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Rev. Bras. Enferm. vol.26 número6

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Academic year: 2018

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(1)

ATIVIDADES DISCENTES

E

DOCENTES

ORGANIZADAS A PARTIR DAS FUNÇOES

DA ENFERMEIRA DE PEDIATRIA

INTRODUÇAO

Esther Mora,es Dirce Maria Rocha Martins Nahyda de Almeida VelIoso Maria Helena de Oliveira Marques Therezinha Auxiliadora Gonzaga

*

*

*

*

*

o êxito de um programa implica num conj unto de variáveis atuantes sobre os estudantes, difíceis de identificar e controlar. A maneira que encontramos para resolver este problema foi enfrentá-lo. O presente estudo reflete uma etapa intermediária de decisões dos àocentes da disciplina de enfermagem Pediátrica da Escola de En­ fermagem da USP, relativas ao modo de conduzir as experiências de ensino. No momento, professoras antigas e novas, encontramo-nos diante da seguinte dúvida:

"de que maneira o pragrama influi na "adaptação" profissional das futuras enfermeiras, que têm oportunidade de assistir as crianças ? "

Para melhor situar o problema, desdobramos a pergunta acima em três :

1 . os Obj etivos do programa de enfermagem pediátrica são rele­ vantes diante das necessidades de assistência à criança em nosso meio

2 . qual o alcance real dos obj etivos formulados?

3 . as atividades docentes e discentes estão organizadas de maneira que correspondam aos obj etivos propostos no programa? Diante da impossibilidade de responder às duas primeiras

(2)

420 REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM

tões, sem dispender tempo razoável em pesquisas trabalhosas, re­ solvemos considerar a terceira pergunta a título da caracterização das linhas gerais do programa, para estudos posteriores.

FUNDAMENTAÇAO

A organização - A análise das unidades do programa ( 4 ) apre­ sentou-se-nos como não representativa do sentido real das experi­ �ncias centrais da matéria. A influência direta de "Saúde e Siste­ mas" de CHAVES (2- nos alertou sobre a conveniência da i denti­ ficação, dentro do sistema de ensino, dos processos aos quais o es­ tudante é submetido durante uma disciplina. A visualização das etapas dos prOCESSOS e o reconhecimento da interdependencia destes facilitam, sensivelmente, a análise da coerência entre um processo d� aprendizagem e o obj etivo proposto, a identificação de variáveis e dos parâmetros passíveis de mensuração, relativas a uma experi­ 'ncia de ensino. A compreensão da importância da percepção do plano de ensino, como um sistema, resultou na reorganização das unidades do programa em torno dos assuntos reais dominantes da disciplina.

A unidade - Parece-nos importante relembrar o significado, d ado por Morrison, do termo unidade. Segundo CRVLHO ( 1 ) o sentido das unidades num programa é provocar o aparecimento de "adaptação" na personalidade do estudante, em resposta à vivência de experiências significativas integradas e. organizadas dentro de um campo unitário de estudo. Com esses elementos, é inevitável que se pense em adaptação profissional e se imagine a integração de experiências significativas da dsciplina apoiada nas funções da en­ fermeira de pediatria.

(3)

REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 421

Por esses motivos, nomeamos as unidades do programa com cinco funções da enfermeira de pediatria consideradas importantes para a assistência à criança :

promover meios para o desenvolvimento da criança ; promover a adaptação da criança nas situações novas ; assistir a criança doente ;

capacitar a família para cuidar da saúde da criança ; e planej ar assistência de enfermagem à criança.

OBJETIVOS

A finalidade deste estudo, como j á salientamos, é tentar des­ crever a realidade do desenvolvimento do programa de enfermagem pediátrica nos aspectos das atividades dos estudantes e dos docen­ tes, para no futuro, examinando-o como um sistema, verificar o seu valor e adequação. No momento, a nossa preocupação foi, além da reorganização das unidades, determinar as experiências pelas quais todos os estudantes devem passar e planej ar as horas neces­ sárias para aquelas experiências centrais do programa, computadas em 17 créditos.

A REORGANIZAÇAO DAS UNIDADES

Distribuição das horas - Para se ter uma idéia da distribuição das 360 horas atribuídas à disciplina de Enfermagem Pediátrica, apresentamos no quadro 1 o número de horas de atividades dis­ centes e docentes em cada unidade. · Como a primeira é prioritária no programa, cabe a ela 36% das horas da disciplina. É interessante observar que, das horas em sala de aula, 62 % ficam a cargo dos alunos e 38% a cargo dos docentes. Consirando-se os critérios "cré­ ãito-aula" (um crédito correspondente a 15 horas de aula) e "cré­ dito-trabalho" (um crédito correspondente a 30 horas de trabalho) verifica-se que a carga horária de 360 horas resultam de 7 "cré­ ditos-trabalho" e 10 "créditos-aula".

(4)

Quadro 1

Distribuição de horas das atividades discentes e docentes

D I S C E N T E S D O C E N T E S H O R A S ( ENSINO)

U N I D A D E S BIBLIO- CAMPO DE EX- APRESEN- SALA DE CAMPO

TECA PERI:NCIA TAÇóES AULA DE EXPE- H . T . H . A . TOTAL EM %

EM SALA RI:NCIA

ESTAGIO ESTUDO DE AULA

(H . T . ) · (H . T . ) . (H . A . ) ' · (H . A . ) (H . A . ) (H . A . )

I -

P

romover meios para o desen-volvimento da

criança 25 40 16 24 20 56 65 60 125 36

I! - Promover a adaptação da

criança 6 40 5 16 9 45 46 30 76 22

lI! - Afsistir a

cri-ança doente 12 40 2 1 1 1 2 42 52 25 77 2 1

I V - Capacitar a tE mília para

cuidar da saú- 10 ';' * *

de da criança 13 1 > 5 7 2 30 43 14 57 13

V - Planejar

assis-tência de

en-fermagem à

criança 2 18 3 2 23 29 8

TOTAL 67 145 30 76 46 175 212 152 364 100

H . T . = Hora trabalho * * H . A . = Hora aula

(5)

REVISTA . BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 423

A articulação entre os objetivos e as atividades docentes e discentes

No anexo 1 apresentamos as unidades �o programa com os res­ pectivos obj etivos, experiências dos estudantes e atividades docentes. Nele também são apresentadas as horas das atividades exceto as dispendidas no campo de experiência.

A experiência de campo - s experiências de campo são desen­ volvidas em : Creche, Parque Infantil e em unidades do Hospital das Clíicas, da Faculdade de Medicina da USP, a saber : Pediatra, Or­ topedia, 3.a Clínica Cirúrgica, Urologia, Cardiopatias Congênitas e Serviço de Assistência Pediátrica Intensiva.

Como as experiências dos estudantes seguem etapas de trabalho devantamento de dados da criança, identificação da situação-pro­ blema, decisão, execução e avaliação da assistência de enfermagem ) planej amos hora aula no campo de experiência, todas as semanas, para o aluno estudar. Nestas horas o aluno observa a criança, en­

trevista a família, a equipe médica, consulta o prontuáriro, sob a orientação docente. O quadro 2 mostra como estas horas são pla­ nej adas semanalmente.

Quadro 2

Experincia em campo nas 8 semanas de estágio

SEMANAS

1 .a 2.a 3 .a 4.a 5.a 6.a 7.a 8.a

TOTAL

HORAS AULA

12 4 1 3 3 3 4

30

HORAS TRABALHO

20 20 20 20 20 20 15

135

(6)

4l4 REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM

a) as unidades do programa de Enfermagem Pediátrica devem estar estruturadas com o obj etivo de preparar o estudante para sua adaptação profissional no cuidado das crianças ;

b ) a s variáveis identificadas para estudo seriam : a s experiên­ cias de ensino ; o período de experiência para a sua conclusão (20 ou 40 horas ? ) ; a supervisão (como deveria estar orientada para au­

xiliar a daptação do estudante nas experiências ? ) ; e os guias de estudo ( auxi}iam ou não a adaptação dos estudantes nas experI­ ências ? ) ;

c ) os parâmetros relevantes para avaliação do programa po­ deriam ser aspectos do comportamento da enfermeira determinantes d.e : desenvolvimento, adaptação e conforto da criança; mudanças de comportamento da família, orientadas para as necessidades da cri­ ança e a adequação dos planos de assistência de enfermagem.

CONCLUSÕES

As autoras do trabalho, dadas as limitações do estudo, apenas têm a salientar que a reflexão do programa em conj unto provocou m aior participação das docentes no plano de ensino ; permitirá no futuro maior controle da aprendizagem ; padronizou um mínimo bá­ sico da orientação a ser dada em sala de aula e em campo de ex­ periência. As dúvidas apresentadas no início do trabalho continuam, mas agora, na perspectiva de orientar pesquisas sobre o valor dos vários elementos do programa, a iniciar pelo estudo das funções d3 enfermeira de pediatria.

REFER�NCIAS BIBLIOGRAFICAS

1 . CARVALHO, I. M. - O ensino por unidades didáticas. 3.a ed., Rio, Fundação Getúlio Vargas. 1962.

2 . CHAVES, M. M. - Saúde e Sistemas. Rio, Fundação Getúlio Vargas,

1972.

3 . MORAES. E . - Programação de experiêncis de lunos em Enfermagem Pediátrica. Revista a Escola de Enfermagem da USP, 3 (2) : 3-10. 1969.

(7)

A N E X O 1

PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES DISCENTES E DOCENTES PARA O DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA DE ENFERMAGEM PEDIÁTRICA DA ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP, EM 1 973

UNIDADE - Promover meios para o dsenvolvimento da criança.

OBJETIVOS

Ao término do curso o es­ tudante deverá estar capa· citado para :

1 . descrever as caracterís­ ticas gerais de crescimento

e desenvolvimento da crian­

ça sadia em qualquer idade ;

• Horas Trabalho. • * Horas Aula.

I

HORAS

ATIVIDADES DISCENTES

I

T * A"

1 . Consulta bibliográfica - Preenchimento da

1 .a parte do Guia I - "Es­ tudos de alguns aspectos do crescimento e do desenvol­ vimento da criança sadia" .

- Apresentação oral

em grupo.

4

5

CRÉDITOS = 1 7

CARGA HORÁRIA 360

ATIVIDADES DOCENTES

I

HO

:

AS

1 . Em sala de aula : a ) Orientação - sobre a bibliografia a ser consultada.

- como preencher a I parte do Guia I - "Es­

tudos de alguns aspectos do crescimento e do de­ senvolvimento da criança sadia".

- Sobre a observação obj etiva e subj etiva da

criança sadia. 1

b ) Demonstração de como medir a criança e comparar com tabelas

(8)

OBJETIVOS 2 . analisar o desenvolvi­ mento e proporcionar os meios para que esse desen­ volvimento se processe nor­ malmente em crianças com as seguintes idades :

0-4 sem . ; 16 sem . ; 28 sem . ; 4 0 sem. ; 1 2 m . ; 18-24 m. ; 3 6 m . ; 48 m . ; 5-6 a . ; 7-8 a . ; 9 - 1 0 a. ; 11 anos.

I

HORAS

I

I

ATIVIDADES DISCENTES

. T

I

A

ATVIVIDADES DOCENTES 2 . Observação de uma

criança sadia em parque infantil e creche para identificação dos marcos do desenvolvimento de ca­ da idade.

- Preenchimento da 2 .a parte do Guia I - "Ob­ servando o desenvolvimen­ to da criança sadia".

-Apresentação oral em grupo, salientando as ati­ vIdades desenvolvidas e re­ comendadas para estimu­ lação motora sensorial, da linguagem, da conduta pes­ soal, social e adaptativa.

- Elaboração de um folheto de avaliação dos aspectos principais do cres­ cimento da criança sadia,

16

3

12

2 . a) Supervisão no Par­ que e na Creche. Orien­ tação individual do estu­ dante para :

- observação do de­ senvolvimento motor, sen­ sorial, da linguagem, da conduta social-pessoal e adaptativa; e registro do comportamento da crian­ ça;

- provocar situações para avaliação do desen­ volvimento da criança.

- ver a criança no seu relacionamento com a família.

b ) Aula : O atendi­ mento das necessidades da criança sadia no am­ biente familiar, creche, parque e escola.

(9)

3 . Ed ucar a criança : a ) estimulando-a a fa­ zer sozinha o que puder ;

b ) treinando-a para a aquisição de bons hábitos de higiene e de boas ma­ neiras ;

c) empregando técni­ cas de disciplina adequada ao desenvolvimento da cri­ ança e à situação, para es­ tabelecer limitações no seu comportamento.

nas diferentes idades, para utilização da enfermeira e orientação das mães ; apre­ sentação oral e escrita por um grupo de estudantes com avaliação e discussão pela classe.

3 . Apresentações orais e escritas, individuais, por alguns estudantes, sobre os ít2ns a ) , ou b) do obj etivo 3.

- Experiência de limi­ tação de comportamento - Guia VIII - "Estabele­ cendo limitações no com­ portamento de criança hos­ pitalizada" e apresentação individual por alguns es­ tudantes.

Campo de estágio. Os es­ dantes promoverão ativi­ dades educacionais duran­ te os cuidados às crianças.

1

2

2

- A criança "caren­ ciada".

c ) A ula : Necessidades psicológicas da criança durante o seu desenvolvi­ mento ;

- complementação e avaliação dos trabalhos apresentados.

3 . a ) Aula ou palestra - materiais e ativi­ dades desenvolvidas nas creches para a estimula­ ção da criança.

b) Aula : Os hábitos de higiene e boas manei­ ras.

c) Aula : Estabelecimento de limitações dos compor­ tamentos inaceitáveis. Orientação sobre o estudo "Estabelecendo limitações no comportamento da cri­ ança hospitalizada" Guia VIII.

Supervisão no campo de estágio.

2

2

1

2

1,30

1

(10)

OBJETIVOS

4 . Identificar os efeitos da doença sobre o desenvo:vi­ mento da criança.

5 . Utilizar o brinquedo ade­ quado à criança de modo

ATIVIDADES DISCENTES

I

4 . Observação e assistên­ cia de enfermagem a cri­ anças hospitalizadas de di­ f:rentes idades - planej a­ mento de atividades para promoção do desenvolvi­ mento, seguindo orientação

do Guia UI - "Estudo do crfscimento e desenvolvi­ mento das características da criança hospitalizada" - Apresentação escrita in­ dividual por todos os estu­ dantes e duas apresenta­ ções orais.

5 . Experiência de empre­ go do brinquedo na

assis-HORAS

T I

A

2

ATVIVIDADES DOCENTES - Auxiliar na seleção das crianças a serem estuda­ das visando o obj etivo 3.

- Avaliação da assistên­ cia prestada às crianças e

dos trabalhos apresenta­ dos.

4 . Aula : Promoção do desenvolvimento da cri­ ança hospitalizada. - orientação sobre o es­ tudo do crescimento, do desenvolvimento e das ca­ racterísticas da criança hospitalizada.

Supervisão - Orientação na seleção da criança hos­ pitalizada a ser observada e assistida.

- Palestra sobre os testes de desenvolvimento. - Avaliação dos trabalhos. 5 . Aula - Recreação : se­ leção, usO, improvizações e

HORAS A

1

1

(11)

que atenda as suas neces­ sidades de desenvolvimento.

tência de enfermagem, com auxílio do Guia VII. - Apresentação escrita in­ dividual por todos os estu­ dantes.

No campo de estágio os es­ tudantes desenvolverão ati­ vidades recreativas com todas as crianças assisti­ das.

- Confecção de um brin­ quedo acompanhado de uma ficha elucidativa so­ bre a adequação do brin­ quedo à idade e ao desen­ volvimento da criança.

6

6

TOTAL DE HORAS PREVISTAS PARA I UNIDADE 25 I! UNIDADE - Promover a adaptação da criança.

1 . Explicar o fenômeno de separação e privação do ca­ rinho materno da criança hospitalizada de meses a 3 anos, de 3 a 6 anos e de 6

a 10 anos.

2 . Identificar as necessida­ des pSicológicas da criança e

Consulta bibliográfica.

2. Experiência no campo com apresentação

indivi-6

40

confecção de brinquedo. Orientação sobre a utili­ zação do brinquedo na as­ ssistência de enfermagem - Guia VI!.

Supervisão - avaliação do tipo de brinquedo, do mé­ todo utilizado e da inter­ pretação do comportamen­ to da criança relatado pelo estudante.

1 . Orientação bibliográ­ fica.

2 . Aulas - a) a hospi­ talização (reações à

hos-2

1

(12)

OBJETIVOS

compará-las com os dife­ rentes padrões de compor­ tamento e determinar a conduta da enfermeira, ade­ quada a cada criança. 3 . Identificar e proporcio­ nar meios para substituir os conceitos errados que a criança tem sobre a sua doença e hospitalização.

4 . Identificar os sinais de tensão e fontes de ansieda­ de da criança hospitalizada. 5 . Apoiar a criança na sua adaptação ao meio hospita­ lar.

6 . Relacionar-se e comu­ nicar-se significativamente com a criança.

7 . Utilizar o brinquedo

ade-ATIVIDADES DISCENTES

dual oral e escrita, por alguns estudantes sobre como :

a ) assistir a criança na admissão - Guia IV. b) avaliar os recursos de adaptação da criança Guia VI.

c) explicar tratamentos e experiência desagradá veis - Guia IX.

d ) relacionar-se com a criança hospitalizada Guia X.

e) assistir a criança em provas e exames para diag­ nóstico - Guia XII. Experiência de campo em : - o emprego do brinque­ do na assistência de en­ fermagem - Guia VII. - apresentação oral e es­ crita por 3 estudantes (2 aplicações do brinquedo, individual, e uma

aplica-HORAS

T I

A

2 2 2 2 2 3

ATVIVIDADES DOCENTES

I

pitalização ; assistência à

criança e à família. b) Hospital Infantil. c) Admissão.

d ) Avaliação dos recur­ sos de adaptação da cri­ ança (manifestações de tensão e comportamento de adaptação) .

e ) Preparo da criança para tratamentos e expe­ riências desagradáveis. f) Relacionamento (con­ ceituação de relaciona­ mento significativo) , mé­ todos e técnicas de comu­ nicação.

- Orientação para o re­ gistro da comunicação e estudo das necessidades psicológicas das crianças com diferentes comporta­ mentos e da respectiva assistência.

Supervisão orientação,

(13)

quado à adaptação de cada criança nas situações desa­ gradáveis.

8 . Assistir à criança doen­ te nos exames e tratamen­ tos para obter a sua coope­ ração, proporcionar-lhe con­ forto e diminuir o seu so­ frimento.

ção do brinquedo, em gru­ po) .

- Apresentação oral de assistência no pré- e pós­ operatório de crianças de

O a 2 anos e de 3 a 7 anos, com utilização do Guia IX por 3 (três) estudantes.

TOTAL DE HORAS PREVISTAS PARA A H UNIDADE 6 IH UNIDADE - Assistir a criança doente.

1 . Dar conforto físico e emocional à criança hospi­ talizada nos aspectos de hi­ giene, de alimentação, de

eliminação, de tratamentos e de colheita de material para exames de laboratório.

1 . Apresentação oral e escrita de um plano de as­ sistência salientando os cuidados de conforto físico e psicológico relativos à hi­ giene, à alimentação, ao controle de eliminações e aos sinais vitais de crian­ ças de O a 6 m e de 6 a 18 m, por 2 estudantes. - Teste de revisão sobre o cálculo de dosagem medi­ camentosa.

No campo de estágio. - Todos os estudantes

5

16

2 1

aconselhame

n

t

o

·e av

a

­ ção da interação estudan­ te-criança.

- Discussão, complemen­ tação e avaliação dos tra­ balhos escritos e orais.

1 . Aulas : a) PrincípiOS gerais sobre higiene, ali­ mentação, eliminações, ve­ rificação de sinais vitais na criança.

- Demonstração do ba­ nho e do oferecimento, adequado, da mamadeira. Aula - a) Preparo e apli­ cação de medicamentos mais comuns utilizadas em pediatria.

- Recapitulação da ana­ tomia e fisiOlogia das vias de administração para

tra-1

9

2 1

(14)

OBJETIVOS ATIVIDADES DISCENTES

I

cuidarão de crianças com diferentes afecções nos grupos de idade de O a 6 meses de 6 a 18 meses, de

18 a 3.0 meses e de 3 a 6 anos, atendendo as neces­ sidades de conforto físico e emocional.

- Experiências em admi­ nistração de medicamentos

(oral, I . M . , E . V . , trata­ mentos por via respiratória e outras cavidades) . - Experiências com crian­ ças que necessitam do uso de diferentes aparelhos (tendas, Bird, incubadoras, traqueostomia, trações e aparelhos de gesso ) , son­ das e drenos.

- Experiências em apli­ cação de restrições físicas para provas e exames de

HORAS T

I

A

ATVIVIDADES DOCENTES

I

tamentos na criança. - Elaboração e aplicação de um teste de revisão so­ bre dosagem de medica­ mentos.

Aula - Revisão e orienta­ ção sobre os princípios e utilização de aparelhos. - Demonstração de con­ tenções e colheita de uri­ na, comentários sobre os exames mais com uns em pediatria.

Supervisão : Observação e orientação dos estudantes durante os cuidados, ve­ rificando o desenvolvi­ mento de habilidades de cada um em administrar medicamentos, aplicar res­ trições, dar cuidados de higiene e cuidar de crian­ çs com aparelhos -

Re-HORAS

A

1

1

1

(15)

2 . Identificar sinais e sin­ tomas na criança doente para determinar a conduta da assistência de enferma­ gem.

laboratório e aplicação de coletor de urina.

- Apresentação individual oral da assistência dispen­ sada à criança submetida a provas ou exames de

11-boratóriro.

- Sob a orientação da 6

docente de Dietética In-fantil, exercício escrito in­ dividual do cálculo do va-lor calórico-protéico, dos sais minerais e das vitami-nas da dieta de uma cri-ança que cuidou.

2 . Exercício de observação de sinais e sintomas por um grupo de estudantes. - Apresentação oral por algumas estudante da fi­ siopatologia e da assistên­ cia de enfermagem dada à criança com sinais ou sin­ tomas de : dor, cianose e dispnéia, edema, vômito e diarréia, anorexia, disten­ ção abdominal, hipertemia,

4

gistrar as experiências em folha apropriada.

- Orientação, correção e avaliação dos trabalhos escritos e orais.

- Comentário dos traba­ lhos em sala de aula.

2 . Aula - Observação e interpretação de sinais e sintomas e assistência de enfermagem

Supervisão - orientação para observação dos sinais e sintomas e para dar assistência à criança do­ ente.

1

(16)

OBJETIVOS

3 . Reconhecer as relações entre as disfunções orgâni­ cas da criança doente, os tratamentos e a assistência de enfermagem.

ATIVIDADES DISCENTES

I

convulsão, choro, secreções, lesões da pele e mucosas.

3 . Experiência de assis­ tência à criança com dis­ funções orgânicas provoca­ das por doença ou anoma­ lias congênitas - Guia V, apresentação escrita por todos os estudantes e apre­ sentação oral por dois deles.

HORAS

T

I

A

6

TOTL DE HORAS PREVISTAS PARA A IH UNIDADE 12

I

ATVIVIDADES DOCENTES

2

1 1

3 . Aula - Doenças mais comuns na infância e ti­ pos de assistência.

IV UNIDADE - Capacitar a família para cuidar da saúde da criança.

1 . Orientar as mães quan­

to às medidas de prevenção de acidentes na infância e às instituições de assistên­ cia à criança.

1 . a) Medidas preventivas dos acidentes na infância - apresentação oral por um grupo de estudantes. Experiência no campo clí­ nico :

2

1 . Organizar e orientar a bibliografia para a expo­ sição dos assuntos : (a e b) . - Selecionar crianças aci­ dentadas para serem

cui-HoaAS A

1

(17)

2 . Aj udar os pais no reco­ nhecimento e atendimento das necessidades do filho hospitalizado.

- alguns estudantes cui­ darão de crianças aciden­ tadas e apresentarão, em classe, a assistência pres­ tada à criança e à família. b ) Mortalidade infantil }a grande São Paulo : índice e causas mais comuns. à criança - apresentação Instituições de assistência oral por um grupo de es­ tudantes.

- Visitas a Instituições de Assistência à criança. Experiência no campo clí­ nico :

- os estudantes encami­ nharão as famílias para a utilização das Instituições de Asistência à Criança.

2 e 3. Experiência no cam­ po clínico :

- dar assistência às fa­ mílias das crianças hospi­ talizadas : entrevtstas

do-1

2

dados pelos estudantes du­ rante sua experiência em campo.

- Discussão e comple­ mentação do trabalho so­ bre as Instituições de as­ sistência à criança sadia, doente e ao menor aban­ donado, na grande São Paulo.

- Planej amento de 2 vi­ sitas a Instituições de As­ sistência à Criança.

2 e 3. Assistência à famí­ lia : a ansiedade como bar­ reira de comunicação ; avaliação dos cuidados prestados pela mãe ;

(18)

OBJETIVOS

3 . Orientar os pais sobre aspectos do desenvolvimento da criança, das reações à hospitalização, de disciplina, de controle de parasitas, de alimentações e de outros te­ mas que no momento pos­ sam estar preocupando a família.

HORAS ATIVIDADES DISCENTES

miciliares ( todos estudan­ tes )

- apresentação per escrito de um plano de entrevis­ ta com a família com re­ sultado analisado pelo es­ tudante (todos os alunos ) . - apresentação oral de assistência à família como acompanhante da criança no hospital - um estu­ dante.

- apresentação oral de assistência à família de uma criança com alta hos­ pitalar - um estudante.

T I

6

6

- plano de assistência à 6

família, segundo a orien-tação do Guia XI - A

uxi-Ziando os pais.

- apresentação escrita in­ dividual por todos os es­ tudante.

A

ATVIVIDADES DOCENTES conceitos e tabus, desco­ nhecimentos da mãe so-bre : alimentação, higiene, hidratação, imunizações, parasitoses, carinho e dis­ ciplina.

Supervisão - orientação e avaliação sobre a intera­ ção estudante-mãe,

visan-1 do a assistência à criança. - Orientação, correção e 5 avaliação das entrevistas

e planos de assistência.

HORAS A

(19)

TOTAL DE HORAS PREVISTAS PARA IV UNIDADE 28 V UNIDADE - Planej ar assistência de enfermagem à criança.

1 . planej ar a assistência de enfermagem à criança hospitalizada e à família.

1 . Apresentação oral e escrita de planos de assis­ tência às crianças que fi­ caram, em média, 100 ho­ ras sob os cuidados de gru­ pos de 5 estudantes, se­ guindo a orientação do Guia II - (planej ando as­ sistência de enfermagem ) .

7

18

1 . Aula - Funções da Enfermeira Pediátrica. - Aula - Planej amento da assistência de enfer­ magem à criança e à fa­ mília

Supervisão - orientação para a seleção de crianças para estudo, planej amento e execução da assistência de enfermagem.

2

1

2

OBSERVAÇAO : A avaliação dos estudantes será feita pelos trabalhos escritos e orais, desenvolvimento de

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