GRES PANARIA PORTUGAL, S.A. Divisão Margres. Declaração Ambiental Referente ao período a

Texto

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Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016

I

Declaração Ambiental

Referente ao período 01.01.2015 a 30.06.2016

GRES PANARIA PORTUGAL, S.A.

Divisão Margres

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Este documento designado Declaração Ambiental é publicado no âmbito do registo da Unidade Industrial de Ílhavo da Gres Panaria Portugal S.A, no Regulamento (CE) n.º 1221/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de novembro, relativo à participação voluntária de organizações num sistema comunitário de ecogestão e auditoria (EMAS).

A unidade industrial de Ílhavo da Gres Panaria Portugal S.A encontra-se registada desde Junho de 2006 com o n.º de registo PT-000051, tendo nessa altura procedido à publicação da sua primeira Declaração Ambiental.

O registo foi renovado em 2008, 2011 e 2014 constituindo este documento uma atualização da Declaração Ambiental publicada no seguimento da terceira renovação.

Esta Declaração Ambiental refere-se ao ano de 2015 e 1º Semestre de 2016 e apresenta a evolução desse desempenho desde 2013 tendo em linha de conta a disponibilidade da informação e a sua relevância para o perfil ambiental da Unidade Industrial de Ílhavo da Gres Panaria Portugal S.A, como indústria do Setor da Cerâmica, do Sub Setor Pavimento e Revestimento.

O âmbito do sistema de gestão ambiental abrange a totalidade da Unidade Industrial de Ílhavo da Gres Panaria Portugal S.A nas atividades de conceção, desenvolvimento, produção e comercialização de pavimentos e revestimentos cerâmicos, bem como produtos acessórios para decoração.

Esta declaração constitui um relato dos principais aspetos e impactes ambientais da Unidade Industrial de Ílhavo da Gres Panaria Portugal S.A e das ações que preconizou para atingir os objetivos definidos,

minimizando os seus efeitos sobre o ambiente e assim contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para a melhoria das suas relações externas e internas, com colaboradores, entidades oficiais, clientes, fornecedores e vizinhos, entre outras partes interessadas.

A partilha destes resultados com as partes interessadas pretende demostrar o empenho e o contributo da Unidade Industrial de Ílhavo da Gres Panaria Portugal S.A na comunicação transparente com vista a um desenvolvimento Sustentável e à melhoria contínua do seu desempenho ambiental.

A Unidade Industrial de Ílhavo da Gres Panaria Portugal S.A., através do seu departamento de Qualidade, Ambiente e Saúde e Segurança no Trabalho, encontra-se disponível para a troca de comunicação com as partes interessadas.

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015 e 1º Semestre de 2016

Declaração Ambiental Margres

2015

E

1

º

S

EMESTRE DE

2016

Índice

1-AEMPRESA ... 3

1.1DESCRIÇÃO DA EMPRESA

... 3

1.2PRINCIPAIS MARCOS HISTÓRICOS DA EMPRESA

... 4

... 5

1.3OS PRODUTOS

... 5

1.4O PROCESSO DE PRODUÇÃO

... 6

2-OSISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ... 7

2.1ESTRUTURA E CRITÉRIOS ADOTADOS NO SISTEMA DE GESTÃO

... 7

2.2POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE

... 8

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE

... 9

2.3ASPETOS AMBIENTAIS SIGNIFICATIVOS E IMPACTES ASSOCIADOS

... 9

2.4PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL

... 13

OBJETIVOS E PROGRAMA AMBIENTAL 2015 ... 13

2.5FORMAÇÃO, SENSIBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO

... 15

2.6COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES EXTERNAS

... 15

3-DESEMPENHO AMBIENTAL ... 17

3.1INDICADORES GLOBAIS DE DESEMPENHO AMBIENTAL 2015 ... 17

3.2.COMPORTAMENTO AMBIENTAL E CONFORMIDADE LEGAL POR ASPETO AMBIENTAL

... 20

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

... 20

EFICIÊNCIA DOS MATERIAIS

... 22

AGUA

... 23

RESÍDUOS

... 24

BIODIVERSIDADE

... 26

EMISSÕES DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA

... 27

EFLUENTE LÍQUIDO

... 30

RUIDO

... 31

OUTROS ASPETOS AMBIENTAIS

... 32

4.OBJETIVOS E PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL 2016 ... 34

5.DECLARAÇÃO DO VERIFICADOR AMBIENTAL ... 35

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Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016 |

1 - A Empresa

1.1 Descrição da Empresa

A Gres Panaria Portugal, S.A. foi constituída a partir da fusão das duas empresas da Panaria Group Industrie Ceramiche S.P.A (sede Fiorano Modenese, em Itália), existentes em Portugal, a Maronagrês - Comércio e Indústria Cerâmica S.A e a Novagres - Industria Cerâmica S.A, a 28 de Dezembro de 2006.

A Gres Panaria Portugal, S.A. é uma sociedade anónima, com sede social em Chousa Nova com duas unidades Industriais: uma em Aveiro (Divisão Love Tiles) e outra em Ílhavo (Divisão Margres).

IMAGEM 1:ESTRUTURA DO GRUPO

TABE L A 1-CA RACTE R ÍS TICAS DA DIVIS Ã O

Dominação social Gres Panaria Portugal S.A

Capital Social 16.500.000 €

Unidade Industrial Divisão Margres

Localização Chousa Nova, freguesia de S. Salvador, concelho de Ílhavo, distrito de Aveiro

CAE (Revisão 3)/NACE 23312 (Código NACE 23.31) - Fabricação de ladrilhos, mosaicos e placas cerâmicas

Atividade Produção de pavimentos e revestimentos em grés porcelânico N.º de colaboradores 230 (em 2015)

Faturação (28.641.317 € em 2015), sendo cerca de 54,7% deste valor obtido no mercado externo

Descrição dos produtos Produzidos

Grés porcelânico natural, polido, amaciado e retificado com formatos desde o 20x20 ao 60x120 cm

Produção média 6.808,7 m2/dia de produto

Relação com a casa Mãe A estratégia geral é definida pelo Panariagoup (Itália), mas operacionalmente a Gres Panaria Portugal, S.A. é independente, com gestão autónoma

Sistema de Gestão Ambiental Comum nas duas divisões da Grés Panaria Portugal S.A., desde Dezembro de 2009

Responsável Ambiental Eliana Sá (eliana.sa@grespanaria.pt; tef.: 00351234303030)

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015 e 1º Semestre de 2016

1.2 Principais Marcos Históricos da Empresa

1981 A história da empresa iniciou-se na década 80 com a então intitulada Maronagrês - Pavimentos Porcelânicos Limitada, fundada em 1981 com o objetivo de produção de artigos porcelânicos e afins, bem como o seu comércio e exportação.

1983 Inicia-se a produção de grés, na unidade construída na Chousa Nova, em Ílhavo.

1992 Desde 1992 tem alguns produtos certificados pelo Organismo de Certificação Sectorial do Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro, cujas competências atualmente são do CERTIF – Associação para a Certificação de Produtos.

1995 Desde 1995 tem alguns produtos certificados pelo CSTB - Centre Scientifique et Technique du Bâtiment – França, usufruindo do uso da Marca NF-UPEC.

1997 Cria-se a Comporcer – Companhia Portuguesa de Cerâmica S.A., com vista à realização investimentos na indústria cerâmica, comércio, fabrico e exportação de produtos cerâmicos.

1998 Ocorre a fusão e cisão, com transferência de património de uma sociedade cindida (que incorporava a Maronagrês - Pavimento Porcelânicos Limitada) para a sociedade, mas com dominação social diferente, Maronagrês - Comércio e Indústria Cerâmica, S.A..

2000 O Sistema de Gestão da Qualidade foi certificado pela APCER – Associação Portuguesa de Certificação segundo a norma NP EN ISO 9001:1995.

Outubro de

2002 Aquisição do controlo operacional da Margres (ex. Maronagrês) pelo Panariagroup, um dos principais grupos italianos de cerâmica presente no mercado internacional com uma série de marcas prestigiadas (Panaria, Cotto D´Este, Fiordo, LEA).

Setembro de

2003 Lançamento da marca Margres como marca de fabrico da Margres (ex. Maronagrês) (que era a marca de fabrico desde a sua fundação).

2003 O Sistema de Gestão da Qualidade é certificado pela APCER – Associação Portuguesa de Certificação segundo a norma NP EN ISO 9001:2000.

Novembro de

2004 Estreia na Bolsa de Milão, sendo cotada no mercado STAR da Panariagroup, e a Margres (ex.

Maronagrês) como participada.

Novembro

2005 Aquisição da unidade industrial Novagrés- Indústria Cerâmica S.A, localizada em Aveiro pela Panariagroup.

Dezembro

2005 Sistema de Gestão Ambiental certificado pela APCER, em conformidade com a norma NP EN ISO 14001:2004.

Junho 2006 A 6 de Junho obtém o registo no EMAS com n.º PT-000051.

Dezembro

2006 A 28 de Dezembro ocorre a fusão por incorporação da Novagres na Maronagres com alteração das denominações sociais das empresas para Gres Panaria Portugal S.A, com duas divisões:

Divisão Margres e Divisão Novagres.

Maio 2008 Love Tiles passa a ser a Marca da ex Novagres e também nome da divisão: Gres Panaria Portugal

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Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016 |

Julho 2015 Montagem de nova linha de produção, com Prensa PH 3590, que permitiu a produção do formato 90x90.

1 Semestre 2016

Montagem de nova linha de Polido, que permitiu aumentar a capacidade de processamento de material com acabamento superficial (Polido).

1.3 Os Produtos

Os produtos produzidos na da Gres Panaria Portugal, S.A.- Divisão Margres, adiante designada Unidade Industrial de Ílhavo, são mosaicos em grés porcelânico “toda a massa”. Este tipo de produtos conjuga a elevada resistência com a beleza das pedras naturais, aliada a uma extrema facilidade de manutenção e limpeza.

Com uma produção em 2015 a rondar os 2,3 milhões de m2 de grés porcelânico “toda a massa” e esmaltado, numa gama completa de formatos (desde 20x20 cm a 60x120 cm), superfícies, decorações e peças especiais. O produto Margres apresenta uma excelente resistência à abrasão e agentes químicos, elevada dureza superficial, uma absorção de água praticamente nula, elevada resistência mecânica e a choques térmicos.

IMAGEM 2–IMAGEM DO CATALOGO DA SERIE OPEN

IMAGEM 3–IMAGEM CATALOGO DA SERIE TIME

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1.4 O processo de produção

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Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016

2 - O Sistema de Gestão Ambiental

2.1 Estrutura e Critérios Adotados no Sistema de Gestão

O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) da Unidade Industrial de Ílhavo encontra-se implementado de acordo com os requisitos da norma NP EN ISO 14001 e do Regulamento (CE) N.º 1221/2009 do Parlamento do Conselho Europeu de 25 de Novembro de 2009 (EMAS). Este sistema encontra-se integrado num sistema único de gestão, para as áreas do ambiente, qualidade e segurança e saúde no trabalho.

O SGA visa prioritariamente a proteção ambiental, minorando o impacte ambiental das suas atividades e satisfazendo as partes interessadas, abrange a totalidade da organização, aplicando-se aos aspetos ambientais que pode controlar e sobre os quais pode ter influência.

O funcionamento do SGA engloba na sua gestão os seguintes pontos:

• Definição da organização, gestão dos recursos humanos (programa de formação e sensibilização) e responsabilidades;

• Gestão dos aspetos ambientais e sua atualização;

• Estabelecimento dos objetivos e metas ambientais, suportados pelos planos de ações, onde são definidas responsabilidades, meios e prazos para os atingir (Programa de Gestão Ambiental);

• Identificação da legislação aplicável e outros requisitos e avaliação da conformidade legal;

• Definição das ações de controlo operacional e de monitorização e medição para garantir o cumprimento da Política, dos objetivos e metas e dos requisitos legais aplicáveis;

• Identificação e gestão de situações de emergência;

• Gestão de não conformidades, ações corretivas, preventivas e de melhoria;

• Gestão dos registos e documentos do sistema;

• Definição do Programa das Auditorias;

• Elaboração da Declaração Ambiental;

• Revisão pela Gestão e adequação da Política de Sustentabilidade.

Politica Ambiental

Levantamento Ambiental

Sistema Gestão Ambiental

•Gestão dos Aspectos Ambientais;

•Objectivos metas e Programa Ambiental;

•Organização, Recursos Humanos e Responsabilidades;

•Identificação e Avaliação de Conformidade;

•Controlo Operacional;

•Monitorização e Medição;

•Gestão de Não Conformidades, Acções Correctivas, Acções Preventivas e de Melhoria;

•Registos documentados da Gestão Ambiental

•Programa de auditorias

Auditoria Revisão

pela Gestão Objectivos para a Melhoria

Declaração Ambiental Identificação e Classificação

dos Aspectos Ambientais

Melhoria Contínua

Requisitos Legais e outros

e partes interessadas

Partes interessadas

Politica Ambiental

Levantamento Ambiental

Sistema Gestão Ambiental

•Gestão dos Aspectos Ambientais;

•Objectivos metas e Programa Ambiental;

•Organização, Recursos Humanos e Responsabilidades;

•Identificação e Avaliação de Conformidade;

•Controlo Operacional;

•Monitorização e Medição;

•Gestão de Não Conformidades, Acções Correctivas, Acções Preventivas e de Melhoria;

•Registos documentados da Gestão Ambiental

•Programa de auditorias

Auditoria Revisão

pela Gestão Objectivos para a Melhoria

Declaração Ambiental Identificação e Classificação

dos Aspectos Ambientais

Melhoria Contínua

Requisitos Legais e outros

e partes interessadas

Partes interessadas

IMAGEM5–FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

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5 e 1º Semestre de 2016 A estrutura organizacional da Gres Panaria Portugal desde 26-03-2015 encontra-se representada no esquema

seguinte:

Direção de Recursos Humanos

Presidente

Direção Executiva e Estratégica

Direção Comercial e de Marketing Direção Operativa

Direção de Qualidade, Ambiente e SST

Direção de Produção

Ílhavo

Direção de Produção

Aveiro

Direção de Programação e

logística

Direção de Compras

Direção de Sistemas de Informação

Direção Financeira

Direção de Comercial (1)

Direção de Comercial (2)

Direção de Comercial (3)

Direção de Marketing Assistente Direção

Operativa Produção, Logística e

QAS

Direção de Product Development

IMAGEM 6–ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA GRES PANARIA PORTUGAL

2.2 Política de Sustentabilidade

A política integrada Qualidade e Ambiente foi definida pela Administração, em Maio de 2003, tendo sido alvo de revisões posteriores e a versão atual, designada de Política de Sustentabilidade, data de 14 Fevereiro de 2011, sendo única para as duas Unidades Industriais da Gres Panaria Portugal.

Através da Política de Sustentabilidade estão estabelecidos os princípios que orientam a conduta ambiental da Unidade Industrial de Ílhavo, nomeadamente o seu compromisso de melhoria contínua, de cumprimento dos requisitos legais e outros, privilegiando a prevenção da poluição e a adoção das melhores práticas ambientais.

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Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016

Política de Sustentabilidade

A Gres Panaria Portugal S.A., consciente das suas responsabilidades ambientais e sociais assume o compromisso com os princípios de orientação estratégica determinantes para a melhoria contínua do Sistema de Gestão Integrado, bem como o desenvolvimento sustentável do negócio e a remuneração do capital investido.

Assim, a administração da Gres Panaria Portugal assume os seguintes compromissos:

Cumprimento com os requisitos legais e outros que a organização subscreva inerentes às suas atividades produtos e serviços;

Satisfação dos seus clientes e restantes partes interessadas;

Inovação e desenvolvimento dos produtos antecipando as expectativas dos seus clientes e assegurando a sustentabilidade dos produtos ao longo do seu ciclo de vida;

Envolvimento e motivação dos seus colaboradores pois constituem um ativo determinante para o sucesso da empresa;

Prevenção da poluição, contribuindo para a minimização dos impactes ambientais e optando sempre que possível e economicamente viável pelas melhores tecnologias disponíveis;

Prevenção de incidentes e doenças ocupacionais, através da minimização de lesões, ferimentos e danos para a saúde dos colaboradores, optando por equipamentos e técnicas operativas compatíveis com o cumprimento da legislação e normas de Segurança e Saúde no Trabalho aplicáveis, contribuindo assim para a qualidade de vida dos colaboradores.

Compromete-se assim a implementar, documentar, comunicar, rever e divulgar a presente Política de

Sustentabilidade, bem como os restantes pressupostos estratégicos, a todos os colaboradores e restantes partes interessadas numa perspetiva de transparência organizacional, procurando envolver no seu Sistema de Gestão os colaboradores, os clientes, os fornecedores, comunidade local e sociedade em geral.

14 de Fevereiro de 2011

Marco Mussini

2.3 Aspetos Ambientais Significativos e Impactes associados

A Unidade Industrial de Ílhavo procede à identificação dos aspetos ambientais diretos (que pode controlar) e indiretos (que pode influenciar) e os respetivos impactes associados, em condições normais, anormais e de emergência.

Aspetos ambientais diretos

A avaliação da significância dos aspetos ambientais diretos/controláveis é realizada atribuindo a cada critério uma classificação de 1 a 5, sendo o “5” o mais penalizante. A significância dos aspetos ambientais é obtida de acordo com o esquema:

Os Aspetos Ambientais significativos estão descritos no Tabela 2 assim como as principais atividades que contribuem para os mesmos.

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5 e 1º Semestre de 2016 Tabela 2- Aspetos ambientais diretos e impactes significativos

Aspeto Ambiental

Impacte Ambiental

Atividade/Processo/Produto/ Serviço

Condão Operão

Medida de Controlo

Objetivo e meta 2015

Recão de matérias-primas Preparão de Pastas e atomizão Prensagem/Conformão e secagem Decoração Cozedura Polido Escolha e Embalagem Armazenagem e expedão Manutenção Formão/Informão; Monitorização Controlo do Processo/ Doc. postos de Trabalho Manutenção Equipamentos e infraestruturas Controlo operacional específico Cumprimento de licenças, títulos, planos de racionalizão e outros Consumo de

MP e auxiliares

Redução de recursos naturais

N Consumo de

Materiais (Embalagem)

Redução de recursos

X X X

N Consumo de

água (furos)

Redução de recursos

hídricos X

X X

N Consumo

Energia elétrica

Impactes da produção e transporte de

energia

X X X

X X X

X X

N X

Consumo de Gás Natural

Redução dos Recursos

Naturais x x

x

X

N Produção de

Resíduos de caco cozido

Impactes da valorização externa do resíduo

N Produção de

Resíduos de lamas ETARI

Ocupação do

solo N

Emissões Gasosas (fonte fixa)

Poluição atmosférica

x

x x

x x

N Emissões

Gasosas (difusas)

Poluição

atmosférica N

Emissão de GEE

Alterações climáticas

x

x x

x

x x x

N X

Produção de efluente

líquido

Poluição

hídrica N

Área de Construção

Impermeabili

zação solos N

Produção de ruído

Poluição sonora

X

X X

X X X X X X

N X

N- Normal; E- Emergência com objetivo e meta ambiental

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Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016

Cenários de emergência

No que se refere aos aspetos ambientais relacionados com situações de emergência são também classificados utilizando a mesma metodologia que os aspetos diretos/controláveis para a atribuição da significância.

Os cenários/situações de emergência identificados são:

• 01 – Incêndio e Explosão;

• 02 - Fuga de gás;

• 03 – Derrame;

• 04 – Catástrofe Natural.

O cenário 03 – Derrame abrange derrame de combustível, óleo, produto químico ou águas residuais.

Estão definidos procedimentos genéricos a tomar em caso de emergência dentro das instalações e no perímetro próximo exterior à mesma.

Além destes procedimentos, a Unidade Industrial de Ílhavo tem aprovadas (a 17.05.2016) e implementadas Medidas de Autoproteção de acordo com o Decreto-Lei 220/2008, alterado pelo DL 224/2015 e Portarias associadas, para a 1.º categoria de risco de incêndio, utilização tipo XII.

Os meios de 1ª intervenção existentes são:

• Kit de emergência para derrames;

• Extintores;

• Rede de incêndio armada;

• Botoneiras de alarme.

De forma a tornar operacionais os procedimentos e contribuir para o treino dos colaboradores, são realizados exercícios de simulacro, onde se testam os modos de atuação previsto, com vista á melhoria contínua.

Em 2015 arrancou o programa de simulacros para o triénio 2015-2016-2017, sendo que para o ano 2015 foi realizado simulacro para o cenário de incêndio. No 1º semestre de 2015 foi ministrada formação sobre meios de 1ª intervenção para combate incêndio. Em 2016 está prevista para o 2º semestre o simulacro de fuga de gás.

Aspetos ambientais Indiretos

A identificação dos aspetos ambientais indiretos é efetuada com base na análise das atividades, produtos e serviços, realizados por terceiros.

No que se refere à significância de um aspeto ambiental indireto/influenciáveis, os critérios utilizados baseiam-se na existência de requisitos legais aplicáveis a terceiros que possam afetar o cumprimento por parte da Unidade Industrial de Ílhavo e capacidade de influência (se tem ou não capacidade de influência sobre o fornecedor).

A atribuição do critério de requisitos legais e outros aplicáveis a terceiros é conforme a seguinte descriminação:

Significância Categoria Descrição da aplicabilidade de requisitos legais ou outros 1 Significativo Existem e, embora aplicáveis a terceiros, podem afetar o cumprimento por

parte da Unidade Industrial de Ílhavo

2 Não Significativo Existem, aplicáveis a terceiros, mas não afetam o cumprimento por parte da Unidade Industrial de Ílhavo

3 Não Significativo Não existem

Os aspetos ambientais e impactes significativos indiretos encontram-se resumidos na tabela 3.

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5 e 1º Semestre de 2016 Tabela 3- Aspetos ambientais indiretos significativos por tipo de Atividade/Produto/Serviço

Atividades/ Produtos/ Serviços

Aspetos Ambientais

Consumo Energia elétrica Consumo de combustível Consumo de água Consumo de Matérias- primas e auxiliares Consumo de materiais Emises Gasosas Produção de Ruido Produção de Resíduos Produção de Efluente líquido

Produtos

Acessórios Cerâmicos/Decorações r r r r r r

Matérias-primas da Preparação da

Pasta r r r r r r r r r

Matérias-primas da Preparação de

Vidros r r r r r r r r r

Pavimento e Revestimento r r r r r r r r r

Embalagens r r r r r r r r r

Equipamentos de refrigeração r r r

Reagentes para a ETARI r r

Serviços

Destinatários/transportadores de

Resíduos r r r r r r r r r

Construção Civil r r r r r r r r r

Transportes de produto r r r

Aluguer viaturas/Equipamentos r r r

Limpeza r r r r r r r r

Manutenção de Empilhadores r r

Manutenção de Extintores r r

Manutenção aos compressores r r

Manutenção aos equipamentos de

frio r r

Monitorizações ambientais r r r r

Prestação de cuidados de Saúde r r

produção e e energia s Recursos rais s Recursos ca s Recursos rais s Recursos osférica onora lorização/ e reduos ídrica

(14)

13

e 1º Semestre de 2016

2.4 Programa de Gestão Ambiental

A Unidade Industrial de Ílhavo está consciente que o desempenho do sistema implementado pode ser melhorado pela redução dos impactes ambientais negativos. Neste sentido, a Unidade Industrial de Ílhavo definiu o seguinte Programa de Gestão Ambiental, que contempla os aspetos ambientais significativos e outros com importância para o seu Sistema.

Objetivos e Programa Ambiental 2015

Tabela 4 – Resultado do programa ambiental definido para 2015 Aspeto

Ambiental Objetivo Indicador Resumo das Ações Meta Resultado

2015

|Cumprimento/

Desvio Meta|

Produção de Resíduos

Manter produção específica de resíduos:

Produção específica de

resíduos (t/t)

-Controlo de novas fontes de produção de resíduos e implementação de medidas de controlo;

-Otimização das embalagens (uma embalagem, vários produtos);

-Montagem de nova linha de embalagem que faz a própria impressão nas caixas de cartão;

- Manter a operacionalidade dos sistemas de recolha (contentores) e de acondicionamento de resíduos (parque de resíduos e equipamentos de compactação);

-Sensibilização para o aspeto ambiental produção de resíduos;

-Revisão/atualização de destinos finais e custos.

- Monitorização de desempenho, ao nível da produção de resíduos, segundo métrica dos indicadores EMAS.

Atuação face a desvios ou tendências de aumento.

0,17 t/t

0,18 t/t 0,16t/t*

*Excluído resíduos de

obras de melhoria das condições de operação, alteração da cobertura de parte da

nave industrial (1.299,98 t)

6 % -6%*

Consumo de Água

Diminuir 24% o consumo

específico de consumo de água do furo:

Consumo específico de água

do furo (m3/t)

- Manter a operacionalidade do sistema de água reciclada;

- Manter as práticas de utilização de água reciclada (água tratada da ETARI) -Rever as utilizações de água reciclada na Preparação de Pastas no sentido de avaliar a viabilidade de reincorporar água reciclada.

-Controlo ao nível da produção dos consumos de água de furo nas seções Linhas, polida e Preparação de Pastas.

Atuação perante desvios

-Sensibilização para o aspeto ambiental consumo de água e respetivas Boas Práticas.

-Monitorização de desempenho, ao nível do consumo de água do furo, segundo métrica dos indicadores EMAS.

Atuação face a desvios ou tendências de aumento do consumo

1 m3/t 1,56 m3/t 56%

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015 e 1º Semestre de 2016 Aspeto

Ambiental Objetivo Indicador Resumo das Ações Meta Resultado

2015

|Cumprimento/

Desvio Meta|

Consumo de Energia

Diminuir 5% o consumo específico de consumo de energia:

Consumo específica energia

total (MWh/t)

- Aumento da iluminação natural:

-Substituição de cobertura no pavilhão das Linhas

-Sensibilização para o aspeto ambiental consumo de energia - Substituição do isolamento térmico do atomizador

- Monitorização de desempenho, ao nível do consumo de energia elétrica, segundo métrica dos indicadores EMAS.

Atuação face a desvios ou tendências de aumento do consumo.

2,14MWh/t 2,23

MWh/t

4,2%

Emissões de gases com

efeito de estufa

Manter a emissão específica de dióxido de carbono:

Emissão específica de CO2

(tCO2/t)

- Controlo de novas fontes de consumo/emissão;

- Manter a operacionalidade dos sistemas de recuperação de ar quente;

- Manter a afinação e calibração (quando aplicável) dos equipamentos de queima queimadores de gás natural

- Manter em condições controladas o estado de conservação e manutenção da tubagem de gás natural, nomeadamente controlo de fugas;

- Manter o rigor nas metodologias de cálculo das emissões, em conformidade com as recomendações da APA.

Acompanhamento das emissões, de acordo com metodologia aprovada.

- Garantir a atualização do TEGEE;

- Verificação interna CELE

0,35tCO2/t 0,35 tCO2/t

=

0%

*-A redução de caco cozido traduz-se num aumento de eficiência da instalação, pois implica mais produção, logo com melhoria em todos os indicadores de desempenho

Objetivo/meta atingido;

Objetivo/meta não atingido e com evolução positiva comparativamente ao ano anterior

Objetivo/meta não atingido e com resultado pior que no ano anterior Nota: O estado da ação e a análise das causas, estratégias adotadas para a minimização no caso de desvios, encontra-se detalhado no capítulo Desempenho Ambiental para cada aspeto ambiental na rubrica atividades/ ações desenvolvidas em 2015/16

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Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016

2.5 Formação, sensibilização e Participação

O envolvimento, motivação e participação dos colaboradores no sistema de gestão ambiental é promovido através de diversas ferramentas, tais como as caixas de sugestões, placards informativos, reuniões promovidas com colaboradores ao nível das várias direções e ações de formação e sensibilização.

O Manual de Acolhimento possui também informação sobre o sistema de gestão, incluindo a Política de Sustentabilidade e algumas boas práticas ambientais, incentivando-se as sugestões de melhoria.

O Regulamento para Fornecedores, é outro meio utilizado para informar das práticas ambientais e de segurança, incluindo emergência que é necessário respeitar na Gres Panaria Portugal.

Em 2015, foi feita uma auscultação aos colaboradores, por amostragem, utilizando um questionário e os resultados obtidos demostraram que os colaboradores conhecem os aspetos ambientais da empresa e as ações de prevenção e minimização, com um índice de consciência ambiental de 70%. As questões relativas ao aspeto ambiental emissões gasosas (Ar) foi o pior classificado, com 54%. No entanto, ficou concluído que durante as entrevistas os colaboradores responderam em termos de SST e não de ambiente, ou seja, qualidade do ar nos postos de trabalho em vez de qualidade do ar exterior.

De acordo com as necessidades dos colaboradores, são planeadas as ações de formação e sensibilização, incluindo as necessárias para assegurar as competências dos colaboradores com responsabilidades ambientais.

Durante 2015 e 1.º semestre de 2016, destacam-se as seguintes ações de formação:

• Eficiência no consumo de Energia na Industria-Comportamentos e Medidas, carga horária global de 4 horas, envolvendo a participação de 1 colaborador.

• Elaboração de planos de Emergência Ambiental, carga horária global de 7 horas, envolvendo a participação de 1 colaborador.

• Gestão Ambiental, carga horaria 52 horas e envolvendo a participação de 2 colaboradores.

Durante o 1.º Semestre 2016 para a sensibilização ambiental aos colaboradores contribuíram a publicação dos seguintes cartazes e/ou iniciativas:

• Cartaz UNIDADE INDUSTRIAL DE AVEIRO INFORMA QUE EM 2015…

• Cartaz DIA MUNDIAL DA ÁGUA 2 2 D E M A R Ç O D E 2 0 1 6

• Cartaz DIA MUNDIAL DO AMBIENTE com o tema LUTAR PELA VIDA SELVAGEM

• Cartaz RESULTADOS 7 PEDITORIO DA ECOPILHAS

• Iniciativa do DIA MUNDIAL DA ÁRVORE, em que plantou simbolicamente, uma árvore de fruto em cada unidade industrial.

2.6 Comunicação e relações externas

As Declarações Ambientais, constituem um instrumento de excelência de comunicação e diálogo com o público e outras partes interessadas, tendo o objetivo de fornecer informações de carácter ambiental, relativas aos aspetos e impactes ambientais das atividades, produtos e serviços e à melhoria contínua do seu desempenho ambiental.

No dia 26 de junho celebrou-se pela primeira vez o Dia Gres Panaria Portugal, um dia em que se celebrou a união e confiança entre todos os colaboradores.

Mensalmente, é publicada uma Newsletter Interna GPP, que relata os principais acontecimentos que marcaram o mês.

(17)

5 e 1º Semestre de 2016 A Gres Panaria Portugal tem dois showrooms aberto ao público e recebe visitas planeadas dos seus clientes, para

ambas as marcas, incluindo a marca Margres. Os Showrooms de Lisboa1 e Aveiro receberam, durante o ano de 2015, um total de 3636 visitantes e no primeiro semestre de 2016, receberam 1187*.

Em 2015 a Gres Panaria Portugal doou um total de 640 m2 de material cerâmico das duas marcas comerciais Margres e Love Tiles, no valor de 13.650€euros às seguintes instituições: CERCIAVE, Escuteiros Oliveirinha, APPACDM e Associação Aldeia São Sebastião.

* Showroom de Aveiro com registos limitados.

(18)

Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016

3-Desempenho Ambiental

Neste capítulo descrevem-se resumidamente os resultados relativos à evolução do desempenho ambiental e ações desenvolvidas em 2015 e a desenvolver ainda até ao final do ano, no seguimento do compromisso de melhoria continua.

3.1 Indicadores globais de desempenho ambiental 2015

+

IMAGEM 7–DESEMPENHO AMBIENTAL 2015 INPUT

OUTPUT

Efluente Líquido CQO 57,52 t SST 48,48 t

Emissões Gasosas4

Produção Polido/

Retificado/Amaciado

CLIENTES

Derivados Petróleo

43,13 t

Eletricidade 21.037,56

MWh

Água Extraída:

81.904 m3

1.556.244 m2

Matérias- Primas 68.834t

Consumo de Gás Natural 8.148.758 Nm3

Materiais Auxiliares 1.318 t

21,6 t

Paletes: 265,3t Cartão: 194,1t Plástico: 21,6t Aço: 0.11 t

NOx 13,3 t

SOx 17,5 t

Resíduos

Valorizados 9.469,9 t

Não Valorizados 9,74 t

Portugal Emissões de CO2

das Matérias- Primas 459,52 t

Emissões de CO2

das Matérias Auxiliares

18,72 t

Emissões de CO2

do Gasóleo* e Gás Propano

7,42 t

Emissões de CO2 do Gás Natural 17.640,64t

Produção Natural 758.705 m2

CBO5 12,70t

Fluoretos 0.86 t Partículas Área de Construção

54.060 m2

*- geradores de emergência (CELE

)

(19)

5 e 1º Semestre de 2016 Tabela 5 – Desempenho ambiental da Unidade Industrial de Ílhavo (valor A e B)

Área Indicador Unidade Resultados

Ano 2014 Ano 2015 1º S.2016

Produção (B) t 43.130,05 52.368,78 31.789,28

Produção* m2 1.909.064,32 2.314.949,80 1.408.003,99

Eficiência Energética

Consumo de Energia

Total MWh 97.092,46 116.971,83 67.598,96

Elétrica MWh 17.446,20 21.037,56 11.833,39

Gás Natural MWh

79.083,08 95.420,46 55.582,66

Gasóleo MWh 563,17 513,82 182,91

Consumo de energia a partir de fontes renováveis produzidas pela empresa

MWh 0 0 0

Eficiência dos Materiais

Consumo de matérias-primas t 56.723,39 68.834,09 41.326,08

Consumo auxiliares t 1.144,46 1.317,71 780,81

Água Consumo de água

subterrânea (furos) Total M3 56.667 81.904 54.996

Resíduos

Resíduos totais t 7278,88 9.479,68 4.836,80

Resíduos não perigosos

Caco (LER: 10 12 08)* t 2.159,44 2.185,79 1.036,02 Lamas (LER: 10 12 13)* t 4.721,40 5.580,38 3.178,24

RIB´s (LER: 10 12 99) t 30,26 36,94 14,88

Outros não perigosos t 365,88 1.665,24 601,52

Resíduos perigosos Kg 1.886 11.323,8 6.142

Biodiversidade Utilização dos Solos, área construída m2 54.060 54.060 54.060 Emissões de

gases com efeito de estufa

Emissões de CO2 CELE tCO2 15.101,31(2) 18.126,30 10.550,01

Emissões de CO2 Restantes tCO2 146,90 128,83 48,31

(20)

Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016

Tabela 6 – Indicadores de Desempenho ambiental da Unidade Industrial de Ílhavo (valor R)

Área Indicador Unidade Resultados

Ano 2014 Ano 2015 1º S.2016

Eficiência Energética

Consumo de Energia

Total MWh/t 2,25 2,23 2,13

Elétrica MWh/t 0,40 0,40 0,37

Gás Natural MWh/t 1,83 1,82 1,75

Gasóleo MWh/t 0,01 0,01 0,01

Consumo de energia a partir de fontes

renováveis produzidas pela empresa MWh/t 0 0 0

Eficiência dos Materiais

Consumo de matérias-primas e

auxiliares t/t 1,34 1,34 1,32

Água Consumo de água subterrânea (furos) m3/t 1,31 1,56 1,73

Resíduos

Resíduos totais t/t 0,169 0,181 0,152

Resíduos não perigosos

Caco

(LER: 10 12 08) t/t 0,05 0,04 0,03

Lamas

(LER: 10 12 13) t/t 0,109 0,107 0,100

RIB´s

(LER: 10 12 99) t/t 7,00E-04 7,00E-04 5,00E-04 Outros não

perigosos t/t 0,008 0,032 0,019

Resíduos perigosos Kg/t 0,044 0,216 0,193

Biodiversidade Utilização dos Solos, área construída m2/t 1,25 1,03 1,70 Emissões de

gases com efeito de estufa

Emissões de CO2 CELE tCO2/t 0,35(2) 0,35 0,33

Emissões de CO2 (restantes) tCO2/t 3,41E-03 2,47E-03 1,53E-03

Emissões Gasosas

Emissão de NOx total Kg NOx/t 0,29 0,25 n.d

Emissão de SOx total Kg SOx/t 0,34 0,33 n.d

Emissão de Partículas (PM) total Kg PM/t 0,27 0,41 n.d

n.d. – dado ainda não disponível

* - Resíduos enviados para R5 e/ou R13.

**- A emissão de SOx é resultado de fatores de emissão do PRTR, uma vez que a empresa está dispensada da sua monitorização pela CCDRC face ao uso de gás natural (combustível com emissão vestigial ou nula)

(2) – Cálculo das emissões de CO2 com base no fator emissão das argilas

*** Valores a ser submetidos a verificação CELE no período compreendido entre 1-01-2017 e 31-03-2017

(21)

5 e 1º Semestre de 2016

3.2. Comportamento Ambiental e conformidade legal por Aspeto Ambiental

Eficiência energética

Aspeto Ambiental:

Consumo de energia (elétrica e combustíveis) Impacte

Ambiental:

Impactes da produção e transporte de energia Redução dos recursos naturais

Descrição e Ações

desenvolvidas 2015/2016:

A melhoria da eficiência energética é uma preocupação constante na Unidade Industrial de Ílhavo, pois além de contribuir para a redução dos impactes ambientais, contribui para a redução de custos e para o aumento da competitividade.

Possui tecnologia de fabrico por monocozedura (“uma só cozedura”), tecnologia esta mais eficiente do ponto de vista energético quando comparado com a bicozedura (“2 cozeduras sequenciais”).

A Unidade Industrial de Ílhavo tem vindo a implementar uma série de medidas no sentido da redução dos seus impactes ambientais relacionados com o consumo de energia.

A eletricidade e o gás natural, são as principais fontes de energia utilizadas. Os principais equipamentos produtivos, como fornos, atomizador e secadores são alimentados a gás natural desde 1997.

Tem instalados à data, sistemas de recuperação do ar de arrefecimento para o ar de combustão, nos dois fornos existentes.

Em 2014 foi montado o aproveitamento de ar quente dos fornos para a secagem de peças na escolha.

Em 2015 foi instalado uma nova prensa e respetivo secador horizontal a gás natural.

Desempenho:

IMAGEM 8–EVOLUÇÃO DO CONSUMO ESPECÍFICO DE ENERGIA POR TONELADA DE PRODUTO PRODUZIDO.

Principal Legislação Aplicável

Decretos-lei n.º 71/2008, Lei 7/2013 Portarias n.º 519/2008, 461/2007

Despachos n.º 17313/2008; 17449/2008 Decreto-lei nº 68-A/2015

Análise da evolução

Em 2013 solicitou à DGEG o pedido de dispensa de apresentar auditorias energéticas, elaborar e executar os Planos de Racionalização do Consumo de Energia, ao abrigo do artigo 4º do Decreto-Lei n.º 71/2008, por se encontrar abrangida pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) para o período 2013/2020. Obteve resposta favorável desta entidade, com extinção do n.º de operador a 14/08/2013.

0 1 2 3

2013 2014 2015 1.º Sem. 2016

1,81

2,25 2,23 2,13

Consumo Específico Energia MWh/t)

(22)

Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016

Cumprimento Legal:

A Unidade Industrial de Ílhavo possui um posto de abastecimento de combustível, pertença da GALP, devidamente licenciado e com separador de hidrocarbonetos.

Foi realizada a auditoria energética à instalação no âmbito do Decreto-Lei n.º 68-A/2015 e efetuado o registo da instalação no site da DGEG a 28/06/2016, bem como a submissão do relatório de auditoria a 10-11-2016.

Em agosto de 2015, realizou a inspeção periódica trienal à rede de gás Natural.

(23)

5 e 1º Semestre de 2016

Eficiência dos Materiais

Aspeto Ambiental:

Consumo de matérias-primas e auxiliares Consumo de materiais

Impacte

Ambiental: Redução de recursos naturais Redução de recursos

Descrição e Ações

desenvolvidas 2015/2016:

O consumo de materiais inclui: matérias-primas, materiais auxiliares e outros materiais.

As matérias-primas utilizadas pela Unidade Industrial de Ílhavo são: argilas, areias, feldspatos, caulino e dolomite. As matérias auxiliares são: vidros, tintas, corantes, abrasivos e outros materiais auxiliares.

O impacte do consumo de matérias-primas é minimizado através da recuperação e valorização interna do caco cru e pó, resultante da prensagem do material, o qual é corretamente separado e é novamente reintroduzido no processo, reduzindo dessa forma o consumo de matérias-primas virgens.

Desde 2011 que se aposta na produção de produtos de espessura mais reduzida, o que permitem reduzir o consumo de matérias-primas virgens (recursos naturais) e também energia.

Desempenho:

IMAGEM 9– CONSUMO ESPECÍFICO DE MATÉRIAS PRIMAS E AUXILIARES POR TONELADA DE PRODUTO (T/T) Análise da

evolução:

Não existem grandes alterações das matérias-primas em uso, mantendo-se estável o consumo específico.

O aumento de 2013 para 2014 não é real, pois deve-se a uma alteração da metodologia de apuramento dos dados de produção já anteriormente explicada.

Principal Legislação Aplicável

Matérias-primas minerais, licenciamento: Decreto-Lei n.º 270/2001 alterado pelo Decreto-Lei n.º 340/2007

Regulamento REACH – Regulamento CE n.º 1907/2006 na sua versão atual, Regulamento UE 830/2015;

Regulamento CLP – Regulamento CE 1272/2008 alterado pelo Regulamento UE 487/2013, Decreto- Lei 88/2015.

Decretos-Lei n.º 98/2010 e n.º 82/2003 alterado pelo Decreto-Lei n.º 63/2008 Decreto-Lei 155/2013; Regulamento UE n.º 758/2013

0,0 0,5 1,0 1,5 2,0

2013 2014 2015 1.º Sem. 2016

1,08 1,34 1,34 1,32

Consumo específico (t/t)

(24)

Declaração Ambiental Margres | 2015 e 1º Semestre de 2016

Agua

Aspeto Ambiental:

Consumo de água Impacte

Ambiental:

Redução dos recursos hídricos Descrição e

Ações

desenvolvidas 2015/2016:

A água é um recurso natural de vital importância para a Unidade Industrial de Ílhavo, sendo a sua gestão um aspeto fundamental e uma oportunidade de melhoria. Uma das formas encontradas para a minimização do impacte ambiental do consumo de água, foi a reutilização da água tratada das ETARI´s da unidade industrial (pastas e polido), nas atividades em que tal foi possível, ou seja, no circuito fechado de águas da secção do polimento (processo produtivo) e nas diversas lavagens realizadas na secção de preparação de pastas e na secção de decoração.

Desempenho:

IMAGEM 10–EVOLUÇÃO DO CONSUMO ESPECÍFICO DE ÁGUA POR TONELADA PRODUZIDA.

Análise da evolução:

O aumento do consumo específico de água nos últimos dois anos, é consequência da utilização de água de furo nas moagens, em detrimento da água reciclada por questões de garantia de qualidade.

As necessidades do mercado, também contribuem para o aumento do consumo, pois obrigam a ciclos de produção mais curtos e que implica um maior número de lavagens.

Principal Legislação Aplicável

Lei n.º 58/2005, na sua versão atual

Decreto-Lei n.º226-A/2007 (alterado pelo DL 391-A/2007 e DL 93/2008);

Licença de captação dos 2 furos existentes: n.º1211/2010 e 863/2009 Cumprimento

Legal:

A Unidade Industrial de Ílhavo possui dois furos alternativos devidamente legalizados e monitoriza mensalmente através de dois contadores a água extraída, comunicando com periodicidade trimestral o volume de água extraído.

Tabela 7- Características do sistema de extração de água, para uso industrial, em 2015 e 1.º semestre de 2016 Alvará de

Licença

Volume máximo mensal autorizado (m3)

Volume máximo mensal extraído

(m3)

Volume Total

(m3)

M3 Extraídos/m3

legalmente Autorizado (%)

2015 Furo 1 1211/2010 5.000 853 (Janeiro) 2.330 3,9%

Furo 2 863/2009 18.000 8.372 (Junho) 79.574 36,8%

1º S.

2016

Furo 1 1211/2010 5.000 137 (Janeiro) 209 0,7%

Furo 2 863/2009 18.000 10.450 (Maio) 54.787 50,7%

Enviou no início de 2016 os valores de água extraída dos furos referente ao ano 2015 para a ARH e efetuou o pagamento da taxa de utilização dos recursos hídricos relativo ao ano 2015.

Para consumo humano a empresa recorre a água engarrafada (beber) e a água da rede pública para as instalações sociais.

0,0 0,5 1,0 1,5 2,0

2013 2014 2015 1.º Sem. 2016

0,92 1,31 1,56 1,73

Consumo Espefico de Água (m3/t)

(25)

5 e 1º Semestre de 2016

Resíduos

Aspeto Ambiental:

Produção de Resíduos Impacte

Ambiental:

Ocupação do solo

Impacte da eliminação ou valorização externa de resíduos Descrição e

Ações

desenvolvidas 2015/2016:

A gestão dos resíduos produzidos na Unidade Industrial de Ílhavo tem como princípio orientador a recolha seletiva, isto é, a separação adequada nos locais de produção e o seu correto encaminhamento para um destino autorizado que permita preferencialmente a sua valorização. Para isso, dispõe de um parque de resíduos para armazenamento temporário dos resíduos produzidos, com zona impermeabilizada destinada a resíduos perigosos. Estas condições permitem uma melhor triagem e armazenamento dos resíduos e o seu correto encaminhamento para destino final autorizado.

A produção de resíduos de caco cozido e lamas da ETARI são os resíduos mais significativos.

Iniciou em 2012 o envio para a Unidade Industrial de Aveiro, de parte das lamas de ETARI produzidas.

No entanto, ao longo do tempo, a quantidade de lamas encaminhada para a Unidade de Aveiro foi reduzindo e desde 2015 que está suspensa esta reutilização interna, por questões operacionais do processo de Aveiro.

Em 2015 iniciou-se a valorização interna, também na Unidade de Aveiro, dos resíduos de carbonato de cálcio do filtro de fluoretos.

Todos os anos, no âmbito dos objetivos de Sustentabilidade, é revista a meta associada ao objetivo de redução de caco cozido, no sentido da melhoria contínua dos processos.

Desempenho: Tabela 8— Quantidade de resíduos geridos na Unidade Industrial de Ílhavo descriminados por código LER e operação

LER Descrição do Resíduos Quantidade (ton) Operação de Gestão 2015 1º S. 2016

10 12 08 Caco Cozido 2.185,8 1.036,02 R 05

10 12 10 Brita do filtro de Fluoretos 118,22 135,48 R 05

10 12 13 Lamas ETARI 5580,38 3.178,24 R 05

10 12 99 Resíduos Industriais Banais (RIB´s) 36,94 14,88 R 13

13 02 08 (*) Óleos usados 1,4 0 R 09

13 05 02 (*) Lamas separador hidrocarbonetos 0,32 0 D 09

14 06 01(*) Gases Fluorados 0,1028 0 D 15

15 01 01 Embalagens de Cartão 28,1 0 R 13

32,34 29,67 R 12

15 01 02 Embalagens de Plástico 18,94 7,20 R 12

3,48 0 R13

15 01 03 Embalagens de Madeira 5,6 8,84 R12

15 01 04 Embalagens de Metal 0,39 0,84 R 13

15 01 10 Embalagens contaminadas 0 0,18 R13

15 01 11 (*) Aerossóis 0,036 0,018 R 13

15 02 02 (*) Absorventes contaminados 1,705 5,6 D 15

16 02 16

Componentes retirados de equipamento fora de uso não

abrangidos em 16 02 15.

0,021 0,022 R 13

0,017 0 R 12

16 03 03 (*) Resíduos inorgânicos com substâncias

Perigosas 0,937 0,234 D 15

16 11 06 Abrasivos e refratários 73,08 37,90 R 13

17 01 07

Misturas de betão, tijolos, ladrilhos

telhas e materiais cerâmicos não, 1.214,68 306,40 R 10

Imagem

Referências

temas relacionados :