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Rev. esc. enferm. USP vol.41 número4

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Academic year: 2018

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Rev Esc Enferm USP 2007; 41(4):731-2.

www.ee.usp.br/reeusp/

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Enfermeiras do Brasil.

História das Pioneiras.

Campos PFS

BRAZILIAN NURSES: A HISTORY OF THE PIONEER

ENFERMERAS DE BRASIL: HISTORIA DE LAS PIONERAS

Paulo Fernando de Souza CamposI

Secaf V; Costa HCBV. Enfermeiras do Brasil. História das Pioneiras. São Paulo: Martinari; 2007. 184 p.

R

ESENHA

Enfermeiras do Brasil: história das Pioneiras

I Historiador. Pós-Doutorando do Departamento de Orientação Profis-sional, Escola de Enfermagem, da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Pesquisador do Grupo de Pesqui-sa História e Legis-lação de Enferma-gem - ENO/EEUSP/ CNPq. Bolsista FAPESP. pfsouzacampos@ usp.br

Recebido: 10/08/2007 Aprovado: 27/08/2007

O livro narra a história da enfermagem brasileira por intermédio de sua principal personagem: a enfermeira. As histórias de vida apresentam mulheres pioneiras, brasileiras diplomadas no exterior e no Brasil, e neste caso, em espaços formadores pouco analisados pela historiografia dominante, criados antes mesmo da oficialização do ensino de enfermagem no Brasil, efetivada no bojo da Reforma Sanitária de 1920. Arrojadas, modernas, mas também religiosas e abnegadas, todas foram consideradas como personagens ilustres, líderes da enfermagem nacional. A atuação de cada uma delas, evocada em contextos ora distintos, ora convergentes, inegavelmente contribuiu para a profissionalização da enfermagem brasileira.

O livro é um acurado memorial que prestigia acontecimentos importantes como, instalação de escolas, programas de ensino, criação de entidades de classe, serviços prestados por enfermeiras na esfera político-governamental, como a enfermagem de guerra, com destaque para a 2ª. Guerra Mundial, entre outros alcances da enfermagem profissional brasileira. Recuperados pela consulta de fontes originais e trabalhos acadêmicos, o livro permite reconhecer acontecimentos diversos que corroboram questões próprias da história da enfermagem no Brasil, assim como das mulheres, na medida em que a oficialização da enfermagem, fundada no Sistema Nightingale, excluía o gênero masculino do ofício, feminilizando o cuidado.

Caracterizadas por suas personalidades, avaliadas como precursoras, arrojadas, observadoras e atuantes, as histórias de vida que orientam o trabalho apresentado revelam mulheres devotadas, altruístas, cultas, sobretudo, imbuídas da mística da enfermagem. As vidas destas mulheres são retraçadas em momentos já consagrados pela historiografia dominante, porém, exemplarmente, as autoras evocam acontecimentos ímpares da experiência de cada uma delas, nem sempre revelados ao grande público.

Agregadas, as mulheres do livro Enfermeiras do Brasil. História das Pioneiras permitem entre-ver como a formação e o exercício profissional favoreceu a emancipação feminina, ponto no qual as autoras se depreendem do universo específico da enfermagem, remetendo o leitor atento para o campo da história cultural e das questões de gênero, ampliando o universo de referência da obra que, nesta medida, seguramente serve ao propósito e objeto de áreas das ciências humanas, tais como história e antropologia.

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Rev Esc Enferm USP 2007; 41(4):731-2. www.ee.usp.br/reeusp/

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Enfermeiras do Brasil.

História das Pioneiras.

Campos PFS

Reys, Izaura Barbosa Lima, Hilda Anna Krisch, Zaira Cintra Vidal, Madre Domineuc, Haydee Guanais Dourado, Waleska Paixão, Maria Rosa de Sousa Pinheiro, Glete de Alcântara, Marina Andrade Resende, Olga Verderese, Wanda Horta e Maria Ivete Ribeiro de Oliveira.

Contudo, as biografadas são identificadas como enfermeiras que fizeram a história da enfermagem brasileira, avaliação que não pode ser interpretada de forma unilateral. Mesmo que

embora muitas outras devessem ser enaltecidas, inclusive aquelas que, silenciosamente, trabalham para o engrandecimento da profissão e para a melhoria das condições sanitárias do Brasil,

a primazia dada às enfermeiras ilustres, já reconhecidas pela historiografia, não deve encobrir a atuação de outras mulheres (e mesmo homens) que escreveram as páginas da história da enfermagem no Brasil; como as autoras permitem inferir, personagens anônimos da história, quase nunca reconhecidos, que permanecem na penumbra e à margem da historiografia dominante.

O livro é leitura obrigatória aos que se dedicam ao estudo da enfermagem.

R

ESENHA

Correspondência: Paulo Fernando de Souza Campos

Referências

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