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PORTCOM

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Academic year: 2021

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(1)

Novos artífices das

(2)

DIRETORIA EXECUTIVA - TRIÊNIO 2014 – 2017 Presidência – Marialva Carlos Barbosa (UFRJ) Vice-Presidência – Ana Silvia Lopes Davi Médola (UNESP) Diretoria Financeira – Fernando Ferreira de Almeida (METODISTA) Diretoria Administrativa – Sonia Maria Ribeiro Jaconi (METODISTA)

Diretoria Científica – Iluska Maria da Silva Coutinho (UFJF) Diretoria Cultural – Adriana Cristina Omena dos Santos (UFU)

Diretoria de Projetos – Tassiara Baldissera Camatti (PUCRS) Diretoria de Documentação – Ana Paula Goulart Ribeiro (UFRJ)

Diretoria Editorial – Felipe Pena de Oliveira (UFF)

Diretoria de Relações Internacionais – Giovandro Marcus Ferreira (UFBA) Diretoria Regional Norte – Allan Soljenítsin Barreto Rodrigues (UFAM)

Diretoria Regional Nordeste – Aline Maria Grego Lins (UNICAP) Diretoria Regional Sudeste – Nair Prata Moreira Martins (UFOP) Diretoria Regional Sul – Marcio Ronaldo Santos Fernandes (UNICENTRO)

Diretoria Regional Centro-Oeste – Daniela Cristiane Ota (UFMS) Conselho Fiscal

Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP) Luiz Alberto Beserra de Farias (USP) Osvando José de Morais (UNESP)

Raquel Paiva (UFRJ)

Sandra Lucia Amaral de Assis Reimão (USP)

Conselho Curador – quadriênio 2013-2017 Presidente – José Marques Melo Vice-presidente – Manuel Carlos Chaparro

Secretária – Cicilia Peruzzo

Conselheiro – Adolpho Carlos Françoso Queiroz Conselheira – Anamaria Fadul

Conselheiro – Antonio Carlos Hohlfeldt Conselheiro – Gaudêncio Torquato

Conselheira – Margarida Kunsch Conselheira – Maria Immacolata Vassallo de Lopes

Conselheira – Sonia Virginia Moreira   

 

(3)

Maria Cristina Gobbi José Marques de Melo Osvando J. de Morais

(Organizadores)

Aleta Tereza Dreves

(Organizadora Assistente)

São Paulo Intercom

2014

Novos artífices das

(4)

Direção Editorial Felipe Pena de Oliveira

Presidência Muniz Sodré (UFRJ) Conselho Editorial – Intercom

Alex Primo (UFRGS) Alexandre Barbalho (UFCE) Ana Sílvia Davi Lopes Médola (UNESP)

Christa Berger (UNISINOS) Cicília M. Krohling Peruzzo (UMESP)

Erick Felinto (UERJ) Etienne Samain (UNICAMP)

Giovandro Ferreira (UFBA) José Manuel Rebelo (ISCTE, Portugal)

Jeronimo C. S. Braga (PUC-RS) José Marques de Melo (UMESP) Juremir Machado da Silva (PUCRS) Luciano Arcella (Universidade d’Aquila, Itália)

Luiz C. Martino (UnB) Marcio Guerra (UFJF) Margarida M. Krohling Kunsch (USP) Maria Teresa Quiroz (Universidade de Lima/Felafacs)

Marialva Barbosa (UFF) Mohammed Elhajii (UFRJ)

Muniz Sodré (UFRJ) Nélia R. Del Bianco (UnB)

Norval Baitelo (PUC-SP) Olgária Chain Féres Matos (UNIFESP)

Osvando J. de Morais (UNESP) Paulo B. C. Schettino (UFRN/ASL)

Pedro Russi Duarte (UnB) Sandra Reimão (USP) Sérgio Augusto Soares Mattos (UFRB)

(5)

Maria Cristina Gobbi José Marques de Melo Osvando J. de Morais

(Organizadores)

Aleta Tereza Dreves

(Organizadora Assistente)

São Paulo Intercom

2014

Novos artífices das

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Geração 35 anos Intercom: Novos artífi ces das Ciências da Comunicação Copyright © 2014 dos autores dos textos, cedidos para esta edição à Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – INTERCOM Editor

Osvando J. de Morais

Projeto Gráfi co e Diagramação Mariana Real e Marina Real Capa

Mariana Real e Marina Real Revisão

Carlos Eduardo Parreira

Todos os direitos desta edição reservados à:

Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – INTERCOM Rua Joaquim Antunes, 705 – Pinheiros

CEP: 05415 – 012 – São Paulo – SP – Brasil – Tel: (11) 2574 – 8477 / 3596 – 4747 / 3384 – 0303 / 3596 – 9494

Ficha Catalográfica

Geração 35 anos Intercom : Novos artífices das Ciências da Comunicação/ Organizadores, Maria Cristina Gobbi, José Marques de Melo, Osvando J. de Morais. – São Paulo : INTERCOM, 2014.

180 p. ; 21 cm

ISBN 978-85-8208-072-6

1. Comunicação. 2. História. 3. Intercom. 4. Cultura.

5. Comunidade. I. Gobbi, Maria Cristina. II. Melo, José Marques de. III. Morais, Osvando J. de. IV. Título.

(7)

Sumário

Prefácio

9

José Marques de Melo

Apresentação

13

Maria Cristina Gobbi Aleta Dreves

Aleta Tereza Dreves

A Intercom e a minha história!

27

Andréa Ariani

A Intercom e Eu

39

Ariane Carla Pereira Fernandes

(8)

Denio Santos Azevedo

Geração de Memórias: o Eu-Intercom

55

Luciana Almeida das Chagas

Resgatar a memória, tecer uma história

73

Mario Abel Bressan Junior

Histórias, Caminhos e três Décadas e Meia de Pesquisa: Profissão, Intercom e Telenovela

93

Matheus Pereira Mattos Felizola

Memorial descritivo do professor Matheus Pereira Mattos Felizola

113

Pablo Cezar Laignier de Souza

Em busca do ponto perdido

129

Rachel Severo Alves Neuberger

Sou jornalista de sangue!

145

Thiane de Nazaré Monteiro Neves

(9)

Prefácio

Geração Intercom

José Marques de Melo

1

Gestor do Projeto Geração INTERCOM

Fundada em 1977, a INTERCOM inicia as comemorações do seu 35º aniversário, promovendo atividades que potencia-lizam sua significação social. Também concretiza iniciativas destinadas a emular os sócios das novas gerações, incentivan-do seu bom desempenho acadêmico.

Um desses projetos focaliza a Geração INTERCOM, cons-tituída pelos sócios cujas histórias de vida começaram no mes-mo ano da criação da nossa sociedade científica.

1. Diretor-titular da Cátedra Unesco/Metodista de Comunicação. Professor Emérito da Universidade de São Paulo. Presidente de honra da Intercom. Ide-alizador e coordenador do Projeto Geração Intercom.

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O inventário preliminar dos sócios que nasceram no mes-mo ano da nossa fundação revela dados singulares. Levanta-mento feito pela nossa Secretaria identificou 39 sócios nasci-dos em 1977. O perfil desse contingente mostra que as mulhe-res (22) estão ligeiramente à frente dos homens (17).

Sua distribuição geográfica compreende todas as regiões do país, com incidência residual no centro-oeste (l), a liderança do sudeste (12) e o relativo equilíbrio entre o sul (10) e o nor-deste (9), evidenciando-se o avanço do norte (7).

Considerando as cidades onde residem ou trabalham, São Paulo concentra o maior contingente (8), acompanhada a distância por Belém (3). Estão no mesmo patamar: Aracaju, Maceió, Rio de Janeiro, Manaus, Blumenau, Guarapuava, São Borja (2 em cada cidade) e Rio Branco, Vilhena, Teresina, Na-tal, Recife, Jaboatão, Salvador, Florianópolis, Tubarão, Curiti-ba, Santo André, São Bernardo do Campo, Barra do Garças (1 em cada cidade).

Geração INTERCOM, está assim constituída:

NORTE – Aleta Breves (Acre), Carolina Venturini, Tatiane

Ferreira e Thiane Neves (Pará), Edilene Oliveira e Jonária da Silva (Amazonas), Lilian Coelho (Roraima).

NORDESTE – Denio Azevedo e Mario Abel Junior

(11)

Luz (Rio Grande do Norte), Luciana Chagas (Piauí), Mari-na Gomes e Thiago Soares (PerMari-nambuco), Rachel Neuberger (Bahia).

CENTRO-OESTE – Leandro Gomes (Mato Grosso). SUDESTE – Andrea Ariane, Basilio Takyi, Claudia

Rebe-chi, Flavio Queiroz, Kleber Carrilho, Marcia Regina da Silva, Marcos Correa, Sergio Pinheiro da Silva, Jackson Alencar e Silvia Dantas (São Paulo), Luciano de Melo Dias e Pablo Souza (Rio de Janeiro).

SUL – Ariane Fernandes, Catia Reis, Everly Pegoraro

(Pa-raná), Deivi Oliari, Isabelle Brito, Luciane Dias, Marcelo San-tigno Neto, Mario Abel Junior (Santa Catarina), Elisa Terra, Fabio Corniani (Rio Grande do Sul).

(12)
(13)

Apresentação

Geração INTERCOM: novos artífices

das Ciências da Comunicação

Maria Cristina Gobbi

1

Aleta Dreves

2

1. Pós-doutora pelo Prolam-USP (Universidade de São Paulo – Brasil), doutora em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp). Vice--coordenadora e professora do Programa de Pós-Graduação Televisão Digital da Unesp de Bauru. Professora do Programa de Pós-Graduação da mesma instituição. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Pensamento Comunicacio-nal Latino-Americano e Comunicação Digital e Interfaces Culturais na Amé-rica, do CNPq. Diretora administrativa da Socicom e representante da Rede Folkcom. E-mail: [email protected]; [email protected]

2. Possui graduação em Comunicação Social pela Faculdade de Pato Branco - FA-DEP (2004). É especialista em Informática em Educação, pela Universidade Fe-deral de Lavras (2008). Atualmente é Professora Auxiliar de Ensino do Curso Comunicação Social da Universidade Federal do Acre UFAC e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da Universidade Estadual Pau-lista Júlio de Mesquita Filho Campus Bauru - SP. E-mail: [email protected].

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Breve resgate sobre a Intercom

Fundada em 1977, a Intercom (Sociedade Brasileira de Es-tudos Interdisciplinares da Comunicação) constitui-se como principal representante da área da Comunicação no Brasil. Sua estrutura, funcionamento e, principalmente, as atividades que realiza – como a promoção de congressos e a publicação de livros e de periódicos, por exemplo – são responsáveis pela circulação de boa parte do conhecimento produzido e acumu-lado por pesquisadores desse campo. Não por acaso, os indica-dores que a entidade oferece dão conta de espelhar significati-vo perfil de desensignificati-volvimento da área no país.

A história dessa associação científica acompanha a pró-pria história do Brasil contemporâneo. Idealizada por pes-quisadores de São Paulo, a Intercom nasceu num momento em que a ditadura militar começava a apresentar sinais de declínio e a comunidade científica – não só da Comunicação, mas também de outras áreas – percebia, nas sociedades civis um espaço propício para oxigenar ideias e dinamizar o co-nhecimento que, muitas vezes, não circulava entre os pares. Tratava-se, portanto, de um tempo de resistência e de luta. A começar pelo fato de que a Comunicação não era área legi-timada sequer dentro do espaço universitário. Embora exis-tissem na época outras duas entidades em funcionamento. A Abepec (Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em

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Comunicação) e a UCBC (União Cristã Brasileira de Comu-nicação Social).

Muitos relatos que foram feitos posteriormente pelos sócios fundadores da Intercom demonstram que, além dos problemas de legitimação da área, os pesquisadores também enfrentavam obstáculos gerados pela própria situação política do país. Ape-sar de aparentar ser um cenário mais brando, se comparado aos momentos extremamente conturbados que caracterizaram os primeiros anos do regime militar, as organizações formadas por civis não eram bem vistas. Na verdade, eram considera-das “perigosas”. Por isso mesmo, os primeiros encontros dos associados, bem como as reuniões de estudos coletivos – que aconteciam periodicamente –, ocorriam em diferentes lugares, geralmente fora dos muros das universidades.

A constituição oficial da Intercom se deu no dia 12 de de-zembro de 1977, durante uma reunião realizada na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, localizada na Avenida Paulista, principal centro financeiro da capital do Estado de São Paulo. Foi ali, numa sala de aula, que um pequeno grupo concretizou o projeto que começara a ser desenhado algum tempo antes, mais precisamente em julho daquele ano, duran-te a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizado na Pontifícia Universidade Ca-tólica de São Paulo (PUC-SP), por incentivo do cardeal Paulo

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Evaristo Arns. Mesmo em meio a uma conjuntura “pouco fa-vorável às sociedades civis, arregimentadoras de parcelas ex-pressivas da inteligência nacional” (Marques de Melo, 2003, p. 239), os fundadores da nova associação buscavam promover o avanço dos estudos em Comunicação, definindo estratégias que contemplavam, já de início, a difusão da crítica coleti-va, sistematizada em trabalhos de pesquisa desenvolvidos em todo o país.

Dois aspectos revelam a precoce tendência da entidade para a organização dos estudos da área: a realização de even-tos regulares, desde o primeiro ano de existência, e a rápida ampliação de seu quadro social. Em novembro de 1978 foi re-alizado, em Santos (SP), o I Ciclo de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, posteriormente transformado em Congres-so Brasileiro de Pesquisadores da Comunicação (a partir de 1989) e, finalmente, em Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (a partir de 1995).

É válido dizer que um grande desafio da Intercom foi or-ganizar seus congressos anuais de modo a levá-los para dife-rentes regiões do país. Nas primeiras duas décadas, o even-to nacional só havia sido realizado nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, sendo 14 deles apenas no Estado de São Paulo; nes-se período, outros dois ocorreram no Sudeste (um em Minas Gerais e outro no Rio de Janeiro), três no Sul (um em cada

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estado: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná) e mais um no Nordeste, em Sergipe. Somente com os congressos de 2000 e de 2001, no Amazonas e no Mato Grosso do Sul, respecti-vamente, é que todas as regiões foram contempladas; mesmo assim, o Centro-Oeste aparece novamente na lista em 2006 e a região Norte, em 2013.

Não obstante as regiões mais privilegiadas correspondam aos espaços “onde estão concentrados os maiores contingentes dos produtores do conhecimento comunicacional”, a Intercom assumiu – mediante o crescimento dos cursos de Comunica-ção em todo o país – “o compromisso de promover congressos nos espaços mais distanciados, com a intenção de estimular o desenvolvimento da pesquisa científica” (Marques de Melo, 2003, p. 182). E isso começou a partir de 1988, com os SIPEC’s (Simpósios de Pesquisa em Comunicação), realizados nas cinco macrorregiões brasileiras. Em 2006, eles passaram a re-ceber o mesmo nome do evento nacional, com o acréscimo da região promotora (por exemplo, Congresso de Ciências da Comunicação na Região Norte). Seu objetivo, descrito no site oficial da entidade3, “é instaurar um fértil diálogo plural entre

sujeitos diferenciados, no sentido de fomentar as diversidades regionais para fortalecer a identidade nacional, numa conjun-tura marcada pela globalização”.

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De volta aos congressos nacionais, vale destacar que eles têm acolhido, nos últimos anos, contingente superior a 3 mil congressistas, sendo que, em 2002, esse número chegou a 5 mil e, em 2009, ultrapassou a margem de 4.800. Não sem aca-so, o evento é reconhecido por ter se legitimado como “fórum apropriado para diagnosticar os avanços e recuos do ensino, bem como para mapear as tendências da pesquisa” (Marques de Melo, 2008, p. 7), destinando espaços para pesquisadores plenos, em formação e iniciantes. Aliás, um aspecto bastante positivo, reforçado por seus sócios mais antigos, é que a Inter-com se caracteriza Inter-como uma “sociedade científica que cha-ma os estudantes para discutirem os techa-mas da comunicação” (FADUL, 2005, on-line). Além das reuniões voltadas aos pes-quisadores já titulados e aos alunos de mestrado e doutorado, os congressos – regionais e/ou nacionais – também oferecem atividades para granduandos, como oficinas e mesas especiais, além da Expocom (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação) e do Intercom Júnior, nos quais os alunos de cursos de graduação podem expor seus trabalhos experimen-tais e suas pesquisas de iniciação científica4.

4. A Expocom, em sua 17ª edição (2010), foi realizada desde o 17º Congres-so Brasileiro de Pesquisadores da Comunicação, que ocorreu em 1994, na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep); ao longo dos anos, passou por várias configurações e padronizações, até chegar ao regulamento atual.

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Os convidados das conferências de abertura são escolhas cuidadosas da Intercom, uma vez que como pode ser obser-vado no quadro acima, esses são notadamente especialistas, reconhecidos nacional e internacionalmente pela comunidade científica, nas temáticas abordadas. Mas do que privilegiar a região ou os centros hegemônicos de estudos em comunica-ção, a escolha do conferencista central busca apresentar para os participantes do evento o “estado da arte” com referência ao tema central escolhido para o debate, naquele ano. Também é importante destacar que foi a partir de 2001 que uma nova sis-temática da escolha do tema do congresso, através de consulta prévia aos sócios da entidade, foi inaugurada.

O número de participantes dos eventos da Intercom já ul-trapassou a cifra dos 50 mil, tendo uma média acima de 3 mil participantes ano, isso sem contar os não inscritos, que aca-bam circulando durante todo o evento. Esse número oferece a dimensão aproximada da representatividade da entidade em termos de interessados em comunicação, alunos da pós--graduação e da graduação, profissionais, especialistas, profes-sores, pesquisadores e estudiosos da área. É possível afirmar que essa multiplicidade de público tem sido uma das marcas mais fortes da Intercom, sendo ela a única entidade científica Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 2005.

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a contemplar os diversos estágios (graduação, pós-graduação, especialização, mestrado, doutorado e estudantes em todas es-sas modalidades) do desenvolvimento dos estudos na área.

Desde sua fundação a entidade manteve a periodicidade de seu congresso anual, a diversidade no que tange ao tema cen-tral tratado e tem ampliado significativamente a quantidade de eventos paralelos realizados durante o seu Congresso Na-cional. Essas outras atividades, por si, permitem o dimensio-namento de uma nova investigação, quem sabe a ser realizada por essa equipe.

Geração INTERCOM

Foi no ano de 2012 que a Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) comemorou 35 anos de existência. Junto com essa maturidade acadêmica muitos desafios ainda precisam ser transpostos.

Para comemorar a efeméride o professor José Marques de Melo, Presidente de Honra da entidade, sugeriu um levanta-mento sobre os sócios que também completariam 35 anos de vida. A sistematização inicial ficou sob a responsabilidade do Genio Nascimento, Maria do Carmo e depois foi integrada por Cristiane Parnaiba, todos integrantes da equipe Intercom. Foram identificados 39 sócios nascidos em 1977, nas cinco re-giões do país. Nascia assim o Projeto Geração Intercom.

(21)

A ideia inicial foi contatar esses pesquisadores e saber sobre a carreira intelectual, quais universidades estavam e desafiá--los para ponderarem sobre as atividades da Intercom nos seus 35 anos de existência e a participação de cada um na entidade, uma vez que todos são sócios.

Iniciada a primeira etapa, a seguinte era a de reunir a Ge-ração Intercom de forma presencial, para que todos pudes-sem trocar ideias e consolidar a formação do grupo. Assim, o primeiro encontro ocorreu entre os dias 12 e 13 de dezembro de 2012, durante o SINACOM (VII Simpósio Nacional de Ci-ências da Comunicação), realizado e patrocinado pela Inter-com, em São Paulo. O evento teve como tema central “Gera-ção Intercom: novos artífices das Ciências da Comunica“Gera-ção” e contou com o apoio da Socicom (Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação) e do PPGCom-Unesp (Programa de Pós-Graduação em Comuni-cação da UNESP).

Ficou acertado durante a atividade que a Geração INTER-COM desenvolveria um perfil bio-biliográfico e que partici-pariam do Congresso Nacional da entidade, que ocorreria em 2013, em Manaus, onde o mote central trataria dos 50 anos das Ciências da Comunicação no Brasil.

Deste modo, no ano seguinte, durante o Congresso da In-tercom 2013, a Geração INTERCOM se reuniu para debater

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o Pensamento Comunicacional Brasileiro: meio século de pesquisa e reflexão (1963-2013). A atividade, coordenada pe-los professores Maria Cristina Gobbi (Unesp) e José Marques de Melo (Umesp), foi realizada no dia 07 de setembro e teve mesas de trabalho que abordaram as temáticas: Pensamento Comunicacional Brasileiro: resgate histórico; Múltiplos olha-res, muitas vozes: as trans-formações comunicacionais; Gente igual, gente diferenciada e Espaços midiáticos na Comunica-ção: formatos e produções.

Participaram do evento os pesquisadores da Geração IN-TERCOM: Ariane Pereira (Unicentro), Denio dos Santos Azevedo (UFS), Fabio Corniani (Unipampa), Janine Marques Passini Lucht (ESPM-RS), Jonária França da Silva (UFAM), Luciano de Melo Dias (UFRJ), Marcia Regina Carvalho da Silva (Paulus), Matheus Pereira Mattos Felizola (UFS), Thiane de Nazaré Monteiro Neves (UFPA). Dentre as contribuições destacamos figuras emblemáticas do campo da Comunicação, como Francisco Gracioso, Lorival Fontes, Paulo Emilio Sales, Paulo Leminski; Ladell de Moura, Josepeh Luyten, Luiz Bel-trão, além de temáticas ligadas ao jornalismo, publicidade e propaganda, marketing, rádio, revista, comunicação popular, literatura de cordel etc. Os integrantes da Geração Intercom estão sistematizando as contribuições, que em breve deverá ser disponibilizada.

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A atividade integrou as comemorações de meio século de reconhecimento da Comunicação como área do saber acadê-mico. Essa trajetória tem como marco referencial a fundação do primeiro núcleo de estudos sistemáticos dos fenômenos de produção e difusão simbólica no país, o Icinform (Instituto de Ciências da Informação), criado por Luiz Beltrão, na Universi-dade Católica de Pernambuco, no ano de 1963. Emulados pelo Icinform, ou nele inspirados, vão se criando outros centros de pesquisa em comunicação nas universidades brasileiras que desenvolvem atividades de ensino na área. É ainda nesse contexto que os primitivos cursos de jornalismo, publicidade e cinema vão dar lugar às faculdades de comunicação, onde se organizam programas integrados de graduação, pesquisa e pós-graduação. Transcorridos 50 anos, torna-se indispensável fazer um balanço crítico das conquistas e das carências para lograr saltos qualitativos, aplainando o caminho para as novas gerações. Ao mesmo tempo é necessário fortalecer e revitalizar os ícones que servem de estímulo aos jovens pesquisadores.

Após esse breve relato, o material apresentado nesse volu-me traz o resultado do privolu-meiro desafio da Geração INTER-COM. Está disponível no livro o perfil de dez integrantes do grupo, que participaram das atividades propostas.

Para finalizar, é necessário reforçar que o espaço está criado e a Intercom tem estimulado a participação dos jovens

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pesqui-sadores nessas atividades. Como disse o professor Marques de Melo ao propor a criação do grupo “Trata-se de um desafio que pressupõe trabalho em equipe” e o apoio da Intercom tem sido fundamental em todo o processo para o fortalecimento e a consolidação da Geração INTERCOM.

Referências

FADUL A.. Intercom busca ampliar o debate sobre a área da Co-municação. Presidente da instituição fala sobre as dificuldades e conquistas da área. Entrevista. 25 dez. 2005. Disponível em: <www. unesp.br/int_noticia_2imgs.php?artigo=234>. Acesso 22 jul 2007. MARQUES DE MELO, J. História do pensamento comunicacional: cenários e personagens. São Paulo: Paulus, 2003.

MARQUES DE MELO, J. Prólogo. In: RAMOS, M. C.; DEL BIAN-CO, N. R. Estado e Comunicação. Brasília: Casa das Musas; São Paulo: Intercom, 2008.

(25)

Currículo Lattes http://lattes.cnpq. br/1572168053560533

Aleta Tereza

Dreves

Possui graduação em Comunicação Social pela Faculdade de Pato Branco – FADEP (2004). É especialista em Informática em Educação, pela Universidade Federal de Lavras (2008). Atualmente é Profess ora Auxiliar de Ensino do Curso Comunicação Social da Universidade Federal do Acre UFAC e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Campus Bauru – SP. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em diagramação de jornais, fotografia e tecnologias digitais, atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação, cultura, fotografia, tecnologias digitais e juventude. Pesquisadora dos seguintes grupos de pesquisa CNPq:

Grupo de Estudos e Pesquisas da Cultura Corporal e Comunicação na Amazônia – UFAC (líder);

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Ordenamentos políticos, desenvolvimento e comunicação na Amazônia – UFAC (pesquisador); Pensamento Comunicacional Latino-Americano – UNESP (estudante).

Atuando nas seguintes linhas: Comunicação Digital e Interfaces Culturais na América Latina; Comunicação, juventude e mídia; Gestão da Informação e Comunicação para Televisão Digital; Políticas públicas de desenvolvimento e estratégias políticas de comunicação; Redes sociais de comunicação e efeitos midiáticos.

Sócia da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom desde 2006.

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A Intercom e a minha história!

Um dia nublado, temperatura em torno de 20 graus, uma cidade grande, uma cultura diferente e apenas uma certeza, um endereço escrito em um pedaço de papel. Foi assim que cheguei na capita gaúcha, Porto Alegre – RS. Sem conhecer quase ninguém, sem nenhum amigo para ir ao Congresso, recém formada, distribuindo currículo por todos os lugares, sem muito dinheiro e com muita vontade de participar do In-tercom, 2004.

Desde que conheci a produção científica, ainda na minha graduação, me apaixonei. Sorte que sempre tive grandes in-centivadores. Em provocações na faculdade, aceitei o desafio de escrever coletivamente, sob a coordenação da professora

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Debora Lopez, um artigo sobre webjornalismo comparado. Construímos em 10 mãos o nosso primeiro artigo, que, para a sorte da marinheira de primeira viagem foi publicado no 4º Congresso Red Com, na cidade de Córdoba, na Argentina em 2002. Foi maravilhoso, conhecemos a Argentina, tentamos fa-lar em espanhol e ainda por cima estávamos falando de comu-nicação. Por outro lado, foi chato também, tudo e todos falan-do em espanhol, não que eu não compreendesse, mas já estava enjoada, bom às vezes eu não compreendia muito. Sentia falta de alguma coisa, por mais bonito que seja o povo argentino, faltava o calor brasileiro e a vontade de falar em português sem ninguém olhar estranho.

Diante da excelente experiência em Córdoba e dos rumores de todos os meus professores eu criara uma enorme expecta-tiva para minha participação no XXVII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, em Porto Alegre – RS. Quando estive na graduação só pude participar de um congresso que não fora na minha cidade, este de Córdoba, ainda sim porque amigos me ajudaram, nunca tive condições financeiras para estar viajando em Congressos, mas vontade de ir sempre so-brava. Então, eu havia jurado para mim mesma, que antes de me formar participaria ao menos em um Congresso da Inter-com. Bom não foi muito como eu planejei, mas digamos que foi um mês depois de estar formada.

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Voltando ao começo, lá estava eu, na capital Gaúcha, sem eira nem beira, como se diz lá em Pato Branco – PR, apenas com minha pequena mochila de roupas, um papel com o en-dereço de uma irmã de uma amiga, perdida na rodoviária, esperando achar um ônibus que estivesse em rumo da Cida-de Baixa. Enfim, cheguei na famosa CidaCida-de Baixa, a irmã da minha amiga, a qual chamo de “Nure”, estava me esperando, descarreguei as tralhas, tomei um banho, fomos conversar. Ela me ensinou alguns pontos turísticos de POA, como e onde eu deveria pegar o ônibus para ir ao Congresso, tomamos um chimarrão, então sair andar. Sempre gosto de andar pelas cida-des que não conheço para tentar me localizar. Nure morava na cidade baixa perto do campus central da UFRGS. Não resisti e comecei passear pelo campus da UFRGS.

No outro dia acordei cedo e me preparei para ir ao Inter-com 2004. Primeiro encontro que participei neste congresso foi I Colóquio Transfronteiras Sul, as apresentações foram em um hotel que não consigo lembrar o nome. No outro dia me dirigi ao Congresso na PUC. A programação era vasta não sa-beria o que escolher dentre tantas oportunidades, discussões e artigos interessantes. Foram 3 dias intensos em Porto Alegre – RS, não consegui conhecer muito da cidade nesta oportu-nidade, estava mais interessada no congresso, mas consegui manter um grande amor, a Comunicação.

(30)

Como tudo que é bom dura pouco, o congresso terminou, o dinheiro também, hora de retornar. Ainda predestinada a continuar a minha caminhada, saí de Porto Alegre – RS, rumo a Florianópolis – SC, em busca de trabalho e com a mala cheia de currículos. Quando adentrei ao ônibus para me sentar, eis que ao meu lado um moço com uma blusa do Intercom. Me sentei e puxei conversa, perguntei se ele estava no congresso, ele me respondeu afirmativamente. Conversamos um pouco sobre o congresso, internet, fotografia, eis que pergunto de onde ele era. Ele respondeu com um sorriso sou do “Acre”, e eu pasma exclamei, nossa muito longe. Alexandre Viana era o nome do moço, a viagem era longa e nossa prosa também. Ficamos amigos, tínhamos muito em comum na área da co-municação e na área de internet. Perguntei se a Universidade que ele estudava era particular e ele respondeu eu era a Federal do Acre, perguntei novamente se ele sabia de concurso para professor e ele me respondeu, conversa com a Coordenadora Juliana Lofêgo. Chegamos ao nosso destino final a linda ilha da magia chamada Florianópolis-SC, nos despedimos troca-mos email e telefone e seguitroca-mos nossos caminhos.

Passei alguns dias na ilha da magia, distribui vários currí-culos, mas não obtive êxito momentaneamente, retornei à mi-nha cidade a famosa Pato Branco – PR. Atualmente estava tra-balhando com freelas, como diagramadora e fotógrafa. Resolvi

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arriscar em um projeto de empreendedorismo. Eu e um colega da faculdade montamos um site de fotografia chamado www. boanoiteseca.com.br. Trabalhávamos como fotógrafos de ba-res, boates, festas, baladas em geral. Algum tempo se passou e acabei fazendo outra sociedade, montando um jornal online da região do sudoeste do paraná aliado as fotografias, chama-do o Alvo, www.oalvo.com.br.

Os sites eram bons, a empresa crescia, mas algo me inquie-tava, na verdade eu gostava de estudar e estar na lida da pro-fissão no dia a dia, me deixava muito distante e com pouco tempo para estudar. Foi quando apareceu a oportunidade de prestar um concurso para professora substituta da Universi-dade Federal do Acre, a vaga era para as disciplinas de Pla-nejamento Gráfico e Fotografia. Dia 22 de março de 2005, eu embarcava em um ônibus da União Cascavel, de Pato Branco – PR a Rio Branco – AC. Não tinha dimensão do tamanho da viagem e nem conceitos ou pré-conceitos sobre o Acre, na ver-dade havia olhado algumas fotos na internet e achei tudo mui-to bonimui-to. Três longos dias dentro do “busão”, ou seja percorri 3478 km, passando estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia até aportar no Acre. No dia 26 de março de 2005 eu chegava em Rio Branco as 6 horas da manhã.

No dia 28 de março de 2005, eu prestei o concurso para pro-fessora substituta no curso de comunicação da UFAC. Passei e

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assumi em 13 de abril de 2005. E em dezembro de 2005, fiquei em segundo lugar no concurso público para professor efetivo do curso de comunicação da UFAC. Em 2006, no mesmo mês em que me filiei a Intercom e coincidentemente fui chamada a assumir o cargo de Professora Auxiliar de Ensino do Curso de Comunicação da UFAC, tomando posse em junho do mesmo ano. Em setembro participei do Intercom Nacional em Bra-sília, com a apresentação de dois trabalhos, um no Altercom em parceria com o professor Wagner da Costa Silva, que pos-teriormente foi publicado na revista Inovocom (2006) e outro no Endocom, em conjunto com a professora Glaise Palma.

Em 2009, tivemos a sorte de ter uma etapa regional do In-tercom perto da nossa casa, na cidade de Porto Velho – RO, incentivei os alunos e rumamos em direção a Porto Velho, este Intercom Norte, foi especial, na verdade fui para levar os meus alunos, não havia mandando trabalho para o Congresso, ape-nas queria apresentar aos meus alunos o que era um congresso e almejava que eles vivenciassem tudo o que eu não pude vi-venciar em minha graduação. Eu jamais imaginaria a grande tarefa que iria assumir neste Intercom. Conheci duas pessoas importantes na minha vida, duas pessoas que me inspiram no dia a dia e me fazem acreditar que ser docente e trabalhar com comunicação realmente vale a pena, são duas Marias ... Maria Cristina Gobbi e Maria Ataide Malcher.

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Depois de muita conversa sobre o Norte, sobre a importân-cia da Comunicação em nossa Região e a importânimportân-cia de nos conhecermos e demonstrarmos o que estamos pesquisando. Ao final do Congresso, na celebre entrega do prêmio Expo-com, eis que a convite da Professora Maria Ataide Malcher, eu assumo o compromisso de levar a regional norte para Rio Branco – Acre, em 2010. Não sei se estava muito em um mo-mento de lucidez porém incentivada pelos meus alunos aca-bei aceitando. Exatamente 365 dias, era o prazo que eu tinha para nos preparamos. Ainda em 2009, participei do Intercom Nacional em Curitiba, consegui que mais alunos me acompa-nhassem. Foi um excelente congresso com muitas oportuni-dades. Muitas monografias dos alunos nasceram ali, diante de várias apresentações que eles assistiram, afinal de contas eram mais de 4000 pessoas falando sobre a comunicação.

De volta a minha amada Rio Branco – AC, o desafio havia começado, nunca tinha preparado um evento do porte da In-tercom Regional Norte. As parcerias foram fundamentais, o envolvimento dos alunos, da reitoria e outros setores da Uni-versidade, nos deram forças para seguirmos em frente. Mui-tas conversas, nos reuníamos quinzenalmente para discutir sobre o congresso. Muitas dificuldades em meio ao caminho, mas com a ajuda de todos conseguimos superar. Nos dias do congresso eu nem acreditava que de fato estava acontecendo

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o Intercom Norte no Acre, (2010), deu tudo certo o congresso foi aconchegante os alunos tanto da UFAC, como os do Pará, Amazonas, Rondônia, Amapá, estavam todos radiantes e con-tentes com o congresso, posso assegurar que para os alunos da UFAC, este Intercom foi um marco, para que ninguém mais perdesse nenhum outro Intercom.

Ainda em 2010, participei do Intercom Nacional em Caxias do Sul, sempre acompanhada dos meus alunos. Dificilmente consigo levar mais do que 20 alunos. O problema de se morar em um estado tão afastado é o descolamento. A Universidade Federal do Acre, não paga passagens aos alunos de avião, so-mente de ônibus, o que dificulta muito quando os congressos são no Sul. Se utilizarmos o transporte aéreo nossa rota obri-gatória para qualquer viagem é Brasília, o que ocasiona mais tempo parados em aeroportos do que voos propriamente ditos. Em 2011, tive o prazer de ajudar na organização do Regio-nal Norte em Boa Vista – RR, trabalhando em conjunto com a coordenadora do evento Claudia Soria Bardal e a diretora da regional Norte Maria Ataide Malcher. Também participei do Nacional em Recife – PE. Em 2012, participei do Intercom Nacional em Fortaleza – CE, onde tive o prazer de ganhar o certificado e fazer parte da Geração Intercom. Tenho a mesma idade que a Intercom, quando nasci a maioria dos pesquisado-res que me inspiram e me ensinam a comunicação, já estavam

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trilhando este caminho e iniciando uma Sociedade que é a re-ferência brasileira em comunicação para o mundo. A minha história profissional está diretamente ligada a esta entidade a qual tenho orgulho em fazer parte.

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Currículo Lattes http://lattes.cnpq. br/8213205682048991

Andréa Ariani

Pós-graduada em jornalismo

esportivo pela FAAP. Possui graduação pela Universidade Metodista de São Paulo (2001). Atua no jornalismo digital e impresso e tem experiência com assessoria de imprensa, redação, coordenação, administração e eventos.

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A Intercom e Eu

Minha primeira experiência com o Intercom foi no final de 2001. Meu trabalho de conclusão da graduação foi, naquele ano, um dos melhores da banca de Comunicação da Universi-dade Metodista de São Paulo, e foi indicado pela coordenação do curto de Rádio e TV, mas por problemas de calendário aca-bou não entrando na seletiva. Foi assim que conheci o Inter-com e soube de sua importância.

Eu fui trabalhar com cinema, depois com administração, fiquei afastada da área por um bom tempo, mas sempre acom-panhando as novidades e os congressos nacionais da Intercom pela Internet. Ficou na minha cabeça a possibilidade de ter um trabalho de pesquisa entre os selecionados. Foi então fazendo

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pós-graduação na FAAP em jornalismo esportivo. Naquele início de 2011 já tínhamos que definir qual seria o tema do trabalho de conclusão de curso. Decidi por ele para aproveitar a preparação para os próximos eventos esportivos que integra-ram o calendário do Brasil de 2013 em diante.

Meu tema de escolha foi falar sobre mulheres no jornalis-mo esportivo. Achei que só focar no trabalho jornalístico se-ria suficiente, mas infelizmente, dentro e fora do jornalismo, o campo de trabalho envolve a questão de gêneros, masculino x feminino, um desafio a mais às profissionais. Por orientação do professor Tiago de Paula Oliveira segui por esse caminho e a sugestão dele antes da apresentação do trabalho e que ins-crevêssemos um artigo para o congresso nacional do Intercom daquele ano. Para a minha surpresa, o artigo foi aceito e al-guns meses antes da apresentação do trabalho final na banca da faculdade, fui com um colega de classe também seleciona-do, os nossos únicos trabalhos da FAAP de SP, apresentar a ideia em um dos painéis do Congresso realizado em Recife. Exatos dez anos depois daquela primeira oportunidade eu es-tava em frente a uma plateia de estudantes e pesquisadores que como eu amam e discutem comunicação e se reúnem para os temas pertinentes a nossa profissão. O tema central era sobre o conhecimento empírico. Eu fui uma prova, através do meu trabalho desse tipo de pesquisa, que deve ultrapassar o

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acadê-mico e ir atrás da vivência, da experiência. E foi fazendo entre-vistas com profissionais da área que pude mergulhar de cabeça na função jornalística de colocar o pé na rua e ir pessoalmente conhecer bons personagens e boas histórias.

Essa participação no congresso foi fundamental para que desse segmento ao meu trabalho de conclusão da pós e aju-dou muito o debate para que eu formulasse as considerações finais da monografia. Todo esse conjunto de esforços fizeram que eu novamente fosse a maior nota da banca da primeira turma de jornalismo esportivo da FAAP e, além dos professo-res e da oportunidade, só tenho a agradecer ao Intercom pela experiência. O meu trabalho continuará em mestrado e quem sabe num possível Doutorado e novamente com o Intercom ao meu lado.

Obrigada Intercom! É um prazer comemorarmos juntos 35 anos de vida!

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Ariane Carla

Pereira

Fernandes

Possui doutorado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014), mestrado em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (2005) e graduação em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Londrina (1999). Atualmente é professora concursada do Departamento de Comunicação Social (Decs) da Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste (com nomeação em março de 2008) – ministrando, principalmente, as disciplinas de Telejornalismo (História da TV, Fundamentos, Telejornal Laboratório e Tópicos Especiais em Jornalismo Eletrônico), Análise do Discurso e Projetos Experimentais. Antes de ingressar na carreira acadêmica, exerceu a profissão de jornalista por seis anos. Entre 1999 e 2005 atuou como pauteira/produtora, editora-apresentadora e repórter na Televisão Cultura de Maringá (PR), afiliada Rede Globo. Em suas pesquisas

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busca evidenciar como os meios de comunicação, em especial o jornalismo, apontam aos sujeitos modos de ler, ser e estar no mundo, produzindo, assim, subjetividades.

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Cruzamentos

O ano é 2006. A cidade, Toledo, localizada no oeste para-naense. No mês de agosto, numa noite gelada, entro em uma sala de aula, pela primeira vez, na condição de professora. Meu objetivo, então, era despertar naqueles jovens a mesma von-tade de ser jornalista e de explorar as características únicas do veículo televisão. Nada novo. Afinal, anos antes, a minha professora de telejornalismo assim o fez.

O ano é 1999. A cidade, Londrina, no interior paranaense. Eu e mais quinze colegas recebemos o diploma das mãos do paraninfo da turma, a professora de Telejornalismo da Uni-versidade Estadual de Londrina, Neusa Maria Amaral. “Neu-sinha”, durante dois anos, nos fez perder o sono... Tantos eram

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os telejornais ou as grandes-reportagens a fechar que respirá-vamos telejornalismo. A prática televisiva durante a faculdade, nem de longe, lembrava a estimulada nas outras disciplinas. Resultado: dos dezesseis jornalistas formados naquele ano, logo no dia da formatura, 26 de fevereiro, quatro já contavam aos colegas suas experiências enquanto pauteiros e repórteres free-lancers de emissoras de TV de Tocantins, do interior de São Paulo e do Paraná. Eu era uma delas.

O ano é 2008. Estamos de volta a Toledo, Paraná. Dessa vez, sou eu a entregar os diplomas, na condição de paraninfo da turma de Jornalismo da Fasul (Faculdade Sul Brasil), a primei-ra intituição em que atuei como professoprimei-ra. Em minha fala, não pude, claro, deixar de lembrar de Neusa Maria Amaral. A professora tirana, carrasca na faculdade, mas que nos mos-trou – a mim e meus colegas de turma – muitos caminhos em telejornalismo. Assim, sabia que fui motivo de dor de cabeça em vários momentos para aqueles formandos durante os úl-timos anos, mas acreditava que eles lembrariam com carinho das aulas de telejornalismo – assim como quando resolveram, homenagear a professora da disciplina entre tantas outras da faculdade – quando, em alguns anos, parassem para analisar as trajetórias profissional e acadêmica. Como, assim, agora o faço.

Voltamos a 1999. Agora, estamos em Maringá, também no interior paranaense. O mês é abril. Adentro a redação da

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RPC-TV Cultura, afiliada Rede Globo, desta vez como jorna-lista contratada. “Desta vez” porque, antes, durante dois me-ses, janeiro e fevereiro, cobri férias dos pauteiros da emissora. Trabalho realizado sempre de olho nos anos anteriores, nas atividades das disciplinas de Telejornalismo. Trabalho bem avaliado e que rendia, nesse momento, meu primeiro registro em carteira como jornalista profissional.

A ano é 2001. A cidade é Curitiba, capital do Paraná. Dois anos depois de deixar a faculdade, é a prática profissional, tão desejada enquanto estava nos bancos escolares, que me faz voltar a estudar. Ingresso num curso de especialização em Agronegócios para Jornalistas. Afinal, as muitas pautas para o Globo Rural – e várias aulas, antes de apurar cada um dos assuntos sugeridos pelo telejornal, sobre lavouras e criações de um dos editores dos programa, sempre atencioso, o Benê – percebi a necessidade de pesquisar, também como maneira de manter-me atualizada no mercado de trabalho.

O ano é 1997. A cidade, Londrina. O Departamento de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina sedia o Intercom. Ao cruzar pelos corredores da faculdade, que há três anos frequentava, com pesquisadores da Comunicação, ao ouvir professor Marques de Melo, Imacolatta, passei a questio-nar: por que a pesquisa não é estimulada? Em quatro anos de faculdade de Jornalismo, eu e meus colegas de turma, nunca

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ouvimos falar em iniciação científica, por exemplo. E talvez por isso, apenas dois anos depois de concluir a faculdade fiz um curso de especialização e somente porque o mercado, in-diretamente, exigiu; talvez por isso, somente dez anos depois de iniciar o curso de jornalismo e seis como jornalista percebi como a pesquisa completava a prática e procurei um mestra-do; talvez por isso, fui estudar linguagem, discurso – afinal, enquanto aluna de jornalismo não fui apresentada a pesquisa; afinal, nenhuma universidade pública em todo o Paraná (e eu precisa conciliar trabalho e estudo) oferecia mestrado em Co-municação.

De volta a 2006. Em maio, deixo a redação da TV Cultura. Depois de, numa avaliação interna, obter a melhor pontuação entre todos os pauteiros do interior. Depois de passar, por al-guns meses, pela reportagem e ficar anos a frente da segunda edição do telejornal local enquanto editora e apresentadora. Depois de anos sem final de semana, Natal, Páscoa ou Ano Novo não via mais os plantões com os mesmos olhos român-ticos de 1999. Deixava uma redação de TV, mas não o telejor-nalismo...

Continuamos em 2006. Continuamos no Paraná, nas cida-des de Maringá e Curitiba. Na primeira, concluo o mestrado em Letras, onde me enveredo pelas trilhas da análise do dis-curso sem deixar de lado o jornalismo – mais especificamente

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o livro-reportagem – que tomo como objeto de pesquisa, pela Universidade Estadual de Maringá. Já em Curitiba, alguns alu-nos da minha primeira turma como professora de telejorna-lismo recebem, ainda na condição de acadêmicos, o Prêmio Sangue Novo no Jornalismo Paranaense, uma promoção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná: primeiro lu-gar na categoria Reportagem para Televisão; segundo e tercei-ro lugares na categoria Ptercei-rojeto em Telejornalismo; e segunda colocação na categoria Telejornal-Laboratório.

O ano é 2008. A cidade, Guarapuava, no centro-oeste pa-ranaense. Sou professora concursada, aprovada em concurso público em 2007 e nomeda no ano seguinte, do Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual do Centro--Oeste, Unicentro. Aqui, sigo ministrando disciplinas de te-lejornalimo, oportunizando aos alunos a prática do jornalis-mo de TV e orientando acadêmicos na produção de Projetos Experimentais, na realização de Trabalhos de Conclusão de Curso e de Iniciação Científica. Pesquisa em Comunicação da qual me aproximo aos poucos, a partir daqui. O primeiro passo, certamente, foi dado poucos dias depois da nomeação, quando fui convidada a integrar a comissão organizadora do Intercom Sul 2008, realizado em Guarapuava, pela Unicentro. Meu segundo Intercom. O primeiro como jornalista, profes-sora, pesquisadora; uma década depois do primeiro Intercom

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do qual participei, ainda como estudante. O primeiro de uma série, entre encontros regionais e nacionais, onde vi minha participação crescer ano a ano. Afinal, apresentei trabalhos de pesquisa e acompanhei a discussão de tantos outros no GP (Grupo de Pesquisa) de Telejornalismo; vi meus alunos/ orientandos apresentando os resultados de trabalhos na Inter-com Júnior e também na ExpoInter-com (aliás, ganhamos prêmios nos regionais e conquistamos, com o telejornal-laboratório Terceiro Planalto, o primeiro prêmio nacional da Unicentro, em 2009); participei, ainda, de bancas da Expocom; ministrei oficinas; lancei meu primeiro livro – Rota 66 em revista: as resistências no discurso do livro-reportagem, resultado das pesquisas empreendidas para minha dissertação – e algumas coletâneas das quais sou co-organizadora e autora de capítu-los, duas com o selo Editora Intercom – Fatos do passado na mídia do presente: rastros históricos e restos memoráveis e Jornalismo reflexivo: visões teórico-metodológicas de autores do sul-brasileiro. Participei ainda, como sócia da entidade, de três encontros Globo-Intercom, em 2008, 2009 e 2010. Resta falar que co-organizei o Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação 2009, coordenado, até aquele ano, pela profes-sora Maria Cristina Gobbi. E sobre o Prêmio não é só...

O ano é 2009. A cidade é Curitiba. Numa noite inacredi-tavelmente quente do mês de setembro é realizada, durante o

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Intercom daquele ano, a cerimônia de entrega de um dos mais importantes prêmios da área da Comunicação do Brasil, o Luiz Beltrão. Estava no palco, compondo a mesa como co-or-ganizadora, mas não deixei de demonstrar orgulho em fazer parte do nominado Grupo de Guarapuava (designação dada pelo professor José Marques de Melo, quando de sua indica-ção), ganhador, naquele ano, da categoria Grupo Inovador.

O ano é 2014. Estamos em Foz do Iguaçu. A terra das Ca-taratas, destino do mundo, é também o ponto-de-encontro de acadêmicos, profissionais, professores e pesquisadores da Co-municação para o maior Intercom da história, numa realiza-ção do Grupo de Guarapuava.

O ano é 2012. Não o primeiro, nem o último de uma tra-jetória em construção. Caminhos que, desde 2008, se cruzam com parte da história recente da Intercom. Porém, a primeira dessas intersecções se deu há muito mais tempo, exatamen-te 35 anos. Afinal, em 1977, era criada a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, que viria ser a maior entidade da área no Brasil, e nascia Ariane Pereira, futura jornalista, professora.

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Denio Santos

Azevedo

Doutor em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Sergipe – PPGS/ UFS, fez Doutorado Sanduíche no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra em Portugal CES/UC, Mestre em Sociologia pelo NPPCS/UFS e Graduado em História pela UFS. É Professor Assistente do Núcleo de Turismo da Universidade Federal de Sergipe – NTU/UFS. Tem experiência na área de Turismo Cultural, História Cultural, Sociologia, Patrimônio e Hospitalidade. É Coordenador do Projeto de Pesquisa Imaginários do Brasil: turismo, história e comunicação social – NTU/UFS e pesquisador do Grupo de Estudos História Popular do Nordeste – UFS/ CNPq. É coordenador do projeto de Extensão Conheça-SE: educação patrimonial e atividade turística (UFS/NTU).

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Geração de Memórias:

o Eu-Intercom

“A memória é uma ilha de edição” (Wally Salomão)

Aqui farei uma breve viagem pelos lugares da memória. Para tal poderia utilizar os mais variados meios de locomoção e, por exemplo, colocar o meu trem nas linhas dos diferentes autores e correntes teóricas que me acompanharam no decorrer da mi-nha formação intelectual. Pensei em remar com uma pequena canoa sobre as ondas do rádio ou até seguir com uma belíssima escuna e navegar pelo mar de informação da internet.

Refletindo sobre as possibilidades, preferi seguir com as mi-nhas próprias pernas pelas estradas da vida, tendo como mapa à memória e como motor a felicidade, a emoção e a satisfação geradas por esta inesquecível homenagem feita pela coorde-nação da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da

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Comunicação, a partir do projeto Geração Intercom, em come-moração aos trinta e cinco anos da Intercom. Nestes escritos de viagem o objetivo central é relatar um pouco da minha história acadêmica apresentando a interação desta com as diversas ativi-dades realizadas pela Intercom.

As minhas viagens já iniciam antes mesmo da chegada ao destino. Procuro ler muito sobre as cidades e países que serão visitados, os seus atrativos turísticos, as questões sociais, po-líticas, econômicas e culturais que auxiliam no entendimen-to do cotidiano das pessoas que irei encontrar. Pesquiso em guias turísticos, blogs de viajantes, sites de promoção turística do destino, consumo fotografias, vídeos e dicas fundamentais para um bom aproveitamento da minha estada no tempo esta-belecido. E com a memória não foi diferente.

A memória dialoga com o presente, é seletiva, pode ser in-ventiva, não é apenas individual, é dinâmica e possibilita (re) viver acontecimentos passados, portanto a memória é uma construção. “A memória é o meio de transporte mental que permite a qualquer homem viajar no tempo cotidianamente” (SCHACTER, 1999, p. 35)1. Lembrar que o esquecimento pode ser um ato pensado e deixado no tempo de forma proposital. Por isso “cada memória individual é um ponto de vista sobre a memória coletiva, [...] este ponto de vista muda conforme o

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lugar que ali eu ocupo, e [...] este lugar mesmo muda segundo as relações que mantenho com outros meios.” (HALBWACHS, 1990, p. 51)2.

A lembrança é sempre fruto de um processo coletivo inse-rido em um determinado contexto. Neste sentido, a memória é ativa, pois não se confunde com as marcas de um passado no presente, é permanentemente reconstruída e vivificada en-quanto é resignificada. Ela compreende atitudes, práticas, cog-nições e sentimentos que prolongam as experiências passadas no presente, como uma memória-hábito, formando uma teia simbólica que garante a continuidade dos grupos, dos seus va-lores e cultura. (JEDLOWSKI, 20003; PÁEZ; TECHIO; MAR-QUES; BERISTAIN, 20074).

Portanto, iniciaremos agora a nossa viagem, ciente de que as lembranças são construções sociais para um determinado fim. Somente escrevendo este pequeno ensaio percebi que a 2. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 3. JEDLOWSKI, Paolo. La sociologia y la memória colectiva. In A. R. Rivero,

G. Bellelli. & D. Bakhurst (Eds). Memoria Colectiva e Identidad Nacional. Madrid: Biblioteca Nova, 2000. p.123-133.

4. PAÉZ, Dario; TECHIO, Elza Maria; MARQUES, José; BERISTAIN, Carlos Marin. Memoria Colectiva y Social. Em. F. MORALES; E. GAVIRA; M. MOYA; I. QUADRADO (Coord), Psicologia Social. Madrid. McGrawHill, 2007. p.693-716.

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Comunicação Social entrou no meu cotidiano de pesquisas sem comprar passagem. Talvez tenha pulado a catraca sem que os seguranças percebessem ou era amiga dos responsáveis pelo acesso e deu um “jeitinho” para me acompanhar neste trajeto. Sou alguém que venho de um país chamado licencia-tura em História que fica em um planeta denominado Univer-sidade Federal de Sergipe. Lá, logo percebi que as ferramentas da comunicação poderiam ser chamadas de fontes históricas e os ambientes, usos, consumos, produtos, as origens e institui-ções da comunicação social se tornariam objetos de estudos e pesquisas.

No meu primeiro deslocamento houve um contato inicial com uns seres interessantes, os jornais. Muitos deles nascidos entre os séculos XIX e a primeira metade do XX e todos resi-diam no mesmo lugar, o Arquivo Público do Estado de Sergi-pe – APES. Lá, a nossa amizade foi intensa e Sergi-percebi que mui-tos necessitavam de cuidados especiais, tais como: limpeza, manutenção, organização arquivística e amigos/leitores ávidos pelo conhecimento existente nestes seres. O que era para ser uma breve estada durou dois anos.

Querendo conhecer novos destinos, percorri um arqui-pélago de escolas, algumas de ensino fundamental outras de ensino médio, utilizando sistemas de aceleração ou telecursos utilizei estas mídias como recursos didáticos nos “processos

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de ensinagem” (ANASTASIOU; ALVES, 2009)5. TV, vídeo--cassete, revistas e jornais passaram a ser elementos obrigató-rios na minha bagagem.

A busca pelo desconhecido, a concretização de objetivos, o contato com práticas culturais distintas e a necessidade do conhecimento me levaram em 2005 a residir em outro país no mesmo planeta, o mestrado em Sociologia. Apaixonado pelo turismo cultural, neste país visitei o Gabinete de Leitura de Maruim, uma instituição criada em 1877, na província de Sergipe D’El Rey, em uma região marcada pela produção de açúcar e presença de estrangeiros, que não se resumia a uma biblioteca. Lá aconteciam debates literários e científicos, dis-cursos eram proferidos e por vezes publicados, graças a sua prensa gráfica, produziam-se periódicos, tinham estatutos próprios, sócios contribuintes e remidos, organizavam saraus, colóquios, jogos de azar, festas, jantares, dentre outros.

Nos discursos dos seus oradores oficiais e nos textos publi-cados percebe-se a crítica ao sistema político vigente na crise do Império brasileiro, os ideais liberais de civilização, progres-so, abolição da escravatura e um anseio pela República. Graças ao descaso das gestões públicas municipais, esta instituição 5. ANASTASIOU, L. G. C.; ALVES, L. P. (orgs.). Processos de ensinagem na universidade: pressupostos para estratégias de trabalho em aula. Joinville: UNIVALLI 2009.

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fantástica fechou as suas portas e agora ela só vive na lembran-ça e nos registros dos seus variados visitantes.

Devido a minha nova morada fui convidado a reencontrar uma região com a maior diversidade cultural do universo, um lugar chamado ensino superior, sendo que agora com novos óculos, os de professor. A primeira experiência foi com os do-centes da Pedagogia e em seguida passei então a ser um guia no bacharelado em Turismo de instituições privadas no estado de Sergipe. Como a Sociologia é uma disciplina comum a vá-rios cursos e a História está presente em tantos outros, conhe-ci a Administração, Educação Física, Fisioterapia, Psicologia, História, Direito, Serviço Social até chegar a um lugar cativan-te e que me apaixonei licativan-teralmencativan-te, o bacharelado em Comu-nicação Social, com habilitações em Jornalismo e Publicidade e Propaganda.

Quando observei no meu diário de bordo percebi ano-tações sobre a Escola de Frankfurt e os estudos da indústria cultural. Pessoas que lá conheci como Theodor Adorno, Max Horkheimer, Hebert Marcuse, Erich Fromm e Walter Benja-min me deram informações importantes para entender a mo-dernidade, o consumo e os usos dos meios de comunicação de massa. Os registros que fiz de um mundo globalizado, com novas sociabilidades e tecnologias da informação e da comu-nicação a partir de diálogos com David Harvey, Pierre Lévy,

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Manuel Castells, Néstor Garcia Canclini preencheram partes significativas neste livro. Além de auxiliar na percepção do co-tidiano em conjunto com os meus companheiros de viagem no Estado da graduação em Comunicação Social, nas pesqui-sas, na elaboração dos projetos experimentais, dos produtos e nas orientações dos Trabalhos de Conclusão de Curso.

Após todo impacto causado com uma mudança, a adapta-ção a nova residência e ao idioma, o entendimento das regras sociais estabelecidas neste novo país, recebi o título de cidadão Mestre em Sociologia e por isso optei por continuar onde esta-va. Em 2009 mudei para uma casa maior e fui morar no Dou-torado em Sociologia. Era um condomínio novo, estava sendo inaugurado naquele ano e possuía uma vizinhança fantástica. A princípio, o projeto arquitetônico desta nova morada esta-va baseado nas pesquisas que vinha desenvolvendo nos refe-ridos lugares por onde passei e foi intitulado “A (re)invenção do Nordeste: representações da região a partir da promoção dos destinos turísticos”. A planta baixa já apresentava a neces-sidade de diálogo entre os principais ambientes da moradia, a Sociologia, o Turismo e a Comunicação Social.

O objetivo principal deste projeto era analisar como os ato-res sociais que planejam e comercializam os destinos turísticos criam novas representações para a região Nordeste do Brasil, a partir das narrativas e imagens utilizadas enquanto

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estraté-gias publicitárias veiculadas nas mais diferentes mídias, des-tacando os seus atrativos naturais e culturais, como forma de criar símbolos, que diferenciem as cidades e passem a atrair turistas para vencer a “concorrência inter-cidades” (FORTU-NA, 1997)6. Este Nordeste não é o da seca, fome, miséria e migração (ALBUQUERQUE JÚNIOR, 20017; 20078; ANTU-NES, 20029; GOMES, 199810). O Nordeste da promoção turís-tica gera um encantamento, vende sonhos, é paradisíaco, pre-serva a sua paisagem natural e construída, é receptivo, alegre, com qualidade de vida, sem problemas sociais, valoriza a sua memória e a sua história, enfim uma nova roupagem para a “região da seca”.

6. FORTUNA, Carlos. Destradicionalização da imagem da cidade: o caso da Évora. In: Fortuna, C. (org.) Cidade, Cultura e Globalização. Oeiras: Ed. Celta, 1997.

7. ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz.. A invenção do nordeste e ou-tras artes. 2ª Ed. Recife: FJN/ Ed. Massangana; São Paulo: Cortez, 2001. 8. ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. Preconceito contra a origem

ge-ográfica de lugar: as fronteiras da discórdia. São Paulo: Cortez, 2007. 9. ANTUNES, Nara M. de M. caras no Espelho: identidade nordestina através

da literatura. In: Cultura e Identidade: perspectivas interdisciplinares. Rio de janeiro: DP&A editora, 2002.

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No decorrer deste período, mais precisamente em 2010, aceitei o convite do Prof. Dr. Rogério Proença Leite da Rede Brasil-Portugal de Estudos Urbanos (Programa CPLP do MCT/CNPq e CAPES-FCT) e fui fazer um Doutorado Sandu-íche no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coim-bra em Portugal. Acumulei algumas milhas no cartão de cré-dito, participei de um concurso e ganhei uma longa viagem para o serviço público federal. O destino escolhido foi o Nú-cleo de Turismo da Universidade Federal de Sergipe. Neste, já sou conhecido como “nativo” e diálogo com os visitantes sobre “Aspectos Históricos de Sergipe”, “Comunicação Social no Tu-rismo” e “Tópicos Especiais em Turismo, Cultura e Sociedade”. Aqui montei um projeto de pesquisa denominado “Imaginá-rios do Brasil: Turismo, História e Comunicação Social” cujo objetivo é fazer uma análise sociológica da dimensão turística do imaginário Brasil e das formas como este destino turístico é representado pela divulgação turística nas mais variadas mí-dias. Pretende-se refletir sobre as narrativas, discursos tecidos ou constituídos nas imagens e a partir das imagens, e sua rela-ção com o processo de construrela-ção destes imaginários.

Viagens ao Intercom

Diversos dados fornecidos pelas instituições que pensam e organizam a atividade turística demonstram que há um

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cons-tante crescimento no número de turistas nas últimas décadas. Os motivos para tal são os mais variados: maior expectativa de vida das populações, globalização, encurtamento das dis-tâncias, melhorias no setor e maior acesso aos transportes, fé-rias remuneradas e redução nos custos dos pacotes turísticos. Destaca-se ainda os avanços no setor da informação e comu-nicação, ampliação das vias de acesso, aperfeiçoamento nos meios de hospedagem, a busca pela qualidade nos setores de alimentos e bebidas, as mudanças significativas no cotidiano e na mentalidade das populações, dentre outros.

Por mais que exista um contexto que explique o aumento do número de viagens, o desejo e/ou a necessidade de deslo-camento é uma motivação pessoal ou do grupo que só quem pode explicar é aquele que se desloca. Existem lugares que almejamos retornar todos os anos e acabamos criando uma relação de proximidade com estes. Mesmo com uma gama de possibilidades e variados destinos turísticos, as viagens com a família, desde a infância, sempre foram contempladas na mesma cidade, justificada pela presença da praia, do campo, dos familiares, do frio ou qualquer outro atrativo. Isto é algo que vem acontecendo comigo desde 2008, no mês de setembro sempre visito a mesma nação, uma “nação sem Estado” (CAS-TELLS, 201011), transfronteiriça, desterritorializada, dinâmica, 11. CASTELLS, Manuel. O poder da identidade: a era da informação: economia,

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complexa, hospitaleira, alegre e comunicativa, a nação Inter-com. Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de dezembro de 1977, faltando apenas seis dias para este lembrante que (re) memora os fatos aqui escritos completar cinco meses de vida. Nessas viagens participei de lançamentos de livros, encon-tros regionais, do Lusocom, Simpósios, Colóquios, Seminá-rios organizados ou em parceria com a Intercom, mas desta-carei aqui a minha participação nos Congressos Nacionais. Retornando a 2008, os atores sociais que formavam a nação, os “intercomnectados”, representantes da diretoria, comissão organizadora do evento, sócios, estudantes e demais interes-sados decidiram se encontrar em Natal, um lugar repleto de atrativos naturais e culturais para debater as relações entre a “mídia, a ecologia e a sociedade”.

Eu, um turista atento ao que se passava ao meu redor, apenas um observador, passeava pelos corredores e salas da Universi-dade Federal do Rio Grande do Norte e me deparava com o I Colóquio Bi-Nacional de Ciências da Comunicação Brasil-Por-tugal e com um grupo que estudava folkcomunicação. Honesta-mente, nunca tinha ouvido falar sobre o tema, mas era bastante atraído pelas pesquisas sobre o patrimônio cultural imaterial e estava interessado em perceber esta relação com a comunicação. Assim como os postais, souvenires e as castanhas, os livros pre-encheram a bagagem. Agora fazia parte das lembranças daquela nação pessoas como José Marques de Melo, Osvaldo Trigueiro,

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Sergio Gadini e Karina Woitowiz. Acreditava que ali estaria o meu visto para as próximas viagens.

Em 2009, em plena semana das cívicas comemorações pela independência do Brasil, os intercomnectados já estavam tro-cando experiências sobre Comunicação, Educação e Cultura na era Digital na cidade de Curitiba. Não me sentia mais um “estrangeiro”, já que fui adotado por pessoas que vinham de uma localidade chamada “Comunicação, Turismo e Hospita-lidade” e não viajei só estava com a jornalista Polyana Bitten-court e com a discente do curso de Jornalismo Aline Aragão, esta que era apresentada ao Intercom Júnior.

Neste terreno fértil plantei o debate sobre a (re)invenção do Nordeste brasileiro a partir da promoção turística das cidades desta região e colhi um conjunto significativo de informações com os agricultores do referido grupo de pesquisa, Rafael José dos Santos, Ada Dencker, Susana Gastal, Elizabeth Wada, Lui-za Luíndia, Ronaldo Neves, Daniel Campos e tantos outros. O texto era praticamente uma primeira impressão do que co-meçava a desenvolver no Doutorado em Sociologia, mas por ter sido publicado nos Anais do XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação pude concorrer a um concurso nacional de artigos científicos, organizado pela Universidade Estácio de Sá, ficando com o primeiro lugar na categoria Co-municação e Artes. Estava carimbado o meu passaporte e a parceria com a nação Intercom.

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“Comunicação, Cultura e Juventude” foi o tema escolhido para o “nosso” encontro em Caxias do Sul no ano seguinte. Para o Intercom Júnior levamos o “caranguejo de Sergipe” e com os amigos do GP o debate foi em torno do Turismo Cria-tivo que pouco se discutia no Brasil e aparecia como uma das soluções para o desenvolvimento de cidades na Europa, Ocea-nia e nos Estados Unidos. Além da parte acadêmica, o contato com as práticas culturais dos gaúchos, as danças, a gastrono-mia, o espetáculo de recepção aos congressistas com Renato Borguetti, o Borguetinho, no teatro da Universidade de Caxias do Sul e o desfecho do evento com os estudantes gaúchos soli-citando aos músicos que se apresentava naquele instante para cantar o hino oficial do estado foi arrepiante.

Bolo de Rolo, frevo, Maracatu, caranguejo e um belo corte-jo pelo Recife Antigo foram as marcas culturais deixadas pela organização do XXXIV Congresso Nacional da Intercom, vis-se. Sem medo da pesquisa empírica e construindo imaginários com Michel Maffesoli mais uma vez contribuímos com estu-dos em dois GP’s e no Intercom Júnior. O grupo de Folkcom conheceu um líder de opinião chamado Mestre Sabau e o ima-ginário do destino turístico Sergipe esteve no DT de Estudos Interdisciplinares da Comunicação e no GP de Comunicação, Turismo e Hospitalidade.

Demonstrando a atualidade dos temas e a interdisciplina-ridade marcante da área de Comunicação Social, em um

Referências

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