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O Projeto de Educação em Tempo Integral no estado do Amazonas e o direito à educação

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

ANGELA MARIA GONÇALVES DE OLIVEIRA

O PROJETO DE EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL NO

ESTADO DO AMAZONAS E O DIREITO À EDUCAÇÃO

CAMPINAS, SP

2019

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ANGELA MARIA GONÇALVES DE OLIVEIRA

O PROJETO DE EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL NO

ESTADO DO AMAZONAS E O DIREITO À EDUCAÇÃO

Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de

Educação da Universidade Estadual de

Campinas para obtenção do título de Doutora em Educação, na área de concentração Educação.

Orientador: Pedro Ganzeli

O ARQUIVO DIGITAL CORRESPONDE À VERSÃO FINAL DA TESE DEFENDIDA PELA ALUNA ANGELA MARIA GONÇALVES DE OLIVEIRA E ORIENTADA PELO PROF. DR. PEDRO GANZELI.

CAMPINAS, SP

2019

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Ficha catalográfica

Universidade Estadual de Campinas Biblioteca da Faculdade de Educação

Rosemary Passos - CRB 8/5751

Informações para Biblioteca Digital

Título em outro idioma: The full-time education project in the state of Amazonas and right education

Palavras-chave em inglês: Right to education

Full-time education

Education - Amazonas (State) Área de concentração: Educação Titulação: Doutora em Educação Banca examinadora:

Pedro Ganzeli [Orientador]

Theresa Maria de Freitas Adrião Fabiane Maia Garcia

Cristiane Machado

Andréia Silva Abbiati

Data de defesa: 23-08-2019

Programa de Pós-Graduação: Educação

Identificação e informações acadêmicas do(a) aluno(a) - ORCID do autor: 0000-0003-1619-8958

- Currículo Lattes do autor: https://wwws.cnpq.br/cvlattesweb/PKG_MENU.men

Angela Maria Gonçalves de Oliveira, 1963-

OL4p AngO Projeto de Educação em Tempo Integral no estado do Amazonas e o direito à educação / Angela Maria Gonçalves de Oliveira. – Campinas, SP : [s.n.], 2019.

Orientador: Pedro Ganzeli.

Tese (doutorado) – Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação.

A1. Direito à educação. 2. Escolas de tempo integral. 3. Educação - Amazonas (Estado). I. Ganzeli, Pedro, 1960-. II. Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Educação. III. Título.

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP FACULDADE DE EDUCAÇÃO

O PROJETO DE EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL NO

ESTADO DO AMAZONAS E O DIREITO À EDUCAÇÃO

TESE DE DOUTORADO

Autora: ANGELA MARIA GONÇALVES DE OLIVEIRA

COMISSÃO JULGADORA

Prof. Dr. Pedro Ganzeli

Profa. Dra. Theresa Maria de Freitas Adrião Profa. Dra. Fabiane Maia Garcia

Profa. Dra. Cristiane Machado Profa. Dra. Andréia Silva Abbiati

A Ata da Defesa com as respectivas assinaturas dos membros encontra-se no SIGA/Sistema de Fluxo de Dissertação/Tese e na Secretaria do Programa da Unidade.

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DEDICATÓRIA

À Sra. Ana Gonçalves de Oliveira e, ao Sr.

Francisco Vilaça de Oliveira, meus pais (In

Memorian).

A quem devo minha vida e dedico esta vitória!

Sem suas orientações, sem seus ensinamentos,

sem seu amor, nada disso seria possível.

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AGRADECIMENTOS

Fazer parte do seleto grupo de estudantes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), mais do que um privilégio, foi uma conquista que nem nos meus mais ousados sonhos estava presente. Poder conviver, dialogar, trocar experiências, angústias e conhecimentos com as muitas pessoas que tive o privilégio de conhecer nesse período de doutoramento, foi uma experiência ímpar e, indubitavelmente, enriquecedora para minha vida de estudante, mas, principalmente, para minha vida enquanto educadora.

Foram muitas as pessoas com as quais tive o prazer de conviver e, neste momento quero agradecer de modo especial às duas pessoas responsáveis pela minha entrada nessa universidade e por me darem o apoio necessário para não desistir diante das diversidades que se apresentaram: Prof. Dr. Pedro Ganzeli e Profa. Dra. Theresa Adrião.

O meu orientador, Prof. Dr. Pedro Ganzeli. Uma relação normal entre orientador e orientando, marcada por discordâncias, questionamentos e lágrimas, mas, principalmente, por orientações, instruções e direcionamentos. Essa relação me possibilitou a aquisição de novos saberes, novas diretrizes de produção e novas práticas educativas, tanto pela forma como conduz sua orientação, quanto pela sua prática docente, no momento em que eu atuei no Programa de Estágio Docente – PED. Sua determinação, sua postura firme e, muitas vezes, rude na sua forma de orientar, fez-me perceber quão frágil eu estava nesse campo. Saio da UNICAMP, não com a certeza do conhecimento total, pois, como diz Paulo Freire, “somos seres inacabados”, mas “pensando certo” com a certeza de que sei qual caminho seguir enquanto pesquisadora e produtora de novos conhecimentos. Ao professor Doutor, PEDRO GANZELI, meu eterno agradecimento!

À professora Theresa Adrião, membro da minha banca de seleção para o ingresso no doutorado que, por várias vezes, esteve ao meu lado com seus conhecimentos, sua gentileza e compreensão, direcionando-me, dando-me a força necessária, no momento certo e orientando-me a seguir na produção de conhecimentos sobre a educação no estado do Amazonas.

Aos demais membros da banca: Profa. Dra. Fabiane Maia Garcia, da Universidade Federal do Amazonas – UFAM; Profa. Dra. Maria Lília Imbiriba Sousa

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Colares, da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, Profa. Dra. Cristiane Machado da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP; Profa. Dra. Débora Cristina Jeffrey, da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, Profa. Dra Teise de Oliveira Guaranha Garcia da Universidade de São Paulo – USP e a Profa. Dra. Andréia Silva Abbiati do Instituto Federal de São Paulo, meus agradecimentos pelas contribuições, fundamentais na organização da tese.

Aos professores das disciplinas cursadas na Faculdade de Educação: Prof. Dr. José Claudinei Lombardi; Prof. Dr. Luiz Enrique Aguilar; Profa. Dr. Dr. Newton Bryan; Prof. Dr. Vitor Henrique Paro, da Universidade de São Paulo, que me abriram os caminhos para novos conhecimentos.

Aos membros do Laboratório de Gestão Educacional – LAGE, pelo compartilhamento das informações.

Aos funcionários da Secretaria da Pós-Graduação e da Biblioteca da FE, que sempre me atenderam com a gentileza e competência de um servidor público.

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AGRADECIMENTOS ESPECIAIS

Ao meu Deus, pelo dom da vida e pela oportunidade de vivenciar mais uma etapa no meu processo de formação.

Um agradecimento especial à minha família, que soube compreender minha ânsia pela busca do conhecimento.

Aos meus pais: in memoriam. Ana Gonçalves e Francisco Vilaça. Os principais responsáveis pela minha formação que, com certeza, onde estiverem, estão orgulhosos de mim, como sempre demonstraram.

Aos meus filhos: Kesiane, Andreson, Tiago e Joyce. Apesar da ausência em suas vidas, em seus problemas e em suas alegrias, é a vocês que entrego esta vitória! Vocês que são minha vida, meu mundo, meu tudo, meus eternos amores!

Aos meus netos e, em especial às minhas netas-filhas: Bia e Gabi. Por não estar perto de vocês quando mais precisaram; por não acompanhar o crescimento de vocês, por não desempenhar minha função de vó-mãe. E mesmo assim, sei que vocês amam!

A todos os meus filhos do coração, aos quais meu amor por eles não é menor que pelos biológicos, em especial ao Caio Biase, que sempre chega a mim com uma palavra de carinho e consolo. Obrigada pelo amor de vocês!

Aos meus irmãos: Fernando, Carlos, Jair e Tadeu que sempre estiveram ao meu lado, quer seja com uma palavra de carinho e incentivo, ou com um puxão de orelha. Obrigada manos!

Às minhas cunhadas, em especial à Cinthia, que, no decorrer desse processo e diante dos meus muitos momentos de fraqueza, esteve ao meu lado, incentivando-me a continuar com meu projeto.

Às muitas amizades que fiz nesses quatro anos em Campinas, amigos esses que foram a minha família nesta cidade: Samara Oliveira, Lucia Ceccon, Nádia Drabach, Lucelma Braga, Sérgio Evangelista, Andreia Abbiati, Katya Lacerda Fernandes, Rayane Gasparelo que me ajudaram a conviver com a ausência da minha família.

Às minhas amigas da UFAM: Zilda Gláucia, Adriana Medeiros, Juliane Quirino, Elis Alves, Eulina Nogueira, Irene Cibele que, com a experiência do doutoramento e a ausência dos amigos e família, ajudaram-me a suportar os nós que surgiram nesse processo.

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À Universidade Federal do Amazonas, por seguir as normativas e me conceder a liberação para o meu processo de doutoramento.

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM. Edital 003/2015 - RH Interiorização, pelo apoio financeiro concedido para a realização da pesquisa.

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#ELENÃO!

Movimento nacional criado em 2018, por mulheres lutando contra o machismo a misoginia do então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro. Movimento

que participei ativamente!

Não poderia deixar de manifestar minha dor à destruição que sofre hoje minha Amazônia.

LAMENTO DE RAÇA Boi Garantido

Autor: Emerson Maia

O índio chorou, o branco chorou Todo mundo está chorando A Amazônia está queimando Ai, ai, que dor

Ai, ai, que horror O meu pé de sapopema Minha infância virou lenha Ai, ai, que dor

Ai, ai, que horror

Lá se vai a saracura correndo dessa quentura E não vai mais voltar

Lá se vai onça pintada fugindo dessa queimada E não vai mais voltar

Lá se vai a macacada junto com a passarada Para nunca mais, voltar

Para nunca mais, nunca mais voltar Virou deserto o meu torrão

Meu rio secou, pra onde vou? Eu vou convidar a minha tribo Pra brincar no Garantido Para o mundo declarar

Nada de queimada ou derrubada

A vida agora é respeitada todo mundo vai cantar Vamos brincar de boi, tá Garantido

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RESUMO

O direito à educação foi consolidado pela Constituição Federal de 1988 e afirmado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei N° 9394/96. Criada como uma estratégia para a garantia do direito à educação, a Educação em Tempo Integral, passou a ser objeto de políticas educacionais do Governo Federal e de vários entes federados. O estado do Amazonas em 2002 iniciou uma Política de Educação em Tempo Integral. Este trabalho se propôs a investigar a seguinte questão de pesquisa: A política de Educação em Tempo Integral do Estado do Amazonas promoveu a materialização do direito à educação? Teve como objetivo geral: analisar a política de Educação em Tempo Integral no estado do Amazonas, tendo em vista o cumprimento do direito à educação de acordo com os princípios constitucionais quanto às condições de acesso, permanência e qualidade. A partir de uma abordagem metodológica qualitativa, utilizamos como procedimentos metodológicos, a revisão bibliográfica, a análise documental da legislação e documentação oficial, assim como dos Projetos Políticos Pedagógicos em três Centros de Educação em Tempo Integral - CETIs, pertencentes à rede estadual de educação do estado do Amazonas, sendo esse, nosso lócus de pesquisa. Analisamos também dados estatísticos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep. O recorte temporal dessa pesquisa referiu-se ao período de 2010 a 2017. Na dimensão acesso verificou-se que na criação dos CETIs, o critério meritocrático prevaleceu na seleção dos estudantes ingressantes, sendo incorporados outros critérios mais abrangentes, como a delimitação geopolítica ao longo do período analisados. Em relação a dimensão permanência a distorção idade série foi um problema presente, entretanto, os dados apresentaram a redução nas taxas de reprovação e abandono, o que possibilitou um maior número de estudantes a prosseguir sua trajetória escolar. Na Dimensão qualidade, a investigação revelou um movimento de ampliação paulatina de docentes com formação em nível superior da equipe dos CETIs, entretanto, verificou-se um descompasso entre a formação docente e área de conhecimento em que atuava, assim como a relação intensa entre o tempo que o docente dedicava a várias escolas e classes, implicando diretamente na intensificação do esforço profissional para o magistério. A promoção de contratação de professores concursados ao longo do período investigado, demostrou um processo de estabilização do quadro docente, favorecendo o desenvolvimento do Projeto Político Pedagógico e, consequente, de um ensino de qualidade. Verificou-se que o Projeto de Educação em Tempo Integral do estado do Amazonas apresentou um movimento na direção da materialização do direito à educação.

Palavras-Chave: Direito à educação; Educação em Tempo Integral; Educação no

estado do Amazonas.

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ABSTRACT:

The right to education was consolidated by the Federal Constitution of 1988 and affirmed by the Law of Guidelines and Bases of National Education, Law No. 9394/96. Created as a strategy for guaranteeing the right to education, full-time education has become the object of educational policies of the Federal Government and several federated entities. The state of Amazonas in 2002 initiated a Full Time Education Policy. This paper aimed to investigate the following research question: Did the Amazonas State Full-time Education policy promote the materialization of the right to education? It had as its general objective: to analyze the policy of Full Time Education in the state of Amazonas, in view of the fulfillment of the right to education in accordance with the constitutional principles regarding the conditions of access, permanence and quality. From a qualitative methodological approach, we used as methodological procedures, the literature review, the documentary analysis of the legislation and official documentation, as well as the Pedagogical Political Projects in three Centers of Full Time Education - CETIs, belonging to the state education network of the Amazonas state, this being our locus of research. We also analyzed statistical data from the National Institute for Educational Studies and Research Anísio Teixeira - Inep. The timeframe of this research referred to the period from 2010 to 2017. In the access dimension, it was found that in the creation of CETIs, the meritocratic criterion prevailed in the selection of new students, and other broader criteria were incorporated, such as the geopolitical delimitation along of the period analyzed. Regarding the dimension permanence the distortion age grade was a present problem, however, the data showed a reduction in failure and dropout rates, which allowed a larger number of students to continue their school career. In the Quality Dimension, the investigation revealed a gradual expansion of teachers with higher education level of the CETIs team, however, there was a mismatch between the teacher education and the area of knowledge in which it worked, as well as the intense relationship between time that the teacher devoted to various schools and classes, directly implying the intensification of professional effort for teaching. The promotion of the hiring of teachers in the course of the research period showed a process of stabilization of the teaching staff, favoring the development of the Pedagogical Political Project and, consequently, of a quality teaching. It was found that the Amazonas State Full-Time Education Project presented a movement towards the materialization of the right to education.

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LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 - Encontro das águas no estado do Amazonas ... 131

FIGURA 2 - Produção da borracha no Amazonas - 1900 ... 137

FIGURA 3 - Manaus – AM- 1900... 139

FIGURA 4 - Teatro Amazonas no período de sua construção – Manaus-AM - 1884 140 FIGURA 5 - Zona Franca de Manaus-AM em construção em 1957... 141

FIGURA 6 - Polo Industrial de Manaus-AM - 2018 ... 142

FIGURA 7 - Mapa do Amazonas com suas microrregiões e municípios - 1980 ... 146

FIGURA 8 - Mapa do Amazonas com suas Mesorregiões - 1980 ... 147

FIGURA 9 - Teatro Amazonas – Manaus 2018 ... 148

FIGURA 10 -Viagem pelo Rio Amazonas ... 149

FIGURA 11 - Taxa de Atendimento e Déficit Escolar da População de 15 a 17 anos. 195 FIGURA 12 - Transporte escolar no estado do Amazonas - 2018 ... 203

FIGURA 13 - Centros de Educação em Tempo Integral – CETI – Amazonas ... 237

FIGURA 14 - Primeiro Centro de Educação em Tempo Integral de Manaus – Manaus-AM – 2010. ... 245

FIGURA 15 - Dimensões do direito à educação e indicadores de análises. ... 270

FIGURA 16 – Quadro de horário do CETI Prof. Garcitylzo – Manaus-AM- 2018... 326

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LISTAS DE QUADRO

QUADRO 1 - Publicações sobre educação em tempo integral no período de 2016 a 2017. ... 39 QUADRO 2 - Teses de doutorado sobre a temática de Educação em Tempo Integral publicadas em 2017. ... 40 QUADRO 3 - Dissertações de mestrado sobre a temática de educação em tempo integral no estado do Amazonas – 2012 a 2017. ... 42 QUADRO 4 - Governadores e vice-governadores do estado do Amazonas no período de 1995 a 2018 ... 143 QUADRO 5 - Características da complexidade da gestão escolar – Brasil - 2014 ... 171 QUADRO 6 - Categorias de adequação da formação dos docentes em relação à disciplina que leciona. ... 176 QUADRO 7 - Organização das coordenadorias distritais das escolas da rede estadual do estado do Amazonas em Manaus. ... 231 QUADRO 8 - Relação das escolas estaduais que funcionavam em tempo Integral no período de 2002 a 2008. ... 238 QUADRO 9 - Atividades complementares constantes no Projeto das Escolas de Tempo Integral – Rede estadual de educação – Amazonas – 2008. ... 243 QUADRO 10 - Relação de escolas autorizadas a funcionar em tempo integral por meio da Resolução 17/2011– Manaus- 2011. ... 248 QUADRO 11 - Relação dos Centros de Educação em Tempo Integral – Amazonas – 2017. ... 275 QUADRO 12 - Localização dos Centros de Educação de Tempo Integral – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga - Manaus-AM- 2016-2018. ... 277 QUADRO 13 - Decreto de criação dos Centros de Educação em Tempo Integral – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga – Manaus-AM, 2018. ... 279 QUADRO 14 - Estrutura dos Projetos Políticos Pedagógicos dos CETIs Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga - Manaus-Amazonas – 2018. ... 279 QUADRO 15 - Infraestrutura dos Centros de Educação em Tempo Integral – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga – Manaus-AM, 2018. ... 281

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QUADRO 16 - Organização da avaliação escolar dos Centros de Educação em Tempo Integral – CETI Prof. Garcitylzo 92016), Dra. Zilda Arns (2018 e João Braga (2016) – Manaus-AM, 2018. ... 290 QUADRO 17 - Níveis de ensino e horário de funcionamento dos Centros de Educação em Tempo Integral – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga – Manaus-AM, 2018. ... 324 QUADRO 18 - Descrição dos Níveis Socioeconômicos dos Estudantes Descrição – Brasil -2013. ... 328 QUADRO 19 - Nível socioeconômico dos discentes do CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga - Manaus-AM, 2018. ... 330 QUADRO 20 - Filosofia, missão, visão e valores dos Centros de Educação em Tempo Integral – CETI da coordenadoria distrital 07 – Manaus-AM, 2018... 334 QUADRO 21 - Objetivos, geral e específicos dos Centros de Educação em Tempo Integral – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns. João Braga – Manaus-AM, 2016, 2018. ... 336 QUADRO 22 - Currículo e Fundamento Ético-Pedagógico dos Centros de Educação em Tempo Integral – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda, João Braga - Manaus-AM, 2018. ... 339 QUADRO 23 - Categorias de adequação da formação dos docentes em relação à disciplina que lecionam. ... 348 QUADRO 24 - Características do esforço docente – Brasil – 2014. ... 353

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LISTA DE TABELAS

TABELA 1 - População residente, por situação do domicílio e sexo – Amazonas – 2010 ... 145 TABELA 2 - Matrícula no ensino fundamental – Rede Federal, Estadual, Municipal e Privada - Brasil –2010 a 2017 ... 151 TABELA 3 - Taxa de escolarização bruta e líquida no Ensino Fundamental – Rede Federal, estadual, Municipal e Privada - Brasil – 2000 a 2016 ... 153 TABELA 4 - Matrículas no ensino médio – Brasil – 2010-2017 ... 156 TABELA 5 -Taxa de escolarização bruta e líquida no Ensino Médio – Rede Federal, Estadual, Municipal, Privada - Brasil – 2011 a 2016 ... 158 TABELA 6 - Taxas de Rendimento no Ensino Fundamental – Rede Federal, Estadual, Municipal, Privada- Brasil, 2010 a 2017. ... 162 TABELA 7 - Taxas de Rendimento no Ensino Médio - Rede Federal, Estadual, Municipal, Privada - Brasil, 2010- 2017. ... 165 TABELA 8 - Taxas de defasagem idade-série na educação básica – Ensino Fundamental e Ensino Médio – Rede Federal, Estadual, Municipal e Privada - Brasil, 2010 a 2017. ... 167 TABELA 9 - Média de alunos por etapa da Educação Básica - Ensino Fundamental e Ensino Médio – Rede Federal, Estadual, Municipal e Privada – Brasil – 2010 a 2017 169 TABELA 10 - Percentual de escolas por nível do Indicador de complexidade de gestão da escola - Brasil – 2013-2017. ... 172 TABELA 11 - Índices de Desenvolvimento da Educação – Ensino Fundamental: anos iniciais e anos finais e ensino médio – Brasil – 2005-2017 ... 173 TABELA 12 - Número de Docentes na Educação Básica por Formação Acadêmica – Brasil – 2010-2017 ... 174 TABELA 13 - Percentual de docentes por grupo do indicador de adequação da formação do docente – Ensino Fundamental - Brasil – 2013 – 2017. ... 176 TABELA 14 - Proporção de docentes na educação básica – Ensino Fundamental e Ensino Médio – Brasil – 2010-2017 ... 177 TABELA 15 - Número de Docentes da Educação Básica na Rede Pública - por Situação Funcional, Regime de Contratação ou Tipo de Vínculo e Dependência Administrativa – Brasil – 2010-2017. ... 178

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TABELA 16 - Número de Estabelecimentos na Educação Básica - Ensino Regular, Especial e/ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) – Esfera Pública – Amazonas – 2010 a 2017. ... 181 TABELA 17 - Número de Matrículas na Educação Básica - Ensino Fundamental Regular e Ensino Médio – Escolas Públicas - Amazonas – 2010 a 2017. ... 185 TABELA 18 - Dados da educação escolar indígena – Amazonas – 2010-2015 ... 189 TABELA 19 - Taxa de escolarização bruta e líquida no Ensino Fundamental – Amazonas – 2011-2016. ... 190 TABELA 20 - Matrículas no ensino médio (Ensino Médio Propedêutico, Ensino Médio Normal/Magistério e Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado - Amazonas – 2010-2017). ... 192 TABELA 21 - Taxa de escolarização bruta e líquida no Ensino Médio – Amazonas – 2011 – 2016. ... 193 TABELA 22 - Dados do Atendimento do Ensino Presencial com Mediação Tecnológica no Amazonas. ... 197 TABELA 23 - Taxas de aprovação, reprovação, abandono - Ensino Fundamental– Amazonas – 2010-2017 ... 200 TABELA 24 - Taxas de aprovação, reprovação, abandono - Ensino Médio – Amazonas –2010-2017. ... 204

TABELA 25 - Taxa de Distorção Idade-Série - Ensino Fundamental e Ensino Médio- Amazonas 2010-2017. ... 207 TABELA 26 - Média de alunos por turma - Amazonas – 2010-2017 ... 210 TABELA 27 - Percentual de escolas por nível do Indicador de complexidade de gestão da escola – Rede Federal, Estadual, Municipal e Privada - Amazonas – 2013 a 2017. 212 TABELA 28 - Índices de Desenvolvimento da Educação – Ensino Fundamental: anos iniciais e anos finais e ensino médio – Brasil – 2011-2017. ... 215 TABELA 29 - Docentes da Educação Básica por nível de escolaridade – Todas as redes – Amazonas – 2010-2017.. ... 218 TABELA 30 - Taxa de adequação docente nos anos iniciais – Rede Federal, Estadual, Municipal e Privada Amazonas – 2013 a 2017. ... 221 TABELA 31 - Taxa de adequação docente nos anos iniciais – Amazonas – 2013-2017. ... 222

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TABELA 32 - Número de Docentes Efetivos/concursados/estável da Educação Básica na rede pública (Federal, Estadual, Municipal) - Ensino Regular, Especial e/ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) por dependência administrativa - Amazonas-2011-2017. ... 226 TABELA 33 - Número de estabelecimentos de Tempo Integral – Rede Estadual – Amazonas – 2002 a 2017. ... 255 TABELA 34 - Número de matrículas na Educação Básica – Ensino Fundamental e Ensino Médio - Tempo Integral e Tempo Parcial – Rede Pública - Amazonas – 2010 a 2017. ... 257 TABELA 35 - Rendimento Escolar Ensino Fundamental – Anos Iniciais - CETI Prof. Garcitylzo - Manaus-Amazonas, 2010 a 2017. ... 291 TABELA 36 - Rendimento escolar, por série – CETI Prof. Garcitylzo – Manaus-AM – 2010 a 2017. ... 293 TABELA 37 - Rendimento Escolar Ensino Fundamental – Anos Finais - CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga - Manaus-Amazonas, 2010 a 2017. ... 297 TABELA 38 - Rendimento Escolar, por série dos anos finais do ensino fundamental - CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga - Manaus-Amazonas, 2010 a 2017. . 300 TABELA 39 - Rendimento Escolar Ensino Médio - CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga - Manaus-Amazonas, 2010 a 2017. ... 306 TABELA 40 - Rendimento Escolar por série no Ensino Médio - CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga - Manaus-Amazonas - 2010-2017. ... 308 TABELA 41 - Taxas de distorção idades-série 1º ao 5º ano do CETI Prof. Garcitylzo e Dra. Zilda -Manaus-AM – 2010-2017. ... 315 TABELA 42 - Taxas de distorção idades-série – 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns e João Braga - Manaus-AM – 2010-2017... 317 TABELA 43 - Taxa de distorção idade-série – 1ª a 3ª série do Ensino Médio – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga - Manaus-AM – 2010-2017. ... 319 TABELA 44 - Média de alunos por turma - CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga – Manaus-Amazonas, 2010-2017. ... 321 TABELA 45 - Média de horas-aula diária – CETI prof. Garcitylzo, Dra Zilda Arns, João Braga - Manaus-Amazonas, 2010-2017. ... 325 Tabela 46 - Indicador do Nível Socioeconômico dos CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga – Manaus-AM – 2013, 2015. ... 331

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TABELA 47 - Ideb observado e metas projetadas para CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga – Manaus-AM – 2011-2017. ... 342 TABELA 48 - Percentual de docentes que atuam nos anos iniciais por nível de esforço necessário para o exercício da profissão. CETI Prof. Garcityulzo, Dra. Zilda Arns, João Braga – Manaus-AM – 2013-2017. ... 353

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LISTA DE GRÁFICOS

GRÁFICO 1 - Percentual da População residente, por situação do domicílio e sexo – Amazonas - 2010 ... 146 GRÁFICO 2 - Quantidade da População escolarizável para o ensino fundamental – Brasil - 2010 ... 151 GRÁFICO 3 - Taxa de matrícula bruta e líquida no ensino fundamental de 08 anos – Brasil 2000-2006 e Taxa de matrícula bruta e líquida no ensino fundamental de 09 anos – Brasil – 2007-2016 ... 155 GRÁFICO 4 - Taxa bruta de matrícula no ensino médio. Taxa líquida de matrículas no ensino médio. Rede Federal, Estadual, Municipal, Privada - Brasil – 2011 a 2016 .... 159 GRÁFICO 5 - Taxa de aprovação, reprovação e abandono – ensino fundamental – Rede Federal, Estadual, Municipal, Privada - Brasil – 2010 a 2017. ... 163 GRÁFICO 6 - Número de escolas de educação básica – Área Rural e Área Urbana – Amazonas 2010-2017 ... 183 GRÁFICO 7 - Comparação entre a taxa de matrícula bruta e taxa de matrícula líquida no ensino fundamental Amazonas – 2011 – 2016. ... 191 GRÁFICO 8 - Comparação entre a taxa de matrícula bruta e taxa de matrícula líquida no ensino fundamental. Amazonas – 2011 - 2016... 194 GRÁFICO 9 - Taxas de do rendimento escolar do ensino fundamental – anos iniciais e anos finais – Amazonas – 2010 a 2017 ... 201 GRÁFICO 10 - Percentual de docentes com Pós-Graduação – Rede Federal, Estadual, Municipal e Privada – Amazonas – 2010 e 2017. ... 224 GRÁFICO 11 - Taxa de professores por vínculo empregatício – Amazonas – 2010 e 2017 ... 227 GRÁFICO 12 - Percentual de matrículas em tempo integral – ensino fundamental e ensino médio – Rede Pública – Amazonas – 2010-2017. ... 258 GRÁFICO 13 - Distribuição proporcional da população, por bairro, Zona Norte, 2012. ... 277 GRÁFICO 14 - Distribuição da população na faixa etária de 06 a 17 anos por Bairros: Santa Etelvina, Colônia Terra Nova e Nova Cidade – Manaus-AM – 2010. ... 278 GRÁFICO 15 - Taxa de concluintes dos anos iniciais em 5 anos – CETI Garcitylzo – Manaus-AM – 2010-2017. ... 296

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GRÁFICO 16 - Taxa de concluinte dos anos finais – CETI Prof. Garcitylzo,– Manaus-AM 2010 a 2017. ... 302 GRÁFICO 17 - Taxa de concluinte dos anos finais – CETI Dra. Zilda Arns – Manaus-AM 2010 a 2017. ... 303 GRÁFICO 18- Taxa de concluinte dos anos finais – CETI João Braga – Manaus-AM 2010 a 2017. ... 304 GRÁFICO 19 - Taxas de aprovação, reprovação e abandono do CETI Prof Garcitylzo, Dra. Zilda e João Braga – Manaus-AM 2010-2017. ... 307 GRÁFICO 20 - Taxa de alunos concluintes no ensino médio – CETI Prof. Garcitylzo - Manaus-AM- 2010 a 2017. ... 311 GRÁFICO 21 - Taxa de alunos concluintes no ensino médio – CETI Dra. Zilda - Manaus-AM - 2010 a 2017. ... 312 GRÁFICO 22 - Taxa de alunos concluintes no ensino médio – CETI Dra. Zilda - Manaus-AM - 2010 a 2017. ... 313 GRÁFICO 23 - Taxa de distorção idade-série – anos iniciais – CETI Prof. Garcitylzo, – Manaus-AM 2010-2017. ... 316 GRÁFICO 24 - Taxa de distorção idade-série – anos finais – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga - Manaus-AM 2010-2017. ... 318 GRÁFICO 25 - Taxa de distorção idade-série – Ensino Médio – CETI Prof. Garcitylzo, Dra Zilda Arns, João Braga - Manaus-AM – 2010-2017. ... 320 GRÁFICO 26 - Relação entre nível socioeconômico dos alunos e as taxas de aprovados, reprovados e abandono no CETIs Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga – Manaus-AM – 2013-2015. ... 331 GRÁFICO 27 - Ideb observado nos CETIs Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga - Manaus-AM – 2011-... 343 GRÁFICO 28 - Percentual de docentes com nível superior – CETI prof. Garcitylzo.Dra. Zilda, João Braga, - Manaus-AM – 2013-2017. ... 345 GRÁFICO 29 - Número de docente com nível de formação superior Licenciatura, Bacharelado e Pós-Graduação – CETI Prof. Garcitylzo, CETI Dra. Zilda, CETI João Braga – 2014-2017. ... 347 GRÁFICO 30 - Percentual de docentes nos anos iniciais por adequação da formação à disciplina que lecionam – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga – Manaus –AM – 2013-2017. ... 348

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GRÁFICO 31 - Percentual de docentes nos anos finais, por adequação da formação à disciplina que lecionam - CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga – Manaus –AM – 2013-2017. ... 350

GRÁFICO 32 - Percentual de docentes no Ensino Médio, por adequação da formação à disciplina que lecionam - CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga – Manaus –AM – 2013-2017. ... 351 GRÁFICO 33 - Percentual de docentes que atuam nos anos Finais por nível de esforço necessário para o exercício da profissão. CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga – Manaus-AM – 2013-2017– Manaus-AM – 2013-2017. ... 355 GRÁFICO 34 - Percentual de docentes que atuam no ensino médio por nível de esforço necessário para o exercício da profissão. CETI Prof. Garcityulzo, Dra. Zilda Arns, João Braga – Manaus-AM – 2013-2017– Manaus-AM – 2013-2017. ... 356 GRÁFICO 35 - Taxa de docentes por contrato de trabalho – CETI Prof. Garcitylzo, Dra. Zilda Arns, João Braga – 2013-2017. ... 357

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AEDEAM Aceleração do Desenvolvimento da Educação no Estado do Amazonas

ALEM Assembleia Legislativa do Estado

ANFOPE Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação

ANPAE Associação Nacional de Política e Administração da Educação

BID Banco Interamericano de Desenvolvimento

BIRD Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento

BVA Biblioteca Virtual do Amazonas

CAIC Centro de Atenção Integral à Criança CAIC Centro de Atenção Integral à Criança

CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CEDES Centro de Estudos Educação e Sociedade

CEE/AM Conselho Estadual de Educação

CEMEAM Centro de Mídias de Educação do Amazonas

CEPAL Comissão Econômica para a América Latina e Caribe CETAM Centro de Educação Tecnológica do Amazonas CETI Centro de Educação de Tempo Integral

CETI Centro de Educação de Tempo Integral

CF Constituição Federal

CFE Conselho Federal de Educação

CIAC Centro Integrado de Atenção à Criança e ao Adolescente CIEP Centros Integrados de Educação Pública

CLT Consolidação das Leis do Trabalho

CNE Conselho Nacional de Educação

CONAE Conferência Nacional de Educação

EAD Educação à Distância

ECA Estatuto da Criança e do Adolescente EETI Escolas Estaduais de Tempo Integral

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EMPMT Ensino Médio Presencial Mediado por Tecnologia

ENEM Exame Nacional do Ensino Médio

ETFA Escola Técnica Federal do Amazonas

FAO Festival Amazonas de Ópera

FECANI Festival da Canção de Itacoatiara

FHC Fernando Henrique Cardoso

FMI Fundo Monetário Internacional

FNDE Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação FPE Fundo de Participação do Estados e do Distrito Federal FORUMDIR Fórum dos Diretores das Faculdades de Educação

FUNDEB Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação

FUNDEF Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino

Fundamental e de Valorização do Magistério

GELOT Gerência de Lotação

ICMS Imposto sobre Circulação de Mercadoria

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IDE Indicadores Demográficos e Educacionais

IDEAM Índice de Desenvolvimento da Educação do Amazonas Estado do Amazonas

IDEB Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

IDH Índice de desenvolvimento humano

IEE International Institute for Economy

IES Instituições de Ensino Superior –

IFAM Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas

INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira

IPI Imposto sobre Produto Industrializadob

LBA Legião Brasileira de Assistência

LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

MEC Ministério da Educação

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NSE Nível Socioeconômico

ONU Organização das Nações Unidas

PADEAM Programa de Aceleração do Desenvolvimento Educacional do Amazonas

PARFOR Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica PCNs Parâmetros Curriculares Nacionais

PDDE Programa Dinheiro Direto na Escola

PDE Plano de Desenvolvimento da Educação

PDT Partido Democrático Trabalhista

PPS Partido Popular Socialista

PTC Partido Trabalhista Cristão

PEE Programa Especial de Educação

PEE/AM Plano Estadual de Educação do Amazonas

PL Partido Liberal

PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro

PME Programa Mais Educação,

PME Programa Mais Educação

PNAE Programa Nacional de Alimentação Escolar PNAS Política Nacional de Assistência Social

PNE Plano Nacional de Educação

PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

PPA Plano Plurianual do Amazonas

PROFORMAR Programa de Formação e Valorização dos Profissionais da Educação

PRONAICA Programa Nacional de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente

PRONATEC Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego PSDB Partido da Social Democracia Brasileira

PT Partido dos Trabalhadores

PEGEAM Programa de Excelência de Gestão Escolar do Amazonas

SADEAM Sistema de Avaliação Educacional do Desempenho Educacional do Amazonas

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SciELO Scientific Eletronic Library Online

SEAD Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados SEB Secretaria de Educação Básica,

SEC Secretaria de Estado da Cultura do Amazonas

SEDUC/AM Secretaria de Educação e Qualidade do Ensino do Amazonas ALEM Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas

SEMED Secretaria Municipais de Educação

SIGEAM/SEDUC Sistema Integrado de Gestão Educacional do Amazonas- SINTEAM Sindicato dos Trabalhadores em Educação

UEA Universidade do Estado do Amazonas

UFAM Universidade Federal do Amazonas

UFJV Universidade Federal de Juiz de Fora

UNESCO Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura UNICEF Fundo das Nações Unidas para a Infância

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 30 Procedimentos metodológicos ... 38 CAPÍTULO I – REFORMA DO ESTADO NO BRASIL E O DIREITO AO ACESSO, PERMANÊNCIA E QUALIDADE NA EDUCAÇÃO ... 47

1.1 - Reforma do Estado no Brasil e as implicações nas políticas educacionais ... 47 1.2 - Direito à educação nas Constituições e outras Legislações Brasileiras ... 55 1.3 Acesso, permanência e qualidade: aproximações conceituais... 67 1.3.1 A dimensão do Acesso ... 67 1.3.2 A dimensão da Permanência... 70 1.3.3 A dimensão da Qualidade ... 72

CAPÍTULO II – O DIREITO À EDUCAÇÃO NO BRASIL, NAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS ... 81

2.1 Políticas públicas educacionais: uma concepção a partir do Estado Democrático... 81 2.1.1 A Políticas educacionais no Brasil: de FHC (1995) a Michel Temer (2017). ... 83 2.2 Educação integral e Educação em Tempo Integral: aproximações conceituais ... 103 2.3 Revisitando os Programas de Educação em Tempo Integral no Brasil: De Anísio Teixeira ao Programa Novo Mais Educação ... 106 2.3.1 O Centro Educacional Carneiro Ribeiro: Uma proposta de Anísio Teixeira ... 106 2.3.2 O Centro de Educação Elementar em Brasília ... 110 2.3.3 Os Centros Integrados de Educação Pública – CIEPs de Darcy Ribeiro ... 113 2.3.4 O “Projeto Minha Gente” e os Centros de Atenção Integral à Criança (CAIC) . 116

2.3.5 O Programa Mais Educação (PME) ... 119 2.3.6 O Programa Novo Mais Educação (PNME)... 126

CAPÍTULO III – AMAZONAS: ACESSO, PERMANÊNCIA E QUALIDADE NA EDUCAÇÃO ... 130

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3.2 O Direito à educação no cenário nacional: Acesso, Permanência e Qualidade ... 149 3.2.1 A dimensão do Acesso ... 150 3.2.2 A dimensão da Permanência... 162 3.2.3 A dimensão da qualidade ... 171 3.3 Cenário educacional no estado do Amazonas de 2010 a 2017: Acesso, permanência e qualidade ... 179 3.3.1 Acesso ... 180 3.3.2 Permanência... 200 3.3.3 Qualidade ... 211

CAPÍTULO IV – O DIREITO À EDUCAÇÃO NO PROJETO DE EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL NA REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS. ... 229

4.1 A Educação em Tempo Integral na rede estadual do Amazonas: como tudo começou. ... 230 4.2 A implantação dos Centros de Educação em Tempo Integral como efetivação do Projeto de Educação em Tempo Integral ... 237 4.3. Um “novo” Projeto de Educação em Tempo Integral na rede estadual de educação no estado do Amazonas em 2011: mudanças ou continuísmo?... 247 4.3.1 Acesso ... 251 4.3.2 A Permanência ... 260 4.3.3 A qualidade ... 263

CAPÍTULO V - O DIREITO À EDUCAÇÃO NOS CENTROS DE EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL - CETIs NO ESTADO DO AMAZONAS. ... 268

5.1 Organização das Dimensões e indicadores de análise ... 270 5.2 Caracterização dos Centros de Educação em Tempo Integral - CETIs ... 275 5.3 Dimensões do direito à educação no CETIs: Acesso, Permanência e Qualidade. . 283 5.3.1 Dimensão do Acesso ... 283 5.3.1.1 A forma de ingresso ... 283 5.3.2 Dimensão da Permanência... 289

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5.3.2.1 Rendimento Escolar: Aprovação, Reprovação e Abandono. ... 290 5.3.2.2 Distorção idade-série ... 314 5.3.2.3 Média de alunos por turma ... 321 5.3.2.4 Média de horas-aula diária ... 324 5.3.3 Dimensão da Qualidade ... 327 5.3.1 Aspectos extraescolares ... 328 5.3.1.1 Nível Socioeconômica dos alunos (perfil dos alunos)... 328 5.3.2 Aspectos intraescolares... 332 5.3.2.1 Currículo e projetos pedagógicos ... 332 5.3.2.2. Qualidade da educação: o Ideb como parâmetro ... 341 5.3.2.3 Docentes: formação e profissionalização ... 344

CONCLUSÃO ... 361 REFERÊNCIAS ... 367

(30)

INTRODUÇÃO

As políticas públicas, compreendidas como o Estado em ação, são formuladas tendo como base a memória da sociedade e, por isso, apresentam relação direta com as representações sociais presentes em cada contexto histórico. De acordo com Azevedo (1997, p. 5,6), as políticas públicas “são construções informadas pelos valores, símbolos, normas, enfim, pelas representações sociais que integram o universo cultural e simbólico de uma determinada realidade”. Dessa forma, deveriam ser planejadas e efetivadas de acordo com a concepção de Estado previsto na Constituição.

No Estado Democrático de Direito, as políticas públicas têm um caráter universal visando ao bem-estar da população, vista como sujeitos de direitos (DUARTE, 2007). Tendo como base de sustentação a democracia, há na elaboração das políticas públicas uma maior preocupação com a participação da sociedade civil nas decisões. Princípios e valores democráticos são fundamentos para a elaboração das políticas públicas, especificamente, as políticas sociais.

De acordo com Harvey (2014), no Estado neoliberal, as políticas públicas têm como referência o livre mercado e restringe a função do Estado à adoção de medidas de redução dos serviços públicos com menores investimentos nas políticas sociais como saúde, previdência e educação.

As políticas públicas no Estado neoliberal, segundo Fagnani (1997, p. 184), apresentam características de “regressividade dos mecanismos de financiamento; centralização do processo decisório; privatização do espaço público; expansão da cobertura; e reduzido caráter redistributivo”. Não adotam um caráter universal, mas primam pelo indivíduo, enquanto sujeito consumidor, sendo efetivadas de forma setorial e conjuntural, com vistas a atender o mercado.

Segundo Azevedo (1997, p. 15), nas políticas educacionais, a ideologia neoliberal não age na mesma proporção que nas demais políticas sociais: “A educação, na condição de um dos setores pioneiros na intervenção estatal, é uma das funções permitidas ao ‘Estado Guardião’. [...] a abordagem neoliberal não questiona a responsabilidade do governo em garantir o acesso de todos ao nível básico de ensino”.

Compreendemos que essa “garantia de acesso educacional a todos” apresenta-se com forte viés ideológico, com um discurso baseado, supostamente, na defesa da redução das desigualdades. Para isso, adota diferentes estratégias como a divisão ou a transferência de

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suas responsabilidades para com a educação. De acordo com o discurso das propostas neoliberais, as famílias teriam a oportunidade de escolha na busca pela melhor educação a seus filhos. Tais estratégias, no entanto, inviabilizam a materialização do direito à educação.

O direito à educação, de acordo com Bobbio (2004), está relacionado aos direitos sociais e fundamentais do ser humano. Corresponde aos direitos dos quais nenhuma pessoa pode ser espoliada, sendo condição sine qua non para garantia dos demais direitos (SAVIANI, 2013a). Esse direito deveria ser materializado por meio de políticas públicas capazes de garantir a formação do sujeito em suas múltiplas dimensões, de modo a possibilitar a oportunidade de sair da condição de sujeito consumidor para tornar-se sujeito de direito (DUARTE, 2004).

Definido como Estado Democrático de Direito na Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 2016, art. 1º), o Brasil declarou, entre outros direitos sociais, o direito à educação, que deveria ser materializado por meio das políticas públicas. No capítulo III, artigo 205 da Carta Magna de 1988, a educação foi definida como “direito de todos e dever do Estado e da Família” (BRASIL, 2016). Vista constitucionalmente como dever do Estado e da família, a educação resguarda ao cidadão o desenvolvimento de sua condição humana de forma a lhe possibilitar uma formação enquanto sujeito consciente de seus direitos e deveres.

Mesmo com a garantia Constitucional, o direito à educação no Brasil foi fortemente afetado pela Reforma do Estado, que efetivou uma nova gestão pública (new public management), ocorrida na década de 1990, durante as duas gestões (1995-1998 e 1999-2002) do governo de Fernando Henrique Cardoso-FHC, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). De acordo com Frigotto e Ciavata (2003), durante o governo de FHC, foi inaugurada no Brasil uma série de políticas educacionais de acordo com a ideologia neoliberal definida no Consenso de Washington1.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB 9394/96, após um grande período de tramitação, permeada por dezenas de emendas da base aliada do governo, foi aprovada por meio da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (BRASIL, 1996). De acordo com Saviani (1997), essa lei foi aprovada com forte caráter minimalista, sendo rejeitada em

1 A expressão Consenso de Washington surgiu em 1990, em euforia liberal em que se generalizavam processos de transição para a economia de mercado. Significava um modelo de política econômica defensor da privatização, da abertura ao investimento estrangeiro, da liberalização do comércio internacional e duma política monetária e orçamental orientada para a estabilidade de preços e o equilíbrio das finanças públicas. Realizado em 1989 em Washington, nos Estados Unidos da América, tinha como pauta principal difundir a ideologia neoliberal em combate à grave crise econômica que assolava o mundo e, especificamente, a América Latina (MURTEIRA, 2008).

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sua aprovação, muitas das propostas dos educadores comprometidos com uma educação democrática e com fortes características do Estado mínimo efetivado no Brasil.

A LDB, no artigo 2º, ratificou a Constituição Federal determinando três finalidades para a educação: “o pleno desenvolvimento do educando”, “seu preparo para o exercício da cidadania” e “sua qualificação para o trabalho”.

Essas três finalidades da educação correspondem ao que compreendemos como uma educação integral (GANZELI, 2017), que poderá ser materializada pela educação em tempo integral. Em relação à temática da Educação em Tempo Integral, a LDB também determinou no artigo 34 que o Ensino Fundamental fosse progressivamente ampliado de 4h diárias para o tempo integral.

Embasado no artigo 34 da LDB, o PNE 2001-2011, aprovado pela Lei n° 10.172 de 9 de janeiro de 200, com vistas à universalização do Ensino Fundamental, estabeleceu como uma de suas diretrizes: “Nos cinco primeiros anos de vigência deste plano, o ensino fundamental deverá atingir a sua universalização, sob a responsabilidade do Poder Público, considerando a indissociabilidade entre acesso, permanência e qualidade da educação escolar” (Brasil, 2001). Dentre os objetivos do plano, constava:

Ampliar, progressivamente, a jornada escolar visando expandir a escola de tempo integral, que abranja um período de pelo menos sete horas diárias, com previsão de professores e funcionários em número suficiente (BRASIL, 2001).

Tal objetivo visava eliminar o analfabetismo elevando gradativamente a escolaridade da população brasileira.

Outra legislação, aprovada no governo FHC, foi o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), instituído pela Emenda Constitucional nº 14, de 12 de setembro de 1996, e regulamentado pela Lei nº 9.424, de 24 de dezembro do mesmo ano (BRASIL, 1996). O FUNDEF consistiu numa nova estrutura de financiamento para o Ensino Fundamental promovendo a partilha de responsabilidades entre o governo estadual e os governos municipais a partir do discurso da descentralização. Conforme afirmaram Pinto; Adrião (2006), nessa partilha de responsabilidade do FUNDEF,

A União deveria destinar, pelo menos, 9% (metade do mínimo constitucional de 18%) e os Estados, DF e Municípios, 12,5% de sua receita líquida de

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impostos para o ensino fundamental e para a eliminação do analfabetismo nos dez anos seguintes à aprovação da CF de 88 (p. 34).

De acordo com os autores, a União não cumpriu essa determinação do FUNDEF e, somando-se às disparidades educacionais e regionais existentes no país, o princípio Constitucional de padrão mínimo de qualidade educacional foi sendo relativizado, uma vez que a responsabilidade com a educação foi transferida para a esfera estadual e municipal, deixando à União uma posição secundária em relação aos outros níveis da administração pública.

Segundo Yanaguita (2011, p.9),

No Brasil, os impactos sobre os sistemas de ensino das mudanças introduzidas com as novas legislações brasileiras, especialmente, a EC nº 14/96, a LDB/96 e a Lei 9.424/96, aprovadas no governo FHC, estabeleceram importantes parâmetros para se implementar, com efeito, o gerenciamento da educação coerente com a proposta de descentralização fundamentada no projeto de modernização da gestão pública brasileira.

A partir da exposição do autor, compreendemos que as políticas educacionais de FHC foram efetivadas e regidas pelas ideologias neoliberais, de caráter fragmentado e excludente, marcadas por forte clientelismo e pela transferência das funções do Estado para instituições sem fins lucrativos, tanto no âmbito organizativo como no campo pedagógico, tendo como principal argumento a descentralização e a autonomia. Isso promoveu a menor participação do Estado para com as políticas educacionais, impossibilitando a efetivação de um sistema educacional democrático e, consequentemente, a formação integral do sujeito.

O sucessor de FHC, Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores – PT, cujo mandato ocorreu no período de 2003 a 2010, inicialmente, seguiu a mesma linha ideológica de seu antecessor. De acordo com Oliveira (2009), no primeiro mandato de Lula (2003-2006), as políticas educacionais apresentaram-se incapazes de contrapor-se às implementadas anteriormente. Foram políticas focalizadas, direcionadas à população mais vulneráveis, temporárias e irregulares.

De acordo com Oliveira (2009), foi somente no último ano do primeiro mandato que o Governo de Lula instituiu, por meio da Emenda Constitucional n° 53 de 19 de dezembro de 2006, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, aprovado por meio da Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007. Esse fundo alterou a dinâmica de investimento na educação, atendendo toda a educação básica, da Educação Infantil ao Ensino Médio. O FUNDEB

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determinou a distribuição proporcional de recursos de acordo com as etapas e modalidades de ensino, com maior proporção para escolas de educação em tempo integral. Foi considerado um avanço em relação ao fundo anterior, uma vez que buscou corrigir as falhas apontadas no mesmo (OLIVEIRA, 2009).

Em 2007, o governo Lula disponibilizou o “Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação”, também conhecido como Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), instituído pelo Decreto N° 6.094, de 24 de abril de 2007 (BRASIL, 2007a). Saviani (2007), ao confrontar a estrutura do PDE com o PNE 2001-2011, constatou que o PDE não se constituiu como um plano.

Ele se define, antes, como um conjunto de ações que, teoricamente, se constituiriam em estratégias para a realização dos objetivos e metas previstos no PNE. Com efeito, o PDE dá como pressupostos o diagnóstico e o enunciado das diretrizes, concentrando-se na proposta de mecanismos que visam à realização progressiva de metas educacionais. Tive, porém, que introduzir o advérbio “teoricamente” porque, de fato, o PDE não se define como uma estratégia para o cumprimento das metas do PNE. Ele não parte do diagnóstico, das diretrizes e dos objetivos e metas constitutivos do PNE, mas se compõe de ações que não se articulam organicamente com este (SAVIANI, 2007. p.1239).

De acordo com o autor, o PDE foi implantado sem considerar o Plano Nacional da Educação (PNE) - 2001/2011 que estava em vigor.

Dentre os vários programas que constavam do PDE, estava o Programa Mais Educação (PME), oficializado por meio da Portaria Normativa Interministerial nº- 17, de abril de 2007, cujo objetivo era “contribuir para a redução da evasão, da reprovação, da distorção idade/série, mediante a implementação de ações pedagógicas para melhoria de condições para o rendimento e o aproveitamento escolar” (BRASIL, 2007b).

Para Leclerc; Moll (2012), o Programa Mais Educação (PME) fomentou a educação em tempo integral, como forma de possibilitar o desenvolvimento humano em suas múltiplas dimensões. Nesse discurso, a educação em tempo integral foi reconhecida como política positiva para o enfrentamento das desigualdades sociais e educacionais a partir do processo interinstitucional, agregando diferentes instituições que se tornaram corresponsáveis pela formação dos estudantes. O Programa Mais Educação (PME) constituiu-se como um programa indutor aos entes federados de políticas e programas de educação em tempo integral (OLIVEIRA; GOUVEIA; ARAUJO, 2018).

De acordo com Oliveira (2009), somente no segundo mandato do governo Lula que as políticas educacionais se caracterizaram como políticas consistentes e permanentes,

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atendendo a diferentes segmentos da sociedade. Contudo, ao mesmo tempo em que havia a tentativa de “resgate de direitos e garantias estabelecidos na Constituição Federal de 1988”, as políticas do governo Lula criavam “nexo entre a elevação dos padrões de desempenho educativo e a crescente competitividade internacional” (OLIVEIRA, 2009, p. 208). Ou seja, as políticas do governo Lula não conseguiram romper, integralmente, com a lógica neoliberal intensificadas no governo de seu antecessor.

Na sucessão presidencial, o Partido dos Trabalhadores (PT) continuou no poder com a vitória de Dilma Vana Roussef, cujo período foi de 2011 a 2014, no primeiro mandato, e o segundo mandato, correspondeu ao período de 2014 a 2016 quando sofreu impeachment2. Até o momento de sua saída, o governo Dilma deu prosseguimento às políticas do governo Lula tendo a educação como principal preocupação de sua gestão.

Uma política efetivada no governo Dilma foi o PNE 2014-2024, aprovado pela Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014 (BRASIL, 2014). De acordo com Azevedo (2014), o plano deixou de considerar as proposituras coletivamente construídas por educadores e sociedade civil, consolidadas na Conferência Nacional de Educação em 2010 (CONAE).

O PNE 2014-2024 foi assentado em 20 metas com prazos e quantitativos mensuráveis e 254 estratégias viabilizando um processo de monitoramento contínuo, não apenas em âmbito federal, mas também estadual e municipal.

A meta 6 do PNE tratou sobre a Educação em Tempo Integral prevendo “oferecer Educação em Tempo Integral em, no mínimo 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos 25% dos (as) alunos (as) da Educação Básica”. Essa meta apresentou nove estratégias para seu cumprimento, com destaque aqui para: a ampliação do tempo escolar; construção de mais escolas, e parcerias com outras instituições que pudessem contribuir para a formação integral do estudante.

Coelho (2016), ao tratar sobre a meta 06 do PNE 2014-2024, discutiu a relação dessa meta com as estratégias de outras metas do Plano. Na meta 2, a estratégia 2.4 tratou do monitoramento do acesso e permanência assim como a estratégia 2.5 que determinou a busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola. Na meta 3, a estratégia 3.9 também tratou

2 A presidente eleita Dilma Roussef foi vítima de um Golpe de Estado quando o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, abriu o processo de impeachment contra a presidente, alegando crime de responsabilidade com respeito à lei orçamentária e à lei de improbidade administrativa – as decantadas “pedaladas fiscais”[2]; No dia 17 de abril, o plenário da Câmara aprovou o relatório favorável ao impedimento da presidente, numa sessão em que parlamentares indiciados por corrupção e réus em processos diversos dedicaram seu voto a Deus e à família, numa espetacularização execrável da política; em 12 de maio, o Senado Federal também aprovou a abertura do processo que culminou no afastamento de Dilma Rousseff da presidência (JINKINGS, 2016).

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sobre a busca ativa de adolescentes de 15 a 17 anos, garantindo não somente o acesso dos estudantes às escolas, mas também sua permanência. A meta 7 foi composta por um conjunto de 36 estratégias voltadas para a qualidade do ensino por meio das avaliações em larga escola, “sem alusão explícita à ampliação da jornada escolar para o tempo integral” (COELHO, 2016. p.106).

Compreendemos que o PNE 2014-2024, ao determinar a meta sobre a Educação em Tempo Integral criou também estratégias para a garantia do acesso, permanência e qualidade do ensino conforme os princípios constitucionais determinados no artigo 206 da pela Constituição Federal de 1988, especificamente nos incisos: “II – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola” e “VII – garantia de padrão de qualidade” (BRASIL, 2016).

De acordo com Oliveira; Araújo (2005), os princípios Constitucionais de acesso, permanência e qualidade foram compreendidos como enunciados básicos e normativos contemplando situações e demandas para a garantia do direito à educação como direito público subjetivo e, como tal, deveriam estar articulados a um conjunto de variáveis materiais que possibilitassem o melhor desempenho intelectual, físico, ético e moral dos estudantes, ou seja, a educação integral a ser efetivada em tempo integral.

No que concerne à educação em tempo integral, de acordo com Ganzeli (2017), é uma concepção que se propõe a formar o sujeito de direito atendendo-o na sua integralidade. É nesse sentido que defendemos a efetivação de políticas públicas de educação em tempo integral que ultrapassem o simples processo de extensão da jornada escolar e os conteúdos hierarquizados e fragmentados, os quais contribuem para a manutenção e reprodução da sociedade desigual.

Com base em Manacorda (2007), a educação integral deve transcender uma educação unilateral e possibilitar um processo de educação omnilateral, que promova a humanização do sujeito em todas suas dimensões formativas.

No caso do estado do Amazonas, em 2002, foi iniciado um projeto de educação em tempo integral nas escolas da rede estadual de ensino.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicou em 2013 um relatório cujo título era: “Percursos da educação integral em busca da qualidade e da equidade”. O capítulo 03 tratou sobre as experiências exitosas de Educação em Tempo Integral existente no país, dentre as quais, a do estado do Amazonas.

De acordo com o documento, “O Estado do Amazonas iniciou sua experiência com escolas de tempo integral em 2002, ao implantar dois projetos-piloto, no Município de

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Manaus, nas escolas Marcantonio Villaça e Petrônio Portela” (UNICEF, 2013, p. 52). Esses projetos foram efetivados no último ano de mandato da gestão de Amazonino Armando Mendes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), (gestão 1995-1998 e 1999-2002).

De acordo com Maciel, at. al (2016), na gestão de Carlos Eduardo de Sousa Braga (2003-2006 e 2007-2010), do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o governo ampliou esse modelo de ensino adaptando algumas escolas para o atendimento em tempo integral criando com isso as Escolas Estaduais de Tempo Integral – EETIs.

A partir dessa experiência de educação em tempo integral, esse modelo de educação passou a fazer parte da agenda de governo do estado do Amazonas, sendo pauta de propostas governamentais, conferências e planos estaduais.

Em 2007, foi realizada a Conferência de Educação do Estado do Amazonas na segunda gestão de Carlos Eduardo de Sousa Braga3, cujo eixo 02 “Democratização Da Gestão

Educacional” tinha como meta 35 “Implantar gradativamente num prazo de 10 (dez) anos o Tempo Integral em todas as Escolas da Rede Estadual e Municipal de Educação, em todos os níveis de ensino” (AMAZONAS, 2007, p. 15).

Em 2008, a Secretária de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) elaborou a primeira Proposta Pedagógica de Educação em Tempo Integral e o Conselho Estadual de Educação do estado do Amazonas (CEE/AM) aprovou a Resolução n°112/2008 autorizando o funcionamento das escolas em tempo integral que, desde 2002, atuavam nessa modalidade de ensino (CEE/AM, 2008).

Para materialização do referido projeto, o governo do estado criou os Centros de Educação em Tempo Integral – CETI. Esses Centros foram planejados com estrutura física e pedagógica adequada para o funcionamento condizente ao que se propunha o projeto pedagógico das escolas de tempo integral. Em 2010, foi inaugurado, em Manaus, o primeiro CETI e, em 2011, em Parintins, interior do estado.

Seguindo as orientações do PNE 2001-2011, o estado do Amazonas elaborou seu Plano Estadual de Educação, aprovado pela Lei n. º 3.268, de 7 de julho de 2008. Dentre as metas do plano, estava a “Implementação gradativa do tempo integral na Escola, objetivando a melhoria do processo de aprendizagem dos estudantes e, por conseguinte, dos indicadores educacionais do Estado” (AMAZONAS, 2008; p. 25).

Em 2011, o Conselho Estadual de Educação do estado do Amazonas (CEE/AM) aprovou a Resolução n°. 17/2011, regulamentando o funcionamento do Ensino Fundamental e

3 Governador reeleito.

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Ensino Médio ofertado em Tempo Integral em 22 escolas que atuavam com educação em tempo integral desde a implantação do projeto piloto em 2002. A proposta tinha como objetivo contribuir para a formação de cidadãos éticos, comprometidos com a justiça, com a solidariedade e com a igualdade de direitos. De acordo com o discurso do projeto, o estado do Amazonas se propunha a oferecer uma educação em tempo integral que contribuísse para a formação do ser humano em suas múltiplas dimensões (AMAZONAS, 2011, p. 03).

Considerando as políticas educacionais aqui apresentadas, efetivadas a partir de um discurso para a materialização do direito à educação, este trabalho se propôs a responder a seguinte questão de pesquisa: O Projeto de Educação em Tempo Integral no Estado do Amazonas promoveu a materialização do direito à educação?

Segundo Oliveira; Araújo (2005), podemos dizer que a materialização do direito à educação pode ser considerada pelas “dimensões” de acesso, permanência e qualidade. Com o intuito de responder à questão de pesquisa, estabelecemos como objetivo geral: analisar o Projeto de Educação em Tempo Integral no estado do Amazonas, tendo em vista o direito à educação de acordo com os princípios constitucionais de acesso, permanência e qualidade.

Procedimentos metodológicos

Para proceder à análise dos dados do Projeto de Educação em tempo Integral da rede estadual do Amazonas, adotamos como método a “Análise Documental” que, de acordo com Bardin (2011), pode ser compreendido como um conjunto de operações que representa o conteúdo de um documento, cujo objetivo é atingir o armazenamento de informações.

A análise dos dados foi realizada a partir de uma abordagem qualitativa. De acordo com Alves-Mazzotti; Gewandszajer (2002), nessa abordagem, o pesquisador é o principal instrumento de investigação, sendo necessário o contato direto e p rolongado com objeto analisado, estudando as suas particularidades. Uma das características da abordagem qualitativa é a visão holística que o pesquisador tem em relação ao objeto investigado (ALVES-MAZZOTTI; GEWANDSZAJER, 2002). Com essa abordagem, nos foi possível compreender nosso objeto a partir da inter-relação deste com o contexto em que está inserido. Nesta investigação, adotamos a revisão bibliográfica e a análise documental como procedimentos metodológicos.

A revisão bibliográfica sobre a educação em tempo integral no estado do Amazonas foi realizada no sítio Scientific Eletronic Library Online – SciELO e no Banco de

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Teses e Dissertações da CAPES no período de 14 de dezembro de 2017 a 02 de janeiro de 2018

No sítio do Scientific Eletronic Library Online – SciELO, utilizando o descritor: “Educação de Tempo Integral”, encontramos apenas o trabalho de Ana Maria Cavaliere e Lígia Martha Coelho, de 2003, com o título: “Para onde caminham os Cieps? Uma análise após 15 anos”. O texto descreveu os aspectos reais dos Centros Integrados de Educação Pública – Cieps, do Rio de Janeiro e nos permitiu compreender essa experiência em educação em tempo integral.

Com o descritor “Educação em tempo integral” foram encontrados quatro trabalhos, a saber:

QUADRO 1 - Publicações sobre educação em tempo integral no período de 2016 a 2017.

Título/Data Autor (es) Resumo

Sobre Tempo e Conhecimentos Praticados na Escola de Tempo Integral. 2016  Ligia Martha Coimbra da Costa Coelho  Lúcia Velloso Maurício

O artigo analisou a ampliação da jornada e a natureza da educação escolar no contexto dos projetos de sociedade que configuram a escola pública de tempo integral, no Brasil. Educação em tempo

integral: direito e financiamento. 2012

 Janaína Speacht da Silva Coelho

O artigo analisou as possibilidades e desafios associados ao financiamento da educação em tempo integral.

Entre kronos e kairós: o sentido e as implicações da ampliação do tempo de permanência dos estudantes na escola. 2012

 Marília Andrade Torales

O trabalho trouxe um recorte dos resultados de uma pesquisa, cujo título era: Educação Integral em Tempo Integral no Ensino Fundamental: Concepções e Práticas na Educação Brasileira, e analisou as experiências de ampliação da jornada escolar em diferentes regiões brasileira.

Regime de colaboração e educação em tempo integral no Brasil. 2017  Donaldo Bello Souza  Janaína Speacht da Silva Coelho  Ligia Martha Coimbra da Costa Coelho  Elisangela da Silva Bernardo

O artigo se propôs a examinar alguns dos programas do governo federal que podem contribuir para sua implantação e desenvolvimento local, alicerçados no regime de colaboração, tomando por base três ações do Plano de Ações Articuladas: Programa Mais Educação, PDDE/Educação.

Fonte: elaborado pela autora com base Scientific Eletronic Library Online – SciELO.

Os textos do quadro 01 foram analisados e nos deram embasamento teórico para entender as experiências sobre educação em tempo integral efetivadas no Brasil.

Referências

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