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Addis Ababa, Ethiopia, P.O. Box: 3243 Tel.: (251 11) Fax: (251 11) union.org

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Addis Ababa, Ethiopia, P.O. Box: 3243     Tel.: (251‐11) 5513 822    Fax: (251‐11) 5519 321  Email: situationroom@africa‐union.org      CONSELHO DE PAZ E SEGURANÇA  328ª REUNIÃO  ADIS ABEBA, ETIÓPIA  24 DE JULHO DE 2012      PSC/PRC/2(CCCXXVIII)  Original: Inglês                  RELATÓRIO DO PRESIDENTE SOBRE A OPERAÇÃO HÍBRIDA DA UNIÃO AFRICANA‐NAÇÕES  UNIDAS EM DARFUR                                      UNIÃO AFRICANA 

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  RELATÓRIO DO PRESIDENTE SOBRE A OPERAÇÃO HÍBRIDA DA UNIÃO AFRICANA‐NAÇÕES  UNIDAS EM DARFUR      I. INTRODUÇÃO   

1. Na  sua  286ª  reunião,  que  teve  lugar  a  19  de  Julho  de  2011,  o  Conselho  analisou  a  situação no Darfur e as actividades da União Africana‐Operação Híbrida das Nações Unidas em  Darfur (UNAMID), na base do relatório que submeti [PSC/PR/2 (CCLXXXVI)]. O Conselho, por sua  vez, adoptou um comunicado no qual, entre outras coisas, decidiu prorrogar, para um período  adicional  de  12  meses,  o  mandato  da  UNAMID,  tal  como  definido  pelo  comunicado  PSC/PR/Comm  (LXXIX)  da  sua  79ª  reunião  realizada  em  22  de  Junho  de  2007,  e  a  resolução  1769 (2007) do Conselho de Segurança da NU de 31 de Julho de 2007. O Conselho solicitou ao  Conselho  de  Segurança  das  Nações  Unidas  para  fazer  o  mesmo,  tendo  em  mente  o  papel  central que a UNAMID desempenha no terreno, em particular no que respeita a protecção de  civis, e o aumento da contribuição prevista para a Missão a fim de avançar com a busca da paz  duradoira em Darfur, incluindo o apoio para a implementação do Documento de Doha para a  Paz  em  Darfur  (DDPD),  o  lançamento  do  Processo  Político  de  Doha  (DPP)  em  Darfur,  recuperação  imediata  e  facilitação  do  retorno  e  reintegração  das  Pessoas  deslocadas  Internamente  (PDI)  e  refugiados,  com  base  na  tendência  incentivadora  que  já  de  verifica  no  terreno. Em 29 de Julho de 2011, o Conselho de Segurança adoptou a resolução 2003 (2011), na  qual decidiu prorrogar o mandato da UNAMID tal como prescrito na resolução 1769 (2007) para  um período adicional de doze meses até 31 de Julho de 2012 . 

 

2. Este  relatório  cobre  os  desenvolvimentos  relativos  à  situação  em  Darfur  e  a  implementação do mandato da UNAMID. É concluído com recomendações sobre a via a seguir,  incluindo a renovação do mandato da UNAMID para o período de um ano. 

 

II. IMPLEMENTAÇÂO DO DOCUMENTO DE DOHA PARA A PAZ EM DARFUR   

3. Na  sua  286ª  reunião,  o  Conselho  notou  com  satisfação  a  assinatura,  a  14  de  Julho  de  2011,  do  (DDPD),  salientando  que  este  desenvolvimento  contribuirá  grandemente  para  a  promoção  da  paz  e  segurança  em  Darfur.  Durante  o  período  em  análise,  os  signatários  do  DDPD, nomeadamente o Governo do Sudão (GoS) e o Movimento de Justiça e Libertação (LJM),  continuaram a tomar medidas concretas para a implementação do DDPD. 

 

4. Em  27  de  Dezembro  de  2011,  o  Presidente  da  Republica  do  Sudão  dissolveu  a  Autoridade Regional de Transição de Darfur (TDRA) e as suas Comissões, tal como estipulado no  Acordo  de  Paz  de  Darfur  (DPA),  em  5  de  Maio  de  2006,  para  permitir  o  estabelecimento  da  Autoridade  Regional  de  Darfur  (DRA),  principal  órgão  responsável  pela  implementação  do  DDPD.  Em  11  de  Setembro  de  2011,  o  GOS  nomeou  o  Dr.  Al‐Haj  Adam  Youssef,  natural  de  Darfur,  como  2º  Vice‐Presidente  do  Sudão,  e  líder  do  LJM,  e  o  Dr.  El  Tigani  Seisi,  como 

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Presidente do DRA, a 23 de Outubro de 2011. Em conformidade com as disposições do DDPD,  em  18  de  Dezembro  de  2011,  o  Presidente  da  República  nomeou  o  Secretário‐Geral  do  UM,  Bahar  Idriss  Abu  Garda  como  Ministro  da  Saúde  do  governo  Federal,  Moktar  Abdelkareem,  Vice‐presidente  do  UM  e  Ahmed  Fadoul,  outro  membro  da  liderança  sénior  do  UM  foi  nomeado  a  29  de  Dezembro  de  2011,  como  Ministro  da  Industria  e  dos  Assuntos  federais,  respectivamente.  Doze  membros  do  Órgão  executivo  da  Autoridade,  incluindo  cinco  do  UM  também foram nomeados no mesmo dia.  

 

5. Na região de Darfur, vários Ministros competentes e Comissões do DRA foram afectados  no  LJM,  incluindo  os  Ministros  das  Finanças  e  do  Planeamento  Económico;  Reconstrução,  Desenvolvimento e Infra‐estrutura; Desenvolvimento da Tecnologia e Capacitação, bem como a  Comissão  do  Repatriamento  Voluntário  e  Reintegração  e  a  Comissão  da  Verdade,  Justiça  e  Reconciliação.  Outras  nomeações  incluem  membros  do  Partido  do  Congresso  Nacional  (NCP),  Unidade/Exercito  de  Libertação  do  Sudão  (SLA/Unity),  os  signatários  da  Declaração  de  Compromisso do DPA (DoC/DPA), e um oficial das Forças Armadas do Sudão (SAF) nomeados  para presidir a Comissão de Implementação das Disposições de Segurança em Darfur (DSAIC).  Além disso, um membro sénior do LJM, Haidar Galukoma Ateem, foi nomeado Governador do  Leste  do  estado  de  Darfur,  em  conformidade  com  o  Protocolo  sobre  Participação  Política  do  LJM e a Integração das suas Forças. Isto resultou na criação de dois novos estados adicionais em  5  de  Maio  de  2011,  que  se  tornou  efectivo  em  10  de  Janeiro  de  2012,  com  a  nomeação  de  quatro  novos  Walis.  Os  estados  da  parte  Central  e  Oriental  de  Darfur  tendo  como  capitais  Zalengei e El Daein, respectivamente, foram associados aos estados existentes no Norte, Sul e  Ocidente de Darfur, totalizando cinco Estados de Darfur.    

 

6. Em  8  de  Fevereiro  de  2012,  o  DRA  foi  inaugurado  oficialmente  numa  cerimónia  decorrida em El Fasher. Os Presidentes do Sudão e do Chade, bem como um representante do  Emir do Qatar e o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Burkina‐Faso, estiveram presentes no  evento. A UNAMID permaneceu envolvida com as Partes e os parceiros do DDPD, e forneceu  igualmente apoio técnico e logístico e aconselhamento para o funcionamento efectivo do DRA  e suas instituições.    

7. No  inicio  de  Maio  de  2012,  o  Governo  central  transferiu  25  milhões  de  dólares  e  sete  viaturas  ao  DRA.  Isto  permitiu  o  DRA  instalar  escritórios  em  Khartoum  e  Darfur,  iniciar  o  recrutamento de funcionários e realizar actividades de planificação. Em 22 de Maio de 2012, o  Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o DRA, o Programa de Desenvolvimento das Nações  Unidas (PNUD), o Banco Mundial e outros parceiros internacionais reuniram‐se em Khartoum  para iniciar o processo de planificação da Missão de Avaliação Conjunta para o Darfur (DJAM) a  cargo do DDPD. O objectivo da DJAM é identificar e avaliar as necessidades para a recuperação  económica,  desenvolvimento  e  erradicação  da  pobreza  em  Darfur.  O  DJAM  deverá  ser  concluído  no  final  do  ano  de  2012  e  criará  bases  para  a  mobilização  de  recursos  com  vista  à  realização da conferência de doadores prevista para o mês de Dezembro de 2012. 

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8. Ao salientar as suas prioridades no DDPD, ambas as partes identificaram a realização da  Consulta e Diálogo Interno sobre Darfur (DIDC) como prioridade chave. O DDPD estipula que a  UNAMID, a UA e o Estado do Qatar facilitarão a realização da DIDC. A UNAMID solicitou, neste  contexto,  divulgar  informações  sobre  o  DDPD  e  opiniões  dos  parceiros  Darfurianos  sobre  o  papel do diálogo interno. Isto foi efectuado através de consultas em Darfur e em Khartoum com  representantes  das  organizações  da  sociedade  civil,  comunidades  nómadas,  PDI,  a  Administração Nativa, legisladores estatais e líderes de comunidades tradicionais. A maioria dos  parceiros  consultados  reconheceu  que  o  diálogo  interno  sobre  Darfur  tem  potencial  para  reforçar o apoio popular para o DDPD, aumentar a inclusividade do processo de paz e promover  a  reconciliação  entre  as  comunidades.  Um  amplo  espectro  de  parceiros,  em  particular  representantes dos PDI, líderes de comunidades tradicionais e nómadas, contudo, expressaram  algumas preocupações, sobretudo a respeito da participação de todos os principais grupos de  parceiros;  manipulação  do  processo  pelas  partes  do  conflito;  liberdade  de  expressão  para  os  participantes; e oportunidades para a implementação dos resultado pelas partes. Não obstante,  apelaram  para  que  o  processo  inicie  imediatamente,  para  que  as  organizações  da  sociedade  civil sejam assistidas pela comunidade internacional permitindo‐lhes deste modo supervisionar  eventos e a comunidade internacional deveria incentivar os movimentos não‐signatários para  apoiar as consultas. 

 

9. De 10 a 12 de Julho de 2012, Uma Conferencia com Todos os Parceiros foi realizada em  El  Fasher  2012,  com  vista  a  solicitar  apoio  público  para  a  implementação  do  acordo  e  desenvolver  um  plano  para  as  Consultas  e  o  Diálogo  Interno  de  Darfur.  O  evento  traduzia‐se  num esforço de colaboração conjunta pelos dois parceiros do DDPD, embora a selecção dos 800  participantes de uma grande parte dos grupos de parceiros Darfurianos eram na sua maioria do  LJM.       10. A UNAMID continuou a supervisionar o progresso na implementação do cessar‐fogo do  DDPD e as disposições finais de segurança. Em 4 de Outubro de 2011, a Comissão de Cessar‐ fogo foi criada para verificar independentemente o equipamento e pessoal militar do LJM. Este  exercício,  que  foi  um  pré‐requisito  para  a  desmobilização,  desarmamento  e  reintegração  das  forças  do  LJM,  foi  conduzido  entre  5  e  9  Março  de  2012.  Contudo,  é  importante  realçar  o  desacordo  que  surgiu  entre  as  partes  signatárias  em  redor  deste  exercício,  os  oficiais  do  governo insistiram que os critérios deveriam ser mais restritivos no que respeita a elegibilidade  de um combatente, enquanto o LJM insistiu sobre a manutenção de um critério mais alargado e  a  verificação  de  forças  adicionais  não  incluídas  pelo  movimento  no  exercício  de  verificação  inicial. Há discussões em curso entre as duas Partes para solucionar esta questão. 

 

11. Em Maio de 2012, e em conformidade com o DDPD, o Governo submeteu à UNAMID, o  seu  plano  para  o  desarmamento  e  desmantelamento  dos  grupos  de  milícias  armados  em  Darfur.  O  qual  estipula  a  criação  de  um  Comité  de  Desarmamento,  o  registo  de  milícias,  a  condução da campanha de sensibilização pública e uma fase de desarmamento, que deverá ser  conduzida durante um período de 220 dias. A UNAMID procura esclarecimentos adicionais das 

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autoridades  relativamente  às  identidades,  forças  e  localização  dos  grupos  que  serão  desarmados. 

 

12. Contudo, muitas disposições do DDPD não foram implementadas durante vários meses  após  o  incumprimento  dos  prazos.  Isto  inclui  a  transferência  de  fundos  pelo  governo  central  para o Fundo de Desenvolvimento e Reconstrução de Darfur para permitir a implementação de  projectos de reconstrução, a primeira verba de ($EUA 200 milhões), devida após a assinatura  do DDPD a 14 de Julho de 2011, foi diferida. Em 24 de Abril de 2012, durante a comunicação à  Assembleia Nacional sobre o estado de implementação do DDPD, o Presidente do DRA, Dr. El  Tigani  Seisi,  declarou  que  um  défice  do  financiamento  para  o  DRA  e  os  órgãos  associados  tinham impedido seriamente a implementação do Acordo. 

 

13. Em  2  de  Maio  2012,  o  GOS  do  Sudão  emitiu  dois  decretos  com  vista  a  acelerar  a  implementação  do  DDPD.  O  primeiro  estabelecia  um  órgão  de  supervisão,  o  Alto  Comité  de  Seguimento para a Paz no Darfur, presidido pelo Presidente Omar Hassan Al Bashir. O segundo  decreto  alargava  os  membros  do  Gabinete  de  Seguimento  para  a  Paz  no  Darfur,  o  órgão  foi  estabelecido a 27 de Agosto de 2011 para coordenar as actividades do DDPD do governo, incluir  representantes  seniores  dos  Ministérios  da  Defesa,  Finanças,  Negócios  Estrangeiros,  Informação, Interior, Justiça e Serviços de Informação e Segurança (NISS). O decreto prorrogou  igualmente o mandato do Gabinete para incluir contactos com os movimentos não‐signatários  e  o  desenvolvimento  de  estratégias  para  a  promoção  da  paz  em  Darfur.  Na  sua  primeira  reunião, decorrida a 16 de Maio de 2012, o Alto Comité de Seguimento analisou um relatório  sobre  o  progresso  da  implementação  elaborado  conjuntamente  pelo  DRA  e  o  Gabinete  de  Seguimento para a Paz em Darfur. O Gabinete de Seguimento para a Paz em Darfur reuniu‐se  igualmente em 4 de Junho de 2012, durante a qual foram criados subcomités do sector político,  económico, de segurança e informação para facilitar a implementação nas áreas específicas do  Governo.  

 

14. Em  18  de  Julho  de  2012,  as  partes  do  DDPD  iniciaram  o  calendário  revisto  do  DDPD  durante uma cerimónia breve que teve lugar na sede do DRA. Estiveram igualmente presentes  na  cerimónia  alguns  membros  do  Comité  de  seguimento  da  Implementação  (IFC,  EUS,  Reino  Unido,  China,  EU,  LEA,  UA,  França,  Qatar,  GOS  e  oficiais  do  LJM.  As  Partes  reiteraram  o  seu  compromisso de respeitar o novo calendário do DDPD a fim de trazer mais dividendos de paz  ao  povo  de  Darfur.  Os  representantes  do  LJM  e  do  GOS  agradeceram  à  comunidade  internacional,  particularmente  a  Qatar,  pelo  seu  apoio  continuo  e  cooperação  para  a  implementação do Acordo. 

 

15. Em 16 de Janeiro de 2012, a Implementação da Comissão de Seguimento (IFC) criada ao  abrigo do DDPD realizou a sua segunda reunião em El Fasher sob a presidência do Estado do  Qatar. A sua terceira reunião teve lugar em Doha, no Qatar, em 28 de Maio de 2012. Na mesma  altura,  a  IFC  analisou  relatórios  apresentados  pelas  partes  signatárias  e  a  UNAMID  sobre  os  progressos  feitos  na  implementação  do  DDPD.  Embora  a  Comissão  tenha  felicitado  os  progressos  feitos,  manifestou  preocupação  com  os  atrasos  na  criação  das  instituições 

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estipuladas  para  o  efeito  no  DDPD.  Os  Membros  notaram  a  necessidade  de  aumentar  a  inclusividade do processo de paz através do inicio das conversações de paz entre o Governo e  os  movimentos  não‐signatários.  Além  disso,  eles  manifestaram  preocupação  com  as  implicações  negativas  para  a  situação  de  segurança  em  Darfur  devido  às  hostilidades  entre  o  Sudão  e  o  Sudão  do  Sul  e  apelaram,  neste  sentido,  para  o  cumprimento  da  resolução  2046  (2012) do Conselho de Segurança.   

   

III. COMPROMISSOS  COM  OS  MOVIMENTOS  NÃO‐SIGNATÁRIOS  E  DESENVOLVIMENTOS  RELACIONADOS 

   

16.  Durante o período em análise, o Representante Especial Conjunto (JSR) e o Mediador  Principal  Conjunto  interino  (JCM  a.i.),  Ibrahim  Gambari,  prosseguiu  os  seus  esforços  para  a  retomada de negociações entre o Governo do Sudão e os movimentos não‐signatários. De 20 a  23 de Fevereiro de 2012, o Prof. Gambari visitou Juba, N’djamena, e Ouagadougou. O principal  objectivo  das  visitas  era  actualizar  os  líderes  regionais  sobre  o  estado  do  processo  de  paz,  particularmente  sobre  o  progresso  alcançado  desde  a  assinatura  do  DDPD,  e  solicitar  o  seu  apoio nas próximas iniciativas de mediação. Todos os líderes expressaram o seu apoio firme às  iniciativas de paz construtivas para uma resolução política inclusiva e abrangente. 

 

17.  Vários  movimentos  armados  e  pequenas  facções  expressaram  à  Equipa  de  Apoio  de  Mediação Conjunta (JMST) um interesse na realização de conversações com o Governo, usando  o DDPD como base para as discussões. Isto incluiu o Comando Revolucionário do JEM‐, o LJM‐ Unity, SLM‐Unity (a facção Adam Abdul‐Aziz) e elementos do Grupo do Roteiro liderado por Ali  Daoud.  Em  26  de  Maio  de  2012,  o  JMST  e  a  UNAMID  reuniram‐se  em  Jebel  Kargo  (Darfur  Central) com os oficiais superiores de uma facção do JEM liderado por Mohammed Bahr para  avaliar a credibilidade da facção como uma parte de negociação potencial. Aproximadamente  60  homens  armados  em  viaturas  munidas  de  metralhadoras,  cujos  comandantes  alegavam  representar  1.600  combatentes,  assistiram  a  reunião.  Os  líderes  afirmaram  a  sua  lealdade  a  Mohammed Bahr e a sua disponibilidade para iniciar conversações com o Governo. A equipa de  avaliação não conseguiu verificar a força militar da facção livremente. 

 

18. De 24 a 25 de Janeiro de 2012, o Movimento de Justiça e Igualdade (JEM) realizou a sua  6ª Convenção Geral. Gibril Ibrahim, o irmão do líder fundador do JEM, emergiu como um novo  líder  do  Movimento.  De  acordo  com  um  comunicado  de  um  oficial  do  JEM,  a  Convenção  adoptou várias resoluções, incluindo a luta por um novo Sudão com dignidade, honra e justiça;  e vingança pelo “assassinato” de Khalil Ibrahim. O JEM também rendeu homenagem a liderança  do SPLM/A e as suas forças pela sua luta por um novo Sudão. O comunicado não fez referência  ao processo de paz.     19. Desde o falecimento de Khalil Ibrahim e mesmo depois da eleição de um novo líder, um  o JEM e todos os outros movimentos não‐signatarios recusaram um acordo sobre a via a seguir 

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para  uma  resolução  negociada  em  Darfur.  Todas  as  tentativas  do  JSR/JCM  a.i.  para  compromete‐los  nesse  sentido  têm  sido  frustradas  até  agora.  Em  vez  disso,  o  JEM,  o  SLM/A  (Minni Minawi) e o SLM/A (Abdul Wahid) mantiveram uma postura beligerante e intensificaram  o seu envolvimento na aliança da Frente Revolucionaria Sudanesa (SFR) com o SPLM/A (Norte)  que tem por objectivo mudar o regime no Sudão. Em 19 de Fevereiro de 2012, uma patrulha da  UNAMID  de  longo  alcance  a  partir  da  Equipa  de  Umm  Baru  para  Shegeg  Karo  no  Norte  de  Darfur foi impedida de cumprir as suas actividades por uma centena de combatentes do JEM.  Eles  detiveram  igualmente  dois  auxiliares  linguísticos  sudaneses  e  um  consultor  da  polícia  do  Iémen,  acusando‐os  de  serem  espiões  da  UNAMID  a  cargo  do  GOS  contra  o  Movimento.  As  negociações foram lentas, seguidas de uma grande demonstração de força de dissuasão, para  terminar com o impasse e garantir a libertação dos membros da equipa da patrulha.  

 

20. Em  20  Fevereiro  de  2012,  as  SRF  elegeram  Malik  Agar  do  SPLM‐Norte  como  seu  Presidente,  e  em  25  de  Fevereiro,  as  SRF  anunciaram  formalmente  a  composição  do  seu  Conselho  de  Liderança.  O  Sr.  Abdel  Aziz  Alhilo,  outro  chefe  do  clã  SPLM/A,  foi  nomeado  comandante  da  chefia  militar  conjunta.  O  Sr.  Abdel  Wahid  Al‐Nur  (SLA/M‐AW)  foi  nomeado  Vice‐Presidente  dos  Assuntos  Políticos  e  Regulamentares;  o  Sr.  Minni  Minawi  (SLM/A‐MM),  Vice‐Presidente dos Assuntos Administrativos e Financeiros; e o Sr. Gibril Ibrahim (JEM), Vice‐ Presidente  das  Relações  Exteriores  e  Assuntos  Humanitários.  Em  26  de  Fevereiro,  a  Frente  lançou uma operação conjunta contra as SAF em Jau, no Sul do Kordofan.  

 

21. Em  9  de  Abril  de  2012,  o  JSR/JCM  a.i.  reuniu‐se  com  representantes  do  (JEM)  em  Londres  e,  em  15  de  Maio  de  2012,  com  o  SLA‐Minni  Minawi  e  o  SLA‐Mother,  em  Kampala.  Contudo,  os  movimentos  reiteraram  o  seu  compromisso  com  os  objectivos  da  Frente  Revolucionaria  do  Sudão,  incluindo  a  destituição  do  Partido  do  Congresso  Nacional  (NCP)  liderado pelo Governo. A Mediação continua a envolver movimentos rebeldes e haverá outra  reunião com uma das principais facções prevista numa capital europeia nos próximos dias.    22. Num comunicado emitido a 1 de Junho de 2012, na sequência da sua Terceira reunião  da liderança executiva num local secreto, as SRF, entre outras coisas, reiteraram o seu objectivo  de derrubar o regime do Partido do Congresso Nacional, apelando os grupos de oposição para  se  unirem  e  trabalharem  com  a  aliança.  Vários  movimentos  armados  e  pequenas  facções  de  Darfur informaram a equipa de Apoio de Mediação Conjunta durante o período em análise que  se  juntaram  à  SRF,  incluindo  a  SLA‐Democracy,  a  SLA‐Mother  e  a  SLA‐Unity  (facção  Abdalla  Yahya).    IV. SITUAÇÃO HUMANITÁRIA E DE SEGURANÇA      23.Registaram‐se confrontos esporádicos entre o Governo e as forças do movimento durante o  período  em  análise,  particularmente  no  Sul  e  no  Leste  do  Darfur.  A  UNAMID  recebeu  informações  sobre  combates  entre  as  Forças  Armadas  sudanesas  (SAF)  e  as  forças  do  movimento não identificadas em 17 de Abril de 2012, em Samaha; Saysaban e Um Darfok (Sul 

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de  Darfur);  e  em  19  de  Abril  de  2012,  em  Songo  (Sul  de  Darfur).  Um  porta‐voz  do  SLA‐Minni  Minawi  reivindicou  o  envolvimento  nos  confrontos  em  Um  Dafok.  A  UNAMID  confirmou  o  combate em Samaha (Leste de Darfur), mas não conseguiu verificar os outros incidentes no Sul  do  Darfur  devido  às  restrições  impostas  pelas  autoridades  do  governo  local.  As  agências  humanitárias prestaram assistência a 19.000 civis desalojados devido aos combates de Samaha  nas aldeias vizinhas. 

 

24.Em 8 de Maio 2012, as forças do LA‐Minni Minawi tomaram o controlo de Geraida (95 km no  sul de Nyala, sul de Darfur) das SAF, até que as forças governamentais retomassem o controlo  da  cidade  no  dia  seguinte.  A  UNAMID  registou  a  morte  de  14  soldados  e  policias  governamentais  e  de  dois  feridos;  as  lojas  e  instalações  do  governo  foram  destruídas  e  o  mercado  foi  pilhado  de  gasolina  e  outros  aprovisionamentos.  No  Norte  de  Darfur,  as  forças  armadas do movimento fizeram uma emboscada às viaturas militares das SAF em Dobo Umda  (90 km no sudoeste de El Fasher, Norte de Darfur) a 26 de Junho de 2012.      25.As autoridades do Governo informaram à UNAMID que elementos da Frente Revolucionária  e do SPLA tomaram o controlo de Kafindebei (275 km do sudoeste de Nyala, no Sul de Darfur)  das SAF em 29 de Abril de 2012. Um porta‐voz das SAF indicou que as forças governamentais  retomaram o controlo da cidade a 7 de Maio. De acordo com fontes locais, 7.000 civis foram  deslocados devido aos combates. Além disso, o Governo do Sudão alegou que os elementos do  SPLA conduziram operações nas proximidades do Sul de Darfur‐na fronteira ocidental de Bahr  El Ghazal em Al Miram e em Um Dafok, a 17 e 18 de Maio de 2012, e em Kafia Kingi, Siri Malga  e no leste de Samaha, em 22 e 24 de Maio de 2012.    

26.A  16  e  17  de  Abril  de  2012,  homens  armados  não  identificados  atacaram  o  campo  residencial de Sharif no Sudeste do Sudão (125 km do leste de El Daein, no leste do Darfur) e o  campo  de  Khor  Omer  em  El  Daein  (leste  de  Darfur),  respectivamente.  Três  sudaneses  do  Sul  ficaram feridos no primeiro incidente e quatro no segundo. A UNAMID reforçou a patrulha nos  campos e a polícia do Governo reforçou a segurança com 24/7 homens em 11 campos no leste  de Darfur que albergam comunidades do Sul do Sudão. De acordo com a avaliação da Crescente  Vermelho  concluída  em  Março  de  2012,  60.000  pessoas  de  origem  sudanesa  residem  actualmente no Sul e no Leste no Darfur. 

 

27.Durante  o  período  em  análise,  o  Grupo  de  Trabalho  de  Repatriamento  e  Reintegração,  conduzido  pelo  Alto  Comissariado  das  Nações  Unidas  para  os  Refugiados,  confirmou  que  37,444  PDI  e  1,145  refugiados  regressaram  voluntariamente  as  varias  localidades  em  Darfur  entre  1  de  Janeiro  e  31  de  Março  2012.  Entre  os  quais,  29,654  PDI  e  1,145  refugiados  regressaram as localidades no Oeste de Darfur e 7,790 PDI as localidades no Norte de Darfur.   

28.  A  insegurança  alimentar  constitui  um  dos  maiores  problemas  em  várias  partes  de  Darfur  devido à fraca colheita do ano passado. Uma avaliação pós‐colheita conduzida pelo Programa  Alimentar  Mundial  em  Abril  identificou  um  défice  alimentar  de  aproximadamente  140.000 

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toneladas de cereal tanto no Norte como no Sul de Darfur; e uma aumento de 25 por cento nos  preços de produtos agrícolas e da pecuária nos estados desde o inicio do ano.  

 

29.A  situação  de  segurança  segundo  o  pessoal  humanitário  e  das  Nações  Unidas  em  Darfur  continua  a  constituir  uma  fonte  de  preocupação.  Os  actos  criminosos  contra  o  pessoal  da  UNAMID  causaram  a  morte  de  um  soldado  de  manutenção  da  paz  e  três  ficaram  feridos  quando,  em  20  de  Abril  de  2012,  um  grupo  de  homens  armados  não  identificados  atacaram  uma  unidade  da  polícia  constituída  da  UNAMID  perto  de  Mournei  (70  km  sudeste  de  El  Geneina,  Oeste  de  Darfur).  Em  13  de  Maio  de  2012,  quatro  membros  nacionais  do  Comité  Internacional da Cruz Vermelha foram sequestrados em 28 de Abril na zona de Fata Borno (100  km noroeste de El Fasher, Norte Darfur) por assaltantes não identificados, e foram libertados  em Kabkabiya (a 135 km do oeste de El Fasher, Norte do Darfur). Um funcionário do Programa  Alimentar Mundial sequestrado em Nyala a 6 de Março de 2012 foi libertado a 30 de Maio de  2012. As investigações a cargo das autoridades nacionais prosseguem.    V.OPERAÇOES DA UNAMID    30.Na altura da finalização deste relatório, o reforço do pessoal da UNAMID elevava‐se a 86 por  cento do reforço aprovado de 5.285 (1.106 de pessoal internacional, 2.961 de pessoal nacional  e 474 de Voluntários das Nações Unidas). O pessoal militar da UNAMID compreende 17.033 ou  seja 87.71 por cento do reforço autorizado de 19.555 compreendendo 17.450 das tropas, 323  oficiais,  299  observadores  militares e  77  oficiais  de  ligação.  O  reforço  do  pessoal  da  UNAMID  eleva‐se a 3.224 (85 por cento de homens e 15 por cento de mulheres) representando 85.47 do  reforço autorizado de 3.772. Já foram mobilizados 16 elementos dos 19 autorizados da Unidade  da  Policia  Constituída.  Um  reforço  adicional  da  PFU  do  Djibuti  está  previsto  para  Agosto  de  2012.  O  número  de  pessoal  da  polícia  constituída  é  (2.236  ou  84.06  por  cento  do  reforço  autorizado  de  2.660).  Contudo,  as  deficiências  operacionais  e  auto‐suficiência  do  contingente  militar e da polícia constituem outra fonte de preocupação. Das 54 unidades desdobradas para  a  UNAMID,  o  número  que  correspondia  às  necessidades  de  equipamento  pertencente  ao  contingente tal como estipulado no memorando de entendimento equivalia a 25.  

 

31.Nos últimos três meses, a UNAMID conduziu 12.783 patrulhas, incluindo 5.727 patrulhas de  rotina, 2.801 patrulhas logísticas e administrativas, 1,788 patrulhas nocturnas, 1.089 patrulhas  de  curto  alcance,  914  escoltas  humanitárias  e  464  patrulhas  de  longo  alcance.  A  polícia  da  UNAMID conduziu na totalidade 12.507 patrulhas, incluindo 7.180 nos campos dos PDI, 3.021  nas  cidades  e  aldeias,  1.807  patrulhas  de  médio  alcance,  277  patrulhas  humanitárias  e  222  patrulhas  de  longo  alcance.  Além  disso,  a  UNAMID  continuou  a  reforçar  a  protecção  de civis.  Um reforço de 60 funcionários com competência em assuntos de foro civil, direitos humanos,  ligação  humanitária  e  estado  de  direito  foram  destacados  para  a  missão  da  UNAMID  e  os  quartéis  do  estado  para  26  equipas  locais.  Isto  totaliza  82  funcionários  destacados  nesta  capacidade para os locais em todo o Darfur. 

   

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32.Em  1  de  Abril  de  2012,  o  Governo  avisou  formalmente  à  UNAMID  através  de  uma  Nota  Verbal  sobre  a  sua  decisão  de  não  conceder  mais  vistos  de  entrada  a  polícias  civis  que  não  dominam a língua árabe. A UNAMID continuou a exortar os oficiais do Governo para aprovarem  urgentemente  todos  os  pedidos  de  concessão  de  vistos  independentemente  da  capacidade  linguística  dos  requerentes  a  fim  de  permitir  que  a  Missão  seja  adequadamente  diversificada  incluindo em relação às mulheres. 

 

33.Relativamente à liberdade de circulação do pessoal da UNAMID, entre 1 de Janeiro e 30 de  Junho  de  2012,  a  circulação  da  Missão  via  terrestre  foi  restringida  58  vezes.  Quanto  às  suas  operações  aéreas,  durante  o  mesmo  período,  as  autoridades  governamentais  recusaram  473  dos  9,497  pedidos  de  voos.  Os  mesmos  incluíam  restrições  intermitentes  impostas  pelas  autoridades governamentais sobre voos entre Khartoum e El Fasher de 3 a 12 de Maio e entre  Khartoum,  El  Fasher e Nyala  de  10  a  12  de  Junho  enquanto  as  operações  aéreas  das  SAF  em  Darfur prosseguem. 

 

34. Além disso, em 20 Abril de 2012, as autoridades governamentais, citando acções planeadas  ou militares em curso, informaram à UNAMID e às organizações humanitárias que o acesso as  áreas  de  Tulus,  Buram,  Edd  al  Fursan,  Kafia  Kingi,  Kafindebei  e  Um  Dafok  no  Sul  de  Darfur  estavam interditas. O acesso também foi intermitentemente interdito em Shaeria e Labado (Sul  de Darfur) e em Shangil Tobaya, Dar al Salam e Thabit (Norte de Darfur) durante o período em  análise.  A  maior  parte  das  restrições  foram  impostas  nas  áreas  em  que  supostamente  havia  combates militares em curso ou já terminados e onde as autoridades suspeitaram a presença  de movimentos de forças armadas não‐signatários. 

 

35.A  UNAMID  continuou  a  apelar  os  representantes  do  Governo  do  Sudão  a  todos  os  níveis  para  permitir  à  missão  circular  livremente  e  sem  quaisquer  restrições.  Durante  a  13ª  reunião  Tripartida  entre  as  Nações  Unidas,  União  Africana  e  o  Governo  do  Sudão  em  23  de  Junho  de  2012,  as  restrições  de  acesso  foram  o  principal  objecto  de  discussão.  Os  oficiais  do  Governo  aproveitaram  a  ocasião  da  reunião  para  reiterarem  aos  seus  comandantes  no  terreno  que  as  autoridades  podiam  fornecer  conselhos  de  segurança  à  UNAMID,  mas  não  podiam  prever  o  procedimento das suas actividades. 

 

36.  Em  conformidade  com  os  pedidos  contidos  na  resolução  2003  (2011)  do  Conselho  de  Segurança, um exercício de revisão do pessoal uniformizado da UNAMID foi realizado no inicio  deste  ano.  Foi  realizado  em  conjunto  pela  NU,  UNAMID  e  a  Comissão  da  UA.  O  principal  objectivo  da  revisão  era  procurar  meios  para  reforçar  a  eficácia  e  eficiência  da  Policia  e  dos  Militares da UNAMID e promover uma força flexível e móvel. A revisão focalizou a necessidade  de  reconfigurar  e  repor  o  nível  das  tropas  actuais  para  reflectir  a  situação  de  segurança,  e  preencher  as  necessidades  adicionais  no  âmbito  do  mandato  da  implementação,  tal  como  o  apoio à implementação do DDPD.  

 

VI.OBSERVAÇÕES    

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37.No  seu  relatório  endereçado  ao  Conselho  de  Segurança  da  NU  sobre  o  ‘Quadro  de  Facilitação  da  União  Africana  e  das  Nações  Unidas  para  o  processo  de  paz  em  Darfur’,  o  Secretário‐Geral da NU propôs uma via a seguir para revitalizar o processo de paz em Darfur. O  Quadro tem três pilares: (a) implementação total e atempada do DDPD; (b) compromisso com o  Governo do Sudão e movimentos não‐signatários; e (c) dialogo interno e consultas. Por sua vez,  o Mediador Principal Conjunto a.i., Professor Ibrahim Gambari, tem continuado a trabalhar com  o  Vice‐Primeiro‐Ministro  do  Qatar  Ahmed  bin  Abdullah  Al  Mahmoud  para  reiniciar  o  diálogo  entre o Governo do Sudão e os movimentos não‐signatários do DDPD. A União Africana apoia  esta abordagem. 

  

38.Em termos de segurança, a situação em Darfur aponta melhorias positivas a curto prazo. De  modo  geral,  o  número  de  incidentes  de  segurança  registado  pela  UNAMID  demonstra  uma  redução  de  hostilidades  entre  as  forças  do  governo  e  movimentos  armados,  em  comparação  com o mesmo período há um ano atrás. Contudo, houve um aumento de banditismo e outras  actividades criminosas, enquanto os ataques por indivíduos armados não identificados contra  as  escoltas  da  UNAMID,  aparentemente  esporádicos,  também  tem  aumentado.  A  habilidade  reforçada  da  UNAMID  em  proteger  os  civis  permite  à  Missão  reajustar  a  sua  mão‐de‐obra  e  recursos para abordar algumas das grandes necessidades das comunidades locais. As patrulhas  militares  estão  a  cobrir  agora  uma  grande  área  geográfica,  embora  a  Missão  continue  a  melhorar  contactos  com  as  comunidades  locais  através  da  implementação  do  Projectos  de  Impacto Imediato (QIPs).  

 

39.O  acordo  bilateral  alcançado  pelo  Chade  e  o  Sudão  no  inicio  de  2010  contribuiu  significativamente para a restauração da calma ao longo da sua fronteira comum no Oeste de  Darfur. Registou‐se igualmente um aumento considerável do número de PDI que regressaram  voluntariamente às suas localidades de origem, particularmente no Oeste de Darfur. A UNAMID  continua  a  fornecer  apoio  logístico  e  de  segurança  às  agencias  humanitárias  no  terreno.  Contudo,  cerca  de  1.7  milhões  de  mulheres,  homens  e  crianças  permanecem  deslocadas  em  vários campos de PDI espalhadas através de Darfur. Esta situação não pode perdurar.  

 

40. Grande parte da população local considera agora o DDPD uma base legítima para construir  um futuro de partilha comum. Contudo, ainda persistem muitos desafios para a paz sustentável  em  Darfur,  incluindo  o  cepticismo  de  certos  segmentos  da  população.  A  fim  de  abordar  esta  falta  de  confiança,  é  importante  que  o  Governo  do  Sudão  continue  a  implementar  o  DDPD  fielmente  e  empoderar  os  mecanismos  prescritos  no  acordo.  Além  disso,  as  instituições  do  DDPD necessitam de uma grande assistência em termos de capacitação.  

 

41.A  paz  sustentável  avizinha‐se,  mas  o  caminho  a  percorrer  é  árduo.  O  progresso  feito  até  agora permanece frágil e poderia ser facilmente revertido se o foco em Darfur for descurado.  Por  conseguinte,  não  há  tempo  a  perder.  Muito  pelo  contrário  tal  como  a  Conferencia  citou  durante a sua 19ª Sessão Ordinária, o Conselho poderia fazer um apelo aos esforços renovados  para fornecer apoio necessário ao processo de paz e às iniciativas imediatas de recuperação.    

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42.É  neste  contexto  que  gostaria  de  realçar,  particularmente  na  ausência  de  uma  resolução  abrangente  do  conflito  em  Darfur,  que  a  UNAMID  deveria  continuar  a  contribuir  para  a  protecção  de  civis,  facilitar  a  distribuição  de  ajuda  às  populações  vulneráveis  e  prestar  assistência  as  partes  signatárias  nos  seus  esforços  para  a  implementação  do  DDPD.  Em  conformidade,  recomendei  ao  Conselho  para  reconsiderar  a  prorrogação  do  mandato  da  UNAMID para um ano.  

 

43.Em  conclusão,  gostaria  de  agradecer  o  JSR/JCM,  Ibrahim  Gambari,  pelo  seu  trabalho  incansável  e  contributo  para  os  esforços  de  manutenção  de  paz  em  Darfur,  bem  como  o  seu  compromisso  contínuo  com  os  grupos  rebeldes  resistentes,  em  coordenação  com  os  Catarianos.  Gostaria  igualmente  de  manifestar  o  meu  apreço  aos  Estados‐Membros  que  contribuíram  com  pessoal  militar  e  policias  para  a  UNAMID,  e  as  Nações  Unidas  pela  sua  parceria contínua na manutenção de paz em Darfur. Finalmente, gostaria de expressar o meu  sincero  apreço  as  mulheres  e  homens  da  UNAMID  e  a  comunidade  humanitária  que  trabalharam incansavelmente em circunstâncias muitas vezes difíceis e cheias de desafios para  dar assistência a população da região. 

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