Apresentação
DIREITO CONSTITUCIONAL
Competências do Poder Judiciário
Prof. Luciano Franco
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Veja o exemplo abaixo:
A
PRESENTAÇÃOBuenas meu povo!!
Iniciaremos com esta aula mais um bloco sobre o Poder judiciário. Trataremos sobre a matéria de competência. Esta aula será um divisor de águas para você como concurseiro. Poucos candidatos dominam as competências seja ela qual for, seja a competência do Poder Judiciário a competência do Legislativo, a competência do presidente da República. Sempre permeia o caos quando o assunto tratado é competências. Mas, estudar competências do Poder Judiciário é uma questão de outro nível e, portanto, neste bloco abordaremos em totalidade as competências do STF e STJ, porque é necessário que as estude paralelamente. E, para complementar, abordarei, também as competências do CNJ.
Dito isso, pegue seu caderno, caneta, desligue tudo o que possa roubar sua atenção,
Apresentação
respire fundo e FOCO TOTAL.
Para quem não me conhece, sou o professor LUCIANO FRANCO, natural de Santo Ângelo – RS.
Graduado em Direito - Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo – IESA/RS e pós-Graduado em Direito Público – Faculdade Anhanguera - SP.
Atuo como professor de Direito Constitucional, Administrativo e Eleitoral do Focus Concursos e Advogado na Ferreira Filho & Advogados e palestrante em cursos para servidores e empresários.
Como servidor, tive o prazer de ser aprovado e nomeado para Técnico Previdenciário do INSS 2003/2004, Sargento do Exército Brasileiro de 2005/2009 e Agente Penitenciário Federal- DEPEN em 2010/2014.
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ONTEÚDOP
ROGRAMÁTICOApresentação ... 2
Competência Originária ... 5
Competências do Foro Privilegiado ... 6
Competência Recursal ... 13
Competência Recursal Ordinária... 14
Competência Recursal Extraordinário e Especial ... 17
Competência do CNJ ... 18
Em primeiro lugar, para que você possa compreender e apreender melhor o conteúdo que circunda a questão das competências, é imperativo que tenha estudado e fixado o organograma sobre o qual já falei várias vezes, em diversos materiais. Ele nos servirá não só como base para entendermos o poder Judiciário, sua composição e órgãos, mas também, para entender tudo sobre a competência da União. Enfatizo que esse Organograma deve ser INEVITAVELMENTE apreendido.
Entenda que ambos os tribunais, STF e STJ possuem uma competência originária, onde se inicia uma ação, e uma competência recursal, a qual se amplia. Para fins de esclarecimento, serei mais preciso na explicação.
As competências do S.T.F e do S.T.J devem necessariamente ser estudadas em conjunto. Ambas possuem competência originária, a qual dá início a ação, seja no STF ou no STJ. Como exemplo de ações que começam nesses tribunais podemos citar o foro por prerrogativa de função, algumas ações criminais, ADIN, ADC, entre outras.
Quando a origem de uma ação nasce diretamente no Supremo, diz-se uma ação de competência originária.
Além disso, ambos os tribunais possuem em conjunto uma competência dita recursal.
A competência recursal permanece igual para ambos quando o assunto é o recurso ordinário. Isto é, ambos os tribunais possuem uma forma de recurso chamado recurso ordinário dentro da competência recursal (competência recursal ordinária).
S.T.F.
S.T.J.
TJ
JD
TRT
JF
TST
TRT
JT
TSE
TRE
JE
STM
TRIBUNAIS MILITARES
AUDITPRIA MILITAR CNJ
Justiça Comum Justiças Especiais
Competência Originária
Agora, os dois tribunais, STF e STJ, possuem, também, competência recursal diferenciada, que são a competência recursal extraordinária e a competência recursal especial. Ocorre da seguinte forma: a competência recursal extraordinária é para o Supremo; e a competência recursal especial é para o STJ. Assim, quando se tratar de recurso extraordinário, sabe-se tratar exclusivamente de competências do STF; em contrapartida, quando se tratar de recurso especial, exclusivamente é de competências do STJ.
Ambos possuem competência ORIGINÁRIA (arts. 102 e 105).
Ambos possuem competência RECURSAL ORDINÁRIA.
O S.T.F. possui competência RECURSAL EXTRAORDINÁRIA.
O S.T.J. possui competência RECURSAL ESPECIAL.
C
OMPETÊNCIAO
RIGINÁRIAPartindo das considerações, começaremos a estudar as competências propriamente ditas. A competência do STF está no art. 102 e a outra, no art. 105. Nosso primeiro
Competência
S.T.F.
Originária
Recursal
Extraordinária Especial
S.T.J.
Originária Ordinária
contato será com a competência originária, quando “a ação pode ser proposta no Supremo” ou quando “as ações se iniciarem no Tribunal de Justiça”. Agora, quanto à tipologia dessa ação, notadamente se trata de controle de constitucionalidade, ou seja, ADI (ADin) ou ADC.
Nessa perspectiva, ADI (ADIN) (lei/ato normativo federal ou estadual) ou um pedido de medida cautelar em ADIN, vão para o SUPREMO, originariamente. Em se tratando de controle de constitucionalidade, ou seja, uma norma que tenha por finalidade provar a constitucionalidade, isto é, um ADC (ADECON), esta só pode ser impetrada perante o supremo para reafirmar que essa lei ou ato é constitucional, desde que seja uma lei ou ato federal. É importante lembrar que a ADC Estadual não vai para o Supremo, somente a ADI de norma estadual ou a ADI de norma Federal.
Perceba que não há um contraponto que possa ser mencionado aqui em relação ao STJ, uma competência paralela ao STJ. Desse modo, em se tratando de ação constitucional ou ação direta de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, 99%
das vezes, o competente há de ser o STF.
STF (art. 102, CF/88) STJ (art. 105, CF/88)
✓ ADI (ADIN) (lei/ato normativo federal ou estadual)
✓ ADC (ADECOND) (lei/ato normativo FEDERAL)
✓ Pedido de medida cautelar em ADIN
C
OMPETÊNCIAS DOF
OROP
RIVILEGIADOAs competências do foro privilegiado dizem respeito à competência criminal, às infrações penais. Não se trata de improbidade ou de ação civil pública, tampouco de ação civil. Neste momento estamos tratando daquilo que é crime, isto é, infrações penais. Pois bem, inicia-se no STF as infrações penais comuns, quando os investigados são o Presidente e Vice-Presidente da República, membros do Congresso Nacional, ou seja, deputado e senador, e OS PRÓPRIOS MINISTROS DO SUPREMO, além dos ministros do STF e PGR. Todos os crimes comuns cometidos, por esses membros serão
Competências do Foro Privilegiado julgadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Agora farei um paralelo, que é importantíssimo para concurso, em especial para concurso estadual, que envolve a questão do FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO DO GOVERNADOR. Apenas o governador é julgado por crime comum no STJ. O vice-governador não, apenas o governador de estado. Quem irá julgar o vice- governador pode ser o STJ, mas pode ser também o Júri. Digamos que o vice- governador mate alguém, ele será julgado pelo júri, porque se trata de um crime comum (cuidado, não é um crime de responsabilidade). Agora, se o governador matar alguém, ele será julgado pelo STJ.
STF (art. 102, CF/88) STJ (art. 105, CF/88)
✓ ADI (ADIN) (lei/ato normativo federal ou estadual)
✓ ADC (ADECOND) (lei/ato normativo FEDERAL)
✓ Pedido de medida cautelar em ADIN
Nas infrações penais COMUNS:
▪ Presidente e Vice da República;
▪ Membros do CN;
▪ Ministros do STF e PGR
Nos crimes COMUNS:
▪ Governadores de Estado e DF
Antes de passarmos adiante, friso enfaticamente que este paralelo é feito em se tratando de CRIME COMUM. No STF são julgadas várias autoridades e no STJ apenas os Governadores. Agora, em se tratando de infração criminal, ou seja, dos crimes comuns e de responsabilidade, NÃO SERÃO exatamente iguais aos julgados nos crimes comuns porque, por exemplo, quem julga o presidente da República por crime de responsabilidade é o Senado. Nesse sentido é necessário um outro inciso para tratar desses outros crimes julgados pelo mesmo tribunal. Nesse sentido, quem deverá julgar os crimes comuns e de responsabilidade não conexos com o presidente, porque, se forem conexos com o presidente, serão julgados pelo Senado, é o STJ.
Do outro lado, os crimes comuns ou de responsabilidade cometidos por
desembargadores de TJ, dos membros do Tribunal de contas do DF. do Conselho do Tribunal, ou tribunal de contas municipal, membros do MPU que oficie, perante tribunais, e que já está em segunda instância, serão julgados pelo STJ, pelo simples motivo: este é o segundo escalão. E, caso você não compreenda isso, volte à página do organograma e olhe minunciosamente para ele. Preste atenção.
Nas infrações penais comuns e crimes de responsabilidades, o STJ não pode julgar o ministro do TST, por exemplo, porque estão na mesma linha e antiguidade e posto, não tem uma hierarquia, por assim dizer. Quem deve julgar os ministros dos Superiores, do primeiro escalão, é o STF, que está acima deles. Agora, quem julgará os ministros dos tribunais que estão abaixo dos Superiores, ou seja, os ministros do segundo escalão, os TJ, TCE, TRF, TRT e assim por diante, é o STJ.
STF (art. 102, CF/88) STJ (art. 105, CF/88)
✓ ADI (ADIN) (lei/ato normativo federal ou estadual)
✓ ADC (ADECOND) (lei/ato normativo FEDERAL)
✓ Pedido de medida cautelar em ADIN
Nas infrações penais COMUNS:
▪ Presidente e Vice da República;
▪ Membros do CN;
▪ Ministros do STF e PGR
Nos crimes COMUNS:
▪ Governadores de Estado e DF
S.T.F.
S.T.J.
TJ
JD
TRT
JF
TST
TRT
JT
TSE
TRE
JE
STM
TRIBUNAIS MILITARES
AUDITPRIA MILITAR CNJ
1ºEscalão 2ºEscalão
Competências do Foro Privilegiado
Nas infrações penais COMUNS e CRIMES DE RESPONSABILIDADE (não conexo com o Presidente):
▪ Ministros de Estados;
▪ Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.
▪ Membros dos tribunais superiores do TCU;
▪ Chefes de missão diplomática de caráter permanente.
Nos crimes COMUNS e de RESPONSABILIDADE:
▪ Desembargadores do TJ dos Estados e do DF;
▪ Membros do TCE,
▪ Membros dos TRF, TER, TRT;
▪ Membros dos Conselhos/TCM e do MPU que oficiem perante os Tribunais.
Agora vamos falar um pouco mais detalhadamente sobre a possibilidade de Habeas Corpus previstos nestes casos. Organizei de modo mais conciso essas competências para facilitar seus estudos. Leia atentamente para melhor compreender as explicações que seguem.
COMPETÊNCIA DO STF COMPETÊNCIA DO STJ
▪ HC quando os pacientes forem as pessoas acima referidas;
▪ HC quando o coator for o Tribunal Superior ou o paciente for autoridade/funcionário cujos atos estejam sujeitos à jurisdição do STF, ou crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância;
▪ HC quando coator ou paciente for pessoas referidas acima, ou quando coator dor Tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante do Exército, Marinha e Aeronáutica, salvo competência da justiça eleitoral;
▪ MS e HD conta atos do: PR e PGR, Mesas da Câmera e do Senado, Ministros do TCU e do próprio STF.
▪ MS e HD contra atos de Ministro de Estado, Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, ou Ministros do próprio STJ.
▪ MI quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República, NC, CD, SF, ou suas respectivas mesas, TCU Tribunais Superiores e do próprio STF.
▪ MI quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição ÓRGÃO/ENTIDADE/AUTORIDADE federal (administração direta e indireta), exceto os casos De competência do STF e os órgãos da justiça militar, eleitora, do trabalho e federal.
▪ Conflitos de competência entre STJ ou Tribunais Superiores e quaisquer tribunais, entre tribunais superiores.
▪ Conflitos de competência enre quaisquer tribunais e entre juizes vinculados a tribunais diversos (ressalvada a competência do STF).
▪ Casos Conflitantes entre União e Estados/DF ou entre uns e outros, incluindo administração indireta.
▪ Conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União;
▪ Litígio entre Estados estrangeiros ou organismos internacionais e União, Estados, DF u Territórios
▪ Aos juízes federais compete processar e julgar as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente no País;
▪ Reclamação (preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões).
▪ Reclamação para preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões;
▪ Revisão criminal e ação rescisória de seus julgados.
▪ Revisão criminais e ações rescisórias de seus julgados.
▪ Extradição solicitada por Estado estrangeiro;
▪ Homologação de sentenças estrangeiras e concessão de exequatur às cartas rogatórias.
▪ Execução de sentença – causas, competência originária, sendo facultada delegação de atribuições para prática e atos processuais.
▪ Ação: membros da magistratura direta/indiretamente interessados, e em que mais da metade dos membros dos
tribunais de origem
impedidos/interessados
▪ Ações contra o CNJ e o CNMP.
Conforme podemos observar no quadro acima, quando o coator, que é obviamente, a pessoa que está coagindo, a autoridade coatora, for um ministro do STF ou o paciente, isto é, a vítima for um desses ministros, o habeas corpus deverá ser encaminhado para o STF. Ainda, caberá ao STF julgar os mandados de segurança e
Competências do Foro Privilegiado o habeas datas contra os atos do presidente da República e o Procurador geral da república, as mesas da Câmera e do Senado, Ministros do TCU e do próprio STF.
O TCU, embora não seja um órgão do Poder Judiciário, está paralelamente na mesma linha dos superiores, logo, vai para o STF. Do mesmo modo, o TCE está na mesma linha dos tribunais de justiça regionais, e, portanto, o desembargador, o conselheiro do TCE, será julgado pelo STJ. Lembre-se do organograma.
O mandado de Injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República, NC, CD, SF, ou suas respectivas mesas, TCU Tribunais Superiores e do próprio STF; bem como os conflitos entre STJ ou Tribunais Superiores e quaisquer tribunais, entre tribunais superiores, serão de igual modo levado ao STF. Isto é, TUDO O QUE FOR DA ALTA CÚPULA DEVERÁ PARA NO STF, justamente porque está acima de todos eles. Tenha sempre em mente o organograma e a hierarquia estabelecida. Não tem o porquê querer decorar todas essas informações, quando você pode aprender e mentalizar o organograma e responder as questões recorrendo ao raciocínio e à lógica.
Já as competências, no que diz respeito ao Habeas Corpus, do STJ se dá quando coator ou paciente for pessoas referidas acima, ou quando coator for Tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante do Exército, marinha e Aeronáutica, salvo competência da justiça eleitoral.
Quanto ao mandado de segurança e habeas datas, serão levados ao STJ quando forem contra atos de Ministro de Estado, Comandantes do Exército, marinha e Aeronáutica, ou Ministros do próprio STJ. Muito cuidado com essa questão, muito diriam que o mandado de segurança contra o ministro do STJ seria levado ao STF, porque é o que parece lógico, MAS, sempre há exceções. E as exceções devem ser precisamente anotadas.
Já o Mandato de injunção será levado ao STJ quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição ÓRGÃO/ENTIDADE/AUTORIDADE federal
(administração direta e indireta), exceto os casos de competência do STF e os órgãos da justiça militar, eleitora, do trabalho e federal. Outro detalhe ao qual você deve se atentar é que, em se tratando de mandato de injunção, a maioria de nós automaticamente classifica todos eles como competência do STF, mas alguns não vão para o STF, como é neste caso.
Por fim, os conflitos de competência que vão para no STJ são aqueles que não vão para o STF, ou seja, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição ÓRGÃO/ENTIDADE/AUTORIDADE federal (administração direta e indireta), exceto os casos de competência do STF e os órgãos da justiça militar, eleitora, do trabalho e federal. Isso porque, imagine, por exemplo, que dois juízes federais do TRF4 estão conflitando entre eles. Esses juízes, pertencentes ao mesmo tribunal, serão julgados no próprio tribunal. Agora, digamos que estejam conflitando um juiz federal e um juiz estadual, pertencentes a dois tribunais diferentes, digamos, um juiz do Rio Grande do Sul e outro juiz federal do Paraná. Nesse caso, quem vai decidir esse conflito entre eles será o STJ, porque se trata de um conflito entre dois tribunais diferentes.
O STF é um órgão que deriva do princípio federativo e é, ainda, o órgão competente para dirimir conflitos entre entes diante da aplicação do princípio federativo, isto é, Casos Conflitantes entre União e Estados/DF ou entre uns e outros, incluindo administração indireta. Agora, em casos de Conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União, a competência vai para o STJ.
Em relação ao litígio entre Estados estrangeiros ou organismos internacionais e União, Estados, DF e Territórios, conforme previsto no art. 109, é competência do STF. Agora, se a briga for entre estado estrangeiro, município ou pessoa física domiciliada ou residente no país, a briga vai para o juiz eco de primeira instância.
Quando ocorre litígio entre estado estrangeiro, digamos, entre a Argentina, por exemplo, contra a União, ou contra o estado do Paraná ou qualquer outro Estado, é competência de o STF proceder com o julgamento.
Competência Recursal
Em contrapartida, para extensão que diz o art. 109 que trata da competência do juiz federal, se a briga for entre Estado estrangeiro, município ou pessoa física, vai para o STF, vai para o juiz eco de primeira instância. Preste muita atenção neste item, que é muito provável que a banca, queira brincar com os candidatos.
Quanto aos casos Reclamação e revisão criminal dos seus julgados; de extradição solicitada por Estado Estrangeiro; de execução de sentença – causas, competência originária, sendo facultada delegação de atribuições para prática e atos processuais, é competência do STF. Agora, quem dá a homologação de sentenças estrangeiras e concessão de exequatur às cartas rogatórias é o STJ.
Quem julga a extradição é o STF, mas quem dá a homologação da sentença estrangeira, ou seja, a concessão do exequatur para as cartas rogatórias é o STJ.
A próxima questão trata de ações contra o CNJ e o CNMP. Leia muito atentamente porque é muito cobrada em provas. Mas a questão é básica – Ações contra o CNJ e o CNMP vão parar no STF. Ora, basta lembrar do organograma. O único tribunal que está acima do CNJ é o STF, logo, é o tribunal que está acima dele que pode julgá-lo.
Estudamos neste tópico A COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA. Agora nós vamos tratar um pouco da competência recursal, lembrando que existem a competência recursal extraordinária, e a competência recursal Especial.
C
OMPETÊNCIAR
ECURSALNós já estudamos a competência originária, onde as ações começam no STF e no STJ e agora vamos estudar em qual situação cabe recurso ordinário. Nesse sentido trataremos mais especificamente da competência recursal ordinária que é aquela que cabe tanto ao STF quando ao STJ, e se equivale para ambos.
Competência Recursal Ordinária
Se for cobrado na sua prova alguma questão referente a recurso ordinário, seja para o STF ou para o STJ, você vai saber responder, com certeza, porque a questão é muito simples.
Caberá recurso ordinário ao STF quando for denegada a vitória de ações julgadas em última instância pelos tribunais superiores (habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data ou o mandado de injunção). Isto é, uma vez negados o HC, MS, HD, e MI no Tribunal de Justiça, é possível recorrer ao STF.
O STF, então, decidirá, via recurso ordinário, sobre a ação mandamental decidida em única instância quando DENEGATÓRIA a decisão pelos tribunais superiores.
Digamos que eu tenha protocolado um pedido de habeas corpus no STJ e este tenha sido negado. Refletindo de forma lógica, tendo em mente o organograma, a quem me resta recorrer? Quem está acima dos tribunais superiores, ou seja, acima do STJ, órgão no qual protocolei o HC é o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A possibilidade de recurso ordinário ocorre apenas se denegatória a decisão por parte dos tribunais superiores.
E a segunda possibilidade de recurso ordinário ocorre quando da decisão em relação à crime político. O detalhe óbvio aqui é que compete ao JUIZ FEDERAL JULGAR OS CRIMES POLÍTICOS. Desse modo o crime político é julgado em primeira instancia pelo juiz federal e, no caso de recurso, vai para o STF. Esse recurso se tratará de um recurso ordinário.
Veja como é interessante: o recurso ordinário para o crime político é julgado na base pelo juiz federal. Em caso de recurso ORDINÁRIO, ele não vai para o TRT, tampouco para STJ. Ele vai direto para o STF. Bom, esta é mais uma das exceções relativas às competências. E este, em especial, dará uma bela questão de prova. Observe exemplificado no organograma abaixo.
Competência Recursal
Agora vamos falar dos Recursos ordinários competência do STJ. Caberá recurso ordinário de habeas corpus quando decididos em ÚNICA OU ÚLTIMA INSTÂNCIA.
É possível que o habeas corpus tenha origem nos tribunais regionais federais ou tribunais de justiça e, sendo julgado e denegado em única ou última instância, é possível recorrer com recurso ordinário ao STJ.
Em se tratando de mandado de segurança, quando julgado em única instância perante os tribunais de Justiça ou PRF se, e somente se, denegatória a decisão. Isto é, não é em qualquer situação que cabe recurso ordinário. Falamos apenas em HC e MS, e para ambas as situações a decisão deve ser negativa. A decisão que concede a ordem, por exemplo, não cabe recurso para o STJ, a decisão tem que ser denegatória.
Quanto ao conceito da expressão “única e última instância”, digamos, por exemplo, que um habeas corpus tenha sido proposto na base, no Juiz Eco, o qual o negou, logo, foi para recurso para o TJ, também negado, então a última instancia desse recurso será o STJ. Desse modo, quando se fala em “última instancia” significa que é aceito o recurso ordinário de um habeas corpus proposto na base. Quando se fala em
“única instância”, significa que este habeas corpus ter sido proposto na instancia antecedente ao STJ, nesse exemplo, ainda, proposto no TRF, onde caberia recurso ordinário apenas para o STJ. Esta é a diferença entre última instância e única instância.
Quanto às causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo
S.T.F.
S.T.J.
TJ
JD
TRT
JF
TST
TRT
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TSE
TRE
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TRIBUNAIS MILITARES
AUDITPRIA MILITAR CNJ
no País, são julgadas pelos juízes federais, conforme vimos anteriormente, então o recurso ordinário vai para o STJ.
Uma coisa é o crime político, que é julgado pelo juiz federal, e o recurso ordinário vai para o STF. Outra coisa é quando o juiz federal julga as causas envolvendo estado estrangeiro e município, pessoa, o recurso ordinário deste processo vai para outro STJ.
NÃO CONFUNDA CRIME POLÍTICO COM AS CAUSAS ENVOLVENDO ESTADO ESTRANGEIRO, MUNICÍPIO OU PESSOA.
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:
Atribuições Competência em Recurso Ordinário II - as causas entre Estado estrangeiro ou
organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente no País;
O recurso ORDINÁRIO vai para o STJ.
IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;
O recurso ORDINÁRIO vai para o STF.
Essas questões não serão compreendidas do dia para a noite. Toma tempo e nem mesmo grandes advogados sabem tudo isso de cabeça. Agora, para fins de concurso, devemos nos ater aquelas competências mais importantes, às questões chave, fazer muito exercício e aos poucos se familiarizar com elas. Segue um quadro com o resumo do conteúdo que acabamos de ver referente às competências em recurso ordinário.
STF STJ
Competência em Recurso Ordinário Competência em recurso Ordinário
▪ HC, MS, HD, MI decididos em ÚNICA INSTÂNCIA pelos Tribunais SUPERIORES, quando DENEGATÓRIA a decisão.
▪ Crime político
Art. 109. Aos juízes federais compete
▪ HC decididos em ÚNICA OU ÚLTIMA INTÂNCIA pelos TRF’s, TJ’s, quando DENEGATÓRIA a decisão;
▪ MS decididos em ÚNICA instância pelos TRF’s, TJ’s, quando DENEGATÓRIA a decisão;
Competência Recursal
processar e julgar: IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em
detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as
contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;
▪ Causas em que forem partes Estado
estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País.
Competência Recursal Extraordinário e Especial
Para finalizar, falaremos agora da competência recursal única à cada tribunal. Como já vimos, cabe ao STF o Recurso Extraordinário, e cabe ao STJ o recurso Especial.
Para o STF cabe recurso extraordinário em causas decididas em única ou última instância, se decisão recorrida contrariar dispositivos da CF; declarar inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da CF; julgar VÁLIDA LEI LOCAL, contestada em FACE DE LEI FEDERAL. A tudo isso cabe recurso extraordinário, em única e última instância.
Já o recurso ordinário perante o STJ, o recurso especial, caberá em causas decididas em única ou última instância, pelos TRF’s ou TJ’s, quando decisão recorrida contrariar/negar vigência e tratado/lei federal; der à lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro Tribunal; julgar VÁLIDA ATO DE GOVERNO LOCAL contestado em FACE DE LEI FEDERAL.
STF STJ
Competência em Recurso Extraordinário Competência em recurso Especial
• Causas decididas em ÚNICA OU ÚLTIMA INSTÂNCIA, se decisão recorrida:
• contrariar dispositivos da CF;
• declarar inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
• Causas decididas em ÚNICA OU ÚLTIMA INSTÂNCIA, se decisão recorrida:
• contrariar/negar vigência e tratado/lei federal;
• der à lei federal interpretação
• julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da CF;
• julgar válida lei local, contestada em face de lei federal
divergente da que lhe haja atribuído outro Tribunal;
• julgar válida ato de governo local contestado em face de lei federal Lei Local + Lei Federal = STF
Ato de governo Local + Lei Federal = STJ
C
OMPETÊNCIA DOCNJ
Diferente da sua composição, que é híbrida e composta por quinze membros, e, portanto, muito difícil de entender, a competência do CNJ é uma questão muito simples. Veja, o difícil em relação ao CNJ é o que diz respeito a sua composição, diferentemente do STF e STJ, cujo tema mais complicado é a questão da competência.
O CNJ tem uma função meramente administrativa, uma função financeira disciplinar. Uma vez que não julga, não cabem recursos para o CNJ. Ele exerce função atípica, portanto não tem função jurisdicional. Logo, o material de estudo referente à competência do CNJ, é muito sucinto.
A competência do CNJ está prevista no art. 103-B. Basicamente, cabe ao conselho controlar a situação financeira administrativa do Poder Judiciário. E, o máximo que pode ser cobrado na prova diz respeito à questão de que envolve os magistrados, isto é, do poder de revisão dos procedimentos administrativos que envolve os magistrados. Especificamente no parágrafo quinto estão previstas as competências do ministro corregedor, função exercida pelo ministro oriundo do STJ. Por se tratar de uma competência básica de compreender, irei apelas destacar alguns pontos que você deve ficar mais atento.
Competência do NCJ (art. 103-B, CF/88)
§ 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:
Competência do CNJ
I - zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências;
II - zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União;
III - receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correcional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;
IV - representar ao Ministério Público, no caso de crime contra a administração pública ou de abuso de autoridade;
V - rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano;
VI - elaborar semestralmente relatório estatístico sobre processos e sentenças prolatadas, por unidade da Federação, nos diferentes órgãos do Poder Judiciário;
VII - elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar necessárias, sobre a situação do Poder Judiciário no País e as atividades do Conselho, o qual deve integrar mensagem do Presidente do Supremo Tribunal Federal a ser remetida ao Congresso Nacional, por ocasião da abertura da sessão legislativa.
É ESSENCIAL LEMBRAR, a fim de entender a atribuição do Conselho Nacional de Justiça, que ele cuida da parte financeira e administrativa do Poder Judiciário, portanto não tem função judicante. Além disso, em se tratando de reclamações relacionadas aos membros do Poder Judiciário, tais como demora para julgar um processo, entre outras, elas devem ser mandadas para o CNJ, que, deverá AVISAR O CONSELHO, o juiz eco da reclamação. Perceba que isso é diferente de um recurso, pois é se trata de uma questão administrativa disciplinar.
Ainda, o CNJ pode, também, avocar processos disciplinares em curso ou questões que envolvem a remoção, disponibilidade até mesmo a aposentadoria. Só que há um prazo para isso, então cuidado. É possível que se tenha um julgamento avocado, porém, em se tratando de revisão de PAD e revisão de procedimento ou de ofício mediante provocação, esses procedimentos de juízes ou membros de tribunais só poderão ser revisados se julgados há menos de um ano.
O detalhe importante nessa questão é que existe a previsão de avocação de procedimentos no que diz respeito à remoção, disponibilidade ou aposentadoria, mas há, também, a previsão da revisão dos PADs de juízes, os quais só poderão ser revisados no prazo de um ano após julgados. No mais, em relação ao CNJ você deve focar em sua composição.
Chegamos ao término de mais uma aula. É um pouco extensa e de muito conteúdo, mas isso porque ela trata exatamente das principais competências desses dois grandes tribunais, o STF e o STJ. Aconselho que revise o material quantas vezes necessário, faça anotações dos quadros e esquemas apresentados; não esqueça de manter sempre o organograma em mente, e saiba que não adiantará de nada tentar decorar as competências e afins. A única hipótese de realmente se dar bem é compreendendo o conteúdo, pois ele é extenso demais para ser decorado. Siga-me nas redes sociais porque estou sempre disponível para responder questionamentos.
Um abraço e até a próxima!