RELATÓRIO O INGRESSO DOS ESTUDANTES NA ESES: - OBSERVATÓRIO DE AVALIAÇÃO DA ESES - PERCURSOS ESCOLARES, CONTEXTOS FAMILIARES E MOTIVAÇÕES

Texto

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INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO

RELATÓRIO

O INGRESSO DOS ESTUDANTES NA ESES:

PERCURSOS ESCOLARES, CONTEXTOS FAMILIARES E MOTIVAÇÕES

ANO LETIVO 2013/2014

DEZEMBRO 2013

-OBSERVATÓRIO DE AVALIAÇÃO DA ESES -

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ÍNDICE

ÍNDICE DE QUADROS ... 1

NOTA INTRODUTÓRIA ... 2

1.CONTEXTOS SOCIAIS DOS ESTUDANTES MATRICULADOS NO 1.º ANO NA ESES ... 3

1.1. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA ... 3

1.2. CARACTERIZAÇÃO SOCIOFAMILIAR ... 5

1.3. CARACTERIZAÇÃO DOS CONTEXTOS SOCIOECONÓMICOS ... 7

2.TRAJETÓRIA ACADÉMICA ... 11

2.1. ACESSO AO ENSINO SUPERIOR ... 11

2.2. RESIDÊNCIA EM PERÍODO LETIVO ... 15

2.3. APOIOS SOCIAIS ESCOLARES... 16

3.MOTIVAÇÕES DE INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR ... 18

INQUÉRITOPORQUESTIONÁRIOESTUDANTES1.º ANODAESESANO LETIVO 2013/2014 ... 23

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1]

ÍNDICE DE QUADROS

Quadro 1 – Caracterização do universo e da amostra dos estudantes do 1.ºano da ESES segundo o curso ... 3

Quadro 2 – Estudantes do 1.º ano segundo grupo etário ... 4

Quadro 3 – Estudantes do 1.º ano segundo distrito de residência ... 5

Quadro 4 – Estudantes do 1.º ano segundo n.º de pessoas a residir consigo ... 5

Quadro 5 – Estudantes do 1.º ano segundo pessoas a residir consigo ... 6

Quadro 6 – Estudantes do 1.º ano segundo situação conjugal atual ... 6

Quadro 7 – Grau de escolaridade mais elevado dos progenitores e dos cônjuges/companheiros ... 7

Quadro 8 – Estudantes do 1.º ano segundo a condição dos seus progenitores perante o trabalho ... 8

Quadro 9 – Estudantes do 1.º ano segundo a situação dos seus progenitores na profissão ... 8

Quadro 10 – Estudantes do 1.º ano segundo a distribuição dos grupos profissionais dos pais ... 10

Quadro 11 – Estudantes do 1.º ano segundo tipo de estabelecimento de ensino frequentado anteriormente . 11 Quadro 12 – Estudantes do 1.º ano segundo tempo de espera para ingresso no ensino superior ... 12

Quadro 13 – Estudantes do 1.º ano segundo a habilitação de candidatura ao ensino superior ... 12

Quadro 14 – Estudantes do 1.º ano segundo a modalidade de acesso ao ensino superior ... 13

Quadro 15 – Estudantes do 1.º ano segundo a fase de matrícula na ESES ... 13

Quadro 16 – Estudantes do 1.º ano segundo a média de candidatura ... 14

Quadro 17 – Estudantes do 1.º ano segundo ingresso no ensino superior ... 14

Quadro 18 – Estudantes do 1.º ano segundo mudança de residência com a entrada na ESES ... 15

Quadro 19 – Estudantes do 1.º ano segundo residência em período letivo ... 15

Quadro 20 – Estudantes do 1.º ano segundo forma de deslocação para a ESES ... 16

Quadro 21 – Estudantes do 1.º ano segundo candidatura a apoio social escolar ... 16

Quadro 22 – Estudantes do 1.º ano segundo o tipo de apoio social pretendido ... 16

Quadro 23 – Estudantes do 1.º ano segundo o regime de frequência do curso ... 17

Quadro 24 – Estudantes do 1.º ano segundo as razões de ingresso no ensino superior ... 18

Quadro 25 – Estudantes do 1.º ano as razões de ingresso na ESES ... 19

Quadro 26 – Estudantes do 1.º ano segundo as razões de ingresso no curso... 20

Quadro 27 – Estudantes do 1.º ano segundo as formas de conhecimento do curso ……… ... 21

Quadro 28 – Estudantes do 1.º ano segundo realização de formação complementar ... 22

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2]

NOTA INTRODUTÓRIA

As constantes transformações no seio do Ensino e a crise que a sociedade portuguesa atravessa exige cada vez mais às instituições de ensino, e particularmente, às do Ensino Superior, a readaptação da sua oferta formativa e das suas estratégias de captação dos seus públicos-alvo. Afigura-se, assim, pertinente conhecer de forma mais aprofundada os perfis dos estudantes da nossa instituição. Desta forma, e à semelhança de anos anteriores, o Observatório de Avaliação da Escola Superior de Educação de Santarém (ESES) aplicou no ato da matrícula um inquérito por questionário aos estudantes inscritos no 1.º ano nos cursos de formação inicial na ESES, no ano letivo 2013/2014, com o objetivo de conhecer as suas principais motivações e aspirações de ingresso no ensino superior em geral e na ESES em particular, bem como conhecer as suas trajetórias académicas.

A amostra é constituída por todos os estudantes que se matricularam na ESES pela via do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior (1.ª, 2.ª e 3.ª fases), pela via dos concursos especiais (titulares de cursos superiores, médios e diplomas de especialização tecnológica e maiores de 23 anos) e através de reingresso, mudança de curso e transferência.

Os principais resultados obtidos são apresentados no presente documento fazendo-se primeiramente a caracterização do perfil dos “novos” estudantes da ESES e dos seus contextos sociofamiliares. Em seguida analisam-se as suas trajetórias académicas e, por último, apresentam-se as expetativas e motivações que levaram estes sujeitos a ingressar no ensino superior e, especificamente, na ESES, assim como o que os levou a escolher determinado curso e as vias utilizadas para esse fim.

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3]

1. CONTEXTOS SOCIAIS DOS ESTUDANTES MATRICULADOS NO 1.º ANO NA ESES

Com o objetivo de traçar os perfis dos “novos” estudantes o questionário engloba um conjunto de questões que remetem para as suas características demográficas e as suas origens sociais.

1.1. Caracterização da amostra

A amostra deste estudo é constituída por 113 estudantes, sendo que 24 matricularam-se no curso de Artes Plásticas e Multimédia, 47 na licenciatura em Educação Básica (regime diurno), 14 na licenciatura em Educação e Comunicação Multimédia (regime diurno) e 28 no curso de Educação Social (regime diurno)1.

No Quadro 1 pode observar-se a distribuição dos estudantes que compõem o universo deste estudo e da amostra constituída, segundo as licenciaturas em funcionamento na ESES no ano letivo 2013/2014. De notar, que de acordo com os dados facultados pelos Serviços Académicos da Escola, à data de 25 de novembro de 2013, encontravam-se matriculados no 1.º ano nos cursos de formação inicial um total de 96 indivíduos, sendo que 17 dos novos estudantes inicialmente matriculados e inquiridos anularam a sua matrícula ou foram transferidos para outras instituições de ensino superior.

Quadro 1 – Caracterização do universo e da amostra dos estudantes do 1.º ano da ESES segundo o curso

CURSOS

Total de estudantes matriculados à data de

25 de novembro 2013

Total de estudantes matriculados/inquiridos em

setembro e outubro 2013

N.º % N.º %

Artes Plásticas e Multimédia 20 20,8 24 21,2

Educação Básica (Diurno) 42 43,8 47 41,6

Educação e Comunicação Multimédia (Diurno) 12 12,5 14 12,4

Educação Social (Diurno) 22 22,9 28 24,8

TOTAL 96 100,0 113 100,0

1De salientar que por opção da instituição, para este ano letivo, não foram atribuídas vagas ao curso de Educação Básica no re gime pós- laboral e que os cursos de Educação Social e Educação e Comunicação Multimédia no regime pós-laboral não abriram por falta de candidatos.

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4]

Os dados obtidos permitem reafirmar o tradicional universo feminizado dos estudantes da ESES, na medida em que a maioria dos inquiridos (85,8%) pertence ao sexo feminino e 14,2%

ao sexo masculino. É uma população, quase na sua totalidade, de nacionalidade portuguesa (97,3%), sendo que apenas três inquiridos (2,7%) possuem outras nacionalidades.

Trata-se de uma amostra jovem cuja idade média ronda os 21 anos. Cerca de metade da amostra (49,6%) tem até 19 anos, 37,2% tem entre 20 e 23 anos, 6,2% tem entre 24 e 27 anos, e os restantes 7,1% têm idades superiores a 27 anos. Foi ainda possível apurar que a idade mínima destes “novos” estudantes da ESES é 17 anos (10,6% dos estudantes) e a idade máxima 45 anos.

Quadro 2 – Estudantes do 1.º ano segundo o grupo etário Grupos Etários N.º %

Até 19 anos 56 49,6

De 20 a 23 anos 42 37,2

De 24 a 27 anos 7 6,2

> 27 anos 8 7,1

TOTAL 113 100,0

Estes “novos estudantes” da ESES são procedentes de diferentes distritos do país, bem como das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. No entanto, em termos de origens geográficas, verifica-se a prevalência de estudantes provenientes do distrito de Santarém (54,0%), seguido de distritos limítrofes como Lisboa (25,7%), Setúbal (5,3%) e Leiria (4,4%).

Oriundos de distritos geograficamente mais afastados da ESES encontra-se um número mais reduzido de estudantes que, no total perfaz 10,7% da amostra.

Uma análise mais focalizada por concelho de residência demonstra que Santarém e Vila Franca de Xira são os concelhos de proveniência de um maior número de estudantes (24,8% e 8,8%

respetivamente).

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5]

Quadro 3 – Estudantes do 1.º ano segundo o distrito de residência

Distritos N.º %

Bragança 1 0,9

Coimbra 2 1,8

Faro 1 0,9

Leiria 5 4,4

Lisboa 29 25,7

Portalegre 1 0,9

Santarém 61 54,0

Setúbal 6 5,3

Viana do Castelo 1 0,9

Vila Real 1 0,9

Região Autónoma dos Açores 4 3,5

Região Autónoma da Madeira 1 0,9

TOTAL 100,0

1.2. Caracterização sociofamiliar

Quanto à constituição dos agregados familiares destes estudantes, observa-se que a quase totalidade (95,6%) têm agregados constituídos por mais do que uma pessoa, sendo que apenas cinco estudantes afirmam residir sozinhos.

Quadro 4 – Estudantes do 1.º ano segundo n.º de pessoas a residir consigo N.º de pessoas N.º %

1 pessoa 5 4,4

2 pessoas 11 9,7

3 pessoas 37 32,7

4 pessoas 41 36,3

5 pessoas 19 16,8

TOTAL 113 100,0

Relativamente aos elementos que constituem os seus agregados, verifica-se que a tendência é a de viverem com os pais ou com um deles (90,7%) e com algum familiar colateral (irmãos, primos, etc.) (39,3%). A residir com algum familiar descendente (filhos, sobrinhos, etc.) encontram-se 7,5% dos estudantes e a viver com algum outro familiar ascendente (avós, tios, etc.) estão cerca de 6,5% da amostra. Cerca de 5% dos novos estudantes encontra-se a residir com outra pessoa com relação amorosa (cônjuge/companheiro, etc.) e 1,9% vive com outra pessoa sem relação amorosa (amigo/a, colega, etc.).

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6]

Quadro 5 – Estudantes do 1.º ano segundo pessoas a residir consigo

SIM NÃO

Total

N.º % N.º %

Vive com os pais ou com um deles 97 90,7 10 9,3 107

Vive com algum outro familiar ascendente (avós, tios, etc.) 7 6,5 100 93,5 107 Vive com algum familiar colateral (irmãos, primos, etc.,) 42 39,3 65 60,7 107 Vive com algum familiar descendente (filhos, sobrinhos, etc.) 8 7,5 99 92,5 107 Vive com alguma outra pessoa, sem relação amorosa

(amigo/a, colega, etc.) 2 1,9 105 98,1 107

Vive com alguma outra pessoa, com relação amorosa

(cônjuge, companheiro/a, etc.) 5 4,7 102 90,3 107

*Esta questão possibilitava escolha múltipla

No que diz respeito à situação de conjugalidade, a grande maioria dos estudantes, à data da sua matrícula, ainda nunca tinha vivido em situação conjugal (92,0%). A viver situação de conjugalidade encontram-se 5,3% dos estudantes, sendo que 3,5% estão casados/as e 1,8%

estão a viver em união de facto. Os restantes 1,8% dos estudantes já viveram anteriormente situação conjugal (estão separados/as ou são viúvos/as).

Quadro 6 – Estudantes do 1.º ano segundo situação conjugal atual

Refletindo a realidade nacional no que diz respeito a níveis de instrução da população em geral, a análise dos dados recolhidos junto dos novos estudantes da ESES permite verificar que, no seu todo, estes alunos são provenientes de agregados familiares caracterizados por níveis de qualificação escolar não muito elevados.

De facto, a tendência verificada em relação aos níveis de escolaridade dos pais é a de estes possuírem o Ensino Básico (48,7% e 43,4% - Pai e Mãe respetivamente) ou o Ensino Secundário (35,4% de Pais e 34,5% de Mães).

Situação conjugal atual N.º %

Nunca vivi em situação conjugal 104 92,0

Não vivo em situação conjugal mas já vivi anteriormente

(separado/a ou viúvo/a) 2 1,8

Vivo em situação conjugal - união de facto 2 1,8

Vivo em situação conjugal – casado/a 4 3,5

Não Resposta 1 0,9

TOTAL 113 100,0

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7]

Verifica-se que a percentagem de pais e mães que possuem habilitações médias e superiores, comparativamente a anos anteriores, é ligeiramente superior (14,2% e 20,4%, pais e mães respetivamente).

Quadro 7 – Grau de escolaridade mais elevado dos progenitores e dos cônjuges/companheiros

Ainda que o número de estudantes a viver em situação de conjugalidade, seja pouco expressivo (5,3% da amostra), observa-se, no que diz respeito aos níveis de escolaridade, que 50,0% dos cônjuges/companheiros dos estudantes matriculados possuem habilitações médias ou superiores e que 33,3% possuem o ensino secundário (cf. Quadro 7).

1.3. Caracterização dos contextos socioeconómicos

A condição dos pais perante o trabalho é um dos indicadores que permite caracterizar os contextos socioeconómicos dos estudantes. A análise dos dados revela que a maioria dos progenitores destes jovens está ativa no mercado de trabalho (81,4% de pais e 77,8% de mães), sendo que o índice de empregabilidade ronda os 70% no caso dos pais e os 69% no caso das mães.

A situação de inatividade é mais visível nas mães, caracterizando-as em 18,6% dos casos.

Neste contexto, 12,4% são domésticas e 6,2 % estão “reformadas” ou são “pensionistas”. No caso dos pais, a inatividade (14,2%) deve-se à situação de estarem reformados ou serem pensionistas (13,3%) e à “incapacidade perante o trabalho” (0,9%).

Ressalva-se que uma pequena percentagem de estudantes assinalou na opção “outra situação”

que os progenitores já faleceram (2,7% dos pais e 0,9% das mães).

Grau de Escolaridade Pais Mães Cônjuge/

Companheiro

N.º % N.º % N.º %

Ensino Básico (1.º, 2.º e 3.º ciclos) 55 48,7 49 43,4 - -

Ensino Secundário (antigo 7.º ano/liceu – 12 anos escolaridade) 40 35,4 39 34,5 2 33,3

Ensino Médio (bacharelato) 3 2,7 3 2,7 2 33,3

Ensino Superior (licenciatura, mestrado, doutoramento) 13 11,5 20 17,7 1 16,7

Sem escolaridade - - - - - -

Não resposta 2 1,8 2 1,8 1 16,7

TOTAL 113 100,0 113 100,0 6 100,0

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8]

Quadro 8 – Estudantes do 1.º ano segundo a condição dos seus progenitores perante o trabalho Condição dos pais

perante o trabalho

Pais Mães

N.º % N.º %

Ativos

Empregados 80 70,8 78 69,0

Desempregados 12 10,6 10 8,8

Inativos

Reformados/pensionistas 15 13,3 7 6,2

Incapacidade perante o trabalho 1 0,9 - -

Doméstica - - 14 12,4

Outra situação 3 2,7 1 0,9

Não Resposta 2 1,8 3 2,7

TOTAL 113 100,0 113 100,0

No que diz respeito à situação dos pais que exercem atividade profissional, observa-se que a grande tendência é a de exercerem uma profissão por conta de outrem (Pai 70,0% e Mãe 85,9%). A exercer uma profissão por conta própria encontra-se 30,0% dos pais e 14,1% das mães.

Quadro 9 – Estudantes do 1.º ano segundo a situação dos seus progenitores na profissão

Situação na profissão Pai Mãe

N.º % N.º %

Exerce uma profissão por conta própria (com empregados) 12 15,0 4 5,1 Exerce uma profissão por conta própria (sem empregados) 12 15,0 7 9,0

Exerce uma profissão por conta de outrem 56 70,0 67 85,9

TOTAL 80 100,0 78 100,0

Tendo em conta que a caracterização das atividades profissionais dos progenitores dos estudantes pode constituir outro indicador sobre as origens sociais dos mesmos, particularmente no que toca aos recursos disponíveis e às condições de vida, questionaram-se os estudantes acerca da profissão dos seus pais2, tendo-se submetido, posteriormente, as respostas obtidas a um processo de categorização de acordo com a Classificação Nacional de Profissões - Grandes Grupos e Sub-grandes Grupos (CNP) de 2010, produzida pelo Instituto Nacional de Estatística.

2 De salientar que, no inquérito aplicado, a questão da identificação da atividade profissional dos progenitores incluía também a última profissão desempenhada pelos pais que já faleceram ou que estão reformados ou que são pensionistas.

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9]

Assim, numa primeira análise, foi possível apurar que as atividades profissionais desenvolvidas pelos pais destes “novos estudantes” da ESES (cf. Quadro 10) estão em correspondência com o nível de escolaridade que possuem, verificando-se que a tendência é a de desempenharem profissões qualificadas ou pouco qualificadas, predominantemente no setor secundário e terciário.

Tal como pode ser observado no quadro seguinte, 22,1% dos pais dos inquiridos exercem atividades inseridas no grupo dos Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores, ou seja, são comerciantes, vendedores e trabalhadores de serviços de proteção e segurança (bombeiros, Guardas Nacionais Republicanos (GNR), Agentes de Polícia de Segurança Pública (PSP), seguranças (vigilantes privados) e porteiros.

Seguidamente, as profissões mais representadas integram-se no grupo dos Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices (18,6% dos pais) - trabalhadores de produção das indústrias, sobretudo artesãos (mecânicos, eletricistas), operários de construção civil e da indústria têxtil - e no grupo dos Técnicos e profissões de nível intermédio (8,8% de pais).

Salientam-se, ainda, a percentagem de 8,0% de pais cujas atividades principais se inserem no grupo dos Operadores de instalação e máquinas e trabalhadores da montagem e 6,2% no grupo dos Especialistas das atividades intelectuais e científicas (engenheiros eletrotécnico, professores, enfermeiros, músicos e outros) e no Grupo das Profissões das Forças Armadas.

No que diz respeito às profissões das mães destes estudantes verifica-se que estão mais concentradas no grupo dos Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores (23,9%), destacando-se as profissões de auxiliar (de educação, de saúde, de cuidados de crianças, de lar), de ajudante familiar, de cozinheira, de cabeleireira, de operadora de caixa e de comerciante. Em seguida, encontra-se um considerável número de mães (16,8%) que exerce profissões inseridas no Grupo das Especialistas das atividades intelectuais e científicas, nomeadamente, professoras, enfermeiras, educadoras de infância e outras.

Salienta-se ainda, a percentagem de 12,4% de mães cujas atividades profissionais se inserem no grupo dos Trabalhadores não qualificados - empregadas domésticas, ajudantes de cozinha, trabalhadoras de limpeza, entre outras - e de 8,0% que estão inseridas no grupo do Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices (bordadeira, operária fabril, padeira, etc.).

De referir, que a percentagem de respostas pertencentes ao item não sabe ou não responde (21,2%) inclui a percentagem de mães que são domésticas (12,4% cf. Quadro 8).

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10]

Quadro 10 – Estudantes do 1.º ano segundo a distribuição dos grupos profissionais dos pais

Grupos Profissionais Pai Mãe

N.º % N.º %

0 - Profissões das forças armadas 7 6,2 - -

1 - Representantes do poder legislativo e de órgãos executivos,

dirigentes, diretores e gestores executivos 7 6,2 5 4,4

2 - Especialistas das atividades intelectuais e científicas 6 5,3 19 16,8

3 - Técnicos e profissões de nível intermédio 10 8,8 6 5,3

4 - Pessoal administrativo 4 3,5 8 7,1

5 - Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e

vendedores 25 22,1 27 23,9

6 - Agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, da pesca e

da floresta 3 2,7 1 0,9

7 - Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices 21 18,6 9 8,0 8 - Operadores de instalação e máquinas e trabalhadores da

montagem 9 8,0 - -

9 - Trabalhadores não qualificados 4 3,5 14 12,4

Não sabe ou não responde 17 15,0 24 21,2

TOTAL 113 100,0 113 100,0

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11]

2. TRAJETÓRIA ACADÉMICA

Com o objetivo de conhecer as trajetórias académicas dos estudantes foram colocadas algumas questões relativas ao seu percurso académico, modalidades e habilitações que permitiram o ingresso no ensino superior.

2.1. Acesso ao ensino superior

Quanto ao tipo de ensino frequentado anteriormente à candidatura ao ensino superior, a quase totalidade dos novos estudantes da ESES frequentaram o ensino público (86,7%) contra uma pequena percentagem que frequentou o ensino privado (9,7%) ou “outro tipo de ensino”, designadamente, o semiprivado (1,8%).

Quadro 11 – Estudantes do 1.º ano segundo tipo de estabelecimento de ensino frequentado anteriormente

Tipo de ensino N.º %

Ensino público 98 86,7

Ensino privado 11 9,7

Outro 2 1,8

Não resposta 2 1,8

TOTAL 113 100,0

Tendo em conta as mudanças realizadas nos últimos anos no sistema de ensino português, interessa-nos também perceber o período de tempo que decorreu entre a última frequência numa escola/estabelecimento de ensino e o ingresso no curso na ESES. Desta forma, apurou- se que cerca de metade dos estudantes (47,8%) ingressou no ensino superior no tempo curricular mínimo previsto, que corresponde aproximadamente a três meses - tempo que decorre entre o final dos exames nacionais de acesso ao ensino superior (junho e julho) e a 1.ª fase de candidatura nacional de acesso ao ensino superior (setembro). Dos restantes estudantes, 21,2% demoraram entre três meses a um ano a ingressar no ensino superior e 19,5% demoraram mais de um ano. Relativamente, a estes últimos estudantes foi possível constatar ainda que o máximo de tempo decorrido entre a frequência num estabelecimento de ensino e o ingresso no curso na ESES foi de 22 anos.

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12]

Quadro 12 – Estudantes do 1.º ano segundo tempo de espera para ingresso no ensino superior

Tempo N.º %

Aproximadamente 3 meses 54 47,8

De 3 meses a 1 ano 24 21,2

Mais de 1 ano 22 19,5

Não resposta 13 11,5

TOTAL 113 100,0

No que diz respeito à modalidade de ingresso no ensino superior, os dados revelam que mais de metade dos “novos” estudantes ingressou no ensino superior, particularmente na ESES, com o ensino secundário (69,9%), sendo que a tendência foi a de terem frequentado cursos científico-humanísticos.

De salientar que 15,0% destes novos estudantes acederam ao ensino superior por meio dos Concursos Especiais (maiores de 23 anos ou titulares de cursos superiores, médios e Diplomas de Especialização Tecnológica) e 9,7% pela modalidade de reingresso, mudança e transferência de curso.

Quadro 13 – Estudantes do 1.º ano segundo a habilitação de candidatura ao ensino superior

Habilitação de candidatura N.º %

Ensino Secundário: cursos científico-humanísticos 64 56,6

Ensino Secundário: cursos tecnológicos - -

Ensino Secundário: cursos artísticos especializados - -

Ensino Secundário: cursos profissionais 15 13,3

Ensino Recorrente: cursos científico-humanísticos 2 1,8

Cursos de Educação e Formação (CEF) 1 0,9

Concursos Especiais (Maiores de 23 anos ou Titulares de Cursos

Superiores, Médios e Diplomas de Especialização Tecnológica) 17 15,0

Reingresso, mudança e transferência de curso 11 9,7

Outra situação 1 0,9

Não resposta 2 1,8

TOTAL 113 100,0

Em concordância com a habilitação de acesso, verifica-se que a maioria dos estudantes acedeu ao ensino superior através de concurso nacional (74,4%) contra 15,0% que o fez pela via dos concursos especiais (cf. Quadro 14) e 10,6% por reingresso, mudança e transferência de curso.

(15)

13]

Relativamente ao concurso nacional, observa-se que a grande maioria dos estudantes habilitou-se ao ensino superior pela modalidade Contingente Geral (71,7%), sendo que apenas três estudantes acederam pela modalidade Contingente Regiões Autónomas. Dos estudantes que ingressaram na ESES pela via dos concursos especiais verifica-se que 8,8% entraram através de “candidatura especial: maiores de 23 anos” e 6,2 através de “candidatura especial:

titulares de cursos superiores, médios e Diplomas de Especialização Tecnológica”.

Quadro 14 – Estudantes do 1.º ano segundo a modalidade de acesso ao ensino superior

N.º %

Concurso nacional: Contingente Geral 81 71,7

Concurso nacional: Contingente Regiões Autónomas 3 2,7

Candidatura Especial: Titulares de cursos superiores, médios e

Diplomas de Especialização Tecnológica 7 6,2

Candidatura Especial: maiores de 23 anos 10 8,8

Reingresso, mudança e transferência de curso 12 10,6

TOTAL 113 100,0

A partir da leitura do quadro 15 observar-se que a maioria dos inquiridos realizou a sua matrícula nos cursos de formação inicial da ESES nas fases oficiais do Concurso Nacional de Acesso 2013 (74,4%) sendo que 43,4% matriculou-se na 1.ª fase, 23,9% na 2.ª fase e 7,1% na 3.ª fase. Os restantes respondentes matricularam-se na fase específica para Concursos Especiais - maiores de 23 anos (8,8%) e titulares de cursos superiores, médios e Diplomas de Especialização Tecnológica (6,2%) e através de Reingressos, mudanças e transferências de curso (10,6%).

Quadro 15 – Estudantes do 1.º ano segundo a fase de matrícula na ESES

N.º %

1.ª Fase 49 43,4

2.ª Fase 27 23,9

3.ª Fase 8 7,1

Fase para concursos especiais: titulares de cursos superiores,

médios e Diplomas de Especialização Tecnológica 7 6,2

Fase para concursos especiais: maiores de 23 anos 10 8,8

Reingressos, mudanças e transferência de curso 12 10,6

TOTAL 113 100,0

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14]

Médias de candidatura ao ensino superior

Em relação às médias de candidatura ao ensino superior matricularam-se, no ano letivo 2013/2014, estudantes com médias compreendidas entre os10 e os 19 valores numa escala de 0 a 20 valores, em que os 12 e os 13 valores são as situações modais (24,8% e 27,4%

respetivamente).

Quadro 16 – Estudantes do 1.º ano segundo a média de candidatura Média (valores) N.º %

10 1 0,9

11 8 7,1

12 28 24,8

13 31 27,4

14 13 11,5

15 9 8,0

16 3 2,7

17 2 1,8

18 - -

19 1 0,9

Não resposta 17 15,0

TOTAL 113 100,0

O curso em que se inscreveram na ESES correspondeu, para a grande maioria dos inquiridos, à primeira vez em que se matricularam no ensino superior (77,0%) e à primeira opção (82,3%).

Dos estudantes que não ingressaram pela primeira vez no ensino superior (22,1%) apurou-se que a grande maioria (85,7%) já o tinha feito uma vez, 4,8% duas vezes e 9,5% três ou mais vezes.

Quanto aos estudantes para quem o curso na ESES não constituiu a sua 1.ª opção de matrícula (15,0%), verificou-se que, na maioria dos casos, esta preferência recaiu em outro estabelecimento de ensino que não a ESES, mas com o mesmo curso ou com cursos congéneres, ou na escolha de uma instituição mais próxima da área de residência.

Quadro 17 – Estudantes do 1.º ano segundo ingresso no ensino superior

SIM NÃO Não

Resposta Total

N.º % N.º % N.º %

1.ª vez de ingresso no ensino superior 87 77,0 25 22,1 1 0,9 113

1.ª opção de matrícula 93 82,3 17 15,0 3 2,7 113

(17)

15]

2.2. Residência em período letivo

À semelhança do que aconteceu em anos anteriores, a proximidade entre a ESES e a residência dos estudantes parece ser um fator importante na escolha desta instituição de ensino e isso pode verificar-se a partir da proveniência geográfica da maioria dos estudantes - distrito e concelho de Santarém - situação já constatada no ponto 1.1. deste documento - e pela declaração de cerca de metade dos estudantes que, no ato da matrícula, não tencionavam mudar de residência (52,2%).

Quadro 18 – Estudantes do 1.º ano segundo mudança de residência com a entrada na ESES

N.º %

Sim 54 47,8

Não 59 52,2

TOTAL 113 100,0

Dos estudantes que perspetivavam no momento da matrícula mudar de residência (47,8% da amostra) verifica-se que 38,9% pretendia alugar quarto (individual ou em conjunto) ou casa/apartamento; 33,3% tencionava beneficiar de alojamento na Residência do IPS; 13,0%

pretendia residir em casa de outros familiares ou amigos da família (tios/primos, avós, etc.) e os restantes estudantes pretendiam residir em casa/apartamento próprio (5,6%).

Quadro 19 – Estudantes do 1.º ano segundo residência em período letivo N.º % Residência de outros familiares ou amigos da família

(tios/primos, avós, etc.) 7 13,0

Casa/apartamento próprio 3 5,6

Casa/apartamento alugado 7 13,0

Quarto individual alugado 12 22,2

Quarto conjunto alugado 2 3,7

Residência do IPS 18 33,3

Outra situação 1 1,8

Não resposta 4 7,4

TOTAL 54 100,0

(18)

16]

A deslocação dos novos estudantes para a ESES será realizada, tendencialmente, através do recurso aos transportes públicos (49,5%), a pé (33,3%) e à utilização de viatura própria (20,7%).

Quadro 20 – Estudantes do 1.º ano segundo forma de deslocação para a ESES

SIM NÃO

Total

N.º % N.º %

Viatura própria 23 20,7 88 79,3 111

Viatura do agregado 8 7,2 103 92,8 111

A pé 37 33,3 74 66,7 111

Transportes públicos 55 49,5 56 50,5 111

*Esta questão possibilitava escolha múltipla

2.3. Apoios Sociais Escolares

A análise dos resultados do inquérito aplicado permitiu-nos apurar que mais de metade dos novos estudantes (65,5%) da ESES, no ato da matrícula, tencionava candidatar-se a Apoios Sociais Escolares disponibilizados pelos Serviços de Ação Social do Instituto Politécnico de Santarém (IPS) contra 32,7% que não tencionava fazê-lo.

Quadro 21 – Estudantes do 1.º ano segundo candidatura a apoio social escolar

N.º %

Sim 74 65,5

Não 37 32,7

Não resposta 2 1,8

TOTAL 113 100,0

Os apoios sociais escolares pretendidos são sobretudo a “Bolsa de estudo dos Serviços da Ação Social” (95,8%) e a “Residência de estudantes” (26,8%).

Quadro 22 – Estudantes do 1.º ano segundo o tipo de apoio social pretendido

Apoios Sociais Escolares SIM NÃO

Total

N.º % N.º %

Bolsa de estudo dos Serviços de Ação Social 68 95,8 3 4,2 71

Residência de estudantes 19 26,8 52 73,2 71

Outro tipo e apoio social 1 1,4 70 98,6 71

*Esta questão possibilitava escolha múltipla

(19)

17]

Relativamente ao regime de frequência do curso, aquando do momento da matrícula, verifica- se que 12,4% dos estudantes tencionam usufruir do estatuto de “Trabalhador-estudante”.

Quadro 23 – Estudantes do 1.º ano segundo o regime de frequência do curso Regime de Frequência N.º %

Estudante 96 85,0

Trabalhador-estudante 14 12,4

Não resposta 3 2,7

TOTAL 113 100,0

(20)

18]

3. MOTIVAÇÕES DE INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR

Para a (re)definição da oferta formativa e das estratégias de divulgação dos seus cursos, tendo em conta as exigências e interesses dos públicos-alvo da ESES, parece-nos pertinente conhecer as motivações dos estudantes para a tomada de decisão de frequentar um curso no ensino superior e a escolha da instituição que o ministra.

Razões de ingresso no ensino superior

Desta forma, apurou-se que para estes estudantes do primeiro ano dos cursos de formação inicial da ESES, a frequência no ensino superior foi motivada principalmente pela intenção de obter qualificação para exercer determinada profissão, por questões de realização pessoal, para o desenvolvimento intelectual e cultural e pela necessidade de complementar a formação escolar. A necessidade de progressão na carreira profissional e a possibilidade de encontrar emprego mais facilmente também foram razões de peso para a tomada de decisão de ingresso num curso superior.

Aceder a um nível social superior, o aproveitamento escolar anterior e a maior possibilidade de encontrar emprego bem remunerado foram as razões de menor importância para a tomada de decisão de acesso ao ensino superior.

Quadro 24 – Estudantes do 1.º ano segundo as razões de ingresso no ensino superior

*Esta questão possibilitava escolha múltipla

Muito

Importante Importante Pouco Importante

Nada Importante

TOTAL

N.º % N.º % N.º % N.º %

Obter qualificação para exercer determinada

profissão 84 74,3 29 25,7 - - - - 113

Maior possibilidade de encontrar emprego 59 52,2 51 45,1 3 2,7 - - 113

Maior possibilidade de encontrar emprego bem

remunerado 45 40,2 58 51,8 9 8,0 - - 112

Progressão na carreira profissional 70 61,9 37 32,7 6 5,3 - - 113

Desenvolvimento intelectual e cultural 76 67,3 33 29,2 4 3,5 - - 113

Aceder a um nível social superior 45 39,8 48 42,5 16 14,2 4 3,5 113

Aproveitamento escolar anterior 42 38,2 56 50,9 10 9,1 2 1,8 110

Realização pessoal 83 73,5 29 25,7 1 0,9 - - 113

Complementar a formação escolar 76 67,3 35 31,0 1 0,9 1 0,9 113

(21)

19]

Razões de ingresso na ESES

Quanto às principais razões evocadas por estes novos estudantes, para a escolha da ESES para a frequência num curso superior, salientam-se aspetos específicos do funcionamento da instituição, nomeadamente ao nível das boas instalações e equipamentos de ensino que possui, do seu prestígio, da colocação que tem no mercado de trabalho e pelas médias de entrada.

Apontam-se, ainda, como razões de maior importância para a escolha da ESES o corpo docente que a instituição possui, a sua localização geográfica - “Por ser o estabelecimento mais próximo do sítio onde vivia” - e o valor das propinas.

Para os inquiridos os conselhos dos professores, amigos e familiares e a opinião de outros alunos foram as razões de menor importância para a escolha da ESES.

Quadro 25 – Estudantes do 1.º ano segundo as razões de ingresso na ESES

*Esta questão possibilitava escolha múltipla

Muito

Importante Importante Pouco Importante

Nada Importante

TOTA

N.º % N.º % N.º % N.º % L

Por ser um estabelecimento de ensino com

prestígio 18 16,2 75 67,6 17 15,3 1 0,9 111

Por ser o único estabelecimento que tinha o curso

que pretendia 22 20,0 51 46,4 27 24,5 10 9,1 110

Por ser um estabelecimento com boas instalações

e equipamentos de ensino 25 22,5 74 66,7 11 9,9 1 0,9 111

Por ser o estabelecimento mais próximo do sítio

onde vivia 47 42,3 28 25,2 21 18,9 15 13,5 111

Pela colocação no mercado de trabalho 11 10,0 73 66,4 21 19,1 5 4,5 110

Pelo corpo docente 7 6,4 71 65,1 21 19,3 10 9,2 109

Pela opinião de outros alunos 9 8,1 54 48,6 30 27,0 18 16,2 111

Pelo valor das propinas 16 14,5 59 53,6 24 21,8 11 10,0 110

Pelas médias de entrada 27 24,1 60 53,6 18 16,1 7 6,3 112

Por conselhos de amigos 12 10,8 45 40,5 32 28,8 22 19,8 111

Por conselhos de familiares 13 11,8 49 44,5 31 28,2 17 15,5 110

Por conselhos de professores 5 4,5 45 40,9 36 32,7 24 21,8 110

(22)

20]

Razões de ingresso no curso

No que diz respeito à escolha do curso, esta parece ter sido ditada, principalmente, pelo gosto pelas matérias, realização pessoal e pela possibilidade que o curso oferece de desempenhar uma profissão útil.

Verifica-se, que a estrutura curricular do curso, a sua componente prática e teórica, as suas saídas profissionais diversificadas/colocação no mercado de trabalho e o seu prestígio foram também razões que assumiram, para estes estudantes, elevada importância no momento da escolha do mesmo.

De um modo geral, é possível afirmar que estes dados apontam para uma certa valorização muito utilitária e pragmática do curso, como meio para atingir a profissão desejada.

Os fatores que parecem ter tido menor importância, para estes novos estudantes da ESES, aquando da escolha do curso foram a influência de outros alunos, dos amigos e da família.

Quadro 26 – Estudantes do 1.º ano segundo as razões de ingresso no curso Muito

Importante Importante Pouco Importante

Nada Importante

TOTAL

N.º % N.º % N.º % N.º %

Por ser um curso com prestígio 25 22,3 71 63,4 14 12,5 2 1,8 112

Pela estrutura curricular do curso 35 31,3 70 62,5 7 6,3 - - 112

Pela componente prática do curso 41 37,3 61 55,5 8 7,3 - - 110

Pela componente teórica do curso 34 30,4 65 58,0 13 11,6 - - 112

Por ser um curso com saídas profissionais

diversificadas/colocação no mercado de trabalho 36 32,4 64 57,7 10 9,0 1 0,9 111 Por ser um curso que permitia desempenhar uma

profissão útil 56 50,0 53 47,3 2 1,8 1 0,9 112

Por ser um curso que permitia desempenhar uma

profissão bem remunerada 17 15,5 70 63,6 18 16,4 5 4,5 110

Por questões de realização pessoal 66 58,4 43 38,1 4 3,5 - - 113

Por vocação e gosto pelas matérias 67 59,3 42 37,2 4 3,5 - - 113

Por influência da família 15 13,4 43 38,4 35 31,3 19 17,0 112

Por influência dos amigos 11 9,8 42 37,5 35 31,3 24 21,4 112

Por influência de outros alunos 10 8,9 39 34,8 36 32,1 27 24,1 112

Pelas médias de entrada 25 22,5 49 44,1 28 25,2 9 8,1 111

*Esta questão possibilitava escolha múltipla

(23)

21]

Formas de conhecimento do curso

Por fim, interessa perceber a forma como estes estudantes tiveram conhecimento e obtiveram informação sobre os cursos da ESES para a tomada de decisão da sua candidatura. Assim, apurou-se que a partilha de informação feita pelos Colegas/amigos/familiares (48,2%) foi a principal via de acesso aos cursos da instituição, seguido da pesquisa efetuada na internet através do portal da Direção Geral do Ensino Superior (42,0%) e do portal da ESES (39,3%).

De salientar também o recurso ao portal do IPS (14,3%) e ao Guia de Candidatura ao Ensino Superior (8,9%) para conhecimento dos cursos da ESES.

Quanto aos meios menos utilizados para a obtenção de informação acerca dos cursos da ESES destacam-se os jornais, a influência de professores e a publicidade feita em cartazes/panfletos.

De assinalar que nenhum estudante referiu ter consultado revistas.

Quadro 27 – Estudantes segundo a(s) forma(s) de conhecimento do curso

*Esta questão possibilitava escolha múltipla

Prosseguimento dos estudos

Por fim, com a finalidade da ESES adaptar a sua oferta formativa às exigências e/ou necessidades dos estudantes parece-nos pertinente auscultar se estes novos estudantes perspetivam (ou não), após a conclusão deste 1.º ciclo de estudos, prosseguir para formação complementar.

SIM NÃO

TOTAL

N.º % N.º %

Colegas/amigos/familiares 54 48,2 58 51,8 112

Cartazes/panfletos 6 5,4 106 94,6 112

Internet/portal da ESES 44 39,3 68 60,7 112

Internet/portal do IPS 16 14,3 96 85,7 112

Professores 6 5,4 106 94,6 112

Portal da DGES 47 42,0 65 58,0 112

Guia de Candidatura 10 8,9 102 91,1 112

Jornais 1 0,9 111 99,1 112

Revistas - - 112 100,0 112

(24)

22]

Desta forma, os dados demonstram que cerca de metade dos estudantes (54,0%) tenciona após a conclusão do curso prosseguir os estudos, 44,2% ainda não sabe qual irá ser a sua opção e 1,8% não pretende realizar qualquer formação complementar.

Estes indicadores apontam para um possível investimento por parte da Escola ao nível da promoção e fomento da sua oferta formativa junto destes novos estudantes.

Quadro 28 – Estudantes do 1.º ano segundo realização de formação complementar

N.º %

Sim 61 54,0

Não 2 1,8

Ainda não sabe 50 44,2

TOTAL 113 100,0

(25)

23]

ANEXO

INQUÉRITO POR QUESTIONÁRIO – ESTUDANTES 1.º ANO DA ESES ANO LETIVO 2013/2014

Imagem

Referências

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