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Rev. Assoc. Med. Bras. vol.52 número2

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Academic year: 2018

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Rev Assoc Med Bras 2006; 52(2): 63-77 71

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beira do leito

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Medicina Farmacêutica

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No Brasil, ainda é pouco freqüente a presença de organiza-ções que coordenam os centros de pesquisa (Site Management Organization ou SMO), enquanto nas nações desenvolvidas, principalmente naquelas que produzem pesquisas interna-cionais, são bastante comuns. A SMO pode contribuir para o sucesso dos estudos clínicos por meio do gerenciamento de serviços prestados junto aos centros de pesquisa.

Uma SMO pode se ocupar preferencialmente com a seleção, recrutamento e manutenção do estudo e, para atingir esta meta, precisa contar com profissionais experien-tes em tempo integral. Outra função das SMOs é cuidar das exigências dos órgãos reguladores e das comissões de ética em pesquisa.

As pesquisas clínicas requerem habilidades específicas que vão além da experiência do médico em sua especialidade e de uma eventual participação em estudos clínicos. Por exemplo, se um estudo vier a se utilizar de uma ficha clínica eletrônica, existem SMOs capacitadas a avaliar os equipamentos dos centros, provi-denciar a atualização dos programas de computação e proceder ao necessário treinamento de todos os envolvidos.

O obstáculo mais comum para uma interação eficaz entre a SMO e seus clientes é o desconhecimento das reais necessi-dades de quem as contrata. É indispensável contratar uma SMO que supra com desembaraço e eficiência estas necessidades,

por exemplo, oferecendo treinamento aos pesquisadores ou ao serviço de farmácia.

No momento, ainda não há regulamentação específica para as SMOs como a que já existe para as Organizações Repre-sentativas de Pesquisa Clínica, determinada pelo Ministério da Saúde. Daí a grande importância de se estudar e firmar contra-tos detalhados naquilo que se espera de ambos os participantes. Em geral, os funcionários de SMOs, por não serem funcio-nários da instituição, devem evitar atividades que impliquem em cuidados diretos ao paciente e executar apenas atividades administrativas. Por exemplo, o preenchimento de fichas clínicas, gerenciamento da informação e banco de dados, auditorias clínicas, consultoria, etc. É importante enfatizar que os funcioná-rios das SMOs devem exercer atividades que estejam de acordo com os procedimentos operacionais adotados como padrão pela instituição, bem como com as regulamentações vigentes no país. Finalmente, também é importante enfatizar que, conforme as diretrizes de boas práticas clínicas da Conferência Interna-cional de Harmonização (GCP-ICH), o investigador será sem-pre o responsável pela condução do estudo em seu centro. As tarefas poderão ser delegadas, mas a responsabilidade jamais poderá ser transferida.

PRISCILLA CAPONE

ARIYE SIDI

PAULO ALIGIERI

Referências

1.Vincent-Gattis M, Webb C, Foote M. Clinical research strategies in biote-chnology. Biotechnol Annu Rev 2000;5:259-67.

Referências

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