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CONTRARRAZÕES. Brasília, 30 de janeiro de 2014.

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ILMO. SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO DE LICITAÇÃO DO BANCO DO BRASIL S.A., NA QUALIDADE DE REPRESENTANTE DA SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA (SAC-PR).

Ref: RDC PRESENCIAL Nº 2013/16285

CONSÓRCIO CONCREMAT-THEMAG, neste ato representado pela empresa líder, CONCREMAT ENGENHARIA E TECNOLOGIA S/A., pessoa jurídica de direito privado, regularmente inscrita no CNPJ/MF sob n.º 33.146.648/0001-20, com sede na Rua Euclides da Cunha, n.º 106, São Cristóvão – Rio de Janeiro /RJ, neste ato, por seu representante legal, vem, mui respeitosamente, à presença de V. Sa., com fulcro no disposto nos artigos 27, 45, II, §2º da Lei 12.462/2011 e 52 do Decreto Federal nº 7.581/2011, bem como no item 17 do Edital que regula a concorrência supra descrita, apresentar suas

CONTRARRAZÕES

ao Recurso Administrativo apresentado pelo Consórcio Planave-Aeroservice, requerendo o recebimento e o encaminhamento das contrarrazões em anexo à Autoridade Superior para tanto competente, a quem é requerida a improcedência do recurso respondido, pelos motivos de fato e de direito adiante expendidos.

Brasília, 30 de janeiro de 2014.

CONSÓRCIO CONCREMAT-THEMAG Marcio Tagliari

Representante do Consórcio e Diretor da empresa líder Concremat Engenharia e Tecnologia S/A

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ILMA. AUTORIDADE SUPERIOR DO BANCO DO BRASIL S.A.

I – RESUMO DO RECURSO COMBATIDO

O Consórcio Recorrente alegou em seu recurso, em suma, que discorda do julgamento de sua proposta técnica no concernente à pontuação recebida para comprovação de um dos requisitos colocados no anexo 9, Parte IV, item A, subitem A.18, a saber:

A.18: O proponente deverá comprovar a realização de 01 projeto básico ou executivo completo, contendo; planilha orçamentária, plantas de projeto e caderno de especificações, em nome da proponente, para construção, reforma ou ampliação de aeroporto.

Ainda, a avaliação de referido item foi subdividida em diversas categorias, cada uma com a pontuação de 0,5 (meio) ponto caso comprovado através de atestados e respectivas CATs, estando, dentre eles:

• projeto básico ou executivo possui caderno de especificações contendo detalhamento de materiais, equipamentos e serviços a serem executados na obra. PONTUAÇÃO: 0,5

Ao avaliar o documento anexado pelo Recorrente em sua proposta, entendeu corretamente a Comissão não lhe pontuar o meio ponto relativo ao caderno de especificações, eis que o Atestado CAT nº FL 19598 CRA-SP emitido pela Infraero, de fato não comprovou a execução prévia deste serviço específico.

Inconformado com o julgamento, o Consórcio Recorrente alega que o atestado não precisa conter exatamente aquilo que solicitado no Edital, bem como que é óbvio o desenvolvimento deste serviço quando se faz um Projeto Executivo. Para tanto, anexa ao Recurso o contrato que deu causa ao Atestado, alegando que supostamente este documento comprovaria que o caderno de especificações para todo o projeto foi

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Pelo que acima exposto solicita a majoração de sua pontuação técnica em 0,5 (meio) ponto, o que a levaria para um total de 81,000, colocando-o em primeiro lugar na classificação, ensejando a retomada das negociações com o melhor colocado e declaração de nulidade da decisão que apontou o Consórcio Concremat – Themag como vencedor o certame.

II - AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO DE INTENÇÃO DE RECORRER DO JULGAMENTO DA PROPOSTA TÉCNICA NO MOMENTO OPORTUNO

Antes do enfrentamento do mérito da questão sob exame, cumpre destacar que o Consórcio Recorrente, quando instado a se manifestar sobre sua eventual intenção de recorrer especificamente do resultado do julgamento das propostas técnicas divulgado pela Comissão, na Ata do dia 20 de dezembro, não manifestou seu interesse.

Referida Ata fora claramente dividida em duas etapas: (i) divulgação do julgamento das propostas técnicas; (ii) abertura das propostas de preços e lances.

Quando do término da primeira parte, foi questionado pela Comissão quais empresas tinham interesse em recorrer do julgamento das propostas técnicas e apenas o Consórcio Concremat – Themag se manifestou neste sentido:

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Todavia, ao final dos trabalhos, quando fora questionado se os concorrentes tinham intenção de recorrer dos atos da sessão (claramente referindo-se a Comissão aos atos de abertura da proposta de preços e lances, eis que sobre o julgamento da proposta técnica já havia tido questionamento específico), o Consórcio Recorrente manifestou interesse e em suas razões colocadas em anexo próprio inapropriadamente escreveu que queria recorrer inclusive do julgamento das propostas técnicas.

Ora, é claro que a manifestação de interesse tem que ocorrer no momento oportuno, ou seja, quando houver questionamento específico da Comissão ao final de cada ato, em especial quando houver mais de um ato na mesma sessão.

Neste caso foi questionado especificamente pela Comissão quanto eventual intenção de recurso contra o julgamento das propostas técnicas e o Consórcio Recorrente silenciou.

Com isso, houve preclusão de seu direito de recurso contra o julgamento das propostas técnicas, o que deverá levar ao não recebimento do recurso ora combatido.

Neste sentido, temos:

“4.2.10) A manifestação da intenção de recorrer

Mas a Lei prevê que o sujeito deverá manifestar a sua intenção de recorrer tão logo seja produzida a decisão objeto de questionamento.

(...)

A ausência de manifestação de intenção de recorrer acarreta a preclusão do referido direito.”

Comentários ao RDC, Marçal Justen Filho, editora Dialética, 1ª edição, pág. 655.

“3.7.1) Considerações gerais sobre a preclusão

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série de decorrências. Se o sujeito tiver deixado de exercitar uma faculdade no prazo previsto, produz-se a preclusão temporal. (...) Enfim, é vedado ao sujeito praticar, num momento posterior conduta incompatível e contraditória com suas ações e omissões anteriores. A isso se denomina preclusão lógica.” Comentários ao RDC, Marçal Justen Filho, editora Dialética, 1ª edição, pág. 661.

De qualquer forma, ainda que recebido o recurso, seu mérito é improcedente, como restará comprovado abaixo.

III – MÉRITO DO RECURSO

Diferentemente do que alegado pelo Consórcio Recorrente, a Comissão agiu em conformidade com a legislação aplicável e com as normas do Edital ao não pontuar o subitem relativo ao caderno de especificações.

Isso porque o Edital era claro em mencionar que todos os documentos que comprovariam os requisitos técnicos de experiência prévia delineados no Anexo 9, deveriam obrigatoriamente estar na proposta técnica entregue:

“11.2 Devem constar do envelope PROPOSTA TÉCNICA os documentos do PROPONENTE que visam ao atendimento dos itens constantes do Anexo 09 e Declaração de que o PROPONENTE não se enquadra nas situações previstas no item 9.2 do Edital.”

Ainda, deixou claro que a comprovação relativa à experiência prévia obviamente teria que ser feita através de documentos reconhecidos pelos órgãos de classe competentes, atestado e sua respectiva CAT:

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“1.11.2 Currículos do(s) profissional(is) de nível superior objeto da declaração exigida no item 1.10 e respectivos atestado(s) fornecido(s) por pessoas jurídicas de direito público ou privado, que comprovem a execução de serviço semelhante ao descrito nas parcelas de maior relevância, acompanhado(s) das respectiva(s) Certidão(ões) de Acervo Técnico – C.A.T., emitida(s) pelo CREA ou CAU, conforme o caso, desde que atendam às exigências de cada tipo de serviço, conforme definido no item 1.10 retro, admitindo-se a Certidão de Acervo Técnico de obra específica, expedida pelo CREA ou CAU, conforme o caso.”

Assim sendo, o atestado e a CAT juntados pelos concorrentes teriam que ser claros em descrever os serviços para os quais seriam apresentados.

No caso do Consórcio Recorrente, verificamos claramente que o Atestado CAT nº FL 19598 CREA-SP emitido pela Infraero, que está sob análise, não comprovou a elaboração de caderno de especificações para o Projeto Executivo executado.

Pelo contrário, se analisarmos o documento (o que deixou de fazer o Recorrente que anexou de forma extemporânea documento novo e inválido – contrato – que será analisado abaixo), é fácil perceber que o termo “especificações” somente aparece associado às Instalações elétricas (Especificações de equipamentos) e às instalações eletrônicas (Especificações técnicas/funcionais).

Da forma que está escrito no documento anexado pelo Consórcio Recorrente, o termo Dimensionamento/Especificações de Equipamentos nem ao menos caracteriza uma Especificação Técnica Específica (ETE) e muito menos uma ETG (Especificação Técnica Geral) nos moldes exigidos na área de Engenharia.

E mais, como o atestado apresentado contém referências a especificações pontuais apenas em relação às instalações elétricas e às instalações eletrônicas não seriam nem suficientes para demonstrar a experiência do profissional, uma vez que o Engº. Mario Luiz Ferreira de Mello Santos, além de ser civil, foi responsável técnico

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Diante disso, podemos dizer que as poucas especificações atestadas são bastante pontuais e não correspondem ao Caderno de Especificações de todo o Projeto Executivo solicitado pelo Órgão.

Isso porque a intenção do Órgão era saber se havia experiência prévia da proponente em um Projeto Executivo que possua um caderno de especificações completo, contendo detalhamento de materiais, equipamentos e serviços a serem executados na obra, para todas as especialidades, ou seja, um caderno contendo as especificações completas de todo o projeto a ser implantado.

Fica comprovado que o atestado, que é o documento hábil para detalhar todas as atividades efetivamente desenvolvidas pelo licitante, de fato não comprovou o cumprimento do item A.18 do Anexo 9 do Edital, merecendo ser mantido o julgamento da forma como inicialmente feito pela Comissão, sem a atribuição do meio ponto ao subitem.

Mas como se esta avaliação não fosse suficiente, o Consórcio Recorrente alega que o atestado não tem que descrever tudo e que é óbvio que um Projeto Executivo desenvolvido engloba a confecção do caderno de especificações completo.

Primeiramente, não há obviedade a ser considerada nas licitações públicas. É preciso que o princípio do julgamento objetivo seja respeitado, podendo apenas ser levado em conta os documentos juntados na proposta técnica.

Se fosse óbvio como menciona o Consórcio Recorrente, deveria ele ter impugnado o edital ao perceber que a comprovação do caderno de especificações estava em subitem próprio com nota individualizada. Afinal, se todo projeto executivo engloba necessariamente isso, por que motivo o Órgão individualizaria sua análise e pontuação?

Exatamente porque não é óbvio que haja sua execução completa em todo Projeto Executivo ou, ainda, pode até o Caderno de Especificações ser elaborado, em sua íntegra, por algum subcontratado e não pela empresa principal responsável pelo Projeto Executivo, o que justificaria a ausência deste serviço no atestado técnico.

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Assim, a justificativa do licitante que sugere que é inerente a um projeto executivo conter obrigatoriamente especificações técnicas de materiais e serviços (caderno de encargos), não procede, pois neste caso também deveria ser obrigatório a um projeto executivo a elaboração de orçamentação e cronograma físico-financeiro, itens que o atestado apresentado também não contempla. Qual a finalidade de um projeto executivo senão a construção da obra? Como construir sem conhecer o custo e o prazo para tal?

Está clara a preocupação do Órgão em solicitar atestação para cada item separadamente de um projeto de aeroporto, tanto assim o é que o item A.18 está dividido em vários quesitos, principalmente para analisar a abrangência do projeto que foi executado.

Com relação à juntada do contrato, ainda, é nulo referido ato, eis que o documento fora anexado de forma extemporânea na fase de recurso. E mesmo que fosse válido, o contrato assinado não comprova que os serviços do documento foram efetivamente executados em sua plenitude. Ora, exatamente para isso que serve o atestado técnico, que detalha o que do contrato fora efetivamente executado.

Caso contrário a licitação permitiria a juntada apenas dos contratos assinados. E se a contratação foi terminada no meio por acordo entre as Partes? E se houve supressão de escopo contratado? Por isso que o atestado e CAT têm que detalhar tudo que foi efetivamente desenvolvido e devem ser os únicos documentos considerados para julgamento da experiência prévia dos concorrentes.

A alegação do Consórcio Recorrente de que os projetos foram executados dentro das condições contratuais estabelecidas no Termo de Contrato nº 054-E/96-0001, pois, não é fundamentada, vez que o que está descrito no contrato não necessariamente foi realizado.

Por fim e para encerrar de vez a celeuma trazida à tona pelo Consórcio Recorrente apenas para tumultuar o processo desta licitação, ainda que analisemos o contrato apresentado, resta claro que apenas algumas disciplinas específicas do

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VI. CONCLUSÃO E PEDIDO

Diante do acima exposto, solicita-se que seja julgado totalmente improcedente o recurso ora contraarrazoado, a fim de que seja mantido inalterado o julgamento técnico da proposta do Consórcio Recorrente, com o aumento da nota do Consórcio signatário, nos termos do que exposto em seu recurso protocolado em documento próprio, com a consequente manutenção da declaração de vencedor do Consórcio CONCREMAT-THEMAG.

Se, no entanto, decidir a Douta Comissão por alterar a pontuação do Consórcio Recorrente, que faça subir o presente recurso à DD. Autoridade competente para julgamento, cumpridas as formalidades de praxe, a quem se requer seja julgado improcedente o Recurso do Consórcio Recorrente e procedente o Recurso do Consórcio signatário, com a manutenção da declaração de vencedor do Consórcio CONCREMAT-THEMAG. Nestes Termos, Pede deferimento. Brasília, 30 de janeiro de 2014. CONSÓRCIO CONCREMAT-THEMAG Marcio Tagliari

Representante do Consórcio e Diretor da empresa líder Concremat Engenharia e Tecnologia S/A

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