98
EIXO TEMÁTICO IV
Cuidado Qualificado
COMUNICAÇÃO ORAL
99
40114 - Percepções de mulheres em relação ao nascimento: cuidado empático ou apático?
Leticia do Nascimento Freire1; Geisa Sereno Velloso2; Flávia Lima Miranda3; Leticia Neves Vieira Costa4; Sirleide Corrêa Rangel5; Patrícia de Oliveira Lima6
SEM CREDENCIAIS DOS AUTORES
Introdução: A gestação é um período em que a maioria das mulheres prepara-se durante a vida para o momento único
de ser mãe. É uma vivência individualizada e, portanto, cada mulher tem suas próprias percepções e seu imaginário sobre este momento. De um modo geral é natural que os sentimentos fiquem aflorados, alternando-se entre momentos de alegria e emoção e momentos de medo e aflição. Que podem ser amenizados e/ou agravados dependendo da assistência que receberá durante o processo parturitivo. O nascimento no ambiente hospitalar é caracterizado pela adoção de tecnologias e procedimentos com o objetivo de promover mais segurança para a mulher e para o recém-nascido. Contudo, segundo as diretrizes nacionais de assistência ao parto normal, as mulheres e recém-nascidos são expostos a altas taxas de intervenções, como a episiotomia, o uso de ocitocina, a cesariana, entre outras, que só deveriam ser utilizadas em situações necessárias, porém são bem mais comuns do que podemos imaginar.Objetivo:
Avaliar a percepção das mulheres sobre o trabalho de parto, parto e nascimento e a relação desses momentos com os cuidados recebidos pelos profissionais de saúde. Métodos: Trata-se de um estudo de caráter descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, através de pesquisa de campo realizada por meio de entrevista semiestruturada baseada nas técnicas de organização e análise de conteúdo de Bardin. O estudo constituiu-se de 30 mulheres que passaram pela experiência de trabalho de parto, parto e nascimento no município de Vassouras/RJ. Após aprovação do Comitê de Ética nº: 2823937, os dados foram coletados através de um questionário com caracterização das entrevistadas e 12 questões com informações sobre o objeto do estudo. Resultados: A partir da análise dos dados pode-se perceber a insatisfação da mulher com a assistência recebida, episiotomias frequentes sem autorização das pacientes, pressão psicológica, protagonismo médico no parto, medicalização desnecessária e assistência desumanizada. Conclusão: O estudo revelou que a maioria das mulheres vivenciaram experiências negativas no processo parturitivo, com predomínio da negligência, do autoritarismo e posição de objeto da mulher em relação ao cuidado. Espera-se que o nascimento de um filho seja um momento mágico e especial na vida da mulher, mas, o estudo revela, a falta da empatia, do cuidado humanizado, da boa escuta e da prontidão dos profissionais da saúde retratada na categoria circo dos horrores.
Descritores: Enfermagem; Parto; Nascimento; Trabalho de parto; Violência contra a mulher. Referências
1. Bardin L. Análise de Conteúdo. São Paulo (SP): Edições 70, 2016.
2. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal. Brasília (DF); 2017. 3. Muniz BMV, Barbosa RM. Problematizando o atendimento ao parto: cuidado ou violência? In: Cuba Salud, 2012.
Memorias Convención Internacional de Salud Pública. Cuba: Havana; 2012. p. 1-11.
4. Oliveira JC, Paula ACS, Garcia ESGF, Andrade MBT, Leite EPRC. Assistência obstétrica no processo de parto e nascimento. Rev Fund Care Online. 2018 [acesso em 2018 set. 20]; 10(2):450457. Disponível em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/6083/pdf_1.
1Enfermeira, Doutoranda em XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. 2Enfermeira. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
3Acadêmica de Enfermagem. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 4Acadêmica de Enfermagem. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Paraíba 5Acadêmica de Enfermagem. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX da Paraíba
6Enfermeira, Doutora em Enfermagem. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Universidade Estadual da Paraíba. E-mail contato: [email protected]
100
40174 - Educação em saúde no pré-natal para empoderamento da gestante na preparação para o parto
Ítalo Roger Ferreira Torres1Introdução: A gravidez é um período muito especial para a mulher, independentemente do número de vezes pelo qual ela já tenha passado por essa experiência. Sendo assim, quando é bem aceita, as gestantes procuram se preparar da melhor forma possível para o momento único que a precede: o parto. A forma mais adequada que a gestante pode utilizar para garantir o bom desenvolvimento de sua gestação é o pré-natal. Objetivo: relatar a experiência da implantação do grupo de gestantes em uma ESF no município de Buriticupu-MA. Métodos: trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência, realizado nos meses de agosto a outubro de 2018, na ESF Primavera, município de Buriticupu – MA, através de rodas de conversas com gestantes do segundo e terceiro trimestres. Resultados: reconheceu-se, pelas participantes, a importância de ter conhecimento sobre os assuntos abordados nas rodas de conversa para ter maior autonomia sobre o seu corpo nesse período tão intenso. Percebeu-se uma desmistificação a respeito do parto natural, além dos cuidados com a saúde da própria gestante. Conclusão: despertou-se, pela experiência, para a necessidade de se construírem práticas de trabalho em saúde considerando os anseios das gestantes, incentivando para o cuidado de si mesma e do seu bebê, enaltecendo o empoderamento e a autonomia das mulheres envolvidas. Com isso, a mulher retorna a seu papel de sujeito ativo e o pré-natal como um excelente momento de troca entre o profissional e a paciente.
Descritores: educação em saúde, pré-natal, empoderamento, gestante, trabalho de parto. Referências:
1. Melo KL, Vieira BDG, Alves VH, et al. O comportamento expresso pela parturiente durante o trabalho de parto: reflexos da assistência do pré-natal. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, 2013 [Acesso: 05 de julho de 2019]; 6(3):1007-20. Disponível em: http://www.redalyc.org/pdf/5057/505750623015.pdf..
2. Souza EVA de, Bassler TC, Taveira AG. Educação em saúde no empoderamento da gestante. Rev. Enferm. UFPE online. 2019. [Acesso: 05 de julho de 2019];. 13(5):1527-31, Disponível em:
https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/download/238437/32817 .
3. Silva EAT. Gestação e preparo para o parto: programas de intervenção. O mundo da Saúde, pag. 208-215. São Paulo – SP, 2013. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/artigos/mundo_saude/gestacao_preparo_parto_programas_intervencao.pdf. Acesso em: 07 de julho de 2019.
1Enfermeiro, Especialista em Enfermagem Obstétrica Rede Cegonha. Escola Técnica de Comércio Santa Luzia.
101
41069 - Vídeo sobre aleitamento materno: tecnologia na educação em saúde
ARQUIVO SEM AS CREDENCIAIS DOS AUTORES
Rafaeli Musial Scorupski; Ana Paula Xavier Ravelli; Laryssa de Col Dalazoana Baier; Suellen Viencoski Skupien; Luciana Julek
Introdução: A educação em saúde permeia todas as etapas do ciclo gravídico-puerperal, visto que colabora para a
promoção de saúde e qualidade de vida do binômio mãe/filho1,2. Nesse cenário,o uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC - Web 2.0) pode contribuir para a educação em saúde facilitando o ensino-aprendizado frente ao tema aleitamento materno, utilizando a internet e suas ferramentas. A TIC pode ser utilizada como um meio para tratar a informação e dissipá-la na rede, contribuindo para a promoção do cuidado via online3.Objetivo: Estruturar vídeos educativos sobre Aleitamento Materno utilizando tecnologias em saúde e aplicar instrumento de avaliação quanto à funcionalidade dos vídeos educativos acerca da temática abordada. Método: Estudo descritivo, de abordagem quantitativa e social. A coleta de dados aconteceu com 4 profissionais especialistas em Saúde da Mulher e 38 acadêmicos do curso de Bacharelado em Enfermagem da 1ª, 2ª e 3ª séries pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, nos meses de março e abril de 2018, a partir de questionários estruturais visando a avaliação dos vídeos educativos inseridos no website YouTube® e divulgados por meio do Facebook®, tendo se apropriado de Pasquali4 e Escala de Likert. A análise dos dados foi desenvolvida pela estatística descritiva, a partir de frequência simples. Parecer COEP 1.055.927 de 08 de maio de 2018. Resultados: Os resultados foram satisfatórios, atingindo ≥60% acertos evidenciando que a ferramenta educativa facilita o processo ensino-aprendizagem. Conclusão: A estruturação dos vídeos educativos evidenciou que as tecnologias podem ser utilizadas como instrumentos facilitadores da educação em saúde, pois contribuem para a autonomia do usuário e para a prática do enfermeiro junto à comunidade.
Descritores: Aleitamento Materno; Educação em Saúde; Enfermagem; Tecnologia de informação; Referências
1. Silva DSS, Oliveira M, Souza ALTD, Silva RM. Promoção do aleitamento materno: políticas públicas e atuação do enfermeiro. Cadernos UniFOA. 2017;135–40.
2. Alves JS, Oliveira MIC, Rito RVF. Orientações sobre amamentação na atenção básica de saúde e associação com o aleitamento materno exclusivo. Ciência & Saúde Coletiva. 2018; 23(4):1077-88.
3. Santos MSM. TICS com jogos educacionais na educação inclusiva para alunos com necessidade educacional especial em deficiência intelectual [Artigo de Conclusão de Curso]. Sant'Ana do Livramento: Especialização em Mídias de Educação, Universidade Federal de Santa Maria; 2017.
4. Dalmolin A, Girardon-Perlini NMO, Coppetti LC, Rossato GC, Gomes JS, Silva MEN da. Vídeo educativo como recurso para educação em saúde a pessoas com colostomia e familiares. Rev Gaúcha Enferm. 2016; 37-41.
1
Enfermeiro, Doutor em Enfermagem. Universidade xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.
2
Enfermeiro, Especialista em enfermagem neonatal. Hospital xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
3
Médico, Doutor em Ciências Médicas. Universidade xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
102
40348 - Experiência da presença do acompanhante durante o parto vaginal na percepção da mulher
Dielly Machado Santos1; Monique Souza dos Santos1; Silvania Lima de Jesus1; Taina Martins dos Santos1; Gléssia Carneiro Guimarães2Introdução: O parto corresponde ao momento em que surgem medos, insegurança e algumas dúvidas acerca do processo de parturição. As diretrizes de boas práticas no parto objetivam reduzir intervenções desnecessárias no processo de assistência ao parto normal e diminuir a variabilidade de condutas entre os profissionais no processo de assistência ao parto1. Além das diretrizes a presença de um acompanhante da escolha da mulher, durante o parto, é garantida mediante a lei Federal n° 11.1082. Objetivo: compreender a percepção da mulher sobre a presença do acompanhante durante o parto vaginal em uma maternidade pública de Feira de Santana, Bahia no ano de 2019. Metodologia: Pesquisa de campo com abordagem qualitativa, descritiva e exploratória. As participantes foram 18 puérperas internadas no alojamento de uma maternidade pública de referência em obstetrícia no município de Feira de Santana, Bahia. A pesquisa atendeu a Resolução 466/12 e foi aprovada com nº de parecer 3.317.100 do Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade Anísio Teixeira. Utilizou-se da entrevista semiestruturada para coleta dos dados. Os dados foram tratados com a análise de conteúdo de Bardin3 emergindo as seguintes categorias teóricas: Caracterização das puérperas participantes do estudo; Relato das puérperas em ter o parto acompanhado; Experiência da presença do acompanhante sob a ótica da mulher; Escolha e influência do acompanhante no parto; O conhecimento das puérperas sobre a lei do acompanhante; Cumprimento da lei em sua integra no âmbito hospitalar. Resultados e Discussão: As participantes na sua maioria tinham idade entre 18 e 27 anos, eram pardas, solteiras, com escolaridade no ensino médio, a renda maior ou igual a um salário mínimo, primigestas e tiveram sua mãe como principais acompanhantes4. A lei foi cumprida na integra em 100% das entrevistadas. A experiência de parir com acompanhante trouxe como benefício a segurança e o conforto, porém observa-se que a escolha do tipo de acompanhante foi uma decisão no momento do parto e não planejada ao longo da gestação5. Conclusão: os resultados demonstraram que a escolha sobre quem seria o acompanhante foi uma decisão no momento do parto e não planejada ao longo da gestação. É necessário o preparo do acompanhante desde o Pré-Natal para que a escolha reflexiva entre a gestante e seus desejos para o momento do parto1.
Descritores: Parto normal; Puerpério; Acompanhante formais em exames físicos; Jurisprudência. Referências:
1. Soares YKC, Melo SSS, Guimarães TMM et al.. Satisfação das puérperas atendidas em um centro de parto normal. Rev enferm UFPE online., Recife, 2017; 11(Supl. 11):4563-73. DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963-v11i11a231195p4563-4573-2017
2. Brasil, Sistema Único de Saúde - SUS. Portaria nº 2.418, de 02 de Dezembro de 2011 Regulamenta, em
conformidade com o art. 1º da Lei nº 11.108, de 7 de abril de 2005, a presença de acompanhante para mulheres em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato nos hospitais públicos e conveniados com o Sistema Único de Saúde - SUS.
3. Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004.
4. Santos ECP, et al. Conhecimento e aplicação do direito do acompanhante na gestação e parto. Enfermagem em Foco, 2017; 7(3/4):61-5.
5. Vendrusculo CT, Kruel CS. Livre escolha da parturiente pela acompanhante e seus entreves: Desafios para a humanização da assitência ao parto. Santa Cruz do Sul: Barborói, 2017.
1Graduandas em Enfermagem pela Faculdade Anísio Teixeira, Feira de Santana, Bahia. 2Mestre em Enfermagem – Docente da Faculdade Anísio Teixeira.
103
40417 - Lacerações e desfechos perineais imediatos de partos assistidos na banqueta de parto e posição
semi-sentada
Marina da Cruz Moreira1; Mateus Oliveira Marcelino2; Érika Marina Rabelo3
Introdução: Devido a seus inúmeros benefícios, a posição verticalizada tem ganhado cada vez mais destaque na assistência ao parto humanizado e contribuído para a prestação de uma assistência de melhor qualidade à mulher1. Elas trazem benefícios como: maior conforto, maior tolerância à dor, menores traumas perineais e menor quantidade de Apgar abaixo de 72,3. Durante o parto vaginal, pode-se ocorrer as chamadas lacerações perineais durante o desprendimento fetal4 e essas podem trazer complicações como: dor perineal, hemorragia, dispareunia, edema e infecção. Ainda são escassos os estudos que comparem posições verticalizadas em relação às consequências no períneo das parturientes. Objetivo: Comparar partos assistidos na banqueta de parto e em posição semi-sentada de uma maternidade de Belo Horizonte. Método: Estudo transversal analítico com abordagem quantitativa. Foram analisados partos normais assistidos na banqueta de parto e em posição semi-sentada no período de julho a dezembro de 2017. A coleta de dados foi realizada por meio de dados secundários, obtidos dos livros de registro de partos e de prontuários. Resultados: Foram analisados 293 partos, 58,36% em posição semi-sentada e 41,63% na banqueta de parto. As lacerações perineais ocorreram em 81,97% dos partos na banqueta de parto e em 70,76% dos partos em posição semi-sentada e houve diferença estatística significante ao se comparar as duas posições (p=0,03). Em relação à paridade 62,29% das pacientes que tiveram parto no banquinho eram nulíparas e em posição semi-sentada essas corresponderam à 10,52% das pacientes e comparando-se lacerações perineais apenas em nulíparas, estatisticamente não houve diferença significativa, entre as duas posições.A média de peso ao nascer na banqueta de parto foi de 3.277g (dp=437,89) e em posição semi-sentada foi de 3.169g (dp=443,39), e houve diferença estatística significante comparando-se as duas posições (p=0,04). Conclusão: Embora este estudo tenha apresentado uma maior taxa de lacerações perineais em partos na banqueta de parto, essa diferença pode ser explicada por fatores não relacionados à posição de parto, uma vez que as evidências científicas demonstram que as posições verticalizadas, não influenciam na ocorrência de lacerações perineais. Além disso, elas oferecem maiores benefícios materno-fetais e proporcionam liberdade de movimentos e autonomia à mulher no momento do parto.
Descritores: Enfermagem obstétrica; Parto verticalizado; Desfecho perineal; Banqueta de parto Referências:
1. Brasil. Ministério da Saúde. CONITEC. Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal. Brasília: MS, 2016
2. Mamede, FV; Mamede, MV; Dotto, LMG. Reflexões sobre deambulação e posição materna no trabalho de parto e parto. Esc. Anna Nery Rev. Enferm; 11(2): 331-336, jun. 2007. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?Script=sci_arttext&pid=S1414-81452007000200023&lng=en&nrm=iso Acesso em 17 dez. 2017
3. Organização Mundial de Saúde - OMS. Maternidade segura. WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Geneva: World Health Organization; 2018
4. Oliveira, SMJV, Miquilini, EC. Frequência e critérios para indicar a episiotomia. Rev. esc. enferm. USP. 2005; 39(3):288-95. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?Script=sci_arttext&pid=S0080-62342005000300006&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 14 de dez. de 2017.
1Enfermeira Obstétrica. Hospital Sofia Feldman.
2Enfermeiro Obstétrico, Mestrando em Enfermagem. Universidade Federal de São João del Rei. Maternidade Odete Valadares. 3Enfermeira Obstétrica, Mestre em Educação Tecnológica. Maternidade Odete Valadares e Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais
104
40561 - Parirás com dor? Condutas de enfermagem obstétrica como medidas não farmacológicas para
alívio da dor
Alexandra do Nascimento Cassiano1, Tatiane Maria Nóbrega Elias2, Isadora Lorenna Alves Nogueira3,
Isabelle Cristina Braga Coutinho Cunha4, Francisca Marta de Lima Costa Souza5, Rejane Maria Paiva de Menezes6 Introdução: As medidas não farmacológicas (MNF) são tecnologias leves utilizadas com o intuito de aliviar à dor durante o trabalho de parto, bem como aumentar a satisfação da mulher na vivência do processo parturitivo. Estas, são recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) durante a assistência à assistência ao parto humanizado, sendo o enfermeiro obstétrico, em coparticipação com a mulher, um dos seus principais precursores. Objetivo: Relatar a experiência da enfermagem obstétrica na utilização de MNF para alívio da dor em maternidades do estado do Rio Grande do Norte (RN), Brasil. Método: Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, do tipo relato de experiência. As vivências ocorrem em duas maternidades públicas, municipal e estadual, localizadas nos municípios de Natal e Macaíba, respectivamente. Resultados: As intervenções mais utilizadas foram: presença do acompanhante, técnicas de respiração, banho de chuveiro morno, livre movimentação e deambulação, movimentos pélvicos, massagem, aromaterapia, rebozo, bola de bobath e escada de sling. Sua aplicabilidade requereu conhecimento científico, habilidade técnica e empatia do enfermeiro e da equipe multiprofissional. Acima de tudo, fez-se necessário a fez-sensibilidade de considerar as preferências e a autonomia da mulher nas suas escolhas. A utilização das MNF pareceu promover conforto e alívio da dor nas mulheres, ajudando-as a vivenciar o momento do pré-parto e parto com mais tranquilidade. Igualmente, a presença e suporte profissional durante o ato de “partejar” do enfermeiro obstétrico propiciou segurança ao ser estabelecida relação de vínculo entre os sujeitos. Como dificuldade encontradas na implementação das MNF cita-se a indisponibilidade de recursos como os óleos essenciais, bola e dentre outros; persistência do modelo biologista e medicocentrado, caracterizado pela resistência de alguns profissionais; e o reduzido dimensionamento de enfermagem no centro obstétrico. Conclusões: A enfermagem obstétrica tem contribuído com a humanização da assistência ao parto por meio, por exemplo, da utilização de MNF, realizadas com base em evidências científicas e com respeito a autonomia da mulher. Espera-se que o relato apresentado possa sensibilizar estudantes e profissionais para implementação das medidas em distintas realidades.
Descritores: Parto normal, Primeira fase do trabalho de parto, Dor do parto, Manejo da dor, Parto Humanizado, Enfermagem obstétrica.
Referências
1. Henrique AJ et al. A Hidroterapia e bola suíça no trabalho de parto: ensaio clínico randomizado. Acta Paul Enferm [internet] 2016 [acesso em 2019 02 Jun]; 29(6):686-92. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/ape/v29n6/1982-0194-ape-29-06-0686.pdf
2. World Health Organization. WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. 3. Gallo RBS et al. Recursos não-farmacológicos no trabalho de parto: protocolo assistencial. FEMINA [internet] 2011
[acesso em 2019 Jun 02]; 39(1): 42-8. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2011/v39n1/a2404.pdf
4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos,
Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. – Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2017. 5. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização. Ambiência / Ministério da Saúde, Secretaria de
Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – 2. ed. – Brasília (DF): Editora do Ministério da Saúde; 2006. 32 p. – (Série B. Textos Básicos de Saúde)
1Enfermeira Obstétrica. Mestre em Enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Hospital da Mulher e Maternidade Professor Leide
Morais. Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho
2Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Hospital Universitário Onofre Lopes. 3Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
4Enfermeira Obstétrica. Mestre em Enfermagem. Hospital da Mulher e Maternidade Professor Leide Morais.
5Enfermeira Obstétrica. Doutora em Enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Hospital da Mulher e Maternidade Professor Leide
Morais.
6Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
E-mail: [email protected]
105
40586 - Percepção de puérperas sobre a assistência ao parto realizada por enfermeiros obstetras
ARQUIVO SEM CRECENCIAIS DOS AUTORES
Margarete Maria de Lima1; Larissa Nascimento Ribeiro2; Luana Santos Souza3; Roberta Costa4; Clara de Andrade Leal5; Iris Elizabete Messa Gomes6
Introdução: O momento do parto é fundamental para as mulheres que estão vivenciando o processo da gestação. O
enfermeiro obstetra vem desenvolvendo um papel importante para humanização da assistência ao parto1, proporcionando que a fisiologia do parto aconteça e estabelecendo estratégias de cuidado para que a mulher se sinta confortável, além da união de habilidades e conhecimento técnico-científico para melhorar a promoção da saúde para o binômio mãe-filho2. Objetivo: conhecer a percepção das mulheres sobre a assistência no trabalho de parto, parto e nascimento realizada por enfermeiros obstetras num hospital público do Sul do Brasil. Método: Pesquisa qualitativa, descritiva-exploratória. As participantes do estudo foram 24 mulheres internadas no alojamento conjunto de uma maternidade pública do Sul do Brasil. A coleta de dados ocorreu entre os meses de janeiro e fevereiro de 2019 através de entrevista individual, semiestruturada. A análise dos dados seguiu a proposta operativa de Minayo3. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética de Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina sob o parecer 3.101.508 conforme número de Certificação de Apresentação para Apreciação Ética: 03199118.3.0000.0121.
Resultados: Emergiram dos dados analisados três categorias: Enfermeiro obstetra como estimulador dos métodos não
farmacológicos, nesta categoria as mulheres relataram a importância da enfermeira obstetra ter estimulado o uso de métodos alternativos para alivio da dor, orientando-as e auxiliando na realização de massagens, uso da bola, transmitindo calma, diminuindo assim, a ansiedade; A segunda categoria, Apoio emocional do enfermeiro obstetra, demonstra que a presença de um enfermeiro obstetra e as orientações qualificadas auxiliam a mulher a reforçar a escolha pelo parto e dão a ela a motivação necessária ao passo que se sentem seguras; A terceira categoria, Cuidado humanizado e respeitoso no trabalho de parto, traz nas falas que as mulheres foram orientadas sobre os procedimentos que iriam ser realizados. Desta forma, o enfermeiro obstetra além de tranquilizar a mulher presta um atendimento mais carinhoso e respeitoso. Conclusão: O estudo permitiu compreender a importância do enfermeiro obstetra dentro da equipe de saúde, sendo possível ouvir das mulheres o quanto este profissional passa segurança para as mesmas e o quanto é importante que este esteja capacitado para atendê-las.
Descritores: Enfermagem. Enfermagem Obstétrica. Trabalho de parto. Nascimento Referências:
1. Gomes ARM; Pontes DS; Pereira CCA; Brasil AOM; Moraes LCA. Assistência de enfermagem obstétrica na humanização do parto normal. Revista Recien. 2014 [acesso em 19 de maio de 2018]; 4(11):23-7. https://www.recien.com.br/index.php/Recien/article/view/73/137
2. Silva IA; Silva PSF; Andrade EWOF; Morais FF; Silva RSS; Oliveira LS. Percepção das puérperas acerca da assistência de enfermagem no parto humanizado. Revista Uningá. 2017 [acesso em 20 de maio de 2018]; 53(2):37-43 Disponível em: http://revista.uninga.br/index.php/uninga/article/view/1440/1057
3. Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. Ciênc. saúde coletiva. 2014; 12 (4):1087-1088. Available from:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232007000400030&lng=en. https://doi.org/10.1590/S1413-81232007000400030.
1Acadêmica de Enfermagem. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
2Enfermeira, Doutoranda em Enfermagem. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX E-mail para contato: XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
106
40677 - As boas práticas utilizadas na assistência ao parto vaginal sob a ótica das puérperas
Clara de Cássia Versiani1; Mariany Santos Cardoso2; Daiane Maria Dias Mendes3; Thairine Danielle Oliva Aguiar4; Sibylle Emilie Vogt Campos5; Cristina Andrade Sampaio6
Introdução: A assistência ao trabalho de parto (TP) sofreu grandes mudanças com o tempo. Historicamente o parto foi um evento exclusivamente feminino. Contudo, a partir do século XVII, o parto se tornou um evento medicalocêntrico e intervencionista. 1, 2 O cuidado à mulher no TP deve possibilitar que ele tenha o controle sobre si, que compreenda as fases da parturição e oportunize suas escolhas.3 Objetivo: Compreender a percepção das puérperas sobre as boas práticas utilizadas na assistência ao TP e parto. Método: Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório e descritivo, realizado com 13 puérperas maiores de 18 anos, hospitalizadas na maternidade do Hospital Universitário Clemente Faria por ocasião do parto. O instrumento de coleta de dados utilizado foi à entrevista semiestruturada. As participantes convidadas assinaram do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, a entrevista foi gravada e depois transcrita. A coleta dos dados finalizou quando houve a saturação dos dados. Para análise de dados utilizou-se o arcabouço teórico da análise de conteúdo segundo Bardin4, dividida em três fases: a pré-análise, a exploração do material e a interpretação dos resultados. O estudo foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros e aprovado com o parecer 2.483.644 /2018. Resultados: De acordo com a percepção das mulheres as práticas obstétricas utilizadas na assistência ao TP têm pontos positivos como o uso dos métodos não farmacológicos de alívio da dor, a escolha da mulher sobre a posição no período expulsivo, o apoio emocional oferecido pela equipe e a realização de seus desejos e escolhas. Como pontos negativos o aumento da dor, desconforto, o jejum, a falta de conhecimento prévio sobre algumas práticas de assistência, o medo e a aversão. As boas práticas foram elogiadas e aprovadas pela maioria das puérperas entrevistadas, proporcionando uma vivência de tranquilidade e satisfação. Conclusão: As práticas obstétricas devem ser sempre avaliadas quanto sua utilidade e satisfação pelas mulheres. É importante que a parturiente tenha livre escolha sobre os métodos que quer utilizar e os profissionais devem compreender esse momento e contribuir sempre para a humanização do nascimento.
Descritores: Enfermagem obstétrica; Parto humanizado; Trabalho de parto, parto normal. Referências:
1. Sanfelice CFO, Abbud FSF, Pregnolatto OS, Silva MG, Shimo AKK. Do parto institucionalizado ao parto domiciliar. Rev Rene. 2014; 15(2):362-70.
2. Carneiro LMA, et al. Parto natural X parto cirúrgico: percepções de mulheres que vivenciaram os dois momentos. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro, 2015; 5(2): 1574-85. DOI:
https://doi.org/10.19175/recom.v0i0.744.
3. Scarton J, et al. O cuidado de enfermagem no trabalho de parto e parto: vivências de puérperas primíparas. Revista de enfermagem UFPE on line, 2014; 8(6):1820-3.
4. Bardin, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Ediçoes 70, 2009. Disponível em:
http://pt.slideshare.net/alasiasantos/analise-de-conteudo-laurence-bardin Acesso em: 10/07/2019.
1Enfermeira Obstetra, Mestre em Ciências, Universidade Estadual de Montes Claros.
2 Enfermeira, Residente em Enfermagem Obstétrica, Universidade Estadual de Montes Claros. E-mail para contato: [email protected] 3 Enfermeira em Saúde da Família, Residente em Enfermagem Obstétrica, Universidade Estadual de Montes Claros.
4 Enfermeira, Universidade Estadual de Montes Claros.
5 Enfermeira Obstetra, Doutora em Ciências da Saúde da Mulher e Criança, Universidade Estadual de Montes Claros. 6 Socióloga, Doutora em Saúde Coletiva, Universidade Estadual de Montes Claros.
107
40764 - Episiotomia: o (des) conhecimento da puérperaNatalia Palmoni Medeiros Dantas1;Luana Priscila Da Silva Pereira2; Aparecida Batista Dos Santos3; Juliane De Lima Silva4
Introdução: A episiotomia é caracterizada como uma incisão cirúrgica realizada na região do períneo, no momento final do segundo estágio do trabalho de parto1. No início do século XX De Lee recomendou a episiotomia a todas as primíparas2. Na maioria das vezes a incisão é feita sem o consentimento e o conhecimento da parturiente sobre os riscos e benefícios da técnica3. Realizar o procedimento sem uma breve explicação ou desconsiderar a negação da mulher caracteriza-se como violação dos direitos sexuais e reprodutivo4. Objetivo(s): Descrever o conhecimento das puérperas sobre a prática da episiotomia. Método: Trata-se de uma pesquisa do tipo exploratória descritiva com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada em um hospital geral filantrópico, com 20 puérperas que foram submetidas à episiotomia. A coleta de dados foi realizada através de um questionário semiestruturado, durante o período de abril á maio de 2018. Os dados foram analisados e interpretados pela técnica de análise de conteúdo. O presente estudo foi realizado após aprovação do comitê de ética com o número de parecer 2.617.102 e CAAE: 83353717.6.0000.5012. Resultados: As participantes do presente estudo apresentaram uma predominância da faixa etária entre 18 e 27 anos. A maioria das mulheres entrevistadas tinha ensino médio incompleto (12), primíparas (17), que desconheciam a episiotomia (15). Identificou-se que oito mulheres não receberam nenhuma informação e nenhuma das participantes mencionou a solicitação verbal. O desconhecimento evidenciado pelas parturientes demonstra o poder exercido pelos profissionais no momento do parto, e a violação dos direitos sexuais e reprodutivos, ficando constatada a exclusão do direito de decisão das mulheres sobre seu corpo. O presente estudo constatou também que a mulher no momento do parto assume o papel de coadjuvante, pois é nítida a submissão e falta de conhecimento sobre o procedimento, e sua capacidade de parir, tornando-se refém das decisões dos profissionais de saúde que por sua vez assumem o papel de protagonistas e decidem perante o corpo da mulher, evidenciando a escassez de empoderamento, respeito e autonomia dessas mulheres. Conclusão: Identifica-se que quase a totalidade das mulheres desconhecia a episiotomia, e que não receberam quaisquer informações e justificativas sobre essa intervenção no momento do parto. Faz-se, então, necessário uma transfiguração no modelo de assistência obstétrica.
Descritores: Enfermagem. Episiotomia. Puérperas. Parto normal. Referências:
1. Costa ML, Pinheiro NM, Santos LFP, Costa SAA, Fernandes AMG. Episiotomia no parto normal: incidência e complicações. Carpe Diem: Revista Cultural e Científica do UNIFACEX, 2015; 13(1):173-87.
2. Garrett CA, Oselame GB, Neves EB. O uso da episiotomia no Sistema Único de Saúde Brasileiro: a percepção das parturientes. Saúde e Pesquisa, 2017; 9(3):453-9.
3. Prieto LNT, Moura LBA. A episiotomia é uma prática baseada em evidência? Uma revisão integrativa de literatura. (Monografia), Universidade de Brasília, p. 18, Brasília, 2015.
4. Bolsoni AC, Coelho JA. Episiotomia no puerpério: Percepção das mulheres. Revista de saúde pública do Paraná 2016; 17(2):199-205. DOI: http://dx.doi.org/10.22421/1517-7130.2016v17n2p199
1Enfermeira, Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas.
2Enfermeira, pós graduada em auditoria em saúde pela Faculdade Integrada de Patos.
3Enfermeira, pós graduanda em urgência, emergência e UTI pelo Centro de Ensino e Pesquisa em Emergências Médicas. 4Enfermeira, pós graduanda em auditoria em saúde pelo Centro de Ensino e Pesquisa em Emergências Médicas.
108
40961 - Representações sociais de mulheres acerca da experiência em gestar e parir em situação de prisão.
Dryele Teles Conceição da Luz¹; Tainara dos Santos Pereira²; Elisandra Rufino de carvalho³;Tânia Christiane Ferreira Bispo4; Denise Santana Silva dos Santos5; Lucas Gama Passos Silva6.
Introdução: Conforme dados do Departamento Presidiário Nacional᷂ (DEPEN), a população carcerária do sexo feminino vem se destacando, com um aumento de cerca de 256% entre os anos de 2000 a 2012 ¹. Atualmente, existe em torno de 36 mil mulheres presidiarias, mulheres estas, predominantemente jovens, negras e mães. A nível estadual, na Bahia 709 mulheres encontram-se em situação de prisão, o equivalente a 5,11% da população carcerária estadual, mulheres em situação de vulnerabilidade que recebem ainda pouca visibilidade do Estado². Objetivo: Analisar as representações sociais de mulheres durante a gravidez e o momento de parir em situação de prisão com objetivo secundário de discutir as Representações de gestantes e puérperas quanto às práticas de saúde recebidas na prisão. Método: Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, realizado com mulheres em situação de prisão no estado da Bahia. Como eixo teórico , foi eleita a Teoria das Representações Sociais. As informações foram colhidas através da observação participante e de uma entrevista semiestruturada com as mulheres em situação de prisão que concordaram previamente participar deste estudo, de acordo com os preceitos éticos previstos para pesquisas envolvendo seres humanos. Resultados: Quinze mulheres em situação de prisão foram entrevistadas. Destas, a maior parte encontra-se em idade reprodutiva. Foi possível identificar na fala das entrevistadas sobre a falta de acolhimento e o desrespeito de direitos básicos garantidos por lei no presidio; expuseram as dificuldades das gestantes e puérperas sobre o acesso ao serviço de saúde, e dificuldades em realizar exames básicos de pré-natal e abandono pelos parceiros. Há uma insatisfação na fala das mulheres quando referenciam os companheiros e reforçaram a ideia de que quando é o homem que está em situação de prisão a mulher não abandona³. Conclusão: Com base nesse pressuposto, se faz necessário à formulação de políticas públicas voltadas para esta população, levando em consideração as suas representações sociais acerca da realidade em cárcere de forma que as experiências por elas descritas sejam analisadas, e estratégias possam ser criadas para dar suporte emocional as mulheres durante o período de encarceramento.
Descritores: Mulheres; Gravidez; Prisões; Liberdade; Feminino. Referências:
1. Brasil. Departamento penitenciário ;2012. Disponível em:
https://www.ebc.com.br/departamento-penitenciario-nacional
.2. Brasil. Ministério da Justiça. Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias;2017. Disponível em: http://depen.gov.br/DEPEN/depen/sisdepen/infopen/relatorios-sinteticos/infopen-jun-2017-rev-12072019-0721.pdf
3. Carvalho ER, Bispo TCF. Uma análise das Representações Sociais de mulheres acerca da experiência em gestar e parir em situação de prisão. Dissertação (Mestrado em Tecnologia em Saúde) -Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. 2017. 68p
¹Acadêmica do Curso de Bacharelado em Enfermagem. Centro Universitário Jorge Amado. ²Acadêmica do Curso de Bacharelado em Enfermagem. Universidade do Estado da Bahia (UNEB). ³Enfermeira. Consultório de Aleitamento Materno-CALMA.
4Enfermeira Obstetra, Doutora e Pós-doutora em Saúde Coletiva. Universidade do Estado da Bahia (UNEB). 5Enfermeira, Mestra em saúde da criança. Universidade do Estado da Bahia (UNEB).
6Enfermeiro, Especialista em enfermagem obstétrica. Hospital Geral Roberto Santos.
109
40969 - Inserção de dispositivo intrauterino por enfermeiras. Avaliação da dor e dificuldades na inserção
ARQUIVO SEM CRECENCIAIS DOS AUTORES
Elaine Aparecida Lopes Garcia1; Ilza Maria Urbano Monteiro2; Maria Margarethe Hidalgo3; Ximena Espejo Arce4
Introdução: No Brasil, a prática de inserção de DIU (dispositivo intrauterino) por enfermeiros é pouco difundida1. Estudos mostraram que o desempenho dos enfermeiros é similar ao de médicos, mesmo no período pós-parto2,3. E que as inserções realizadas por médicos foram mais dolorosas que as dos enfermeiros, sem diferença na frequência de complicações1. Objetivos: Avaliar a dificuldade percebida pelas enfermeiras na inserção de DIU e o grau de dor referida pelas mulheres durante o procedimento. Método: Estudo descritivo e transversal, com 140 mulheres, de 18 e 45 anos, divididas em 3 grupos: um com 68 mulheres nuligestas, outro com 34 que haviam realizado pelo menos uma cesariana e o terceiro com 35 que tiveram pelo menos um parto vaginal, sem cesariana prévia. A dor na inserção foi avaliada usando um escore visual analógico de dor (EVA). A facilidade de inserção foi definida como fácil ou difícil pelas enfermeiras e classificados de acordo com a causa da dificuldade: estenose de canal cervical, útero anatomicamente distorcido ou dor extenuante. Os dados foram avaliados segundo estatística descritiva. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, com Parecer n. 1110/2010. Resultados: A maioria das mulheres relatou dor na inserção do DIU. No grupo de nuligestas, a média de dor foi de 7,0. Para as mulheres com pelo menos uma cesárea anterior, a média foi de 5,7, enquanto no grupo de mulheres com pelo menos um parto vaginal, sem cesárea anterior, a média foi de 4,7. Em relação à dificuldade relatada pela enfermeira na inserção do DIU, 54,2% dos casos não apresentaram dificuldade, em 27,0% a dificuldade foi maior do que esperada, e em 18,8%, a dificuldade era esperada. A causa mais frequente de dificuldade foi estenose de canal cervical, seguida por irregularidade da cavidade uterina. Em todas as mulheres foi possível a inserção do dispositivo. Conclusão: As enfermeiras demonstraram habilidade para a inserção do DIU, com maior frequência de procedimentos sem dificuldades. A dor referida pelas mulheres foi frequentemente de leve a moderada. Os achados corroboram com expectativas da Organização Mundial de Saúde que incentiva os enfermeiros a atuarem com autonomia em planejamento reprodutivo.
Descritores: Anticoncepção; Planejamento familiar; Cuidados de enfermagem; saúde da Mulher. Referências:
1. Lassner KJ, Chen CH, Kropsch LA, Oberle MW, Lopes IM, Morris L. Comparative study of safety and efficacy of IUD insertions by physicians and nursing personnelin Brazil. Bull Pan Am Health Organ. 1995; 29(3):206-15.
2. Kemeny F, Digiusto E, Bateson D. Insertion of intrauterine contraceptive devices by registered nurses in Australia. Aust N Z J Obstet Gynaecol. 2016; 56(1):92-6.
3. Makins A, Taghinejadi N, Sethi M, Machiyama K, Munganyizi P, Odongo E, Divakar H, Fatima P, Thapa K, Perera G, Arulkumaran S. FIGO postpartum intrauterine device initiative: Complication rates across six countries. Int J Gynaecol Obstet. 2018; 143 (Suppl 1):20-2.
4. Andrews GD, French K, Wilkinson CL. Appropriately trained nurses are competent at inserting intrauterine devices: an audit of clinical practice. Eur J Contracept Reprod Health Care. 1999; 4(1):41-4.
5. Bhadra B, Burman SK, Purandare CN, Divakar H, Sequeira T, Bhardwaj A. The impact of using nurses to perform postpartum intrauterine device insertions in Kalyani Hospital, India. Int J Gynaecol Obstet. 2018; 143(1):33-37.
1Enfermeira. Especialista em Enfermagem Neonatal. Mestranda em XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXx. 2Enfermeira. Docente do curso de Pós-XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
110
41106- -A importância da triagem neonatal através do teste do pezinho
Luana Alves de Freitas¹; João Lourenço dos Santos1; Angella Maria Oliveira Domingos1; Viviane Cavalcante Gomes1; Estherfane Ribeiro de Lima1; Karina Brandão Menezes Lima2Introdução: O teste do pezinho (TP), incluso no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), tem por finalidade detectar doenças infecciosas e genéticas, principalmente erros inatos do metabolismo, assintomáticas ao nascimento. Esse exame permite o diagnóstico e o tratamento precoces dessas doenças, a fim de evitar sequelas para a criança, como a deficiência intelectual. No teste do pezinho são colhidas gotas de sangue do calcanhar do recém‑nascido (RN), as quais são depositadas em papel de filtro. O período correto para a coleta não deve ser inferior a 48 horas de alimentação proteica e nunca superior a 30 dias de vida, sendo o período ideal entre o terceiro e o sétimo dia de vida do neonato¹. Objetivo: Descrever a importância da triagem neonatal através do teste do pezinho. Método: Levantamento bibiografico da base dados scielo, usando 4 artigos entre os anos 2002 a 2016 utilizando os descritores: Triagem neonatal, Teste do pezinho, Doenças no recém nascido, Rastreamento neonatal. Resultados: Assim como aconteceu em outros países em desenvolvimento, a introdução dos programas de triagem no Brasil ocorreu de forma desorganizada, sem estrutura de controle da qualidade e precedeu a discussão ética em torno do assunto. Atualmente, a triagem neonatal pode ser feita tanto em laboratórios privados (cujos programas podem diagnosticar 30 doenças metabólicas) ou pelo sistema público (dependendo do estado, podem ser diagnosticadas até 4 grupos de doenças: hipotireoidismo congênito, hiperfenilalaninemias, hemoglobinopatias), que segundo o Ministério da Saúde pode ser coletado preferencialmente entre o 3° ao 5° dia de vida². Dessa forma, o PNTN cria o mecanismo para que seja alcançada a meta principal, que é a prevenção e redução da morbimortalidade provocada pelas patologias triadas³. Diante do exposto, percebe-se a necessidade de se trabalhar esse tema com as gestantes, em cada consulta pré-natal, para que fique bem esclarecido o significado e importância do teste do pezinho, não porque é obrigatório, e sim, por ser necessário para o desenvolvimento físico e mental da criança4. Conclusão: Mesmo sendo um excelente programa de deteccção de doenças geneticas no período neonatal, os esclarecimentos sobre a importância da triagem ainda precisam ser discutidos no pré-natal para que assim garanta as crianças o acesso esse recurso podendo ser diagnosticadas precocimente e terem melhores condições de vida.
Descritores: Triagem neonatal; Teste do pezinho; Doenças no recém nascido; Rastreamento neonatal. Referências:
1. Arduini GAO, Balarin MAS, Silva-Grecco RL, Marqui ABT. Conhecimento das puérperas sobre o teste do pezinho. Rev. paul. pediatr. [Internet]. 2017 [cited 2019 Aug 27] ; 35( 2 ): 151-157. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1984-0462/;2017;35;2;00010.]
2. Souza CFM, Schwartz IV, Giugliani R. Triagem neonatal de distúrbios metabólicos. Ciênc. saúde coletiva [Internet]. 2002 [cited 2019 Aug 27]; 7(1):129-37. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232002000100012
3. Abreu IS, Braguini WL. Triagem neonatal: o conhecimento materno em uma maternidade no interior do Paraná, Brasil. Rev. Gaúcha Enferm. (Online) [Internet]. 2011 [cited 2019 Aug 27]; 32(3):596-601. DOI:
http://dx.doi.org/10.1590/S1983-14472011000300023.
4. Reichert Altamira Pereira da Silva. Conhecimento de mães quanto a importância do teste do pezinho. Rev. bras. enferm. [Internet]. 2003 June [cited 2019 Aug 27]; 56(3):226-9. DOI:
http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672003000300003.
1Discentes do curso de graduação em Enfermagem – Centro Universitário Tiradentes (UNIT),
2Mestranda em Gestão Escolar- Instituto Universitário Euro-Atlântico-Brasil/Portugal; Especialista em Gestão de Potencial Humano – FAT;
Especialista em Enfermagem Obstétrica – UNCISAL; Especialista em Gestão Hospitalar- CESMAC e Professora UNIT/AL. E-mail: [email protected]
111
41205 - O conhecimento das gestantes na saúde materna infantil
Raiany Pereira Barros1; Antônia Thais Farias Saraiva2; Geane Oliveira de Lima3Introdução: A saúde materna infantil vem sendo reconhecida como grande prioridade, apresentando um quarto dos óbitos infantis e em uma totalidade dos óbitos maternos que decorre dos cuidados prestados e inadequados do inicio da gestação até o pós-parto. Gestantes e puérperas devem entender a importância da assistência de Enfermagem que faz papel de educador em saúde e cuidador, sempre tentando suprir dúvidas e trazendo ao longo da gestação e puerpério. Objetivo: Analisar o impacto do projeto de extensão sobre o conhecimento das gestantes acerca da saúde materna infantil. Método: Tratou-se de um estudo exploratório, descritivo com abordagem qualitativa, realizado com gestantes na formação de grupo cadastradas no projeto de extensão realizado na unidade básica de saúde centro no município de Icó-Ce. Os dados foram coletados nos meses de março e abril de 2019 através da aplicação do projeto de extensão que funciona uma vez na semana de acordo com o cronograma de atividades planejado e elaborado com temas que estejam relacionados ao período gestacional, parto e puerpério, e foi desenvolvido através de oficinas e atividades educativas após aprovação do comitê de ética e pesquisa (Nº 3.175.740), analisadas e categorizadas conforme a investigação de conteúdo, na modalidade de análise temática proposta por Laurence Bardin. Resultados: As gestantes entrevistas tem a faixa etária entre 19 e 39 anos, cerca de 40% já estão em sua segunda gestação e não amamentaram exclusivamente. Entendem que o pré-natal é de suma importância, pois acompanha a saúde e detecta quaisquer problemas durante esse período, tendo ciência que poderá iniciar a partir da descoberta da gestação, é um direito seu. Sobre o aleitamento exclusivo, seus benefícios impõem sobre principalmente a saúde do bebê, além disso, no pós parto facilita a melhor recuperação da mãe e sobre o puerpério entendem que é o período pós o parto, tem como resguardo e que devem ter alguns cuidados com a alimentação, o repouso e também com a relação sexual. Conclusão: Com a participação das gestantes nos encontros, foi notado que elas se sensibilizam e reconhece que o projeto é de importância a esclarecer dúvidas quanto à caminhada gestacional e após, assim, fortalecer os grupos em outras unidades também vem a contribuir com os indicadores de pré-natais do município e o fortalecimento da saúde. Descritores: Educação em Saúde; Enfermagem; Extensão; Saúde Materno-Infantil.
Referências:
1. Nunes FBBF, Carneiro ICC, Prudêncio OS, Mamede FV. Evolução de indicadores maternos a partir do sistema de informação sobre nascidos vivos. Rev. enfermagem UFPE. 2016; 10(2):771-9.
2. Dodou HD, Oliveira TODA, Oriá MOB, Rodrigues DP, Pinheiro PNC, Luna IT. A prática educativa realizada pela enfermagem no puerpério: representações sociais de puérperas. Rev. Bras. Enfermagem. 2017; 70(6):1320-8.. 3. Bardin L. Análise de conteúdo. Edições 70;. 1977.
_____________________________
1Enfermeira pós graduanda em Obstetrícia e neonatologia pela Faculdade Vale do Salgado-FVS 2 Discente de Enfermagem da Faculdade Vale do Salgado-FVS
3Enfermeira Obstetra pela Universidade Estadual do Ceará-UECE
112
41263 - Atuação da enfermeira obstetra no tratamento da hemorragia pós-parto: relato de experiência
Railana da Silva Moreira¹, Jaqueline Alves Pires², Telmara Menezes Couto³, Talita Batista Lefundes¹,Keury Thaisana Rodrigues dos Santos Lima4, Melissa Angelica Costa Sakelliou5.
Introdução: A hemorragia pós-parto (HPP) representa a causa de morte materna mais importante em todo o mundo. É caracterizada como perda sanguínea acima de 500 ml após o parto vaginal ou acima de 1.000 ml após o parto cesáreo nas primeiras 24 horas ou qualquer perda de sangue pelo trato genital capaz de causar instabilidade hemodinâmica1,2. O uso assertivo de medidas profiláticas, diagnóstico preciso, tratamento farmacológico e cirúrgico pode diminuir sobremaneira a ocorrência das hemorragias e consequentemente o número de morte materna por HPP3,4. Objetivo: Relatar experiência da assistência, prestada pela enfermeira obstetra, a uma paciente no pós-parto imediato com quadro de HPP. Método: trata-se de um relato de experiência da assistência prestada a uma puérpera em uma maternidade pública do município de Salvador, Bahia realizada no mês de janeiro de 2019. Resultados: Parturiente, 38 anos, multípara, G5 P3 A1, IG: 40s 2d, bolsa rota há 6 horas, em trabalho de parto ativo, queixas de sensação dolorosa, sinais de perda de líquido amniótico claro e tampão mucoso. Evoluiu com período expulsivo prolongado. Após expulsão do feto, administrado 10 unidades de ocitocina intramuscular. A dequitação placentária ocorreu por manejo ativo e tração controlada do cordão, placenta revisada e integra. No pós-parto imediato cursou com atonia uterina e sangramento excessivo, característico de HPP. Realizado massagem uterina sem sucesso. Na avaliação clínica notou-se: sudorese, palidez, taquicardia e hipotensão. Acionado médico obstetra e equipe multidisciplinar, até a chegada do mesmo, iniciado condutas conforme protocolo institucional: punção de dois acessos venosos periféricos calibrosos, instalado 500 ml de soro ringer lactato aquecido, 05 l/mim de O2 em máscara facial, posicionado paciente em trendelenburg, monitorizado e aquecido com cobertores. Após a chegada do obstetra, foi introduzido tratamento farmacológico (Ocitocina, misoprostol, ergotrate e ácido tranexâmico), e massagem bimanual, respondendo com melhora, sendo encaminhada em seguida para alojamento conjunto, posteriormente recebeu alta hospitalar. Conclusão: Destarte, é de fundamental importância que as enfermeiras obstetras saibam reconhecer e intervir, antes do agravamento do quadro, visto que a prevenção, diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para redução da morbimortalidade materna.
Descritores: Hemorragia Pós-Parto; Mortalidade Materna; Assistência de Enfermagem; Período Pós-Parto. Referências
1. Monteiro CAB, Filho JR. Rezende obstetrícia. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017.
2. Oliveira RC, Davim RMB. Prevenção e tratamento da hemorragia pós-parto. Rev enferm UFPE on line 2019; 13(1):236-48.
3. Organização Pan-Americana de Saúde, Manual de Orientação para o curso de manejo obstétrico da hemorragia: Zero Morte Materna por Hemorragia. Brasília: OPAS; 2018.
4. Vieira SN, Vidigal BAA, Inácio AS, Norte AS, Vasconcelos MNG. Avaliação da assistência de enfermagem na hemorragia pós-parto. Rev enferm UFPE on line, 2018; 12(12):3247-53.
1Enfermeira, Especialista em enfermagem obstétrica. Maternidade Tssyla Balbino. 2Enfermeira, Mestranda em enfermagem. Universidade Federal da Bahia.
3Enfermeira, Doutora em enfermagem, Docente da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia. 4Enfermeira, Mestra em enfermagem. Universidade Federal da Bahia.
5Enfermeira, Especialista em enfermagem obstétrica. Universidade Salvador.
113
41296 - Assistência de enfermagem a puérpera com depressão pós-parto no ambiente hospitalar
Flávia Maia Trindade1; Luan Guimarães Pessoa2; Luzimere Pires do Nascimento3; Leiliane Dantas de Freitas4; Lidianny Ellen Fernandes dos Santos5; Mayara Soares Gonzaga6Introdução: A Depressão Pós-Parto (DPP) é considerada um transtorno mental de alta prevalência, que provoca alterações emocionais, cognitivas, comportamentais e físicas. Inicia-se de maneira insidiosa, levando até semanas após o parto¹. Objetivo: Identificar como a enfermagem atua frente à Depressão Pós-Parto no ambiente hospitalar. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada no Hospital Regional Jofre Cohen no município de Parintins-AM, com puérperas de idade de 18 a 30 anos, do pós-parto imediato e que aceitavam participar da pesquisa, sendo excluídas as que não se enquadravam os critérios, foi utilizado um roteiro de entrevista com perguntas abertas e fechadas sobre o tema. A pesquisa seguiu as recomendações da resolução 466/2012. Resultados: A pesquisa teve participação de 30 mulheres, tendo amostragem por saturação de 20 mulheres, do período de puerpério imediato, admitidas no mês de Julho/2017 no referido hospital. Quando indagadas sobre se a gravidez foi desejada, 40% mulheres responderam que sim, e 60% disseram que a gravidez não foi desejada. Todas as entrevistadas 100% informaram não saber o que era a depressão pós-parto. Sendo necessária a realização de uma educação em saúde sobre o tema. Questionadas sobre a apresentação de sintomas de DPP, 60% relataram que tiveram ansiedade, 30% preocupação por algum motivo, 25% não apresentaram sintomatologia, 15% informaram ter sentindo medo, principalmente sobre a saúde do recém-nascido e de não conseguir amamentar. Quando questionadas a respeito do interesse da equipe de enfermagem quanto aos sentimentos apresentados pelas mulheres no puerpério, 85% disseram que a equipe de enfermagem não demonstrava interesse pelos seus sentimentos, apenas 15% responderam que a equipe de enfermagem se mostrou bastante preocupada a respeito do questionamento. Conclusão: Neste estudo foi possível descrever que a Depressão pós-parto é uma patologia de alta prevalência e que vem se configurando como um grande problema de saúde materna. Descritores: Assistência de enfermagem; Depressão; Puerpério; Vulnerabilidade.
Referências:
1. Gomes LA. Torquato VS. Feitoza AR. Souza AR. Silva MAM. Pontes RJS. Identificação dos fatores de risco para depressão pós-parto: importância do diagnóstico precoce. Rev. Rene, 2010; 11(Número Especial):117-23.
1Enfermeira Residente no Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Universidade do Estado do Amazonas - UEA. 2Enfermeiro Graduado pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA.
3Professora Mestre do Centro de Estudos Superiores de Parintins da Universidade do Estado do Amazonas – CESP/UEA. 4Enfermeira Residente no Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Universidade do Estado do Amazonas - UEA. 5Enfermeira Residente no Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Universidade do Estado do Amazonas - UEA.
6Enfermeira Graduada pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA, atualmente é enfermeira na Prefeitura Municipal de Boa Vista do Ramos.
114
41360 - Relato de experiência da assistência de enfermagem em alojamento conjunto: aspecto do leite
materno
Lusineth Campos de Oliveira1
Introdução: Ao término do período gestacional, glândula mamária está funcionalmente pronta para atender as demandas do recém-nascido. No entanto, ainda após o parto, a glândula mamária segue sua maturação estrutural por poucos dias após o parto, até alcançar a capacidade de produção copiosa do leite, conforme a demanda do bebê1,2. O fenômeno final pós-parto de transformação da mama em órgão produtor com consequente ejeção copiosa do leite, denominada apojadura, pode levar a uma causa rara de descarga papilar sanguinolenta no período gestacional e puerperal, denominado síndrome de Rusty Pipe, de caráter benigno e autolimitado3,4. A ocorrência da síndrome de Rusty Pipe em lactantes pode criar ansiedade materna, causar vômito no neonato e interferir na amamentação. Outros fatores relacionados e mais comuns para essa condição consistem em fissura mamilar, mastite, trauma e papiloma ductal.3 Objetivos: Relatar a experiência vivenciada na assistência de enfermagem em alojamento conjunto onde duas puérperas apresentaram descarga papilar de coloração amarronzada bilateral e indolor. Método: Trata-se de um relato de experiência realizado pelas enfermeiras durante três dias de assistência a duas puérperas em pós parto imediato em alojamento conjunto em uma maternidade de baixo risco na cidade de Jaboatão dos Guararapes-PE. Resultados: Ambas apresentaram no primeiro dia da apojadura alteração na cor do colostro, receberam alta no terceiro dia pós- parto mantendo ainda alteração na cor. Exame físico das mamas normal, apoio, aconselhamento e mantido a amamentação no primeiro dia ,observando-se o recém-nascido quanto a presença de enjoos e vômitos, porém no segundo dia com a mudança da equipe, a amamentação foi suspensa. A experiência relatada identifica profissionais de saúde (enfermeiros, médicos e tec. de enfermagem) tinham desconhecimento sobre a descarga papilar sanguinolenta. Esse ocorreu na suspensão da amamentação e na maior permanência na maternidade. Conclusão: O aleitamento materno é fundamental para a saúde da criança e pela sua disponibilidade de nutrientes e substâncias imunoativas, assim como o favorecimento da relação afetiva mãe – filho e o desenvolvimento da criança do ponto de vista cognitivo e psicomotor. Assegurando sua sobrevivência com qualidade de vida futura. Por isso, o conhecimento da síndrome de Rusty Pipe por profissionais saúde, poderá determinar uma melhor assistência na promoção do aleitamento materno e melhor adesão da mãe.
Descritores: Aleitamento materno; Amamentação; Puerpério; Lactante. Referências:
2. Carvalho GM, Lula HM, Oliveira LR. Diagnóstico e intervenções de enfermagem em Ginecologia, Obstetrícia e Neonatologia. São Caetano do Sul, São Paulo: Yendis Editora; 2010
3. Deboni FA, Moldenhauer M, do Nascimento MBR. Sindrome de Rusty Pipe: Causa benigna e rara de descarga papilar sanguinolenta durante a amamentação – Relato de caso. Publicação da Sociedade Brasileira de Pediatria. 8(3); 2018.
4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: Aleitamento materno e Alimentação Complementar. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2015.
5. Rego JD. Aleitamento Materno. 3ª ed. São Paulo: Editora Atheneu; 2015.
1Enfermeiro, Especialista em enfermagem obstétrica. Hospital Jaboatão Prazeres.
115
41503 - Utilização de métodos não farmacológicos para o alívio da dor durante o trabalho de parto
Gabriella Cristina Guedes Silva1; Júlia Costa Torres2; Altamiro Tributino de Lira Neto2; Nathalia Ferreira Brandão2; Talita Alves Correia2; Bárbara Regina Oliveira de Araújo3Introdução: O parto é considerado um fenômeno natural, porém tem sido evidenciado o fenômeno da dor que o acompanha é uma experiência subjetiva e complexa, sendo vista como o maior desafio a ser enfrentado pela mulher. Fisiologicamente, as dores provocadas pelo TP estão relacionadas à intensidade e frequência crescente das contrações uterinas e conformação dos tecidos moles e duros.3 Objetivo: O presente estudo tem como objetivo identificar a utilização e efetividade dos métodos não farmacológicos (MNFs) para o alívio da dor durante o trabalho de parto. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada no mês de agosto se 2019 a partir de artigos extraídos das bases de dados Scielo, Lilacs e Medline indexados pelos termos dos descritores em Saúde (DeCS): Trabalho de Parto, Obstetrícia, Enfermagem, Dor. A busca identificou 15 artigos, publicados no período de 2015 à 2019. Resultados: Evidencia-se que os métodos não farmacológicos (MNF) são implementados como uma opção para substituir a analgesia durante o TP/parto por diversas categorias técnicas. Os estudos identificaram como formas eficazes para auxiliar as parturientes: Técnicas de respiração, termoterapia no banho, imersão em banheira, massagem, acupuntura/acupressão, estimulação elétrica transcutânea, hipnoterapia e utilização de óleos essenciais 3. Diante da possibilidade de intervenções com os MNFs para o alívio da dor, pôde-se perceber maior segurança das parturientes no enfrentamento do processo de trabalho de parto, maior autonomia em determinar a posição e suas preferências durante o parto, melhoria das experiências de parto a partir da inserção de outros atores na equipe multiprofissional sensibilizados ao uso dos métodos. Conclusão: Arremeta-se que os MNFs detalhados podem ser planejados, implementados e avaliados por enfermeiros, mantendo-se sempre as questões de competência profissional, principalmente na acupuntura e reflexologia, em que há necessidade de profissionais habilitados. Entretanto, é notório que com a aplicação dos MNFs as parturientes sentem-se seguras e confiantes durante todo o trabalho de parto, além de contribuir para a formação de vínculo com o profissional, é gratificante ver a reação positiva com a utilização desses métodos e notar que elas conseguem enfrentar melhor o processo de parturição.
Descritores: Trabalho de parto; Obstetrícia; Enfermagem; Dor. Referências:
1. De Sousa LS. Violência no Trabalho em Obstetrícia Hospitalar. Revista de Enfermagem UFPE On line [Internet]. 2018 [citado em 2019 Ago. 28]; 12(10):2794-802. Disponível em:
https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/revistaenfermagem.
2. Machry Santos AL. Elaboração de novas tecnologias em Enfermagem: Utilização de uma cartilha para prevenção. Revista de Enfermagem UFPE On line [Internet]. 2017 [citado em 2019 Ago. 28]; 11(10):3893-8. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/revistaenfermagem.
3. Mascarenhas VHA, Lima TR, Silva FMD, Negreiros FS, Santos JDM, Moura MAP, et al . Evidências científicas
sobre métodos não farmacológicos para alívio a dor do parto. Acta paul. enferm. [Internet]. 2019 [cited 2019 June 22]; 32(3):350-7. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-0194201900048.
4. Tully G. Spinning babies: guia de consulta rápida. Tradução Lciana Carvalho. 1. ed. São Paulo: Lexema, 2016.
¹Acadêmica de enfermagem do Centro Universitário Tiradentes – UNIT/AL ²Acadêmicos de enfermagem do Centro Universitário Tiradentes – UNIT/AL ³Professora de enfermagem da Universidade Federal de Alagoas – UFAL [email protected]
116
41535 - Atuação do enfermeiro no pré-natal com enfoque na educação em saúde: revisão de literatura.
Andrezza Maria Araújo Pereira Alves1; Joyce Nayara Duarte da Silva1; Lázaro Heleno Santos de Oliveira1;Joanna Karolline Rodrigues Moura1; Evylee Hadassa Barbosa Silva1; Jackelyne Oliveira Costa Tenório2
Introdução: O pré-natal é o acompanhamento que a gestante recebe desde a concepção do feto até o início do trabalho de parto, durante este período a realização da educação em saúde pela equipe de enfermagem se faz de forma contínua através de informações acerca da gravidez, do feto, das modificações morfofisiológicas durante a gestação, bem como sobre trabalho de parto e cuidados pós-natal¹. O pré-natal no Brasil tem uma estratégia de atendimento para ser qualificado, podendo ser realizado de duas maneiras domiciliar ou na unidade básica de saúde, onde se deve realizar um acolhimento adequado criando um vínculo entre o profissional e a cliente, com no mínimo de seis consultas e o retorno puerperal². Objetivo: Analisar o que a literatura traz em relação a atuação do enfermeiro na educação em saúde durante o pré-natal. Método: Trata-se de uma revisão de literatura, na qual foi realizada a pesquisa seguintes nas bases de dados LILACS, portal SCIELO, Biblioteca Virtual em Saúde, os descritores utilizados foram: enfermagem, pré-natal, educação em saúde, no período de Julho à Setembro de 2019, foram encontrados 5 estudos que atendiam aos critérios da pesquisa, foram mulheres com a faixa etária de 25 a 40 anos. Resultados: Educação em saúde são ações realizadas pela a enfermagem com o intuito de orientar a gestante durante essa fase, com os cuidado com os temas exercícios e alimentação, esclarecer sobre os tipos de parto, retirar todas as dúvidas da gestante com o bebê sobre higiene, amamentação, transporte, sono, cultura com familiares, educação em saúde com o pai para informar sobre o seu papel e contribuição durante a gestação e os cuidados com o bebê³. Conclusão: O papel do profissional enfermeiro na educação em saúde permite argumentar sobre a ampliação da intervenção comunitário-coletiva, de um novo modo de pensar e agir, bem como pelas novas possibilidades interativas e associativas, à medida que sinalizam para uma nova abordagem de intervenção social, promovendo a educação, promoção e proteção da saúde.
Descritores: Enfermagem, pré-natal, educação em saúde. Referências:
1. Ministério da Saúde (Br) Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada – manual técnico, Ministério da Saúde, Brasília, 2006. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_pre_natal_puerperio_3ed.pdf Acesso em: 10.jul.2019. 2. Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo. Educação em Saúde: Planejando as Ações Educativas teoria e prática.
Manual para a operacionalização das ações educativas no SUS, São Paulo, 2001. Disponível em: <
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4599423/mod_resource/content/0/Planejando%20ac%CC%A7oes%20e ducativas%20SP.pdf> Acesso em: 12.jul.2019.
3. Oliveira DE, Andrade MI, Ribeiro SR. Educação em Saúde: uma estratégia da Enfermagem para mudanças de comportamento. Conceitos e Reflexões. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-71672017000300543&script=sci_arttext&tlng=pt Acesso em: 08.set.2019.
1Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Tiradentes-Unit 2Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Tiradentes-Unit