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Pobreza: ontem x hoje

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Academic year: 2021

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Pobreza:

ontem x hoje

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Constantina, é uma pequena e aconchegante cidade localizada no Norte do Rio Grande do Sul, tem hoje em torno de 10 mil habitantes, por ser cativante e acolhedora, é reconhecida e admirada por todos que passam por ela.

(foto tirada dos arquivos da prefeitura) A mesma no ano de 2015 completa seus 56 anos de história, que como com outros municípios foi

construída com muito esforço, garra e persistência pelos que aqui estavam.

Na época a cidade era muito pequena e formada grande parte por fazendeiros, que com o passar do tempo acabaram vendendo parte de suas

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terras para moradores das cidades vizinha.

Na eleição ocorrida na época, a família que possuía parte deste terreno á perderá, deixando as promessas feitas pelos compradores da área

abandonarem suas terras.

O conceito de pobreza: pessoa sem condição de sustentar a si e a sua família, foi começado a ser usado desde então, pois no momento em que estes terrenos foram abandonados, muitas pessoas, até mesmo de outras localidades, acabaram vindo para Constantina e tomaram posse destes terrenos, sem se quer ter uma escritura, situação em que ainda se encontra hoje, apenas por ser "gratuito", e assim poderiam investir em suas casas.

O bairro onde aconteceu esta situação ficou conhecido pelos outros cidadães municipais (que no caso,não moravam neste bairro) como Vila São Roque, e que com o passar do tempo teve sua valorização estimulada e avançada e hoje é conhecido como Bairro São Roque.

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(festa de Natal no Bairro realizada por entidades) Um certo percentual de pessoas que moram ainda nesta localidade são conhecidas e conceituadas como pessoas pobres, pois não tem muitas condições para se manter, e as vezes conseguem dar a volta ou amenizar a situação pela colaboração recebida através do

Projeto Bolsa Família ou de campanhas coordenadas por entidades do município como, Lions Clube, Rotary, CLJ, entre outros.

A maioria das casas que tem hoje no Bairro São Roque, é de madeira, e outras até de alvenaria,

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o que mostra que tanto a cidade, quanto este bairro está evoluindo, e hoje já não existe tanta distinção entre a cidade e o bairro como em tempos atrás.

O bairro, como é conhecido, nos últimos anos tem recebido um olhar diferenciado sendo

contemplado, com projetos desenvolvidos pela administração municipal e entidades buscando a melhoria da qualidade de vida.

Outro local, conhecido pela extrema pobreza

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e a real falta de condições era a Vila dos Mineiros uma pequena comunidade do interior que fazia parte da Linha Sanga das Pedras, onde a concentração de pessoas sem condições de ter o que comer ou até de onde morar era muito grande, muitas entidades se reuniram e uniram forças para reverter a situação.

Hoje o cenário no nosso município tem mudado gradativamente. Não convivemos mais com cenas de extrema pobreza econômica, porém, hoje lidamos com um conceito de pobreza diferente, voltado para uma pobreza material.

As pessoas de hoje, inclusive as de meu

município, estão preocupadas mais com o ter, bens materiais, do que o ser, o pobre de hoje é aquele que não tem uma roupa da Colcci, Lança Perfume, um sapato da Schutz e um celular, um iPod, e um Notebook da Apple.

Poucas são as pessoas que se preocupam

realmente com as riquezas que a vida as proporciona, a família, os amigos e até muitas vezes o trabalho são deixados de lado para dar atenção ao

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senhor Whatsapp, ou mesmo ao seu primo o seu Facebook.

A verdadeira pobreza, ou melhor o verdadeiro pobre, é aquele que abandona tudo de mais precioso e eterno que tem ao seu lado para dar atenção á algo supérfulo e passageiro, algo que ter ou não ter jamais fará diferença nenhuma. Pobre é aquele que não tem coração, que vê seu vizinho passando fome o nega um pedaço de pão, a final, perderá tempo no SnapChat, para levar o pão para o amigo. O verdadeiro pobre, é aquele que não tem visão do que acontece do seu lado, somente o que acontece consigo.

Deste tipo de pessoas o mundo está cheio, e não pense que é só em cidades grandes não, Constantina com seu 10 mil habitantes, nem isso, também está cheia, cheia de pessoas que se preocupa com o bem- estar próprio e a desgraça do outro, a final, como dizem por ai, é cada um por si e Deus por todos.

A pobreza só vai acabar quando as pessoas se derem conta de em que pé o mundo está, e quando

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isso acontecer infelizmente vai ser tarde de mais.

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