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guia do professor da Escola Sabatina para Crianças e Jovens

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guia do professor da

Escola Sabatina para

Crianças e Jovens

safetysabbath.org

SEGURANÇA

ON-LINE

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2

Sumário

03

Como usar este guia?

04–05

Como conversar com crianças sobre segurança on-line

06

Perigos comuns na internet

Segurança de senhas

Catfishing

Proteção de sua privacidade

Identificação de golpes (scams)

Outras preocupações de segurança

Ciberbullying

12–14

Atividade para crianças – Perigos comuns na internet

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© Adventist Risk Management,® Inc.

Como usar este guia?

Este ano, para o Safety Sabbath, a Adventist Risk Management, Inc.

(ARM) incentiva as igrejas a melhorar a segurança on-line e em

redes. Parte desse esforço é assegurar que os membros tenham as

informações e ferramentas de que precisam para se proteger

on-line. Com frequência uma falha de segurança é resultado da falta de

prática de medidas de segurança on-line pelos usuários.

Este guia para professores da Escola Sabatina é uma coletânea de recursos que você pode usar para tratar de segurança on-line com crianças e jovens. A primeira seção, Como conversar com crianças

sobre segurança on-line, destina-se a ajudar você a entender como abordar esse assunto como

professor(a). O resto do documento contém recursos que você pode usar em suas classes na Escola Sabatina com crianças e jovens.

Conforme os jovens passam mais tempo on-line, identificar e evitar riscos comuns torna-se cada vez mais importante. É essencial ter essas conversas com crianças e jovens, mas não pressuponha que elas vão ocorrer em casa ou na escola. E, mesmo que elas ocorram, reforce a importância de praticar a segurança on-line o tempo todo.

A seção Perigos comuns na internet é escrita para crianças e jovens. Você pode imprimir essa seção como um recurso para eles levarem para casa. Crianças mais novas podem gostar da atividade como uma forma de reforçar o entendimento dos perigos discutidos em classe. Os jovens talvez aproveitem mais as perguntas para discussão incluídas.

O Apóstolo Paulo nos deu uma orientação útil que pode ser aplicada a nosso uso da internet. Em Filipenses 4,8, ele disse: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”1

1 Almeida Revista e Corrigida© Copyright © 2009 Sociedade Bíblica do Brasil

SEGURANÇA ON-LINE

S A F E T Y S A B B A T H

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© 2020 Adventist Risk Management,® Inc. IFS-Talking-w-ChildrenYouth-AbtOnlineSafety-NADPT



Como conversar

com crianças

e jovens sobre

segurança on-line

Pais, mães, professores e líderes de jovens entendem a necessidade de

conversar com crianças e jovens sobre os perigos potenciais de atividades

on-line. No entanto, essas conversas não acontecem com tanta frequência quanto

deveriam; quando acontecem, muitas vezes não são efetivas para obter qualquer

mudança mensurável. Aprender como falar com crianças e jovens sobre o poder

das redes sociais e da internet pode dar aos adultos a autoconfiança e os

recursos de que eles precisam para ter essa conversa importante.

Informe-se

A internet muda com uma velocidade estonteante, muitas vezes deixando pais e adultos no escuro no que se refere a compreender seus perigos. Antes que qualquer conversa significativa possa acontecer, os adultos precisam investir em se informar sobre o cenário digital.

O conhecimento de como os jovens estão usando a internet dá aos adultos a oportunidade de direcionar a conversa para tópicos relevantes. Isso confere aos adultos mais credibilidade aos olhos dos jovens, o que torna mais provável que eles levem a sério os conselhos que os adultos estão lhes dando. Algumas das áreas em que pais e adultos devem estar atualizados são:

• Gírias—Toda uma nova linguagem de

abreviações e gírias foi desenvolvida no espaço

digital. Compreender o que os jovens de fato estão dizendo é importante para você monitorar a comunicação deles on-line.

• Redes sociais—Familiarize-se com as

plataformas de redes sociais populares entre os jovens. Crie uma conta e passe algum tempo na plataforma para entender como ela é usada.

• Jogos on-line—Jogos on-line têm se tornado

cada vez mais sociais em anos recentes. Muitos jogos populares são projetados para ser jogados por grupos de pessoas que se conectam on-line e até conversam entre si enquanto jogam. Saiba quais são os jogos da moda, como eles são jogados e se há um risco de conhecer estranhos.

Foque nos desafios reaiss

Ao conversar com jovens sobre a internet, resista à tentação de reduzir a conversa a um simples: “a internet é ruim”. O uso da internet está profundamente

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© Adventist Risk Management,® Inc.

© 2020 Adventist Risk Management,® Inc. IFS-Talking-w-ChildrenYouth-AbtOnlineSafety-NADPT

Como conversar com crianças e jovens sobre segurança on-line Pagina 2



difundido na sociedade atual, em especial no currículo educacional desde os primeiros anos do ensino elementar. Crianças e jovens também veem a frequência com que os adultos usam a internet, e isso poderia lhes dar a impressão de dois pesos e duas medidas.

Ensinar a crianças e jovens sobre os desafios reais da internet permite que eles façam um uso seguro dela. Essa é uma habilidade de que eles precisarão pelo resto da vida e, quanto antes a desenvolverem, melhor. Embora seja importante ter conversas apropriadas à idade, os perigos da internet não diferenciam idades. Qualquer coisa que existe na internet está disponível para todos.

Tópicos importantes que você deve ser capaz de abordar com crianças e jovens incluem:

• Quais conteúdos são inadequados e como evitá-los • Como verificar a identidade de alguém

• Como reconhecer golpes on-line • Como identificar informações confiáveis

• Proteção da privacidade

• Gerenciamento de senhas fortes

• Compartilhamento excessivo de informações

(“oversharing”) em redes sociais

• A permanência das coisas que são ditas on-line • Reações apropriadas a ciberbullying, ou assédio

virtual.

Incentive uma conversa aberta

Quando chegar a hora de ter uma conversa sobre segurança on-line com crianças e jovens, é

importante que seja de fato uma conversa, não uma preleção. Incentive um ambiente em que eles se sintam à vontade para ter um diálogo aberto e sincero com você.

O mundo virtual não é diferente do mundo real e esse grupo etário com frequência é hesitante e inseguro. Eles podem até ter suas próprias preocupações quanto à internet e suas experiências nela. Ter uma conversa com os jovens lhes dá a oportunidade de expressar esses receios e encontrar apoio e orientação de pais e adultos.

Este material contém informações gerais baseadas em fatos e não deve, em nenhuma circunstância, ser considerado aconselhamento jurídico específico sobre um determinado assunto ou tema. Consulte seu advogado ou gerente de risco se quiser saber como uma jurisdição local lida com qualquer situação específica que você possa estar enfrentando.

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Ensinar a crianças e jovens

sobre os desafios reais da internet

permite que eles façam um

uso seguro dela.

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Perigos comuns na internet

A cada ano a internet se torna mais integrada em todos os aspectos

da vida. Não há dúvida de que ela pode ser um recurso valioso,

além de ser uma excelente fonte de lazer. No entanto, a internet

não é livre de perigos potenciais que podem pôr você em risco.

Os noticiários trazem regularmente histórias sobre jovens que conhecem alguém on-line e desaparecem depois de tentar se encontrar com seu novo “amigo”. Você pode dizer: “Eu nunca faria isso”, e talvez esteja certo. Mas existem muitos outros perigos on-line que têm consequências graves.

Como o mundo digital está tão interconectado, sua segurança on-line acaba afetando também seus amigos, família, igreja e escola. Basicamente, qualquer pessoa com quem você interage on-line também pode estar em risco por causa das suas atividades.

Considere este cenário: seu e-mail é hackeado, o que permite que um hacker envie software malicioso (chamado malware). Como parece que veio de você, é provável que seus amigos abram e cliquem no link. Se isso acontecer na sua escola, agora a rede da escola e todos os seus usuários estão em risco. Veja a rapidez com que esses eventos podem se tornar uma bola de neve fora de controle.

Hackers estão continuamente criando novos esquemas para enganar as pessoas. Estes são alguns dos métodos mais comuns usados. Ao ler sobre os perigos potenciais, pense se você já encontrou algum deles. Acha que poderia cair em algum desses truques se fosse exposto a eles?

Segurança de senhas

Sua senha é a única coisa que existe entre você e um hacker. Se alguém conseguir acessar seu e-mail, redes sociais ou outras contas on-line, essa pessoa pode “se tornar” você. Isso pode dar ao hacker inclusive uma chance ainda maior de acessar outras contas suas ou se passar por você para hackear contas de outras pessoas. Evite usar em sua senha palavras ou números que sejam significativos para você. Sim, isso a torna mais fácil de lembrar. Mas hackers também podem usar informações coletadas de seu perfil em redes sociais para tentar decifrar sua senha. Times esportivos favoritos, datas de nascimento e nomes de animais de estimação nunca devem ser parte de suas senhas.

Quando você cria uma senha, os especialistas recomendam usar uma combinação de letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos especiais. Senhas mais longas são melhores, e você nunca deve usar uma senha com menos de oito (8) caracteres.

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© Adventist Risk Management,® Inc.

Se você tiver uma mesma senha para todas as suas contas on-line, mesmo que seja uma senha forte, você está em risco! Senhas que são comprometidas geralmente são vendidas entre hackers ou compartilhadas na “dark web”. Se você usar a mesma senha para várias contas, uma senha comprometida dará acesso a todas as suas contas.

Usar um aplicativo de gerenciamento de senhas é a melhor maneira de garantir que você esteja usando bons protocolos de senha. Muitos desses aplicativos preencherão automaticamente suas informações para cada conta, o que significa que você pode usar senhas longas, exclusivas e fortes em cada uma delas. Certifique-se de proteger seu aplicativo de gerenciamento de senhas com uma senha forte que você não use em nenhum outro lugar. Você pode usar uma frase secreta para proteger seu aplicativo de gerenciamento de senhas. Uma expressão ou frase com várias palavras pode ser fácil de lembrar, mas difícil de hackear.

Em resumo: tudo que você faz on-line depende da segurança de suas senhas. Use senhas exclusivas para cada site e nunca compartilhe sua senha com ninguém.

Catfishing

Você talvez tenha crescido ouvindo para ter “cuidado com estranhos”. Isso nos foi ensinado desde que éramos pequenos e, como resultado, com frequência somos cautelosos com pessoas que não conhecemos. Com nossos amigos ou pessoas que conhecemos, é fácil baixar a guarda. Nós nos sentimos seguros e, por isso, contamos mais coisas sobre nós do que contaríamos a um estranho.

Mas você conhece pessoalmente todas as pessoas que seguem você nas redes sociais? E como você sabe que a pessoa com quem está interagindo on-line é quem ela diz que é?

A verdade é que você não sabe. “Catfishing” é o termo usado quando alguém cria uma identidade falsa elaborada para fingir ser outra pessoa. Isso é frequentemente usado para manipular outros usuários. Muitas pessoas, inclusive adultos, já foram enganadas por golpes de catfishing. Na melhor das hipóteses, é constrangedor perceber que você foi levado a acreditar que seu “amigo” on-line era alguém que de fato não é. Muitas vezes há circunstâncias piores em que a vítima pode ser iludida, chantageada, intimidada ou abusada emocionalmente e até fisicamente.

Estas são algumas dicas para verificar se o perfil on-line de alguém corresponde à sua identidade:

• Pesquise o nome — se alguém usar o nome inteiro em seu perfil on-line, pesquise o nome no

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plataformas de redes sociais, esse é um bom sinal. Você também pode usar o lugar em que a pessoa mora, ou o nome da escola dela, como outros termos de busca para focalizar a pesquisa.

• Busca reversa de imagem — Em images.google.com, você pode fazer uma busca reversa de

imagem para ver onde essa imagem aparece na internet. Clique no desenho da câmera na barra de busca do Google e digite o URL da foto ou faça o upload do arquivo da foto. Vamos supor que a foto do perfil seja de um banco de imagens ou usada em várias contas de redes sociais diferentes, todas com outros nomes. Nesse caso, a pessoa pode não ser quem ela diz que é. Se você achar que alguém não é quem diz que é, bloqueie a pessoa imediatamente! Isso corta o acesso que ela tem às suas informações.

Proteção de sua privacidade

As redes sociais existem para ser justamente isso: sociais. Como estamos conectados com amigos, é fácil acabarmos expondo mais informações on-line do que deveríamos. Isso é especialmente um problema se não tivermos as configurações de privacidade adequadas em nossas contas. E, como aprendemos com o catfishing, também pode ser um problema se ficarmos “amigos” de pessoas que não conhecemos.

Comece verificando as configurações de privacidade e segurança de todas as suas contas em redes sociais e na internet. Certifique-se de que suas fotos, vídeos, postagens e outros dados pessoais estejam visíveis apenas para os seus contatos. Muitos serviços permitem que você defina essas configurações de privacidade como padrão geral. Ainda assim, você precisa verificar o que acontece com as postagens que tiver feito antes de alterar suas configurações de privacidade padrão.

Enquanto estiver verificando suas configurações, revise também as configurações de seus serviços de localização. Serviços de localização são úteis para aplicativos e sites saberem onde você está e fazerem sugestões ou oferecerem serviços com base em sua localização. Mas eles também podem encher a internet de dados sobre onde você mora, estuda ou passa tempo.

Desative os serviços de localização dos aplicativos e avalie cada aplicativo ou site que peça permissão para usar os serviços de localização. Se você realmente precisar dessa funcionalidade, só dê permissão ao aplicativo para rastrear sua localização enquanto o estiver usando. Isso evita que o aplicativo rastreie seus movimentos quando não estiver aberto.

Não compartilhe informações em excesso em redes sociais ou outras contas on-line. Tudo que você compartilha no ambiente digital pode ser usado para criar um perfil sobre você. Reflita com cuidado

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© Adventist Risk Management,® Inc.

sobre os memes, piadas e opiniões que você compartilha on-line. A internet não se esquece e, mais tarde na vida, sua piada ou seu vídeo no TikTok, aparentemente inofensivos, podem impedi-lo de conseguir o emprego dos sonhos.

A melhor regra prática é considerar que tudo que você põe na internet é informação pública e que qualquer pessoa pode ver. As configurações de privacidade podem ajudar, mas realmente é preciso que você pare e pense cada vez que for postar, compartilhar, curtir ou seguir.

Identificación de estafas

Golpes de internet estão por toda parte. O relatório anual de 2019 do Internet Crime Complaint Center (IC3) do FBI mostrou que a agência recebeu uma média de 1.200 queixas por dia, com muitos outros casos não comunicados. As perdas para as vítimas em 2019 foram de mais de US$ 3,5 bilhões. Embora idosos tenham maior probabilidade de ser enganados por esses golpes, o relatório do IC3

apresentou mais de 55.000 casos comunicados por pessoas de menos de 30 anos, com perdas para esses casos de US$ 596,2 milhões apenas em 2019.2

Saber como identificar um golpe é fundamental para não ser enganado. Estas são algumas maneiras de detectar um golpe.

• Se parecer bom demais para ser verdade, provavelmente é mesmo! Você não vai conseguir o

dispositivo eletrônico mais recente ou o tênis ou fones de ouvido mais populares com 50% de desconto.

• Se houver dinheiro envolvido, desconfie. Isso inclui pessoas que querem lhe dar dinheiro e lhe

pedem o número de sua conta bancária. Até mesmo pedidos de dinheiro de pessoas que você conhece devem ser conferidos, incluindo a quantia que elas estão pedindo e o modo de você mandar o dinheiro para elas.

• Antes de clicar em qualquer link em e-mails, textos ou postagens em redes sociais, verifique

quem mandou o link e se ele é autêntico. Passe o indicador do mouse sobre links antes de clicar neles para conferir para onde eles vão levar você de fato. Se não tiver certeza sobre um link, não clique nele. Tente encontrar o site usando uma ferramenta de busca e veja se o endereço bate com o do link.

• Golpistas muitas vezes usam medo ou urgência para fazer as pessoas agirem sem pensar.

Mensagens pedindo que você responda imediatamente com frequência são golpes. Isso é verdade especialmente se elas parecerem vir de agências oficiais, como a Receita Federal. (Não, eles não vão cancelar o seu CPF.)

• Saiba o endereço eletrônico da empresa com que está interagindo e confira se está no site

2 Federal Bureau of Investigation Internet Crime Compliant Center. (2019). 2019 Internet Crime Report. Retrieved from FBI IC3 website

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correto. Golpistas com frequência compram nomes de domínio semelhantes ou URLs que são comumente digitados errados, especialmente se você estiver no celular.

Outras preocupações de segurança

Estas são mais algumas dicas para ajudar você a ficar em segurança on-line:

• Se você usar um computador público, como na biblioteca ou na escola, não deixe que o

computador salve seu nome de usuário ou senha. Encerre sua sessão (log off) no

computador quando tiver terminado para limpar o cache e apagar arquivos temporários que possa ter acessado.

• Drives externos podem carregar vírus e malware. Não use um drive USB que encontrar no

chão. Se não tiver um software antivírus em seu computador, você não deve usar drives externos de amigos também.

• Tenha cautela com carregadores USB públicos. Eles também podem conter vírus que podem

infectar seu celular ou computador. Sempre é melhor, em lugares públicos, carregar seus dispositivos usando um carregador elétrico do que um cabo USB.

Ciberbullying

O ciberbullying, ou assédio virtual, é um dos maiores desafios enfrentados por crianças e adolescentes na internet. Muitas pessoas que nunca praticariam intimidação na vida real tornam-se mais ousadas quando escondidas atrás de uma tela de computador, especialmente se acharem que estão anônimas.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos definem bullying como “comportamento agressivo indesejado por parte de outro jovem ou grupo de jovens... que envolve um desequilíbrio de poder observado ou percebido e é repetido várias vezes ou tem alta probabilidade de se repetir”. Observe que o bullying não precisa envolver violência física ou mesmo abuso verbal. Espalhar boatos sobre alguém, postar fotos humilhantes ou excluir alguém propositalmente do grupo pode se encaixar na definição de bullying. Os CDC informam que 1 em cada 6 alunos do ensino médio relata ter sofrido bullying on-line.3

Em alguns sentidos, o ciberbullying é pior do que o abuso por um intimidador de carne e osso. Quando você está sofrendo bullying na escola ou no parquinho, sua vergonha e constrangimento se limitam às pessoas presentes. Quando você sai desse local físico, o bullying é interrompido. Isso permite que você escape da situação.

3 Centers for Disease Control and Prevention. (2014). Preventing Bullying. Recuperado on-line em https://www.cdc.gov/

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© Adventist Risk Management,® Inc.

Com o ciberbullying, não há como escapar. Um agressor pode seguir você virtualmente e continuar o assédio mesmo quando você não está com ele. E seu constrangimento está à vista de todos. Nesse sentido, o ciberbullying pode ser pior do que o bullying físico, porque não há como escapar.

Se você for vítima de ciberbullying, não deve se sentir envergonhado. Você é a vítima e não fez nada de errado. Mas precisa tomar medidas para evitar que isso continue:

1

Não revide. É compreensível que você queira “se vingar” e postar coisas ruins sobre seu agressor. Mas isso não vai resolver a situação e pode até torná-la pior.

2

Documente o bullying. Faça capturas de tela de mensagens e postagens para que elas não possam ser apagadas. Registre a data e hora da mensagem e quem a enviou.

3

Conte para um adulto. Mostre as imagens das mensagens do agressor para seu pai, mãe, professor ou outro adulto. Conte como essas mensagens fazem você se sentir e peça-lhes ajuda para resolver a situação.

Lembre-se de que é mais difícil pais, professores ou outros adultos perceberem o cyberbullying, por isso é essencial que você conte a um adulto se estiver sendo assediado on-line.

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ATIVIDADE

Depois de conversar sobre alguns dos problemas que as crianças

enfrentam on-line, use este jogo simples para reforçar o que elas

aprenderam.

Imprima cópias suficientes dos dois emojis incluídos (pagina 14) para que cada criança tenha um de

cada. Você pode imprimi-los em frente e verso para economizar papel. Também pode colá-los em pauzinhos

de madeira, se quiser. Se não tiver acesso a uma impressora, as crianças podem usar as próprias mãos e

mostrar polegar para cima ou polegar para baixo.

Leia a lista de cenários para a classe e peça para as crianças usarem os emojis para responder se a

atividade é “no alvo” ou algo a “evitar.”

A maioria vai acertar e os que errarem provavelmente será por terem escolhido por engano o emoji errado. Se alguém der a resposta

errada, use a oportunidade para reforçar o princípio que está na base do cenário.

Como jugar

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© Adventist Risk Management,® Inc.

• Usar o nome do seu gato e o ano do seu nascimento como senha.

• Dizer para seus amigos pararem de fazer gozação com um colega on-line. • Verificar se um link em um e-mail da sua avó é seguro antes de clicar nele.

• Cadastrar-se em uma nova plataforma de rede social sem conversar com seus pais primeiro. • Aceitar uma solicitação de amizade de alguém que você não conhece, se a pessoa disser

que conhece seus pais.

• Pesquisar antes de aceitar uma solicitação de amizade para ter certeza de que a pessoa é

quem diz ser.

• Ter uma conversa sozinho em uma sala de Zoom com um de seus líderes de jovens ou um

membro da equipe dos Desbravadores.

• Apagar imediatamente e-mails, textos ou mensagens privadas de pessoas que você não

conhece se houver um link na mensagem.

• Compartilhar memes que debocham de pessoas de outras culturas ou países. • Contar a um adulto se estiver sofrendo bullying on-line.

• Pensar no que você quer postar on-line antes de clicar em enviar, especialmente se estiver

bravo ou se for tarde da noite.

• Definir suas configurações nas redes sociais para que apenas seus amigos possam ver suas

postagens e informações.

• Clicar no link para o AirPods Pro com 80% de desconto que seu amigo compartilhou em

seu story no Instagram.

• Compartilhar fotos impróprias suas ou de outras pessoas. • Evitar carregadores USB públicos.

• Usar uma senha diferente para cada uma de suas contas.

• Falar mal de um colega de classe em conversa privada, já que ele não vai ver mesmo. • Postar uma foto da sua casa na internet.

• Bloquear e denunciar pessoas que enviarem comentários ou fotos impróprios.

• Postar em redes sociais que você vai estar no shopping center do seu bairro esta tarde sem

um adulto.

• Contar a um adulto se alguém on-line tentar marcar um encontro com você. • Considerar que tudo que você compartilha on-line é público.

• Compartilhar o link de sua aula on-line no Zoom em um canal público no Discord. • Não revidar se estiver sofrendo bullying on-line.

• Usar apenas números para sua senha.

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Que tipo de restrições seus pais impõem a você para o uso de internet/redes sociais?

Por que você acha que eles têm essas restrições? Você deveria ter mais restrições do que tem atualmente?

Quais são alguns de seus aplicativo s/ websites favoritos? Você particip

a de alguma rede social? Em caso afir

mativo, qual ou quais você usa com mais

frequência? Quais são algun

s pontos positivos e negativos das redes sociais? V

ocê acha que os pontos positivos supera

m os negativos? O

s negativos superam os positivos? O

u eles são mais ou menos equilibrados?

Sem contar escola e/ou dever de casa, quanto tempo por dia você acha que passa na

internet? Esse tempo aumentou ou diminuiu durante a pandemia? Que tipos de coisas você está perdendo quando está usando o

tempo na internet?

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO

Use as perguntas a seguir para começar uma conversa com sua

classe sobre como eles usam a internet e as redes sociais e como

eles acham que poderiam estar mais seguros on-line.

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Que tipos de pressão de grupo os jovens enfrentam quanto a internet e redes

sociais? Essas pressões vêm principalmente de pessoas que você conhece, de pessoas que você não conhece

ou de celebridades e/ou influenciadores?

Que exemplos de ciberbullying você já viu? Foi você que sofreu o bullying

ou foi outra pessoa? Como você reagiu a esses casos? Como você

deveria ter reagido?

Onde você obtém notícias e informações na internet? Como pode ter certeza de que os “fatos” que você vê são verdadeiros? Por que você acha que alguns sites ou contas de redes sociais compartilham informações que não são

verdadeiras? O que você pode fazer quando encontrar informações incorretas on-line?

Obviamente, a internet não existia no tempo do ministério de Jesus. Se ela existisse, como você acha

que ele teria usado essas ferramentas em seu ministério? Quais são algumas maneiras em que sua igreja poderia usar a internet e/ou redes sociais para

propagar o Evangelho? Como você pode usar sua presença on-line para mostrar o amor de Deus?

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Este material contém informações gerais baseadas em fatos e não deve, em nenhuma circunstância, ser considerado aconselhamento jurídico específico sobre um determinado assunto ou tema. Consulte seu advogado ou gerente de risco se quiser saber como uma jurisdição local lida com qualquer situação específica que você possa estar enfrentando.

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