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Radiol Bras vol.40 número2

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Academic year: 2018

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Radiol Bras 2007;40(2):142 Avaliação clínica e técnica do tratamento

endovascular percutâneo na síndrome da congestão pélvica através da técnica de embolização.

Autor: Felipe Nasser.

Orientador: Francisco César Carnevale Tese de Doutorado. São Paulo: FMUSP, 2007.

Um conjunto de evidências sugere que a síndrome da congestão pélvica está associada às varizes pélvicas. A congestão pélvica é ex-plicada em muitos casos pela insuficiência das veias ovarianas em drenar o fluxo venoso dos ovários.

No presente estudo, realizou-se a avalia-ção clínica e técnica do tratamento endovas-cular percutâneo na síndrome da congestão pélvica através da técnica de embolização. Foram tratadas 113 mulheres, das quais 100 foram acompanhadas pelo período de um ano e a análise dos resultados foi baseada nessa amostra.

Os resultados clínicos foram baseados na avaliação da sintomatologia durante o período de acompanhamento, com a utilização da es-cala visual analógica. A avaliação técnica ba-seou-se no sucesso da realização dos proce-dimentos e na avaliação das complicações. As pacientes selecionadas com diagnóstico clínico da síndrome foram submetidas ao estudo an-giográfico, que revelou insuficiência das veias ovarianas previamente ao tratamento por em-bolização. Obteve-se sucesso técnico em to-dos os casos, caracterizado pela possibilidade de realização do cateterismo seletivo das veias ovarianas e ilíacas internas com embolização das mesmas. A remissão total dos sintomas foi observada em 37 pacientes (32,7%) e parcial

Resumos de Teses

em 63 pacientes (55,4%). Foi observado sig-nificativo alívio dos sintomas (p< 0,001).

Arteriografia por ressonância magnética, realizada com a técnica “bolus chase”, na avaliação da isquemia crítica dos membros inferiores: correlação com arteriografia por subtração digital.

Autora: Adriana Matos Ferreira. Orientador: Cláudio Campi de Castro. Tese de Doutorado. São Paulo: FMUSP, 2006.

A aterosclerose é uma doença que acomete muito freqüentemente a aorta terminal e as artérias dos membros inferiores, podendo se manifestar com quadro clínico variável, desde claudicação intermitente até isquemia crítica, que geralmente necessita de terapêutica cirúr-gica. Para o planejamento cirúrgico, a arterio-grafia por subtração digital é considerada atual-mente o padrão-ouro, sendo a arteriografia por ressonãncia magnética um método alternativo. O objetivo deste trabalho é determinar a sensibilidade, a especificidade, o valor preditivo positivo, o valor preditivo negativo e a acurácia da arteriografia por ressonância magnética, realizada com a técnica “bolus chase”, na iden-tificação e caracterização das estenoses e oclu-sões nas artérias dos membros inferiores, em pacientes com isquemia crítica.

Foram estudados 38 pacientes com isque-mia crítica dos membros inferiores. Desses, qua-tro foram excluídos, por problemas no arquiva-mento da arteriografia por subtração digital ou movimentação durante a aquisição das imagens de arteriografia por ressonância magnética.

Encontrou-se correlação positiva entre a arteriografia por ressonância magnética e a

arteriografia por subtração digital na graduação das estenoses, com coeficiente de Spearman de 0,86 para todos os segmentos arteriais estudados, de 0,94 apenas para os segmen-tos do território aorto-ilíaco, de 0,95 para os do território fêmoro-poplíteo e de 0,73 para os do território infrapoplíteo. A arteriografia por res-sonância magnética apresentou sensibilidade de 96,9% e 94,6%, especificidade de 94,8% e 98,3%, valor preditivo positivo de 94,6% e 96,2%, valor preditivo negativo de 96,9% e 97,6%, e acurácia de 96,1% e 97,2% na dife-renciação entre lesões significativas (esteno-ses de 50–100%) e não-significativas (este-nose de 0–49%), e entre artérias permeáveis (0–99%) e ocluídas, respectivamente. Consi-derando-se apenas os segmentos arteriais per-meáveis, a arteriografia por ressonância mag-nética apresentou sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo, valor preditivo negativo e acurácia de 88,1%, 97,7%, 77%, 99% e 97%, respectivamente, na diferenciação entre estenoses significativas (50–99%) e não-sig-nificativas (0–49%), observando-se sensibili-dade dos segmentos arteriais infrapoplíteos mais baixa em relação aos segmentos proxi-mais. Foram encontrados índices kappa de 0,89 e 0,74 para as variações inter e intra-observador na graduação das estenoses.

Referências

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