,68 69,67 37,3 Laqueadura Tubária 33.869 15.873 49.742 0,21 0,33 0,2
Implante de CDI (Cardio desfibrilador implantável) 1.702 1.273 2.975 0,01 0,03 0,0 Implementação de marca-passo 19.294 10.864 30.158 0,12 0,23 0,1 População Usuária 160.016.470 47.683.530 207.700.000
Nesta seção, foram selecionados dados de internações, realizadas em 2016, nas duas esferas de atendimento à saúde para as quais pudemos obter dados das duas esferas de atendimento à saúde, ou seja, tanto no Sistema Único de Saúde, como na saúde suplementar (planos de saúde).
Tabela 06.
Internações clínicas* e cirúrgicas** em todas as especialidades, inclusive as selecinoadas nas linhas abaixo da Tabela. ***Número de internações para tratamentos de infarto do miocárdio
Em 2016, os planos de saúde totalizaram 47,7 milhões de beneficiários, enquanto a população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) em 160 milhões de pessoas, ou seja, a esfera SUS tem uma demanda cerca de três vezes superior à dos planos de saúde.
Maio 2018 BOLETIM ECONÔMICO FEHOESP
8
Número de internações para cada 1.000 usuários - 2016
Fonte: SUS/DATASUS/Canadian Institute for health information Gráfico 01.
Internações no Sistema Único de Saúde brasileiro e na Saúde Suplementar
No mesmo ano, o Sistema Único de Saúde teve 6,7 milhões de internações clínicas, enquanto que nos planos de saúde foram 3,2 milhões, totalizando 9,9 milhões de internações clínicas no ano no país. No tocante às internações cirúrgicas, ocorreram 4,4 milhões de internações no SUS, segundo os dados do DATASUS, enquanto que o sistema suplementar teve 3,3 milhões de internações, segundo a ANS (Tabela 06). A partir dessas informações, foi estimado o indicador de internações por cada 1.000 usuários. Assim, em 2016, o indicador de internações clínicas por 1.000 usuários no SUS foi de 42,1 e nos planos de
saúde de 67,2. Na obstetrícia, de 11,4 nos dois sistemas e, no caso da cirúrgica, foi de 27,7 no SUS e de 69,7 no sistema suplementar, fato que pode estar refletindo uma demanda reprimida por cirurgias no SUS (Tabela 06). Na comparação das internações hospitalares no SUS e nos planos de saúde com as internações que ocorrem no Canadá, nota-se que o Canadá apresenta índice de internações hospitalares por 1.000 usuários por infarto do miocárdio de 8,1, semelhante ao Brasil não SUS, de 9,37. Os índices de implantação de marca-passo no Canadá são bem superiores aos nacionais nos dois sistemas (Gráfico 02.) Gráfico 02. 0,12 4,68 0,41 1,18 0,23 9,59 9,37 1,72 0,6 2,8 8,1 2,5 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00
Imp. de marca-passo Cesária Infarto do Miocárdio Psiquiatria SUS Planos de saúde Canadá
9
Hospitais, Clínicas,Laboratórios e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo
Pesquisa semestral de Glosas FEHOESP /Websetorial
Tabela 07.
Definição de glosa
A glosa ocorre quando a fonte pagadora bloqueia o pagamento, total ou parcialmente, ao prestador de serviços de saúde pelos produtos, materiais e/ou equipamentos utilizados em determinado procedimento previamente autorizado pela própria fonte pagadora, principalmente em casos de intercorrências durante os procedimentos cirúrgicos ou alguma outra razão que a fonte pagadora usa para justificar a necessidade de auditorias, verificações, etc.
Pesquisa
Na primeira edição da pesquisa FEHOESP/Websetorial sobre glosas, que passará a ocorrer semestralmente, 36 empresas associadas à entidade responderam ao questionário que é base para monitorar a situação das glosas praticadas por planos de saúde junto às primeiras.
As participantes da pesquisa estavam assim distribuídas por atividade: 58,3% clínicas especializadas, 19,4% laboratórios de análises e 22% hospitais. A pesquisa mostrou que a grande maioria dos participantes (97%) sofre com glosas praticadas por planos de saúde e pelo SUS, sendo que o fato ocorre em 90% com os planos de saúde e 10% com o SUS. O percentual do faturamento anual a receber ainda não pago por planos de saúde, por conta de glosas, foi em média de 10% em 2016 e 11%, em 2017.
O valor médio por empresa estimado em reais a receber e não pago, por conta de glosas, foi de R$ 348.600, em 2016, e de R$ 797.600, em 2017, entre as participantes da pesquisa.
O percentual dos custos das empresas oneradas pelas glosas foi de 17%, enquanto a taxa média de reapresentação das glosas foi de 72%. A taxa média de recuperação dos valores glosados foi de 43% entre os participantes da pesquisa.
Participantes do 1
oquestionário de
glosas por atividade FEHOESP
Gráfico 02
Fonte: Elaboração Websetorial
22%
20% 58%
Hospital Laboratório de Análises Clínica especializada
Maio 2018 BOLETIM ECONÔMICO FEHOESP
10
bioenergética, constelação familiar e cromoterapia. Agora são 29 procedimentos oferecidos. Segundo o Ministério da Saúde, evidências científicas têm mostrado os benefícios do tratamento integrado entre medicina convencional e práticas integrativas e complementares. Além disso, há um crescente número de profissionais capacitados e habilitados e maior valorização dos conhecimentos tradicionais. Somente no ano passado foram capacitados mais de 30 mil profissionais.
Fonte: JANSEN, CAMBRICOLI, Roberta, Fabiana, ‘’SUS incorpora dez novas terapias alternativas’’, Disponível em http://saude. estadao.com.br/noticias/geral,sus-incorpora-dez-novas-terapias-alternativas,70002224343, acesso em 27/03/2018
Despesas com saúde:Os gastos aplicados em saúde
têm superado o mínimo constitucional, segundo o governo. Nos últimos cinco anos, foram gastos R$ 13,99 bilhões a mais que o mínimo exigido. Segundo o Ministério da Fazenda, com a nova regra do teto de gasto valendo integralmente neste ano, a tendência é que os restos a pagar inscritos na área da saúde diminuam significativamente. Na avaliação do governo, o elevado volume de restos a pagar refletiu o fato de que os gestores não conheciam até o último dia do ano o valor efetivo do mínimo a ser gasto, o que dependia da receita realizada. Isso fez com que se postergasse para os últimos meses o empenho de boa parte das despesas. Fonte: FERNANDES, FORMENTI, Adriana, Lígia, ‘’ Volume de recursos retidos deve cair com nova regra, diz Fazenda’’ disponível em < http://economia.estadao.com.br/noticias/ geral,volume-de-recursos-retidos-deve-cair-com-nova-regra-diz-fazenda,70002195950> Acesso em 27/03/2018
Hospitais públicos: O governador de São Paulo,
Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato à Presidência da República, programou a inauguração de cinco novos hospitais até o dia 5 de abril de 2018. Além disso, vai destinar R$ 22 milhões para a realização de 2,5 mil cirurgias cardiovasculares infantis por ano.
EPIDEMIOLOGIA
Envelhecimento da População: Projeções feitas
com base em estatísticas do IBGE indicam que o Brasil terá mais idosos do que crianças (de zero a 14 anos) em 2030. É um cenário que coloca o Brasil ao lado de países desenvolvidos, como Reino Unido, França e Alemanha, diante de enorme desafio: o de garantir equilíbrio financeiro aos sistemas de saúde. As despesas do Sistema Único de Saúde (SUS) com assistências ambulatorial e hospitalar podem atingir a magnitude de R$ 115 bilhões ao ano, que, atualmente, estão em torno de R$ 45 bilhões. E são justamente as doenças crônicas, tipicamente diagnosticadas nos idosos, que exercem maior pressão sobre os custos. Segundo Alexandre Kalache, gerontólogo e presidente do Centro Internacional da Longevidade no Brasil, a falta de política pública bem estruturada destinada a lidar com o rápido processo de envelhecimento da população brasileira, não dá margem a otimismo quando é avaliada a capacidade do país de pagar essa conta e garantir o atendimento que vier a ser necessário. Para Kalache, algumas iniciativas devem ser tomadas. Uma seria atualizar currículos dos cursos da área de saúde e o outro caminho seria a adoção de políticas públicas de saúde voltadas à atenção primária, com acompanhamento médico contínuo e não só em casos emergenciais. Ou seja, é necessário recuperar a cultura do cuidado, com unidades de saúde que façam o acompanhamento médico do paciente ao longo da vida.
Fonte: MING, Celso, Como enfrentar despesas de saúde dos mais velhos. O Estado de S. Paulo. São Paulo 04 de março de 2018. Coluna do Broadcast. B2
SAÚDE PÚBLICA - SUS
Inclusão de novas terapias no SUS: O Sistema
Único de Saúde (SUS) incorporou dez novas terapias alternativas, como florais, aromaterapia,
11
Hospitais, Clínicas,Laboratórios e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo
Perspectivas para o setor
No final de 2017, o Instituto do Coração (Incor) finalmente quitou as suas dívidas milionárias com fornecedores e bancos, colocando, assim, um fim à pior crise de sua história. Vice-presidente do Conselho Diretor da instituição, o cirurgião Fábio Jatene afirma que o progresso alcançado nos últimos anos levou a instituição a ter hoje estrutura tão moderna quanto a dos melhores hospitais privados. “Nós temos instalações e equipamentos apropriados para realizar os procedimentos e acesso às mais modernas tecnologias. Estamos entre os maiores centros transplantadores de coração e pulmão do mundo. Isso caracteriza uma excelência”, destaca. Ao longo dos seus 40 anos, o hospital já fez mais de mil transplantes.
Fonte : CAMBRICOLI, Fabiana, ROMERO, Helvio, ‘’ Incor vence a crise, paga dívida de R$ 464 milhões, e reafirma excelência’’, disponível em http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,incor-vence-crise-paga-divida-de-r-464-milhoes-e-reafirma-excelencia,70002159752, Acesso em 28/03/2018;
Medicamentos: Os medicamentos de alto custo
são um dos itens que mais oneram os orçamentos de saúde, consumindo cerca de 80% do que é destinado a pacientes com câncer. Esses gastos somam, atualmente, cerca de R$ 500 milhões por ano. A compra coletiva de medicamentos dos estados brasileiros, através do mercado comum no Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (Brc), vai reduzir de 5% a 10% os gastos com medicamentos. Essa ação permitirá aos estados redimensionar verbas da saúde. A compra coletiva acelera o processo de licitação e reduz o tempo entre a escolha do fornecedor e a distribuição do remédio na ponta do sistema, além de evitar a competição tributária entre os estados. O Brc é a junção de sete unidades da federação do Brasil Central que se uniram para buscar desenvolvimento.
Fonte: BRASIL CENTRAL, consorcio brasil central, Goiás, 2017
Smartphones para cirurgia do cérebro: Os médicos
pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP) adaptaram smartphones ao endoscópio - o instrumento utilizado para observar o interior do organismo. Os cientistas demonstraram a aplicação do novo recurso em neurocirurgias realizadas em 42 pacientes no HC e o recurso acabou mostrando diversas vantagens em relação aos métodos convencionais. Uma delas seria o baixo custo, já que um sistema de neuroendoscopia custa em torno de R$ 200 mil a R$ 300 mil. Com a nova opção, os custos são reduzidos ao preço de um iPhone e do adaptador que integra o endoscópio ao celular, que custa cerca de R$ 1 mil.
Fonte: CASTRO, Fábio, ‘’ Médicos da USP usam smartphones para cirurgias no cérebro’’, disponível em <http://ciencia.estadao.com.br/ noticias/geral,medicos-da-usp-usam-smartphones-para-cirurgias-no-cerebro,70002225344> Acesso em 27/03/2018
Falha em diagnóstico: Segundo levantamento do
Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), 88% dos médicos recém-formados, não souberam interpretar o resultado de uma mamografia, 78% erraram o diagnóstico de diabetes, cerca de 60% demonstraram pouco conhecimento de doenças parasitárias e 40% não souberam fazer exame de suspeita de apendicite aguda. Em outros países, como Estados Unidos, Portugal e Canadá, um indivíduo que não sabe essas coisas não exerce a medicina. O índice de aprovação no exame do Cremesp foi de 60% dos médicos recém-formados, acima de 2016, quando esse percentual chegou a 46%. O objetivo do conselho é ter aprovação de 85%. O Conselho está lançando uma campanha on-line para que o exame se torne obrigatório em nível nacional. Fonte: FELIZ, Paula. Recém-formados falham em diagnósticos básicos. O Estado de São Paulo, São Paulo, 23 de fevereiro de 2018. Metrópole, A12
Farmácia Popular: No ano passado, foram fechados
Edição: Nº 2 | Maio 2018 referente a janeiro a março de 2018 Elaboração: Websetorial Consultoria econômica
www.websetorial.com.br
Perspectivas para o setor
que recebiam recursos públicos. Foi mantida somente a modalidade “Aqui tem Farmácia Popular”, uma parceria com quase 34 mil unidades da rede privada, que oferece quantidade bem menor de remédios gratuitos, ou com descontos de até 90%. Dezoito cidades onde não existem drogarias privadas conveniadas, principalmente no Norte e Nordeste, ficaram sem assistência farmacêutica. Entretanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou fraudes e custos acima do normal em convênios entre o Ministério da Saúde e o setor privado. Uma auditoria da pasta concluiu que houve desvios que podem chegar a R$ 60 milhões, em cerca de 500 drogarias conveniadas.
Fonte: RESENDE, Thiago, Fechamento da rede da Farmácia popular e investigado pelo TCU. Valor Econômico. São Paulo, 08 de fevereiro de 2018. Brasil. A3
SAÚDE PRIVADA
Hospitais privados: O Grupo H Olhos realizará, em
2018, o investimento de R$ 32 milhões para abrir um hospital especializado em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Do montante investido, 30% serão de recursos próprios e o restante virá de empréstimos bancários. As obras se iniciaram em janeiro de 2018, mas ainda sem previsão de término. O hospital terá capacidade de realizar cerca de 6 mil atendimentos no pronto-socorro, 12 mil consultas eletivas e 3 mil cirurgias, empregando cerca de 300 pessoas, sendo 140 médicos.
Fonte : KOIKE, Beth. Despesas em hospitais crescem mais que a receita. Valor Econômico, São Paulo, 3,4,5 de março de 2018.