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Academic year: 2021

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TÍTULO: PARÂMETROS AMBIENTAIS PARA OTIMIZAÇÃO DA ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA NO ATENDIMENTO AMBULATORIAL

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO

CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE

ÁREA:

SUBÁREA: FISIOTERAPIA

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): SURIEL DA SILVA GONÇALVES

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): MARIA ELISABETE GUAZZELLI

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1 RESUMO

No momento em que passamos a frequentar um ambiente, somos capazes de captar do mesmo as mais variadas sensações e estímulos de uma maneira inconsciente e pouco percebida. Dificilmente paramos para refletir quais são os impactos que o mesmo provoca em nosso corpo e mente. Diante disso, evidencia-se a necessidade de sensibilizar o profissional quanto as dinâmicas que o ambiente fisioterapêutico desencadeia no paciente mediante suas percepções, além de se estabelecer parâmetros para a construção de um ambiente que atenda às suas necessidades. Este estudo tem por objetivo identificar as percepções dos usuários de serviços de fisioterapia em relação ao ambiente ambulatorial. Trata-se de um estudo observacional analítico qualitativo, sendo desenvolvido mediante a participação de 100 indivíduos, contemplando acadêmicos de fisioterapia, fisioterapeutas e pacientes. As informações foram coletadas por meio de entrevista não-estruturada, sendo os

dados estruturados pelo método do Discurso do Sujeito Coletivo. Assim, foi possível

evidenciar características pertinentes ao ambiente fisioterapêutico para que o mesmo seja utilizado como um recurso facilitador dos processos fisioterapêuticos e definir o termo Ambiente Terapêutico, sendo esse um campo de atenção à saúde do Homem que visa otimizar o processo curativo do indivíduo mediante a criação de um ambiente que busque atender suas necessidades físicas, emocionais e psicossociais, despertando no mesmo sensação de prazer e bem-estar.

Palavras-chave: percepção, ambiente, saúde, teoria gestáltica, fisioterapia.

2 INTRODUÇÃO

No momento em que passamos a frequentar um ambiente, somos capazes de captar do mesmo as mais variadas sensações e estímulos de uma maneira inconsciente e pouco percebida, além do mais, nossas percepções sobre os lugares vêm de maneira espontânea e automática. Apesar de realizarmos análises sobre o ambiente no qual estamos inseridos, dificilmente paramos para refletir quais são os impactos que o mesmo provoca em nosso corpo e mente.

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Os profissionais da área em questão possuem uma certa preocupação em relação a dinâmica adotada em seu ambiente de atuação, contudo, esse fato é singular e restrito a alguns profissionais. Além do mais, aqueles que percebem alterações no comportamento e no desempenho de seus pacientes mediante as modificações efetuadas em seu ambiente não são capazes, por vezes, de identificar de que maneira podem interferir positivamente na dinâmica comportamental e cinético-funcional adotada por seus pacientes. Marinho e Santos (2014), relatam que há uma ausência na abordagem de assuntos voltados a área ambiental, sendo o ambiente e a sociedade objetos de estudos pouco explorados nos centros universitários.

Percebe-se ainda que o ambiente é um recurso pouco utilizado pelos fisioterapeutas como uma maneira de educar o corpo na perspectiva cinético-funcional, deixando assim de utilizar o mesmo como uma estratégia de reeducação corporal. Diante desses fatos, evidencia-se a necessidade de sensibilizar o profissional quanto as dinâmicas que o ambiente fisioterapêutico desencadeia no paciente mediante as suas percepções, além de se estabelecer parâmetros cabíveis para a construção de um ambiente que atenda às necessidades desse indivíduo.

3 OBJETIVO

3.1 OBJETIVO GERAL

Identificar as percepções dos usuários de serviços de fisioterapia em relação ao ambiente ambulatorial.

3.2 OBJETIVO ESPECÍFICO

 Identificar parâmetros ambientais para otimização da abordagem fisioterapêutica no atendimento em ambulatório;

 Definir o ambiente terapêutico “desejável”;

 Compreender a influência do ambiente físico nas dinâmicas cinético-funcionais;  Discutir o ambiente físico como campo de estimulação e percepção, e a sua

interferência nas dinâmicas cinético-funcionais;

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4 METODOLOGIA

Trata-se de um estudo observacional analítico qualitativo que busca compreender a percepção do indivíduo em relação ao ambiente fisioterapêutico ambulatorial.

A amostra foi composta por indivíduos adultos, de ambos os gêneros, com capacidade cognitiva preservada e capazes de expressar de maneira clara e objetiva as suas opiniões e percepções sobre um determinado ambiente. Ao todo participaram 100 indivíduos, sendo que 34 eram alunos de fisioterapia do sétimo e/ou oitavo semestre; 32 eram fisioterapeutas que atendiam em ambientes de caráter ambulatorial, e 34 eram pacientes que estavam em tratamento fisioterapêutico em ambiente ambulatorial, sendo o SPA & Wellness Center e o Centro Integrado de Saúde (CIS) da Universidade Anhembi Morumbi.

Estabeleceu-se o uso da entrevista não-estruturada com a exibição de imagens de ambientes fisioterapêuticos (Imagem 1) como recurso, a fim de coletar as percepções dos indivíduos sobre os ambientes, juntamente com a apresentação de uma situação aos participantes (Tabela 1), onde deveriam informar o cenário de preferência e o porquê. Esse discurso foi registrado pelo uso de um gravador de voz para ser transcrito de forma literal posteriormente.

Antes do método ser aplicado na amostragem, o mesmo foi submetido a um pré-teste por meio de sua aplicação em um grupo formado por seis pessoas, composto por acadêmicos, fisioterapeutas e pacientes em igual proporção. Sendo evidenciado que o recurso era capaz de captar adequadamente as percepções dos indivíduos.

Os dados foram estruturados por meio do método do Discurso do Sujeito Coletivo, através do Software Qualiquantisoft (IPDSC, 2017).

Tabela 1. Caso clínico Pacientes / Usuários

Paciente, A.L.P., sexo feminino, 27 anos, queixa-se de dor na região cervical (pescoço). Essa dor está associada ao aumento de tônus (tensão muscular), que está comprometendo o seu sono, além disso, a mesma relata estar triste e desanimada. Mediante a esse quadro, a mesma foi procurar um serviço de fisioterapia.

Neste caso, se fosse você, em qual ambiente você preferiria ser atendido? Por quê? Acadêmicos e Fisioterapeutas

Paciente, A.L.P., sexo feminino, 27 anos, queixa-se de dor na região cervical (pescoço). Essa dor está associada ao aumento de tônus (tensão muscular), que está comprometendo o seu sono, além disso, a mesma relata estar triste e desanimada. Mediante a esse quadro, a mesma foi procurar um serviço de fisioterapia.

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Imagem 1. Ambientes de atendimento fisioterapêutico. Cenário 1

Ambiente 1 Ambiente 2 Ambiente 3

Cenário 2

Ambiente 1 Ambiente 2 Ambiente 3

5 FISIOTERAPIA COMO CAMPO DE ESTUDO DAS DINÂMICAS

CINÉTICO-FUNCIONAIS: DE QUE FISIOTERAPIA ESTAMOS

FALANDO?

A maneira na qual reagimos é o resultado dos estímulos sensoriais percebidos e de percepções geradas. O comportamento não possui somente aspectos de caráter cognitivo, mas também reflete as necessidades e os desejos do Homem, sendo este denominado como motivação (KANDEL, SCHWARTZ & JESSELL, 2000). O estado motivacional possui três finalidades, sendo orientar o comportamento para um objeto específico, aumentar o estado de alerta geral e energizar o indivíduo para uma determinada ação (KANDEL, SCHWARTZ & JESSELL, 2000).

A forma na qual o Homem se manifesta em diferentes situações e ambientes, se encontra intimamente atrelada ao seu processo de construção cognitivo, afeto-emocional e sociocultural, advinda desde sua gênese e permeando o seu processo de desenvolvimento (OLIVEIRA, 2006).

De acordo com Lent (2010), a percepção consiste no processamento analítico efetuado pelos sistemas sensoriais, atribuídos a retirar de cada objeto as suas característica e peculiaridades. Assim, para que os mecanismos que compreendem a

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percepção possam ser aprimorados, se faz necessário tornar-se evidente os estímulos advindos do ambiente que são mais importantes para o que observa.

6 GESTALT E A TEORIA DAS PERCEPÇÕES

Segundo Engelmann (2002), a palavra Gestalt pode ser compreendida como a forma ou uma entidade concreta que possui dentre as suas características a forma.

A teoria de Gestalt relata que os eventos que ocorrem em nosso cérebro não são os mesmos que acontecem em nossa retina. Gomes Filho (2000 p.19) menciona que “a excitação cerebral não se dá em pontos isolados, mas por extensão”. O mesmo ainda relata que não há um processo que anteceda a associação das várias sensações, a primeira sensação gerada já é de forma, sendo essa global e unificada. Assim, compreende-se como todo o processo consciente e forma psicologicamente percebida que se encontra estreitamente relacionada com as forças incorporadas do processo fisiológico cerebral. A hipótese gerada pela Gestalt para explicar a gênese por trás das forças conhecidas como integradoras, se encontra alicerçada em outorgar ao sistema nervoso central uma função de autorregulação (GOMES FILHO, 2000).

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O INTER-RELACIONAMENTO ENTRE O COMPORTAMENTO E O

AMBIENTE FÍSICO SOB O OLHAR DA PSICOLOGIA AMBIENTAL

Segundo Günther e Rozestraten (2005) a psicologia ambiental é entendida como o estudo do inter-relacionamento entre o comportamento humano e o ambiente físico, podendo esse ambiente ser construído ou estando esse em sua forma natural. Em suma, a mesma busca entender a dinâmica envolvida no ambiente concreto e a influência exercida por ele nos modos de vida das pessoas. Desta forma, segundo Polli e Kuhnen (2011), a observação das mudanças efetuadas em um dado ambiente físico e as atividades desempenhadas no mesmo, podem mostrar qual é o papel que o ambiente físico desempenha sobre o comportamento social adotado pelo Homem. Dentro dessa perspectiva, é possível notar que as imagens espaciais geradas pelo indivíduo são constantemente influenciadas pelas representações sociais, sendo classificada como de criação, elaboração, difusão e mudança do conhecimento público, estando esse compartilhado na expressão oral dos grupos sociais (FAGUNDES, 2009; POLLI KUHNEN, 2011). Com relação ao ambiente, a teoria das

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representações sociais tem uma importante participação na busca da compreensão das dinâmicas sociais. Polli e Kuhnen (2011) relatam que a relação existente entre as pessoas e o meio ocorrem por meio da representação social que a pessoa constrói do ambiente, sendo constituída por meio de seus valores, expectativas e preferências.

Günther(2011) relata que nas teorias de Lewin já se abordava assuntos no que

tange a noção de ambiente psicológico, sendo esse percebido ou experimentado pela pessoa, onde já se falava da mútua dependência entre a pessoa e o ambiente. Além do mais, outros autores também já consideravam o ambiente como sendo um lugar de oportunidades, constituindo um conjunto de recursos, de possibilidades, de comportamentos na qual a pessoa se encontra livre para adotá-los ou não.

O comportamento humano, segundo Sampaio (2005), é considerado um objeto em constante transformação, de manifestação variada, que possui suas unidades selecionadas por sua eficiência em lidar com o mundo, e do qual não se pode ser entendido sem haver a referência do ambiente na qual se ocorre (MARÇAL, 2005).

Para que uma boa relação de mútua influência seja estabelecida, requer que o indivíduo desenvolva um vínculo afetivo com o lugar, ou seja, um apego ao lugar, compreendido como algo que vem a ser estimado, da qual se sente afeto (ALENCAR & FREIRE, 2007). Outra característica fundamental é a apropriação, na qual o indivíduo torna o lugar como se fosse um prolongamento seu, um componente pessoal e fundamental (CAVALCANTE & ELIAS, 2011). Alencar e Freire (2007) ainda relatam que temos a necessidade de transformar a nossa nova ocupação em algo que se seja compatível e semelhante ao espaço marcado em nossa mente, na tentativa de tornar o diferente em igual, o estranho em familiar e o outro no mesmo.

8 RESULTADOS

Neste estudo, foram ao todo 100 indivíduos participantes, sendo que 34 eram acadêmicos, 32 fisioterapeutas e 34 pacientes. Dentre os participantes, 21 dos indivíduos eram do sexo masculino e 79 do sexo feminino, sendo que do sexo masculino, 6 eram acadêmicos, 4 fisioterapeutas e 11 pacientes. Com relação ao sexo feminino, 28 eram acadêmicas, 28 fisioterapeutas e 23 pacientes.

Os indivíduos participantes do grupo composto por acadêmicos possuíam idade média de, aproximadamente, 23 anos, o grupo de fisioterapeutas possuíam,

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aproximadamente, 33 anos, e o grupo de pacientes possuíam, dentre os participantes, idade média de 44 anos.

Na escolha do cenário, 87 dos indivíduos entrevistados optaram pelo primeiro cenário, sendo que 32 deles eram acadêmicos, 26 fisioterapeutas e 29 pacientes. Com relação a escolha pelo segundo cenário, somente 13 pessoas optaram pelo mesmo, sendo que 2 eram acadêmicos, 6 fisioterapeutas e 5 pacientes.

Com bases nos depoimentos coletados por meio da entrevista não-estruturada, e a partir das expressões-chaves evidenciadas, foi possível elencar 9 ideais centrais (Tabela 2), sendo elas fundamentais para compreender a percepção dos usuários com relação ao cenário de sua escolha.

Tabela 2. Relação de Ideias Centrais por grupo de pesquisa. GRUPO 1 – Acadêmicos

Ideias Centrais que abordaram a IC N° de indivíduos

Categoria A - O conforto espacial é importante no processo fisioterapêutico. 12/34

Categoria B - O acolhimento é uma modalidade importante e existem facilitadores ambientais para

esse acolhimento. 29/34

Categoria C - A medicalização do espaço compromete o acolhimento. 3/34

Categoria D - O acolhimento é um fator importante na lógica terapêutica. 7/34

Categoria E - Existem fatores ambientais estressores que interferem negativamente no processo

fisioterapêutico. 12/34

Categoria F - O ambiente privativo é um fator importante para o indivíduo na lógica terapêutica. 17/34

Categoria G - A socialização com os outros indivíduos auxilia no processo fisioterapêutico. 4/34

Categoria H - O fisioterapeuta deve ser capaz de compreender o indivíduo em sua totalidade. 0/34

Categoria I - O papel do fisioterapeuta é essencial para a obtenção de resultados satisfatórios,

independente do ambiente. 0/34

GRUPO 2 – Fisioterapeutas

Ideias Centrais N° de indivíduos

que abordaram a IC

Categoria A - O conforto espacial é importante no processo fisioterapêutico. 7/32

Categoria B - O acolhimento é uma modalidade importante e existem facilitadores ambientais para

esse acolhimento. 23/32

Categoria C - A medicalização do espaço compromete o acolhimento. 6/32

Categoria D - O acolhimento é um fator importante na lógica terapêutica. 8/32

Categoria E - Existem fatores ambientais estressores que interferem negativamente no processo

fisioterapêutico. 9/32

Categoria F - O ambiente privativo é um fator importante para o indivíduo na lógica terapêutica. 12/32

Categoria G - A socialização com os outros indivíduos auxilia no processo fisioterapêutico. 3/32

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Categoria I - O papel do fisioterapeuta é essencial para a obtenção de resultados satisfatórios,

independente do ambiente. 5/32

GRUPO 3 – Pacientes

Ideias Centrais que abordaram a IC N° de indivíduos

Categoria A - O conforto espacial é importante no processo fisioterapêutico. 10/34

Categoria B - O acolhimento é uma modalidade importante e existem facilitadores ambientais para

esse acolhimento. 24/34

Categoria C - A medicalização do espaço compromete o acolhimento. 2/34

Categoria D - O acolhimento é um fator importante na lógica terapêutica. 0/34

Categoria E - Existem fatores ambientais estressores que interferem negativamente no processo

fisioterapêutico. 7/34

Categoria F - O ambiente privativo é um fator importante para o indivíduo na lógica terapêutica. 12/34

Categoria G - A socialização com os outros indivíduos auxilia no processo fisioterapêutico. 2/34

Categoria H - O fisioterapeuta deve ser capaz de compreender o indivíduo em sua totalidade. 0/34

Categoria I - O papel do fisioterapeuta é essencial para a obtenção de resultados satisfatórios,

independente do ambiente. 2/34

Com base nas Ideias Centrais levantadas, nota-se que o ambiente não deve ser limitado a um lugar destinado tão somente para receber o tratamento (REGO, 2012). Smith (apud REGO, 2012) descreve que o espaço de saúde se torna um ambiente terapêutico quando nele reside uma excelência clínica em relação ao tratamento, provê as necessidades e individualidades de conforto físico e psicológico daqueles que o utiliza, gera resultados positivos nos achados clínicos dos pacientes e na efetividade dos profissionais de saúde ali presentes.

Grande parte dos estudiosos defendem essa teoria, além disso, constatam a existência de quatro princípios de base, sendo capazes de fomentar a constituição de ambiente terapêutico e os resultados dos pacientes. São os quatro princípios de base mencionados: o controle de agentes ambientais maléficos ao bem-estar e saúde, a criação de estímulos positivos, a facilitação do suporte social e geração de uma sensação de controle e privacidade para os usuários (REGO, 2012).

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base nos conteúdos referências anteriormente apresentados e por meio dos achados obtidos nos depoimentos, é possível definir a expressão Ambiente Terapêutico como sendo um campo de atenção à saúde do Homem que visa otimizar o processo curativo mediante a criação de um ambiente que atenda suas

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necessidades físicas, emocionais e psicossociais, despertando sensação de prazer e bem-estar, sendo alcançados por meio da inserção de estratégias de adequação do ambiente que sejam familiares e agradáveis ao indivíduo, visto que esses fatores de preferência devem ser identificados mediante o primeiro contato com o usuário.

O fisioterapeuta, na criação e adequação do ambiente fisioterapêutico de caráter ambulatorial deverá, em primeira instância, compreender que a sensação e experiência que o paciente possa vir a adquirir no mesmo é relativo e particular, sendo essa construído à medida que o mesmo passa a se relacionar com o meio. A partir dessa ideia, o mesmo deverá adequar o ambiente com base nas quatro primícias abordadas anteriormente. Além do mais, o mesmo deverá buscar tornar o ambiente um lugar onde a atenção direcionada é passível de ser renovada, reduzindo a fadiga mental e outros sentimentos e comportamentos que possam surgir.

Assim, nota-se a carência em explorar mais as temáticas envolvidas na relação do Homem com o ambiente fisioterapêutico, mediante a escassez de informações. Além disso, vale a pena estender essa investigação aos demais campos de atuação fisioterapêutica, para auxiliar os profissionais na construção de ambientes adequados.

10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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