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Comparação de custos e tempos em processos industriais de produção

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Academic year: 2021

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UNIJUI - UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

LUCAS MARCELO TRINDADE ALMEIDA

COMPARAÇÃO DE CUSTOS E TEMPOS EM PROCESSOS INDUSTRIAIS DE PRODUÇÃO

Panambi, 2015

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LUCAS MARCELO TRINDADE ALMEIDA

COMPARAÇÃO DE CUSTOS E TEMPOS EM PROCESSOS INDUSTRIAIS DE PRODUÇÃO

Trabalho de conclusão de curso apresentado à banca avaliadora do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, como requisito parcial para a obtenção do título de Engenheiro Mecânico.

Orientador: Prof. Me Felipe Tusset

Panambi, 2015

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UNIJUI - UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

A Comissão Examinadora, abaixo aprova a Dissertação

COMPARAÇÃO DE CUSTOS E TEMPOS EM PROCESSOS INDUSTRIAIS DE PRODUÇÃO

Elaborada por

LUCAS MARCELO TRINDADE ALMEIDA

Como requisito parcial para a obtenção do título de Engenheiro Mecânico

Comissão Examinadora

___________________________________________________ Prof. Me Felipe Tusset (Orientador) – DCEEng/UNIJUÍ

___________________________________________________ Prof. Me. Roger Schmidt Hoffmann (Banca Avaliadora) – DCEEng/UNIJUÍ

Panambi, 2015

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AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar gostaria de agradecer a Deus por ter me dado saúde e capacidade física para a realização do estágio. Aos meus pais, Rui e Geni, minhas irmãs e minha amada esposa e companheira Maristela, pelo amor e alicerce diariamente para que pudesse chegar aonde cheguei. No meio acadêmico, agradeço a todos os professores, colegas e funcionários da instituição Unijuí.

Quero agradecer ao Eng.º Felipe Tusset, que foi meu orientador durante o projeto e sempre esteve presente, me ajudando no entendimento dos processos. A Saur, que tornou possível a realização do Projeto, me dando uma oportunidade para aplicar os meus conhecimentos e evoluir no meio profissional e acadêmico. Por fim, deixo meu sincero agradecimento aos amigos e colegas de empresa, que sempre estiveram dispostos a me ajudar ao transmitir os seus conhecimentos.

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RESUMO

Para qualquer empresa com fins lucrativos, o essencial é executar suas atividades gerando o mínimo gasto possível, para que possa ser o mais competitivo possível no mercado. Portanto, a administração de uma organização deve garantir os recursos necessários para que todos os setores que a compõem, possam desempenhar suas tarefas, porém de uma forma que gere o menor custo, sem prejudicar a qualidade do produto a ser comercializado. O setor de custos vem mostrar como os custos se comportam dentro da empresa, quais as maiores causas de desperdícios, os lugares onde deve haver mais investimentos para que a capacidade seja mais bem aproveitada, quanto custa cada etapa, cada produto. Essas informações são bastante importantes para que os gestores possam embasar suas decisões de longo, médio e curto prazo, guiando a entidade para o alcance das metas perseguidas. Um dos setores onde usualmente podem ser inseridas modificações é o de produção, pois em geral os resultados são rapidamente visualizados, os ajustes em máquinas são em sua maioria factíveis. O projeto apresenta uma forma de analisar os custos de uma empresa que atua no mercado de soluções em Logística na cidade de Panambi. O estudo tem por objetivo propor uma metodologia de mensurar o custeio de produção, para auxílio na tomada de decisões de investimentos e demonstrar os ganhos em melhorias de processo fabril, através de uma planilha no formato Excel, comprando custos gerais de produção e tempos de processos metalúrgicos. Pretende-se demonstrar o referido sistema que está sendo implementado na empresa a fim de melhorar processos com custos elevados ou que possuem baixo rendimento, para tornar a empresa mais competitiva no mercado, reduzindo custo e evitando investimentos desnecessários ou de baixo retorno.

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ABSTRACT

For any for-profit company, it is essential to perform their activities generating the least possible expense, so you can be as competitive as possible in the market. Therefore, administration of an organization must provide the necessary resources so that all sectors that comprise it, can perform their tasks, but in a way that generates the lowest cost without compromising the quality of the product being marketed. The cost sector is showing how costs behave within the company, which the major causes of waste, the places where there should be more investments so that capacity is utilized better, how much each step, each product. This information is very important so that managers can base their decisions long, medium and short term, leading the organization to achieve the pursued goals. One of the sectors where modifications can be inserted usually the production, because in general the results are displayed quickly, machine adjustments are mostly feasible. The project provides a way to analyze the costs of a company that operates in solutions for Logistics market in the city of Panambi. The study aims to propose a methodology to measure the production cost, to aid in making investment decisions and demonstrate the gains in manufacturing process improvements, through a spreadsheet in Excel format, buying general costs and time processes metallurgical. And through this presentation aims to demonstrate that system being implemented in the company in order to improve expensive processes with high costs or have low income, to make the company more competitive in the market, reducing costs and avoiding unnecessary investments or low return.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Custo estrutural fixo ... 17

Figura 2: Gastos Variáveis ... 18

Figura 3: Suporte ... 32

Figura 4: Matéria-Prima – Atual x Proposto ... 36

Figura 5: Operações – Atual x Proposto ... 36

Figura 6: Melhoria de Processo interno – Custo por peça ... 37

Figura 7: Melhoria de Processo interno – Custo por período... 37

Figura 8: Melhoria de Processo interno – Tempo por peça ... 38

Figura 9: Melhoria de Processo interno – Tempo por período ... 38

Figura 10: Item comprado por fabricado – Custo por peça... 40

Figura 11: Item comprado por fabricado – Custo por período ... 40

Figura 12: Item Fabricado por Comprado – Custo por peça ... 42

Figura 13: Item Fabricado por Comprado – Custo por período ... 42

Figura 14: Indicador de ganho em melhorias de processo ... 43

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Tabela Comparativa de Custos ... 21

Tabela 2: Cabeçalho da Tabela ... 22

Tabela 3: Campos correspondentes a matéria-prima ... 22

Tabela 4: Campos de Preenchimento a dados de GGF ... 23

Tabela 5: Campo de análise de resultados da planilha... 26

Tabela 6: Preenchimento da Tabela – Dados do item... 33

Tabela 7: Preenchimento da Tabela – Dados de matéria-prima ... 33

Tabela 8: Preenchimento da Tabela – Dados das operações ... 34

Tabela 9: Preenchimento da Tabela – Dados para análise de custos ... 34

Tabela 10: Matéria-prima – Atual x Proposto ... 35

Tabela 11: Gastos Gerais de Fabricação – Atual x Proposto ... 35

Tabela 12: Resumo da Análise Comparativa de Custos – Melhoria de processo interno ... 37

Tabela 13: Tabela Comprado x Fabricado ... 39

Tabela 14: Resumo da Análise Comparativa de Custos – Item comprado por fabricado internamente ... 39

Tabela 15: Tabela Fabricado x Comprado ... 41

Tabela 16: Resumo da Análise Comparativa de Custos – Item fabricado por comprado internamente ... 41

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ... 11 1.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA ... 11 1.2 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ... 12 1.3 JUSTIFICATIVA ... 13 1.4 OBJETIVOS ... 13 1.4.1 Objetivo Geral ... 13 1.4.2 Objetivos Específicos ... 14 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ... 15

2.1 CONCEITOS DE CONTABILIDADE DE CUSTOS ... 15

2.1.1 Contabilidade de Custos Sintética ... 15

2.1.2 A Contabilidade de Custos Analítica ... 15

2.1.3 Terminologia Aplicada a Contabilidade de Custos. ... 16

2.1.4 Diferenciação entre Custo e Despesa. ... 17

2.2 TIPOS DE CUSTEIO E SUAS FINALIDADES ... 18

2.2.1 Custeio por Absorção ... 18

2.3 MÉTODO DE CUSTEIAMENTO ... 19

2.4 DEPARTAMENTALIZAÇÃO ... 19

2.4.1 Centro de Custos ... 19

2.4.2 Matéria-Prima ... 19

2.5 OUTRAS CLASSIFICAÇÕES DE CUSTO ... 20

2.5.1 Custos de Transformação ... 20

3 DESENVOLVIMENTO ... 21

3.1 PLANEJAMENTO DA PLANILHA ... 21

3.1.1 Cabeçalho ... 22

3.1.2 Matéria-Prima ... 22

3.1.3 Gastos Gerais de Fabricação ... 23

3.1.4 Análise dos resultados ... 25

3.1.5 Amortização ... 29

4 APLICAÇÕES DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DE CUSTOS ... 32

4.1 ESTUDO DE CASO ... 32

4.1.1 Preenchimento de dados na Tabela ... 33

(10)

4.3 ITEM COMPRADO POR ITEM PRODUZIDO INTERNAMENTE ... 38

4.4 ITEM FABRICADO INTERNAMENTE POR COMPRADO ... 40

5 RESULTADOS ... 43

6 CONCLUSÃO ... 45

(11)

1 INTRODUÇÃO

A análise e controle dos custos produtivos têm como princípios a identificação e mensuração dos custos a fim de tornar a empresa competitiva no mercado. O método de custeio por centro de custo é o mais visado dentre as empresas pela facilidade de aplicação e pelo baixo custo de implantação nas diversas áreas da organização. O ambiente dos negócios está em contínua mudança, e a luta pela sobrevivência tornou-se uma tarefa difícil para as empresas. Neste contexto, as variáveis custos e despesas, tornam-se essenciais no processo de tomada de decisão, uma vez que a empresa deseja alcançar a maximização do lucro econômico e a sua continuidade no setor.

Isso faz com que muitas empresas estimem o custo de produção sem ter um controle no gasto de fabricação do produto e no tempo agregado para a produção do mesmo, estimando um valor médio considerado como lucro, não olhando o seu custo inteiro, e o que pode ser melhorado no processo produtivo. Entretanto, além de conhecer o custo da produção do seu produto, a empresa necessita de uma análise adequada de seus gastos para a descoberta do custo real, para então, poder tomar uma decisão correta quanto à investir na melhoria do processo fabril.

Neste contexto produtos e/ou serviços originados pela empresa, de certa forma, não estarão agregando lucro à organização, pois, sem o real controle, a empresa não tem conhecimento de quais produtos e/ou serviços estão gerando lucro ou prejuízo, sendo assim, o administrador terá apenas uma ideia vaga de para onde o dinheiro está indo e de qual é a situação da empresa RESNIK (1990). Pois fazer um investimento sem analisar o seu retorno é investir erradamente, pois não irá ter a segurança de que está investindo corretamente.

1.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA

O presente projeto de pesquisa resume-se em propor uma metodologia de custeio adequada para a mensuração dos custos em processos industriais de uma empresa fabricante de equipamentos de logística, através de uma planilha eletrônica em formato Excel, para que possa ser utilizada como auxílio na tomada de decisão, demostrando os gastos em tempos de operação e custeio, mensurando a redução de custos e tempos em melhorias no processo, indicando o valor que pode ser investido e o retorno do mesmo através da redução de custos obtida.

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A planilha eletrônica terá como critério comparativo as análises de gastos em matéria-prima, gastos obtidos por operações de processo através de tempos aplicado em cada operação pelo centro de custo dos setores envolvidos na fabricação do item, e a demanda de produção, com base na metodologia aplicada no projeto.

O primeiro capítulo do projeto é composto pela introdução, descrevendo assim o tema, a definição do problema, os objetivos gerais e específicos, a justificativa e a delimitação do trabalho.

O segundo capítulo é constituído pela fundamentação teórica, que será utilizada para o desenvolvimento do trabalho, embasamento para realização da planilha e conhecimento para a resolução do problema.

O terceiro será demostrado como foi idealizada a metodologia de comparação de custos através da aplicação de uma planilha eletrônica, citando os elementos construtivos, os cálculos e as equações que compõem a mesma.

O quarto capítulo mostra as diversas aplicações da planilha eletrônica em um estudo de caso fazendo com a mesma simulações de processo, demostrado os resultados gerados em cada aplicação.

O quinto capítulo demostra os resultados obtidos em melhorias de processo e retorno de investimento de ferramentas como a implementação da planilha na empresa.

Na sequência, faz-se as considerações finais, demonstrando, assim, o alcance dos objetivos, e por consequência apresentando, algumas propostas de melhorias. Por fim, são apresentadas as referências utilizadas para o estudo, que foram fundamentais para a realização do presente projeto.

1.2 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

O desenvolvimento deste trabalho deu-se pela observação da experiência profissional e pelo contato com colegas de profissão da dificuldade em que a empresa onde foi aplicado o projeto, têm em mensurar custos de processos industriais, mensurar redução de custos através de melhorias e analisar aplicações de investimento de dispositivos e ferramentas para as aplicações.

Em ambientes globalizados, entender e avaliar processos de fabricação, analisando os gastos obtidos na fabricação de peças e no que pode ser investido na produção de produtos, tornaram-se fatores fundamentais à sobrevivência de empresas. Razão pela qual é interessante

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ter se um modelo inteligível que realize a análise de custo fabril, tendo como variáveis: gastos operacionais, gasto com matéria-prima, demandas de produção e parâmetros organizacionais.

O modelo proposto propicia ainda à empresa uma tomada de decisão dentro de seu contexto fabril, possibilita também uma avaliação de quais medidas devem ser tomadas para redução de custos em processos industriais.

1.3 JUSTIFICATIVA

A relevância do estudo de custos na produção industrial dentro de qualquer organização é evidente, em especial para o controle das operações e melhor direcionamento nas tomadas de decisões de investimentos e em melhorias no processo produtivo. Dessa forma, o trabalho possui a sua importância, pois tem a finalidade de expor melhorias de processos que podem ser aplicadas, mostrando os resultados e o grau de investimento que pode ser aplicado. Justificando as tomadas de decisões através dos custos e tempos que são analisados na tabela proposta.

Processos são maneiras de fazer alguma coisa. Envolvem a transformação de um insumo em produto final. No interior do processo ocorrem transformações de valor agregado, que incluem as etapas necessárias para a obtenção do produto final. Por isso deve-se ter a definição da maneira mais correta de como deve ser processado o produto na fábrica de maneira ágil, formando um produto de qualidade e com baixo custo.

A linha de pesquisa em Custos de Produção Industrial será realizada para confecção de uma tabela para resolução de custos. A mesma realizará comparações entre maneiras de processar a peça levando em conta o tempo de produção, valor de hora máquina e custo matéria-prima. Demostrando o que se pode ser investido na melhoria de processo.

1.4 OBJETIVOS

1.4.1 Objetivo Geral

Desenvolver um método de análise de custos de produção, comparando alternativas de processos industriais levando em conta o custo em matéria-prima, custo da hora máquina por centro de custos e tempos de produção.

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1.4.2 Objetivos Específicos

O método de análise de custos tem como função:

 Demonstrar custos referentes a processos industriais;

 Fazer simulações de custos de produção dos itens comprados, comparando com a fabricação interna;

 Fazer simulações de custos comparando itens fabricados internamente, com a possibilidade de serem terceirizados ou comprados;

 Demostrar a necessidade de investimentos para alteração ou melhoria do processo, em ferramentas ou dispositivos;

 Demostrar resultados obtidos através de melhorias de tempo e custo no processo;

 Calcular o tempo de amortização do investimento;

 Analisar a viabilidade da alteração de processo ou investimento realizado no mesmo, analisando o tempo de preparação (setup), matéria-prima, tempo de ciclo da operação, quantidade de peças produzidas no período desejado, custo de produção em cada Centro de Custo;

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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 CONCEITOS DE CONTABILIDADE DE CUSTOS

A Contabilidade de Custos desenvolveu-se a partir da Revolução Industrial, com o surgimento das máquinas e da produção em grande escala. Nos dias atuais com a competição tornando-se globalizada, as empresas estão correndo em busca de inovações tecnológicas que garantam a elevação do nível da qualidade dos produtos.

A Contabilidade de Custos visa maximizar o resultado da empresa, dando ênfase a total satisfação do cliente. “A ciência contábil é uma ciência dividida em diversas especialidades. A Contabilidade de Custos refere-se a uma parte da Contabilidade, sendo impossível separá-la” (LINS, 2005).

A Contabilidade de Custos centra sua atenção no estudo da composição e no cálculo dos custos, também observa o resultado dos centros ou dos agentes do processo produtivos.

A Contabilidade de Custos pode ser classificada conforme Martins (2003) como:

2.1.1 Contabilidade de Custos Sintética

Visa o registro e apuração, numa seção da contabilidade geral, das operações propriamente industriais ou de prestação de serviços. Tais registros sintetizam, resumem e consolidam os resultados dos cálculos detalhados de custos efetuados na contabilidade de custos analítica, na forma de alocação de custos setoriais, apropriação de custos a produtos e serviços e apuração do custo unitário dos produtos elaborados, semielaborados e em elaboração, através do uso de mapas, fichas e planilhas. Um bom exemplo é o livro de Hilário Franco, "contabilidade industrial", que ilustra os lançamentos contábeis necessários para o acompanhamento, na forma de partidas dobradas, desde a aquisição dos fatores de produção à evidenciação do custo dos produtos fabricados e vendidos, passando pela valoração dos estoques de insumos, materiais e produtos.

2.1.2 A Contabilidade de Custos Analítica

Visa o detalhamento da informação e respeito do movimento interno de valores, efetuado para a transformação dos fatores em produtos, não só com fins contábeis, inventariais e de apuração do resultado geral, mas igualmente com fins gerenciais e administrativos, de planejamento, orçamentos, controle e avaliação desempenho, de produtos,

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setores e operações - detalhamento este realizado em Mapas, fichas e planilhas. A contabilidade de custos analítica pode ser desdobrada numa contabilidade setorial e numa contabilidade dos produtos.

A Contabilidade Setorial de Custos visa o acompanhamento, a alocação e a determinação dos custos operacionais setoriais, totais e unitários. O mapa de localização de custos (MLC) é uma das possibilidades de realização de uma contabilidade setorial de custos ou, simplesmente, de setorização de custos.

A Contabilidade de Custos dos Produtos visa à apropriação dos custos de transformação aos produtos elaborados, semielaborados e em elaboração, bem como a apuração do custo total e unitário dos produtos e serviços - para fins gerenciais e administrativos, podem abranger ainda os custos de distribuição, armazenagem, vendas e administração, incluídos aí os custos financeiros e tributários. A ordem de produção ou de serviço, o boletim de Apropriação de custos (BAC) e o mapa de apropriação de custos (MAC) são instrumentos-exemplos de uma Contabilidade de custos dos produtos.

2.1.3 Terminologia Aplicada a Contabilidade de Custos.

Conforme Padoveze (1998):

 Custos - São gastos relativos a um bem ou serviço utilizados na produção de outros bens ou serviços

 Gastos - sacrifício financeiro que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer, sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).

 Investimento - gasto ativado em função de vida útil ou benefícios atribuídos a futuro(s) período(s).

 Despesa - bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receita.

 Desembolso - pagamento resultante da aquisição de um bem ou serviço.

 Perda - bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntariamente.

 Ganho: É resultado líquido favorável resultante de transações ou eventos não relacionados às operações normais da entidade.

 Lucro / Prejuízo: Diferença positiva e/ou negativa entre receita e despesa/custo, ganhos e perdas.

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 Custear: “Significa coletar, acumular, organizar, analisar, interpretar e informar custos e dados de custos, com o objetivo de auxiliar a gerência da empresa”.

 Custo Direto - é aquele facilmente identificado no produto. Não precisa de critérios de rateio.

 Custo Indireto - é aquele não identificado no produto. Necessita de critérios de rateios para locação. Ex.: depreciação, mão-de-obra indireta, seguros e etc.

 Custo Variável - depende da quantidade produzida.

 Custo Fixo - independe da quantidade produzida. Ex.: aluguel, depreciação e etc.

 Custo semi-variável ou semifixo: varia com o nível da atividade, porém não direta e proporcionalmente. Ex.: luz, força e etc.

 Custo Primário - é a soma da matéria prima, material de embalagem mais a mão-de-obra direta.

 Custo de Transformação - é a soma de todos os custos de produção, exceto a matéria-prima e outros elementos adquiridos, ou seja, é o custo do esforço realizado pelas empresas.

2.1.4 Diferenciação entre Custo e Despesa.

 Custo: É o consumo de valores para determinados fins. Quando uma Despesa for atribuída aos vários produtos de uma empresa, ele passa a se denominar Custo de Produção.

 Despesa: Bens ou Serviços Consumidos direta ou indiretamente para obtenção da Receita. Custo Estrutural Fixo (CEF) é o gasto incorrido para manter a estrutura de uma firma em condições adequadas de operação conforme indicado na Figura 1.

Figura 1: Custo estrutural fixo

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Gastos Variáveis (GV) são aqueles que guardam proporção direta com o volume realizado e faturado de vendas como mostra a Figura 2.

Figura 2: Gastos Variáveis

Fonte: Martins 2003

2.2 TIPOS DE CUSTEIO E SUAS FINALIDADES

2.2.1 Custeio por Absorção

Consiste na apropriação de Todos os custos (sejam eles fixos ou variáveis) à produção do período. Os gastos não fabris (despesas) são excluídos. A distinção principal no custeio por absorção é Entre custos e despesas.

A separação é importante porque as despesas são Contabilizadas imediatamente contra o Resultado do período, enquanto somente os Custos relativos aos produtos vendidos terão Idêntico tratamento. Os custos relativos aos Produtos em elaboração e aos produtos Acabados que não tenham sido vendidos estarão Ativados nos estoques destes produtos.

O custeio por absorção é o único aceito pela Auditoria externa, porque atende aos princípios Contábeis da realização da receita, da Competência e da confrontação. É o único aceito pelo imposto de renda.

Princípio da Realização da Receita ocorre a realização da receita quando da Transferência do bem ou serviço vendido para Terceiros.

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Princípio da Confrontação as despesas devem ser reconhecidas à medida que são realizadas as receitas que ajudam a gerar (direta ou indiretamente).

Princípio da Competência as despesas e receitas devem ser reconhecidas nos períodos a que competirem, ou seja, no período em que ocorrer o seu fato gerador.

2.3 MÉTODO DE CUSTEIAMENTO

Custeio Variável são apropriados à produção os custos variáveis. Os custos fixos são contabilizados diretamente a debito de conta de resultados (juntamente com as despesas) sob a alegação fundamentada de que estes ocorrerão independentemente do volume de produção da empresa

Custeio Padrão os custos são apropriados à produção não pelo seu valor efetivo (ou real), mas sim por uma estimativa do que deveriam ser (custo-padrão), podem ser utilizados quer a empresa adote o custeio por absorção, quer o custeio variável.

2.4 DEPARTAMENTALIZAÇÃO

Consiste em dividir a Fábrica em segmentos, chamados departamentos, aos quais são debitados todos os Custos de produção incorridos (MARTINS, 2003).

Procedimentos da Departamentalização são:

 Identificar os Custos Indiretos que podem ser atribuídos diretamente aos departamentos.

 Ratear os Custos Comuns entre todos os Departamentos.

 Alocar os Custos dos Departamentos de Serviços para Departamentos de Produção, seguindo uma ordem pré-determinada de preferência primeira, os que têm mais custo a ratear (LINS, 2005).

2.4.1 Centro de Custos

É a unidade mínima de Acumulação de Custos, embora não seja necessariamente uma unidade administrativa, isto só ocorre quando ele coincide com o próprio departamento.

2.4.2 Matéria-Prima

A Matéria-Prima compreende os materiais aplicados na fabricação de um produto e que fazem parte dele. Entre os materiais integrantes de um produto encontramos aqueles cuja

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quantidade efetivamente consumida, pode identificar nesse produto e aqueles que não podemos. Os Primeiros são considerados Custos Diretos e os demais Indiretos, pois sua apropriação se dará por Rateio (LINS, 2005).

2.5 OUTRAS CLASSIFICAÇÕES DE CUSTO

2.5.1 Custos de Transformação

Correspondem aos Custos incorridos para transformar a matéria-prima em produto. Compreendem os custos com a mão-de-obra direta e os custos indiretos de fabricação (MARTINS, 2003).

Os Custos de Transformação são chamados também de Custos de Conversão.

Custo de Transformação = Mão-de-Obra Direta + Custos Indiretos de Fabricação (1)

Custos Primários correspondem aos Custos de Matéria-Prima e de Mão-de-obra Direta.

Custo Primário = Matéria Prima + Mão-de-Obra Direta. (2) Custos de Produção correspondem aos custos de matéria-prima, mão-de-obra direta e custos indiretos.

(21)

3 DESENVOLVIMENTO

Neste capitulo será demostrado como foi idealizada a metodologia de comparação de custos através da aplicação de uma planilha eletrônica do Microsoft Excel, citando os elementos construtivos, os cálculos e as equações que compõem a mesma.

Na empresa onde foi idealizado o projeto haviam muitos problemas de estimativa de custos, onde os analistas de processo utilizavam um conceito ou padrão desconhecido, e muitas das vezes não seguiam uma lógica ou embasamento teórico de custos.

Antes da criação da planilha muitas melhorias de processos eram realizadas, mas não eram demostrados os resultados, o investimento que a mudança acarretaria, qual era a alternativa escolhida para a melhoria, se iria ser através de inclusão de dispositivos, alteração da matéria-prima, alteração no processo, muitas incógnitas ficavam no ar.

3.1 PLANEJAMENTO DA PLANILHA

A planilha foi planejada com o intuito de fazer uma base de cálculos de custos de peças e seus processos de transformação industrial, levando em conta os valores gastos em matéria-prima, operações industriais, produção ocorrida no período desejado. Na Tabela 01 segue a visualização da planilha comparativa de custos, onde a mesma é dívida em três eventos que são: a identificação do item a ser analisado, o preenchimento dos dados para se realizar a análise de custos, e o resultado da análise.

Tabela 1: Tabela Comparativa de Custos

Fonte: O Autor

DATA

DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$

-R$

DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$

-R$

OP TEMP PREP. TEMP MÁQ. C. H/MAQ. CUSTO PREP CUSTO OP. OP TEMP PREP. TEMP MÁQ. C. H/MAQ. CUSTO PREP CUSTO OP.

10 R$ - R$ - 10 R$ - R$ -20 R$ - R$ - 20 R$ - R$ -30 R$ - R$ - 30 R$ - R$ -40 R$ - R$ - 40 R$ - R$ -50 R$ - R$ - 50 R$ - R$ -60 R$ - R$ - 60 R$ - R$ -0,000 0,000 R$ - R$ - 0,000 0,000 R$ - R$ -ÍNICIO TÉRMINO TOTAL ATUAL PROPOSTO ITEM PREÇO (R$)

TEMPOS (MINUTOS) ATUAL PROPOSTO TEMPO POR PEÇA

TEMPO NO PERIODO AUMENTO DE TEMPO PERÍODO DO CUSTO AUMENTO DE CUSTO AMORTIZAÇÃO PREÇO (R$) PERÍODO DE ANÁLISE: DESCRIÇÃO TOTAL TOTAL CUSTO NO PERIODO N° DE PEÇAS/PERIODO:

CUSTO POR PEÇA

CUSTOS ATUAL PROPOSTO

N° DE PEÇAS/LOTE: ANÁLISE VALOR DO INVESTIMENTO DESC. DA ALTERAÇÃO DESCRIÇÃO MATÉRIA-PRIMA

TABELA DE AMORTIZAÇÃO - MELHORIAS DE PROCESSOS MEP (REV-07)

CÓDIGO: DESCRIÇÃO:

ITEM

SOLICITAÇÃO (ECM)

ATUAL PROPOSTO

TOTAL

(22)

A planilha analisa o estado atual do processo e estado futuro ou proposto com aplicações de melhorias de processos, sendo dividida três etapas para a busca de dados, sendo elas: Matéria-prima, Gastos Gerais de Fabricação e quantidade produzida por período.

3.1.1 Cabeçalho

No cabeçalho da planilha conforme mostrado na Tabela 2, são preenchidos os campos informativos da peça ou conjunto para análise, como código interno da peça, descrição, data da análise foi realizada, descrição ou sugestão da alteração onde será aplicada a melhoria de processos, se é inclusão de dispositivos, compra de ferramentas, mudança de processos, mudança de matéria-prima e etc.

Tabela 2: Cabeçalho da Tabela

Fonte: o Autor

3.1.2 Matéria-Prima

Nos campos correspondentes a matéria-prima apresentados na Tabela 3, são preenchidos os códigos internos, descrição da matéria-prima, preço unitário conforme a unidade de medida correspondente (litros, quilos, unidade), e quantidade utilizada.

Tabela 3: Campos correspondentes a matéria-prima

Fonte: O Autor

DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$ -DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$ -DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$ -DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$ -DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$

-R$

DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$ -DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$ -DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$ -DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$ -DESCRIÇÃO PREÇO/KG QTDE (KG) R$

-R$ TOTAL ATUAL PROPOSTO ITEM PREÇO (R$) ITEM PREÇO (R$) PREÇO (R$) PREÇO (R$) PREÇO (R$) PREÇO (R$) PREÇO (R$) MATÉRIA-PRIMA ITEM ITEM ITEM ITEM TOTAL ITEM ITEM PREÇO (R$) ITEM PREÇO (R$) ITEM PREÇO (R$)

(23)

A formulação do resultado dos valores relacionados a matéria-prima são calculados pela Equação 3.

𝐶𝑚𝑝 = 𝑃 . 𝑞𝑡𝑑𝑒 (3)

Onde:

𝐶𝑚𝑝 = Custo de Matéria-Prima (R$) 𝑃 = Preço por unidade de medida (R$)

𝑞𝑡𝑑𝑒 = Quantidade utilizada da Matéria-prima (kg)

Quando o item analisado for composto de mais de uma matéria-prima, somam-se os valores individuais de custo de cada componente, sendo calculado pela Equação 4.

Σ𝐶𝑚𝑝 = 𝐶𝑚𝑝1 + 𝐶𝑚𝑝2 + 𝐶𝑚𝑝𝑛 (4)

Onde:

Σ𝐶𝑚𝑝 = Soma do Custo total de Matéria-Prima (R$) 𝐶𝑚𝑝1 = Custo matéria-prima do componente 1 (R$) 𝐶𝑚𝑝2 = Custo matéria-prima do componente 2 (R$)

3.1.3 Gastos Gerais de Fabricação

Na etapa de Gastos Gerais de Fabricação (GGF), demostrada na Tabela 4, são contemplados todos os custos relacionados à fabricação do item ou conjunto de peças, onde será serão calculados os tempos de setup ou preparação da máquina para realizar a operação e o tempo de ciclo da operação do componente. Levando em conta custo hora da máquina para se calcular o custo de cada operação.

Tabela 4: Campos de Preenchimento a dados de GGF

Fonte: O Autor

OP TEMP PREP. TEMP MÁQ. C. H/MAQ. CUSTO PREP CUSTO OP.

10 R$ - R$ -20 R$ - R$ -30 R$ - R$ -40 R$ - R$ -50 R$ - R$ -60 R$ - R$ -70 R$ - R$ -80 R$ - R$ -90 R$ - R$ -0,000 0,000 R$ - R$ -TOTAL DESCRIÇÃO ATUAL

(24)

Tempo de Preparação

O tempo de preparação é óbito pelo roteiro do item, o tempo foi determinado para cada grupo de máquinas através de cronometragens. O mesmo é fixo para cada grupo de máquinas, somente sendo alterado quando o tempo de preparação para a análise de custos for cronometrado.

Cada operação tem seu tempo de preparação, esse tempo deverá ser convertido de minutos para horas, para o que o valor seja multiplicado pelo custo hora da máquina através do centro de custo que a máquina está cadastrada. A Equação 5 permite o cálculo do custo de preparação.

𝐶𝑝𝑟𝑒𝑝 = (( 𝑇𝑝𝑟𝑒𝑝

60 𝑚𝑖𝑛.) 𝑥 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝐻𝑜𝑟𝑎 𝑀á𝑞. ) (5)

Onde:

𝐶𝑝𝑟𝑒𝑝 = Custo de Preparação do item para a operação (R$) 𝑇𝑝𝑟𝑒𝑝 = Tempo levado para a Preparação da operação (R$)

𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝐻𝑜𝑟𝑎 𝑀á𝑞. = Custo da hora máquina que operação será realizada

Para obtenção do custo total de preparação somam-se todos os valores das operações no componente e divide-se pelo número de peças contidos no lote a ser fabricado, conforme a Equação 6:

𝛴𝐶𝑝𝑟𝑒𝑝 = Σ 𝑂𝑃

N° pçs/lote (6)

Onde:

𝛴𝐶𝑝𝑟𝑒𝑝 = Custo Total de Preparação (R$) Σ 𝑂𝑃 = Somátoria das operações

𝑁°𝑝ç𝑠/𝑙𝑜𝑡𝑒 = Número de peças por lote mínimo

Tempo de Operação

O tempo de operação ou tempo de ciclo, é dado pelo tempo contínuo que a operação demanda para ser executada, manualmente ou automaticamente. Este tempo é medido do

(25)

instante em que o operador coleta a peça para executar a operação até o momento em que ele à devolve com a operação concluída.

Na planilha eletrônica o custo de cada operação é calculado semelhante ao custo de preparação, conforme a Equação 7:

𝐶𝑜𝑝 = (( 𝑇𝑜𝑝

60 𝑚𝑖𝑛.) 𝑥 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝐻𝑜𝑟𝑎 𝑀á𝑞. ) (7)

Onde:

𝐶𝑜𝑝 = Custo da operação (R$) 𝑇𝑜𝑝 = Tempo da operação (min.)

𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝐻𝑜𝑟𝑎 𝑀á𝑞. = Custo da hora máquina que operação será realizada (R$)

A soma dos custos individuais de operação, para todas as operações executadas para realizar a peça ou conjunto, foram o custo total de operações conforme calculado pela Equação 8:

Σ𝐶𝑜𝑝 = Σ 𝑂𝑃 (8)

Onde:

Σ𝐶𝑜𝑝 = Custo Total das operações (R$) Σ 𝑂𝑃 = Somatória das operações (R$)

3.1.4 Análise dos resultados

Na terceira etapa da planilha são exibidos os resultados obtidos através dos cálculos executados nas etapas anteriores conforme ilustrado na Tabela 5. Os resultados são: os comparativos de custos, de tempos, analise de investimento em dispositivos, redução de custos obtidos através da melhoria ou mudança de processo. Analisando o custo unitário de cada componente a ser produzido e o custo das peças produzidas em períodos determinados pelo próprio analista que realizou a análise de tempos e custos, e o retorno do investimento aplicado na melhoria do processo detalhado na tabela.

(26)

Tabela 5: Campo de análise de resultados da planilha

Fonte: O Autor

Análise de Custo por peça

O Preço unitário de cada peça ou conjunto, é o valor calculado a partir das informações alimentadas nas etapas anteriores, sendo calculados o custo de matéria-prima, e gastos gerais de produção. Resumido é a soma dos custos em função do tempo gasto na produção e a matéria-prima utilizada.

Para calcular o custo unitário do componente, somam-se o valor total da matéria-prima com o custo total das operações e o custo de preparação dividido pelo número de peças contidas no lote mínimo a se produzir, conforme contempla a Equação 9 abaixo.

𝐶𝑢 = 𝛴𝐶𝑜𝑝+ 𝛴𝑀𝑃+ 𝛴𝐶𝑝𝑟𝑒𝑝

𝑁° 𝑝ç𝑠/𝑙𝑜𝑡𝑒 (9)

Sendo que:

Cu= Custo por peça (R$)

ΣCop = Somatória dos Custos em Operações (R$) ΣMP = Somatória dos Custos em Matéria-prima (R$) Σ𝐶𝑝𝑟𝑒𝑝 = Somatória de Custos de Preparação (R$) 𝑁°𝑝ç𝑠/𝑙𝑜𝑡𝑒 = Número de peças por lote mínimo

Custo no Período

O custo no período é a análise de custos da peça ou conjunto de peças em um período de tempo definido pelo analista de processos. Através de consulta ao sistema de ERP (Entreprise Resourse Plamer) e MRP (Management Resourse Planning) da empresa é

ÍNICIO TÉRMINO

TEMPOS (MINUTOS) ATUAL PROPOSTO TEMPO POR PEÇA

TEMPO NO PERIODO AUMENTO DE TEMPO PERÍODO DO CUSTO AUMENTO DE CUSTO AMORTIZAÇÃO PERÍODO DE ANÁLISE: CUSTO NO PERIODO N° DE PEÇAS/PERIODO:

CUSTO POR PEÇA

CUSTOS ATUAL PROPOSTO

N° DE PEÇAS/LOTE:

ANÁLISE

VALOR DO INVESTIMENTO

(27)

possível a emissão de um relatório de quantidade de itens fabricados no período, essa quantidade é multiplicada pelo custo unitário por peça, como demonstra a Equação 10.

𝐶𝑝 = Σ𝑝ç𝑠. 𝐶𝑢 (10)

Sendo que:

𝐶𝑝 = Custo por período (R$)

Σ𝑝ç𝑠 = Somatória de peças fabricadas no período a ser analisado 𝐶𝑢 = Custo unitário por peça (R$)

Análise tempo por peça

A análise de tempo unitário é dada pela somatória de tempos de cada operação mais o tempo de preparação dividido pela quantidade de peças por lote, sendo considerada uma preparação para cada lote de peças. A Equação 11 permite o cálculo do tempo por peça.

𝑇𝑝ç = Σ𝑇𝑜𝑝 + Σ𝑇𝑝𝑟𝑒𝑝

𝑛° 𝑝ç𝑠/𝑙𝑜𝑡𝑒 (11)

Sendo que:

𝑇𝑝ç = Tempo por peça (min.)

Σ𝑇𝑜𝑝 = Somatória de tempos de operações (min.) Σ𝑇𝑝𝑟𝑒𝑝 = Somatória de tempos de preparação (min.) 𝑛° 𝑝ç𝑠/𝑙𝑜𝑡𝑒 = Número de peças por lote mínimo (min.)

Análise de Tempos no Período

Análise de tempos no período é semelhante ao tópico anterior de análise de custos por período, onde pesquisa-se a quantidade de peças fabricadas pelo período que está sendo analisado e multiplica-se pelo tempo unitário por peça, conforme a Equação 12.

𝑇𝑝 = 𝑇𝑝ç. Σ𝑝ç𝑠 (12)

Sendo que:

(28)

𝑇𝑝ç = Tempo por peça (min.)

Σ𝑝ç𝑠 = Somatória de peças fabricadas no período a ser analisado

Análise Comparativa de Custos por peças

A análise comparativa de custos é a realizada através da comparação de processos atual com o processo proposto. É analisada a diferença de custos através da Equação 13, sendo que se o resultado gerar um valor positivo, ocorreu um ganho de custos do processo proposto em relação ao atual, já se o valor for negativo, prova que o processo atual é desvantajoso em relação ao atual no quesito custo.

∆𝐶𝑝ç = 𝐶𝑝 − 𝐶𝑎 (13)

Sendo que:

∆𝐶𝑝ç = Diferença de Custos por peça (R$) 𝐶𝑝 = Custo Proposto por peça (R$)

𝐶𝑎 = Custo Atual por peça (R$)

Análise Comparativa de Custos por período

Nesta análise é calculada a diferença de custos entre o processo proposto e o atual, em função da quantidade de peças fabricadas no período a ser analisado. Esse resultado pode ser utilizado no cálculo do retorno do investimento ou amortização. A análise comparativa de custos é dada através da Equação 14.

∆𝐶𝑝ç𝑝 = Σ𝑝ç𝑠. (𝐶𝑝 − 𝐶𝑎) (14)

Sendo que:

∆𝐶𝑝ç𝑝 = Diferença de Custos no período analisado (R$)

Σ𝑝ç𝑠 = Somatória de peças fabricadas no período a ser analisado 𝐶𝑝 = Custo proposto por peça (R$)

(29)

Análise Comparativa de Tempos

Analise que mostra a diferença de tempos entre o processo proposto e o processo atual, mostrando o acumulo ou diminuição de tempo no processo do item analisado. A mesma é dada pela Equação 15.

∆𝑡𝑝ç = 𝑡𝑝 − 𝑡𝑎 (15)

∆𝑡𝑝ç = Diferença de tempos por item (min.) 𝑡𝑝 = Tempo do processo proposto por item (min.) 𝑡𝑎 = Tempo do processo atual por item (min.)

Análise Comparativa de Tempos por Período

É utilizada para determinar o ganho ou acumulo de tempo por período de análise. É dada pela Equação 16, onde a quantidade de peças do período é multiplicada pela diferença entre os tempos de processo proposto e atual.

∆𝑡𝑝ç𝑝 = Σ𝑝ç𝑠 ∗ (𝑡𝑝 − 𝑡𝑎) (16)

Sendo que:

∆𝑡𝑝ç𝑝 = Diferença de tempos no período analisado (min.) Σ𝑝ç𝑠 = Somatória de peças fabricadas no período a ser analisado 𝑡𝑝 = Tempo do processo proposto por item (min.)

𝑡𝑎 = Tempo do processo atual por item (min.)

3.1.5 Amortização

Segundo Casarotto (1994) amortização ou retorno de investimento é um processo de extinção de uma dívida através de pagamentos periódicos, que são realizados em função de um planejamento, de modo que cada prestação corresponde à soma do reembolso do capital ou do pagamento dos juros do saldo devedor, podendo ser o reembolso de ambos, sendo que os juros são sempre calculados sobre o saldo devedor.

(30)

Na planilha comparativa de custos a amortização mostra como será o retorno do investimento aplicado na melhoria do processo, como exemplo: um dispositivo, molde fundição, ferramenta de usinagem. O retorno do investimento pode ser estimado através do tempo, e também pela quantidade de itens que se deve produzir para que se pague o que se investiu com a redução de custos e tempos no processo que foi proposto.

Com a redução de custos que são analisados nos tópicos anteriores é possível determinar o quanto pode ser investido, quando o custo do investimento é maior do que se conseguiu com a melhoria. A amortização serve para estimar o tempo que o equipamento ou ferramenta demorará para se pagar com a melhoria de processo aplicada.

Amortização por período

A amortização por período é realizada através do retorno da melhoria do processo implementada na análise em questão. A mesma é dada pelo valor investido, que é preenchido pelo o próprio analista de processos, dividido pela redução de custos obtida no período analisado. Na Equação 17 se obtém a amortização ou retorno de investimento pelo período analisado.

𝐴𝑝𝑝 = 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜

𝑅𝑒𝑑𝑢çã𝑜 𝑑𝑒 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 (17)

Onde:

𝐴𝑝𝑝 = Amortização por período (R$)

𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = Valor investido na melhoria de processo (R$) 𝑅𝑒𝑑𝑢çã𝑜 𝑑𝑒 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 = Redução de custo obtida pela melhoria (R$)

Amortização por Quantidade de Peças Produzidas

A amortização por quantidade de peças produzidas permite calcular a quantidade de peças que necessitam ser produzidas para cobrir o valor investido. É dada através da Equação 18, onde o valor total investido é dividido pela diferença de custo por peça.

𝐴𝑝ç = 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜

∆𝐶𝑝ç (18)

(31)

𝐴𝑝ç = Amortização por quantidade de peças produzidas

𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = Valor investido na melhoria de processo (R$) ∆𝐶𝑝ç = Diferença de custos por peça (R$)

(32)

4 APLICAÇÕES DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DE CUSTOS

Conforme os objetivos do presente trabalho planilha de análise comparativa de custos poderá ser aplicada de diversas maneiras, como: melhorias no processo interno, terceirização de serviços e internalização de itens comprados. Neste capitulo serão realizadas simulações de aplicação em casos diversos de melhoria de processo, dando a solução mais rentável e econômica em um processo especifico.

4.1 ESTUDO DE CASO

Para se mostrar as aplicações da planilha comparativa de custos, será analisada uma peça que é fabricada na empresa onde foi adequado o projeto, sendo a mesma como o nome de Suporte, componente de um dos produtos que mais rendem para a empresa. Na Figura 3 mostra-se o item a ser analisado.

Figura 3: Suporte

Fonte: Saur Equipamentos S/A

Atualmente o mesmo contém uma estrutura onde está contida a matéria-prima que é constituída por 3,34 kg de uma chapa 25,4 mm ASTM A36. Um roteiro de fabricação de como o item será processada, contendo as seguintes operações:

 Cortar através de Oxicorte Plasma

(33)

 Usinar no Centro de Usinagem Vertical

O item tem demanda anual de 278 peças por ano, sendo divididas em lotes de 4 peças, o período de análise da quantidade de peças foi realizado do mês 09/2014 até 10/2014, contabilizando um ano de período analisado. Basicamente com essas informações já se consegue obter uma análise de custos na tabela.

4.1.1 Preenchimento de dados na Tabela

Com os dados informados anteriormente sobre o item que sendo analisado, preenchem-se os campos correspondentes na tabela, conforme demonstrado na Tabela 6 inclui-se cabeçalho as informações sobre o item nos campos:

 Código: código interno de cadastro do item na empresa

 Descrição: nome ou descrição do item

 Data: Data de quando foi executada a analise

 Desc. da Alteração: Descrição da alteração no processo do item

 Solicitação ECM: Número da solicitação interna de dispositivo (se for necessária)

Tabela 6: Preenchimento da Tabela – Dados do item

Fonte: O autor

Nos campos referentes a matéria-prima do item na Tabela 7, preenchem-se os seguintes campos:

 Item: código interno de cadastro da empresa

 Descrição: Nome ou descrição do material

 Preço(kg): Preço do material por kg ou unidade de medida

 Qtde (kg): Quantidade de material utilizada para a fabricação da peça

Tabela 7: Preenchimento da Tabela – Dados de matéria-prima

Fonte: O Autor

DATA DESC. DA ALTERAÇÃO

TABELA DE AMORTIZAÇÃO - MELHORIAS DE PROCESSOS MEP (REV-07)

CÓDIGO: P0050125 DESCRIÇÃO: SUPORTE 10/10/2015

INCLUSÃO DE DISPOSITIVO SOLICITAÇÃO (ECM) 32000

DESCRIÇÃO PREÇO/KG R$ 3,25 QTDE (KG) 3,34 R$ 10,86

10,86 R$ ATUAL

PREÇO (R$)

MATÉRIA-PRIMA

ITEM M0600009 CHALQ. 25,4 MM ASTM A36

(34)

Nos campos das operações devem ser preenchidos os campos abaixo conforme cada operação realizada como ilustra a Tabela 8:

 Descrição: Descrição da operação a ser executada

 Temp. Prep.: Tempo de preparação da máquina para se fabricar o lote

 Temp. Máq.: Tempo de ciclo da máquina para se fazer uma peça

 C. h/máq.: Custo hora da máquina.

Tabela 8: Preenchimento da Tabela – Dados das operações

Fonte: O Autor

Para concluir a analise devem ser preenchidos os campos referentes a quantidade de peças produzidas no período e o lote mínimo para ser realizar a fabricação do item como está demostrado na Tabela 9 onde são preenchidos os campos abaixo:

 N° de peças/lote: Número de mínimo de peças por lote

 N° de peças/período: Número de peças produzidas no período analisado

 Período de análise: Datas de início e fim da analise

 Período do Custo: Mês correspondente ao custo

 Valor do Investimento: Valor investido na melhoria (se for aplicado)

Tabela 9: Preenchimento da Tabela – Dados para análise de custos

Fonte: O Autor OP TEMP PREP.(min.) TEMP MÁQ. (min.) C. H/MAQ. (R$) CUSTO PREP (R$) CUSTO OP. (R$) 10 0,500 0,240 R$ 64,18 R$ 0,53 R$ 0,26 20 4,000 0,400 R$ 241,55 R$ 16,10 R$ 1,61 30 2,000 0,500 R$ 57,64 R$ 1,92 R$ 0,48 40 11,000 4,500 R$ 186,85 R$ 34,26 R$ 14,01

17,500

5,640

R$

52,82

R$

16,36

CORTAR - PLASMA REBARBAR

USINAR - CENTRO USIN.

TOTAL DESCRIÇÃO

ATUAL

(35)

4.2 MELHORIA DE PROCESSO INTERNO

A melhoria do processo interno é realizada através da busca de uma solução de melhorar um processo internamente como: a mudança de matéria-prima que é muito cara, um dispositivo para usinar mais peças em um ciclo de máquina reduzindo o tempo de troca de peças, uma ferramenta que realiza a operação em menos tempo.

Conforme a Tabela 10 pode-se ver que a tabela comparativa de custos é dívida em atual e proposto nos campos matéria-prima e Gastos gerais de fabricação. Nos campos atual preenchem-se o processo que está sendo executado na ocasião. Nos campos Proposto preenchem-se o foi realizado com a implementação da melhoria de processo.

Neste tópico será simulado o Suporte anteriormente foi mencionado, realizando uma proposta de processo interno. Nesta proposta se modificará a matéria-prima por um material mais barato, o processo será otimizado cortando e chanfrando na mesma máquina e na usinagem do item se reduzirá o tempo de ciclo da máquina através de um dispositivo de troca rápida sendo investido um valor mensurado.

Na Tabela 10 mostra-se o preenchimento do matéria-prima proposta e em seguida na Tabela 11 o preenchimento da modificação de processos proposta.

Tabela 10: Matéria-prima – Atual x Proposto

Fonte: O Autor

Tabela 11: Gastos Gerais de Fabricação – Atual x Proposto

Fonte: O Autor

DESCRIÇÃO PREÇO/KG R$ 3,25 QTDE (KG) 3,34 R$ 10,86

10,86 R$

DESCRIÇÃO PREÇO/KG R$ 2,20 QTDE (KG) 3,34 R$ 7,35

7,35 R$

TOTAL

ATUAL

PROPOSTO

ITEM CHALQ. 25,4 MM SAE 1020 PREÇO (R$)

PREÇO (R$)

MATÉRIA-PRIMA

ITEM M0600009 CHALQ. 25,4 MM ASTM A36

TOTAL OP TEMP PREP.(min.) TEMP MÁQ. (min.) C. H/MAQ. (R$) CUSTO PREP (R$) CUSTO OP. (R$) OP TEMP PREP.(min.) TEMP MÁQ. (min.) C. H/MAQ. (R$) CUSTO PREP (R$) CUSTO OP. (R$) 10 0,500 0,240 R$ 64,18 R$ 0,53 R$ 0,26 10 0,500 1,500 R$ 64,18 R$ 0,53 R$ 1,60 20 4,000 0,400 R$ 241,55 R$ 16,10 R$ 1,61 20 2,000 0,500 R$ 57,64 R$ 1,92 R$ 0,48 30 2,000 0,500 R$ 57,64 R$ 1,92 R$ 0,48 30 11,000 2,500 R$ 186,85 R$ 34,26 R$ 7,79 40 11,000 4,500 R$ 186,85 R$ 34,26 R$ 14,01 40 R$ - R$ -17,500 5,640

R$

52,82

R$

16,36

13,500 4,500 R$ 36,71 R$ 9,87

USINAR - CENTRO USIN. CORTAR/CHANFRAR-PLASMA

DESCRIÇÃO

CORTAR - PLASMA REBARBAR USINAR - CENTRO USIN.

TOTAL TOTAL

DESCRIÇÃO

REBARBAR

ATUAL PROPOSTO

(36)

Conforme as figuras anteriores mostram, a matéria-prima houve redução de custos de R$ 3,01 por item fabricado, também houve redução de custos no custo de preparação de R$ 16,11 em cada lote de peças fabricado e custo da operação por item de R$ 7,25, gerando os gráficos conforme Figuras 4 e 5.

Figura 4: Matéria-Prima – Atual x Proposto

Fonte: O Autor

Figura 5: Operações – Atual x Proposto

Fonte: O Autor

Conforme o resumo da análise mostrado na Tabela 2 e nos gráficos como mostram as Figuras 6, 7, 8 e 9 observa-se que houve redução de custos de 35% com as alterações de matéria-prima e processos e redução de tempos nas soma das operações de 21% com a otimização do processo. Foi mensurado o valor de investimento para confecção do dispositivo

(37)

de troca rápida de R$ 2.000,00, onde o investimento terá o retorno em 0,51 anos e com a fabricação de 143 peças retornará o valor investido.

Tabela 12: Resumo da Análise Comparativa de Custos – Melhoria de processo interno

Fonte: O Autor

Figura 6: Melhoria de Processo interno – Custo por peça

Fonte: O Autor

Figura 7: Melhoria de Processo interno – Custo por período

(38)

Figura 8: Melhoria de Processo interno – Tempo por peça

Fonte: O Autor

Figura 9: Melhoria de Processo interno – Tempo por período

Fonte: O Autor

4.3 ITEM COMPRADO POR ITEM PRODUZIDO INTERNAMENTE

Neste tópico analisa-se a possibilidade de processar internamente um item que comprado pronto pela empresa, analisado a viabilidade de continuar comprando ou fabricar a peça.

Para demonstração desta análise de custos e processos, irá ser aplicado no item Suporte que anteriormente foi usado nas outras analises. Supõe-se que o mesmo é comprado pronto por R$ 45,00 sem impostos e a proposta é fabricar internamente sendo investido um

(39)

valor mensurado de R$ 1.500,00 em ferramentas e pegando os valores do processo atual do tópico anterior conforme preenchidos na Tabela 13.

Tabela 13: Tabela Comprado x Fabricado

Fonte: O Autor

Conforme o resumo apresentado na Tabela 14 e nos gráficos nas Figura 10 e 11, observa-se que fabricando o item internamente obtém-se a redução de custos de 10%, e o investimento em ferramental terá o seu retorno em 1,18 anos ou quando se fabricar 328 peças.

Tabela 14: Resumo da Análise Comparativa de Custos – Item comprado por fabricado internamente

(40)

Figura 10: Item comprado por fabricado – Custo por peça

Fonte: O Autor

Figura 11: Item comprado por fabricado – Custo por período

Fonte: O Autor

4.4 ITEM FABRICADO INTERNAMENTE POR COMPRADO

A análise neste tópico demostra como fazer a comparação de custos através da tabela, se um item que é fabricado internamente será terceirizado ou comprado pronto.

Para a demonstração desta analise se irá aplicar o inverso do tópico anterior, supondo que o item processado internamente é a situação atual e a terceirização é o processo proposto. Mensura-se que o item custará R$ 45,00 para se comprar pronto com o investimento em molde de R$ 1000,00, e processo atual é conforme o processo anteriormente preenchido nos tópicos anteriores demonstrado na Tabela 15.

(41)

Tabela 15: Tabela Fabricado x Comprado

Fonte: O Autor

Conforme o resumo da análise de comparação de custos na Tabela 16, observa-se que não é viável fazer tal alteração pois a mesma acarretaria em um aumento nos custos de 11% mostrados nos gráficos nas Figuras 12 e 13, não havendo retorno para o investimento aplicado na alteração do processo.

Tabela 16: Resumo da Análise Comparativa de Custos – Item fabricado por comprado internamente

(42)

Figura 12: Item Fabricado por Comprado – Custo por peça

Fonte: O Autor

Figura 13: Item Fabricado por Comprado – Custo por período

(43)

5 RESULTADOS

A planilha eletrônica comparativa de custos já vem sendo implementada desde janeiro de 2015 na empresa onde o projeto foi realizado. A mesma vem sendo adotada na mensuração de ganhos em melhoria de processos, sendo pré-requisitada na solicitações de dispositivos e ferramentas para a produção, servindo como quesito avaliador de prioridade de ações, o retorno de investimento indicado pela mesma, também aplicada na terceirização de serviços como ferramenta de avaliação de orçamentos de serviços.

Conforme demostrado no gráfico contido na Figura 14, através da planilha eletrônica foram mensurados R$ 173.303,31 em melhorias de processos até julho de 2015, sendo ganho em média por projeto de melhoria cerca de R$2.000,00.

Figura 14: Indicador de ganho em melhorias de processo

Fonte: O Autor

Através da planilha se pode mensurar o retorno de investimento em ferramentais e dispositivos para a aplicação na produção. Em solicitações de dispositivos onde foi aplicada a planilha como método os ganhos em melhorias ultrapassam o investimento em ferramental, como mostra o gráfico na Figura 15.

(44)

Figura 15: Ganhos em melhorias investidos em ferramentas

Fonte: O Autor

Alguns projetos de dispositivos estava parados no ano de 2014, por insegurança de investir nas confecções do ferramental, através da planilha eletrônica foram reavaliados os custos, assim como o gráfico mostra o valor de ganho superou o valor de investimento. Em 2015 foram investidos atualmente R$ 46.504,00, sendo usado somente aproximadamente 55% do valor ganho em melhorias de processo.

(45)

6 CONCLUSÃO

O presente trabalho atinge o objetivo proposto de um modelo de planilha eletrônica como ferramenta para o método de análise de custos de produção, comparando alternativas de processos industriais levando em conta o custo em matéria-prima, custo da hora máquina por centro de custos e tempos de produção. E também permite concluir que:

 Traz a vantagem inovadora de considerar os custos variáveis dos processos indústrias.

 Permite fazer simulações de custos de produção dos itens comprados, comparando com a fabricação interna;

 Através da planilha pode se fazer simulações de custos comparando itens fabricados internamente, com a possibilidade de serem terceirizados ou comprados;

 Indica a necessidade de investimentos para alteração ou melhoria do processo, em ferramentas ou dispositivos em processo pouco viável;

 Demostrar resultados obtidos através de melhorias de tempo e custo no processo;

 Indica o tempo de amortização do investimento;

 Permite analisar a viabilidade da alteração de processo ou investimento realizado no mesmo, analisando o tempo de preparação (setup), matéria-prima, tempo de ciclo da operação, quantidade de peças produzidas no período desejado, custo de produção em cada Centro de Custo;

Como trabalhos futuros sugere-se:

 Desenvolvimento de software (programa) para aplicação do modelo proposto;

 Desenvolvimento de modelo de cálculo de lote “ideal” de peças a produzir, reduzindo o valor de preparação (setup) nas operações;

 Desenvolvimento de modelo de cálculo para formação de preço de lote de peças

 Controle de retalhos de matéria-prima, analisando o material desperdiçado no corte ou sucata;

(46)

REFERÊNCIAS

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BORNIA, A. C. Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

LINS, Luiz S. Gestão Empresarial com ênfase em Custos. Uma abordagem Prática. São Paulo, Thomson, 2005.

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo: Atlas, 2003.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Sistema de Informações Contábeis – fundamentos e análise. São Paulo: Atlas, 1998.

SOUZA, A.; CLEMENTE, A. Gestão de custos: aplicações operacionais e estratégicas: exercícios resolvidos e propostos com utilização do Excel. São Paulo: Atlas, 2007.

TUBINO, D. F. Manual de planejamento e controle da produção. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

CASAROTTO FILHO, Nelson e KOPTIKE, Bruno Hartmut. - Análise de Investimentos: Matemática Financeira, Engenharia Econômica, Tomada de decisão, Estratégia Empresarial. São Paulo: Atlas, 1994.

Referências

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