Data do documento 27 de fevereiro de 2007

Texto

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Processo 1182/2007-7

Data do documento 27 de fevereiro de 2007

Relator Arnaldo Silva

TRIBUNAL DA RELAÇÃO DE LISBOA | CÍVEL

Acórdão

DESCRITORES

Competência territorial > Competência convencional

SUMÁRIO

É competente em razão do território, à luz do disposto no artigo 74.º do Código de processo Civil com a redacção dada pela Lei n.º 14/2006, de 26 de Abril, o tribunal do domicílio do réu, não relevando o pacto de aforamento em contrário estipulado no contrato pois não tem tutela a expectativa das partes de que as regras atinentes á competência territorial não venham a ser alteradas no sentido de se impor oficiosidade, justificada por razões de interesse público, regime, no entanto, limitado às acções não pendentes, afastando-se, assim, a aplicação retroactiva da nova lei processual.

(SC)

TEXTO INTEGRAL

Acordam os juízes, em conferência, na 7.ª Secção Cível, do Tribunal da Relação de Lisboa:

I. Relatório:

1. Banco […]S.A., […] Lisboa, intentou contra C.[…] Procedimento Cautelar de Entrega Judicial e Cancelamento de Registo (Art.º 21º do Dec. Lei n.º 149/95, de 24-06, com a redacção do Dec. Lei n.º 265/97, de 02-10) por a requerida, após a resolução do contrato por não pagamento das rendas, não ter restituído ao requerente o veículo CLAAS, modelo Celtis 446 RX-4RM, de matrícula […] .

Pede que seja ordenada a entrega judicial ao requerido do veículo automóvel da marca CLAAS, modelo Celtis 446 RX-4RM, de matrícula […] que costuma recolher em frente ao local onde a requerida reside, oficiando-se para tanto ao Comando Geral da Guarda Republicana, o cancelamento do registo do contrato de locação financeira que se mostra feito na Conservatória do Registo Automóvel de Lisboa sobre o dito veículo e, ainda, que o requerente seja autorizado a, após a referida entrega, poder imediatamente dispor do dito veículo, mediante, se assim for entendido, prestação de caução por parte do requerente.

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2. No despacho liminar, foi declarada a incompetência territorial do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa para conhecer da acção, e foi ordenada a remessa dos autos ao Tribunal Judicial da Comarca de Odemira, por ser o competente, após o trânsito em julgado, foi julgado não inconstitucional a Lei n.º 14/2006, de 26- 04, na parte que altera a redacção do art.º 110º, n.º 1 al. a) do Cód. Proc. Civil, na interpretação que permite a aplicação do disposto no art.º 110º, n.º 1 al. a) do Cód. Proc. Civil a contratos celebrados anteriormente à publicação da referida Lei em que as partes tenham optado, nos termos do art.º 110º, n.ºs 1 a 4 do Cód. Proc. Civil, por um foro convencional no que respeita à competência dos Tribunais em razão do território; e o requerente foi condenado nas custas, com fixação da taxa de justiça em duas unidades UC.

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3. Inconformado com este despacho, agravou o autor. Nas suas alegações, em síntese nossa, conclui:

1.ª O despacho recorrido ao aplicar o disposto na alínea a), do n.º 1 art.º 110º do Cód. Proc. Civil, com a reacção que lhe foi dada pela Lei n.º 14/2006, de 26-04, à hipótese dos autos, atento o que consta do contrato aos mesmos junto com a petição inicial, em que as partes escolheram um foro convencional nos termos e ao abrigo do disposto no art.º 100°, n.ºs 1, 2, 3 e 4 do Cód. Proc. Civil, violou o disposto nos art.ºs 5° e 12°, n.ºs 1 e 2, do Cód. Civil;

2.ª O despacho recorrido, ao interpretar e aplicar, como o fez, a alínea a) do n.º 1 do art.º 110° do Cód.

Proc. Civil, com a redacção que lhe foi dada pela dita Lei 14/2006, de 26 de Abril, à hipótese dos autos e, consequentemente, a não considerar válida e eficaz a escolha do foro convencional constante do contrato dos autos, atento a data da celebração do mesmo e o disposto no art.º 100°, n.ºs 1, 2, 3 e 4, do Cód. Proc.

Civil, do que então se dispunha no art.º 110° do mesmo normativo legal, maxime na alínea a) do respectivo n.º 1, é inconstitucional por violação dos princípios da adequação, da exigibilidade e da proporcionalidade, e da não retroactividade consignados no artigo 18°, n.ºs 2 e 3, da Constituição da República Portuguesa, e, também ainda, por violação dos princípios da segurança jurídica e da confiança, corolários ambos do principio de um Estado de Direito Democrático consagrado no art.º 2° da Constituição da Republica Portuguesa;

3.ª Impõe-se, pois, como se requer, procedência do presente recurso, a revogação do despacho recorrido, e a sua substituição por outro que reconheça a competência territorial do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa para conhecer dos autos onde o mesmo foi proferido.

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4. O Tribunal manteve o despacho recorrido.

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5. As questões essenciais a decidir:

Na perspectiva da delimitação pelo recorrente (1), os recursos têm como âmbito as questões suscitadas pelos recorrentes nas conclusões das alegações (art.ºs 690º, n.º 1 e 684º, n.º 3 do Cód. Proc. Civil) (2), salvo as questões de conhecimento oficioso (n.º 2 in fine do art.º 660º do Cód. Proc. Civil), exceptuando-se do seu âmbito a apreciação das questões cuja decisão esteja prejudicada pela solução dada a outras (n.º 2 1.ª parte do art.º 660º do Cód. Proc. Civil).

Atento o exposto e o que flui das conclusões das alegações (3) __ e só se devem conhecer as questões que

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tenham sido suscitadas nas alegações e levadas às conclusões, ainda que outras, eventualmente, tenham sido suscitadas nas alegações propriamente ditas (4) __, do autor agravante supra descritas em I. 3., as questões essenciais a decidir consistem, essencialmente, em saber se o despacho recorrido viola ou não as disposições legais indicadas na conclusão 1.ª e se o mesmo é ou não inconstitucional.

Foram dispensados os vistos legais.

Cumpre decidir.

***

II. Fundamentos:

A) De facto:

Para além da matéria de facto a ter em conta é supra descrita em I. 1. e I. 2., que aqui se dá por reproduzida, estão ainda provados os seguintes factos:

1. Por escrito datado de 10-02-2006, o requerente e a requerida celebraram, entre si, o acordo que consta do doc. 1 junto com a petição inicial (fls. 10 a 13), denominado de « CONTRATO DE LOCAÇÃO FINANCEIRA

», do veículo automóvel da marca CLAAS, modelo Celtis 446 RX-4RM, de matrícula […]

2. No art.º 23º das “Condições Gerais” (FORO COMPETENTE) foi estipulado o seguinte: « Todos os litígios emergentes do presente Contrato serão dirimidos pelo Tribunal da Comarca de Lisboa, com renúncia expressa a qualquer outro ».

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1. A incompetência territorial do Tribunal da Comarca de Lisboa:

A cláusula relativa ao foro convencional, constante de convenção autónoma ou de cláusula de um contrato, como sucede no caso sub judice, tem natureza processual (e não substantiva), visto que tem como finalidade a fixação do pressuposto processual da competência territorial do tribunal.

O pacto de aforamento supra referido em II. A) ponto 2. não é, pois, mais do que uma norma definidora de competência territorial fundada na disposição legal que a consente (art.º 100º do Cód. Proc. Civil), cuja aplicabilidade não pode deixar de ser encarada nos mesmos termos em que é encarada a aplicabilidade das demais normas atinentes à competência territorial. Ora, neste plano, o entendimento é o de que « a nova lei processual deve aplicar-se imediatamente, não apenas às acções que venham a instaurar-se após a sua entrada em vigor, mas a todos os actos a realizar futuramente, mesmo que tais actos se integrem em acções pendentes, ou seja, em causas anteriormente postas em juízo » (5).

Daqui decorreria que, tratando-se de acção pendente, a matéria atinente à competência relativa seria apreciada à luz da nova lei processual, pois só são irrelevantes as modificações de direito, em matéria de competência, se for suprimido o órgão a que a causa estava afecta ou se lhe for atribuída competência de que inicialmente carecesse para o conhecimento da causa (art.º 22º, n.º 2 da Lei n.º 3/99, de 13-01). Ou seja, são relevantes as modificações de direito em matéria de competência territorial.

No entanto, a Lei n.º 14/2006, de 26-04 exclui as acções pendentes da aplicação da lei nova, prescrevendo no art.º 6º que « a presente lei aplica-se apenas às acções e aos requerimentos de injunção instaurados ou apresentados depois da entrada em vigor ». Assim, se no domínio da regra geral se deveria entender aplicável a lei nova às acções pendentes, ressalvados os casos julgados, já por força desta disposição a lei nova não se aplica aos processos pendentes, mas apenas às acções intentadas depois da sua entrada em

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vigor. É o caso do presente procedimento. Ele foi proposto em 04-12-2006 (fls. 2 dos autos). Não há, pois, como se vê, nenhuma aplicação retroactiva, visto que a Lei n.º 14/2006 não se aplica às acções pendentes.

Portanto, é à luz das regras da competência vigentes no momento em que o procedimento é proposto que deve ser aferida a competência em razão do território. O pacto de aforamento não é, como foi dito, mais do que uma regra de competência cuja validade deve ser aferida à luz das regras de competência em vigor no momento em que a acção é proposta. Sendo a presente acção destinada a exigir o cumprimento de obrigações pecuniárias emergentes de contrato, e sendo o réu pessoa singular, e residindo a requerida na comarca de Odemira, o procedimento cautelar tem de ser proposta nesta comarca (art.º 74º, n.º 1 do Cód.

Proc. Civil, na redacção do art.º 1º da Lei n.º 14/2006).

A lei (art.º 74º, n.º 1 do Cód. Proc. Civil, na redacção do art.º 1 da Lei n.º 14/2006) afastou a possibilidade de se convencionar o foro das acções destinadas a exigir o cumprimento de obrigações, a indemnização pelo não cumprimento ou pelo cumprimento defeituoso e a resolução do contrato por falta de cumprimento, nos casos em que o réu não é pessoa colectiva ou não tenha domicílio ou não tenha domicílio na área metropolitana (de Lisboa ou do Porto) do domicílio do credor.

Não sendo a Lei n.º 14/2006 retroactiva, como já foi dito, não pode a mesma ter violado o princípio da não retroactividade previsto na 2.ª parte do n.º 3 do art.º 18º da C.R.P., e com ele a protecção da confiança e da segurança dos cidadãos (6).

O direito processual é um ramo do direito público. Acima dos interesses particulares divergentes pairam os interesses da colectividade, inerentes ao sistema de justiça pública (o interesse da verdade, da paz social, da justa composição dos conflitos, da economia processual) (7). A alteração introduzida na lei foi feita por o Estado considerar que era imperioso descongestionar os tribunais de Lisboa e Porto, onde se concentrava uma elevada litigância, por aí se situarem as sedes dos litigantes em massa, como é o caso do recorrente, com vista a recuperarem os seus créditos provenientes de situações de incumprimento contratual, e que a esses tribunais recorriam de forma massiva, com prejuízo para os restantes utentes da justiça. Com esta alteração, o Estado visou ainda aproximar a justiça do cidadão, com vista a permitir-lhe um pleno exercício dos seus direitos em juízo. E com ela o Estado teve em mira reforçar o valor constitucional da defesa do consumidor (cfr. art.º 60º da C.R.P.) e, por outro lado, obter um maior equilíbrio na distribuição territorial da litigância cível. Por outro lado, os interesses que estão na base da validade dos pactos de foro prorrogando no domínio da competência relativa são meramente privados: do autor na medida em que escolhe, e do réu na medida em que pode controlar essa escolha, que terá de ser feita segundo determinadas regras para ser válida (8). Ora os interesses do Estado em descongestionar os Tribunais de Lisboa e do Porto com vista a um maior equilíbrio na distribuição da litigância cível, da aproximação da justiça do cidadão, e do reforço da defesa do consumidor, são interesses da colectividade e de ordem pública que pairam acima destes interesses privados, nomeadamente dos litigantes de massa. Ao que acresce que o autor não tinha qualquer direito a poder alterar as regras da competência em razão do território, mas apenas uma simples expectativa __ mas nem sequer jurídica (9) __, ou seja, uma simples esperança de que o pudesse vir a fazer quando propusesse a acção, se à data, a lei processual lho permitisse. E matéria processual, as expectativas das partes não merecem, de todo, a tutela da confiança, ou só em termos mitigados dela podem beneficiar. A cláusula da convenção de foro estava sempre

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condicionada pela eventualidade de uma qualquer reorganização a que o legislador decidisse proceder.

Mais, no limite, poderia mesmo fazer desaparecer o tribunal convencionado como territorialmente competente (10). Donde resulta que a Lei n.º 14/2006 não está a restringir qualquer direito, nem muito menos, qualquer direito que caiba no elenco dos direitos, liberdades e garantias, nomeadamente do direito acesso aos tribunais (cfr. art.º 20º da C.R.P.), ou no âmbito do seu regime (cfr. art.ºs 17º e 18º da C.R.P.). O direito de as partes convencionarem o foro competente para a resolução dos litígios eventualmente resultantes dos contratos que celebrem não é um direito constitucionalmente garantido, não constitui um direito, liberdade e garantia, pelo que o art.º 18º da C.R.P. não é, pura e simplesmente aplicável. Por conseguinte, não se pode verificar a arguida inconstitucionalidade por violação do princípio da proporcionalidade e seus três subprincípios: a) princípio da adequação; b) princípio da exigibilidade; e c) princípio da proporcionalidade em sentido estrito.

No sentido da não inconstitucionalidade da aplicação da al. a) do n.º 1 do art.º 110º do Cód. Proc. Civil, na redacção que lhe foi dada pela Lei n.º 14/2006, de 26-04, a casos como os dos presentes autos já se pronunciou o Tribunal Constitucional, nos Acs. 691/2006 de 19-12-2006 e 932/2007 de 23-01-2007, respectivamente, publicados no DR II Série, n.º 22 de 31-01-2007 e em http://tribunalconstitucional.pt/tc/.

Não se mostram violadas as disposições legais indicadas nem a arguida inconstitucionalidade Improcede, pois, o recurso.

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III. Decisão:

Assim e pelo exposto, acordam em julgar improcedente o agravo interposto pelo autor e, consequentemente, negando provimento ao agravo, mantêm o despacho recorrido.

Custas pelo autor agravante.

Registe e Notifique (art.º 157º, n.º 4 do Cód. Proc. Civil).

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Lisboa, 27 / 2 / 2007 Arnaldo Silva

Graça Amaral Orlando Nascimento

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1.-O âmbito do recurso é triplamente delimitado. Primeiro é delimitado pelo objecto da acção e pelos eventuais casos julgados formados na 1.ª instância recorrida. Segundo é delimitado objectivamente pela parte dispositiva da sentença que for desfavorável ao recorrente (art.º 684º, n.º 2 2ª parte do Cód. Proc.

Civil) ou pelo fundamento ou facto em que a parte vencedora decaiu (art.º 684º-A, n.ºs 1 e 2 do Cód. Proc.

Civil). Terceiro o âmbito do recurso pode ser limitado pelo recorrente. Vd. Sobre esta matéria Miguel Teixeira de Sousa, Estudos Sobre o Novo Processo Civil, Lex, Lisboa –1997, págs. 460-461 e 395 e segs.

Cfr. ainda, v. g., Manuel Rodrigues, Dos Recursos – 1943 (apontamentos de Adriano Borges Pires), págs. 5 e segs.; J. A. Reis, Cód. Proc. Civil Anot., Vol. V (Reimpressão – 1981), págs. 305 e segs.; Castro Mendes, Direito Processual Civil – Recursos, Ed. da A.A.F.D.L. – 1980, págs. 57 e segs. e 63 e segs.; Armindo Ribeiro

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Mendes, Direito Processual Civil III, Ed. da A.A.F.D.L. – 1982, págs. 239 e segs.; Fernando Amâncio Ferreira, Manual dos Recursos, Liv. Almedina, Coimbra – 2000, págs. 103 e segs.

2.-Vd. J. A. Reis, Cód. Proc. Civil Anot., Vol. V, pág. 56.

3.-As quais terão de ser, logicamente, um resumo dos fundamentos porque se pede provimento do recurso, tendo como finalidade que elas se tornem fácil e rapidamente apreensíveis pelo tribunal. As conclusões não devem ser afirmações desgarradas de qualquer premissa, e sem qualquer referência à fundamentação por que se pede o provimento do recurso. Não podem ser consideradas conclusões as indicadas como tal, mas que sejam afirmações desgarradas sem qualquer referência à fundamentação do recurso, nem se deve tomar conhecimento de outras questões que eventualmente tenham sido suscitadas nas alegações propriamente ditas, mas não levadas às conclusões. Por isso, só devem ser conhecidas, e só e apenas só, as questões suscitadas nas alegações e levadas às conclusões. Neste sentido, vd. Acs. do STJ de 21-10-1993 e de 12-01-1995: CJ (STJ), respectivamente, Ano I, tomo 3, pág. 84 e Ano III, tomo 1, pág.

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4.-Cfr. supra nota 3.

5.-Vd. A. Varela e outros, Manual de Processo Civil, Coimbra Editora, Ld.ª - 1984, págs. 45.

6.-Vd. J. J. Gomes Canotilho e Vital Moreira, Constituição da República Portuguesa - Anotada, 3.ª Ed., Coimbra - 1993, pág. 153 anotação XIII ao artigo 18º.

7.-Vd. A. Varela e outros, ibidem, pág. 45.

8.-A razão de ser da validade destes pactos no domínio da competência relativa está em que nela entram em jogo apenas interesses das partes. Vd. Artur Anselmo de Castro, Direito Processual Civil Declaratório, Vol. II, Liv. Almedina, Coimbra - 192, pág. 82.

9.-Porque não se está perante um facto jurídico complexo de formação sucessiva, a que a lei atribua ao futuro adquirente do direito qualquer tutela jurídica quando verificados certos elementos iniciais do facto, como sucede no caso paradigmático, do adquirente sob condição suspensiva e do alienante sob condição resolutiva (cfr. art.º 273º do Cód. Civil), entre outros. Por conseguinte, nem toda a spes juris é uma expectativa jurídica. Sobre a expectativa jurídica, figura afim do direito subjectivo, vd., p. ex., Castro Mendes, Direito Civil – Teoria Geral, I Vol., Lições 1978, impressão da A.AF.D.L. (1983), págs. 375-376;

Pessoa Jorge, Ensaio a Responsabilidade Civil, Liv. Almedina, Coimbra – 1995, págs. 312-313; Mota Pinto, Teoria Geral do Direito Civil, 4.ª Ed. (reimpressão), 1980, pág. 144; Galvão Telles, Direito das Sucessões, 4.ª Ed., pág. 88; Pedro Pais de Vasconcelos, Teoria Geral do Direito Civil, 2.ª Ed., Liv. Almedina – 2003, pág.

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10.-Cfr. jurisprudência do Tribunal Constitucional referida infra no texto.

Fonte: http://www.dgsi.pt

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