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ASSEMBLEIA PARLAMENTAR
EURO-LATINO-AMERICANA
RESOLUÇÃO:
Ensino formal e informal e formação
contínua
com base no relatório da Comissão dos Assuntos Sociais, da Juventude e da Infância, dos Intercâmbios Humanos, da Educação e da Cultura
Correlator PE: Santiago Fisas Ayxela (PPE) Correlator ALC: Carlos Baraibar (Parlatino)
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EUROLAT – Resolução de 29 de março de 2014 – Atenas
[com base no relatório da Comissão dos Assuntos Sociais, da Juventude e da Infância, dos Intercâmbios Humanos, da Educação e da Cultura]
Ensino formal e informal e formação contínua
A Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana,
– Tendo em conta a Declaração de Santiago, aprovada no quadro da I Cimeira CELAC-UE, mediante a qual se apoia a implementação da Iniciativa Conjunta para a Investigação e a Inovação, a fim de contribuir para um novo dinamismo na construção da Área do
Conhecimento da UE-CELAC, e se reitera a importância de melhorar a interconetividade regional direta de banda larga, especialmente com vista a facilitar o intercâmbio
académico e de conhecimentos entre grupos e instituições de ambas as regiões, – Tendo em conta a resolução do Parlamento Europeu, de 8 de junho de 2011, sobre a
cooperação europeia no domínio do ensino e da formação profissionais para apoiar a Estratégia Europa 2020,
– Tendo em conta a Decisão n.º 1720/2006/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de novembro de 2006, que estabelece um programa de ação no domínio da
aprendizagem ao longo da vida,
– Tendo em conta a Recomendação 2006/962/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de dezembro de 2006, sobre as competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida,
– Tendo em conta a Resolução do Conselho e dos Representantes dos Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, de 21 de novembro de 2008, intitulada
«Integrar melhor a orientação ao longo da vida nas estratégias de aprendizagem ao longo da vida»,
– Tendo em conta a Comunicação da Comissão, de 23 de outubro de 2006, intitulada «Educação de adultos: nunca é tarde para aprender», (COM (2006)0614),
– Tendo em conta a Comunicação da Comissão, de 2 de abril de 2009, intitulada «Uma nova parceria para a modernização das universidades: Fórum da UE para o Diálogo UNIVERSIDADES-EMPRESAS" (COM(2009)0158),
– Tendo em conta a Comunicação da Comissão, intitulada «Realizar a agenda da
modernização das universidades: ensino, investigação e inovação» (COM(2006)0208), – Tendo em conta a Comunicação da Comissão, de 21 de novembro de 2001, intitulada
«Tornar o espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida uma realidade», COM(2001)0678,
– Tendo em conta a Comunicação da Comissão, de 16 de dezembro de 2008, intitulada «Novas Competências para Novos Empregos: Antecipar e adequar as necessidades do
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mercado de trabalho e as competências» (COM(2008)0868),
– Tendo em conta a Comunicação da Comissão, de 12 de novembro de 2007, intitulada «Aprendizagem ao longo da vida ao serviço do conhecimento, da criatividade e da inovação», COM(2007)0703,
– Tendo em conta a Comunicação da Comissão, de 23 de novembro de 2011, intitulada «Erasmus para todos: programa da União Europeia para o ensino, a formação, a juventude e o desporto» (COM(2011)0787),
– Tendo em conta as conclusões do Conselho, de 11 de maio de 2010, sobre as
competências para a aprendizagem ao longo da vida e a iniciativa «Novas Competências para Novos Empregos»,
– Tendo em conta o documento intitulado «O ensino formal de adultos na Europa: políticas e práticas», publicado em 2011 pela rede Eurydice,
– Tendo em conta o relatório da Comissão Europeia intitulado «Interim evaluation of the Lifelong Learning Programme (2007-2013)», de 18 de fevereiro de 2011,
– Tendo em conta o relatório «Formal recognition of non-formal and informal learning: final report», publicado em Haia, em 2008, pelo Nuffic (organismo neerlandês de cooperação internacional em matéria de ensino superior),
– Tendo em conta o estudo «Public responsibility for higher education», Sjur Bergan et alii, publicado pela Unesco em 2009,
– Tendo em conta o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais, – Tendo em conta a Convenção da UNESCO relativa à Luta contra a Discriminação no
Campo do Ensino,
– Tendo em conta a Recomendação da UNESCO sobre o Desenvolvimento da Educação de Adultos,
– Tendo em conta a declaração final da XX Cimeira Ibero-americana, Declaração de Mar del Plata, de 4 de dezembro de 2010, e a aprovação do projeto «Metas Educativas 2021: a educação que queremos para a geração dos bicentenários»,
– Tendo em conta a decisão 020/2011 do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, que aprova o Plano de Ação do Setor Educativo do Mercosul 2011-2015,
– Tendo em conta a resolução do Parlamento Centro-Americano, de 27 de outubro de 2011, intitulada «Igualdade de Acesso à Educação de Qualidade e Solidariedade para com os Estudantes da América Latina num contexto de crise» (AP/3-CCXXXIV-2011),
– Tendo em conta o n.º 14 «Aprovar o Diálogo Educativo 2021», da Declaração da XXXI Reunião Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo dos países do Sistema de
Integração Centro-Americana (SICA),
– Tendo em conta o Erasmus+, o novo programa da UE sobre Ensino, Formação, Juventude e Desporto para 2014-2020, em vigor desde janeiro de 2014,
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em termos de acesso ao emprego, desempenha igualmente um papel fundamental no plano social, ao constituir uma ferramenta que permite ao indivíduo desenvolver o seu potencial e participar ativamente na sociedade;
B. Considerando que a educação constitui um direito social gratuito, laico e universal, que deve ser garantido pelo Estado, sem prejuízo de outras formas de participação neste domínio;
C. Considerando que a aprendizagem é um instrumento indispensável para alcançar a inclusão social, a igualdade de género, o desenvolvimento humano, a igualdade social e a paz e facilita o crescimento económico sustentável, contribuindo para a criação de
melhores postos de trabalho e para uma maior coesão social;
D. Considerando a necessidade de reforçar o desenvolvimento de políticas públicas que melhorem o acesso e a qualidade da educação a todos os níveis, incluindo a educação intercultural bilingue e as campanhas de alfabetização nos países onde persistam elevadas taxas de analfabetismo;
E. Considerando que a política de formação contínua tem como objetivo permitir a
integração no sistema de ensino formal ou não formal dos cidadãos adultos e jovens que abandonaram prematuramente a escola, a fim de facilitar o cumprimento e o
desenvolvimento das suas plenas capacidades e de outros direitos intrinsecamente relacionados com o direito à educação, e de assegurar os direitos económicos, o progresso, a reinserção social e a realização pessoal dos indivíduos;
F. Considerando que a melhoria da educação de adultos pode desempenhar um papel fundamental na integração social dos grupos mais desfavorecidos no mercado laboral, como os imigrantes, os adultos, as minorias étnicas e outros grupos vítimas de
discriminação por qualquer razão;
G. Considerando que, na XX Cimeira Ibero-americana, se aprovou o projeto «Metas Educativas 2021: a educação que queremos para a geração dos bicentenários» e que a consecução destes objetivos contribuirá de forma decisiva para o desenvolvimento dos povos e para o bem-estar dos cidadãos, dado que se trata de uma iniciativa de grande envergadura com muito significado para a comunidade de nações ibero-americanas; H. Considerando que os objetivos estratégicos adotados em 2001 pelo Conselho Europeu se
baseiam numa abordagem que, mediante uma combinação de qualidade, acessibilidade e abertura, visa tornar os sistemas de ensino e de formação europeus uma referência de qualidade a nível mundial;
I. Considerando que a UE, enquanto bloco regional, não conseguiu atingir o objetivo fixado para 2010 de obter uma taxa de participação dos adultos na formação contínua de, pelo menos, 12,5 %;
J. Considerando os novos objetivos estratégicos para 2020, fixados em 2009 com a adoção do «Quadro estratégico atualizado para a cooperação europeia no domínio da educação e da formação», baseados na promoção da aprendizagem ao longo da vida e na mobilidade, na melhoria da qualidade e eficiência da educação e da formação, na promoção da
igualdade, na coesão social e na cidadania ativa, bem como no reforço da criatividade e da inovação;
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Europeia, em termos de participação de adultos na formação contínua, é de 15 %, quando era de apenas 9,7 % em 2007;
L. Considerando que a educação e a formação estão no cerne da estratégia Europa 2020 para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, bem como das orientações integradas para as políticas económicas e de emprego dos Estados-Membros;
M. Considerando que a questão do abandono escolar constitui um dos eixos principais da política de educação; que a redução dos índices do abandono escolar e o aumento dos níveis da formação contínua constituirá sempre uma vantagem para um país ou região; N. Considerando que a cooperação entre a UE e a América Latina no domínio da educação
beneficiou os estudantes que participam em programas de cooperação regional, como o Alban e o Alfa, ou do programa específico de educação Erasmus Mundus, e que, a partir de 2014, no âmbito do novo programa Eramus+, que irá oferecer mais oportunidades de cooperação através dos setores do Ensino, Formação, Juventude e Desporto, será mais fácil aceder a estes programas do que aos programas anteriores, uma vez que têm normas de financiamento mais simples;
O. Considerando que, na América Latina, cerca de 96% das crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos estão matriculadas num estabelecimento de ensino, alcançando assim as metas dos Objetivos do Milénio para 2015 a este nível primário;
P. Considerando que, na América Central, uma proporção muito significativa de crianças continua a abandonar prematuramente o sistema escolar e que uma elevada percentagem de adolescentes que transitam do ciclo básico para o secundário o abandonam antes de o completar, sem terem alcançado o nível de ensino mínimo e as competências necessárias para sair da pobreza durante a vida ativa, deixando assim de se cumprir os direitos à educação consagrados nas declarações internacionais relevantes e reproduzindo a desigualdade de oportunidades na geração seguinte;
Q. Considerando que a imigração representa um desafio importante para os sistemas de ensino na Europa, oferecendo simultaneamente um potencial humano enorme, capaz de compensar o envelhecimento da população europeia e a falta de qualificações em certos setores;
R. Considerando a necessidade urgente de mudar a perceção do conceito da formação contínua por parte dos cidadãos que atribuem pouca importância à valorização pessoal e laboral obtida com este esforço;
S. Considerando que as limitações económicas constituem frequentemente importantes entraves para a participação dos estudantes adultos nos programas de formação contínua; T. Considerando que as disparidades geográficas e o acesso físico à infraestrutura de
aprendizagem geram grandes problemas que obstam à consecução dos objetivos fixados em termos de participação das crianças, adolescentes e adultos nos programas de ensino formal;
U. Considerando que o tempo necessário para chegar e assistir a uma aula, bem como a rigidez dos programas em termos de horários e módulos, podem igualmente constituir um motivo relevante para o abandono escolar;
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V. Considerando que, para muitos adultos, outro importante obstáculo ao acesso ao ensino formal é a falta de diploma passado por um estabelecimento de ensino primário ou secundário;
W. Considerando que uma das componentes essenciais do ensino informal é formada pelos meios de comunicação social, cujo papel nas nossas sociedades é cada vez mais
relevante, com um impacto particularmente importante sobre as crianças;
1. Salienta que a educação é um direito humano, conforme estabelecido na Declaração Universal dos Direitos do Homem e na Convenção dos Direitos da Criança; recorda que este direito inclui o acesso ao ensino básico livre e obrigatório, assim como a todas as formas de educação secundária e superior disponíveis; salienta também que, como qualquer direito humano, o direito à educação está relacionado com outros direitos humanos fundamentais, a saber, o direito à igualdade entre os homens e as mulheres, a participação igualitária na vida familiar e na sociedade, o direito a trabalhar e receber salários que contribuam para um nível de vida adequado;
2. Reconhece a importância do ensino formal, não formal e informal, bem como da
formação profissional e contínua para o desenvolvimento económico e social dos países, sublinhando que o seu êxito depende da participação ativa de todas as partes interessadas na conceção das políticas neste domínio, do orçamento que o Estado lhe consagre, bem como de outros recursos financeiros dedicados à sua implementação;
3. Reconhece os progressos realizados na América Latina e nas Caraíbas pelo projeto «Metas Educativas 2021», que pretende dar simultaneamente resposta à agenda pendente do século XX e à do século XXI, para alcançar um nível de desenvolvimento no domínio da educação semelhante ao dos países desenvolvidos;
4. Salienta que são necessários níveis de competências e de conhecimentos mais elevados para reduzir o desemprego, facilitar a mobilidade geográfica, promover a mobilidade profissional e fornecer às empresas, em especial às PME, uma força de trabalho devidamente instruída e qualificada;
5. Considera essencial que se atribua um maior prestígio à formação profissional, para que os estudantes que optem por este tipo de formação obtenham um reconhecimento laboral e social justo;
6. Salienta a importância de o Estado assumir ou continuar a assumir a sua responsabilidade social em matéria de ensino público, gratuito, laico e universal;
7. Assinala que a educação formal e informal e a formação contínua são instrumentos fundamentais para o desenvolvimento dos países e que não é possível atingir o progresso dos povos e dos seus cidadãos se, nas políticas públicas, não for dada prioridade absoluta à educação;
8. Recomenda que os governos prossigam a luta contra o analfabetismo, de preferência tendo em conta as línguas dos povos autóctones, nos países onde se continuem a verificar elevadas taxas de analfabetismo entre os adultos;
9. Insta os governos a melhorarem a coordenação entre os intervenientes públicos e
privados que participam nos projetos de educação de adultos, em particular as autoridades políticas que tomam as decisões a diferentes níveis, e o conjunto dos parceiros que
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10. Considera que, para assegurar um ensino-aprendizagem de qualidade, é necessário
garantir a contratação de pessoal qualificado, associar-se a prestadores fiáveis e velar pela qualidade do ensino e das infraestruturas, bem como adotar métodos e materiais
adaptados às necessidades dos alunos;
11. Solicita aos governos que promovam a criação de quadros jurídicos claros e de incentivos para os setores privado e público, a fim de prever um orçamento e meios adequados para a criação de um sistema de formação contínua de qualidade que fomente a investigação científica e tecnológica e, ao mesmo tempo, promova a avaliação sistemática da realidade nacional e internacional, bem como a monitorização das reformas e a avaliação de leis e de políticas públicas destinadas ao reforço dos sistemas educativos;
12. Insiste na importância de desenvolver políticas de educação que visem o reforço dos programas de formação técnica especializada e dos sistemas de formação contínua a fim de os adaptar às necessidades do mercado laboral, bem como uma maior inclusão social, facilitando assim a integração social, em particular das pessoas em risco de exclusão, como os imigrantes, as minorias étnicas, as pessoas com deficiência, etc.;
13. Realça a necessidade de uma orientação escolar e profissional para ajudar estudantes, estagiários e trabalhadores a identificarem o percurso educativo e formativo mais
adaptado aos seus interesses e aptidões, e reconhece que a antecipação das tendências do mercado laboral pode ser muito útil para todos os envolvidos, de modo a direcionarem melhor as suas ações e fazerem escolhas esclarecidas;
14. Apela à realização de estudos que avaliem o impacto dos programas de ensino no desenvolvimento humano sustentável e nos processos de integração, assim como a identificação de alternativas e necessidades para responder à procura do mercado laboral a fim de modificar e/ou abrir novos espaços educativos;
15. Insta os países a desenvolverem políticas e programas específicos para o reconhecimento do ensino não formal e informal, atendendo a que foi já claramente demonstrado que o reconhecimento das competências adquiridas de modo não formal e informal permite uma melhor integração no mercado laboral;
16. Insta os governos a incentivarem os intervenientes sociais (trabalhadores, empresários e sindicatos) a desenvolver sistematicamente mecanismos de formação contínua, ajustando em permanência as qualificações para acederem com êxito ao mercado laboral e
melhorarem assim as suas condições de vida;
17. Assinala a importância de desenvolver uma cultura de aprendizagem que motive e aumente os níveis de participação e de interação dos alunos durante o seu processo educativo, assim como de incentivar o acesso à educação a todas as faixas etárias;
18. Recomenda o reforço das campanhas de promoção e o desenvolvimento de estratégias de comunicação que visem aumentar a participação dos adultos no ensino e na formação contínua;
19. Considera necessário tornar mais acessíveis a todos os grupos da população as ofertas de formação e de formação contínua, em particular criando novos centros locais de formação nos locais de trabalho e facilitando a aprendizagem no contexto laboral;
20. Assinala a importância da escola pública na formação a todos os níveis, incluindo a formação contínua; considera ser necessário dotar a escola pública de recursos
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suficientes, em termos de meios e de pessoal educativo de qualidade, de modo a assegurar o direito à educação e o acesso equitativo a todos os grupos da população; 21. Exorta os países a promoverem a instituição de um quadro jurídico para a temática do
acesso ao ensino superior, tendo em consideração temas relativos ao reconhecimento e/ou validação de estudos anteriores, bem como a aquisição de conhecimentos empíricos através do ensino informal;
22. Considera que os governos deveriam tomar consciência do facto de os Sistemas Nacionais de Qualificações estarem intrinsecamente ligados aos programas de ensino para adultos, sendo, por conseguinte, necessário adotar medidas para que os referidos sistemas facilitem o acesso à formação contínua;
23. Convida os Estados-Membros a reforçarem e/ou atualizarem os dispositivos jurídicos, bem como a simplificarem os processos intra e inter-regionais de reconhecimento de qualificações profissionais obtidas no estrangeiro, permitindo o reconhecimento das competências profissionais através de certificados formais, comprovativos de trabalho, certificações ou exames práticos e/ou teóricos;
24. Solicita aos Estados e às universidades latino-americanas e europeias que desenvolvam sistemas de reconhecimento e validação dos resultados da aprendizagem com base em créditos que permitam avaliar e valorizar a aprendizagem, incluindo o desenvolvimento dos sistemas de reconhecimento das competências já adquiridas, com vista a incentivar a mobilidade académica regional;
25. Recorda que os sistemas de aprendizagem devem ter em consideração o envelhecimento da população europeia e, como consequência, a sustentabilidade do Estado-Providência, pelo que os Estados se devem comprometer a desenvolver políticas para integrar o maior número possível de pessoas no mercado laboral; considera que, para tal, é prioritário combater o abandono escolar e melhorar o nível de habilitações das pessoas com maior risco de exclusão do mercado laboral (trabalhadores com poucas qualificações, jovens, mulheres, maiores de quarenta anos, desempregados de longa duração), com vista a facilitar assim o seu acesso ao mesmo;
26. Recomenda aos países que elaborem programas de ensino para adultos mais equitativos que contribuam para a reinserção social e laboral, especialmente orientados para os jovens que não estudam nem trabalham, as pessoas menos qualificadas, os idosos, os deficientes e os habitantes de zonas isoladas;
27. Recorda que as mulheres são desfavorecidas em termos de participação no mercado laboral, pelo que solicita, neste sentido, que os governos e as empresas contribuam para o desenvolvimento de políticas de formação contínua que promovam a igualdade de acesso ao mercado de trabalho, a luta contra as desigualdades salariais, que permitam conciliar a vida familiar e profissional e incentivem uma maior representação das mulheres em postos de direção;
28. Considera que se deve facilitar o acesso ao sistema educativo em qualquer momento, em particular às pessoas que abandonaram o sistema educativo e que enfrentam dificuldades para integrar o mercado de trabalho;
29. Recorda que, não obstante as conquistas alcançadas durante a última década na redução do analfabetismo, determinados países continuam a apresentar taxas de analfabetismo
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inaceitáveis, em particular entre os mais idosos, os grupos étnicos minoritários e a
população com menos recursos; convida os Estados a dedicarem uma atenção particular à erradicação do analfabetismo e à melhoria do acesso à oferta de formação de todos os grupos da população;
30. Propõe a criação de incentivos para as pessoas que se encontram fora do sistema
educativo, sob a forma de apoio financeiro direto, através de bolsas de estudo, bolsas para a realização de estágios em empresas, incentivos fiscais ou licenças para formação;
31. Assinala a necessidade de adotar uma abordagem preventiva para combater o abandono escolar, focalizada nos motivos que se encontram na sua origem, tendo presente a influência no desenvolvimento das pessoas, mas também dos países e das regiões, e fazendo todos os esforços para compreender os fatores sociais, económicos e outros que estão na origem do abandono escolar, por forma a tentar reduzir a sua influência no domínio da educação; considera necessário combater em particular o abandono escolar entre as raparigas nos países onde a sua escolarização ainda tende a terminar
prematuramente;
32. Insiste na necessidade de prestar um apoio concreto aos jovens para prosseguirem os seus estudos, em particular no atual contexto de crise económica em que o aumento dos níveis de pobreza se traduz num maior abandono escolar;
33. Considera extremamente útil gerar e desenvolver canais de educação distintos do ensino presencial, nomeadamente a educação à distância (e-learning), o desenvolvimento de programas fracionados para atenuar a carga horária dos participantes e a utilização das modernas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) nos programas;
34. Apela a uma maior cooperação entre a América Latina, as Caraíbas e a União Europeia no domínio da educação, com vista a alargar a cooperação recíproca, a aprender com as experiências de sucesso e a favorecer a aproximação e o intercâmbio de estudantes, professores e investigadores;
35. Considera extremamente importante a introdução das denominadas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) como recursos, tanto para o ensino como para a formação de docentes, uma vez que a sociedade da informação requer alunos e
professores capazes de evoluir num contexto ultra mediatizado e em constante evolução tecnológica;
36. Solicita que se ponha termo aos modelos de ensino assentes em tabus e na reprodução de uma sociedade patriarcal, na qual as mulheres são destinadas sobretudo a desempenhar um papel doméstico, bem como insta a que se garanta uma educação universal de qualidade e a igualdade em matéria de saúde sexual e reprodutiva, que seja capaz de ajudar a evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas e, em todo o caso, a assegurar a continuidade da escolarização das raparigas e mulheres jovens;
37. Considera necessário incentivar a utilização das novas tecnologias no ensino, em especial entre os adultos, para que se possam adaptar mais facilmente ao novo contexto global; 38. Salienta a importância e a necessidade de internacionalizar as universidades, bem como
de promover a mobilidade académica e o intercâmbio de estudantes e investigadores; 39. Considera que o aumento das competências em línguas estrangeiras é essencial para
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níveis de mobilidade profissional mais elevados;
40. Solicita, tendo em conta o êxito obtido com a implementação dos programas de
cooperação no domínio da educação, como o Erasmus Mundus, o Alban e o Alfa, que se promova e reforce a cooperação entre a UE e a América Latina nesta área, a fim de reforçar o intercâmbio de estudantes entre ambas as regiões;
41. Considera ainda ser oportuno estabelecer programas de intercâmbio das melhores práticas no domínio do ensino e da formação contínua entre a UE e América Latina, a fim de otimizar os sistemas existentes em ambas as regiões;
* * *
42. Encarrega os seus Copresidentes de transmitirem a presente resolução ao Conselho da União Europeia e à Comissão Europeia, aos parlamentos dos Estados-Membros da União Europeia e de todos os países da América Latina e das Caraíbas, ao Parlamento
Latino-Americano, ao Parlamento Centro-Americano, ao Parlamento Andino, ao Parlamento do Mercosul, ao Secretariado da Comunidade Andina, à Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, ao Secretariado Permanente do Sistema Económico Latino-Americano e aos Secretários-Gerais da OEA, da UNASUL e das Nações Unidas.