Appendix: Socio-economic profile of sampled municipalities
This appendix outlines the socio-economic profiles of the six municipalities selected for closer study by the consultancy team. It seeks to describe in greater detail the demographic and economic trends of each municipality, focusing particularly in the period from the mid-1990s to the present.It is based on secondary information gathered largely by INE through a range of means including the national population censuses of 1997 and 2007, as well as other secondary sources. As was explained in the Methodology section of this report, apart from total figures and the breakdown by sex for each municipality, all other figures for 2007 (including small-area data and rural-urban breakdowns), as well as future projections, are the result of estimates done either by INE or more often by the Maputo-based consultancy Métier, the team’s local counterpart in this project. These estimates by and large use 1997 breakdowns to project to 2007 and, as such, should be used with caution. As comparable breakdowns for 2007 will only be made available by INE in 2009, the authors felt that including them is on balance desirable, provided readers heed this warning .
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PERFIL DA CIDADE DE NAMPULA
1.1 Localização, Superfície e PopulaçãoA Cidade de Nampula, capital da província com o mesmo nome, tem uma superfície de 404 km2 e uma população, à data de 1/8/2007, de 478 mil habitantes, sendo o 3º maior centro urbano de Moçambique, a seguir às cidades de Maputo e da Matola.
Tendo por língua materna dominante o Emakhuwa (78%), a maioria da população1 da cidade (74%) sabem falar português, sendo o seu conhecimento maior nos homens (83%) do que nas mulheres (65%), dada a maior inserção na vida escolar, social e no mercado de trabalho.
1.2 Tendências do crescimento urbano na Província de Nampula
Verifica-se uma tendência histórica e previsão de acentuado crescimento da população urbana na província de Nampula.
TABELA 1:
População urbana e rural provincial, 1980-2020(Em milhares) 1980 1997 2000 2005 2007 2010 2015 2020
População total 2.329,4 3.063,5 3.265,9 3.643,8 4.076,6 4.266,8 4.822,2 5.430,1
- Urbana 229,4 765,6 852,3 990,3 1.127,2 1.346,1 1.623,0 1.956,9
- Rural 2.100,0 2.297,9 2.413,6 2.653,5 2.949,4 2.920,8 3.199,2 3.473,2
% Pop. Urbana 9,8% 25,0% 26,1% 27,2% 27,7% 31,5% 33,7% 36,0%
Fonte: INE, Dados do Censo e Estimativas da MÉTIER.
A província de Nampula é uma das principais regiões onde se concentra o maior crescimento da população urbana e o seu impacto no total da população do país de 2007.
De uma situação em 1980 de cerca de 10% da população de Nampula vivendo em zonas urbanas, este nível subiu a uma estimada em 28% para 2007, com perspectiva de vir a absorver mais que 1/3 da população provincial até 2020.
FIGURA 1:
População urbana e rural provincial, 1980-2020 0,0 1.000,0 2.000,0 3.000,0 4.000,0 5.000,0 1980 1997 2000 2005 2007 2010 2015 2020Nampula - Urbana - Rural
Fonte: INE, Dados do Censo e Estimativas da MÉTIER.
Este crescimento está concentrado em 4 cidades e 13 vilas, que abrangiam em 2007, 1.1 milhões de habitantes, isto é, 18% da população urbana de Moçambique.
FIGURA 2:
População urbana provincial, por classes de aglomerados, 2007100 a 400 mil (2) 30% 25 a 40 mil (3) 8% 15 a 25 mil (3) 6% < 15 mil (6) 6% 40 a 100 mil (2) 8% >=400 mil (1) 42%
TABELA 2:
População urbana provincial, por classes de aglomerados, 2007>=400 mil 100 a 400 mil 40 a 100 mil 25 a 40 mil 15 a 25 mil < 15 mil
Nº de centros urbanos 1 2 2 3 3 6
Distrito de Localização
População de cada classe 477.900 342.068 90.019 85.326 65.478 65.717
Nampula * 477.900
Nacala 207.894 Nacala
Angoche 134.174 Angoche
Vila de Namialo 46.348 Meconta
Vila de Monapo 43.671 Malema
Vila de Monapo 31.912 Monapo
Vila de Mossuril 27.970 Mossuril
Vila de Moma 25.444 Moma
Vila de Morrupula 21.382 Morrupula
Vila de Meconta 20.786 Meconta
Ilha de Moçambique 15.873 Ilha de Moç
Vila de Iapala 14.965 Ribaue
Vila de Namapa 13.937 Namapa
Vila de Nametil 11.947 Mogovolas
Vila de Ribaue 9.758 Ribaue
Vila de Nacala-a-Velha 7.670 Nacala-Velha
Vila de Malema 7.440 Malema
* Capitais Provinciais
Fonte: INE, Dados do Censo e Estimativas da MÉTIER.
A informação disponível sobre os fluxos migratórios ainda não contempla os resultados do censo de 2007. Assim, esta análise fundamenta-se nos dados de 1997, estimando sempre que possível os fenómenos para períodos mais recentes. No que diz respeito às principais tendências, a análise mantém, porém, actualidade.
TABELA 3:
Taxas de migração para a província de Nampula, 1997Províncias Taxa de imigração(x 100) (a) Taxa de emigração(x 100) (b) Migração líquida(x 100) (c)
Taxas de migração interna de toda a vida 2.9 2.4 0.4
Taxas de migração interna, período 1992-1997 1.4 2.2 -0.8
Taxas de migração interna, período 1996-1997 0.5 0.6 -0.1
Toda a vida (x 100) Período 1992-1997 (x 100) Período 1996-1997 (x 100)
Taxas de imigração internacional 0.1 0.1 0.0
Fonte: INE, Dados do Censo de 1997.
Verifica-se, pois, que em cada 100 pessoas que viviam em 1997 na província de Nampula, há 2.9 pessoas que nasceram numa outra província; e em cada 100 pessoas que nasceram na província de Nampula há 2.4 pessoas que vivem noutra província. A taxa de migração liquida é positiva, denotando os ganhos de população da província. O segundo indicador revela que, para a Província de Nampula, em cada 100 pessoas que em 1997 aí residiam, 1.4 viviam noutra província em 1992. Por outro lado, em cada
100 pessoas que em 1992 viviam em Nampula, 2.2 pessoas residiam noutra província em 1997.
O terceiro indicador revela que, para a Província de Nampula, em cada 100 pessoas que em 1997 aí residiam, 0.5 viviam noutra província em 1996. Por outro lado, em cada 100 pessoas que em 1996 viviam em Nampula, 0.6 pessoas residiam noutra província em 1997.
A conclusão principal é que os ganhos de população urbana da província resultam essencialmente de movimentos de população dentro da mesma província, e não provenientes de outras províncias.
1.3 Estrutura e crescimento demográfico da Cidade de Nampula
Com uma população jovem (44% com menos de 15 anos), a cidade de Nampula tem um índice de masculinidade de 51%, devido à migração para as cidades sobretudo de homens.
A estrutura etária da população reflecte uma relação de dependência económica de 1:1.23, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 12,3 pessoas em idade activa.
TABELA 4:
População por grupos de idade e sexo e por posto e bairro, 1/8/2007 Grupos etários TOTAL 0 - 4 5 - 14 15 - 44 45 - 64 65 + Cidade de Nampula 477.900 75.600 132.390 230.636 33.325 5.949 Homens 242.148 36.096 63.560 120.957 18.341 3.193 Mulheres 235.752 39.504 68.830 109.679 14.984 2.755 Posto Urbano/ Bairro População Posto Urbano/ Bairro População Posto Urbano /Bairro População Posto Urbano /Bairro População Cidade de Nampula 477.900 B. 25 de Set 4.268 B. Namutequeliua 49.735 P.U. Natikire 51.546
Homens 242.148 Homens 2.318 Homens 24.664 Homens 25.395
Mulheres 235.752 Mulheres 1.950 Mulheres 25.071 Mulheres 26.152
P.Urbano Central 25.568 P.U. Muatala 114.100 P.U. Namicopo 52.867 B. Natikire 21.185
Homens 13.527 Homens 58.353 Homens 26.563 Homens 10.429
Mulheres 12.040 Mulheres 55.748 Mulheres 26.303 Mulheres 10.756
B. Bombeiros 4.258 B. Muatala 47.365 B. Namicopo 41.889 B. Marere 7.779
Homens 2.225 Homens 24.095 Homens 21.148 Homens 3.691
Mulheres 2.034 Mulheres 23.271 Mulheres 20.741 Mulheres 4.089
B. Liberdade 3.130 B. Mutauanha 66.735 B. Mutava-Rex 10.978 B. Murapaniua 22.582
Homens 1.579 Homens 34.258 Homens 5.415 Homens 11.275
Mulheres 1.551 Mulheres 32.477 Mulheres 5.563 Mulheres 11.307
B. Limoeiros 4.714 P.U. Muhala 126.044 P.U. Napipine 107.775
Homens 2.421 Homens 63.185 Homens 55.126
Mulheres 2.292 Mulheres 62.859 Mulheres 52.650
B. Militar 5.374 B. Muhala 38.388 B. Napipine 45.752
Homens 2.975 Homens 19.359 Homens 23.632
Mulheres 2.399 Mulheres 19.030 Mulheres 22.120
B. 1º de Maio 3.824 B. Muahivire 37.921 B. Carrupeia 62.023
Homens 2.009 Homens 19.162 Homens 31.493
Mulheres 1.814 Mulheres 18.759 Mulheres 30.530
Fonte: Estimativa da MÉTIER, na base dos dados dos Censos da População do INE.
Durante o período 1997 a 2007, estima-se que a população da cidade de Nampula tenha incrementado em 166 mil habitantes, o que representa uma taxa média anual de crescimento (exponencial) no período de 4,3%. Com esta taxa de crescimento, o tempo de duplicação da população da cidade é de 17 anos.
(em 1 de Agosto) 1980 1997 2007
Cidade de Nampula 93.582 312.325 477.900
Não existem dados actualizados que permitam aprofundar o comportamento destas variáveis demográficas para a Cidade de Nampula. Assim, adoptamos a opção de caracterizar a situação existente na Província de Nampula, acautelando a separação entre zonas rurais e urbanas, o que possibilita uma boa aproximação à situação existente na Cidade de Nampula.
No período 1997-2007, a população nas áreas urbanas da província de Nampula cresceu em 360 mil pessoas (47%), a um crescimento médio anual (exponencial) de
4,0%. Os movimentos migratórios rural-urbano influenciaram significativamente o substancial crescimento da população das zonas urbanas.
(Em milhares) 1997 2007
População da Província 3.063,5 4.076,6
- Urbana 765,6 1.127,2
- Rural 2.297,9 2.949,4
% Pop. Urbana na Província 25% 28%
Fonte: Estimativa da MÉTIER, na base dos dados dos Censos da População do INE.
A tabela seguinte apresenta diversos indicadores demográficos na província.
TABELA 5:
Província de Nampula: Indicadores de fecundidade, 1997 e 2007Indicadores Total Urbano Rural
Taxa bruta de natalidade2(por mil) 51.7 41.3 55.1
Taxa global de fecundidade3 7.0 5.6 7.4
Taxa bruta de mortalidade (por mil) 23.2 18.3 24.8
Esperança da vida à nascença (anos) - 1997 39.9 43.3 38.9 Esperança da vida à nascença (anos) - 2007 45,0 49,8 42,9
Fonte: INE, Dados do Censo de 1997 e estimativa METIER.
Estes níveis indicam um elevado nível de mortalidade, sobretudo infantil, que se estima em 132.1 óbitos em cada 1,000 nascidos vivos, para 1997, nas zonas urbanas da província de Nampula. Nas zonas rurais este indicador era de 184.9 óbitos. Um dos possíveis determinantes deste padrão é a interrupção da amamentação num contexto de salubridade pouco segura, o que aumenta a exposição das crianças aos agentes infecciosos e parasitários. Para além da malária e das doenças respiratórias, os frequentes episódios diarreicos combinados com os elevados níveis de desnutrição aguda e crónica contribuem largamente para a subida da mortalidade durante essa etapa da vida.
1.4 Habitação
O tipo de habitação modal é “a casa precária ou palhota, com pavimento de adobe
ou terra batida, tecto de capim, colmo ou palmeira e paredes de bloco de adobe”.
Em relação a outras utilidades, o padrão dominante é o de famílias “vivendo em casas sem electricidade, com latrina e colhendo água directamente em poços, furos, fontenários ou outras fontes não potáveis”.
As zonas mais urbanizadas apresentam melhores condições habitacionais. No Posto Urbano Central, por exemplo, “80% das famílias possuem rádio e vivem em apartamentos ou moradias com electricidade, água canalizada e instalação sanitária”.
TABELA 6:
Famílias, tipo de casa e condições básicas de vida, 2007 (est.)T I P O D E H A B I T A Ç Ã O
Moradia ou Casa de Palhota ou
TOTAL Apartamento madeira e zinco casa precária
CONDIÇÕES BÁSICAS EXISTENTES
Casas Pessoas Casas Pessoas Casas Pessoas Casas Pessoas
CIDADE DE NAMPULA 105.314 477.900 15.263 84.933 706 3.288 89.344 389.678
Com Água Canalizada 35% 39% 72% 73% 29% 29% 29% 32%
Com retrete ou latrina 58% 66% 91% 93% 77% 79% 53% 60%
Com electricidade 24% 30% 74% 77% 1% 1% 15% 20%
Com Radio 48% 55% 76% 79% 40% 46% 44% 49%
P. U. URBANO CENTRAL 5.634 25.568 4.600 21.163 484 1.944 550 2.461
Com Água Canalizada 96% 97% 99% 100% 29% 30% 83% 83%
Com retrete ou latrina 92% 93% 100% 100% 78% 79% 55% 60%
Com electricidade 82% 84% 96% 97% 1% 1% 20% 24%
Com Radio 80% 83% 87% 90% 41% 47% 48% 53%
P. U. de MUATALA 25.144 114.100 2.859 16.898 7 32 22.279 97.171
Com Água Canalizada 46% 51% 72% 75% 0% 0% 43% 46%
Com retrete ou latrina 62% 69% 86% 89% 50% 65% 59% 66%
Com electricidade 26% 32% 65% 69% 0% 0% 21% 25%
Com Radio 50% 56% 70% 74% 0% 0% 47% 52%
P. U. de MUHALA 27.776 126.044 3.480 21.486 102 644 24.195 103.914
Com Água Canalizada 37% 42% 66% 69% 56% 59% 32% 36%
Com retrete ou latrina 50% 58% 85% 88% 84% 87% 45% 51%
Com electricidade 22% 29% 71% 75% 66% 71% 14% 19%
Com Radio 53% 59% 94% 101% 67% 83% 47% 52%
P. U. de NAMICOPO 11.650 52.867 630 3.823 9 61 11.011 48.983
Com Água Canalizada 6% 7% 18% 18% 33% 32% 5% 6%
Com retrete ou latrina 48% 55% 87% 90% 100% 100% 45% 53%
Com electricidade 11% 15% 59% 64% 17% 16% 9% 11%
Com Radio 42% 47% 66% 70% 67% 68% 40% 45%
P. U. de NAPIPINE 23.750 107.775 3.138 18.041 87 509 20.525 89.224
Com Água Canalizada 33% 36% 62% 64% 47% 46% 28% 30%
Com retrete ou latrina 70% 77% 93% 95% 88% 94% 67% 73%
Com electricidade 26% 32% 66% 70% 65% 69% 20% 24%
Com Radio 52% 58% 73% 76% 69% 73% 49% 54%
P. U. de NATIKIRE 11.359 51.546 558 3.521 18 100 10.783 47.925
Com Água Canalizada 17% 20% 43% 47% 31% 43% 15% 18%
Com retrete ou latrina 46% 53% 83% 86% 77% 76% 44% 50%
Com electricidade 10% 13% 47% 54% 38% 54% 8% 10%
Com Radio 38% 44% 65% 71% 69% 76% 36% 42%
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
No que diz respeito à robustez das construções, verifica-se que na sua maioria usam materiais locais precários, à excepção das zonas centrais da cidade mais urbanizadas.
TABELA 7:
Habitações segundo o material das paredes e o acesso a água, 2007Á g u a c a n a l i z a d a Á g u a p r o v e n i e n t e d e:
Dentro de Fora de Poço ou Rio ou
Tipo de Material de
construção das paredes TOTAL TOTAL Casa Casa TOTAL Fontenário Furo Lago
CIDADE DE NAMPULA 105.314 36.498 6.490 30.008 68.816 30.703 33.980 4.133
Bloco de cimento ou tijolo 13% 28% 85% 15% 5% 7% 4% 1%
Madeira/zinco 0% 1% 1% 1% 0% 0% 0% 0%
Caniço/paus/palmeira 1% 1% 0% 1% 1% 1% 2% 2%
Bloco de adobe 85% 71% 13% 83% 93% 91% 94% 97%
P. U. URBANO CENTRAL 4.770 4.593 3.393 1.199 178 35 127 16
Bloco de cimento ou tijolo 82% 85% 99% 43% 16% 23% 8% 70%
Madeira/zinco 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Caniço/paus/palmeira 0% 0% 0% 1% 3% 0% 3% 10%
Bloco de adobe 17% 15% 0% 56% 81% 77% 90% 20%
P. U. de MUATALA 24.746 11.371 942 10.429 13.376 8.336 4.660 380
Bloco de cimento ou tijolo 10% 16% 57% 12% 4% 6% 1% 2%
Madeira/zinco 1% 1% 2% 1% 0% 1% 0% 0%
Caniço/paus/palmeira 1% 1% 1% 1% 1% 1% 1% 0%
Bloco de adobe 89% 82% 40% 86% 95% 93% 97% 98%
P. U. de MUHALA 28.020 10.290 1.078 9.212 17.730 8.240 8.227 1.262
Bloco de cimento ou tijolo 12% 22% 84% 15% 6% 8% 4% 1%
Madeira/zinco 0% 1% 1% 1% 0% 0% 0% 0%
Caniço/paus/palmeira 1% 1% 0% 1% 1% 1% 1% 3%
Bloco de adobe 87% 76% 16% 83% 93% 91% 94% 97%
P. U. de NAMICOPO 12.471 762 53 709 11.709 778 10.122 809
Bloco de cimento ou tijolo 5% 17% 85% 12% 5% 15% 4% 0%
Madeira/zinco 0% 1% 0% 1% 0% 0% 0% 0%
Caniço/paus/palmeira 2% 1% 0% 1% 2% 1% 2% 3%
Bloco de adobe 92% 82% 15% 87% 93% 84% 93% 97%
P. U. de NAPIPINE 22.324 7.302 914 6.388 15.022 9.758 4.940 323
Bloco de cimento ou tijolo 13% 24% 71% 17% 7% 7% 8% 4%
Madeira/zinco 1% 1% 2% 1% 0% 1% 0% 0%
Caniço/paus/palmeira 1% 1% 0% 1% 1% 1% 1% 0%
Bloco de adobe 86% 74% 27% 81% 91% 91% 90% 95%
P. U. de NATIKIRE 12.983 2.181 110 2.070 10.802 3.555 5.904 1.343
Bloco de cimento ou tijolo 4% 10% 42% 8% 3% 5% 2% 1%
Madeira/zinco 0% 1% 1% 0% 0% 0% 0% 0%
Caniço/paus/palmeira 2% 1% 0% 1% 2% 2% 2% 1%
Bloco de adobe 94% 89% 57% 90% 95% 93% 97% 97%
Fonte: INE, Dados doCenso e estimativas da Métier.
Em particular, no que concerne às fontes de abastecimento de água, verifica-se que na sua maioria a população da cidade é abastecida por poços e furos (33%).
Os fontanários (29%) e pequenos sistemas canalização fora de casa (29%), cobrem principalmente os postos de Muatala, Muhala e Napipine. O abastecimento de água canalizada dentro de casa (6%) está praticamente restrito ao PU Central.
FIGURA 3:
Habitações, segundo a fonte de abastecimento de águaÁgua canalizada dentro de casa
Água canalizada fora de casa
Fontenário Poço ou furo Rio ou lago 6%
28%
4% 32%
29%
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
1.5 Educação
Com 48% da população analfabeta, predominantemente mulheres, 36% dos seus habitantes4declararam que nunca frequentaram a escola.
TABELA 8:
População de 5 anos ou mais, por condição de alfabetização, 1997Sabe ler e escrever Não sabe ler e escrever Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
Cidade de NAMPULA 52,2% 64,0% 36,0% 47,8% 36,0% 64,0% P. U. URBANO CENTRAL 80,8% 57,2% 42,8% 19,2% 42,8% 57,2% P. U. de MUATALA 55,9% 63,5% 36,5% 44,1% 36,5% 63,5% P. U. de MUHALA 49,2% 64,5% 35,5% 50,8% 35,5% 64,5% P. U. de NAMICOPO 41,6% 69,0% 31,0% 58,4% 31,0% 69,0% P. U. de NAPIPINE 54,9% 63,7% 36,3% 45,1% 36,3% 63,7% P. U. de NATIKIRE 41,2% 67,3% 32,7% 58,8% 32,7% 67,3%
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
A taxa de escolarização na cidade é baixa, constatando-se que somente 24% dos habitantes5frequentam a escola e 40% declararam já terem frequentado.
TABELA 9:
População6, por condição de frequência escolar 1997 P O P U L A Ç Ã O Q U E:Frequenta Frequentou Nunca Frequentou
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
Cidade de Nampula 24,4% 25,9% 22,8% 40,2% 47,6% 32,0% 35,3% 26,6% 45,1%
P. U. Urbano Central 41,7% 39,9% 44,0% 44,5% 48,3% 39,8% 13,8% 11,8% 16,2%
P. U. de Muatala 25,8% 26,8% 24,8% 43,2% 50,0% 35,4% 30,9% 23,2% 39,8%
P. U. de Muhala 23,7% 25,3% 21,8% 38,6% 46,4% 30,1% 37,8% 28,2% 48,1%
4Com 5 ou mais anos de idade. 5Com 5 ou mais anos de idade. 6Com 5 ou mais anos de idade.
P. U. de Namicopo 17,6% 19,3% 15,7% 36,7% 46,3% 26,1% 45,7% 34,4% 58,2%
P. U. de Napipine 25,6% 27,2% 23,8% 41,7% 48,0% 34,5% 32,7% 24,8% 41,7%
P. U. de Natikire 18,8% 21,0% 16,4% 36,1% 44,6% 27,1% 45,2% 34,4% 56,5%
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
À excepção do Posto Urbano Central, a escolarização na cidade de Nampula está extremamente concentrada no nível primário, tendo uma taxa de participação masculina maior que a feminina em todos os níveis de ensino.
Na sua maioria, os estudantes são rapazes a frequentar o ensino primário, dadas as restrições culturais à frequência escolar pelas meninas e à insuficiente / inexistente rede escolar dos restantes níveis de ensino nalguns bairros.
A maior taxa de escolarização do nível primário verifica-se no grupo etário dos 10 a 14 anos, onde 65% das crianças frequenta a escola, seguido do grupo de 5 a 9 anos (37%) e 15 a 19 (25%), o que reflecte a entrada tardia na escola.
FIGURA 4:
População7a estudar, por nível de ensino que frequenta0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% CIDADE DE NAMPULA HOMENS MULHERES P. A. UBANO CENTRAL P. A. de MUATALA P. A. de MUHALA P. A. de NAMICOPO P. A. de NAPIPINE P. A. de NATIKIRE
Primário Secundário e Técnico Superior
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
Do total de população8, somente 16% concluíram algum nível de ensino, dos quais 90% somente o ensino primário e 7% o 1º grau do secundário.
7Com 5 ou mais anos de idade. 8Com 5 ou mais anos de idade.
TABELA 10:
População9, por nível de ensino concluído 1997NÍVEL DE ENSINO CONCLUÍDO
TOTAL Alfab. Primário Secund. Técnico C.F.P. Superior Nenhum
Cidade de Nampula 32,1% 0,3% 26,6% 4,2% 0,7% 0,1% 0,2% 67,9% - Homens 40,3% 0,3% 32,4% 6,1% 1,1% 0,1% 0,3% 59,7% - Mulheres 22,9% 0,2% 20,2% 2,1% 0,2% 0,1% 0,1% 77,1% P. U. Urbano Central 56,9% 0,1% 35,0% 15,6% 3,6% 0,2% 2,3% 43,1% P. U. de Muatala 34,9% 0,5% 29,9% 3,9% 0,5% 0,1% 0,0% 65,1% P. U. de Muhala 28,8% 0,2% 24,3% 3,8% 0,4% 0,1% 0,1% 71,2% P. U. de Namicopo 23,4% 0,2% 20,9% 2,0% 0,3% 0,1% 0,0% 76,6% P. U. de Napipine 34,9% 0,3% 29,1% 4,5% 0,8% 0,1% 0,1% 65,1% P. U. de Natikire 24,0% 0,3% 21,7% 1,7% 0,2% 0,1% 0,0% 76,0%
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
O baixo grau de escolarização reflecte o facto de, apesar da expansão em curso, a rede escolar e o efectivo de professores serem insuficientes e possuírem uma baixa qualificação pedagógica. Tais factos são agravados por factores socioeconómicos, resultando em baixas taxas de aproveitamento e altas desistências, em algumas das localidades do distrito.
FIGURA 5:
População10, por posto urbano, sexo e ensino concluído0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% CIDADE DE NAMPULA HOMENS MULHERES P. A. UBANO CENTRAL P. A. de MUATALA P. A. de MUHALA P. A. de NAMICOPO P. A. de NAPIPINE P. A. de NATIKIRE
Primário Secundário e Técnico Superior Nenhum
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
9Com 5 ou mais anos de idade. 10Com 5 ou mais anos de idade.
Excepto nos postos urbanos de Central, Mutala e Napipine, a distribuição da população que concluiu algum grau de ensino é inferior à média da cidade, sendo a desigualdade por sexos, a favor dos homens, bastante acentuada.
1.6 Saúde
A rede de saúde da cidade, apesar de estar a evoluir a bom ritmo, é insuficiente, evidenciando os seguintes índices de cobertura média:
Uma unidade sanitária por cada 33.200 pessoas; Uma cama por 699 habitantes; e
Um profissional técnico para cada 772 residentes na cidade.
A cidade de Nampula possuía, em 2003, 1 Hospital Central e 1 Hospital Psiquiátrico, para além de 2 Centros de saúde de nível I, 1 de nível II e 7 Postos de saúde.
TABELA 11:
Unidades de saúde, camas e pessoal, 2003Unidades, Camas e Tipo de Unidades Sanitárias Pessoal existente
Pessoal existente Total de Hospital Hospital Centro de Centro de
Postos
de por sexo
Unidades Central Psiquiátrico Saúde I SaúdeII/III Saúde HM H M
Nº de Unidades 12 1 1 2 1 7 Nº de Camas 570 393 50 70 22 35 Pessoal Total 565 356 27 117 51 14 565 265 323 - Licenciados 35 30 1 3 1 0 35 20 15 - Nível Médio 134 88 3 26 10 7 134 60 74 - Nível Básico 265 176 11 50 28 0 265 125 140 - Nível Elementar 82 27 5 33 10 7 82 36 46 - Pessoal de apoio 49 35 7 5 2 0 49 24 25
Fonte: Direcção Provincial da Saúde e Conselho Municipal.
Para além desta infra-estrutura, o número de postos de socorro existentes subiu de 5, em 2000, para 11 em 2003.
Os indicadores de cobertura revelam carência de cuidados de saúde em toda a cidade. Assim, para além de uma cobertura baixíssima de 1 médico por 11 mil habitantes, verifica-se que a média de habitantes por unidade sanitária (33.200) e por técnico de saúde (699) é insatisfatória, com os bairros periféricos (os mais povoados) a terem indicadores piores que a média da cidade de Nampula.
FIGURA 6:
Per capita de indicadores de estrutura da saúde, 2003699 772
11.387
33.211 Habitantes por Unidade
Habitantes por Cama Habitantes por técnico de
saúde Habitantes por Médico
Fonte: Direcção Provincial da Saúde
A pirâmide profissional do pessoal de saúde evidencia um topo de pessoal médio e superior estreito (30%), o que condiciona a qualidade dos serviços prestados. Para além deste pessoal existem cerca de 75 parteiras tradicionais. A maior parte da população recorre com frequência aos curandeiros.
A evolução da rede sanitária e pessoal técnico tem sido lenta e a um ritmo inferior ao crescimento natural da população.
A Direcções de Saúde da cidade recebe regularmente da Direcção Provincial de Saúde, para distribuição por cada Centro de Saúde, “Kits A e B” e pelos Postos de Saúde “Kits B”.
A tabela seguinte apresenta, para o ano de 2003, a posição de alguns indicadores que caracterizam o grau de acesso e de cobertura dos serviços do Sistema Nacional de Saúde na cidade de Nampula.
FIGURA 7:
Indicadores de cuidados de saúde, 2003Indicadores Total Tx. Ocupação de camas 69,0% Partos 6.250 Vacinação 180.837 Saúde materno-infantil 239.434 Consultas externas 317.469 Estomatologia 7.225
Total Unidades Atendimento 1.024.547
Taxa de natimortalidade hospitalar 2,2%
Taxa de mortalidade materna 0,2%
Taxa de baixo peso à nascença 6,8%
Taxa de mau crescimento 4,2%
1.7 Acção Social
A integração e assistência social a pessoas, famílias e grupos sociais em situação de pobreza absoluta, dá prioridade à criança órfã, mulher viúva, idosos e deficientes, doentes crónicos e portadores do HIV-SIDA, toxicodependentes e regressados.
Na cidade de Nampula existiam, segundo os dados do Censo de 1997, cerca de 10 mil órfãos (dos quais 25% de pai e mãe) e cerca de 2.400 deficientes (72% com debilidade física, 21% com doenças mentais e 7% com ambos os tipos de doença).
TABELA 12:
População, por condição de orfandadeCidade de Nampula 9.947 Homens 5.525 Mulheres 4.422 5 - 9 anos 1.816 10 - 14 anos 2.907 15 - 19 anos 5.224 P. U. Urbano Central 422 P. U. de Muatala 2.281 P. U. de Muhala 2.672 P. U. de Namicopo 1.214 P. U. de Napipine 2.088 P. U. de Natikire 1.271
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
TABELA 13:
População deficiente, por idade e residência, 1997Posto urbano e Idade TOTAL Física Mental Ambas
Cidade de Nampula 2.405 1.730 495 180 Homens 1.400 1.021 282 97 Mulheres 1.005 709 213 83 0 - 14 561 338 160 63 15 - 44 1.284 930 271 83 45 e mais 560 462 64 34 P. U. Urbano Central 148 117 21 10 P. U. de Muatala 615 444 128 43 P. U. de Muhala 546 402 105 39 P. U. de Namicopo 331 253 59 19 P. U. de Napipine 499 352 105 42 P. U. de Natikire 266 162 77 27
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
A acção social no município tem sido coordenada com as organizações não governamentais, associações e sociedade civil, promovendo a criação de igualdade de oportunidades e de direitos entre homem e mulher em todos aspectos de vida social e económica, bem como a integração no mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.
1.8 Género
A cidade de Nampula tem uma população de 478 mil habitantes - 236 mil (49%) do sexo feminino - sendo 11% das famílias do tipo monoparental chefiados por mulheres.
A taxa de analfabetismo na população feminina é de 64%, sendo de 36% no caso dos homens. 65% das mulheres tem conhecimento da língua portuguesa.
Das mulheres da cidade com mais de 5 anos, 45% nunca frequentaram a escola e somente 20% concluíram o ensino primário.
A maior taxa de escolarização do nível primário verifica-se no grupo etário dos 10 a 14 anos, onde 59% das raparigas frequenta a escola, seguido do grupo de 5 a 9 anos (34%) e 15 a 19 (23%). Este indicador evidencia o baixo nível escolar e a entrada tardia na escola da maioria das raparigas.
FIGURA 8:
Indicadores de escolaridade, por sexos 19970% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% Taxa de analfabestismo
Cobertura escolar (10-14 anos)
Ensimo primário concluído Conhecimento de português
Sem frequência escolar
Homens Mulheres
Fonte: INE, Dados do Censo 1997.
De um total de 236 mil mulheres, 125 mil estão em idade de trabalho (15 a 64 anos). Excluindo as que procuram emprego pela 1ª vez, a população activa feminina é de 38 mil pessoas, o que reflecte uma taxa implícita de desemprego de 69% (38% nos homens).
A distribuição das mulheres activas residentes no distrito, de acordo com a posição no processo de trabalho e o sector de actividade, é a seguinte:
Cerca de 61% são trabalhadoras por conta própria; Cerca de 22% são trabalhadoras agrícolas familiares;
13% são empregadas ou vendedoras no sector comercial formal e informal; e As restantes 4% são, na maioria, produtoras artesanais ou empregadas em serviços industriais ou de serviços.
Da população activa, 50% trabalham por conta própria (34% dos quais mulheres), 35% são trabalhadores assalariados (10% dos quais mulheres) e 15% trabalhadores familiares (52% dos quais mulheres).
A distribuição da população activa segundo o ramo de actividade reflecte a dominância do sector de comércio formal e informal, transportes e serviços, que ocupa metade da população activa da cidade (dos quais só 14% são mulheres). Os sectores agrário e secundário ocupam, respectivamente, 35% (dos quais 57% são mulheres) e 15% (dos quais 5% são mulheres) dos trabalhadores.
TABELA 14:
População activa11, por actividade, segundo o sexo, 200743% 95% 86% 90% 66% 48% 57% 5% 14% 10% 34% 52% Agricultura, silvicultura e pesca Indústria, energia e construção Comércio, Transportes e Serviços
Assalariado Por conta própria Trabalho familiar Homem
Mulher
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
1.9 Mercado de trabalho
A estrutura etária da população da cidade de Nampula reflecte uma relação de dependência económica de 1:1.2, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 12 pessoas em idade activa.
De um total de 478 mil habitantes em 2007, 264 mil estão em idade de trabalho (15 a 64 anos). Excluindo os que procuram emprego pela primeira vez, a população economicamente activa é de 124 mil pessoas, o que reflecte uma taxa implícita de desemprego e subemprego de 53% (38% nos homens e 69% nas mulheres).
Da população activa, 50% trabalham por conta própria (66% dos quais homens), 35% são trabalhadores assalariados (90% dos quais homens) e 15% trabalhadores familiares (52% dos quais mulheres).
A distribuição da população activa segundo o ramo de actividade reflecte a dominância do sector de comércio formal e informal, transportes e serviços, que ocupa metade da
população activa da cidade. Os sectores agrário e secundário ocupam,
respectivamente, 35% e 15% dos trabalhadores.
FIGURA 9:
População activa12, por ramo de actividade e posição no trabalho, 2007Fonte: Instituto Nacional de Estatística e estimativas da Métier.
TABELA 15:
População activa13, por ramo de actividade e posição no trabalho, 2007SECTORES POSIÇÃO NO PROCESSO DE TRABALHO
Assalariados
DE ACTIVIDADE TOTAL
Total Estado Empresas
Sector Coop. Conta própria Trabalhador familiar Empresário Patrão CIDADE DE NAMPULA 124.330 35,2% 12,0% 23,2% 0,3% 50,1% 14,0% 0,4% - Homens 86.164 31,3% 10,0% 21,3% 0,3% 32,9% 6,8% 0,3% - Mulheres 38.166 3,9% 2,0% 1,8% 0,1% 17,2% 7,2% 0,0%
12Com 15 anos ou mais, excluindo os que procuram emprego pela primeira vez. 13Com 15 anos ou mais, excluindo os que procuram emprego pela primeira vez. Comércio, Transportes e Serviços 50% Agricultura, silvicultura e pesca 35% Indústria, energia e construção 15% Assalariados 35% Trabalhadores familiares 50%
Por conta própria 15%
Agricultura, silvicultura e pesca 45.522 1,2% 0,2% 1,0% 0,1% 26,1% 9,2% 0,0%
- Homens 19.773 1,1% 0,2% 0,9% 0,0% 11,8% 3,0% 0,0%
- Mulheres 25.749 0,2% 0,0% 0,1% 0,0% 14,3% 6,2% 0,0%
Indústria, energia e construção 18.196 7,4% 1,0% 6,4% 0,1% 5,9% 1,2% 0,1%
- Homens 17.316 7,1% 0,9% 6,2% 0,1% 5,6% 1,1% 0,1%
- Mulheres 881 0,3% 0,1% 0,2% 0,0% 0,3% 0,1% 0,0%
Comércio, Transportes, Serviços 60.611 26,5% 10,8% 15,7% 0,2% 18,1% 3,6% 0,3%
- Homens 51.880 23,1% 8,8% 14,2% 0,1% 15,5% 2,7% 0,3%
- Mulheres 8.731 3,5% 2,0% 1,5% 0,0% 2,6% 0,9% 0,0%
P. U. URBANO CENTRAL 6.790 3,8% 1,5% 2,4% 0,0% 1,2% 0,3% 0,1%
Agricultura, silvicultura e pesca 580 0,1% 0,0% 0,1% 0,0% 0,3% 0,1% 0,0%
Indústria, energia e construção 622 0,4% 0,1% 0,3% 0,0% 0,1% 0,0% 0,0%
Comércio, Transportes e Serviços 5.588 3,4% 1,4% 2,0% 0,0% 0,9% 0,2% 0,1%
P. U. de MUATALA 28.147 8,6% 3,1% 5,5% 0,0% 10,9% 3,0% 0,1%
Agricultura, silvicultura e pesca 9.429 0,2% 0,1% 0,2% 0,0% 5,4% 1,9% 0,0%
Indústria, energia e construção 3.817 1,7% 0,3% 1,4% 0,0% 1,1% 0,2% 0,0%
Comércio, Transportes e Serviços 14.900 6,7% 2,7% 3,9% 0,0% 4,4% 0,8% 0,1%
P. U. de MUHALA 32.317 8,5% 2,7% 5,8% 0,1% 13,5% 3,8% 0,1%
Agricultura, silvicultura e pesca 11.340 0,3% 0,1% 0,2% 0,0% 6,4% 2,4% 0,0%
Indústria, energia e construção 4.799 1,9% 0,2% 1,7% 0,0% 1,7% 0,3% 0,0%
Comércio, Transportes e Serviços 16.178 6,3% 2,4% 3,9% 0,1% 5,4% 1,1% 0,1%
P. U. de NAMICOPO 14.711 3,1% 0,9% 2,2% 0,0% 6,9% 1,8% 0,0%
Agricultura, silvicultura e pesca 6.347 0,1% 0,0% 0,1% 0,0% 3,9% 1,1% 0,0%
Indústria, energia e construção 2.470 0,8% 0,1% 0,7% 0,0% 1,0% 0,2% 0,0%
Comércio, Transportes e Serviços 5.894 2,2% 0,8% 1,4% 0,0% 2,0% 0,5% 0,0%
P. U. de NAPIPINE 26.524 8,5% 3,1% 5,4% 0,1% 9,6% 3,1% 0,1%
Agricultura, silvicultura e pesca 7.646 0,3% 0,1% 0,2% 0,0% 3,9% 1,9% 0,0%
Indústria, energia e construção 4.441 1,8% 0,2% 1,6% 0,0% 1,4% 0,4% 0,0%
Comércio, Transportes e Serviços 14.437 6,4% 2,8% 3,6% 0,0% 4,3% 0,9% 0,1%
P. U. de NATIKIRE 15.841 2,6% 0,8% 1,8% 0,0% 8,0% 2,1% 0,0%
Agricultura, silvicultura e pesca 10.180 0,2% 0,0% 0,2% 0,0% 6,2% 1,8% 0,0%
Indústria, energia e construção 2.046 0,9% 0,1% 0,7% 0,0% 0,6% 0,1% 0,0%
Comércio, Transportes e Serviços 3.614 1,5% 0,6% 0,9% 0,0% 1,2% 0,2% 0,0%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística e estimativas da Métier.
(*) Com 15 anos ou mais, excluindo as pessoas que procuravam emprego pela primeira vez.
1.10 Estrutura do consumo familiar
Não existem dados representativos para a cidade de sobre as receitas e despesas familiares. Assim, nesta secção adopta-se como representativos os dados do IAF 2002/3 para as zonas urbanas da província de Nampula.
Com um nível médio mensal de receitas familiares monetárias de 62% e de 38% em espécie (derivados do autoconsumo e da renda imputada pela posse de habitação própria), a população urbana da província de Nampula apresenta um padrão de consumo concentrado nos produtos alimentares (38%) e nos serviços de habitação, água, energia e combustíveis (28%).
FIGURA 10:
Consumo familiar, por grupo de produtos e serviços 39% 1% 9% 29% 7% 2% 4% 1% 2% 1% 2% 3%Produtos alimentares Bebidas alcoólicas Vestuário e calçado
Habitação e combustível Mobiliário Saúde
Transportes Comunicação Lazer e recreação
Educação Restaurantes Diversos
(*) Inclui o autoconsumo da produção agrícola e a imputação da renda por posse de habitação própria Fonte: Instituto Nacional de Estatística, IAF - 2002/03.
O cabaz das famílias rurais assenta no consumo alimentar (68%) que, nas zonas urbanas, divide o consumo com as despesas de habitação, mobiliário e transportes.
0 5 10 15 20 25 30 35 40 Prod utos alim enta res Beb i das alco ólic as Ves tuá rioe calç ado Ha b itaçã oe com bust íve l Mob il iár io Saú de Tra nsp orte s Co mun ica ção Laze re recr eaçã o Edu caçã o Rest aura ntes Div erso s Consumo total Urbano = 100 Consumo total Rural = 44
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, IAF - 2002/03. 1.11 Indicadores Quantitativos da Pobreza
Nas secções seguintes procede-se à apresentação dos resultados e das principais conclusões para a cidade de Nampula, decorrentes da análise do comportamento da distribuição da Incidência e Severidade da Pobreza.
Os resultados obtidos conduzem à seguinte distribuição dos principais indicadores da pobreza, para a cidade de Nampula e os seus seis Postos Urbanos.
TABELA 16:
Distribuição dos Indicadores da Pobreza, por Posto UrbanoIncidência Severidade
Cidade de Nampula
0,461 0,098 Urbano Central 0,282 0,051 Muhala 0,468 0,091 Napipine 0,469 0,092 Muatala 0,491 0,097 Namicopo 0,493 0,097 Natiripe 0,523 0,105 Fonte:MÉTIERA relação entre a distribuição dos vários indicadores da pobreza, entre os vários bairros da cidade, pode ser visualizada no gráfico seguinte.
0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600 0,700 Incidencia Severidade Incidencia 0,232 0,235 0,247 0,272 0,315 0,373 0,492 0,537 0,593 0,447 0,503 0,481 0,548 0,449 0,474 0,493 0,485 0,498 Severidade 0,041 0,041 0,042 0,048 0,055 0,072 0,097 0,109 0,126 0,086 0,101 0,094 0,113 0,086 0,093 0,098 0,097 0,098 Bombeiros 1º de Maio 25 de
Setembro Limqueros Liberdade Militar Murapaniva Natiripe
-sede Marere Carrupeia Napipine -sede Namicopo -sede Mutava-rex Namutequel iua Muhala -sede Muahivire Muatala -sede Mutauanha Fonte:MÉTIER,.
A análise da distribuição por bairros revela que, à excepção dos bairros do PU Central, todos os restantes 12 bairros têm um nível entre 45%-60% de incidência da pobreza. Severidade da Pobreza: As áreas com um índice de severidade mais elevado são aquelas onde há mais profundidade de pobreza. Zonas com a mesma incidência e profundidade de pobreza podem, pois, ter diferentes graus de severidade, em função da distribuição do consumo entre as camadas pobres. Os resultados revelam uma severidade alta em todos os Postos Urbanos, à excepção, do Central.
A conjugação da análise dos dois indicadores revela claramente um padrão de distribuição da pobreza que qualifica Nampula como uma cidade com cerca de 220 mil pessoas abaixo da linha da pobreza, com maior peso nos bairros periféricos e com um nível de severidade que acompanha a variação e graduação da incidência da pobreza por bairro.
1.12 Contexto socioeconómico: O Distrito de Nampula/Rapale Localização, Superfície e População
A Cidade de Nampula está geograficamente inserida no Distrito de Nampula/Rapale. Este distrito tem a sua Sede em Rapale, está localizado a Oeste da Cidade Capital
Provincial. Com uma superfície14de 3.739 km2 e uma população recenseada em 1997 de 127.681 habitantes e estimada, à data de 1/1/2005, em 153.449 habitantes, este distrito tem uma densidade populacional de 41.5 hab/km2.
A relação de dependência económica potencial é de aproximadamente 1:1.1, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 11 pessoas em idade activa.
A população é jovem (44%, abaixo dos 15 anos de idade), maioritariamente feminina (taxa de masculinidade de 50%) e de matriz rural acentuada.
Clima e Hidrografia
O clima predominante, em Nampula/Rapale, é o tropical húmido com duas estacões: uma chuvosa e quente que normalmente começa em Novembro e termina em Abril, caracterizado por aguaceiros e trovoadas frequentes. A outra, seca e menos quente que se estende de Maio até Outubro. As chuvas iniciam nos meses de Outubro a Abril com pico nos meses de Janeiro e Março. A precipitação média anual é de 1.045 mm.
As chuvas registadas no Distrito de Nampula favorecem a prática da agricultura, o desenvolvimento de barragens de retenção de água, por isso o distrito possui boas condições para prática da agricultura de regadio, facto que ajudaria a resolver os problemas de segurança alimentar.
Existem no distrito vários riachos e lagoas de regime periódico e temporário, à excepção do Meluli que conserva água durante quase todo ano, não sendo navegável. Este rio nasce na região de Namaíta, Nampula, e desagua no Índico em forma de estuário. Estes rios contribu em, em grande medida, para a vida da população, pois abastecem água, peixe e as terras banhadas por estes rios são férteis para agricultura. Relevo e Solos
O Distrito de Nampula por se situar na região central da província caracteriza-se pela predominância, em termos de relevo, por planaltos, salpicados por formações montanhosas, sendo as mais importantes: Nairuco, Muhitho, Intathapila, Inriaue,
Peuwé, Cuhari, Namanaca. Nampula é composto principalmente por rochas
metamórficas, cuja formação decorreu entre os 1.100 e 850 milhões de anos. Este é o tipo de rocha mais antigo existente em Moçambique.
Infra-estruturas
O Distrito de Nampula-Rapale é atravessado pela linha férrea de Nacala a Entre-Lagos, num troço de 110 quilómetros. De um modo geral, a população do Distrito de Nampula
concentra-se nos postos administrativos de Anchilo, Namaita e Rapale pela sua posição privilegiada de estar no Corredor de Nacala e dada a proximidade das facilidades de infra-estruturas sociais e económicas.
No que respeita às telecomunicações, existe um sistema de telecomunicação digital, duas Cabinas Públicas a cartão, e está a ser construída uma antena da mCel para o uso de telefones móveis, agora em funcionamento. Embora o Distrito não disponha de uma agência das telecomunicações, existe uma Cabina pública sob gestão dos Correios de Moçambique.
No distrito de Nampula, nem todas as aldeias têm acesso a um poço ou um furo para abastecimento de água. Somente as populações que vivem na sede do distrito e na aldeia de Nacuca, têm um fontanário para se abastecerem.
A Sede do Distrito e a de Posto Administrativo de Anchilo têm energia eléctrica de Cahora Bassa. Em relação aos outros cantos do distrito, a lenha e o carvão são as fontes de energia mais utilizadas.
Na sede do distrito não existe um representante da Electricidade de Moçambique que zele pela gestão da corrente eléctrica, daí que muitos pedidos de ligação de energia não estejam a ser devidamente encaminhados.
A Sede do Distrito e a do Posto Administrativo de Anchilo possuem corrente de energia eléctrica. Existe comunicação com todos Postos Administrativos e existem, na sede do Distrito e Anchilo, telefones fixos e o sistema de telefonia móvel da mCel.
O distrito possui 98 escolas (das quais, 93 do ensino primário nível 1), e está servido por 17 unidades sanitárias, que possibilitam o acesso progressivo da população aos serviços do Sistema Nacional de Saúde, apesar de a um nível bastante insuficiente como se conclui dos seguintes índices de cobertura média:
Uma unidade sanitária por cada 10 mil pessoas; Uma cama por 1.200 habitantes; e
Um profissional técnico para cada 3.100 residentes no distrito.
Apesar dos esforços realizados, importa reter que o estado geral de conservação e manutenção das infra-estruturas não é suficiente, sendo de realçar a rede de bombas de água a necessitar de manutenção, bem como a rede de estradas e pontes que, na época das chuvas, tem problemas de transitibilidade.
A agricultura é a actividade dominante e envolve quase todos os agregados familiares. Existem, ainda, pequenas infra-estruturas de rega com capacidade para fazer irrigação de superfície e represas com potencial para irrigar pequenas áreas agrícolas.
De um modo geral, a agricultura é praticada manualmente em pequenas explorações familiares em regime de consociação de culturas com base em variedades locais. A produção agrícola é feita predominantemente em condições de sequeiro, nem sempre bem sucedida, uma vez que o risco de perda das colheitas é alto, dada a baixa capacidade de armazenamento de humidade do solo no período de crescimento.
De uma forma generalizada pode-se dizer que a região é caracterizada pela ocorrência de três sistemas de produção agrícola dominantes. O primeiro corresponde à vasta zona planáltica baixa onde domina a consociação das culturas alimentares, nomeadamente mandioca/milho/feijões nhemba e boer, como culturas de 1a época (época das chuvas) e a produção de arroz pluvial nos vales dos rios, dambos e partes inferiores dos declives. Na maioria da região, este sistema é característico do topo dos interflúvios, declives superiores e intermédios.
O segundo sistema de produção é dominado pela cultura pura de mapira, ocasionalmente consociada com milho e feijão nhemba. As culturas de meixoeira e amendoim podem aparecer em qualquer uma das consociações. A mandioca é a cultura mais importante em termos de área e é cultivada tanto em cultivo simples, como em cultivo consociado com feijão ou amendoim.
O algodão corresponde ao terceiro sistema de produção, e constitui a principal cultura de rendimento da região. Os três sistemas de produção agrícola aqui descritos ocorrem em regime de sequeiro. O sistema agro-silvícola do cajú, menos característico desta zona, chega, porém, a ser ocasionalmente dominante em alguns distritos (Monapo, Muecate, Mecuburi).
Somente em 2003, após o período de seca e estiagem que se seguiu e a reabilitação de algumas infra-estruturas, se reiniciou timidamente a exploração agrícola do distrito e a recuperação dos níveis de produção.
O fomento pecuário no distrito tem sido fraco. Porém, dada a tradição na criação de gado e algumas infra-estruturas existentes, verificou-se crescimento do efectivo.
Dada a existência de áreas de pastagem, há condições para o desenvolvimento da pecuária, sendo as doenças e a falta de fundos e de serviços de extensão, os principais obstáculos ao seu desenvolvimento.
Neste Distrito encontram-se matas e florestas fechadas. A pesca é uma actividade pouco significativa no Distrito, pratica-se nos rios e riachos, principalmente na época chuvosa. A pequena indústria local (pesca, carpintaria e artesanato) surge como alternativa à actividade agrícola, ou prolongamento da sua actividade.
Nampula Distrito, dispõe de uma unidade industrial de aguardentes localizada nos montes Nairuco, com uma capacidade de produção de 60 mil litros por ano. Outras Unidades Industriais são moageiras, num total de 11 sendo 4 em Anchilo, 3 em Mutivaze, 3 em Rapale Sede e 1 em Namaita, com uma capacidade média mensal de produção de 50 toneladas de farinha de milho.
O Distrito possui pedras de construção, além da água mineral na Localidade de Tchaiane, tendo sido provada a existência de água portável mineral no Monte Muitho na sede do Distrito, onde se encontra montada uma fábrica com capacidade para produzir 540 litros/hora.
Existem 39 estabelecimentos comerciais, sendo 5 no Posto Administrativo de Mutivaze, 9 no Posto Administrativo de Rapale, 7 no Posto Administrativo de Namaita e 18 no Posto Administrativo de Anchilo. Entretanto 50% destes estabelecimentos comerciais funcionam deficientemente e outros não funcionam na totalidade, devido à total descapitalização dos seus proprietários.
O comércio informal tem contribuído, substancialmente, no abastecimento da população em produtos de primeira necessidade, incluindo instrumentos de produção.
Existem locais favoráveis para o turismo, principalmente no complexo Nairuco. Turismo de montanha: uma das potencialidades de Nampula
Não existe um sistema formal de crédito em condições acessíveis aos operadores locais, o que denota uma fraca implantação do sector financeiro.
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PERFIL DA CIDADE DA ILHA DE MOÇAMBIQUE
2.1 Localização, Superfície e PopulaçãoA Cidade histórica da Ilha de Moçambique, no leste da província de Nampula, faz limite a Norte com o Distrito de Nacala-a-Velha, a Sul com o Distrito de Mossuril, a Oeste com o Distrito do Monapo e a Este é banhado pelo Oceano ìndico.
Tendo sido elevada a Vila em 1763 e a Cidade em 1810, a Ilha de Moçambique foi a primeira capital de Moçambique até 1886, altura em que a capital foi transferida para a então cidade de Lourenço Marques.
De características urbanas e históricas importantes, a Ilha de Moçambique foi declarada pela UNESCO património cultural da humanidade, tendo um padrão e tecido cultural e urbanísticos rico e diversificado. A sua preservação e desenvolvimento requere, contudo, investimentos de manutenção e reabilitação de elevado montante.
A Cidade da Ilha de Moçambique abrange a parte insular com uma área de 84,7Km2 e uma população actualmente (1/8/2007) estimada em 17.000 habitantes, e a parte continental que corresponde ao Posto Administrativo do Lumbo, que está ligada por ponte à Ilha e que tem uma área de 446 km2e uma população de 41.000 habitantes.
2.2 Estrutura e crescimento demográfico da Cidade da Ilha de Moçambique
Com uma população jovem (41% com menos de 15 anos), a cidade da Ilha de Moçambique tem um índice de masculinidade de 48%.
A estrutura etária da população reflecte uma relação de dependência económica de 1:1.19, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 12 pessoas em idade activa.
TABELA 17:
População por grupos de idade e sexo e por posto e bairro, 1/8/2007 Grupos etáriosTOTAL 0 - 4 5 - 14 15 - 44 45 - 64 65 +
Cidade da Ilha de Moçambique 48.839 7.848 12.264 20.809 5.788 2.130
Homens 23.502 3.803 6.020 9.827 2.708 1.144
Mulheres 25.337 4.045 6.244 10.982 3.080 986
Fonte: Estimativa da MÉTIER, na base dos dados dos Censos da População do INE.
Durante o período 1997 a 2007, estima-se que a população da cidade tenha incrementado em 6 mil habitantes, o que representa uma taxa média anual de crescimento (exponencial) no período de 1.4%.
(em 1 de Agosto) 1980 1997 2007
2.3 Habitação
O tipo de habitação modal da cidade é “a casa precária ou palhota, com pavimento
de adobe ou terra batida, tecto de capim, colmo ou palmeira e paredes de bloco de adobe”.
Em relação a outras utilidades, o padrão dominante é o de famílias “vivendo em casas sem electricidade, sem latrina e colhendo água directamente em poços ou furos”.
Sendo uma cidade de contrastes, as suas zonas centrais com maior urbanização apresentam, naturalmente, melhores condições habitacionais.
TABELA 18:
Famílias, tipo de casa e condições básicas de vida, 2007T I P O D E H A B I T A Ç Ã O
Moradia ou Casa de Palhota ou
TOTAL Apartamento madeira e zinco casa precária
CONDIÇÕES BÁSICAS EXISTENTES
Casas Pessoas Casas Pessoas Casas Pessoas Casas Pessoas
CIDADE DE ILHA DE MOÇ 11.570 48.839 1.552 10.840 260 1.173 9.758 36.826
Com Água Canalizada 15% 22% 54% 55% 29% 29% 7% 10%
Com retrete ou latrina 10% 13% 36% 34% 77% 79% 5% 6%
Com electricidade 11% 18% 48% 51% 1% 1% 3% 6%
Com Radio 24% 28% 45% 44% 40% 46% 20% 23%
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
No que diz respeito à robustez das construções, verifica-se que na sua maioria usam materiais locais precários, à excepção das zonas centrais da cidade mais urbanizadas.
TABELA 19:
Habitações segundo o material das paredes e o acesso a água, 2007Á G U A C A N A L I Z A D A Á G U A P R O V E N I E N T E D E:
Dentro de Fora de Poço ou Rio ou
Tipo de Material de
construção das paredes TOTAL TOTAL
Casa Casa TOTAL Fontenário Furo Lago
CIDADE DE ILHA DE MOÇ 11.570 656 178 477 10.914 1.033 6.323 328
Bloco de cimento ou tijolo 16% 50% 68% 44% 10% 43% 6% 5%
Madeira/zinco 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Caniço/paus/palmeira 84% 50% 32% 56% 90% 56% 94% 95%
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
2.4 Educação
Com 73% da população analfabeta, predominantemente mulheres, constata-se que 65% dos habitantes15declaram que nunca frequentaram a escola.
TABELA 20:
População de 5 anos ou mais, por condição de alfabetização 1997 Sabe ler e escrever Não sabe ler e escrever Total Homens Mulheres Total Homens MulheresCIDADE DE ILHA DE MOÇ 27,1% 37,6% 16,7% 72,9% 62,4% 83,3%
A taxa de escolarização na cidade é baixa, constatando-se que somente 13% dos habitantes16frequentam a escola e 22% declaram já terem frequentado.
Verifica-se que a escolarização na cidade está extremamente concentrada no nível primário, tendo uma taxa de participação masculina maior que a feminina em todos os níveis de ensino.
Na sua maioria, os estudantes são rapazes a frequentar o ensino primário, dadas as restrições culturais à frequência escolar pelas meninas e à insuficiente / inexistente rede escolar dos restantes níveis de ensino nalguns bairros.
TABELA 21:
População17, por condição de frequência escolar P O P U L A Ç Ã O Q U E:Frequenta Frequentou Nunca Frequentou
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
Cidade de Ilha de Moç 13% 15% 10% 22% 30% 16% 65% 55% 74%
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
A maior taxa de escolarização do nível primário verifica-se no grupo etário dos 10 a 14 anos, onde 32% das crianças frequenta a escola, seguido do grupo de 5 a 9 anos (12%) e 15 a 19 (17%), o que reflecte a entrada tardia na escola.
Do total de população18, verifica-se que somente 11% concluíram algum nível de ensino, dos quais 90% somente o ensino primário e 10% o secundário/técnico.
TABELA 22:
População19, por nível de ensino concluídoNÍVEL DE ENSINO CONCLUÍDO
TOTAL Alfab. Primário Secund. Técnico C.F.P. Superior Nenhum
Cidade de Ilha de Moç 11% 0% 10% 1% 0% 0% 0% 89%
- Homens 16% 0% 14% 2% 0% 0% 0% 84%
- Mulheres 7% 0% 6% 0% 0% 0% 0% 93%
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
O baixo grau de escolarização reflecte o facto de, apesar da expansão em curso, a rede escolar e o efectivo de professores serem insuficientes e possuírem uma baixa qualificação pedagógica. Tais factos são agravados por factores socioeconómicos, resultando em baixas taxas de aproveitamento e altas desistências, em algumas das localidades do distrito.
15Com 5 ou mais anos de idade. 16Com 5 ou mais anos de idade. 17Com 5 ou mais anos de idade. 18Com 5 ou mais anos de idade. 19Com 5 ou mais anos de idade.
2.5 Acção Social
Na cidade existiam, segundo os dados do Censo de 1997, cerca de 1.400 órfãos (dos quais 35% de pai e mãe) e cerca de 413 deficientes (74% com debilidade física, 15% com doenças mentais e 11% com ambos os tipos de doença).
TABELA 23:
População, por condição de orfandadeCidade de Ilha de Moç 1363
Homens 680
Mulheres 683
5 - 9 anos 330
10 - 14 anos 364
15 - 19 anos 669
Fonte: INE, Dados do Censo e estimativas da Métier.
A acção social no município tem sido coordenada com as organizações não governamentais, associações e sociedade civil, promovendo a criação de igualdade de oportunidades e de direitos entre homem e mulher em todos aspectos de vida social e económica, bem como a integração no mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.
2.6 Mercado de trabalho
De um total de 49 mil habitantes em 2007, 27 mil estão em idade de trabalho (15 a 64 anos). Excluindo os que procuram emprego pela primeira vez, a população economicamente activa é de 17 mil pessoas, o que reflecte uma taxa implícita de desemprego e subemprego de 37% (18% nos homens e 53% nas mulheres).
Da população activa, 45% trabalham por conta própria (62% dos quais homens), 28% são trabalhadores assalariados (89% dos quais homens) e 24% trabalhadores familiares (80% dos quais mulheres).
A distribuição da população activa segundo o ramo de actividade reflecte a dominância do sector agrícola e das pescas, que ocupa 62% da população activa da cidade. O sector do comércio formal e informal, transportes e serviços e o sector secundário ocupam, respectivamente, 19% e 19% dos trabalhadores,
TABELA 24:
População activa20, por ramo de actividade, est. 2007SECTORES POSIÇÃO NO PROCESSO DE TRABALHO
Assalariados
DE ACTIVIDADE TOTAL Total Estado Empresas SectorCoop. própriaConta Trabalhadorfamiliar EmpresárioPatrão
CIDADE DE ILHA DE MOÇ 16.836 27,8% 3,4% 24,5% 0,8% 45,0% 24,3% 2,1%
- Homens 10.294 24,8% 3,0% 21,8% 0,7% 28,7% 5,0% 1,9%
- Mulheres 6.543 3,0% 0,4% 2,6% 0,1% 16,3% 19,3% 0,2%
Agricultura, silvicultura e pesca 10.423 6,8% 0,1% 6,7% 0,5% 31,2% 22,4% 1,0%
- Homens 4.857 6,6% 0,1% 6,5% 0,4% 17,2% 3,7% 1,0%
- Mulheres 5.566 0,2% 0,0% 0,2% 0,1% 14,1% 18,7% 0,0%
Indústria, energia e construção 3.137 13,8% 0,3% 13,4% 0,3% 3,6% 0,4% 0,6%
- Homens 2.689 11,7% 0,3% 11,3% 0,2% 3,3% 0,3% 0,4%
- Mulheres 448 2,1% 0,0% 2,1% 0,0% 0,3% 0,1% 0,1%
Comércio, Transportes, Serviços 3.277 7,2% 2,9% 4,4% 0,1% 10,1% 1,5% 0,5%
- Homens 2.748 6,5% 2,5% 4,0% 0,1% 8,2% 1,0% 0,5%
- Mulheres 529 0,7% 0,4% 0,3% 0,0% 1,9% 0,5% 0,0%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística e estimativas da Métier.
(*) Com 15 anos ou mais, excluindo as pessoas que procuravam emprego pela primeira vez.
2.7 Estrutura do consumo familiar e Indicadores da Pobreza
Não existem dados representativos para a cidade da Ilha de Moçambique. 2.8 Contexto socioeconómico: O Distrito de Mossuril
Localização, Superfície e População
O distrito de Mossuriul tem como limites, a Sul o distrito de Mogincual, a Este o Oceano Índico, a Norte o distritos de Nacala-a-Velha e a Oeste o distrito de Monapo.
Com uma superfície21de 3.463 km2 e uma população recenseada em 1997 de 89.457 habitantes e estimada, à data de 1/1/2005, em 107.183 habitantes, este distrito tem uma densidade populacional de 31.2 hab/km2. A população é jovem (43%, abaixo dos 15 anos de idade), maioritariamente feminina (taxa de masculinidade de 49%) e de matriz rural.
Clima, Relevo e Solos
A região compreendida pela faixa costeira apresenta um clima do tipo sub-húmido seco, onde a precipitação média anual varia entre 800 e 1000 mm (Mossuril). O norte de Nampula (Memba) apresenta valores médios anuais de precipitação mais baixos, entre os 600 e 800 mm. A baixa pluviosidade associada à temperatura elevada resulta numa deficiência de água crítica para a produção agrícola através da ocorrência de secas frequentes e sub-períodos secos durante o período de crescimento.
Infra-estruturas
O distrito é servido por transporte rodoviário público e marítimo. Está ligado à estrada principal de ligação entre Nampula, a capital de província, a cidade portuária de Nacala
e a Ilha de Moçambique. Além disso, Mossuril tem acesso indirecto ao Caminho-de-ferro de Nacala para o Malawi.
A reabilitação da rede de estradas teria um impacto crítico no distrito na comercialização agrícola, bem como na comunicação entre as várias zonas do distrito. Foram reabilitadas 2 Estradas Regionais (ER 506 e ER507). Em parceira com a Visão Mundial foi reabilitada a ER 499, numa extensão de 56Km. Foram construídas 2 pontes metálicas sobre os afluentes do Rio Save em Matibane;
O distrito está numa área com tendência para a seca, periodicamente com níveis de água baixos e rios secos. O Distrito conta com 84 fontes de água, sendo 41 furos e 43 poços, dos quais foram reabilitados 3 furos e 3 poços. Em parceria com a “Visão Mundial”, estão a ser reabilitados 12 poços e construídos 9 furos.
Estão a ser melhoradas as condições de fornecimento de energia eléctrica na Vila-Sede e Chocas-Mar e está em curso a electrificação dos bairros de Paquela, Namitatar e Cabaceira-Grande.
O distrito possui 47 escolas (das quais, 43 do ensino primário nível 1), e está servido por 7 unidades sanitárias, que possibilitam o acesso progressivo da população aos serviços do Sistema Nacional de Saúde, apesar de a um nível bastante insuficiente como se conclui dos seguintes índices de cobertura média:
Uma unidade sanitária por cada 19 mil pessoas; Uma cama por 2.400 habitantes; e
Um profissional técnico para cada 5.100 residentes no distrito.
Apesar dos esforços realizados, importa reter que o estado geral de conservação e manutenção das infra-estruturas não é suficiente, sendo de realçar a rede de bombas de água a necessitar de manutenção, bem como a rede de estradas e pontes que, na época das chuvas, tem problemas de transitibilidade.
Economia e Serviços
A agricultura é a actividade dominante e envolve quase todos os agregados familiares. Existem, ainda, pequenas infra-estruturas de rega com capacidade para fazer irrigação de superfície e represas com potencial para irrigar pequenas áreas agrícolas.
De um modo geral, a agricultura é praticada manualmente em pequenas explorações familiares em regime de consociação de culturas com base em variedades locais. A faixa costeira é dominada pelo sistema de produção baseado na cultura da mandioca, consociada com leguminosas de grão como o feijão nhemba e o amendoim.
O arroz de sequeiro é a cultura produzida nas planícies aluvionares dos principais rios que drenam a costa e planícies estuarinas, sendo normalmente produzidos em bacias de inundação preparadas para o efeito. Há ainda a referir a importância do coqueiro e do cajueiro no sistema de produção da zona costeira, quer como um produto que garante a segurança alimentar ou como fonte de rendimento para as famílias rurais. O sistema agro-silvícola do cajú é o mais representativo chegando mesmo a ser dominante. A consociação mais importante do caju, compreende culturas como a mandioca e milho, seguindo o padrão tradicional de rotação e pousio de médio e longo prazo, dependendo bastante da idade dos cajueiros e sua produtividade. Uma particularidade da zona, é que praticamente toda a mandioca fica dentro da zona do cajueiro. O coqueiro na província apresenta um distribuição alargada para o interior. Somente em 2003, após o período de seca e estiagem que se seguiu e a reabilitação de algumas infra-estruturas, se reiniciou timidamente a exploração agrícola do distrito e a recuperação dos níveis de produção.
O fomento pecuário no distrito tem sido fraco. Porém, dada a tradição na criação de gado e algumas infra-estruturas existentes, verificou-se algum crescimento do efectivo pecuário.
Dada a existência de áreas de pastagem, há condições para o desenvolvimento da pecuária, sendo as doenças e a falta de fundos e de serviços de extensão, os principais obstáculos ao seu desenvolvimento.
A principal fonte de lenha do distrito está localizada entre 20 a 25 quilómetros da sede distrital. Em Mossuril, as casas são construídas principalmente de postes, com paredes de lama. O capim é utilizado para fazer as coberturas. As vedações são, frequentemente, feitas a partir de folhas de bananeira e estacas. O desflorestamento e a erosão são problemas que afectam sobremaneira o distrito de Mossuril.
A caça e a pesca são também recursos de que o distrito dispõe para enriquecimento da dieta das famílias. O facto de Mossuril ser um distrito costeiro, a pesca é considerada uma actividade importante e o peixe constitui um suplemento dietético para as famílias. A pequena indústria local (pesca, carpintaria e artesanato) surge como alternativa à actividade agrícola, ou prolongamento da sua actividade.
O distrito de Mossuril tem laços com os mercados adjacentes nas cidades de Nacala e Ilha de Moçambique, o que lhe oferece oportunidade para uma actividade comercial diversificada. Há registo de comerciantes que vêm de Nampula, a capital de província, de Nacala, da Ilha de Moçambique e de Monapo, para comprarem produtos localmente.
Das 105 lojas existentes no distrito 84 estão inoperacionais. Existem 19 produtores de sal, um dos quais está em processo de reorganizar a produção. A indústria pesqueira tem 400 pescadores registados.
Não existe nenhuma instituição bancária a operar no distrito, nem nenhum sistema formal de crédito em condições acessíveis aos operadores locais.
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PERFIL DA CIDADE DE MANICA
3.1 Localização, Superfície e PopulaçãoA Cidade de Manica, localizada na província com o mesmo nome, tem uma superfície de 113 km2 e uma população, à data de 1/8/2007, de 46 mil habitantes, sendo o 23º maior centro urbano de Moçambique. Tendo por língua materna dominante o Chitwe (25%) e Cimanika (15%), a maioria da população22 da cidade (71%) sabem falar português, sendo o seu conhecimento maior nos homens (79%) do que nas mulheres (62%), dada a maior inserção na vida escolar, social e no mercado de trabalho.
3.2 Tendências do crescimento urbano na Província de Manica
Em consequência das condições socioeconómicas que caracterizam o país, verifica-se uma tendência histórica e previsão de acentuado crescimento da população urbana na província de Manica.
TABELA 25:
População urbana e rural provincial, 1980-2020(Em milhares) 1980 1997 2000 2005 2007 2010 2015 2020
População total 610,3 1.039,4 1.137,4 1.318,9 1.418,9 1.524,7 1.723,1 1.940,4
- Urbana 70,8 292,7 325,9 378,7 406,6 485,5 585,4 705,9
- Rural 539,5 746,7 811,5 940,3 1.012,3 1.039,1 1.137,7 1.234,5
% Pop. Urbana 11,6% 28,2% 28,7% 28,7% 28,7% 31,8% 34,0% 36,4%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística e estimativas da Métier.
De uma situação em 1980 de cerca de 12% da população de Manica vivendo em zonas urbanas, verifica-se que este nível subiu para 29% em 2007, com perspectiva de vir a absorver 36% da população provincial até 2020.
As tendências deste fenómeno, confirmam as principais conclusões expostas na secção sobre movimentos migratórios, verificando-se que a província de Manica é uma das principais regiões onde se concentra o maior crescimento da população urbana e o seu impacto no total da população do país de 2007.
FIGURA 13:
População urbana e rural provincial, 1980-20200,0 200,0 400,0 600,0 800,0 1.000,0 1.200,0 1.400,0 1.600,0 1.800,0 2.000,0 1980 1997 2000 2005 2007 2010 2015 2020
Manica - Urbana - Rural
Fonte: Instituto Nacional de Estatística e estimativas da Métier.
Este crescimento está concentrado em 2 cidades e 4 vilas, que abrangiam em 2007, cerca de 400 mil habitantes, isto é, 6.5% da população urbana de Moçambique.
FIGURA 14:
População urbana provincial, por classes de aglomerados, 200740 a 100 mil (3) 31% 15 a 25 mil (2) 10% 100 a 400 mil (1) 59%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística e estimativas da Métier.
TABELA 26:
População urbana provincial, por classes de aglomerados, 2007 100 a 400 mil 40 a 100 mil 15 a 25 mil LocalizaçãoDistrito deNº de centros urbanos 1 3 2
População de cada classe 238.976 126.510 38.438
Chimoio * 238.976
Manica 43.671 Manica
Vila de Gondola 42.796 Gondola
Vila de Catandica 40.043 Barue
Vila de Machipanda 21.551 Manica
Vila de Messica 16.887 Manica
* Capitais Provinciais