ÍNDICE 1 ENQUADRAMENTO GERAL... 6 OBJETIVOS ESTRATÉGICOS ENQUADRAMENTO SECTORIAL... 10

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Texto

(1)

PLANO ESTRATÉGICO PLURIANUAL

E

(2)

Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

ÍNDICE

Pág.

1 ENQUADRAMENTO GERAL... 6

OBJETIVOS

ESTRATÉGICOS ... 8

2 ENQUADRAMENTO SECTORIAL ... 10

EVOLUÇÃO

DA

PROCURA

1

DE

ELETRICIDADE ... 10

PRODUÇÃO ... 12

REGULAÇÃO... 17

3 ATIVIDADE ... 20

PRODUÇÃO ... 20

GESTÃO

DO

SISTEMA

ELÉCTRICO ... 20

TRANSPORTE

E

DISTRIBUIÇÃO ... 21

COMERCIALIZAÇÃO ... 21

4 QUALIDADE E AMBIENTE ... 24

QUALIDADE ... 24

5 RECURSOS HUMANOS ... 27

DESENVOLVIMENTO

DOS

RECURSOS

HUMANOS ... 27

FORMAÇÃO PROFISSIONAL ... 30

HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO ... 31

MEDICINA

DO

TRABALHO ... 31

6 PARTICIPADAS... 33

ATIVIDADE

/

PERSPECTIVAS

DE

EVOLUÇÃO

DO

NEGÓCIO ... 33

EDA RENOVÁVEIS ... 33

SEGMA ... 33

GLOBALEDA ... 34

NORMA AÇORES ... 35

(3)

Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

7 INVESTIMENTO ... 37

CONSIDERAÇÕES

GERAIS ... 37

PLANO

DE

MÉDIO

PRAZO ... 38

... 41

9 ORÇAMENTO EDA PARA 2018 ... 43

CONSIDERAÇÕES

GERAIS ... 43

DEMONSTRAÇÃO

DOS

RESULTADOS ... 43

BALANÇO ... 47

FLUXOS

DE

CAIXA ... 51

... 53

CONSIDERAÇÕES GERAIS ... 53

ANÁLISE

GLOBAL

PROVEITOS

E

CUSTOS ... 53

RESULTADOS ... 54

ANEXOS ... 56

DEMONSTRAÇÕES

FINANCEIRAS

DA

EDA

2018-2022 ... 57

B

ALANÇO

... 57

D

EMONSTRAÇÃO DOS

R

ESULTADOS

... 57

M

APA DE FLUXOS DE

C

AIXA

... 57

M

APA DE

R

ÁCIOS

... 57

DEMONSTRAÇÕES

FINANCEIRAS

2018

2022

GRUPOEDA ... 62

B

ALANÇO

... 62

D

EMONSTRAÇÃO DOS

R

ESULTADOS

... 62

M

APA DE FLUXOS DE

C

AIXA

... 62

M

APA DE

R

ÁCIOS

... 62

BALANÇO

DE

ENERGIA

ELÉTRICA

2018

-2022 ... 68

EXPANSÃO

DOS

SISTEMAS

ELETROPRODUTORES ... 81

PLANO

PLURIANUAL

DE

INVESTIMENTOS

EDA

2018-2022 ... 91

PLANO

PLURIANUAL

DE

INVESTIMENTOS

GRUPOEDA

2018-2022 ... 103

(4)

Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

Índice de Tabelas

Pág.

TABELA 1-TAXAS MÉDIAS DE CRESCIMENTO ANUAL DA PROCURA DE ENERGIA 2018-2022 ... 10

TABELA 2-PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR ILHA (GWH)–REALIZAÇÃO 2007,ESTIMATIVA 2017 E PREVISÃO 2018 ... 12

TABELA 3-PERSPETIVAS DE EVOLUÇÃO DO MERCADO DE ENERGIA ELÉTRICA NOS AÇORES (GWH)-2017-2022 ... 14

TABELA 4–NUMERO DE CLIENTES E VENDAS, POR ILHA, EM 2018 ... 22

TABELA 5–PREVISÃO DE TIEPI, PARA 2018 ... 24

TABELA 6–NÚMERO DE TRABALHADORES POR IDADE E QUALIFICAÇÃO ACADÉMICA, EM 2017 ... 28

TABELA 7–EVOLUÇÃO DO EFETIVO 2012-2018 ... 29

TABELA 8–CUSTOS COM PESSOAL 2012–2018 ... 29

TABELA 9–NÚMERO DE ACIDENTES DE TRABALHO ... 31

TABELA 10–NÚMERO ANUAL DE EXAMES ... 32

TABELA 11–PREVISÕES DE RESULTADOS EDARENOVÁVEIS 2017-2022 ... 33

TABELA 12–PREVISÕES DE RESULTADOS SEGMA2017-2022 ... 34

TABELA 13–PREVISÕES DE RESULTADOS GLOBALEDA2017-2022 ... 35

TABELA 14–PREVISÕES DE RESULTADOS NORMA2017-2022 ... 35

TABELA 15–PREVISÕES DE RESULTADOS CONTROLAUTO2017-2022 ... 36

TABELA 16-INVESTIMENTO NO PERÍODO 2018-2022 A CUSTOS DIRETOS, POR ÁREA ... 38

TABELA 17–DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS –ESTIMATIVA 2017 E PREVISÃO 2018 ... 43

TABELA 18-PREVISÃO DE VENDAS DE ENERGIA PARA 2018 ... 44

TABELA 19-COMPENSAÇÃO TARIFÁRIA -ESTIMATIVA 2017 E PREVISÃO 2018 ... 44

TABELA 20-COMPRAS E CONSUMOS DE AQUISIÇÃO DE ENERGIA, COMBUSTÍVEIS E OUTROS MATERIAIS PREVISTOS PARA 2018 ... 45

TABELA 21–BALANÇO –ESTIMATIVA 2017 E PREVISÃO PARA 2018 ... 47

TABELA 22–MOVIMENTAÇÃO DO ATIVO FIXO BRUTO –PREVISÃO PARA 2018 ... 48

TABELA 23–MOVIMENTAÇÃO DE DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES –PREVISÃO 2018 ... 49

TABELA 24–ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS ... 49

TABELA 25–INVENTÁRIOS –PREVISÃO 2018... 49

TABELA 26–FINANCIAMENTOS –PREVISÃO 2018... 50

TABELA 27–MAPA DE FLUXOS DE CAIXA –ESTIMATIVA 2017(AGOSTO A DEZEMBRO) E PREVISÃO PARA 2018 ... 51

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

Índice de Gráficos

Pág.

GRÁFICO 1-REPRESENTATIVIDADE DA PROCURA DE ENERGIA ELÉTRICA POR ILHA –PREVISÃO 2018 ... 10

GRÁFICO 2-ENTREGAS DE ENERGIA ELÉTRICA POR UTILIZAÇÃO –PREVISÃO 2018 ... 11

GRÁFICO 3-PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR ILHA (GWH)–PREVISÃO 2018 ... 12

GRÁFICO 4-DIAGRAMA DE CARGAS MÉDIO, JANEIRO A OUTUBRO DE 2017,SANTA MARIA ... 13

GRÁFICO 5-DIAGRAMA DE CARGAS MÉDIO, JANEIRO A OUTUBRO DE 2017,SÃO MIGUEL ... 13

GRÁFICO 6-DIAGRAMA DE CARGAS MÉDIO, JANEIRO A OUTUBRO DE 2017,TERCEIRA ... 13

GRÁFICO 7-DIAGRAMA DE CARGAS MÉDIO, JANEIRO A OUTUBRO DE 2017,GRACIOSA ... 13

GRÁFICO 8-DIAGRAMA DE CARGAS MÉDIO, JANEIRO A OUTUBRO DE 2017,SÃO JORGE ... 13

GRÁFICO 9-DIAGRAMA DE CARGAS MÉDIO, JANEIRO A OUTUBRO DE 2017,PICO ... 13

GRÁFICO 10-DIAGRAMA DE CARGAS MÉDIO, JANEIRO A OUTUBRO DE 2017,FAIAL ... 14

GRÁFICO 11-DIAGRAMA DE CARGAS MÉDIO, JANEIRO A OUTUBRO DE 2017,FLORES ... 14

GRÁFICO 12-DIAGRAMA DE CARGAS MÉDIO, JANEIRO A OUTUBRO DE 2017,CORVO ... 14

GRÁFICO 13-NÍVEL DE PERDAS (%)–REALIZAÇÃO 2006-2016 E PREVISÃO 2017-2022 ... 15

GRÁFICO 14–EVOLUÇÃO, POR ILHA, DA PRODUÇÃO TÉRMICA E RENOVÁVEL (2001 E 2016) ... 15

GRÁFICO 15-INDISPONIBILIDADE TOTAIS, POR ILHA -REALIZAÇÃO 2007-2016 E ESTIMATIVA 2017 ... 25

GRÁFICO 16-INDISPONIBILIDADE PREVISTAS -REALIZAÇÃO 20107-2016 E PREVISÃO 2017 ... 25

GRÁFICO 17–OBJETIVOS ESTRATÉGICOS ... 27

GRÁFICO 18–EFETIVO EDA ... 28

GRÁFICO 19–EDA- NÍVEL ETÁRIO 2012/2017 ... 29

GRÁFICO 20–EDA–QUALIFICAÇÕES ACADÉMICAS 2012/2017 ... 29

GRÁFICO 21–TAXA DE COBERTURA DA FORMAÇÃO ... 30

GRÁFICO 22–VOLUME DE HORAS DE FORMAÇÃO ... 30

GRÁFICO 23-PLANO DE INVESTIMENTO PARA 2018, POR ÁREA ... 38

GRÁFICO 24–INVESTIMENTO EM RENOVÁVEIS 2018-2022 ... 41

GRÁFICO 25-PROVEITOS E GANHOS –ESTIMATIVA 2017 E PREVISÃO 2018 ... 53

GRÁFICO 26-GASTOS E PERDAS (MILHARES DE EUROS)-ESTIMATIVA 2017 E PREVISÃO 2018 ... 53

GRÁFICO 27–RESULTADOS –ESTIMATIVA 2017 E PREVISÃO 2018 ... 54

GRÁFICO 28–EVOLUÇÃO DO RÁCIO DE AUTONOMIA FINANCEIRA ... 54

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

1

ENQUADRAMENTO GERAL

A Comissão Europeia estimou, em novembro último, que a economia da zona euro e a economia portuguesa cresceriam, em 2017, respetivamente 2,2% e 2,6%. As previsões da Comissão Europeia apontam para um ligeiro abrandamento para os anos subsequentes, indicando que a zona euro teria um crescimento de 2,1% para 2018 e de 1,9% para 2019. As previsões apresentadas pelo Governo da República, expressas no Plano e Orçamento de 2018, indicam para 2017 um crescimento da economia portuguesa de 2,6% e para 2018 um crescimento de 2,2%.

Em setembro último, o Banco de Portugal referiu que a taxa de desemprego continuará a sua trajetória descendente, estimando-se que em 2017 seja de 9,1% e prevendo-se que em 2018 seja já de 8,6%.

Após a crise económica que assolou o País e consequentemente a Região Autónoma dos Açores, a partir da crise financeira ocorrida em 2008, assistiu-se a uma retoma económica impulsionada em boa parte pelo forte crescimento do turismo e por alguma recuperação da construção civil. Nos Açores, o sector primário representa, hoje, apenas 9,6% do emprego, o sector secundário mantém-se nos 15% e o sector terciário contribui para mais de 75% da população ativa. No terceiro trimestre de 2017 o Serviço Regional de Estatística estimou haver 112.351 pessoas empregadas e uma taxa de desemprego de 8,2%.

Nos próximos anos, tudo indica que haverá nos Açores uma consolidação do crescimento económico e uma continuada descida da taxa de desemprego. Os novos empregos continuarão a ocorrer principalmente no setor terciário, impulsionados pela consolidação e crescimento da atividade turística.

Apesar da conjuntura favorável não se perspetiva para os próximos anos um aumento significativo do consumo de energia elétrica nos Açores. A melhoria da eficiência dos equipamentos elétricos, seja de aquecimento ou de refrigeração ou até de iluminação, tem originado que o crescimento económico não se traduza em aumentos significativos no consumo de eletricidade. Tal também tem ocorrido nos Países mais desenvolvidos. No caso da ilha Terceira tem havido até um pequeno decréscimo do consumo devido ao redimensionamento do contingente americano adstrito à Base das Lajes.

É por isso importante termos uma ação proativa na promoção da eletrificação da economia açoriana. Em 2018, a EDA continuará a sua campanha de promoção da utilização de energia elétrica pelos seus clientes, no seguimento do já ocorrido em 2017, que permitiu apoiar a instalação de 806 termoacumuladores elétricos em clientes de baixa tensão com contrato de tarifa tri-horária. Estes termoacumuladores correspondem a uma potência conjunta de 2 MW que funcionarão essencialmente nas horas do vazio o que facilitará a entrada de mais energia renovável na rede. Os exigentes requisitos para a instalação de equipamentos a gás no interior das casas e de apartamentos e o forte desenvolvimento do turismo abrem novas oportunidades para instalação de mais equipamentos elétricos em substituição de equipamentos que funcionam a gás butano.

A tarifa de ciclo semanal, que os consumidores do Continente já usufruíam vais ser finalmente disponibilizada nas Regiões Autónomas, foi processo longo que vem ao encontro dos anseios dos consumidores, que a partir deste momento têm garantida a opção tarifária.

No próximo ano será instalado nos Açores uma rede de postos de carregamento rápido para os carros elétricos que facilitará a promoção deste transporte. Estamos atentos às orientações do Governo dos Açores relativamente a mobilidade elétrica e tudo faremos para estimular a divulgação e as vantagens do carro elétrico.

O negócio da EDA é produzir, transportar e comercializar eletricidade e o nosso lema é realizar tudo isto em harmonia com a natureza. Temos, pois, de estar preparados para a mudança de paradigma que está a ocorrer um pouco por todo mundo no setor elétrico, contribuindo aqui nos Açores, e à nossa medida, para a descarbonização da economia.

Como é do vosso conhecimento nos próximos 5 anos iremos atravessar dois períodos regulatórios distintos. Para os próximos três anos, 2018, 2019 e 2020, perspetivam-se significativas reduções no reconhecimento dos custos com pessoal com metas de eficiência difíceis de atingir em empresas de pequena dimensão e dispersas como a nossa. A EDA foi constituída em 1981. É natural que tenha havido nos primeiros anos da sua criação uma entrada

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

de trabalhadores que hoje, passados 36 anos, se encontram numa

faixa etária elevada. Dos 737 trabalhadores existentes no ativo da EDA, existem 350 trabalhadores entre os 50 e os 59 anos. Como a idade da reforma tem vindo a ser progressivamente aumentada e as penalizações para as reformas antecipadas são elevadas, a EDA terá no seu ativo, nos próximos anos, um conjunto vasto de trabalhadores clinicamente indisponíveis para exercer as funções para as quais estão adstritos. Há, pois, a necessidade de contratar mais trabalhadores para cumprir as obrigações do contrato de concessão do serviço público de transporte e distribuição de eletricidade, observando-se um período de sobreposição de trabalhadores, que resulta obrigatoriamente num aumento de trabalhadores ao serviço.

Continuaremos a explicitar esta situação à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). É uma matéria por demais evidente que obriga a uma análise detalhada, temos a legítima esperança que a ERSE promova os estudos para validação desta situação. A melhoria do desempenho da empresa obriga a um constante e significativo investimento no capital humano. O recrutamento de trabalhadores qualificados e motivados, a par da formação profissional, são instrumentos essenciais para que se promova um aumento da eficácia global. O reconhecimento e a compensação são instrumentos importantes no processo de motivação, aguardamos que as leis do Orçamento de Estado e da Região venham a permitir uma boa articulação destas matérias.

Se olharmos para os próximos 5 anos, verificamos que a empresa, EDA Renováveis, assume cada vez mais relevância na formação dos resultados do Grupo. Este ano inaugurámos a central geotérmica do Pico Alto, na ilha Terceira que está a alcançar uma potência de cerca de 4 MW, acima do valor nominal contratado que foi de 3,5 MW. Estaremos atentos ao comportamento do reservatório geotérmico do Pico Alto, e mal esteja definida a forma de armazenagem de energia a ser implementada nas ilhas de São Miguel e Terceira, iremos prosseguir com os investimentos programados para o aumento da produção das três centrais geotérmicas existentes. Contamos adjudicar em 2018 os parques fotovoltaicos das ilhas de Santa Maria e do Corvo, e a Central hídrica da Ribeira Grande, na ilha das Flores.

Em 2018 serão concluídos os estudos sobre o uso de baterias para armazenagem de energia, para substituição de grupos térmicos no período do vazio ou apenas para regulação da rede. Trata-se de uma tecnologia que tem vindo a evoluir muito nos últimos anos, que está a baixar de preço de forma muito significativa, que tem a vantagem de contribuir para a regulação da rede e que pode ser implementada de forma modular, embora seja ainda prematuro concluir pela sua vantagem em caso de maiores capacidades de armazenagem.

No sentido de garantir a fiabilidade da produção de energia elétrica em todas as ilhas dos Açores, iremos continuar a investir na renovação, reabilitação e melhoria da eficiência das diversas centrais térmicas, merecendo realce o novo grupo térmico para a central de Belo Jardim para a ilha Terceira, em fase de adjudicação, e os novos grupos térmicos para a Central de Santa Bárbara para ilha do Faial, em fase de preparação de concurso.

Gostaria também de mencionar os investimentos que estamos a realizar em diversas Subestações, nomeadamente na Subestação de Ponta Delgada e de Ponta Garça, na ilha de São Miguel, na Subestação térmica do Caminho Novo, na ilha de São Jorge, em novas linhas de transporte, nas ilhas de São Miguel, São Jorge e Pico, e na manutenção e melhoria das redes de média e baixa tensão.

Nos próximos anos haverá um forte investimento nas comunicações de forma a permitir maior fiabilidade na teleação e aumentar a rapidez de deteção de defeitos e de reparação dos mesmos. O Despacho Central, que está em fase de adjudicação, permitirá novas funcionalidades, o que irá melhorar os automatismos de entrada na rede das diversas fontes de energia renovável e recolher informação relevante de apoio à gestão.

No que diz respeito à Qualidade e ao Ambiente merecem realce os sistemas de monitorização da qualidade e ambiente e a sua adaptação às novas versões da ISO:9001 e ISO:14001 que se pretendem implementar em 2018.

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

A EDA tem por objeto principal a produção, a aquisição, o transporte, a distribuição e a venda de energia elétrica. Ainda, no âmbito do desenvolvimento do seu objeto social, a EDA tem por obrigação assegurar relativamente às sociedades do seu grupo - EDA Renováveis, SEGMA, Globaleda, Norma-Açores e Controlauto Açores - a articulação dos interesses conjuntos dessas empresas, através da definição de uma estratégia global e da coordenação da atuação das mesmas, no sentido do cumprimento das atribuições que lhes estejam cometidas.

O princípio determinante para a definição dos objetivos estratégicos assenta na necessidade de se assegurar de forma sustentável, no curto e no médio/longo prazo, o interesse da sociedade, dos sócios, e de todos os sujeitos relevantes para o bom desempenho da empresa, como sejam os clientes, os trabalhadores e os seus credores. Nesse sentido, a consolidação e autonomia financeira assume a maior relevância enquanto elemento enquadrador e essencial para o projeto EDA.

A – Melhorar e Consolidar a autonomia financeira

O controlo dos custos e a melhoria da estrutura financeira constituem preocupação dominante na gestão da empresa. Considera-se essencial promover o acréscimo dos níveis de produtividade, otimizar os resultados e o cash-flow operacional (EBITDA) para melhorar a estrutura financeira da empresa e reduzir o endividamento.

A descontinuidade geográfica da Região é um obstáculo à otimização dos processos produtivos da EDA, na medida em que

inviabiliza ganhos de escala e limita as opções técnicas. A avaliação desta realidade deve ser persistente e possibilitadora da identificação de oportunidades de melhoria no contexto atual de grandes alterações tecnológicas.

A maximização da integração de produção de eletricidade com origem renovável nos nove sistemas elétricos isolados é um objetivo bastante exigente, do ponto de vista técnico, e muito relevante para os resultados da empresa.

B – Promover o desenvolvimento sustentável e a eficiência energética

A maximização da integração de produção de eletricidade com origem renovável em todas as ilhas, tendo em atenção o isolamento e a dimensão de cada sistema elétrico, exige o acompanhamento permanente do estado da arte das tecnologias de armazenagem de energia elétrica e o estudo da viabilidade técnica e económica do seu desenvolvimento.

Por outro lado, a problemática da maximização da integração da produção de eletricidade de origem renovável nos diversos sistemas elétricos deve ser analisada em paralelo com a capacidade de atuação ao nível da gestão da procura, no sentido de conduzir consumos para as zonas do diagrama de carga com maior disponibilidade de produção renovável e deste modo aumentar as

possibilidades de integração e a viabilidade das soluções do ponto de vista técnico e económico.

Numa ótica de parceria e preocupação pela sustentabilidade, a EDA continuará a promover a sensibilização dos seus clientes e trabalhadores para a eficiência energética, através dos seus canais comerciais e de projetos específicos.

Estes objetivos enquadram-se e corporizam o estabelecido na missão da EDA:

Estamos na eletricidade com eficácia e qualidade para servir os nossos clientes. Assumimos papel fundamental no processo de desenvolvimento dos Açores, com salvaguarda do património ambiental e cultural.”

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

C – Melhorar a qualidade de serviço

.

A qualidade do produto e do serviço prestado aos clientes é um objetivo que tem vindo a ser desenvolvido pela EDA, em sintonia com o cumprimento da regulamentação emanada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e pelo Governo. Assim,

continuar-se-ão a introduzir, a todos os níveis da atividade da empresa, melhorias nos procedimentos que se traduzam em reflexos positivos na qualidade do serviço percecionada pelos clientes.

D – Promover e alinhar as competências com a estratégia

A concretização dos objetivos estratégicos e operacionais depende grandemente do conhecimento e envolvência dos trabalhadores. A EDA conta com os seus trabalhadores enquanto elementos determinantes na criação de valor.

As mudanças tecnológicas e os objetivos económicos impõem um maior enfoque na qualidade, produtividade, criatividade e

flexibilidade. Estes vetores são decisórios na gestão dos recursos humanos e obrigam a um progressivo aumento dos níveis de competência e de qualificação.

A política de recursos humanos da EDA dará particular atenção às necessidades de rejuvenescimento do efetivo e à valorização dos seus trabalhadores.

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

2

ENQUADRAMENTO SECTORIAL

EVOLUÇÃO DA PROCURA

1

DE ELETRICIDADE

No período de 1990 a 2010 verificaram-se elevadas taxas de crescimento da produção de energia elétrica na Região, com uma taxa média de 5,4%. Foi particularmente expressivo o crescimento no período de 1998 a 2005, com taxas de crescimento anuais entre 6,7% e 9,7%. O elevado crescimento da produção de energia elétrica neste período deveu-se, fundamentalmente, ao dinamismo no setor da construção civil, bem como à expansão da indústria hoteleira na Região. No ano de 2004 registou-se o maior crescimento da procura, com um aumento de 9,7% face ao ano anterior, sobretudo em resultado do início do fornecimento de energia elétrica à Base das Lajes. Desde 2006 (com exceção do ano de 2010), tem-se assistido a um abrandamento progressivo do crescimento da produção, tendo-se registado em 2011 a inversão desta tendência, em resultado de uma conjuntura económica desfavorável. Neste ano a procura, referida à produção bruta,

reduziu face ao ano anterior 1,1%. Esta tendência foi reforçada nos anos de 2012 e 2013, onde se verificaram reduções da produção de 4,2% e 1,5% face a 2011 e 2012, respetivamente. Em 2014 continuou a verificar-se uma redução da procura, embora numa proporção mais reduzida, menos 0,5% que em 2013. Em 2015 assistiu-se a uma ligeira retoma da procura tendo variado, relativamente a 2014, 0,3%. A tendência de retoma foi confirmada em 2016, com uma variação face a 2015 de 1,2%.

Para os anos de 2017 e 2018, espera-se uma produção de eletricidade de 798,8 GWh e de 801,4 GWh, respetivamente. A previsão da procura, para o ano de 2017 face a 2016, é de -0,2% e de 0,3% para 2018, relativamente a 2017. No horizonte de 2018-2022, optou-se por um conjunto de cenários moderados, perspetivando-se uma taxa média de crescimento anual de cerca de 0,7%.

Tabela 1- Taxas médias de crescimento anual da procura de energia 2018-2022

Gráfico 1- Representatividade da procura de energia elétrica por ilha – Previsão 2018

SMA SMG TER GRA SJG PIC FAI FLO COR RAA

0,3% 0,8% 0,7% 0,3% 0,2% 0,3% 0,4% 0,4% 0,1% 0,7% Santa Maria 2,6% São Miguel 55,0% Terceira 23,6% Graciosa 1,8% São Jorge 3,6% Pico 5,7% Faial 6,0% Flores 1,5% Corvo 0,2% ____________________________________________________ 1 Procura referida à produção bruta.

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

Gráfico 2 - Entregas de energia elétrica por utilização – Previsão 2018

As vendas em Média Tensão apresentam uma elevada concentração. No caso das ilhas de São Miguel e Terceira, onde se concentram cerca de 76,7% dos clientes de Média Tensão, estima-se que estima-sejam responsáveis por cerca de 84,0% das vendas.

Domésticos 33,4% Indústria 17,5% Consumo Próprio 0,3% Comercio e Serv. 44,7% Iluminação Pública 4,2%

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

PRODUÇÃO

A produção e aquisição de energia elétrica, em 2018, no total do arquipélago, deverá atingir os 801,4 GWh, sendo a ilha de São Miguel responsável por 54,2% desse valor e as ilhas Terceira, Pico e Faial, no seu conjunto, por cerca de 35,9%.

No horizonte do plano, as taxas de evolução da produção variam bastante de ilha para ilha, conforme se pode verificar na Tabela 2.

Gráfico 3 - Produção de Energia Elétrica por ilha (GWh) – Previsão 2018

Tabela 2 - Produção de energia elétrica por Ilha (GWh) – Realização 2007, Estimativa 2017 e Previsão 2018

Os diagramas de cargas médios, por ilha, referentes ao período de janeiro a outubro de 2017, efetuados com base nos registos de 30 em 30 minutos dos centros produtores, correspondem a:

21,7 434,6 192,0 14,2 29,1 46,5 49,5 12,0 1,7 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 Sta. Maria São Miguel Terceira Graciosa São Jorge Pico Faial Flores Corvo

PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

previsão

2017 2018 Var.Média Anual Var.Média Anual (Estimativa) (previsão) 2007/17 (%) 2017/18 (%) Santa Maria 19,9 21,6 21,7 0,8 0,5 S.Miguel 428,9 431,7 434,6 0,1 0,7 Terceira 207,7 193,2 192,0 -0,7 -0,6 Graciosa 13,1 14,2 14,2 0,8 0,2 S.Jorge 26,6 29,0 29,1 0,9 0,3 Pico 43,4 46,2 46,5 0,6 0,6 Faial 52,8 49,2 49,5 -0,7 0,5 Flores 11,4 12,0 12,0 0,5 0,8 Corvo 1,2 1,7 1,7 3,3 0,2 EDA 804,9 798,8 801,4 -0,1 0,3 2007

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

Gráfico 4 - Diagrama de cargas médio, janeiro a outubro de

2017, Santa Maria

Gráfico 5 - Diagrama de cargas médio, janeiro a outubro de

2017, São Miguel

Gráfico 6 - Diagrama de cargas médio, janeiro a outubro de

2017, Terceira

Gráfico 7 - Diagrama de cargas médio, janeiro a outubro de

2017, Graciosa

Gráfico 8 - Diagrama de cargas médio, janeiro a outubro de 2017,

São Jorge

Gráfico 9 - Diagrama de cargas médio, janeiro a outubro de

2017, Pico 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 00 :0 0: 00 01 :0 0: 00 02 :0 0: 00 03 :0 0: 00 04 :0 0: 00 05 :0 0: 00 06 :0 0: 00 07 :0 0: 00 08 :0 0: 00 09 :0 0: 00 10 :0 0: 00 11 :0 0: 00 12 :0 0: 00 13 :0 0: 00 14 :0 0: 00 15 :0 0: 00 16 :0 0: 00 17 :0 0: 00 18 :0 0: 00 19 :0 0: 00 20 :0 0: 00 21 :0 0: 00 22 :0 0: 00 23 :0 0: 00 kW Eólica Térmica 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 00 :0 0: 00 01 :0 0: 00 02 :0 0: 00 03 :0 0: 00 04 :0 0: 00 05 :0 0: 00 06 :0 0: 00 07 :0 0: 00 08 :0 0: 00 09 :0 0: 00 10 :0 0: 00 11 :0 0: 00 12 :0 0: 00 13 :0 0: 00 14 :0 0: 00 15 :0 0: 00 16 :0 0: 00 17 :0 0: 00 18 :0 0: 00 19 :0 0: 00 20 :0 0: 00 21 :0 0: 00 22 :0 0: 00 23 :0 0: 00 kW

Biogás Eólica Térmica Hídrica Geotérmica

0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 00 :0 0: 00 01 :0 0: 00 02 :0 0: 00 03 :0 0: 00 04 :0 0: 00 05 :0 0: 00 06 :0 0: 00 07 :0 0: 00 08 :0 0: 00 09 :0 0: 00 10 :0 0: 00 11 :0 0: 00 12 :0 0: 00 13 :0 0: 00 14 :0 0: 00 15 :0 0: 00 16 :0 0: 00 17 :0 0: 00 18 :0 0: 00 19 :0 0: 00 20 :0 0: 00 21 :0 0: 00 22 :0 0: 00 23 :0 0: 00 kW

R.S.U. Eólica Térmica Geotérmica

0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 00 :0 0: 00 01 :0 0: 00 02 :0 0: 00 03 :0 0: 00 04 :0 0: 00 05 :0 0: 00 06 :0 0: 00 07 :0 0: 00 08 :0 0: 00 09 :0 0: 00 10 :0 0: 00 11 :0 0: 00 12 :0 0: 00 13 :0 0: 00 14 :0 0: 00 15 :0 0: 00 16 :0 0: 00 17 :0 0: 00 18 :0 0: 00 19 :0 0: 00 20 :0 0: 00 21 :0 0: 00 22 :0 0: 00 23 :0 0: 00 kW Térmica 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 00 :0 0: 00 01 :0 0: 00 02 :0 0: 00 03 :0 0: 00 04 :0 0: 00 05 :0 0: 00 06 :0 0: 00 07 :0 0: 00 08 :0 0: 00 09 :0 0: 00 10 :0 0: 00 11 :0 0: 00 12 :0 0: 00 13 :0 0: 00 14 :0 0: 00 15 :0 0: 00 16 :0 0: 00 17 :0 0: 00 18 :0 0: 00 19 :0 0: 00 20 :0 0: 00 21 :0 0: 00 22 :0 0: 00 23 :0 0: 00 kW Eólica Térmica 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 00 :0 0: 00 01 :0 0: 00 02 :0 0: 00 03 :0 0: 00 04 :0 0: 00 05 :0 0: 00 06 :0 0: 00 07 :0 0: 00 08 :0 0: 00 09 :0 0: 00 10 :0 0: 00 11 :0 0: 00 12 :0 0: 00 13 :0 0: 00 14 :0 0: 00 15 :0 0: 00 16 :0 0: 00 17 :0 0: 00 18 :0 0: 00 19 :0 0: 00 20 :0 0: 00 21 :0 0: 00 22 :0 0: 00 23 :0 0: 00 kW Eólica Térmica

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

Gráfico 10 - Diagrama de cargas médio, janeiro a outubro de

2017, Faial Gráfico 11 - Diagrama de cargas médio, janeiro a outubro de

2017, Flores

Gráfico 12 - Diagrama de cargas médio, janeiro a outubro de

2017, Corvo

Tabela 3 - Perspetivas de evolução do mercado de energia elétrica nos Açores (GWh) - 2017-2022

0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 00 :0 0: 00 01 :0 0: 00 02 :0 0: 00 03 :0 0: 00 04 :0 0: 00 05 :0 0: 00 06 :0 0: 00 07 :0 0: 00 08 :0 0: 00 09 :0 0: 00 10 :0 0: 00 11 :0 0: 00 12 :0 0: 00 13 :0 0: 00 14 :0 0: 00 15 :0 0: 00 16 :0 0: 00 17 :0 0: 00 18 :0 0: 00 19 :0 0: 00 20 :0 0: 00 21 :0 0: 00 22 :0 0: 00 23 :0 0: 00 kW

Eólica Térmica Hídrica

0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 00 :0 0: 00 01 :0 0: 00 02 :0 0: 00 03 :0 0: 00 04 :0 0: 00 05 :0 0: 00 06 :0 0: 00 07 :0 0: 00 08 :0 0: 00 09 :0 0: 00 10 :0 0: 00 11 :0 0: 00 12 :0 0: 00 13 :0 0: 00 14 :0 0: 00 15 :0 0: 00 16 :0 0: 00 17 :0 0: 00 18 :0 0: 00 19 :0 0: 00 20 :0 0: 00 21 :0 0: 00 22 :0 0: 00 23 :0 0: 00 kW

Eólica Térmica Hídrica

0 50 100 150 200 250 00 :0 0: 00 01 :0 0: 00 02 :0 0: 00 03 :0 0: 00 04 :0 0: 00 05 :0 0: 00 06 :0 0: 00 07 :0 0: 00 08 :0 0: 00 09 :0 0: 00 10 :0 0: 00 11 :0 0: 00 12 :0 0: 00 13 :0 0: 00 14 :0 0: 00 15 :0 0: 00 16 :0 0: 00 17 :0 0: 00 18 :0 0: 00 19 :0 0: 00 20 :0 0: 00 21 :0 0: 00 22 :0 0: 00 23 :0 0: 00 kW Térmica 2017 2018 2019 2020 2021 2022 Entregas 730,4 733,6 735,9 737,5 739,1 753,9 Taxa de Cresc. (%) -0,2 0,4 0,3 0,2 0,2 2,0 Perdas (%) 8,6 8,5 8,4 8,4 8,4 8,4 Produção 798,8 801,4 803,6 805,2 806,8 822,6

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

Gráfico 13 - Nível de perdas (%) – Realização 2006-2016 e Previsão 2017-2022

A estrutura da oferta de energia elétrica continua a sofrer importantes alterações, resultantes sobretudo do crescimento da produção com origem em recursos energéticos endógenos. A energia eólica, que representava 4,0% em 2010, deverá representar 10,4% em 2018. Este aumento continuado fica a dever-se à instalação de novos parques eólicos, bem como a ampliação dos existentes.

Em 2000, a produção hídrica, geotérmica e eólica ascendia a 19,4% do total, estimando-se que em 2018 venham a representar cerca de

40,0%. Para o período 2018/2022, prevê-se um crescimento da

produção de energia geotérmica, em resultado do incremento da potência instalada na ilha de São Miguel (2022) e da produção na ilha Terceira (inicio de testes de exploração em agosto de 2017), seguido de aumento de potência (2022). Estes incrementos só serão possíveis tanto na ilha de São Miguel, como na ilha Terceira, em resultado da introdução nestes sistemas de centrais hídricas reversíveis ou de outros equipamentos de armazenagem que obtenham o mesmo efeito.

Gráfico 14 – Evolução, por ilha, da produção térmica e renovável (2001 e 2016)

9,9 9,5 8,5 8,7 8,4 8,2 9,1 9,2 8,9 8,8 8,6 8,6 8,5 8,4 8,4 8,4 8,4 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022

Nível de perdas (%)

0 5 000 10 000 15 000 20 000 25 000 30 000 35 000 40 000 45 000 50 000 2001 2016 2001 2016 2001 2016 2001 2016 2001 2016 2001 2016 2001 2016 Co rv o Fl o res Fa ia l Pi co Sã o Jo rg e G ra ci o sa Sa n ta M ar ia MWh Térmica Renovável 0 50 000 100 000 150 000 200 000 250 000 300 000 350 000 400 000 450 000 2001 2016 2001 2016 Te rc ei ra Sã o M ig uel MWh

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

A introdução de mecanismos que concorram para uma maior capacidade de penetração de energias renováveis nos Açores reveste-se da maior importância para o sistema elétrico. A armazenagem de energia, a regulação da rede e a gestão da procura assumem particular relevância para esse propósito. Teoricamente a introdução de opções tarifárias multi-horárias e a otimização das localizações dos períodos horários permitirá que a procura, estimulada por sinais de preço, aplicados nas situações críticas da produção/transporte e distribuição de energia elétrica possa acompanhar as variações da oferta e, desse modo, contribuir para minimizar os custos das redes, otimizar o mix da produção e beneficiar o sistema com redução de custos de investimentos de operações.

Com a implementação, em 2018, do ciclo semanal na baixa tensão e do piloto a desenvolver para a média tensão visando mediante a introdução das tarifas penta-horárias e a otimização das localizações dos períodos horários, decerto contribuir-se-á para a linearização do diagrama de cargas em todas as ilhas, privilegiando-se para esse efeito a transferência dos consumos nas horas de ponta para as horas de vazio, potenciando assim a utilização de energias renováveis.

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

REGULAÇÃO

As tarifas de eletricidade a cobrar aos consumidores são fixadas anualmente pela ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos de acordo com o Regulamento Tarifário, onde, para além da metodologia de determinação do nível de proveitos a proporcionar por cada tarifa, se caracteriza a metodologia de cálculo tarifário e a forma de determinação da estrutura das tarifas.

Em Portugal Continental, com a extinção das tarifas reguladas decorrente das diretivas do mercado interno de energia, os preços da eletricidade são determinados pelo mercado liberalizado, para todos os segmentos de consumidores. Refira-se, porém, que através da Portaria n.º 39/2017, de 26 de janeiro, foi alterado o prazo para a extinção das tarifas transitórias para fornecimentos de eletricidade aos clientes finais com consumos em baixa tensão normal, que não exerçam o direito de mudança para um comercializador de mercado livre, para 31 de dezembro de 2020.

Estes princípios de liberalização do setor elétrico, não se

aplicam na RAA, atendendo a que a Diretiva1 que estabelece

as regras comuns para o mercado interno da eletricidade, foi parcialmente derrogada ao abrigo do estatuto de pequena rede isolada, tendo o Regulamento Tarifário, de outubro de 2017, inscrito no Artigo 149, nº. 3, o seguinte:

“A estrutura dos preços das tarifas de venda a clientes finais da RAA em MT, BTE e BTN deve resultar da estrutura dos preços de venda a clientes finais de Portugal continental, aplicáveis a fornecimentos em MT, BTE e BTN, respetivamente, determinados tendo em conta: (i) os resultados da monitorização dos preços de eletricidade praticados no mercado, (ii) as variações das tarifas de Acesso às Redes e (iii) as variações dos preços de energia nos mercados grossitas.”

Aquando da divulgação (13 de outubro de 2017) das tarifas e

preços de energia elétrica para 20182, o regulador referiu:

1 Diretiva 2009/72/CE

• “Considerando a recente extinção das tarifas de

Venda a Clientes Finais o referencial de preços de energia elétrica em MT, BTE e BTN que deve orientar a convergência tarifária deve ser o resultado da observação dos preços no mercado retalhista em Portugal continental.“ • “A implementação deste princípio regulamentar

em 2018 deve ter em consideração, por um lado, a definição das tarifas aditivas em Portugal continental para os consumos em MT, BTE e BTN, que embora não sendo aplicadas diretamente aos clientes do comercializador de último recurso (os quais estão abrangidos pela aplicação de tarifas transitórias), traduzem os preços eficientes espectáveis no mercado retalhista e por outro lado, o histórico disponível da informação resultante do acompanhamento de preços no mercado retalhista quer no continente quer nas regiões autónomas.”

• “No cálculo das tarifas de 2018 consideraram-se as tarifas aditivas (tarifas de referência) em Portugal continental como referencial de convergência das TVCF nos Açores e na Madeira, para a totalidade dos fornecimentos em MT, BTE e BTN.”

Para todos os períodos regulatórios, os proveitos permitidos que integram anualmente as tarifas, são determinados, de acordo com as disposições constantes no Regulamento Tarifário, sendo construídos com base em valores previsionais, que resultam quer dos custos aceites pelo regulador, quer da aplicação dos parâmetros fixados para aquele período de regulação, aos respetivos indutores de custos, para cada atividade regulada. Dado que os proveitos permitidos, previstos para as tarifas, assentam nos pressupostos anteriormente descritos, existe um mecanismo de ajustamento que permite incluir nas tarifas do ano n+2, o diferencial que decorre do confronto daqueles com os valores efetivamente realizados, e, desta forma, a empresa pode

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

recuperar ou devolver aos consumidores o montante que resulta da aplicação deste mecanismo, referente ao ano n. O diferencial entre o somatório dos proveitos permitidos por atividade e as receitas obtidas, decorrentes da aplicação do tarifário, constitui o sobrecusto da RAA.

Os sobrecustos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira são incluídos na Tarifa de Uso Global do Sistema que é aplicada pelos distribuidores vinculados aos fornecimentos a clientes do comercializador de último recurso e às entregas a clientes no mercado liberalizado.

Períodos regulatórios 2003-2017

Desde 2003, primeiro ano da fixação pela ERSE das tarifas praticadas pela empresa concessionária do transporte e distribuição da RAA, a EDA – Electricidade dos Açores, S. A., até 2008, foi aplicada uma metodologia de regulação por custos aceites para todas as atividades reguladas da empresa. A partir de 2009, a ERSE alterou a forma de regulação das atividades de Distribuição e de Comercialização de Energia

Elétrica, que passou a ser efetuada por price cap, com o

objetivo de incentivar a empresa a obter maiores ganhos de eficiência naquelas atividades. Quanto à atividade de Aquisição de Energia Elétrica e Gestão do Sistema, manteve-se o mesmo tipo de regulação bamanteve-seada em custos aceites e na aplicação de uma taxa de remuneração sobre os ativos líquidos.

No período de regulação 2012-2014, a ERSE, através do Regulamento Tarifário publicado em julho de 2011, reviu as metodologias de regulação das atividades desenvolvidas pela empresa.

A atividade de Aquisição de Energia Elétrica e Gestão do Sistema, foi sujeita a uma regulação por incentivos, com a definição de metas de eficiência para o OPEX, mediante a aplicação da metodologia de regulação por revenue cap ao nível destes custos, com exceção dos custos com operação e manutenção de equipamentos produtivos afetos a esta atividade.

3Regulamento Tarifário de dezembro de 2014 e outubro de 2017

Para as atividades de Distribuição e Comercialização de

Energia Elétrica, manteve-se a regulação por price cap. Os

custos de exploração resultam do mix entre os custos fixos e os custos variáveis, que dependem dos respetivos drivers de custos e das metas de eficiência aplicadas.

Para todas as atividades reguladas, o CAPEX passou a ter, a partir de 2012, uma regulação por custos aceites.

Relativamente à remuneração dos ativos (2015-2017), o regulador manteve a mesma metodologia de equiparação do custo de capital a aplicar a cada uma das atividades da EDA, com as atividades equivalentes às do Continente. Face ao anterior período regulatório, destaca-se a alteração verificada no indexante para determinação do custo de capital, passando a utilizar-se as yields das OT s a 10 anos (em substituição dos CDS), mantendo-se, assim, a indexação do valor do custo de capital base à evolução dos mercados. Os custos com os combustíveis para a produção de energia

elétrica, conforme Regulamento Tarifário3, correspondem:

• ao custo unitário praticado no mercado primário de referência, acrescido de margem de comercialização, e

• aos custos eficientes com a descarga,

armazenamento, transporte e comercialização de combustível, que foi determinada pela ERSE em resultado de um estudo realizado por um consultor externo.

A ERSE apresentou, em dezembro de 2016, o documento intitulado “Aplicação dos resultados do estudo para definição de custos de referência para aquisição de combustíveis nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira” aplicando retroativamente a 2015, os parâmetros resultantes do estudo realizado, tendo sido alargado o seu âmbito ao gasóleo e ao gás natural para produção de eletricidade.

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

Período Regulatório 2018-2020

Para o período regulatório 2018-2020, a ERSE manteve as metodologias de regulação, designadamente:

AEEGS – Atividade de Aquisição de Energia Elétrica e Gestão

do Sistema

OPEX - regulação por revenue cap e custos aceites em base anual para aquisição de energia, amortizações, combustíveis e lubrificantes, gastos com manutenção.

DEE e CEE – Distribuição de Energia Elétrica e

Comercialização de Energia Elétrica OPEX - regulação através de price cap.

Para todas as atividades reguladas, o CAPEX terá uma regulação por custos aceites.

Relativamente ao referencial do gasóleo

,

o indexante foi

alterado4, passando a considerar-se, no período regulatório

2018-2020, a média ponderada do preço do gasóleo de 14

países5 da União Europeia, para o produto “Automotive Gas

Oil” retirados do “Weekly Oil Bulletin” da Comissão Europeia. A EDA desenvolve assim as atividades de produção, distribuição e comercialização de energia elétrica num contexto totalmente regulado, pela legislação em vigor e pela regulamentação emitida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

Destaca-se ainda que a Lei 12/2008, de 26 de fevereiro, relativa aos serviços públicos essenciais, determinou que os custos com contadores de energia deixassem de ser considerados no cálculo das tarifas de energia elétrica, em resultado da proibição da cobrança aos utentes de qualquer importância a título de preço, aluguer, amortização ou inspeção periódica de contadores ou qualquer outra taxa de efeito equivalente independentemente da designação utilizada. Esta Lei teve como consequências a diminuição da base de ativos a amortizar e a remunerar a partir de 2009, no

4 De 2015 a 2017 o referencial do preço para o gasóleo

correspondeu aos valores publicados no “Weekly Oil Bulletin” da Comissão Europeia, do produto “Automotive Gas Oil”

âmbito da determinação do sobrecusto da atividade de distribuição de energia elétrica.

No âmbito do relacionamento regulatório e com importante potencial de contributo para a maximização da penetração da produção de eletricidade com origem renovável nos Açores, encontram-se em curso estudos sobre a reformulação dos atuais períodos relativos às tarifas de Venda a Clientes Finais, que poderão contribuir para a transmissão aos clientes dos melhores sinais quanto aos momentos mais adequados para concretizar os seus consumos. Destaca-se ainda a introdução, a partir de 2018, do ciclo de contagem semanal para os consumidores em BTN.

A Lei n.º 7-A/2016, alargou às regiões autónomas dos Açores e da Madeira, os princípios considerados através do artigo 44.º do Decreto-Lei n.º 172/2006, de 23 de agosto, e do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 230/2008, de 27 de novembro, que conferem aos municípios do território continental uma renda paga pelas concessionárias no âmbito das concessões atribuídas para a distribuição de eletricidade em baixa tensão. A Lei n.º 7-A/2016, vem assim corrigir esta desigualdade, atendendo à especificidade das condições de concessão regionais, atribuindo aos municípios das regiões autónomas uma remuneração pela utilização dos mencionados bens de domínio público e privado, calculada de modo equivalente às rendas pagas pelas concessionárias aos municípios do território continental, com efeitos a partir de 2016. Esta

remuneração tem a natureza de um custo do tipo

pass-through, sendo incluída nos proveitos permitidos da Atividade de Distribuição de Energia Elétrica.

5 Os países considerados são: Alemanha, Áustria, Bélgica,

Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Reino Unido e Suécia

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

3

ATIVIDADE

PRODUÇÃO

A produção de energia elétrica da EDA assenta em duas vertentes: • Condução das Centrais Térmicas da EDA de modo a garantir a cobertura instantânea da procura de energia elétrica, tendo em consideração o potencial de penetração de energia de fonte renovável;

• Manutenção dos equipamentos de produção afetos, diretamente à exploração, de acordo com o Plano Anual aprovado.

Decorrente do cumprimento das obrigações legais e da assunção da responsabilidade social da empresa, os aspetos ambiental e de segurança têm adquirido cada vez maior importância, pelo que se perspetivam melhorias significativas em equipamentos e procedimentos, no contexto de um processo que se pretende de melhoria contínua. Nesse âmbito, constitui um objetivo permanente a consolidação e melhoria do processo de manutenção dos equipamentos mecânicos e elétricos, organizado num Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente (SGQA), certificado segundo a NP EN ISO 9001:2008 e alinhado com a NP EN ISO 14001:2012, que se está a alargar aos processos de operação.

Pretende-se manter a aposta na formação contínua dos recursos humanos bem como no rejuvenescimento ponderado de algumas equipas operacionais, atendendo à elevada idade média dos trabalhadores, principalmente os que trabalham em regime de turnos.

Dar-se-á continuidade à uniformização de práticas e métodos de trabalho em todas as ilhas, sem descurar as especificidades de meios humanos e técnicos de cada uma delas.

No âmbito da exploração está contemplado um conjunto projetos de melhoria nas condições de operação das infraestruturas e de equipamentos auxiliares, donde se destacam:

• Substituição de depuradoras de combustível (HFO) e de óleo lubrificante.

• Remodelação de espaços técnicos e sociais, incluindo sistemas de segurança e vídeo vigilância.

• Remodelação de sistemas de ventilação de salas técnicas para melhorar as condições de operação quer para os trabalhadores quer para os equipamentos e diminuição do ruído propagado para o exterior. • Redução de consumos energéticos de serviços

auxiliares, com introdução de variadores de frequência motores de ventiladores e substituição luminárias interiores e exteriores, neste caso com benefício da segurança e conforto dos colaboradores.

• Introdução de mais equipamentos de tratamentos de resíduos oleosos e de limpeza interior e exterior de depuradoras, para reduzir custos de manutenção, tempos de paragem e quantidades exportadas.

GESTÃO DO SISTEMA ELÉCTRICO

A área de Despacho de Sistemas Elétricos compreende as áreas de Gestão Técnica do Sistema Elétrico - Despacho, Sistemas de Operação e Qualidade de Serviço e Sistemas e Tecnologias de Apoio à Operação onde se inclui o Sistema de Informação Técnico/Geográfica.

A área da Gestão Técnica do Sistema Elétrico tem por função principal as atividades relacionadas com o Despacho, sobretudo:

• Modulação, por ordem de mérito, da produção de energia pelas instalações ligadas às redes de serviço público, em

função das necessidades do consumo, dos

condicionamentos do sistema, das obrigações legais de aquisição de energia e das fontes disponíveis;

• Supervisão e controlo do sistema elétrico, assegurando as condições técnicas de funcionamento e de segurança; • Coordenação das indisponibilidades da rede de transporte e distribuição e dos produtores sujeitos a despacho • Gestão das ocorrências na sequência de avarias comunicadas pelos clientes ao CallCenter.

As atividades de Despacho do Sistema Elétrico estão descentralizadas pelas diferentes ilhas. Nas ilhas de São Miguel e

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

Terceira são asseguradas em exclusivo no centro de controlo local de cada ilha e nas restantes ilhas estes serviços são assegurados pelos centros de comando nas centrais termoelétricas, com exceção da ilha do Corvo que é assegurado remotamente a partir da ilha das Flores.

Com a conclusão em 2017 da empreitada do edifício sito à rua Embaixador Faria e Maia, em Ponta Delgada, prevê-se em 2018 a implementação de um Centro de Controlo – Despacho Central, visando o acompanhamento e supervisão dos Despachos e Centros de Controlo de todas as ilhas, ampliando a extensão das capacidades de monitorização e controlo a um maior número de instalações. De igual modo proceder-se-á à transferência para o mesmo edifício do atual Despacho de São Miguel, atualmente localizado na subestação dos Milhafres.

Na área da Qualidade de Serviço, há que assegurar o acompanhamento e monitorização da atividade da empresa no que respeita aos aspetos regulatórios, dispostos no Regulamento de Qualidade de Serviço (RQS):

• No que se refere à Continuidade de Serviço, assegurar o registo e a caracterização das ocorrências verificadas nos Sistemas Elétricos, por forma a serem determinados os indicadores regulamentares.

• Na vertente de Qualidade de Energia Elétrica a execução do plano bianual de monitorização para o acompanhamento da evolução da Qualidade de Energia Elétrica e da sua conformidade com os aspetos normativos definidos pelo Regulamento de Qualidade de Serviço.

Para um melhor acompanhamento dos aspetos regulatórios da

Qualidade de Serviço - Qualidade de Energia - prevê-se a acreditação dos ensaios de verificação de conformidade de

equipamentos de monitorização da qualidade de tensão junto do Instituto Português de Acreditação (IPAC). Também se prevê a continuação da substituição faseada das unidades existentes atualmente em PTs (12 unidades) e de uma unidade de média tensão do tipo INFORMA PMD-A para substituição faseada dos equipamentos TOPAS em alguns centros produtores.

TRANSPORTE E DISTRIBUIÇÃO

A atividade de exploração da rede de Transporte e Distribuição envolve a condução e manutenção de infraestruturas e equipamentos.

Constitui um objetivo permanente a consolidação e melhoria do

processo de manutenção da rede de Transporte e Distribuição, organizado num Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente (SGQA), certificado segundo a NP EN ISO 9001:2008 e alinhado com a NP EN ISO 14001:2012.

Atualmente esse processo abrange as Redes de Alta Tensão, Média Tensão, Baixa Tensão, Subestações e Postos de Seccionamento e de Transformação. A atividade relativa à manutenção da rede de distribuição de Baixa Tensão será objeto dum acompanhamento particular, tendo sido aprovado internamente o primeiro plano de manutenção da rede de BT em conformidade com os respetivos procedimentos do sistema de qualidade.

Pretende-se manter a aposta na formação contínua dos recursos humanos, bem como no rejuvenescimento ponderado das equipas operacionais, atendendo a que a oferta de serviços por empreiteiros é limitada ou inexistente em algumas ilhas.

Dar-se-á continuidade à uniformização de práticas e métodos de trabalho em todas as ilhas, sem descurar as especificidades de meios humanos e técnicos de cada uma delas.

Entre outras, destacamos as seguintes ações em 2018:

• Aplicação de aparelhos de iluminação de tecnologia LED no âmbito do projeto de migração da Iluminação Pública de Vapor de Sódio de Alta Pressão para LED, em todas as ilhas do arquipélago dos Açores de acordo com o Plano de Investimentos;

• Realização de ações de melhoria das terras de proteção e de serviço de postos de transformação, com recurso a prospeção geotécnica e realização de furos verticais; • Instalação de detetores de defeitos nas linhas aéreas MT; • Instalação de equipamento de proteção contra incêndios

em subestações;

• Instalação de compensação do fator de potência em postos de transformação públicos;

• Substituição progressiva dos disjuntores de tecnologia SF6 por disjuntores de tecnologia vácuo.

COMERCIALIZAÇÃO

Constitui objetivo desta área consolidar a gestão por processos, tendo decorrido ao longo do ano de 2017, a revisão de Procedimentos e Instruções de Trabalho da estrutura comercial, inerentes ao Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente implementado na organização, para efeitos de melhoria do desempenho, numa perspetiva de servir cada vez melhor os clientes

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

e acompanhamento no pós venda, introduzindo melhorias ao nível do atendimento e do relacionamento comercial com todas as partes envolvidas.

Para efeitos de aferição do impacto que as medidas de melhoria entretanto implementadas tiveram na relação com os clientes promoveremos, à semelhança dos anos transatos, um inquérito de satisfação dos clientes à qualidade do serviço prestado pela EDA, realizado por entidade independente e credenciada para o efeito. O universo de clientes por nível de tensão, vendas e por ilha (estimativa), corresponde a:

Tabela 4 – Numero de clientes e vendas, por ilha, em 2018 Sistemas de Informação de suporte à atividade comercial

Plataforma aplicacional de gestão comercial e call center - uCI

O projeto de upgrade do Call Center, nomeadamente ao nível

tecnológico, foi concluído, tendo vindo a serem introduzidas novas funcionalidades, prevendo-se a entrada em produtivo em 2018 de duas novas campanhas para outbound.

SAP IS-U Comercial

Encontra-se em curso o projeto de certificação e implementação de alterações funcionais, prevendo-se que o mesmo seja concluído em 2018.

Encontra-se também em fase de desenvolvimento o projeto de Integração Ambientes SAP com vista à apresentação de uma arquitetura funcional para o SAP IS-U, baseada nas melhores

práticas da SAP e centrando-se nas funcionalidades standard,

prevendo-se a sua conclusão em 2018.

Gestão de Reclamações

Em 2018 prevê-se a entrada em produtivo do redesenho do processo relativo à Gestão de Reclamações com enfoque para a criação de novos estados de reclamações, bem como a criação de funcionalidade que permita o controlo automático dos prazos das cartas intercalares com a emissão de alertas.

Atendimento a clientes

Prevê-se a entrada em produtivo de uma aplicação de envio de SMS, via Webservice, para que os clientes com necessidades especiais e prioritários sejam notificados atempadamente de eventuais interrupções programadas e acidentais. Este projeto foi desenvolvido em conformidade com o disposto no Regulamento da Qualidade de Serviço (RQS), no que se refere ao relacionamento entre os comercializadores e operadores da rede de distribuição com estes clientes.

Durante o ano de 2018, dar-se-á continuidade ao processo de proximidade dos clientes de Baixa Tensão Normal (BTN), à EDA, mediante a deslocação de uma loja móvel 100% elétrica às localidades situadas fora da zona de influência da rede de lojas e centros de energia, da EDA com afetação nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Pico, Faial e São Jorge.

Relativamente ao controlo do fluxo de clientes nas lojas e centros de energia que não dispõem do Sistema de Gestão de Filas de Espera, a EDA irá implementar uma aplicação informática com o objetivo de melhorar a fiabilidade da informação de gestão interna e reporte à ERSE.

Cobrança

Prevê-se ainda a implementação de melhorias no processo de cobranças SEPA DD e CT (Débito Direto e Transferências a Crédito). Alteração do processo de cobrança no SAP IS-U dos valores que são transferidos para a conta bancária da EDA

Esta modalidade de cobrança é utilizada na sua grande maioria por clientes institucionais (Estado e Organismos Públicos) que efetuam o pagamento das suas faturas através da transferência dos respetivos valores para uma conta bancária pré-definida para o efeito. Até à data, a cobrança das faturas correspondentes a estes valores é efetuada através da criação de lotes de pagamento que são pouco dinâmicos e requerem monitorização humana permanente.

Encontram-se já em desenvolvimento e devem ter continuidade em 2018 melhorias significativas a este processo de cobrança que

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

passará a ter um funcionamento semelhante a uma loja comercial. Para além de tornar esta modalidade mais eficiente, a alteração deste processo irá permitir rentabilizar os recursos humanos envolvidos.

Gestão de Dívidas

Enquanto a primeira fase da gestão de dívidas se centrou no ajustamento dos prazos legais entre a data de vencimento da fatura de energia e a geração de ordem de serviço de corte, a segunda fase deste processo, a decorrer durante o ano de 2018, tem como objetivo criar automatismos na gestão da dívida, que se pretende diferenciada, dependendo do tipo de cliente, durante todo o processo de negociação, incluindo monitorização de dívida. Pretende-se assim automatizar todo o processo de gestão da dívida, sobretudo a componente posterior à geração da ordem de revisão de corte.

Gestão de Leituras

Implementação do processo de dunning de leituras

Prevê-se a implementação em 2018 do dunning de leituras, ou seja, emissão automática de cartas de aviso por motivo de ausência de leituras, com possibilidade do cliente contactar com a empresa para comunicação de leituras, agendamento de visita ou marcação de visita combinada para realização de uma leitura extraordinária que, não sendo possível, culminará na interrupção do fornecimento de energia elétrica. Este processo deverá envolver, de forma transversal, toda a área comercial, no sentido de melhorar a recolha de leituras e evitar a prescrição/caducidade de consumos. Esta atividade implicará um desenvolvimento informático para a geração automática de cartas, receção e agendamento de visitas, marcação da leitura extraordinária e gestão de trabalhos.

App EDA Online para smartphones

Prevê-se em 2018 a introdução de novas funcionalidades na aplicação EDA Online para smartphones .

Implementação de campanhas de atualização massiva das acessibilidades dos contadores BTN

Com esta ação pretende-se atualizar a acessibilidade de todos os contadores de energia em BTN, através do recurso a desenvolvimentos aplicacionais e com a colaboração dos prestadores de serviços de leituras, uma vez que a acessibilidade do contador é um dado relevante e está na base de algumas ações como sejam a possibilidade de parametrização do módulo de

estimativas de consumo, como consumo fixo acordado, só ativado nos casos em que está assegurado o acesso ao contador e consequente obtenção de leitura por parte da empresa.

Este projeto decorreu durante o ano de 2017 na ilha de São Miguel, prevendo-se que seja alargado às restantes ilhas da RAA, durante o ano de 2018.

Eficiência energética

Campanha de Eficiência na Iluminação no Setor Residencial Esta campanha foi iniciada ao abrigo do PPEC de 2009, para promoção de lâmpadas economizadoras em detrimento das lâmpadas incandescentes. Com o advento e massificação das lâmpadas LED, optou-se, a partir de julho de 2017, pela substituição da tecnologia a comercializar, passando de LFC para LED. Encontra-se em fase final a implementação dos diversos meios promocionais para esta campanha, prevendo-se em 2018 a realização de uma ação de divulgação com encarte a acompanhar as faturas de energia.

Campanha de Promoção e Venda de Termoacumuladores Elétricos Durante o ano de 2018, a EDA continuará a campanha de promoção e venda de termoacumuladores elétricos, a qual decorre desde setembro de 2015. Prevê-se até ao final do primeiro trimestre de 2018 a conclusão de um concurso público para o fornecimento dos equipamentos a comercializar e a consequente realização de ações de promoção, designadamente, nos órgãos de comunicação social. Programa “A EDA VAI À ESCOLA”

Este programa consiste na realização de ações de sensibilização junto da população estudantil, visando dar a conhecer a empresa e os diferentes produtos disponibilizados.

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

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QUALIDADE E AMBIENTE

QUALIDADE

As exigências da qualidade do produto e da prestação de serviços aos clientes motivou a implementação de uma série de indicadores, que implicaram uma maior clarificação e responsabilização da atividade exercida pela empresa perante os clientes, em termos de direitos e deveres. Em novembro de 2013 a ERSE publicou novo Regulamento da Qualidade de Serviço, onde foram definidas novas metas. A partir de 2014 aumentou a exigência ao nível dos padrões estabelecidos para os indicadores de continuidade de serviço em MT e BT que passaram a contemplar, também, as interrupções com origem nos centros produtores.

Estão estabelecidas três Zonas Geográficas em função da importância e do número de clientes abrangidos, para as quais existe um conjunto de indicadores gerais de qualidade de serviço, a saber:

• Redes de MT

➢ Tempo de interrupção equivalente da potência

instalada – TIEPI (h/ano)

➢ Frequência média de interrupções do sistema –

SAIFI MT (nº)

➢ Duração média das interrupções do sistema – SAIDI

MT (minutos)

➢ Energia não distribuída – END (MWh)

➢ Frequência média das interrupções breves na rede

MT - MAIFI MT

• Redes de BT

➢ Frequência média de interrupções do sistema –

SAIFI BT (nº)

➢ Duração média das interrupções do sistema – SAIDI

BT (minutos)

Também são considerados outros indicadores da qualidade de serviço relacionados com a onda de tensão, estabelecidos no RQS (Regulamento da Qualidade de Serviço, de outubro de 2013) e na norma NP 50 160, que são monitorizados nos barramentos das subestações e nos quadros gerais de alguns postos de transformação, destacando-se: ➢ Tensão eficaz ➢ Distorção harmónica ➢ Desequilíbrio de tensões ➢ Flicker ➢ Cavas de tensão

➢ Oscilações de curta duração

➢ Sobretensões e subtensões

O TIEPI depende de fatores climatéricos imprevisíveis, avarias e também de ações programadas com vista à melhoria dos sistemas elétricos.

Para o ano de 2018, a estimativa para o TIEPI, repartido por ilha e tipologia, corresponde aos valores apresentados na tabela seguinte:

Os valores dos TIEPI apresentam a seguinte evolução, por ilha:

TIEPI 2018 Previstas Imprevistas Total

Santa Maria 02:00:00 01:45:00 03:45:00 São Miguel 01:45:00 02:45:00 04:30:00 Terceira 02:00:00 04:20:00 06:20:00 Graciosa 04:30:00 05:00:00 09:30:00 São Jorge 05:30:00 06:00:00 11:30:00 Pico 04:00:00 05:00:00 09:00:00 Faial 01:45:00 02:30:00 04:15:00 Flores 03:00:00 04:45:00 07:45:00 Corvo 02:00:00 02:45:00 04:45:00

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Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2018

Gráfico 15 - Indisponibilidade totais, por ilha - Realização 2007-2016 e estimativa 2017 * Situação a 12 de novembro de 2017

* Situação a 12 de novembro de 2017

Gráfico 16 - Indisponibilidade previstas - Realização 2007-2016 e Previsão 2017

0 4 9 14 19 24 28 33 38 43 48

Santa Maria São Miguel Terceira Graciosa São Jorge Pico Faial Flores Corvo

horas

Total

Ano 2007 Ano 2008 Ano 2009 Ano 2010 Ano 2011 Ano 2012 Ano 2013 Ano 2014 Ano 2015 Ano 2016 Ano 2017*

0 4 9 14 19 24 28

Santa Maria São Miguel Terceira Graciosa São Jorge Pico Faial Flores Corvo

horas

Previstas

Imagem

Referências

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