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As 7 Maravilhas do Mundo Antigo

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As 7 Maravilhas do Mundo Antigo

No início da história o homem realizou belíssimas obras que até hoje nos deixam assombrados:

as chamadas Maravilhas do Mundo ou Maravilhas da Antigüidade, na Idade Média. Foram os gregos, provavelmente entre os anos 150 e 120 a.C., os primeiros a listar os monumentos erigidos até então pelas mãos do homem que se destacavam pela sua grandeza, suntuosidade e magnitude.

Chamaram o conjunto deles de "Ta hepta Thaemata", ou seja, "as sete coisas dignas de serem vistas" - as sete maravilhas do mundo. Apesar da lista ser grega, apenas uma das obras situava-se na Grécia: a Estátua de Zeus.

Três outras encontravam-se na Ásia Menor - o Colosso de Rodhes, o Templo de Ártemis, em Éfeso, e o Mausoléu de Helicarnasso. Duas outras maravilhas - as Pirâmides de Gizé e o Farol de Alexandria - poderiam ser vistas no Egito.

Finalmente, no atual Iraque, poder-se-ia contemplar os Jardins Suspensos, situados na Babilônia.

Com o passar do tempo, estas obras maravilhosas desapareceram das mais diversas maneiras. De algumas, restam ruínas. De outras, apenas história. No entanto, uma única maravilha resiste até hoje:

as Pirâmides do Egito. Vale a pena conhecer um pouco sobre cada uma das 7 maravilhas antigas e descobrir o por que são merecedoras de tanto destaque.

Os Jardins Suspensos da Babilônia

"... e que se ergam, nos arredores de meu palácio, elevações de pedra com forma de montanha, e que se plantem nestas construções toda espécie de flores e frutas, e que se construam quedas d'água, formando um ambiente onde deverá transitar toda espécie de animal exótico..."

A antiga cidade da Babilônia na Mesopotâmia, no reinado de Nabucodonossor II, era uma maravilha para os olhos dos viajantes. "Além do tamanho, escreveu o historiador Heródoto, em 450 a.C., a Babilônia ultrapassa em

esplendor qualquer cidade do mundo conhecido até hoje".

Heródoto afirmava que as muralhas externas da cidade tinham 56 milhas de comprimento e 320 pés de altura (97,53 m).

Enquanto os achados arqueológicos têm rechaçado alguns dos fatos citados por Heródoto (as muralhas externas parecem ter apenas 10 milhas de comprimento), a sua narrativa nos dá alguma noção do tamanho e da maravilha da cidade, ou seja, como ela parecia para aqueles que a visitavam.

Heródoto, entretanto, não chega a citar os Jardins Suspensos, uma das Sete Maravilhas da

Antigüidade. Relatos indicam que os Jardins Suspensos foram construídos pelo rei Nabucodonosor, que reinou por 43 anos, a partir do ano 605 antes da nossa era.Este período marca o apogeu e influência tanto da Babilônia quanto de Nabucodonosor, que construiu uma infinidade de templos, ruas, palácios e muralhas. Sabe-se que os Jardins foram construídos para alegrar a amada esposa de Nabucodonosor, a Rainha Amyitis, que sentia saudades das montanhas verdejantes de sua terra natal.

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A Rainha Amyitis, filha do rei de Medes, casou-se com Nabucodonosor a fim de estabelecer uma aliança entre as duas nações. Medes era uma terra montanhosa e cheia de pastagens, de forma que a jovem rainha achou extremamente deprimente o solo plano e arenoso da Babilônia. Seu esposo, então, decidiu recriar a paisagem natal de Amyitis com da construção de uma montanha artificial e um jardim na parte superior. Os Jardins Suspensos, provavelmente, não eram suspensos

propriamente ditos por cabos ou cordas. Tal nome vem de uma tradução incorreta da palavra grega kremastos ou da palavra latina pensilis, que significam não apenas suspensos, mas superpostos, como no caso de um terraço ou balcão.

Qual era o tamanho dos jardins? Diodoro afirmou que eles tinham cerca de 400 pés de

comprimento (121,92 m) por 400 pés de largura (121,92 m) e mais de 80 pés de altura (24,38 m).

Outros relatos indicam que a altura era igual às muralhas exteriores da cidade.

Segundo se sabe, as muralhas chegavam a 320 pés de altura (97,53 m). Mas existiriam eles na verdade? Robert Koldewey, em 1899, após localizar a cidade na região central do Iraque moderno, escavou-a por 14 anos, tendo descoberto debaixo de toneladas de areia suas muralhas exteriores e interiores, a fundação da torre sagrada ou zigurate de Babel, os palácios de Nabucodonosor e a avenida principal que passava pelo centro da cidade, com o famoso Portal de Inana/Ishtar, que dava acesso ao complexo de templos e palácios da cidade.

Ao escavar a cidadela do Sul, Koldewey descobriu uma área de subsolo com quatorze salas de grande tamanho com tetos em abóbada. Registros antigos indicavam que apenas duas localizações na cidade faziam uso de pedras, as muralhas da Cidadela do Norte e os Jardins Suspensos. A muralha norte da Cidadela do Norte já havia sido descoberta, e continha, na realidade, pedra. Pelo visto, parecia que Koldewey havia encontrado o subsolo dos Jardins. Ele continuou a explorar a área e descobriu muito dos detalhes citados por Diodoro. Finalmente, Koldewey desenterrou uma sala com três grandes e estranhos furos no solo.

Ele concluiu que esta era a localização das roldanas e correntes que levavam a água até a superfície, onde se encontravam os jardins. As fundações que Koldewey descobriu mediam 100 por 150 pés (30,48 por 45,72 m). Menor do que as dimensões citadas pelos historiadores, mas ainda de causar assombro. O único legado desta maravilha povoa na mente humana, com pensamentos e sensações que traduzem beleza, delícias e deslumbramento por esta extraordinária obra da Antigüidade.

O Templo de Ártemis

...E assim 800 anos depois de sua destruição, o magnífico Templo de Artemis em Efesus, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, foi completamente esquecido pelas pessoas da cidade. O mesmo Templo que era sinal de orgulho pelos seus habitantes.

...E não há nenhuma dúvida que o Templo era realmente magnífico. "Eu vi as paredes e Jardins Suspensos da Babilônia," escreveu Philon de Byzantium, "a estátua de Zeus olímpico, o Colosso de Rhodes, o trabalho poderoso das Pirâmides altas e a tumba de Mausoléu.

Mas quando eu vi o templo em Efesus que sobe às nuvens, todas estas outras maravilhas foram postas na sombra". Então, o que aconteceu a este templo? E o que aconteceu para a cidade? O que fez Efesus passar de um movimentado porto de comércio para um pântano?

Preocupado que as carroças que fossem carregar as colunas atolassem, Chersiphron pôs as colunas nos lados rolou-as até o local onde elas seriam erguidas. Este templo não durou muito. Em 550 a.C.

o Rei Croesus de Lydia conquistou Efesus e as outras cidades gregas de Ásia Menor. Durante a luta, o templo foi destruído. Croesus se provou um vencedor cortês, contribuindo generosamente à

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contrução de um novo templo. Este estava próximo do último dos grandes templos de Artemis em Efesus. Acredita-se que o arquiteto é um homem chamado Theodoro. O templo de Theodoro tinha 300 pés de comprimento e 150 pés de lado, com uma área quatro vezes maior que a do templo anterior...Mais de cem colunas de pedra apoiavam o telhado volumoso. O novo templo era o orgulho de Efesus até as 356 a.C. quando uma tragédia, chamada Herostratus de Efesus, um jovem que não media esforços para ter seu nome escrito na história, queimou o templo, e levou-o ao chão.Os cidadãos de Efesus ficaram tão apavorados com esse ato que eles decretaram que quem falasse em Herostratus seria executado. Logo após esta ação horrível, um templo novo foi

"encomendado". O escolhido foi Scopas de Paros, um dos escultores mais famosos da época. Efesus era neste momento uma das maiores cidades na Ásia Menor e nenhuma despesa foi poupada na nova construção.

De acordo com Piny um antigo historiador romano, o templo era um " monumento maravilhoso do esplendor grego, e que é digna da nossa admiração." O templo foi construído no mesmo lugar pantanoso, como antes. Acredita-se que a construção foi a primeira a ser completamente construída com mármore e uma das suas características mais incomuns eram 36 colunas, cujas porções mais baixas foram esculpidas com figuras de alto-alívio. O templo também alojou muitas obras de arte, incluindo quatro estátuas de bronze de mulheres Amazonas. O comprimento do novo templo era de 425 pés e a largura era de 225 pés. 127 colunas de 60 pés de altura sustentavam o talhado. .

Nós sabemos que quando o Alexandre o Grande chegou em Efesus em 333 a.C., o templo ainda estava em obras. Ele se ofereceu financiar a conclusão do templo se a cidade o creditasse como o construtor. Os vereadores não quiseram o nome de Alexandre esculpido no templo, mas não

quiseram lhe contar isso. Eles deram a resposta diplomática : "Não está certo que um deus construa um templo para outro" e Alexandre não levou a sua idéia adiante. Rampas térreas foram

empregadas para levar as vigas de pedra pesadas para cima das colunas.

Este método parecia funcionar bem até que uma das maiores vigas fosse colocada em cima da porta.

Foi abaixo, torta e o arquiteto não achou nenhum modo para conseguir desentortá-la. Ele estava preocupado até que ele teve um sonho na qual a Deusa apareceu lhe dizendo que ele não deveria se preocupar, pois Ela tinha movido a pedra para a posição formal. Na manhã seguinte, o arquiteto achou que o sonho foi verdade.

Durante a noite, o povoado tinha colocado a viga no seu devido lugar. A cidade continuou prosperando durante uns cem anos era o destino de muitos peregrinos que iam ver o templo. Um comércio de souvenirs se espalhou ao redor do santuário. Eles vendiam miniaturas de Artemis, talvez semelhante a estátua dela do templo. Foi um desses empresários, Demetrius, que deu a St.

Paul momentos desagradáveis em sua visita a cidade, 57 d.C. St. Paul veio para a cidade para converter pessoas para a então nova religião, o Cristianismo.

Ele obteve tanto êxito que Demétrius temeu que as pessoas esquecessem Artemis e ele fosse perder o seu sustento. Ele chamou outros comerciantes e fez um discurso agressivo: "Grande é Artemis de Efesus !". Então eles prenderam dois companheiros de St. Paul e uma multidão seguiu. Finalmente a cidade foi em silêncio, os homens de St. Paul liberados e Paul voltou para Macedônia. Foi o

Cristianismo de St. Paul que ganhou no fim. Na época em que o grande Templo de Artemis foi destruído durante uma invasão gótica em 262 D.C., a cidade e a religião de Artemis estavam em declínio.

Quando o Imperador romano Constantine reconstruiu Efesus, depois de um século, ele se recusou reconstruir o templo. Ele tinha se tornado um cristão e tinha pouco interesse em templos pagãos.

Apesar dos esforços de Constantine, Efesus caiu em relação a sua importância como uma das capitais do comércio.

A baía onde navios ancoravam desapareceu, e o lodo do rio tomou conta dela. No fim, a cidade ficou a milhas do mar, e muitos dos habitantes deixaram o pântano para viver em colinas vizinhas.

Os que permaneceram usaram as ruínas do templo para realizar construções. Muitas das finas

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esculturas foram moídas e viraram pó, para fazer gesso. Em 1863 o Museu Britânico enviou John Turtle Wood, arquiteto, para procurar o templo. Wood encontrou muitos obstáculos.

A região estava infestada de bandidos. Trabalhadores eram escassos. O orçamento dele era muito pequeno. A maior dificuldade era descobrir onde estava o templo. Ele procurou o templo durante seis anos. Cada ano o Museu britânico ameaçava cortar os fundos a menos que ele achasse algo significante, e ele sempre os convencia a arcar por mais um ano.

Foram achados os restos de algumas esculturas e foram transportados o para Museu Britânico onde eles podem ser vistos até hoje. Em 1904, uma outra expedição do Museu Britânico, sob a liderança de D.G. Hograth continuou a escavação. Hograth achou evidências de cinco templos no local, construídos um em cima do outro. Hoje o local do templo é um campo pantanoso. Uma única coluna está erguida para lembrar aos turistas que uma vez, esteve naquele lugar uma das maravilhas do mundo antigo.

Estátua de Zeus

Sentado em seu trono de cedro, vestido com uma toga de ouro e todo ornamentado com pedras preciosas, Zeus, o deus do Olimpo, reinava soberano no oeste da Grécia, na planície do Peloponeso.

Era considerado o senhor do Olimpo, pai dos deuses, protetor dos reis e defensor da lei e da ordem.

Foi a grande importância de Zeus que inspirou Phídias, o célebre escultor ateniense, a realizar o que foi sua obra-prima: a estátua de Zeus.

A obra foi colocada em Olímpia, cidade famosa por suas construções e monumentos ligados aos jogos olímpicos, que eram realizados de quatro em quatro anos para homenagear justamente o deus Zeus.

Por volta do ano 393 da era moderna, época em que Roma dominava o mundo conhecido, o imperador romano Teodósio baniu os jogos olímpicos da Grécia e o templo de Zeus foi fechado.

A estátua foi transportada por um rico grego para um palácio em Constantinopla e lá permaneceu até ser destruída em um grande incêndio, por volta do ano 462 da Era Cristã.

Mausoléu de Halicarnasso

O príncipe Mausolo, vice-rei da província persa de Caria, mandou construir por volta do ano 360 d.C. um túmulo destinado

a fazer perdurar a sua fama através dos tempos.

Essa obra foi confiada aos melhores e mais famosos arquitetos e escultores, mas o príncipe não chegou a vê-la concluída.

O majestoso túmulo erguia-se a quase 50 metros de altura e era rodeado por colunas, coberto por um telhado feito de degraus, dando uma impressionante sensação de grandiosidade.

No século XVI, os cavaleiros de São João transformaram o túmulo em uma pedreira para a construção da Fortaleza de São Pedro de Helicarnasso.

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Colosso de Rhodes

O Colosso de Rhodes é considerado a mais famosa estátua gigante da antigüidade. Foi construída em homenagem a Hélios, o deus do sol. Sustentando em suas mãos um archote aceso, apoiava seus pés sobre a entrada do porto de Rhodes. Feita de ferro, media de 30 a 40 metros e pesava cerca de 70 toneladas.

Segundo a tradição, após a vitória sobre o rei Macedônio, os habitantes de Rhodes decidiram fundir uma estátua em homenagem ao seu deus protetor.

A obra foi confiada ao escultor Charese e os primeiros esboços começaram no ano 291 a.C. só sendo concluída 12 anos mais tarde. A estátua manteve-se firme durante pouco mais de 50 anos, sendo derrubada por um terremoto que assolou Rhodes.

Sobre o pedestal não ficaram mais do que os restos de seus enormes pés, que foram comprados por um comerciante que fundiu todo o ferro. Deste modo, não subsiste qualquer vestígio da estátua de Hélios, uma das mais célebres maravilhas da antigüidade.

Farol de Alexandria

Considerada uma das maiores produções da técnica da

Antigüidade, o Farol de Alexandria foi construído por volta de 300 a.C. pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnido.

Sobre uma base quadrada erguia-se uma esbelta torre octogonal de cerca de 130 metros de altura, que por mais de cinco séculos guiou todos os navegantes num raio de 55 quilômetros da antiga capital egípcia. Durante a noite, uma enorme chama era mantida acesa na base do edifício e o combustível utilizado era,

provavelmente, estrume ressecado. Um jogo de espelhos de bronze levava a luz até o topo e a emitia para o alto mar. O efeito era tão grandioso que, segundo relatos da época, era como se um sol brilhasse à noite.

Essa obra, feita toda em granito, começou a ruir no século IV, quando terremotos e deslizamentos tragaram boa parte de Alexandria, acabando com o brilho da "Cidade dos Mil Palácios".

Pirâmides do Egito

Única maravilha do mundo antigo ainda existente, as Pirâmides do Egito foram construídas há cerca de 4.500 anos. Sua

finalidade, segundo a crença comum e alguns historiadores, era servir de tumba para preservar os despojos reais dos faraós, demonstrando, na sua grandeza, a própria grandeza dos faraós.

A Grande Pirâmide é a maior das três pirâmides construídas em Giza, no Egito Antigo. Esta impressionante estrutura foi construída por volta de 2550 A.C. como monumento funerário de Quéops (também conhecido como Qufu) o segundo rei da 4° dinastia.

A Grande Pirâmide tem uma base quadrada, com lados de 230 metros, alinhada com os pontos cardeais. Os lados são elevados em um ângulo uniforme de mais ou menos 51 graus até um ponto

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central a 147 metros da base. A pirâmide era originalmente revestida com calcário liso e de uma cor clara.

Até o dia de hoje não se tem certeza de como este admirável monumento foi construído. O historiador grego Heródoto escreveu que 100.000 homens trabalharam durante 20 anos na construção da Grande Pirâmide.

A maioria dos especialistas "acreditam" que foram usadas rampas feitas de tijolo e areia para levantar os blocos, alguns pesando mais de 16 toneladas, para a sua posição devida. Apesar de que as

pirâmides foram feitas para salvaguardar o corpo e posses dos reis mortos, as estruturas foram atacadas e roubadas não muito depois de terem sido acabadas.

Quando os exploradores modernos entraram na Grande Pirâmide, os tesouros nela enterrados juntamente com Qufu já tinham desaparecido, e até mesmo o revestimento de calcário das pedras já tinha sido roubado por ladrões. A construção mais antiga do mundo é moderna mesmo para os padrões atuais. Seus alicerces contêm esferas e cavidades, tais quais as pontes do século XX.

Está sujeita a movimentos de expansão e contração sob a ação do calor ou do frio, assim como possui proteção contra terremotos, intempéries e outros fenômenos da natureza. E aí pode estar um dos motivos de sua tão longa duração, diferentemente do que ocorreu com as outras maravilhas do mundo antigo.

O revestimento original de alabastro era feito de 144.000 pedras ao todo e era tão brilhante que poderia ser visto a quilômetros de distância. O tipo de material utilizado para manter unidas as pedras está intacto e é mais resistente que as próprias pedras que unem.

A construção da Pirâmide revela um grande conhecimento, por parte de seus construtores, de

geografia, história, astronomia, geologia, matemática e outras ciências, o que pode ser constatado por sua localização, medidas, inclinação e curvatura. Durante séculos, a Pirâmide foi denominada "o centro das dimensões e do conhecimento".E agora, às portas do século 21, a Pirâmide coexiste com todos os avanços tecnológicos citados no início. E mesmo utilizando-se as mais complexas técnicas que hoje se conhece, não conseguiria ser reproduzida.

Ela, com toda sua majestade e simplicidade, resguarda o Conhecimento há séculos e resiste ao tempo para contar, talvez também, a nossa História. Entretanto, a Grande Pirâmide não guarda restos de nenhum faraó e seus tesouros. Esta maravilha antiga guarda, sim, um grande mistério em torno de sua construção e finalidade. E quanto mistério não deve estar ainda escondido sob as imensas pedras de Gisé...

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO MODERNO

As Novas Sete Maravilhas do Mundo foi uma revisão de caráter informal e recreativo da lista original das sete maravilhas. A seleção foi feita mundialmente por votos pela internet gratuitos e ligações telefônicas pagas e apresentada publicamente no dia 7 de Julho de 2007 no Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal.

Quando se fala em sete maravilhas do mundo, é comum relacionar à célebre lista das Sete maravilhas do mundo antigo, que reúne as mais notáveis construções da antiguidade. Esta lista, entretanto, não é mais a única a tentar enumerar as maiores realizações da humanidade e/ou da natureza.

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1- Muralha da China

A chamada Muralha da China, ou Grande Muralha, é uma

impressionante estrutura de arquitetura militar construída durante a China Imperial.

As suas diferentes partes distribuem-se entre o Mar Amarelo (litoral Nordeste da China) e o deserto de Góbi e a Mongólia (a Noroeste).

A muralha começou a ser erguida por volta de 220 a.C. por determinação do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang (também Qin Shi Huangdi, Ch'in Che Huang Ti, Shih Huang-ti ou Shi

Huangdi ou ainda Tchi Huang-ti). Embora a Dinastia Qin (ou Ch'in) não tenha deixado relatos sobre as técnicas construtivas que empregou e nem sobre o número de trabalhadores envolvidos, sabe-se que a obra aproveitou uma série de fortificações construídas por reinos anteriores, sendo o aparelho dos muros constituído por grandes blocos de pedra, ligados por argamassa feita de barro. Com aproximadamente três mil quilômetros de extensão, a sua função era a de conter as constantes invasões dos povos ao Norte.

Se, no passado, a sua função foi essencialmente defensiva, no presente constitui um símbolo da China e uma procurada atração turística

2- Petra

Petra é um importanteenclave arqueológico naJordânia, situado na bacia entre as montanhas que formam o flanco leste deWadi Araba, o grande vale que vai do Mar Morto aoGolfo de Aqaba. Petra é famosa principalmente pelos seus monumentos escavados na rocha, que apresentam fachadas de

tipo helenístico (como o célebre El Khazneh). Peritos no domínio

da hidráulica, os Nabateusdotaram a cidade de um enorme sistema de túneis e de câmaras de água. Um teatro, construído à imagem dos modelos greco- romanos, dispunha de capacidade para 4000 espectadores.

3- Cristo Redentor

O Cristo Redentor é uma estátua de Jesus Cristo localizada na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Está localizada no topo do morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. De seus 38 metros, oito estão no pedestal. Foi inaugurado às 19h15min. do dia 12 de outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de obras. Um símbolo do cristianismo, a estátua se tornou um dos ícones mais reconhecidos internacionalmente de ambos Rio e Brasil.

No dia 7 de julho de 2007, em uma festa realizada em Portugal, o Cristo Redentor foi incluído entre as novas sete maravilhas do mundo moderno.

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4- Machu Pichu

Machu Pichu também chamada "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, atual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.

Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de

armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais

Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, porém a mais aceita afirma que foi um

assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.

O Peru é o berço de uma das civilizações mais interessantes e intrigantes da história, os Incas.

Atualmente, as marcas desse incrível povo estão espalhadas pelo país, representadas nas sagradas ruínas de Machu Picchu, nos templos grandiosos e na natureza exuberante de Ica.

A 7 de Julho de 2007, em Lisboa, no estádio da Luz em Portugal, o monumento foi eleito e considerado oficialmente como uma das 7 maravilhas do Mundo.

5- Chichén Itzá

Chichén Itzá é uma cidade arqueológica maia localizada no estado mexicano de Iucatã. Chichén Itzá, é a mais famosa Cidade Templo Maia, funcionou como centro político e econômico da civilização maia. As várias estruturas – a pirâmide de Kukulkan, o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros – podem ainda hoje ser admiradas e são demonstrativas de um extraordinário compromisso para com a composição e espaço arquitetônico. A pirâmide foi o último e, sem qualquer dúvida, o mais grandioso de todos os templos da civilização maia.

O nome Chichén-Itzá tem raiz maia e significa "na beirada do poço do povo Itza". Estima-se que Chichén-Itzá foi fundada por volta dos anos 435 e 455. Foi declarada Património Mundial da Unesco em 1988.

Chichén Itzá foi eleito Novas Sete Maravilhas do Mundo.

6- Coliseu de Roma

O Coliseu de Roma é o mais famoso anfiteatro do mundo e o símbolo de Roma, o Coliseu foi palco de lutas de gladiadores, massacres de cristãos e o local onde se punha em prática a Política do "Panis et Circense", mais conhecido como "Pão e Circo".

O Coliseu, provavelmente o mais importante monumento da cidade de Roma, mostra a grandeza que o império romano atingiu.

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No entanto, apenas dois terços da estrutura original conseguiram resistir ao tempo, terremotos, vândalos e aos construtores medievais que o utilizaram como uma pedreira de onde obtinham materiais para suas construções. Mesmo assim, essa construção impressiona até os dias de hoje.

Foi construído por ordens do imperador Vespasiano, em 70 d.C.. Suas fundações possuem mais de 12 metros de profundidade, e seus 187,5 metros de comprimento por 155,5 metros de largura formam um perímetro de mais de 540 metros. É, uma das maiores construções de todo o império romano, e podia acomodar entre 45.000 e 55.000 espectadores.

O monumento foi danificado por um terremoto no começo do mesmo século, foi alvo de uma

extensiva restauração na época de Valentinianus III. Em meados do século XIII, a família Frangipani transformou-o em fortaleza e, ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversas vezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres com os quais tinha sido construído.

7- Taj Mahal

O Taj Mahal é um mausoléu situado em Agra, uma cidade da Índia e o mais conhecido dos monumentos do país.

A obra foi feita entre 1630 e 1652 com a força de cerca de 22 mil

homens, trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no suntuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.

Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo

inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semipreciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.

Supõe-se que o imperador pretendesse fazer para ele próprio uma réplica do Taj Mahal original na outra margem do rio, em mármore preto, mas acabou deposto antes do início das obras por um de seus filhos.

O Taj Mahal faz parte da lista das Sete Maravilhas do Mundo Moderno .

Referências

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