Se você é pai/mãe de uma criança com autismo, as informações a seguir serão das mais
importantes que você jamais terá recebido. Fazem uma ligação entre os sintomas do
autismo e a dieta, uma relação embasada em um crescente número de estudos clínicos.
Por exemplo, o tema da Revista de Alergia e Imunologia Clínica de fevereiro de 2001
( 2001; 107:897) relata que um estudo foi realizado na Universidade de Minnesota, sobre
respostas imunes inatas e adquiridas em crianças com autismo do tipo regressivo, e,
muitos dos pacientes desse estudo apresentaram uma melhora de comportamento com o
uso de dieta sem glúten/sem caseína. Tal resultado é consistente com numerosos relatos
que nos tem sido enviados, ao longo de anos. Nós temos, mesmo, observado que
numerosas crianças apresentam uma reversão dramática em seus sintomas,
especialmente se iniciam a dieta em tenra idade.
Por que alguém pensaria que uma dieta sem glúten/sem caseína poderia ser de ajuda
para crianças com desordens comportamentais?A idéia de intervenção dietética tem sua
origem em 1980, quando o cientista Jaak Panksepp percebeu que crianças autistas
tinham muitas características em comum com pessoas viciadas em drogas opióides. Os
viciados geralmente estão "em seu próprio mundo", e frequentemente exibem
comportamentos estereotipados (p.ex. agitar-se). Geralmente os viciados em opiatos são
insensíveis à dor, e têm sérios problemas gastrintestinais. Panksepp sugeriu que as
crianças autistas deveriam ter, naturalmente, níveis elevados de opióides em seu sistema
nervoso central.
Essas observações levaram à realização de pesquisas na Noruega, Grã-Bretanha e
Estados Unidos. Em todos os casos foram achados níveis anormais de peptídeos na
urina dessas crianças autistas. Essas descobertas levaram à elaboração da atualmente
denominada "teoria do excesso de opióides" do autismo. Na verdade, essa hipótese
preconiza que o autismo e seus sintomas correlatos resultam da quebra incompleta de
peptídeos derivados de alimentos que contenham caseína e glúten, e da excessiva
absorção desses peptídeos ( devido ao " intestino poroso"). De acordo com essa teoria, a
presença desses peptídeos leva à desorganização dos processos bioquímicos e
neuro-reguladores do cérebro.
Uma pesquisa recente da Johnson & Johnson confirmou a presença dessas substâncias
na urina de pessoas autistas. No entanto, mais significativo ainda, um outro componente
urinário foi encontrado e identificado em pessoas autistas. É conhecido como dermorfina,
é uma substância muito alucinógena e não é encontrada na urina de nenhuma pessoa
não autista.
O que poderia determinar que tal substância estivesse presente na urina dessas
crianças? Uma teoria é que essa substãncia seria um metabólito de fungos. Em outras
palavras, há uma infecção por fungos e a demorfina seria um subproduto do metabolismo
desses microorganismos. Pode ser por esse motivo que muitas crianças autistas
respondem bem a uma dieta de baixa ingestão de açúcar e anti-fúngica, bem como ao
tratamento medicamentoso com anti-fúngicos.
Futuramente a enzima, ou enzimas, que é inativada, ou insuficientemente ativada, para
Autism
metabolizar essas proteínas, tão comuns na dieta, será identificada. Por enquanto,
entretanto, todos os pesquisadores tem um ponto em comum – todos insistem na retirada
do glúten e da caseína da dieta de crianças pertencentes ao espectro autísta Até que os
pesquisadores descubram o motivo pelo qual essas proteínas não são quebradas, a sua
eliminação da dieta permanece sendo o único caminho para evitar danos futuros.
Algumas crianças que foram diagnosticadas como autistas e iniciaram a dieta antes dos 2
anos perderam suas características e não precisaram de tratamento por muito mais
tempo! Para crianças que iniciam a dieta mais tardiamente esse grau de recuperação
pode não ser realístico. Mesmo assim, centenas de pais, ao redor do mundo, atestam a
incrível melhora que se consegue com a implementação de um programa de dieta SGSC.
Para mais informações veja: " A dieta sem glúten como uma intervenção no
autismo e desordens associadas ao espectro: achados iniciais",de Whiteley et al,
Autismo, vol.3 (1), Março 1999.
Para mais informações sobre intervenção dietética e autismo veja o seguinte
link: DariFreeandAutism
BIOLOGIA DO AUTISMO
http://www.autismcoach.com/biology_of_autism.htm
Em uma conferência sobre a Biologia do Autismo a qual compareci, em maio de 2001,
alguns dos conferencistas ajudaram na elaboração, e na explicação, do quadro
complexo que é o autismo.
O Dr. Andrew Wakefield e o Sr. Paul Shattock da Inglaterra, discutiram os aspectos
gastrintestinais do autismo. Eles, e outros pesquisadores, descobriram que as
crianças autistas não conseguem digerir sua alimentação de forma apropriada,
colocando em marcha uma cadeia de eventos muito prejudicial. A comida mal digerida
no trato intestinal torna-se um excelente meio para a multiplicação de fungos,
bactérias e outros organismos patogênicos, estressando o sistema imunológico, e
contribuindo para a sindrome do intestino permeável. Grandes moléculas, dessa
comida incompletamente digerida, passam diretamente para a corrente sanguínea,
desencadeando processos alérgicos. Outras partículas dos alimentos
incompletamente digeridos são similares aos opióides, que passam diretamente para
o cérebro, sobrecarregando-o com opiatos e causando danos futuros. Além disso, se
essas crianças não conseguem quebrar apropriadamente seu alimento, elas não
poderão transformar sua alimentação nos "blocos de construção" que seus
O motivo pelo qual essas crianças têm problemas na digestão ainda não está
completamente caracterizado, nem há um consenso pleno em como auxiliá-las.
A despeito das questões não respondidas, há um crescente corpo de pesquisas e
estatísticas epidemiológicas apontando para a imunização como o principal fator
desencadeante na maioria dos casos de autismo. O Dr. Wakefield desenvolveu a
teoria de que o autismo seria, na verdade, uma forma especializada de colite, com
inflamação crônica e danos ao intestino, causados, em parte, por uma reação
auto-imune à porção- sarampo da vacina MMR. Em um estudo desenvolvido pelo Dr.
Wakefield, encontraram anticorpos contra o sarampo , nos gânglios linfáticos do
intestino, em mais de 70% das crianças autistas.
Recomendações dietéticas e suplementos
Houve uma concordância entre os presentes à conferência que a maioria das crianças
autistas se beneficiam com uma dieta livre de glúten e caseína ( quanto mais jovem se
inicia, melhor o resultado possível). As crianças nessa dieta evitam comidas e bebidas
que contenham glúten e caseína, proteínas encontradas no leite e trigo. Essas
crianças tem uma digestão incompleta dessas proteínas, e, em virtude de serem mal
digeridas, há a formação de moléculas semelhantes à opiatos, que penetram no
cérebro e interferem nas funções e no desenvolvimento cerebral. Os presentes
recomendaram produtos enzimáticos especiais, que quebram as proteínas glúten e
caseína ( como o SerenAid) como sendo uma parcela importante do programa
nutricional implementado para ajudar essas crianças.
Outra questão abordada foi o motivo pelo qual crianças autistas não formam
desentoxicantes naturais para eliminar os metais pesados e outras toxinas de seus
organismos. As substâncias tóxicas tendem a se acumular em seus organismos,
envenenando-os.
Os processos de metilação e sulfatação são dois dos meios naturais de um corpo
saudável eliminar as substâncias tóxicas. As crianças autistas geralmente precisam de
suplementos com as substâncias que seus organismos necessitam para levar a efeito
a metilação e sulfatação.
As vitaminas e suplementos listados abaixo são indicados para auxiliar nesses
processos.
Os presentes recomendaram o uso de vitaminas do complexo B em sua forma mais
bio-ativa ( a forma que é mais facilmente utilizada pelo organismo)por que as crianças
autistas não conseguem absorver, facilmente, quantidades adequadas de vitaminas
do complexo B. Uma das vitaminas mais indicada, foi a P5P, a forma bio-ativa da
vitamina B6.
Quando meu filho mudou para as formas bio-ativas das vitaminas B ele ficou mais
alerta, o que contribuiu para a diminuição de seus comportamentos autistas.
A vitamina B12 e o ácido fólico são, também, vitaminas essenciais usadas pelo
organismo no processo de desentoxicaçção. Ambos foram recomendados pelos
presentes ao encontro. Ao mesmo tempo recomendaram o uso de TMG
A sulfatação também exerce um papel importante no processo de desintoxicação do
organismo, segundo Paul Shattock. Essas crianças não absorvem bem o enxofre
existente naturalmente em algumas substâncias. Ele recomenda banhos com sais de
Epsom, duas a tres vezes por semana para ajudar na absorção de enxofre através da
pele. Se bem que os banhos sejam o melhor, ele também recomendou o uso de uma
garrafa com uma esponja ( dessas de lavar pratos) para ser usada como aplicador, a
fim de umedecer a pele com uma mistura de água e sais de Epsom.
Muitos dos presentes discutiram e estão desenvolvendo um protocolo para a
quelação, um processo para ligar metais pesados, como o mercúrio e antimônio, a
suplementos, os quais serão, então, eliminados do organismo. A quelação deve ser
feita sob supervisão médica, a fim de que os metais pesados não penetrem
novamente na corrente sanguínea, tornando as coisas piores ainda. Substâncias
como a L-glutationa e ácido alfalipóico são usados com essa finalidade. A Drª
Stephanie Cave recomenda fazer exames laboratoriais para determinar se a
intoxicação por metais pesados é um problema, re-testando durante a quelação.Um
comentário interessante feito por ela foi a respeito de uma criança testada que tomou
muito zinco ( talvez duas vezes a dose recomendada)e eliminou muito mais metais
pesados. O zinco liga-se aos mesmos receptores que o mercúrio, assim ele impede
que o mercúrio seja reabsorvido pelo organismo. Muitas crianças autistas tem
dificuldade em absorver zinco.
Vacinação e Autismo
Os pesquisadores presentes à essa conferência são unânimes em sua crença
de que a imunização é o gatilho primário que leva a maior parte dessas
crianças a desenvolver o autismo, e mostraram vários slides de estudos
epidemiológicos e estatísticos que embasam suas afirmações.
Segundo Paul Schattock, a Grã-Bretanha tinha um incidência de autismo
baixa, até que a vacina MMR foi implementada.- MMR=
Measles,Mumps,Rubella =>sarampo, caxumba, rubéola – Pelos dados da Drª
Stephanie Cave, médica presente à conferência, a taxa de incidência de
autismo, em 1999 é de um em 200 nascimentos, maior que a de 1975, que era
de um em 10.000 nascimentos. Em algumas areas do país, a taxa é de um em
130 nascimentos. A proporção é de 4 meninos para uma menina. Isso significa
que, nos Estados Unidos, um em cada 50 meninos estará dentro do espectro
autista. A Drª Cave relatou que estudos epidemiológicos, em ambos países,
Grã-Bretanha e Estados Unidos, indicam que o incremento de casos de
autismo iniciou no ano em que a vacina MMR foi introduzida( 1980 nos E.U e
1987 na G.B). Segundo o DR. Wakefield a DTP ( difteria,tetano e coqueluche =
diphtheria,tetanus,pertussis)também está implicada em um significativo número
de casos de autismo. No ano em que meu filho foi vacinado com a MMR,
imagina-se que um lote defeituoso de vacinas foi utilizado em Ann Arbor,
Michigan, cidade em que ele foi vacinado, e isso resultou em uma explosão de
casos de autismo.
O número de crianças com Transtorno do Déficit de Atenção (TDA) e
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)também subiu como
um foguete ( suspeito que seriam simplesmente uma forma branda dos
prejuízos causados ao logo do continuum de danos decorrentes das
cada 13 crianças recebe educação especial, e há muitas mais que são
borderline. Na minha opinião, essas
imunizações tão precoces não estão fazendo
nada além de ameaçar nosso futuro –
causando danos em toda uma geração de
nossas crianças.
Os participantes não estão sugerindo a eliminação das vacinações, mas
sim que se interrompa as imunizações combinadas ( nas quais se
imuniza simultaneamente contra mais de uma doença – e parecem causar
a maioria dos problemas), que se intercale aquelas imunizações mais
sensíveis, que se postergue a maioria das vacinas até que o sistema
imunilógico das crianças esteja maduro, e que se criem vacinas seguras (
usando virus mortos e eliminando o uso do timerosol – uma forma de
mercúrio usada como conservante).
CARNOSINA E O ESTUDO DO AUTISMO
http://www.autismcoach.com/Carnosine%20Study.htm
Tradução de Ana Muniz
Há uma potencial descoberta no tratamento do autismo vindo da área de Chicago.
Jonathan Sieger de oito anos é autista. Jane McDonald, 6, tem desordens de
desenvolvimento. As drogas e as terapias ajudam suas condições, mas ambos
apresentaram mais melhorias recentemente tomando um suplemento encontrado em
lojas de alimentos naturais.
“Eu fiquei chocada quando observei tanta melhoria logo após usar este suplemento”,
disse a mãe de Jane, Diane Curtis.
A mãe de Jonathan expressou satisfação similar com as melhorias de seu filho. “Ele
está muito mais feliz. Esta foi a nossa primeira imediata observação,” disse Maureen
Sieger. Jonathan e Jane têm tomado uma versão sintética de uma proteína natural
chamada I-carnosina. Seu pediatra e neurologista, Dr. Michael Chez de Lake Bluff,
Illinois, terminou recentemente o primeiro estudo sobre esta substância. “Isto afeta a
linguagem, a recepção de linguagem, contato de olho, a comunicação, que são os
sintomas que as crianças com autismo apresentam,” disse Chez.
Durante um período 8 semanas, os estudos de Chez mostraram que a carnosina
melhorou o comportamento e a comunicação em 16 por cento. A interação social
melhorou em 27 por cento e, em apenas quatro semanas, os pais relataram uma melhoria
geral de mais do que o dobro ao longo do estudo. Cada vez mais, as pesquisas mostram
que os lóbulos frontais e os lóbulos temporais no cérebro controlam a emoção, a
atividade epiléptica, o discurso cognitivo, expressivo, e o pensamento abstrato. Chez
disse que L-carnosina trabalha aparentemente na parte frontal do cérebro. Até agora, ele
disse que o usou em aproximadamente 1.000 crianças, com uma taxa de êxito de 90 por
cento. De acordo com o Dr. Chez, as crianças em seu estudo melhoraram na recepção da
linguagem, no processamento auditivo, na socialização, na percepção das coisas ao
redor, na coordenação motora fina e na linguagem expressiva. As respostas ao
suplemento foram observadas no período de 1 a 8 semanas.
Para crianças autistas, o doutor Chez recomenda uma dosagem 400 mg de carnosina em
combinação com 50-IU de vitamina E e 5 mg de zinco, duas vezes por dia. O zinco e a
vitamina E são incluídos porque o Dr. Chez acredita que a adição de doses pequenas de
zinco pode aumentar a ativação intracelular de L-Carnosina, e a vitamina E pode realçar
propriedades neuro-protetoras antioxidantes de L-Carnosina. Em algumas crianças, a
elevada dose pode sobre-estimular os lóbulos frontais o que pode causar o aumento de
irritabilidade, a hiperactividade ou a insônia já observadas em crianças autistas
hiperativas. Com exceção disto, não existe nenhum efeito secundário. Crianças com
outras desordens tais como a epilepsia, desordem de processamento central, ou de
injuria cerebral usam dosagens de 200 para 3000 mg por o dia com base na avaliação do
Dr. Chez.
Mais estudos serão necessários confirmar os resultados do estudo de Chez.
Um sumário do estudo do Dr. Chez segue abaixo:
DUPLO-CEGO, ESTUDO DO SUPLEMENTO L-CARNOSINA
PLACEBO-CONTROLADO EM CRIANÇAS COM DESORDEM DO ESPECTRO
AUTÍSTICO
Objetivo: L-Carnosina é um dipeptídeo do aminoácido que pode realçar a função do
lóbulo frontal. Nós procuramos conseqüentemente investigar se o suplemento de
L-Carnosina para crianças com desordens do Espectro Autista (ASD) conduz a
observáveis, mudanças objetivas na linguagem e/ou no comportamento em contraste
com o placebo.
Projeto/métodos: Trinta e umas crianças (21 M, idade média = 7.45; escala = 3.2-12.5)
dentro dos critérios de inclusão foram registradas em um experimento cego de 8
semanas com 400 mg pó BID de L-Carnosina ou placebo. As crianças foram avaliadas
em uma clínica pediatra neurológica com a escala de avaliação do autismo infantil
(CARS), a escala de avaliação do autismo de Gilliam (GARS), os testes de vocabulário
de expressão e recepção de figura de uma palavra (E/ROWPVT), e a impressão global
clínica parental quinzenal da mudança (o CGI), na linha de base e em um valor-limite
de 8 semanas.
Resultados: As crianças que estavam no placebo (n=17) não mostraram estatisticamente
mudanças significativas em algumas das medidas do resultado. Após 8 semanas na
L-Carnosina, as crianças (n=14) mostraram estatisticamente melhorias significativas na
contagem total do GARS, comportamento GARS, socialização, e sub escalas de
comunicação, e o ROWPVT (todo o p's<.05). EOWPVT e GARS mostraram
tendências nas melhorias, que foram suportadas pelo parental CGI.
Alimento para o Cérebro no Autismo
http://www.foodforthebrain.org/content.asp?id_Content=1632
Traduzido por Haydée Freire Jacques
O autismo é uma complexa desordem biológica. Os sintomas incluem: dificuldades na fala, alterações gestuais e posturais, dificuldade para entender os sentimentos alheios, alterações sensoriais e visuais, medos e ansiedades e alterações
comportamentais tais como comportamento obsessivo/compulsivo, e movimentos ritualísticos. A National Autistic Society estima que existam 535.000pessoas autistas na Grã-Bretanha, com uma razão de 4 meninos afetados para cada menina.
O que causa o autismo?
Não se conhece uma causa única para o autismo. Se bem que fatores genéticos e ambientais estejam envolvidos. Há uma grande evidência de que a terapia
nutricional pode, realmente, fazer uma grande diferença para as crianças com autismo. Muitos tem severos danos digestivos, portanto o principal foco deve ser restaurar o equilíbrio no sistema digestório. Assim, pode ser necessário equilibrar a concentração de açúcar no sangue, procurar por eventuais intoxicações por metais pesados no cérebro, eliminar aditivos alimentares, identificar alergias alimentares e possíveis deficiências nutricionais, e estabelecer uma ótima oferta de ácidos graxos essenciais.
DIETA E NUTRIÇÃO – MELHORANDO A DIGESTÃO
Muitos pais de crianças autistas relatam que seus filhos, em seus primeiros anos de vida, tiveram sucessivas infecções de ouvido, ou outras infecções respiratórias, as quais foram tratadas com repetidas antibioticoterapias. Os antibióticos de largo espectro matam tanto as bactérias patogênicas, quanto as bactérias benéficas ao organismo, fragilizando a barreira intestinal. Esse quadro pode levar ao que é conhecido como síndrome do intestino poroso, na qual moléculas grandes, que em condições normais não passariam pela membrana celular intestinal, possam penetrar até a corrente sanguínea.
Quando o Dr. Andrew Wakefield, anteriormente do Real Hospital de Londres, estudou 60 crianças autistas com problemas gastrintestinais, ele observou que as crianças autistas tinham mais lesões intestinais que as não autistas com problemas digestivos similares. Na verdade, mais de 90% das crianças autistas tem
inflamação crônica no intestino devido à infecções.
Assim, se seu filho é autista, restaurar a saúde intestinal é vital. Você pode
EQUILIBRIO DO AÇÚCAR NO SANGUE
Há uma grande superposição entre o TDA-H e autismo, assim para as crianças autistas que apresentam sintomas de hiperatividade, implementar o equilíbrio do nível de açúcar no sangue é imperativo. Estudos dietéticos demostram, claramente, que as crianças hiperativas comem mais açúcar que outras crianças. Outras
pesquisas confirmam que o problema não é o açúcar em si, mas a forma como ele é administrado, a ausência de uma dieta equilibrada sobretudo, e um metabolismo da glicose anormal. Um estudo com 265 crianças hiperativas demonstrou que mais de ¾ delas apresentavam tolerância anormal à glicose – isso é, seus organismos eram menos capazes de lidar com a oferta de açúcar mantendo níveis equilibrados no sangue.
Em todo caso, quando uma criança está sempre comendo carboidratos refinados, doces, chocolates, bebidas gasosas, sucos e pouca, ou nenhuma, fibra para retardar a absorção da glicose, os níveis de glicose em seu sangue oscilarão continuamente, desencadeando oscilações em seus níveis de atividade,
concentração, foco e comportamento. Isso, certamente, não ajuda o funcionamento cerebral de nenhuma criança.
Contra-indicações medicamentosas – a medicação para diabetes deve ser monitorada de perto, pois as doses podem precisar de ajuste (diminuição).
AUMENTO DE ÔMEGA 3
Nos autistas a deficiência de ácidos graxos essenciais é frequente. Pesquisa realizada pelo Dr. Gordon Bell, da Universidade Stirling, demonstrou que algumas crianças autistas tem um defeito enzimático, o que leva à remoção de ácidos graxos das membranas das células do cérebro muito mais rapidamente que o necessário. Isso significa que uma criança autista pode necessitar de um aporte maior de ácidos graxos essenciais que a média das crianças. Também se verificou, clínicamente, que a suplementação de EPA, pode diminuir a atividade dessa enzima defeituosa, melhorar o comportamento, humor, imaginação, fala espontânea, padrões de sono e foco em crianças autistas.
Efeitos colaterais – raramente, se iniciarmos com dose muito alta, pode ocasionar diarréia.
Contra-indicação – os ácidos graxos essenciais podem ocasionar o “afinamento do sangue”, por isso não devem ser administrados concomitantemente com medicação para “afinar o sangue”.
AUMENTO DE VITAMINAS E MINERAIS
Sabemos, desde os anos ’70 que uma abordagem nutricional pode ajudar aos autistas, graças aos estudos pioneiros de Dr. Bernard Rimland, do Instituto de Pesquisa do Desenvolvimento Infantil, em San Diego, Califórinia. Ele mostrou que a suplementação das vitaminas B6, C e do magnésio melhorava significativamente os sintomas de crianças autistas. Em um de seus primeiros estudos, e, 1978, 12 de 16 crianças melhoraram, e então pioraram quando os suplementos foram substituídos por placebo. Nas décadas seguintes aos estudos do Dr. Rimland, muitos outros pesquisadores obtiveram os mesmos resultados com essa abordagem.
A vitamina B6, em particular, pode ajudar, em parte devido ao fato de que muitas crianças autistas, ou com problemas de aprendizagem, tem piroluria, uma condição em que, por razões genéticas, são excretados pela urina altos níveis de uma substância chamada criptopirrole, e isso causa deficiência de zinco e vitamina B6.Toda criança autista deve ser testada para piroluria, o que pode ser feito com um simples e barato exame de urina para detectar a presença de criptopirrole. A suplementação com vitamina B6 e zinco, nesses casos, leva a grandes melhoras. A pediatra Mary Megson, de Richmond, Virginia, acredita que muitas crianças autistas tem deficiência de vitamina A. Também conhecida por Retinol, a vitamina A é essencial para a visão.Também é necessária para a formação de células
intestinais e cerebrais saudáveis.
As melhores fontes de vitamina A são o leite materno, vísceras, gordura do leite, peixe e óleo de fígado de bacalhau. Nenhuma dessas fontes é muito comum na dieta atual. Em vez disso temos fórmulas de leites maternizados, alimentos fortificados e multivitamínicos, muitos deles contendo uma forma alterada do retinol, que é o palmitato de retinil, que não funciona tão bem quanto o retinol de origem animal . A Drª Megson começou a se perguntar o que aconteceria se essas crianças não tivessem uma oferta suficiente de retinol natural.
Ela percebeu que essa falta não somente afetaria a integridade do trato digestivo, podendo levar à alergias. Essa carência também afetaria o desenvolvimento de seus cérebros, e causaria alterações na visão.Tanto as alterações visuais quanto cerebrais foram observadas em crianças autistas. Os defeitos visuais, deduziu a Drª Megson, seriam uma pista importante, pois a falta de vitamina A pode acarretar uma visão em preto e branco muito pobre, o que é um sintoma comum em
parentes de crianças autistas. Se você não consegue ver em branco e preto, você não consegue ver as sombras. E sem sombras você perde a capacidade de ver em três dimensões. Isso torna a pessoa menos capaz de avaliar as expressões faciais das pessoas, o que pode explicar o motivo pelo qual autistas não olham
diretamente para as pessoas. Elas olham “de lado”. Longe de significar falta de socialização, essa técnica de olhar de lado pode ser a melhor maneira deles observarem as expressões faciais das pessoas, pois há mais receptores para a luz branca e preta nas regiões periféricas do campo visual do que no centro.
Efeitos colaterais – altas doses de qualquer nutriente, mesmo água, podem ser tóxicas. Por isso recomenda-se sempre a supervisão médica. No entanto, sobre-doses de minerais e vitaminas costumam ser seguras.
Contra-indicações – não há.
EVITANDO AS ALERGIAS ALIMENTARES
Um dos fatores que contribuem de forma significativa para o autismo são os alimentos e produtos químicos indesejáveis, que geralmente chegam ao cérebro pela corrente sanguínea, devido aos problemas de digestão e absorção. Os relatos de pais, falando das melhoras obtidas por seus filhos após a mudança dietética, foram uma mola propulsora para o reconhecimento da importância da intervenção dietética.
A mais forte evidência direta da ligação entre autismo e alimentos diz respeito ao trigo e laticínios, e suas proteínas específicas, chamadas de glúten e caseína. São difíceis de digerir e, se introduzidos muito cedo na vida, podem levar à alergias. Fragmentos dessas proteínas, chamados de peptídeos, podem causar um sério impacto no cérebro.
Os peptídeos exorfínicos são derivados da digestão incompleta de proteínas, particularmente de comidas que contenham glúten e caseína. Um deles,
denominado IAG, derivado do glúten do trigo, foi detectado em 80% dos pacientes autistas. Assim, o primeiro problema é a digestão incompleta das proteínas. A falta de quantidades suficientes de zinco e vitamina B6 pode contribuir para essa
situação, já que ambos são necessários para a formação dos ácidos gástricos e das enzimas digestivas, e sabemos que são deficientes em crianças com piroluria, como vimos acima.
Existem muitos relatos, feitos por pais de crianças autistas, sobre as incríveis melhoras que seus filhos apresentaram quando a caseína (proteína do leite) e o glúten (proteína do trigo, aveia, cevada e centeio) foram retirados de sua dieta. O Dr. Robert Cade, professor de medicina e fisiologia da Universidade da Flórida, observou que assim que os níveis desses peptídeos começam a diminuir, os sintomas do autismo também regridem. “Se (os níveis de peptídeos) forem reduzidos para patamares normais, nós observaremos melhoras dramáticas”, relatou o Dr. Cade.
Se você decidir seguir esse caminho com seu filho, você vai precisar de uma abordagem cuidadosa. A Unidade de pesquisa em Autismo da Universidade de Sunderland recomenda uma retirada gradual dos alimentos, aguardando três semanas após a eliminação dos laticínios (caseína) antes de remover trigo, aveia, cevada e centeio (glúten)da dieta. Inicialmente, nessa fase de adaptação, os sintomas podem piorar um pouco.
Retire um alimento por vez, e observe o comportamento e sintomas de seu filho a cada alimento que ele ingere. Isso ajuda a identificar a quais alimentos ele pode ser sensível – frutas cítricas, chocolates, corantes alimentícios artificiais, salicilatos, ovos, tomates, avocados, pimenta vermelha, soja e milho.
Lembre-se, a maioria desses alimentos tem valor nutricional, portanto, esteja certo de estar substituindo tais alimentos por outros, e não somente retirando-os. Esse processo é mais facilmente realizado sob supervisão de um bom nutricionista. Efeitos colaterais – se a retirada é feita muito rapidamente pode acontecer um recrudescimento dos sintomas. Qualquer mudança significativa de dieta deve ser feita com aconselhamento de um nutricionista.
Picnogenol pode abrandar os sintomas do
TDA-H (transtorno do déficit de atenção e
hiperatividade)
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?
Db=pubmed&Cmd=ShowDetailView&TermToSearch=17015282&ordinalpos=1&itool=EntrezSys tem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_RVDocSum
Por Clarisse Douaud
12/9/2007 - Uma pesquisa a ser brevemente publicada relaciona um componente da casca do pinheiro costeiro francês, o Picnogenol, ao equilíbrio dos hormônios do stress, diminuindo assim os sintomas do TDA-H.
A pesquisa, que será publicada em um artigo da revista Nutritional Neuroscience, baseia-se em artigos anteriores que relacionavam os antioxidantes à diminuição de uma série de sintomas. A pesquisa em questão demonstrou que o picnogenol diminui a concentração da adrenalina em 26,2% e da dopamina em 10,8% ( neuro-estimulantes).
Esses hormônios e estimulantes alteram processos e ações tais como:aprendizado, cognição, atenção e comportamento. As crianças com TDA-H tem dificuldades em controlar seu
comportamento e em focar sua atenção em sala de aula.
”Os resultados desse estudo demonstram, pela primeira vez, que o uso de suplementos nutricionais diminuiu significativamente os hormônios do stress". Segundo o Dr. Peter
Rohdewald, do Instituto de Química Farmacêutica da Universidade Alemã do Munster, um dos autores do artigo.
O Instituto Nacional de Saúde Mental estima algo em torno de 3% a 5% das crianças como portadoras do TDA-H, aproximadamente 2 milhões de crianças nos E.U.
”A capacidade do Picnogenol de tratar de forma natural os sintomas do TDA-H é que torna o seu extrato muito útil aos pais que não querem medicar seus filhos com estimulantes”, disse o Dr. Rohdewald.
A pesquisa constituiu-se de uma amostra de 57 crianças com idade média de 9,5 anos, com TDA-H, pacientes externos do Departamento de Psicologia Infantil do Hospital Infantil da Universidade da Eslováquia. As medições foram feitas em amostras de sangue e urina.
Quarenta e duas crianças receberam picnogenol de boa procedência, e as restantes dezesseis receberam placebo. Nenhum outro suplemento ou medicação foi fornecido aos participantes. A dose era de 1mg de picnogenol, ou de placebo, para cada quilo de peso, pela manhã,
diariamente, durante um mês.
Os níveis de hormônios do stress foram avaliados através de amostras de urina antes e depois da administação de picnogenol ou do placebo, com duração de um mês.
Stress Oxidativo em Autismo: Níveis elevados de
3-nitrotirosina no cerebelo Mercúrio elevado e stress
oxidativo em amostras de cérebro de autistas
Tradução de Dr. Paulo Maciel
Elizabeth M. Sajdel-Sulkowska, Boguslaw Lipinski, Herb Windom, Tapan Audhya and Woody McGinnis, Department of Psychiatry, Harvard Medical School and BWH, Boston,MA, Department of Psychiatry, BWH, Boston, MA, Skidaway Institute of Oceanography, Savannah, GA, Vitamin
Diagnostics, Cliffwood Beach, NJ, Ashland, OR American Journal of Biochemistry and Biotechnology 4 (2): 73-84, 2008 ISSN 1553-3468 © 2008 Science Publications
"... os resultados do presente estudo dão ênfase a marcadores de stress oxidativo no cérebro somando-se com o corpo crescente de dados que refletem um stress oxidativo maior no autismo."
A USAAA está satisfeita por anunciar que o Dr. Woody McGinnis, MD, um sócio do quadro do Conselho Científico da USAAA, fez parte de um grupo de pesquisa que recentemente completou um estudo inovador que comparou pela primeira vez os níveis cerebelares do stress oxidativo dando ênfase ao marcador 3-Nitrotirosina (3-NT), mercúrio (Hg) e o antioxidante selênio (Se) entre sujeitos-controle e autistas. Os investigadores deste novo estudo incluíram indivíduos do Departamento de Psiquiatria, Escola Médica de Harvard.
"O chumbo induz ao stress oxidativo e aumenta o dano ao DNA [29]. Os PCBs induzem a peroxidação lipídica [30]. O perfil das porfirinas urinárias sugere fortemente a toxicidade de metal pesado no autismo [31]."
Papel do stress oxidativo na patologia das desordens neuropsiquiátricas: Há evidências crescentes que apóiam o papel do stress oxidativo na fisiopatologia de várias doenças neurodegenerativas tais como Esclerose Lateral Amiotrófica (ALS), a doença de Parkinson (PD) e a doença de Alzheimer (AD)[1]. Há também evidências emergentes que apóiam o envolvimento do stress oxidativo no autismo [2-8]. O apoio vem de observações de marcadores de lipo-oxidação aumentados no sangue [2, 4] e na urina [5, 6] e o aumento do óxido nítrico (NO) [2, 7, 8] e substâncias reagentes ao ácido tiobarbitúrico [2] no autismo. Também há evidências pela perda dos mecanismos
antioxidantes de defesa no autismo manifestado por baixos níveis da glutationa-peroxidase (GSPHx) em relação ao grupo controle [9, 10], por níveis mais baixos de glutationa no plasma e
relações mais altas de glutationa oxidado em comparação com a gluationa reduzida [11, 12], níveis mais baixos no soro dos dois principais antioxidantes metaloproteínas: ceruloplasmina (proteína que transporta o cobre) e transferrina (proteína que transporta o ferro) [4, 13] e níveis mais baixos de varredores naturais dos radicais livres [14]. O metabolismo prejudicado da metionina é relatado no autismo e é associado com níveis alterados de glutationa no plasma [11, 12]. Como dado ênfase a por Kern e Jones [3], há uma correlação entre as proteínas antioxidantes e a perda de habilidades previamente adquiridas em um subconjunto de crianças com autismo [13].
Análise de Estudo por Dr. Mark Geier e David Geier Um recente estudo, "Stress Oxidativo em Autismo: Níveis elevados de 3-nitrotirosina no Cerebelo" por Sajdel-Wulkowska et al. (2008) foi publicado no Diário americano de Bioquímica e Biotecnologia. Os investigadores deste novo estudo incluíram os indivíduos do Departamento de Psiquiatria, Escola Médica de Harvard. "O presente estudo examinou os níveis cerebelares de 3-nitrotirosina (3-NT), um marcador relativamente específico de danos oxidativos(.)..." "Muitos fatores ambientais têm sido implicados no autismo, incluindo... mercúrio (Hg)... Este fator ambiental tem habilidade para induzir stress oxidativo. As porfirinas urinárias sugerem fortemente a toxicidade de metal pesado no autismo." "O stress oxidativo induzido pelo Hg resulta em modificação oxidativa do DNA, proteínas e lipídios, assim como inibição de enzimas cruciais para o desenvolvimento do cérebro. Assim, níveis elevados de mercúrio no cérebro interferem potencialmente com o desenvolvimento do cérebro
normal." Tecidos homogeneizados foram preparados a partir de tecidos de cerebelo congelados dos sujeitos-controle e dos autistas. Os níveis médios de 3-NT no cerebelo de autistas foram
aumentado em comparação com os controles em 68,2%, e os níveis de mercúrio em relação ao selênio era estatisticamente significativamente aumentado em 75% dos casos autistas em comparação aos controles. Houve uma correlação positiva entre o 3-NT cerebelar e o nível de mercúrio (r = 0.80, p = 0.0001). Os investigadores concluíram que "... os resultados do presente estudo dão ênfase a marcadores de stress oxidativo no cérebro somando-se com o corpo crescente de dados que refletem um stress oxidativo maior no autismo."
"Este novo estudo confirma o papel causativo do mercúrio em pacientes suscetíveis diagnosticados com desordens autistas."
Este novo estudo confirma o papel causativo do mercúrio em pacientes suscetíveis diagnosticados com desordens autistas. Evidências clínicas para o papel causal do mercúrio em muitas desordens autistas incluem agora: (1) elevados padrões de porfirinas urinárias associadas com a toxicidade pelo mercúrio; (2) níveis elevados de mercúrio em dentes de leite; (3) elevado nível de mercúrio urinário e fecal seguidos da terapia de remoção do metal pesado; e (4) diminuição da excreção natural do mercúrio nas amostras de corte dos primeiros cabelos do bebê. Além disso, o presente estudo apóia o sistema de cultura prévia de tecidos, o sistema de indução de desordens autistas em animais pelo mercúrio e estudos epidemiológicos da população que liguem a exposição ao mercúrio com desordens autistas. Uma vez mais, está na hora dos funcionários de saúde pública
As células-tronco e a conexão com o autismo:
Tradução de Denise Fonseca
O que são as células-tronco?
Células-tronco são as células primitivas que podem se dividir e se diferenciar para se tornar qualquer outra célula especializada do nosso corpo. Os três tipos de tronco são as células-tronco embrionárias, as células-células-tronco adultas e as células-células-tronco do sangue do cordão umbilical. Células-tronco embrionárias são as mais controversas porque elas são resultado de embriões humanos, enquanto as outras células-tronco são obtidas do tecido adulto ou do cordão umbilical e placenta de bebês recém-nascidos e de suas mães, sem causar danos à eles.
Por que usar células-tronco para crianças com autismo?
Crianças com autismo sofrem de duas principais condições:
1)Hipoperfusão 2)Disregulação imune
Hipoperfusão é a diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro, significando que o cérebro não recebe oxigênio suficiente e não pode funcionar normalmente.Quando não há suficiente fluxo sanguíneo para o cérebro, as células do cérebro ficam inflamadas e produzem mais óxido nítrico. Isto abre as células para receberem muito cálcio, o que danifica a mitocôndria (o que produz a energia para as células). Como resultado, as células do cérebro morrem por falta de alimento.
A disregulação imune em crianças com autismo significa que seus sistemas imunológicos não respondem normalmente à estimulação. Quando o corpo sinaliza para o sistema imunológico que precisa de ajuda (como quando o cérebro fica inflamado) a resposta imunológica apropriada e a subsequente cura não acontecem com a criança com autismo.
Ao invés disso, crianças com autismo, frequentemente tem um sistema imunológico continuamente suprimido, inflamação crônica e sofrem com respostas auto-imunes.
Uma resposta auto-imune acontece quando seu corpo não reconhece suas células como suas e, até mesmo, ataca as células boas. Desordens auto-imunes incluem doença de Crohn e esclerose múltipla, além do autismo.
Um sistema imunológico desregulado é muito evidente na saúde gastrointestinal das crianças com autismo.
A maioria sofre de sintomas que variam de diarréia, gases, podendo chegar a lesões intestinais e inflamação do seu sistema gastrointestinal.
Pesquisadores tem descoberto que existem dois tipos de células-tronco que podem especificamente remeter ao sistema imunológico desregulado e a hipoperfusão que são características de crianças com autismo.
A terapia das células-tronco - teoria do autismo:
Dr. Fábio Solano tem usado CD34+ células-tronco do cordão umbilical e células mesênquimas como um tratamento bem sucedido na síndrome do autismo.
O cordão umbilical CD34+ as células-tronco injetadas no paciente aumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que supre o cérebro com mais oxigênio e resulta na melhora do funcionamento do sistema nervoso central.
Usando estes dois tipos de células-tronco juntas pode-se restaurar, tanto o cérebro e o intestino em um único tratamento que tem um grande potencial!
É a terapia das células-tronco um tratamento viável para o autismo?
A terapia das células-tronco parece ser uma maneira segura de tratar o autismo, apesar de esta requerer vários tratamentos durante o curso de 1 ano e não poder ser coberta pelo plano de saúde.
A terapia das células-tronco tem o potencial de ajudar um grande número de crianças com autismo; entretanto, é uma intervenção de grande porte, e crianças com autismo precisam estar saudáveis na
íntegra.
Como o Dr. Smith diz "A terapia da célula-tronco é a sobremesa, não o prato principal" e a nutrição e o estilo de vida devem propiciar um suporte à uma saúde mais favorável.
Verdadeiramente, o autismo é uma desordem complexa, com múltiplas causas. Mesmo os médicos não tem certeza exatamente de como isto ocorre.
http://www.translational-medicine.com/content/5/1/30
Stem Cell Therapy for Autism
Terapia de célula-tronco para o Autismo
Tradução de Argemiro de Paula Garcia e Denise Fonseca
Thomas E Ichim1 , Fabio Solano2 , Eduardo Glenn2 , Frank Morales2 , Leonard Smith2 , George Zabrecky3 and Neil H Riordan1,4
1Medistem Laboratories Inc, Tempe, Arizona, USA 2Institute for Cellular Medicine, San Jose, Costa Rica 3Americas Medical Center, Ridgefield, Connecticut, USA 42027 E. Cedar Street Suite 102 Tempe, AZ 85281, USA
author email corresponding author email
Journal of Translational Medicine 2007, 5:30doi:10.1186/1479-5876-5-30
Resumo
As desordens do espectro autista (DEA) pertencem a um grupo de condições
neurodesenvolvimentais cuja incidência está alcançando proporções epidêmicas, afetando
aproximadamente 1 em cada 166 crianças. O autismo é a forma mais comum delas. Embora várias alterações neurofisiológicas sejam associadas ao autismo, anormalidades imunológicas e
hipoperfusão (diminuição crônica do fluxo sangüíneo) neuronal parecem ser bastante consistentes, parecendo ter caráter causal, uma vez que há relatos de correlação entre alterações nas respostas inflamatórias e hipoperfusão com a sintomatologia. O uso de células-tronco mesenquimais (MSC - mesenchymal stem cells) para o tratamento da doença enxerto-contra-hospedeiro e Doença de Crohn, duas condições de disregulação imune, está na fase final do desenvolvimento clínico. Células CD34+ do cordão umbilical são conhecidas como potentes estimulantes angiogênicos, tendo demonstrado efeitos positivos não só na isquemia periférica, mas também em modelos de isquemia cerebral. Além disso, relatos de casos clínicos têm citado efeitos em crianças autistas que receberam células CD34+ do cordão umbilical.
Propomos que o uso combinado de MSC e células CD34+ do cordão umbilical possa ser útil no tratamento do autismo.
Embasamento
cerca de 1 em cada 166 crianças. Autismo, síndrome de Asperger, desordem de Rett e desordem desintegrativa da infância são todos englobados pelo termo DEA. O autismo é o mais prevalente, caracterizando-se por anormalidades na interação social, comunicação verbal and não-verbal prejudicadas e comportamento repetitivo e obsessivo. O autismo pode variar em severidade de leve a incapacitante e se acredtia que seja desencadeado por fatores genéticos e ambientais. Enquanto os simtomas do autismo possam ser notados pelos cuidadores lá pelos 12 a 18 meses [1], um diagnóstico definitivo geralmente acontece entre os 24 e 36 meses; entretanto, em alguns casos o diagnóstico pode ser feito na idade adulta [2]. A determinação do autismo é feita com o uso do DSM-IV-TR ou outros questionários e testes. Crianças com autismo parecem tímidas, auto-focadas e distantes. A inflexibilidade em termos de aprendizado a partir de experiências e modificação de padrões para se integrar a novos ambientes é caracteristica do autismo. A depender do grau de severidade, algumas crianças autistas podem se desenvolver em adultos independentes com emprego de tempo integral e auto-suficiência; entretanto, são casos raros.
Os tratamentos atuais para autismo podem ser classificados em comportamentais, nutricionais e médicos, embora não haja claramente uma abordagem preferencial. Intervenções comportamentais costumam incluir atividades desenvolvidas para estimular interações sociais, comunicação,
consciência de si próprio e aumento da atenção. Intervenções nutricionais se propõem a restringir componentes alergênicos da dieta, assim como fornecer vitaminas e suplementos minerais que possam estar em falta. Intervenções médicas visam tratar atividades especificas associadas ao autismo. Por exemplo, inibidores da recaptação da serotonina (SSRI), como fluoxetina, fluvoxamina, sertralina e clomipramina, são indicados no tratamento de ansiedade e depressão. Alguns estudos mostram que os SSRI apresentam o benefício adicional de aumentar a interação social e inibir comportamentos repetitivos. Antipsicóticos típicos, como tioridazina, flufenazina, clorpromazina e haloperidol têm sido relatados como redutores de anormalidades comportamentais no autismo. Antipsicóticos atípicos, como risperidona, olanzapina e ziprasidona também têm demonstrado efeitos benéficos na melhora de problemas comportamentais. Doenças associadas ao autismo são, principalmente, tratadas com a administração de anticonvulsivantes como carbamazepina,
lamotrigina, topiramate e ácido valpróico. Déficit de atenção com hiperatividade é tratado por agentes como o metilfenidato (Ritalina ®).
Atualmente, muitos experimentos clínicos estão sendo conduzidos, variando de oxigênio hiperbárico à administração de zinco ou drogas com propriedades anti-inflamatórias. Infelizmente, não há uma clara compreensão dos mecanismos patogênicos do autismo e, como resultado, numerosas estratégias vêm sendo tentadas, com variado grau de sucesso. Neste trabalho, examinamos duas patologias associadas ao autismo - hipoperfusão do cérebro e disregulação imune – e propomos um novo tratamento: a administração de células CD34+ do cordão umbilical e células mesenquimais.
Hipoperfusão do cérebro no autismo
Tem-se mostrado que crianças com autismo têm circulação no Sistema Nervoso Central diminuída ou subnormal, tanto quanto a hipoxia daí resultante. Essas deficiências incluem hipoperfusão basal [3] e perfusão reduzida em resposta a estímulos que, sob circunstâncias normais, regulam a perfusão [4]. Em numerosos estudos, as áreas afetadas pela hipoperfusão parecem se correlacionar a regiões do cérebro responsáveis pelas funcionalidades que são anormais no autismo. Por
exemplo, tem sido mostrado que áreas específicas dos lobos temporais associadas com o
reconhecimento facial [5], interação social [6] e compreensão da linguagem [7], estão hipoperfusas em crianças autistas mas não em grupos de controle.
A questão "causa versus efeito" é importante. Se a isquemia do lobo temporal não é causa, mas apenas um simtoma de um processo sobjacente, então visar esta patologia pode ser
contraproducente, numa perspectiva terapêutica. Entretanto, não parece ser este o caso. É evidente que o grau de hipoperfusão e a hipoxia resultante correlacionam-se com a severidade dos simtomas de autismo. Por exemplo, uma correlação inversa estatisticamente significante tem sido
Evidências sugerem que a hipoperfusão e resultante hipoxia estão intimamente associadas ao autismo. Entretanto, a questão é se a reversão dessa hipoxia pode influenciar positivamente o autismo, no qual a hipoxia associada não é predominantemente apoptótica ou necrótica, para os neurônios temporais, mas associada a funções alteradas [15]. A hipoperfusão pode contribuir para defeitos não apenas pela indução de hipoxia mas também permitindo metabolitos anormais ou acúmulo de neurotransmissores. Esta é uma das razões por que a toxicidade do glutamato tem sido relacionada ao autismo [16] e uma pesquisa clínica para sua reversão com o uso do inibidor de toxicidade do glutamato, Riluzole, está em curso [17]. Conceitualmente, o aumento da perfusão através da estimulação de angiogênese permitiria a liberação de metabolitos e restauração
de sua funcionalidade. Apesar de não estar bem definida, a morte celular pode também ocorrer em vários componentes do SNC de crianças autistas. Se este for o caso, é possível que a regeneração neural possa ser estimulada com a entrada de células progenitoras neuronais no ciclo celular e subsequente diferenciação. Há fortes evidências de regeneração neural em áreas que vão de AVC [18], à hemorragia subaracnoidal [19,20], ou aos danos neuronais causados por erros congênitos do metabolismo [21]. Teoricamente, é concebível que a reversão da hipoxia pode levar à ativação de mecanismos de auto-reparação. Tal proliferação neuronal é vista depois da reperfusão em numerosos modelos animais de isquemia cerebral [22-24]. O conceito de aumentar o oxigênio no cérebro autista através de vários meios como a medicina hiperbárica está sendo atualmente testado em dois testes clínicos independentes nos EUA [25,26]. Entretanto, ao que sabemos, o uso de terapia celular para estimular a angiogênese não tem sido amplamente usada no tratamento do autismo.
Disregulação imune no autismo
A interação fundamental entre os sistemas nervoso e imune não está entendida. Filosoficamente, as caracteristicas do reconhecimento do self/não-self, especificidade e memória são compartilhados por esses dois sistemas. Fisicamente, todo órgão imune é enervado e a comunicação bidirecional entre as células do sistema neuronal e imune está definida em numerosos sistemas fisiológicos. No autismo, várias anormalidades imunológicas têm sido detectadas tanto no sistema nervoso periférico como no central.
Células astrogliais, ou astrócitos, envolvem várias regiões do endotélio cerebral e têm importante papel na regulação da perfusão [27,28] e função de barreira hematoencefálica [29]. Astrócitos são capazes de mediar vários efeitos imunológicos e inflamatórios. A expressão de vários receptores do tipo toll (toll like receptors - TLR) nos astrócitos lhes dão a capacidade de reconhecer não apenas sinais bacterianos e virais, como também sinais de "perigo" endógeno, como proteínas de choque térmico, produtos de degradação de fibrinogênio e DNA livre [30]. Fisiologicamente, astrócitos têm importante papel de proteção contra infecção, gerando citocinas inflamatórias tais como TNF-alfa, IL-1-beta e IL-6 [31]. Através da secreção de várias quimiocinas, como CXCL10, CCL2 e BAFF, os astrócitos representam papel importante na formação de respostas imunes adaptativas no Sistema Nervoso Central [32]. Os astrócitos têm capacidade de identificar antígenos e ativar respostas das células T e B contra antígenos exógenos e endógenos [33,34]. Ainda que os astrócitos tenham papel crítico contra infecções do Sistema Nervoso Central, também têm potencial para causar danos ao hospedeiro quando funcionando de forma aberrante. Por examplo, várias doenças neurológicas estão associadas à superprodução em astrócitos de agentes inflamatórios, o que causa disfunção neural ou morte. Na esclerose amiotrófica lateral (ALS), tem sido demonstrado que a secreção de uma substância neurotóxica solúvel pelos astrócitos está envolvida na progressão da doença [35,36]. Tem se mostrado por imageamento a hiperativação dos astrócitos nesta doença, tanto quanto em estudos por autópsia [37-39]. Na esclerose múltipla, os astrócitos têm papel chave na manutenção de respostas auto-reativas e formação patológica de placas [40,41]. Em derrames cerebrais, astrócitos ativados contribuem para a abertura de barreiras hematoencefálicas [42], tanto quanto secretam várias substâncias neurotóxicas que contribuem para danos neurais pós-infarte [43,44].
Vargas et al compararam amostras cerebrais em autópsias de 11 crianças autistas, com 7 controles de idade semelhante. Foi demonstrado um processo neuroinflamatório ativo no córtex cerebral, substância branca e notavelmente no cerebelo dos pacientes autistas tanto por imuno-histoquímica quanto por morfologia. Importante, a produção de citocinas inflamatórias por astrócitos foi
observada, incluindo a produção de citocinas conhecidas por afetar várias funções neuronais como TNF-alfa e MCP-1. Amostras do líquido cefalorraquidiano (LCR) de pacientes vivos com autismo mas sem controles também mostraram super-regulação de citocinas inflamatórias, demonstrado pelo teste ELISA [45].
Por exemplo, pacientes recebendo terapia IFN-gama sistêmica para câncer, ainda que teoricamente a proteína não pudesse atravessar a barreira hematoencefálica, relatórioam-se numerosas
anormalidades cognitive e neurológicaa [46,47]. De fato, a IFN-gama, um dos produtos de astrócitos ativados [46], tem sido detectada em elevados níveis no plasma de crianças autistas [48,49]. Mecanicamente, os mediadores inflamatórios mediam alterações das funções neurológicas através de uma grande variedade de caminhos, alterando a atividade neuronal direta ou indiretamente. Por exemplo, acredita-se que a neurotoxina MPTP, comumente usada em modelos de Mal de Parkinson, media sua atividade através da ativação da produção de IFN-gama, levando à morte direta de neurons dopaminérgicos na substância negra. Isso é evidenciado pela redução da toxicidade neuronal da MPTP em IFN-gama camundongos knockout ou pela adição de anticorpos
bloqueadores da IFN-gama [50]. Em termos de efeitos indiretos da IFN-gama, é sabido que esta citocina ativa a enzima 2,3-indolaminadeoxigenase, levando à geração de pequenas moléculas de neurotoxinas como os metabolitos quinurenina 3OH-quinurenina e ácido quinolínico, o qual está envolvido a demências associadas com estados inflamatórios crônicos [51,52].
Anormalidades nas células T e B têm sido relatadas sistematicamente em crianças autistas, como linfopenia sistêmica das células T, fracas respostas proliferativas a mitógenos e perturbações na produção de citocina [53,54]. Por si só, linfopenia sugeriria uma generalizada imunodeficiência e, como resultado, pequena inflamação; entretanto, estudos recentes demonstraram que quase todas as doenças autoimunes estão associadas a um estado de generalizada linfopenia (revisão de Marleau & Sarvetnick [55]). Fisiopatologias de tipo auto-imune parecem ser prevalentes no autismo e várias linhas de raciocínio sugerem que seja causal. Primeiramente, numerosos tipos de
autoanticorpos têm sido detectados em crianças com autismo, mas não nos grupos de controle saudáveis ou mentalmente desafiados, incluindo anticorpos para proteína básica da mielina [56], extratos cerebrais [57,58], células de Purkinje e peptídeos extraídos da gliadina [59], fatores neutróficos [60,61], e filamentos neurônio-axônio e proteína ácida da fibrilação glial [61]. Secundariamente, familiares de crianças autistas têm alta predisposição a problemas de
autoimunidade se comparados a grupos de controle [62,63]. Sugerindo mecanismos genéticos há observações de que específicos haplótipos HLA parecem associar-se ao autismo [64,65]. Outra caracteristica genetica associada ao autismo é um alelo nulo para o componente complementar C4b [66]. Tanto haplótipos HLA quanto polymorfismos do componente genético complementar têm sido grandemente associados a autoimunidade [67-69]. É sabido que animais autoimunes têm suas habilidades cognitivas alteradas e várias anormalidades neurológicas [70]. Em terceiro lugar, autismo tem sido associado a uma síndrome autoimune peculiar que ainda está relativamente indefinida. Lesões nas mucosa na forma de hiperplasia linfóide nodular íleo-colônica crônica caracterizada por infiltração linfócita, deposição complementar e produção de citocina são descritas unicamente em crianças autistas mas não em grupos de controle saudáveis ou pacientes com paralisia cerebral [71]. Esta condição inflamatória é associada não apenas a lesões na parede intestinal, mas também, no trato gastro-intestinal superior. Apesar de várias características desta condição serem compartilhadas com a Doença de Crohn, um único aspecto é a infiltração eosinofílica, que parece estar associada à dieta do paciente [72].
Manifestações sistemáticas de condição inflamatória crônica/disregulação imune são observadas através de níveis elevados de citocinas inflamatórias como IFN-gama [73], IL-12 [74] e TNF-alfa [75]. Indicação de que uma relevante resposta inflamatória está em curso é obtida da observação de que o produto macrófago neopterina é elevado em crianças autistas [76]. A produção inibida das citocinas anti-inflamatórias como IL-10 [77] e TGF-beta [78] também são observadas em crianças autistas, sugerindo assim não só o aumento de processos inflamatórios como também deficiência de mecanismos inibidores do feedback natural.
Os efeitos sistêmicos de um processo inflamatório crônico periférico podem resultar na produção de fatores solúveis tais como ácido quinilônico, que tem actividade neurotóxica. A capacidade da disregulação imunocelular de afetar a função neural pode ocorrer independente de do tráfego celular, como foi mostrado em estudos com animais nos quais a depleção das células T foi associada a perda cognitiva de função, reversível através da reposição das células T [79]. A associação de inflamação localizada e da ativação patológica dos astrócitos com a patogênese do autismo tem sido mostrada diretamente. Testes clínicos de drogas inflamatórias têm mostrado graus variáveis de sucesso. Por exemplo, em um estudo aberto do anti-inflamatório PPAR-gama
nenhuma abordagem tem mostrado sucesso.
Tratamento da hipoperfusão por administração de células-tronco CD34+ do sangue do cordão umbilical
A angiogênese terapêutica, indução de novos vasos sangüíneos a partir de artérias pré-existentes por isquemia dominante (overcoming ischemia), tem sido demonstrada experimentalmente em doenças arteriais periféricas [86], isquemia do miocárdio [87] e derrame (AVC) [88]. A angiogênese é induzida através da formação de vasos colaterais e tem sido observada em tecidos hipoperfusos. Acredita-se que este processo está coordenado pela indução de hipoxia pelo fator de transcrição sensível do oxigênio, fator-1 (oxygen sensing transcription factor hypoxia inducible factor-1, HIF-1). Em condição de baixa tensão de oxigênio, vários componentes do fator de transcrição se dimerizam e coordenadamente translocam-se para o núcleo, causando hiperregulação de numerosas citocinas e proteínas associadas à angiogênese, como SDF-1, VEGF, FGF e capacilidade da isquemia dos tecidos estimular a angiogênese é vista em pacientes depois de enfarto do miocárdio nos quais células-tronco angiogênicas da medula óssea mobilizam-se na circulação sistêmica em resposta à isquemia induzir fatores quimiostáticos [90]. A resposta angiogênica tem sido também mostrada ocorrendo depois de isquemia cerebral na forma de derrame e se acredita ser fundamental na recuperação neurológica [91]. Por exemplo, em modelos de oclusão arterial do cérebro médio, ocorrência de angiogênese endógena também está envolvida no disparo da migração de celulas-tronco neurais para áreas danificadas que participam na neuro-regeneração [92]. A association entre angiogênese neural e a neurogênese depois de danos ao cérebro não é só associada temporariamente, mas também conectada por mediadores comuns, por exemplo, SDF-1 secretado em resposta a hipoxia também induz a migração de progenitores neurais [92]. Fatores angiogênicos como VEGF e angiopoietina tem sido relacionados a neurogênese pós-isquemia [93].
Enquanto a recuperação depois de uma isquemia cerebral ocorre para alguns sem intervenção, esta recuperação pode ser limitada. Métodos para incrementar a angiogênese e, como resultado, a neurogênese, são numerosos e têm usado abordagens que hiperregulam a produção endógena de fatores reparativos, tanto quanto a administração de agentes exógenos. Por exemplo, a
administração de citocinas exógenas como FGF-2 [94], eritropoietina [95] e G-CSF [96], tem sido usadas clinicamente para acelerar a cura, com variados graus de sucesso.
Um método promissor de aumentar a angiogênese em situações de isquemia é administrar células com potencial para produzir fatores angiogênicos e a capacidade de se diferenciar em células endoteliais. Nesse sentido, o uso de células-tronco CD34+ tem sido proposto como alternativa para a administração de fatores de crescimento [97]. A administração terapêutica de células CD34+ derivadas de medula óssea tem dado resultados promissores no tratamento de isquemia do miocárdio em seu eságio final [98], tanto quanto um tipo de doença arterial periférica avançada chamada isquemia crítica crônica [99]. Adicionalmente, células sangüíneas CD34+ autólogas periféricas têm sido usadas clinicamente com indução de angiogênese terapêutica [100]. Das fontes celulares para estimular a angiogênese, sangue do cordão umbilical parece possuir células
CD34+ com mais alta atividade em termos de proliferação, produção de citocina, tanto quanto diferenciação endotelial [101,102].
cordão umbilical; entretanto, células CD34+ alogênicas do sangue do cordão umbilical são necessárias se esta terapia for dispnibilizada para amplo uso. Existe a crença de que células alogênicas do cordão umbilical não podem ser usadas sem a imuno-suppressão para prevenir a destruição das células por rejeição.
Numerosos laboratórios estão tentando expandir células CD34+ do sangue de cordão umbilical, alcançando variáveis graus de sucesso. Esses métodos envolvem a administração de citocinas e/ou camadas de células alimentadoras (feeder cells) [108-110]. Os autores desenvolveram um protocolo de expansão CD34+ que produz até expansões de 60 vezes com differenciação celular limitada. Este método de expansão envolve numerosos fatores de crescimento e meios condicionados, entretanto é efetuado sob condições livres de soro (manuscrito em preparação). Atualmente, mais de 100 pacientes são tratados por um dos autores (FS) com células CD34+ expandidas sob aprovação ética local com variados graus de sucesso. Já que outros grupos também estão criando tecnologias de expansão CD34+, não acredtiamos que o número de células CD34+ venha a ser um problema.
Preocupações com a segurança em relação a células alogênicas CD34+ se dividem entre receios com reações de rejeição, tanto por parte do material tansplantado, quanto com o hospedeiro. Os autores deste artigo publicaram recentemente uma detalhada análise do porquê a administração de células do cordão umbilical é factível na ausência de imunossupressão [111].
Essencialmente, a rejeição ocorre num contexto de linfopenia causada pela abalção da medula óssea. A administração of sangue do cordão umbilical foi relatada em mais de 500 pacientes sem que um único apresentasse rejeição, sem o uso de imunossuppressão [112-115]. Apesar de que a rejeição possa conceitualmente causar a eliminação de células do cordão umbilical, a eficácia das células do cordão umbilical na ausência de imunossuppressão também tem sido relatada [116-118]. Conseqüentemente, acreditamos que a administração sistêmica de células CD34+
expandidas, derivadas de sangue do cordão umbilical, pode ser uma potente ferramenta para a geração de neoangiogênese no cérebro autista.
Modulaçãoimune por células-tronco mesenquimais
Espera-se que o tratamento da disregulação imune no autismo não apenas cause melhora dos sintomas intestinais e sistêmicos, mas também influencie profundamente a função neurológica. Há relatórios de incremento neurológico temporário com a diminuição de inflamação intestinal através da administração de antibióticos [119] ou mudanças na dieta [120]. Entretanto, como previamente discutido, embora alguns tratamentos anti-inflamatórios produzam efeitos benéficos, não foram desenvolvidos agentes clínicos que suprimam completamente a inflamação no nível da anormalidade imune fundamental. Acreditamos que a administração de células-tronco
mesenquimais possa ser usada com esse propósito. Este vtipo de célula, na sua forma alogênica , está atulamente na Fase III de estudos clínicos para a Doença de Crohn e os resultados da Fase II mostraram-se muito proveitosos [121].
Células-tronco mesenquimais são classicamente definidas como "blastos pluripotencialmente formativos encontrados, entre outros, na: medula óssea, sangue, derme e periósteo, sendo capazes de se diferenciar em qualquer tipo específico de tecidos mesenquimais ou conectivos. Estas células são rotineiramente geradas por cultura de medula óssea em vários meios e populações de células aderentes. Esta técnica de expansão é algumas vezes usada em combinação com procedimentos de seleção para marcadores descritos acima para gerar uma population pura de células-tronco. Uma característica importante das células-tronco mesenquimais é sua capacidade de secretar