• Nenhum resultado encontrado

EN2411 - Aula 9 (Trocadores de Calor E-NUT)

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "EN2411 - Aula 9 (Trocadores de Calor E-NUT)"

Copied!
19
0
0

Texto

(1)

EN 2411: Aula 14

1Juliana Toneli

EN2411 – Juliana Toneli

EN 2411

Aula 14– Trocadores de calor – Método

da Efetividade - NUT

(2)

2Juliana Toneli

Efetividade de um trocador de calor

Método (MLDT): indicado em situações para as quais as

temperaturas dos fluidos na entrada e na saída do trocador de calor

são conhecidas ou facilmente determinadas.

Caso esses valores não sejam conhecidos, o método da

efetividade-NUT (método

-NUT) é mais indicado.

Efetividade de um trocador de calor (

): razão entre a taxa de

transferência de calor real em um trocador de calor e a taxa de

transferência de calor máxima possível:

max

q

q

(3)

EN 2411: Aula 14

3Juliana Toneli

EN2411 – Juliana Toneli

Efetividade de um trocador de calor

Para definir q

max,

consideremos um trocador de calor de tubos

concêntricos com escoamento contracorrente

ent , Q pQ Q T C , m & sai , Q T ent , F pF F T C , m& sai , F T

A máxima transferência de calor será experimentada quando o

trocador de calor tiver comprimento infinito e um dos fluidos

experimentar a máxima diferença de temperatura possível:

ent , F ent , Q ent , F sai , F MAX ent , F ent , Q sai , Q ent , Q MAX T T T T T T T T T T           TQ,ent = TF,sai TQ,sai TF,ent = TQ,sai TF,sai

(4)

4Juliana Toneli

Efetividade de um trocador de calor

Uma vez que:

F Q F Q Q F Q F Q Q F F

T

T

C

C

Se

T

T

C

C

Se

T

C

T

C

q

Ou seja, o fluido com menor taxa de capacidade calorífica é aquele

que irá experimentar a maior diferença de temperatura.

Dessa forma, podemos escrever que:

)

T

T

(

C

q

MAX

MIN Q,ent

F,ent

Onde C

MIN

é o menor valor entre C

Q

e C

F

.

E a efetividade do trocador de calor pode ser calculada como:

)

T

T

(

C

)

T

T

(

C

)

T

T

(

C

)

T

T

(

C

q

q

ent , F ent , Q MIN ent , F sai , F F ent , F ent , Q MIN sai , Q ent , Q Q max

(5)

EN 2411: Aula 14

5Juliana Toneli

EN2411 – Juliana Toneli

Efetividade de um trocador de calor

Dessa forma, se

, T

Q,ent

e T

F,ent

de um trocador de calor forem

conhecidos, é possível determinar a taxa de transferência de calor

entre os fluidos quente e frio a partir da equação:

)

T

T

(

C

q

q

MAX

MIN Q,ent

F,ent

Onde, por definição:

0

1

 Para qualquer configuração de um trocador de calor, é possível

demonstrar que:

MAX MIN

C

C

,

NUT

f

 NUT = número de unidades de transferência (adimensional)

MIN

C

UA

(6)

6Juliana Toneli

Relações de efetividade-NUT

Qual a forma exata da função ? 

       MAX MIN C C , NUT f

Para cada configuração de trocador de calor, há uma função específica (ver Tabela 1).

Em cálculos envolvendo projetos de trocadores de calor, é mais conveniente trabalhar com equações na forma (Tabela 2):

       MAX MIN C C , f NUT

A partir das funções descritas nas Tabelas 1 e 2, é possível obter gráficos representativos da efetividade dos trocadores de calor em função de NUT e da razão Cr (Cr = CMIN/CMAX).

(7)

EN 2411: Aula 14

7Juliana Toneli

EN2411 – Juliana Toneli

Tabela 1 – Relações de efetividade de trocadores de calor (Fonte: INCROPERA et al, 2008)

Configuração do escoamento Relação Tubos concêntricos

Escoamento paralelo Contracorrente

Casco e tubo

Um passe pelo casco (2, 4, ... passes nos tubos)

n passes pelo casco

(2n, 4n, ... passes nos tubos)

Escoamento cruzado (passe único)

Dois fluidos não misturados CMAX (misturado)

CMIN (não misturado) CMAX (não misturado) CMIN (misturado)

(8)

8Juliana Toneli

Configuração do escoamento Relação Tubos concêntricos

Escoamento paralelo

Contracorrente

Casco e tubo

Um passe pelo casco (2, 4, ... passes nos tubos)

n passes pelo casco

(2n, 4n, ... passes nos tubos)

Escoamento cruzado (passe único)

CMAX (misturado) CMIN (não misturado) CMAX (não misturado) CMIN (misturado)

Todos os trocadores (Cr = 0)

(9)

EN 2411: Aula 14

9Juliana Toneli

EN2411 – Juliana Toneli

Figura 1 – Efetividade de um trocador de calor de tubos concêntricos com escoamento paralelo (Fonte: INCROPERA et al, 2008)

(10)

10Juliana Toneli

Figura 2 – Efetividade de um trocador de calor de tubos concêntricos com escoamento contracorrente (Fonte: INCROPERA et al, 2008)

(11)

EN 2411: Aula 14

11Juliana Toneli

EN2411 – Juliana Toneli

Figura 3 – Efetividade de um trocador de calor de casco e tubos com um passe no casco e qualquer múltiplo de dois passes nos tubos (Fonte: INCROPERA et al, 2008)

(12)

12Juliana Toneli

Figura 4 – Efetividade de um trocador de calor de casco e tubos com dois passes no casco e qualquer múltiplo de quatro passes nos tubos (Fonte: INCROPERA et al, 2008)

A abscissa corresponde ao número total de unidades de transferência NUT = n(NUT)1.

(13)

EN 2411: Aula 14

13Juliana Toneli

EN2411 – Juliana Toneli

Figura 5 – Efetividade de um trocador de calor de escoamento cruzado com um passe, com os dois fluidos não misturados (Fonte: INCROPERA et al, 2008)

(14)

14Juliana Toneli

Figura 6 – Efetividade de um trocador de calor de escoamento cruzado com um passe, um fluido misturado e o outro não misturados. (Fonte: INCROPERA et al, 2008)

Linha contínua: CMIN misturado e CMAX não-misturado

Linha tracejada: CMIN não-misturado e CMAX misturado

(15)

EN 2411: Aula 14

15Juliana Toneli

EN2411 – Juliana Toneli

Relações de efetividade-NUT

Algumas considerações:

 Se C

r

= 0 (C

MAX



) a efetividade é a mesma para qualquer

configuração do trocador de calor;

 Se NUT

0,25, todos os trocadores de calor possuem

aproximadamente a mesma efetividade, independentemente do

valor de C

r

;

 Se C

r

> 0 e NUT > 0,25, o trocador de calor de casco e tubos com

escoamento contracorrente é o mais efetivo.

 Para qualquer trocador de calor, os valores máximo e mínimo da

efetividade estão associados a C

r

= 0 e C

r

= 1, respectivamente.

(16)

16Juliana Toneli

Os métodos MLDT e

-NUT abordam a análise de trocadores de calor

sob uma perspectiva global, ou seja, não consideram as possíveis

variações de escoamento e de temperatura no interior do trocador.

Análises mais detalhadas requerem a aplicação de métodos

numéricos ou a utilização de códigos computacionais comerciais

(Computational Fluid Dynamic - CFD, por exemplo)

(17)

EN 2411: Aula 14

17Juliana Toneli

EN2411 – Juliana Toneli

Cálculos de projeto e desempenho de trocadores de calor

Os problemas relacionados a trocadores de calor são, geralmente, de duas naturezas:

• Projeto de trocadores de calor: as temperaturas de entrada dos fluidos e as suas vazões são conhecidas. A temperatura de saída desejada é conhecida e pretende-se especificar o tipo de trocador de calor e determinar suas dimensões.

• Cálculo de desempenho do trocador de calor: analisam-se as condições de um trocador de calor existente para determinar a taxa de transferência de calor entre os fluidos e as temperaturas de saída dos fluidos, para condições especificadas ede vazões e temperaturas de entrada.

(18)

18Juliana Toneli

Exemplos

Exemplo 1 (Ex. 11.3 INCROPERA et al., 2008)

Gases de exaustão, a uma temperatura de 300°C, entram em um trocador de calor com tubos aletados e escoamento cruzado e deixam esse trocador a 100°C, sendo usados para aquecer uma vazão de 1kg/s de água pressurizada de 35 a 125°C. o calor específico dos gases de exaustão é de aproximadamente 1000J/kgK e o coeficiente global de transferência de calor baseado na área superficial no lado do gás é igual a UQ = 100W/m2K. Utilizando o método -NUT, determine a área

(19)

EN 2411: Aula 14

19Juliana Toneli

EN2411 – Juliana Toneli

Exemplos

Exemplo 2 (Ex. 11.5 INCROPERA et al., 2008)

O condensador de uma grande usina de potência a vapor é um trocador de calor no qual há condensação de vapor d’água em água líquida. Considere que o condensador é um trocador de calor casco e tubos com um único casco e 30.000 tubos, cada um efetuando dois passes. Os tubos possuem parede delgada e diâmetro D = 25mm, e o vapor condensa sobre a superfície externa dos tubos, com um coeficiente de transferência de calor associado à condensação igual a he = 1000W/m2K. A taxa de transferência de calor que deve ser efetivada é de

q = 2 x 109 W, e isto é atingido pela passagem de água de resfriamento através dos

tubos a uma vazão de 3 x 104kg/s ( a vazão em cada tubo é, portanto, 1kg/s). A

água entra nos tubos a 20°C, enquanto o vapor condensa a uma temperatura de 50°C. Qual é a temperatura da água de resfriamento na saída do condensador? Qual deve ser o comprimento L por passe nos tubos?

Referências

Documentos relacionados