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Marco conceitual para a manutenção da plenitude organizacional da Teoria de Adizes

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Academic year: 2021

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MARCO CONCEITUAL PARA A MANUTENÇÃO

DA PLENITUDE ORGANIZACIONAL DA TEORIA DE ADIZES

Florianópolis 2019

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MARCO CONCEITUAL PARA A MANUTENÇÃO

DA PLENITUDE ORGANIZACIONAL DA TEORIA DE ADIZES

Tese apresentada como requisito para obtenção do título de Doutor, pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção da Universidade Federal de Santa Catarina.

Orientador: Prof. Dr. Álvaro Guillermo Rojas Lezana.

Florianópolis 2019

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DA PLENITUDE ORGANIZACIONAL DA TEORIA DE ADIZES

O presente trabalho em nível de doutorado foi avaliado e aprovado por banca examinadora composta pelos seguintes membros:

Prof. Carlos Manuel Taboada Rodriguês, Dr Instituição UFSC

Prof. Marcelo Gitirana Gomes Ferreira, Dr. Instituição UDESC

Prof. Maurício Andrade de Lima, Dr. Instituição UNISUL

Certificamos que esta é a versão original e final do trabalho de conclusão que foi julgado adequado para obtenção do título de doutor em Engenharia de Produção

____________________________ Prof Enzo Marosini Frazzon, Dr

Coordenador do Programa

____________________________ Prof. Álvaro Guillermo Rojas Lezana, Dr.

Orientador

Florianópolis, 2019.

Documento assinado digitalmente Alvaro Guillermo Rojas Lezana Data: 24/10/2019 11:46:22-0300 CPF: 528.489.739-00

Assinado de forma digital por Enzo Morosini Frazzon:01469642921 Dados: 2019.10.25 11:40:07 -03'00'

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Este trabalho é dedicado ao meu grande amor, Moisés, e ao meu filho, Luís Alfred, seres essenciais à plenitude da minha vida; aos mestres (professores, familiares, amigos) seres mediadores do meu processo evolutivo; e às pessoas que buscam respostas para os desafios da vida e vivem a angústia da dúvida. Estudar é ter a certeza de que o que sabemos é somente uma gota no oceano do conhecimento.

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Agradecer é algo que deveríamos fazer diariamente, pois muitas vezes deixamos para depois agradecimentos e gratidões que, por diversas razões, podem nunca mais ser pronunciados nesta vida.

Minha gratidão a todos os seres de luz que, de diversas maneiras, contribuíram para compor essas escritas. Considerando que será impossível nomear todos, peço as bênçãos dos céus para contemplar todos que contribuíram para a realização deste estudo.

Agradecimentos iniciais ao pai maior e à espiritualidade superior, fonte de toda a vida, pela oportunidade de estudar no doutorado.

Agradecimento ao meu grande amor, Moisés, que foi meu incentivador para fazer o doutorado e depois meu grande apoiador, auxiliando nas demandas com nosso filho, iluminando as publicações, enfim, o companheiro certo que eu precisava nestas horas.

Ao professor Lezana, que aceitou minhas buscas sem limitar meus olhares e foi um mediador convicto para as finalizações. Sua objetividade e clareza foram calmarias nas angústias e medos da busca.

À Mariana Grappegia, que, além de me incentivar a ir para o doutorado, ajudou na reflexão para melhoramentos na qualificação e na validação do estudo proposto.

À amiga Fabiane, fonte de inspiração, orientação, auxílio e aprendizados em fases importantes da tese.

Ao amigo Sérgio Luiz da Silva, apoiador nos meus estudos no doutorado, leitor e auxiliador nas ampliações da tese e grande mediador, colaborando nos momentos de dúvidas técnicas.

Ao amigo Sandro Oliveira, que ajudou no olhar sobre a pesquisa. À irmã Marciana, que traduziu o resumo e o texto para enviar ao autor Adizes; irmã amiga, sempre pronta para ajudar.

Aos familiares: pai, mãe, irmãos, sogro, sogra, cunhada e sobrinhas... Vocês são fonte de calmaria nas horas de angústias.

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Ao meu filho Luís, que me ajudou a ver a grandeza da vida e me manter quase equilibrada para finalizar a tese. Depois de você tudo é lindo, e possível; é como chegar à plenitude!

Gratidão aos especialistas que contribuíram com a análise crítica: Wilson Fukushima, Peter Beyersdorf, Mariana Grappegia, Fernando Mourão e Patricia Curry.

Gratidão ao professor Ichak Adizes, que, mesmo em tratamento de saúde, tentou emitir parecer e demostrou estar ciente do constructo.

Gratidão aos professores que aceitaram o convite de participação na banca de avaliação: Prof. Taboada, sempre conselheiro para fins de término do doutorado; Prof. Gitirana, que acolheu meu pedido prontamente; e Prof. Maurício, bela surpresa contar com seu olhar neste momento. Obrigada!

Gratidão aos empresários, seres sonhadores que empreendem suas vidas por meio dos seus negócios. É indescritível a oportunidade que tive de aprender e evoluir com os senhores. Gratidão aos Senhores Vicente Donini, Carlos Augusto de Matos, Sérgio Lorenzet, Ewerton L. Alves, Dorlei Mattei, Joacir Dal Vitt, Volmir Meotti.

Enfim, há mais, mas, por hora, é o que vem em Clareza. Gratidão a todos!

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Uma situação em aparência simples pode ser a base para compreender macrorrelações. Toda organização pode ser exemplo, independentemente do tamanho, sempre produz resultado complexo (Edgar Morin).

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Segundo o IBGE, mais de 60% das empresas no Brasil fecham suas portas após cinco anos de vida. Há necessidade, portanto, de se pensar ações que garantam a longevidade empresarial. Entre as diversas facetas que impactam na longevidade empresarial está o ciclo de vida organizacional. A manutenção das empresas no seu estágio de plenitude pode ser entendida como uma garantia de sua longevidade. Esta tese propõe uma revisão e ampliação da Teoria do Ciclo de Vida Organizacional, de Ichak Adizes, com o objetivo de criar um marco conceitual para a manutenção da Plenitude Organizacional. Como ponto de partida, busca-se compreender a dinâmica organizacional e toda a complexidade que a envolve, para a continuidade do negócio. A motivação primordial deste trabalho diz respeito ao desafio de se manter as empresas no estágio de Plenitude, conforme proposto por Adizes. Como bases teóricas desta tese, utilizam-se: (i) as Análises de Legalidade e Legitimidade, a partir de premissas propostas por Aristóteles, que defende uma ruptura entre o que é legalizado e o que é legitimado socialmente; (ii) a Teoria da Complexidade, de Edgar Morin, que parte da diretiva de que a desordem é necessária em certa medida para gerar nova ordem; (iii) a concepção de Sociedade Pós-Moderna, de Zygmunt Bauman, que apresenta o controle e os modelos sólidos/seguros como ilusões temporais; e (iv) a contribuição dos autores Ichak Adizes e Arie de Geus quanto ao entendimento da empresa como organismo vivo. Esta pesquisa parte da hipótese de que a volta da empresa do estágio de Plenitude para o de Adolescência é que irá gerar a manutenção da Plenitude Organizacional. Trata-se de pesquisa qualitativa que se utiliza do método hipotético com validações do proposto por especialistas e por empresários catarinenses de diversos segmentos os quais possuem empresas na fase de plenitude organizacional. Ao final, chega-se a três conclusões principais: a primeira, é que a empresa, além de ser um organismo vivo, é também complexo; a segunda é que precisa reativar continuamente o estágio de Adolescência (estágio 4), para manter-se no estágio de Plenitude (estágio 5); e a terceira, que são os líderes (cabeça da organização) que permitem institucionalizar a manutenção da Plenitude Organizacional.

Palavras-chave: Plenitude Organizacional. Ciclo de Vida Organizacional de Adizes.

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According to IBGE, more than 60% of companies in Brazil close their doors after five years of life.There is a need, therefore, to think about actions that guarantee business longevity. Among the many facets that impact business longevity is the organizational life cycle. The maintenance of the companies in their Prime stage can be understood as a guarantee of longevity for them. This thesis proposes a review and extension of the Theory of Organizational Cycle of Life, from Ichak Adizes, with the objective of creating a conceptual framework for the maintenance of Organizational Prime. As a starting point, we seek to understand the organizational dynamics and all the complexity that surrounds it for the continuity of the business. The main motivation of this work is the challenge of keeping companies in the stage of Prime, as proposed by Adizes. The theoretical bases of this thesis are: (i) the Legality and Legitimacy Analyzes, based on premises proposed by Aristotle, which advocates a rupture between what is legalized and what is socially legitimized; (ii) Edgar Morin's Theory of Complexity, which starts from the directive that disorder is necessary to a certain extent to generate new order; (iii) Zygmunt Bauman's conception of Postmodern Society, which presents control and solid / safe models as temporal illusions; and (iv) the contribution of the authors Ichak Adizes and Arie de Geus, regarding the company's understanding as a living organism. This research starts from the hypothesis that the return of the company from the stage of Prime to Adolescence is that it will generate the maintenance of the Organizational Prime. This is a qualitative research that uses the hypothetical method with validations proposed by specialists and entrepreneurs from Santa Catarina from various segments who have companies in the phase of organizational fullness. In the end, we come to three main conclusions. The first is that the company, besides being a living organism, is also complex. The second is that it must continually reactivate the stage of Adolescence (stage 4), in order to remain in the Stage of Prime (stage 5). Finally, it is concluded that it is the leaders (head of the organization) that allow to institutionalize the maintenance of Organizational Prime.

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Figura 1 – Estrutura da Tese. ... 22

Figura 2 – Caminho da tese. ... 24

Figura 3 – Base Scopus ... 29

Figura 4 – Base Web of Science ... 29

Figura 5 – Base Engeneering Village ... 30

Figura 6 – Mapa – Localização de empresas catarinenses... 37

Figura 7 – Ciclo de vida – Crescimento vs. Envelhecimento. ... 72

Figura 8 – Manutenção da Plenitude. ... 84

Figura 9 – Características das idas e voltas. ... 87

Figura 10 – Looping de Idas e Voltas. ... 89

Figura 11 – Ciclo de vida de Adizes com idas e voltas. ... 90

Figura 12 – Manutenção da plenitude organizacional. ... 110

LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Artigos Prime. ... 39

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ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística CVO – Ciclo de vida Organizacional

PAEI – Produzir, Administrar, Empreender, Integrar CAPI – Conjunção de Autoridade, Poder e Influência CEO – Chief Executive Officer

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1 INTRODUÇÃO ... 13

OBJETIVOS ... 15

1.1.1 Objetivo Geral ... 15

1.1.2 Objetivos Específicos ... 15

JUSTIFICATIVA E ADERÊNCIA COM A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 16 LIMITAÇÕES DA PESQUISA ... 19

ESTRUTURAÇÃO DA TESE ... 20

2 METODOLOGIA ... 23

CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA... 25

REVISÃO SISTEMÁTICA DA BIBLIOGRAFIA ... 27

QUANTO AO MARCO PROPOSTO ... 31

VALIDAÇÃO DO PROPOSTO COM ESPECIALISTAS ... 32

ANÁLISE DO MARCO PROPOSTO COM EMPRESÁRIOS ... 34

3 REVISÃO SISTEMÁTICA DA BIBLIOGRAFIA ... 39

4 REFERENCIAL TEÓRICO ... 48

LIDERANÇA E LEGITIMIDADE NA SOCIEDADE ... 48

CICLOS DE VIDA DAS ORGANIZAÇÕES ... 59

4.2.1 Conceituando organização ... 59

4.2.2 Longevidade organizacional ... 61

4.2.3 Ciclo de vida das organizações ... 66

5 MARCO CONCEITUAL: ESTUDO PARA ENTENDIMENTO DA MANUTENÇÃO DA PLENITUDE ORGANIZACIONAL ... 82

6 ANÁLISE DOS ESPECIALISTAS ... 93

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RECOMENDAÇÕES DE PESQUISA ... 120

REFERÊNCIAS ... 122

APÊNDICE A - VALIDAÇÃO DA PROPOSTA COM ESPECIALISTAS 130 APÊNDICE B - PROPOSAL EVALUATION WITH AUTHOR ICHAK ADIZES ... 140

APÊNDICE C – ROTEIRO DE ENTREVISTA ... 152

APÊNDICE D – Entrevista: Ewerton Luis Alves ... 153

APÊNDICE E – Entrevista: Carlos Augusto de Matos ... 154

APÊNDICE F – Entrevista: Vicente Donini ... 155

APÊNDICE G – Entrevista: Sergio Lorenzet ... 156

APÊNDICE H – Entrevista: Dorlei José Mattei ... 157

APÊNDICE I – Entrevista: Volmir Antônio Meotti ... 158

APÊNDICE J – Entrevista: Joacir Antônio Dalvit ... 159

ANEXO A – PARECER DO ESPECIALISTA WILSON FUKUSHIMA .. 160

ANEXO B – PARECER DO ESPECIALISTA PETER BEYERSDORF .... 164

ANEXO C - PARECER DA ESPECIALISTA PATRICIA CURRY ... 170

ANEXO D – PARECER DA ESPECIALISTA MARIANA GRAPPEGIA . 173 ANEXO E – PARECER DO ESPECIALISTA FERNANDO MOURÃO ... 175

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1 INTRODUÇÃO

Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo (Hermann Hesse).

Uma revisão de constructos sobre gestão e ciclo de vida organizacional passa necessariamente pela recorrência a múltiplas áreas e temas. No caso deste estudo, o caminho escolhido contempla, em especial, contribuições oriundas da história, da filosofia, da sociologia e da gestão, para refletir e gerar novos caminhos para a manutenção da plenitude com foco na longevidade organizacional.

Para tanto recorre-se a autores de trajetórias acadêmicas e mercadológicas multidisciplinares em essência e/ou por perspectivas de reflexão visionária – entendendo-se visionária como a perspectiva presente e passível de sustentação futura.

Da história à reflexão que gerou a escolha dos autores, passa-se por pensares legitimados nas diversas áreas de conhecimento utilizados para dar forma ao trabalho.

Da filosofia, Aristóteles contribui com as reflexões sobre a liderança e legitimidade social, alertando para a permanência, na sociedade de base complexa da pós-modernidade, da compreensão das diferenças como caminho para desvalia no ambiente social, em especial no organizacional.

Da sociologia, Zygmunt Bauman, Edgar Morin e Boaventura de Souza Santos auxiliam neste estudo a compreender que as organizações são afetadas diretamente pela estrutura social, que forma um tecido complexo, pós-moderno.

Mary Jo Hatch, José Ferreira Macedo, Ichack Adizes e outros contemplados no Capítulo 4 fundamentam a gestão no que tange aos conceitos e características referentes às organizações e ao ciclo de vida organizacional.

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Neste sentido, à medida que a sociedade transcende e, também, congrega uma visão simplista e ordenada, tornando-se uma tessitura de certezas e necessários desalinhamentos, como alertam Morin e Bauman, obrigatoriamente torna-se o espaço de algumas certezas e de inúmeras incertezas, principalmente no que tange à manutenção da plenitude organizacional.

Repensar aspectos da manutenção da plenitude é útil nesses tempos de negócios disruptivos e de sociedade volátil, como alertam Baumann e Santos.

E para que propor um marco conceitual para a manutenção da plenitude organizacional?

Para desafiar o pensar no sentido de encontrar novas respostas para temas postulados como fundantes e resolvidos, mas que ainda geram dúvidas nos fazeres de gestão da atualidade.

O desafio da manutenção da plenitude organizacional é vivido diariamente por parte das organizações existentes, e quando se pensa quais são as organizações centenárias no Brasil chega-se a uma lista que, segundo a revista Exame 2016, contempla 34 empresas.

Segundo dados do IBGE publicados pelo jornal Valor Econômico, o Brasil conta com 4,846 milhões de empresas; então, onde está a dificuldade de manutenção dessas empresas? Por que temos apenas 34 empresas brasileiras centenárias?

Essas inquietudes geraram um pensar mais filosófico e holístico na busca de encontrar outras soluções para um tema já conhecido na academia: o ciclo de vida organizacional.

Parte-se do pressuposto de que a manutenção da plenitude irá manter a empresa viva e como consequência torná-la longeva; e para quê? Para ter na história do Brasil mais organizações centenárias, para ter mais emprego e renda, para ter mais empreendedores realizados.

Diante deste contexto, justifica-se a importância de se pesquisar sobre formas de manutenção da vida organizacional. Sendo assim, este

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trabalho busca responder ao problema: Como gerar a manutenção da plenitude organizacional?

A busca da resposta para essa questão toma como base a hipótese de que a capacidade de sair da adolescência e ir para a plenitude, e depois voltar da plenitude para adolescência é que vai gerar a manutenção da plenitude organizacional.

OBJETIVOS

A construção de conhecimento perpassa estágios de clareza (certezas) e de nebulosidades (dúvidas). O pesquisador precisa dar atenção a essas inquietudes para, em caminho de desordem – próprio de processos complexos como a elaboração de textos de cunho acadêmico – dar passos em prol da ampliação de conhecimentos postulados. Como base neste contexto, o presente estudo definiu os objetivos (geral e específicos), as limitações de pesquisa e a estrutura da tese.

1.1.1 Objetivo Geral

Tomando como base a hipótese do trabalho, objetiva-se propor marco conceitual para manutenção da plenitude organizacional da teoria de Adizes.

1.1.2 Objetivos Específicos

• Fundamentar a gestão e o ciclo de vida organizacional do ponto de vista histórico, filosófico e sociológico, além da liderança no ambiente organizacional.

• Identificar as características dos estágios do ciclo de vida das organizações, de Ichak Adizes, com o intuito de buscar a manutenção da plenitude organizacional.

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JUSTIFICATIVA E ADERÊNCIA COM A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

Cada olhar investigador sofre influência do seu eu interior na busca de respostas pertinentes aos desafios de empreender. Justifica-se o estudo considerando-se que a tratativa da manutenção da plenitude organizacional (que tende a gerar longevidade) é o desafio vivido pela maioria dos negócios. Indiferentemente do tempo de vida e do tamanho da organização, considera-se, como já postulado por Morin, que toda organização produz resultado complexo.

Embora entenda-se que a justificativa da importância desta tese dependa de cada modelo mental que tiver contato com ela, seguindo-se princípios de cientificidade apresentam-se alguns aspectos que justificam tal importância sem a pretensão de valorização do feito, e sim com o objetivo de fazer deste trabalho um marco de reflexão acerca dos estudos de gestão que apresentam verdades absolutas desconsiderando a lógica do viver e pensar na modernidade com clareza de intenção e dúvidas na ação.

Entre os aspectos que justificam a importância desta tese destacam-se: encontrar novas respostas para um tema abordado com frequência nos estudos de gestão e estudado por muitos; propor alteração na teoria de autor reconhecido internacionalmente; descrever as variáveis para a manutenção da plenitude; refletir sobre uma hipótese de pesquisa que sai do pensamento simples e parte para o complexo, e se coloca como tese desestabilizadora de verdades no que tange ao ciclo de vida organizacional de Adizes.

O foco na prática com pensar científico norteou os andares reflexivos desta tese.

A prática se dá considerando-se a proposta para a manutenção da plenitude organizacional, onde se utilizam conceitos da modernidade e da complexidade em área de gestão, algo pouco usual para as ciências exatas, como as Engenharias. A originalidade e o ineditismo são resultados de escolhas de pensar na lógica da complexidade, pela qual conhecer e pensar

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não é chegar a uma verdade absolutamente correta, mas dialogar com a incerteza (MORIN, 2003).

Ao formar uma tessitura complexa com pensar filosófico, um olhar para a sociedade em que as organizações participam, a busca na história de princípios de legalidade e legitimidades dos fazeres na esfera público/privada, entre outros, chega-se ao novo original e inédito, o qual pode ser identificado na medida da leitura do marco conceitual proposto nesta tese.

A escolha pelo ciclo de vida organizacional, de Adizes, se deu pela percepção das organizações como sistemas vivos e complexos. Ao se considerar as organizações como sistemas vivos e complexos propõem-se ajustes nas lentes para mudar a concepção lógica e racional no estudo da sua compreensão. Estudá-las considerando-se esses dois aspectos é sair do pensamento simples (lógico/racional e certo) e rumar para o pensamento complexo (MORIN, 2003) com hipóteses de solução que precisam ser pensadas, discutidas, ampliadas, reduzidas para encontrar respostas pertinentes às empresas.

Compreende-se que é necessário olhar cada organização considerando-se sua essência, sua identidade, bem como a sociedade em que participa e atende, usando-se lentes com respeito, na tentativa de compreendê-las nos seus fazeres para se manterem vivas e plenas.

Justifica-se que as organizações, compreendidas como organismos vivos, estão sujeitas a um desenvolvimento análogo ao dos seres humanos: nascem, crescem, se desenvolvem e “morrem”.

Diferentemente do desenvolvimento humano, que leva ao inevitável final, as organizações buscam longevidade no sentido de se manterem vivas. Os estudos quanto ao ciclo de vida organizacional, especialmente aquele apresentado por Adizes (1990), chamam a atenção para a manutenção, com raras exceções, do processo organizacional análogo ao da vida humana. Somado ao desafio, quase do “campo do impossível”, para mais de 80% das empresas em se manterem no mercado em valor de marca e lucros saudáveis, o contexto social delineado desde os anos 90, em

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termos de mundo, alerta para o reflexo das mudanças sociais no âmbito empresarial.

A sociedade linear, ordenada, previsível e de “fácil” mensuração estratégica até este período, deu lugar a uma sociedade de extremos – que por vezes parece envolta no caos, em uma “caixa de pandora”. Mas esse caos é um caos necessário ao aprimoramento social, afirmam Morin e Bauman, pois provoca as desacomodações que permitem as transformações sociais.

Esse caos “criativo” gera para as empresas a necessária revisão e reconstrução de posturas fundantes e ações pontuais de diálogo com o mercado. Na mesma medida, provoca a relativização das certezas da ordem e de mensurações apenas quantitativas sobre os fazeres nos negócios.

Nesse sentido o contexto pós-moderno, complexo e de mudança contínua exige a reavaliação dos saberes consolidados no sentido de torná-los vivos no presente da estrutura social/organizacional – sempre que se mostrarem passíveis de explicar e conduzir ao fortalecimento destas estruturas, bem como substituídos ou complementados ao se distanciarem da realidade (entendida realidade como contribuição integral e integrativa para o sucesso e vida longa das empresas). Assim, o presente estudo propôs o desafio de revisar a teoria de Adizes (1990) sobre ciclo de vida organizacional, a fim de contribuir com um novo olhar e um novo caminho de compressão sobre tais ciclos.

O constructo deste estudo visa a apresentar um marco conceitual que contemple a reativação do estágio 4 (Adolescência) no ciclo de vida da organização, referido por Adizes, e em seguida o estágio 5 (Plenitude), com o objetivo de evitar os estágios subsequentes ao estágio 5 ou retardá-los significativamente.

Para cumprir tal propósito, a escolha de base teórica adentrou aos campos da filosofia, da sociologia e da gestão buscando uma multiplicidade de apoios reconhecidos como atuais.

A pesquisa tem aderência à área de Engenharia de Produção, especialmente na linha de pesquisa inteligência organizacional e segundo

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ABEPRO a Engenharia Organizacional que contempla “Conjunto de conhecimentos relacionados à gestão das organizações, englobando em seus tópicos o planejamento estratégico e operacional, as estratégias de produção, a gestão empreendedora, a propriedade intelectual, a avaliação de desempenho organizacional...”. Adepto também a um dos princípios norteadores do profissional da Engenharia de Produção onde “Produzir é mais que simplesmente utilizar conhecimento científico e tecnológico. É necessário integrar fatores de natureza diversas, atentando para critérios de qualidade, eficiência, custos, etc” (ABEPRO).

Aderente a Engenharia de Produção à medida que o trabalho se põe como um marco conceitual “desestabilizador” de algumas certezas sobre ciclo de vida organizacional, confirmativo de alguns conceitos e métricas, e analítico quanto ao fortalecer e aprimorar o estudo para entendimento da manutenção da plenitude organizacional.

LIMITAÇÕES DA PESQUISA

Todo processo de pesquisa está, em origem, sujeito às incompreensões próprias de posturas oriundas de pensamentos simples de ênfase lógica e ordenada. No caso deste estudo, identificam-se como possíveis limitações a resistência de autores (base teórica) que consolidaram reflexões e desenharam modelos, mas que precisarão revisitar suas análises para adentrar ao campo dos novos e “incontroláveis” caminhos de presente e futuro na vida das organizações.

Em termos imediatos/materiais: a validação da pesquisa à distância pelos especialistas pode/poderia fragilizar a compreensão dos avaliadores; e o fator tempo para as análises e adendos indicados pelos avaliadores torna-se desafiante, posto que a feitura de uma tese demanda dedicação direcionada (o que evidencia longo tempo para leituras, releituras, registro escrito das bases teóricas, críticas a estas bases e reescrita a partir de novas compreensões).

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O olhar para empresas convencionais. Nesta tese as startups não estão contempladas em função do tempo de realização da tese e da mudança significativa dos modelos de negócios e, consequentemente, dos ciclos de vida dos mesmos. Esta escolha justifica-se pela diversidade de organizações existentes na atualidade, e destaca-se que, para realizar uma pesquisa, as escolhas são vividas a cada passo dado.

Nesta pesquisa a volta do estágio 6, Estabilidade, não está contemplada, pois a resposta encontrada para o desafio posto por Adizes (1990, p. 65) – “O grande desafio da organização Plena é permanecer na Plenitude” –, passa por voltar-se para o estágio de Adolescência, ou seja, revisitar as práticas de gestão da adolescência que fizeram a empresa chegar na plenitude, algo não pensado pelo autor, porque Adizes apresenta na parte prescritiva do livro a volta do estágio 6, Estabilidade, para o 5, Plenitude.

ESTRUTURAÇÃO DA TESE

A tese está estruturada em oito capítulos.

O primeiro capítulo contempla a introdução do trabalho, etapa em que são apresentados os objetivos “geral e específicos”, as ponderações que justificam a feitura da tese, as limitações de pesquisa, a estrutura dos capítulos.

O segundo capítulo expõe os procedimentos e as escolhas metodológicas da pesquisa, apresenta o caminhar na feitura da tese e também apresenta os especialistas e empresários que avaliaram e validaram o marco conceitual proposto.

O terceiro capítulo apresenta uma revisão sistemática da bibliografia sobre o ciclo de vida organizacional de Adizes.

O quarto capítulo, referencial teórico, trata da base reflexiva que sustenta a tese, ou seja, apresenta uma revisão teórica de “pesquisas, artigos, dentre outros” para conceituar, caracterizar e refletir sobre: 1 – os papéis e lugares sociais distintos, a diferença entre legalidade e legitimidade

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social - com destaque para o time avesso à legitimidade frente às legalidades; 2 – os espaços sociais/ políticos estruturais; 3 - a sociedade pós-moderna e a complexidade envolta nos fazeres sociais e organizacionais - com destaque para o espaço da cultura e dos estudos sobre o conceito de organização e longevidade, bem como das diversas propostas quanto ao ciclo de vida das organizações, com ênfase na proposição de Adizes (1990).

O quinto capítulo apresenta, a partir da análise do que é proposto por Adizes quanto ao ciclo de vida das organizações, os questionamentos (hipótese) e o caminho para o desenho do novo marco conceitual visando ao entendimento da manutenção da plenitude no ciclo de vida organizacional. Os pressupostos de sustentação do estudo estão explicitados neste capítulo.

O sexto capítulo apresenta as análises dos especialistas em relação ao marco conceitual e às características/variáveis propostas para a manutenção.

O sétimo capítulo contempla a participação/colaboração de empresários de diversos segmentos e regiões do estado de Santa Catarina, que analisam a hipótese de pesquisa e também contribuem para a ampliação dos olhares para a manutenção da plenitude organizacional.

E por fim, o oitavo capítulo traz as considerações finais sobre o estudo e as perspectivas para futuras pesquisas.

Na Figura 1 apresenta-se uma imagem ilustrativa da estrutura da tese.

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Figura 1 – Estrutura da Tese.

Fonte: Elaborada pela autora.

A imagem representa o funcionamento do pensar da pesquisadora e demonstra como se deu a estruturação desta tese: como engrenagens, onde as rodas se ligam aos eixos e geram um movimento rotativo à medida que avançam as leituras e compreensões/fundamentações do constructo. A escolha pela representação por meio das engrenagens se deu pela percepção de que a construção dessa tese não foi linear e sequencial, mas sim, consistiu em um estudo realizado com idas e vindas, evoluções e retrocessos, certezas e dúvidas, logo, uma imagem linear não representaria a complexidade da escrita deste texto.

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2 METODOLOGIA

Por isso que o conhecimento reside no campo dos desconhecimentos. Mas é no desconhecimento que a mudança do ser, dos seus fazeres e das suas incompreensões, se realiza (Edgar

Morin).

Considerando-se que o caminho de pesquisa se caracteriza como duvidoso para a pesquisadora, esta, na busca de respostas pertinentes aos desafios da gestão empresarial, pesquisou fontes distintas daquelas de conhecimento organizacional. Tal ampliação de leituras e reflexões exigiu, posteriormente, um ordenamento reflexivo e estruturado, que gerou a escolha das teorias fundantes (apresentadas no capítulo referencial teórico), na busca de ampliação dos horizontes de análise sobre o ciclo de vida organizacional objeto deste estudo. Na etapa inicial da pesquisa permitiram-se leituras diversas e por vezes desconexas do mundo empresarial, para compreender a sociedade; e a partir delas, entender de que modo se formam as empresas como as conhecemos hoje.

A Figura 2 representa o caminhar na busca de respostas, não em linhas retas, mas na dinâmica de movimento típica das engrenagens.

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Figura 2 – Caminho da tese.

Fonte: Elaborada pela autora.

Não seria possível apresentar na imagem todas as leituras realizadas, por isso resume-se objetivamente os principais elementos estudados e mostra-se que o proposto nesta tese surgiu de insights obtidos a partir das leituras:

i) do livro de Adizes, Os ciclos de vida das organizações: como e por que as empresas crescem e morrem e o que fazer a respeito (1990, p. 65), no qual ele aponta que: “O grande desafio da organização Plena é permanecer na Plenitude”. Esse desafio posto pelo autor foi o que instigou a tentativa de encontrar as respostas que advêm dos constructos sociológicos e filosóficos que comtemplam os desafios organizacionais, apresentados no capítulo referencial teórico;

ii) da teoria da complexidade, de Edgar Morin (1990). Ao tratar da complexidade, ou seja, das relações de

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ordem/desordem/organização, que surgem na verificação em ação de que “fenômenos desordenados são necessários em certas condições, em certos casos, para a produção de fenômenos organizados, que contribuem para o aumento da ordem” (MORIN, 1990, p. 91), o autor demonstra que o conhecimento é um espaço de negociar em permanência com o improvável e com a dúvida para que esse conhecimento se realize.

Isto posto, parte-se para a caracterização da pesquisa, a qual está sujeita à apreciação, já que se trata de assunto o qual a pesquisadora não tem domínio pleno e, portanto, caracterizou a pesquisa considerando sua

compreensão acerca dos conceitos apresentados por autores especialistas no tema.

CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

As escolhas quanto aos fazeres e/ou caminhares da pesquisa surgiram na medida do seu avanço em sintonia com o pensamento complexo, onde cada passo chamava o outro.

Considerando-se os aspectos dos fazeres desta pesquisa, caracteriza-se o estudo em relação ao raciocínio, tratando-caracteriza-se, assim, do método hipotético dedutivo.

O método hipotético-dedutivo consiste em se perceber problemas, lacunas ou contradições no conhecimento prévio ou em teorias existentes. A partir desses problemas, lacunas ou contradições, são formuladas conjecturas, soluções ou hipóteses; essas, por sua vez, são testadas no que Popper chamava de técnica de falseamento. O falseamento pode ser feito, dentre outras formas, através de experimentação ou análise de estatísticas. Após analisados os resultados, são avaliadas as conjecturas, soluções ou hipóteses previamente elaboradas, que podem ser reputadas (rejeitadas) ou corroboradas (DINIZ, 2015).

Quanto à sua natureza, trata-se de uma pesquisa aplicada. Nas pesquisas aplicadas o investigador é motivado pela necessidade de

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contribuir para fins práticos, buscando soluções para problemas concretos. A pesquisa aplicada concentra-se em torno dos problemas presentes nas atividades das instituições, organizações, grupos ou atores sociais (THIOLLENT, 2009, p. 36), caso deste estudo, que foca no ciclo de vida das organizações propondo um novo marco conceitual para a manutenção da plenitude organizacional.

Quanto à abordagem do problema, pelas características inerentes à pesquisa, é a qualitativa, ou seja, a partir do olhar atento e de análises detalhadas de um grupo de sujeitos especialistas e empresários que estão apresentados na amostra da pesquisa, na sequência deste escrito.

Uma pesquisa qualitativa, segundo Yasuda e Oliveira (2012), caracteriza-se por ser menos estruturada, aberta às percepções/ conhecimentos do pesquisador para ser realizada, flexível quanto às técnicas de análise de dados e com ênfase na compreensão em maior profundidade do tema em estudo, e tendo respeito ao entendimento holístico presente nos comportamentos humanos e organizacionais.

Quanto à finalidade - tipo de conhecimento almejado -, é uma pesquisa exploratória. Pesquisas do tipo exploratório, segundo Sellitez (1987), pressupõem um conhecimento inicial básico tendo como propósito da investigação levantar alguns pressupostos sobre o assunto, de tal forma que possam servir de referência para estudos posteriores mais complexos. No que tange às estratégias de pesquisa, ou seja, às ações para colher, compreender, analisar e registrar os constructos teóricos que tratam do tema proposto e temas complementares, recorreu-se à pesquisa bibliográfica – artigos e livros publicados – bem como à pesquisa compreendida como referencial – de outras publicações qualificadas como artigos acadêmicos, pesquisas de mercado, dentre outros. Uma pesquisa bibliográfica e referencial, cabe destacar, se fundamenta em conhecimentos levantados junto às fontes bibliográficas, com direcionamento em livros e artigos científicos, e possui como foco ampliar o conhecimento para posteriormente aplicá-lo. Segundo Gil (2002), permite ao pesquisador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela

(29)

que seria possível pesquisar diretamente. Além disso, este tipo de pesquisa é indispensável nos estudos históricos e ou científicos.

Quanto à técnica de coleta de dados, a pesquisa, além de bibliográfica como apresentado anteriormente, também se vale de entrevistas semiestruturadas.

A pesquisa foi validada pelos especialistas e o marco proposto foi levado à apreciação e contemplou análises de empresários. Vergara (2009) lembra que variável é um valor que pode ser dado por quantidade, qualidade, característica, magnitude e que altera seu valor em cada caso individual. As variáveis podem ser definidas como dependentes ou independentes.

A realização e a técnica de coleta de dados caracterizam-se como análise qualitativa de maneira interpretativa, que tem como base a generalização teórica. Para Severino (2007, p. 94), interpretar é:

[...] tomar uma posição própria a respeito das idéias enunciadas, é superar a estrita mensagem do texto, é ler nas entrelinhas, é forçar o autor a um diálogo, é explorar a fecundidade das idéias expostas, é cotejá-las com outros, é dialogar com o autor [...].

REVISÃO SISTEMÁTICA DA BIBLIOGRAFIA

A verificação em ação dos escritos acerca do tema de pesquisa e dos seus objetivos contemporizou a análise de bases da pesquisa, as quais serão apresentadas na lógica do fazer.

Iniciou-se pela compreensão da necessidade de se avaliar o que estava sendo publicado nos últimos tempos sobre ciclo de vida organizacional com foco na teoria de Adizes.

Para a revisão sistemática utilizaram-se as seguintes etapas:

a) Escolha das bases de dados pertinentes no site do periódico da

CAPES, no endereço:

http://www.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_pbases &controller=pbases&Itemid=32.

(30)

A escolha das bases de pesquisa seguiu princípios de afinidade da base com a área de Engenharia e escolha de bases mais conceituadas no ambiente acadêmico, sendo escolhidas para realizar a análise sistemática: SCOPUS, Web of Science e Engineering Village.

b) Determinação dos algoritmos que foram testados no Google acadêmico e onde identificou-se que apenas dois termos estavam pertinentes. O termo “Organizational life cycle” foi excluído da pesquisa, pois os artigos encontrados eram de diversas áreas de conhecimento (biologia, ambiental, humanas e outras), o que dificultava a análise focada no tema da tese.

Optou-se por usar os termos de busca em inglês por considerar-se que mesmo os textos em português contemplam os resumos e as palavras-chave em inglês. Termos de busca: Adizes organizational life

cycle e Organizational Prime.

c) Realização da busca utilizando-se os dois algoritmos em todas as bases de dados escolhidas na etapa 1, filtrando-se os critérios pré-selecionados: apenas artigos em periódicos com peer review; apenas publicações entre 2013 e 2018; os algoritmos de busca identificados no título e/ou no resumo.

(31)

Na base Scopus:

Figura 3 – Base Scopus

236 document results

TITLE-ABS-KEY ( organizational AND prime ) AND PUBYEAR > 2012 AND PUBYEAR < 2019

5 document results

KEY ( organizational AND prime ) AND PUBYEAR > 2012 AND PUBYEAR < 2019

Fonte: Adaptado da Tela de pesquisa no site.

Na base Web Of Sciencie:

Figura 4– Base Web of Science

Fonte: Tela de pesquisa no site.

Resultados: 2

(de Principal Coleção do Web of Science)

Você pesquisou por: TÓPICO: (Adizes organizational life cycle) Resultados: 168

(de Principal Coleção do Web of Science)

(32)

Na base Engeneering Village:

Figura 5 – Base Engeneering Village

Fonte: Tela de pesquisa no site.

145 records found in Compendex & Knovel for 1983-2018:

((Organizational Prime) WN ALL).

No results were found in Compendex & Knovel for 1983-2018:

((Adizes organizational life cycle) WN ALL).

Os Termos pesquisados tiveram as seguintes publicações:

Organizational Prime - 549 publicações localizadas nas bases pesquisadas;

Adizes Organizational life – 7 publicações localizadas.

Embora tenham sido encontradas com o termo “Organizational Prime” 549 publicações, foi possível ter acesso, para a análise de conteúdo, apenas a uma parte dos artigos, sendo que a Engeneering Village disponibilizou para análise 25 artigos, a Scopus disponibilizou todos os 236 artigos e a Web of Sciencie disponibilizou 10 artigos, totalizando para a análise qualitativa 271 artigos.

As análises qualitativa dos artigos, relativas a esta etapa da pesquisa estão detalhadas no capítulo Revisão Sistemática da Bibliografia.

Após a etapa de pesquisa da revisão sistemática partiu-se para a escolha das teorias fundantes, apresentadas no capítulo Referencial Teórico, o qual foi composto seguindo critérios de busca do novo e de

(33)

referencial qualificado em outras áreas do saber, com foco na pesquisa qualitativa e considerando-se a percepção quanto às lacunas do pensar acerca do tema manutenção da plenitude organizacional.

QUANTO AO MARCO PROPOSTO

Neste caminhar na busca de respostas sobre a dinâmica da vida organizacional pensou-se em várias estradas possíveis, e nas encruzilhadas da estrada optou-se pelo caminho da reflexão, ou seja, sem respostas únicas/certas. Os conceitos de complexidade de Morin e de modernidade de Baumann são conceitos fundantes para a geração da hipótese de pesquisa: “a compreensão das empresas como organismos vivos e complexos”, organismos vivos postulados por Adizes e Geus, e complexos postulados por Morin.

A validação da hipótese de pesquisa se deu inicialmente pelo Instituto Adizes do Brasil por meio de contato telefônico.

A partir dessa confirmação partiu-se para a elaboração de modelo para validar a hipótese de pesquisa.

Nesta etapa estruturou-se um quadro para a compreensão das características de cada fase/etapa do ciclo de vida de Adizes utilizando-se como base o livro O ciclo de vida das Organizações, de 1990. Registraram-se as variáveis de cada faRegistraram-se do ciclo e compararam-Registraram-se as variáveis da Adolescência, Plenitude e Estabilidade. A partir dessa comparação identificaram-se quais as variáveis, segundo o autor, fariam a organização sair da Adolescência e ir para a Plenitude. A volta da Plenitude para a Adolescência (contribuição desta tese) surgiu de abstrações das variáveis das três fases citadas anteriormente, das análises da revisão bibliográfica, das abstrações do referencial teórico e das contribuições dos especialistas e empresários.

Os demais aspectos da pesquisa serão apresentados na sequência deste estudo.

(34)

VALIDAÇÃO DO PROPOSTO COM ESPECIALISTAS

Quanto à amostra dos especialistas, retomando as características de pesquisa já expostas, caracteriza-se como intencional. Neste sentido, a definição da amostra foi dada pela pesquisadora com o auxílio do Instituto Adizes do Brasil, na pessoa do Senhor Wilson Fukushima. Além do critério de conhecimento/vivência em ciclo de vida, de Adizes (1990), a pesquisadora considerou o interesse dos especialistas em contribuir para a proposta da tese, bem como creditou total confiança a tais especialistas no que se refere às suas análises para validação do marco conceitual. O primeiro passo dado pela pesquisadora para compor a lista de especialistas foi entrar em contato com o Instituto Adizes do Brasil, na pessoa do Senhor Fukushima – que prontamente se dispôs a indicar outros especialistas certificados. Fukushima sugeriu quatro especialistas e também o autor principal, Adizes, totalizando cinco especialistas. Em seguida, a pesquisa com o termo Adizes a partir da Plataforma Lattes localizou mais cinco especialistas, sendo que uma aceitou o convite para a avaliação e validação do proposto.

Destaca-se que o professor Adizes tomou ciência do proposto, conforme apresentado no apêndice B, contudo não emitiu parecer, em função de problemas de saúde.

A seguir apresentam-se aspectos que caracterizam o perfil dos especialistas que realizaram a análise do marco teórico proposto.

a) Peter Beyersdorf - formado em Engenharia de Produção pela USP, Executivo há mais 30 anos em instituições financeiras e empresas da área de manufatura, com experiência em governança corporativa e Partner Associate Adizes Institute desde 2014; b) Patricia Curry – formada em análise de sistemas pela Mackenzie e

Pós-Graduada pela FGV em Administração de Empresas, profissional com atuação nas empresas HSBC, Data Trade, Directa BDO, Microsiga, ANFAVEA, Instituto Adizes do Brasil e certificada

(35)

nos fundamentos conceituais Adizes de transformação organizacional pelo Adizes Institute EUA;

c) Wilson Genji Fukushima – Formado em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da USP. Diplomado Adizes nas fases I, II e III desde 2007 com treinamento em Santa Bárbara, CA, USA. d) Mariana Grappegia – Formada em Economia, profissional com mais

de 20 anos de experiência em gestão, atualmente Diretora de Inovação do Sebrae SC. Doutora em Engenharia de Produção com a tese intitulada As habilidades empreendedoras à luz do ciclo de

vida organizacional e autora do livro A Gestão de Ativos Intangíveis, publicado em 2010;

e) Fernando Breda Mourão – Formado em Engenharia Mecânica/Produção pelo Instituto da Aeronáutica – Profissional com atuação em diversas empresa atualmente Sócio Diretor da Luminar Consultores Associados e Consultor certificado pelo Instituto Adizes com atuação em São Paulo e região.

Os minicurrículos disponibilizados pelos especialistas constam nos anexos A, B, C, D e E. Tratados aqui como especialistas, todos auxiliaram com um olhar crítico para a ampliação do espectro teórico/prático quanto ao modelo de ciclo de vida proposto por Adizes (1990).

O apêndice A contempla o conteúdo enviado para o e-mail dos especialistas, os quais tiveram o desafio de avaliá-lo mesmo a distância; e as dúvidas relativas à compreensão foram tratadas por telefone, por e-mail e ou por Whatsapp.

Os especialistas emitiram pareceres, os quais estão contemplados nos anexos A, B, C, D e E.

Após o recebimento dos pareceres partiu-se para a análise com foco no melhoramento do proposto – isso está apresentado no capítulo Marco Conceitual: Estudo para a manutenção da Plenitude Organizacional.

As considerações dos especialistas inidicavam suficiência quanto à validação da hipótese e do marco, contudo para qualificar o

(36)

pensado/proposto partiu-se para a busca de um olhar/validação com os empresários.

ANÁLISE DO MARCO PROPOSTO COM EMPRESÁRIOS

Quanto à amostra dos Empresários, a mesma foi por conveniência de acessibilidade, aleatória considerando-se a possibilidade de acesso aos empresários e também a imagem da respectiva empresa no mercado. A variável norteadora para a escolha dos empresários passou pela percepção de empresa na plenitude e teve-se o cuidado de contemplar diversos segmentos de atuação. A Chapecoense é uma associação e foi escolhida em função da sua história de perda do time e da liderança em 2016 e da manutenção do time na série A do campeonato Brasileiro nos anos subsequentes.

A seguir caracterizam-se as empresas dos gestores/empresários entrevistados:

1)Empresa Trueit Consultoria em Informática Ltda. - Empresa prestadora de Serviço de Tecnologia com sede em São José- SC, completando 15 anos em 2019 – atende clientes da grande Florianópolis e está com um plano de expansão com foco na prestação de serviço para indústrias.

Empresário entrevistado Ewerton Luis Alves - Fundador e dono da organização.

2) Empresa Softplan – Desenvolvedora e prestadora de serviço de

software para o Poder Judiciário, indústrias de construção e setores

da saúde e da administração pública. Completando 29 anos em 2019, a Softplan é uma das maiores empresas de software do país, com cerca de 1,9 mil colaboradores. Suas soluções já estão presentes em todos os estados brasileiros, em países da América Latina e nos Estados Unidos.

Empresário entrevistado: Carlos Augusto de Matos - É um dos três fundadores da organização.

(37)

3) Empresa Marisol - Indústria de Vestuário em Jaraguá do Sul, a Marisol S.A. é uma das grandes empresas de destaque no setor do vestuário brasileiro. Em 2019 completando 55 anos, possui atualmente duas unidades industriais nos estados de Santa Catarina e Ceará.

Empresário entrevistado – Vicente Donini - Sócio fundador da empresa.

4) Empresa Brasitália Comércio de Café – Sediada em Chapecó, possui exclusividade para a comercialização de máquinas profissionais de café espresso da marca italiana PROMAC para o Brasil e a América do Sul. A empresa iniciou suas atividades comercializando máquinas de café, atualmente produz e comercializa cafés na loja física e na loja virtual e é prestadora de serviços para máquinas de café na região Oeste de Santa Catarina. Empresário Entrevistado: Sérgio Lorenzet - Sócio fundador da empresa Brasitália e de mais três empresas em segmentos distintos, empresário com muitos anos de experiência.

5)Empresa Associação Chapecoense de Futebol - Atualmente, é o maior, mais vitorioso e bem estruturado time de futebol profissional da região Oeste de Santa Catarina. Fundado em 1973, em 2019 completa 46 anos. A Chapecoense foi estudada por ser um exemplo de superação: poucos meses após a perda de quase todo o time e das principais lideranças, venceu o campeonato catarinense.

Entrevistado Dorlei José Mattei – Gerente Comercial da associação.

6) Empresa Dipães Indústria de Pães Congelados – Com matriz na cidade de Paraíso, SC, e filial em Itajaí,SC, foi fundada em 2002 e completa 17 anos em em 2019. Com uma produção média de 400 mil unidades de pães por dia, mais de 1.500 pontos de venda, distribuídos nos três estados do Sul do Brasil, a Dipães, consegue inserir seus produtos nas mesas dos consumidores, diariamente, e

(38)

o mix de produtos contempla pães, massas, tortas, biscoitos e outros congelados.

Empresário Entrevistado – Volmir Antônio Meotti – Fundador e diretor do negócio.

7) Dalcar Indústria, Comércio e Serviços de Elevadores – Tem sede em São Miguel do Oeste. Iniciou suas atividades como fábrica em série de mesas alinhadoras, sistemas de medição e ferramentas específicas para o serviço de reparação automotiva; e a partir de 2011 fabrica também elevadores prediais, residenciais, de carga e plataformas elevatórias para acessibilidade. Em 2019 completa 28 anos. A empresa atende as regiões Oeste dos três estados do Sul. Empresário Entrevistado: Joacir Antônio Dalvit – Sócio fundador junto com seu irmão – totalizando dois sócios.

Esta pesquisa qualitativa foi realizada por meio de entrevistas presenciais semiestruturadas com sete empresários de Santa Catarina. As empresas que eles lideram estão identificadas e localizadas no mapa do estado (Figura 6). A ideia do mapa é apresentar as cidades onde as empresas estão situadas contemplando o estado catarinense e, assim, a diversidade de segmentos analisados.

(39)

Figura 6 – Mapa – Localização de empresas catarinenses.

Fonte: Elaborado pela autora.

As entrevistas foram gravadas em áudio e transcritas para facilitar a análise, destaca-se que fragmentos das entrevistas estão apresentados no capitulo 7.

Buscou-se em alguns empresários catarinense as respostas vivenciais quanto à plenitude organizacional – a validação com esses empresários foi fundamental para, consequentemente, validar a hipótese de pesquisa e para ampliar os horizontes de análise da pesquisadora – momentos únicos e de grande valor para os aprendizados e reflexões acerca dos desafios vividos por aqueles para a manutenção da plenitude organizacional.

Finaliza-se este capítulo de metodologia compreendendo-se que o caminhar desta tese se apóia no pensamento complexo proposto por Morin, onde o conhecimento é gerado ao dialogar com o mundo de ordem e desordem (polo objetivo e polo subjetivo); e essa associação faz surgir a ideia do tetragrama:

(40)

O tetragrama demonstra a concepção do universo a partir de uma dialógica entre polo objetivo e subjetivo, cada um deles chamando o outro, cada um precisando do outro para se constituir, cada um inseparável do outro, cada um complementar do outro, sendo antagônico ao outro (MORIN, 2000, p. 204).

O caminhar desta tese “dialogou” com certezas e dúvidas onde cada passo chamava o outro e precisava do outro passo para se completar, aceitando a limitação do pensar e as mudanças de trajetos típicos do pensamento complexo, valendo-se do tetragrama ordem/desordem/organização/integrações.

(41)

3 REVISÃO SISTEMÁTICA DA BIBLIOGRAFIA

Neste momento parte-se para a apresentação quantitativa e qualitativa dos artigos encontrados nas bases pesquisadas.

Nesta etapa realiza-se a análise das publicações localizadas com o termo de busca “Organizational Prime”, que totalizaram 271 artigos.

No geral os artigos abordam a gestão do conhecimento, inovação, inteligência tecnológica, avaliação de desempenho, crises do sistema de saúde e ou questões de saúde, desenvolvimento de nações. A maioria dos artigos com assuntos úteis para a ampliação do conhecer da pesquisadora, mas sem aderência ao tema plenitude organizacional.

No quadro 1 serão apresentados os artigos que permitiram reflexões acerca do pesquisado na tese. Para chegar a essa tabela foram analisados os resumos dos 271 artigos localizados nas bases.

Quadro 1 – Artigos Prime.

N. Autor Título Ano Base Publicado

1 Richards, L. Leading and managing organizational

turnaround: A higher education case study.

2009 Engineering

Village Annual National Conference of the American Society for Engineering Management 2 Bedingham, K. Corporate culture

change in the engineering environment. 2014 Engineering Village Engineering Management, v. 14, n. 5, p. 24– 27 3 Dillon, R. L.; Tinsley, C. H.; Rogers, E. W. Using organizational messages to improve the recognition of near-miss events on projects. 2014 Engineering Village IEEE Aerospace Conference Proceedings

4 Mühl, J. K. Introduction. 2014 Scopus Contributions to Management Science 5 O’Reilly C.A., I. I. I., Caldwell, D. F.; Chatman, J. A.; Doerr, B.

The Promise and Problems of

Organizational Culture: CEO Personality,

2014 Scopus Group and Organization Management

(42)

N. Autor Título Ano Base Publicado Culture, and Firm

Performance. 6 Santiago, A. Inertia as inhibiting

competitiveness in Philippine family businesses.

2015 Scopus Journal of Family Business

Management 7 Bishwas, S. K. Achieving organization

vitality through innovation and

flexibility: An empirical study.

2015 Scopus Global Journal of Flexible Systems Management 8 Matawale, C. R.; Datta, S.; Mahapatra, S. S. A fuzzy embedded leagility assessment module in supply chain. 2016 Scopus Benchmarking 9 Nori, R.; Alias,

M.; Soraya, I. Understanding the drivers for innovative work behavior in Malaysian SMEs. 2017 Scopus In A. K.Ab. (Ed.), Proceedings of the 5th International Conference on Innovation and Entrepreneurship 10 Giura, A.; Vasile, M. Organizational entropy

and creative potential. 2017 Scopus

Quality - Access to Success 11 Garina, E.; Kuznetsov, V.; Yashin, S.; Romanovskaya, E.; Potashnik, Y. Management of industrial enterprise in crisis with the use of incompany reserves. 2017 Scopus Contributions to Economics 12 Case, C. R.; Bae, K. K.; Maner, J. K. To lead or to be liked: When prestige-oriented leaders prioritize popularity over performance. 2018 Web of

Science Journal of Personality and Social

Psychology 13 Connors, B. L.;

Rende, R. Embodied decision-making style: Below and beyond cognition.

2018 Web of

Science Frontiers in Psychology 14 Madera, J. M. What’s in It for Me?

Perspective Taking as an Intervention for Improving Attitudes Toward Diversity Management. 2018 Scopus Cornell Hospitality Quarterly 15 Johnson, R. D.; Adkins, J.; Pepper, D. Project-based organizational maturity in architecture, engineering, and 2018 Scopus In Developing Organizational Maturity for

(43)

N. Autor Título Ano Base Publicado construction: A

theoretical premise for practical purposes.

Effective Project Management 16 Lim, M. T. Effect of supervisor’s

leadership style on learning organization activation.

2018 Scopus Asia Life Sciences, Supplement

Fonte: Elaborado pela autora.

A seguir apresenta-se os artigos, identificados por numeração conforme constam no quadro:

1) Trata-se de estudo de caso que avalia a instituição de ensino que estava com problemas de vendas e lucratividade e conclui que essas organizações ficam mais fortes quando reveem sua missão, competências e maneira de fazer negócios.

2) Avalia a importância da mudança cultural em empresas de engenharia que quiserem melhorar seu desempenho e propõe mudança em toda a estrutura organizacional.

3) Analisa como organizações e empresas negligenciam eventos que ocorrem antes das catástrofes e às vezes entendem esses como sucessos.

4) Avalia como confiança é fator importante para a manutenção da existência da organização.

5) Objetiva vincular a personalidade do CEO com a cultura da organização e a cultura da organização com o desempenho da empresa.

6) Analisa como PME na Malásia tem baixa contribuição para o PIB em função da falta de inovação e como a liderança é responsável por tal fato.

7) Rápidas mudanças e concorrência. Este estudo está focado em como esses dois processos afetam a sobrevivência, o crescimento e o desempenho das organizações.

(44)

8) Avalia a agilidade na cadeia de suprimentos para melhorar o desempenho do ciclo de vida do produto.

9) Analisa empresas familiares nas Filipinas e identifica na inércia uma das principais dificuldades vividas por essas empresas. Sugere que a falta de atitude de um dos membros da família, assim como a falta de inovação e da capacidade de mudar, comprometem o ciclo de vida das organizações.

10) Trabalha a criatividade para gerar inovação e reflete a importância da gerência em cuidar da equipe para gerar criatividade.

11) O artigo é dedicado às práticas de aprendizado e generalização que ajudam a gerenciar a empresa em condições de crise, com o objetivo de controle integrado.

12) Analisa como líderes bons tomam decisões ruins a partir de escolhas pessoais em detrimento das escolhas da equipe.

13) Avalia como as pessoas funcionam e como decidem a partir de método específico.

14) Analisa a receptividade da diversidade em empresa hospitalar refletindo que na diversidade as empresas mantêm a proteção dos humanos.

15) Avalia como empresas de projetos podem atingir a maturidade organizacional – utiliza escala tipo Likert para classificar aspectos. 16) Analisa a influência do estilo de liderança de um líder na vitalização

da organização de aprendizagem, a fim de pesquisar o estilo de liderança mais eficaz para vitalizar a organização de aprendizagem. Considera-se que, embora o termo de busca “Organizational Prime”, gerou poucos artigos que abordaram o tema especificamente.

Esses artigos permitem algumas reflexões acerta do pensado e desenvolvido nesta tese.

Entre as reflexões e ou abstrações destaca-se: ➢ Mudar com criatividade;

➢ As empresas na plenitude as vezes não percebem que estão indo para a estabilidade;

(45)

➢ O CEO como cabeça da organização influenciando a cultura (inovação) da empresa e consequentemente seu desempenho; ➢ Mudar em continuidade como requisito para sobreviver e

competir;

➢ Agilidade uma das preocupações atuais;

➢ A inovação e a mudança, como aspectos importantes para a manutenção do ciclo de vida;

➢ A criatividade como proposta de ação dos humanos participantes de toda organização

➢ Gerenciamento de crises parte dos fazeres organizacionais. ➢ A diversidade como uma das variáveis para a empresa

manter-se na plenitude.

Essas reflexões, uteis para o olhar da pesquisadora no desenvolvimento das variáveis do marco proposto.

Na sequência parte-se para a análise de publicações focadas na teoria de Adizes.

Considerando-se que o termo de busca “Adizes organizational life cycle” trata de tema pertinente ao foco deste estudo, o Quadro 2 contempla todos os artigos localizados e apresenta a análise de seus conteúdos.

Destaca-se que foram localizadas sete publicações, sendo cinco na base Scopus e duas na Web Of Science.

Quadro 2 – Artigos Adizes.

Título Authors Ano Publicação Termo e Base Efficiency and

profitability along the lifecycle stages

of small enterprises. Illés, C. B.; Hurta, H.; Dunay, A. 2015 International Journal of Management and Enterprise Development, v. 14, n. 1, p. 56–69 Termo Adizes localizado no resumo SCOPUS Methodology for collaborative management of Makarenko and Adizes. Ilaltdinova, E. Y.; Lebedeva, I. V.; Frolova, S. V.; Arifulina, R. U.; Aksenov, S. I. 2016 International Review of Management and Marketing Termo Adizes localizado no Título e no resumo SCOPUS

(46)

Título Authors Ano Publicação Termo e Base Socio-economic systems’ competitiveness assessment method. Moseiko, V. O.; Korobov, S. A.; Frolov, D. P. 2015 (2015). Asian Social Science, v. 11, n. 20, p. 1–8 Termo Adizes localizado nas palavras chaves SCOPUS Timing of proactive organizational consulting: Difference between organizational perception and behaviour. Adizes, I.; Cudanov, M.; Rodic, D. 2017 Amfiteatru Economic, v. 19, n. 44, p. 232–248 Termo Adizes localizado no resumo e também autor principal SCOPUS Statistical approaches for assessing the competitiveness of economic activities of the Republic of Mari El. Sarycheva, Atyana; Bakumenko, L.; Kostromina, E. 2017 Proceedings of the 30th International Business Information Management Termo Adizes localizado no Resumo SCOPUS 20 Years Later Dynamics of the School-College. Heimann,

Revital. 2015 SCHOOLS-STUDIES IN EDUCATION Termo Adizes localizado do resumo Web of Science How innovation climate drives management styles in each stage of the organization lifecycle: The human dimension at recruitment process. Danvila-del-Valle, I.; Lara, F. J.; Marroquin-Tovar, E.; Saldana, P. E. Z. 2018 MANAGEMENT DECISION, v. 56, n. 6, SI, p. 1198–1216 Termo Adizes localizado no Resumo na Web of Science

Fonte: Elaborado pela autora.

Artigo ILLés - realiza pesquisa geral entre pequenas e médias empresas Húngaras com foco na identificação comportamental dos gerentes nos diversos estágios do ciclo de vida de Adizes. O critério inicial para a escolha das empresas foi o financeiro, identificado no balanço patrimonial. Concluíram que a lucratividade das empresas é influenciada pelo estágio do ciclo de vida em que a organização se encontrar e o seu crescimento é determinado pela idade da empresa.

(47)

Comentário - Adizes propõe a análise do ciclo de vida dissociada da idade da organização, diferente do que apresenta o artigo anterior, e também que o financeiro dissociado de outros aspectos não é indicador suficiente para determinar se a empresa está na fase de crescimento.

Artigo Italdiova- Trata-se de análise bibliométrica de oito volumes da edição Russa Moderna, período de 2008 a 2015, onde realiza uma análise comparativa das gestões de Adizes e Makarenco. O foco de comparação está na análise de instituições de ensino e conclui que o principal conceito comum é o do desenvolvimento como forma de vida ou existência da empresa, e que os conceitos-chave comuns entre as duas teorias é a metodologia para gerenciamento colaborativo, os quais, quando ajustados às diferenças de idiomas são: confiança mútua, respeito, equipe complementar, estágios do ciclo de vida corporativo, gerenciamento de mudanças, missão.

Comentário – identifica-se que embora o foco não esteja na plenitude organizacional, foco desta tese, ainda assim aspectos que ajudaram a desenvolver o modelo proposto estão identificados neste artigo – confiança mútua e respeito, bem como o gerenciamento das mudanças.

Artigo Moseiko – realiza uma análise da competição em algumas regiões da Rússia e sugere um novo método de avaliação da competitividade dos sistemas socioeconômicos. O método sugere quatro indicadores para a análise da competitividade: a funcionalidade, o sistema, a proatividade, a organicidade do sistema. A base metodológica da pesquisa utiliza-se da metodologia de Adizes que fornece elementos para gerenciamento de organizações em diferentes espaços de tempo.

Comentário - o foco do artigo está na análise da competição e embora use o método para análise do gerenciamento da competição de Adizes, não aborda o tema desta tese, ciclo de vida – plenitude organizacional.

Artigo Adizes - analisa o momento em que as organizações buscam consultoria. Trata-se de análise a partir do banco de dados de Adizes, o qual foca na busca proativa das empresas por consultoria na região sudeste da Europa e apresenta a diferença de percepções sobre em que estágio do ciclo

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