AD\853585PT.doc PE448.907v02-00
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Unida na diversidadePT
PARLAMENTO EUROPEU 2009 - 2014
Comissão dos Assuntos Externos
2010/0039(COD)
18.1.2011
PARECER
da Comissão dos Assuntos Externos
dirigido à Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos
sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que altera o Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho que cria uma Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (FRONTEX)
(COM(2010)0061 – C7-0045/2010 – 2010/0039(COD))
Relatora: Barbara Lochbihler
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PA_Legam
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JUSTIFICAÇÃO SUCINTA
Em 24 de Fevereiro de 2010, a Comissão adoptou uma proposta legislativa que propõe alterações ao Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho que cria uma Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (FRONTEX).
O objectivo desta proposta legislativa é adaptar o regulamento à luz da Comunicação da Comissão de 2008 sobre a avaliação e o desenvolvimento futuro da Agência Frontex e das recomendações do conselho de administração, a fim de reforçar as capacidades operacionais da Agência. Mais precisamente, esta proposta daria à Agência um papel reforçado na
preparação, coordenação e execução das operações, incluindo no que diz respeito à partilha de funções entre a Agência e os Estados-Membros da UE, em termos, por exemplo, de recursos humanos e equipamentos técnicos. Além disso, com esta proposta, o mandato e competências da Frontex a nível interno e externo seriam significativamente reforçados. A Agência pode co-liderar com os Estados-Membros operações de patrulhamento das fronteiras, destacar agentes de ligação para países terceiros, coordenar operações conjuntas de regresso, lançar e financiar projectos-piloto.
A revisão do mandato da Frontex tem lugar depois de um aumento progressivo e substancial do seu orçamento. A Agência, que começou em 2004 com um montante de 6, 2 milhões de euros, dispunha em 2009 de um orçamento de 83 milhões.
A entrada em vigor do Tratado de Lisboa veio criar um novo quadro jurídico que tem de ser tomado em consideração neste parecer, uma vez que comunitariza o espaço de liberdade, segurança e justiça, amplia a jurisdição do Tribunal de Justiça da União Europeia neste domínio, alarga o poder do Parlamento Europeu, conferindo-lhe um papel legislativo em pé de igualdade com o Conselho, e reforça os princípios dos direitos fundamentais ao tornar vinculativa a Carta dos Direitos Fundamentais e ao lançar a União Europeia no processo de adesão à CEDH.
O parecer elaborado pela Subcomissão dos Direitos do Homem para a Comissão dos Assuntos Externos tem, por isso, como objectivo verificar de que modo a Agência, à luz da revisão e extensão do seu mandato, pode garantir, proteger e promover o respeito dos direitos fundamentais por força das suas obrigações enquanto Agência da UE. Visa simultaneamente abordar a questão da responsabilidade e da obrigação de prestar contas da Agência, bem como a sua falta de transparência, para a adaptar à letra e ao espírito do Tratado de Lisboa. A
questão geral das responsabilidades repartidas entre os agentes dos Estados-Membros, os guardas de fronteira do Estado-Membro de acolhimento e o pessoal da Frontex continua a ser abordada de forma pouco clara e ambígua na proposta da Comissão e deve ser tratada pela comissão responsável do Parlamento, a par de outras questões em aberto relacionadas com o órgão competente para receber queixas em caso de violação dos direitos humanos dos migrantes.
As alterações propostas pela Comissão representam progressos positivos e tendem a
formalizar o compromisso e a obrigação da Agência de respeitar os direitos fundamentais do
seguinte modo:
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- clarificando o quadro jurídico das operações da Frontex, confirmando que as actividades da Agência estão sujeitas ao Código das Fronteiras Schengen, em conformidade com a legislação pertinente da União, o direito internacional, as obrigações em matéria de acesso à protecção internacional e os direitos fundamentais,
- dando formação em matéria de direitos fundamentais, considerada obrigatória para o pessoal que participa em operações conjuntas,
- criando um sistema de comunicação de incidentes e de avaliação ,
- condicionando qualquer apoio financeiro a operações conjuntas de regresso ao total respeito da Carta dos Direitos Fundamentais,
- estabelecendo um código de conduta para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular, criando nomeadamente um sistema eficaz de controlo dos regressos forçados, que seja realizado de forma independente e cujos resultados sejam comunicados à Comissão por um inspector independente,
- solicitando que a avaliação realizada todos os cinco anos pelo conselho de administração inclua uma análise específica da forma como a Carta dos Direitos Fundamentais foi respeitada.
Mas estas propostas continuam ainda a ser limitadas e não sistemáticas. Para se tornarem mecanismos eficazes, as medidas propostas têm de ser aplicadas de forma sistemática e ter um carácter vinculativo. Além disso, será considerada imprescindível uma análise independente e altamente qualificada da questão dos direitos fundamentais e do acesso à protecção
internacional, a todos os níveis e em todas as fases das operações conduzidas pela Frontex.
O processo de avaliação das actividades da Agência realizado de cinco em cinco anos pelo conselho de administração, mostrou até agora que o impacto das actividades sobre os direitos humanos nunca foi avaliado em pormenor apesar do apelo lançado pelo Parlamento Europeu na sua resolução de 18 de Dezembro de 2008 para que se "proceda a uma avaliação
aprofundada do impacto das actividades da FRONTEX nos direitos e liberdades
fundamentais, nomeadamente no que se refere à obrigação de protecção". Consequentemente, na perspectiva do reforço do seu mandato interno e externo, é indispensável a realização de uma avaliação exaustiva e independente, que envolva parceiros da Frontex como a Agência dos Direitos Fundamentais e o ACNUR, bem como organizações não governamentais especializadas na matéria. O relator gostaria ainda de recomendar a alteração do n.º 2-B do artigo 33 no sentido de exigir que a avaliação incida sobre a forma como foram garantidos os direitos previstos na Carta dos Direitos Fundamentais e não sobre a forma como a Carta foi respeitada. Seria até conveniente anexar a avaliação ao relatório geral anual da Frontex.
Além desta avaliação que se realiza todos os cinco anos, a avaliação que a própria Frontex faz das operações conjuntas e dos projectos-piloto exige um controlo e uma avaliação
sistemáticos e independentes da forma como foram respeitadas na prática as obrigações em matéria de direitos fundamentais, indo além do exame do cumprimento dos objectivos operacionais. Esta análise independente tem de ser tornar um princípio do regulamento revisto. A avaliação do respeito dos direitos fundamentais criaria também uma oportunidade real de a Comissão reagir a qualquer problema resultante das operações da Frontex no que diz respeito à aplicação da legislação da União Europeia. A cooperação que existe com o
ACNUR deve ser alargada de modo a que a Agência das Nações Unidas possa participar na
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preparação e execução de operações conjuntas, nomeadamente quando estão em questões de asilo.
A inclusão na proposta legislativa de um sistema de relatórios e de avaliação que inclua disposições sobre a comunicação de incidentes é um passo positivo, mas ainda se faz sentir a ausência de procedimentos concretos capazes de garantir o cumprimento da Carta dos Direitos Fundamentais e de controlar a responsabilidade e a obrigação de prestar contas, continuando esta última a ser um aspecto não totalmente clarificado na proposta da Comissão.
De acordo com os requisitos de controlo estabelecidos para as operações conjuntas de regresso, o regulamento revisto deve prever que todas as operações da Frontex sejam
obrigatoriamente objecto de observação e relatórios independentes a transmitir às instituições da UE, realizados da perspectiva do cumprimento da legislação da UE e dos direitos
fundamentais.
É digna de louvor a disposição da proposta legislativa que prevê a obrigatoriedade de formação adequada para todos os participantes nas operações conjuntas. Foi assinado recentemente um acordo de cooperação entre a Frontex e a Agência dos Direitos
Fundamentais que prevê nomeadamente a avaliação das necessidades de formação do pessoal da Frontex e a avaliação da formação dispensada no domínio dos direitos fundamentais. Uma troca de cartas entre a Frontex e o ACNUR também formalizou a sua cooperação neste domínio desde 2008.
Mas a Comissão tem de dar ao Parlamento acesso aos dados sobre a formação e às avaliações da Agência dos Direitos Fundamentais. O reforço da cooperação tanto com a Agência dos Direitos Fundamentais como com o ACNUR ao nível de iniciativas de reforço das
capacidades, como a formação, poderia ser considerado uma incontestável mais-valia. O envolvimento das organizações da sociedade civil na preparação e execução dos programas de formação deve ser garantido pela Frontex.
A relatora considera que a vertente de aconselhamento jurídico no seio da Frontex tem de ser consideravelmente reforçada através da criação de um grupo de peritos em direitos dos estrangeiros e protecção internacional, incluindo os aspectos relativos ao asilo. Este grupo, que teria por principal tarefa aconselhar os requerentes de asilo e outras pessoas
particularmente vulneráveis, como grávidas, crianças e vítimas de tráfico, deveria ser utilizado sistematicamente nas operações da Frontex e trabalhar em ligação com os serviços nacionais de asilo e com organizações não governamentais com experiência neste domínio.
O alargamento do mandato externo da Frontex é preocupante da perspectiva dos direitos
humanos e exige uma série de salvaguardas para que fique assegurada a observância das
principais obrigações impostas pela UE no domínio dos direitos fundamentais. A relatora do
parecer recomenda vivamente a inclusão na proposta legislativa de uma referência clara ao
respeito do princípio de não repulsão, em conformidade com o artigo 19 da Carta dos Direitos
Fundamentais, e ao direito de todas as pessoas a deixar qualquer país, incluindo o seu, em
conformidade com o n.º 2 do artigo 12 do PIDCP e o n.º 2 do artigo 2 do Protocolo 4 da
CEDH. A proposta da Comissão garante que os agentes de ligação têm de exercer as suas
funções respeitando a legislação da UE e os direitos fundamentais e ser destacados "para
países terceiros onde as práticas de gestão das fronteiras respeitem normas mínimas de
protecção dos direitos humanos". Mas estas salvaguardas devem aplicar-se claramente a estes
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agentes de ligação. A este respeito, a relatora chama a atenção para a necessidade de clarificar as suas funções, que não podem ser assimiladas a funções consultivas, que, por vezes, são desempenhadas por agentes de ligação nacionais, e de lhes oferecer formação altamente especializada em direitos fundamentais e acesso à protecção internacional. Além disso, a cooperação reforçada com países terceiros oficializada em acordos de trabalho bilaterais entre a Frontex e países terceiros exige uma avaliação da situação dos direitos humanos no país terceiro em causa antes da conclusão de tais acordos.
Segundo o parecer da Autoridade Europeia para a Protecção de Dados, é necessária uma base jurídica específica, que aborde a questão do tratamento dos dados pessoais pela Frontex e que clarifique as circunstâncias em que a Agência pode proceder a esse tratamento, sob reserva de sólidas salvaguardas em matéria de protecção de dados. A inclusão simultânea de uma base jurídica adequada e de salvaguardas nesta proposta legislativa é, por isso, considerada essencial para a relatora, tendo em conta o reforço do papel e das competências da Frontex a nível interno e externo, em particular no que diz respeito ao princípio de não repulsão.
Quanto aos acordos de trabalho entre a Frontex e as autoridades de países terceiros, a proposta da Comissão refere apenas a aprovação prévia da Comissão, sem qualquer controlo
democrático do Parlamento Europeu. Como a Frontex é um organismo da União sujeito aos princípios de total controlo democrático e transparência seria conveniente e legítimo que o Parlamento Europeu fosse plenamente informado sobre esses acordos de trabalho. Além disso, deve existir nas relações com o Parlamento uma maior transparência e ser possível a este o acesso a documentos como os relatórios sobre análises de risco, avaliações de operações conjuntas e avaliações da situação dos direitos humanos solicitadas antes da conclusão dos acordos.
ALTERAÇÕES
A Comissão dos Assuntos Externos insta a Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos, competente quanto à matéria de fundo, a incorporar as seguintes alterações no seu relatório:
Alteração 1
Proposta de regulamento – acto modificativo Considerando 4
Texto da Comissão Alteração
(4) O presente regulamento respeita os direitos fundamentais e observa os princípios reconhecidos pela Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, designadamente a dignidade do ser
humano, a proibição de tortura e outras penas ou tratamentos desumanos ou degradantes, o direito à liberdade e à
(4) O presente regulamento respeita os direitos fundamentais e observa os princípios reconhecidos pela Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (a seguir designada "a Carta"),
designadamente a dignidade do ser
humano, a proibição de tortura e outras
penas ou tratamentos desumanos ou
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segurança, o direito de protecção dos dados pessoais, o direito de asilo, o princípio da não repulsão, a não discriminação, os direitos das crianças e o direito à acção judicial. O presente regulamento deve ser aplicado pelos Estados-Membros em conformidade com estes direitos e princípios.
degradantes, o direito à liberdade e à segurança, o direito de protecção dos dados pessoais, o direito de asilo, o princípio da não repulsão, a não discriminação, os direitos das crianças e o direito à acção judicial. O presente regulamento subscreve as disposições da Directiva 2004/83/CE de 29 de Abril de 2004, do Conselho, que estabelece normas mínimas relativas às condições a preencher por nacionais de países terceiros ou apátridas para poderem beneficiar do estatuto de refugiado ou de pessoa que, por outros motivos, necessite de protecção
internacional, bem como relativas ao respectivo estatuto, e relativas ao conteúdo da protecção concedida
1, bem como da Directiva 2008/115/CE do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro de 2008, relativa a normas e procedimentos comuns nos
Estados-Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular
2, bem como da Directiva
2005/85/CE, do Conselho, de 1 de Dezembro de 2005, relativa a normas mínimas aplicáveis ao procedimento de concessão e retirada do estatuto de refugiado nos Estados-Membros
3e da Directiva 2003/9/CE do Conselho, de 27 de Janeiro de 2003, que estabelece normas mínimas em matéria de
acolhimento dos requerentes de asilo nos Estados-Membros
4. O presente
regulamento deve ser aplicado pelos Estados-Membros em conformidade com estes direitos e princípios.
___________________
1 JO L 304 de 30.9.2004, p. 12-23.
2 JO L 348, 24.12.2008, p. 98-107 3 JO L 326, 13.12.2005, p. 13-34.
4 JO L 31 de 6.2.2003, p. 18-25.
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Justificação
A Frontex deve respeitar as disposições da Directiva 2004/83/CE de 29 de Abril de 2004, que estabelece normas mínimas relativas às condições a preencher por nacionais de países terceiros ou apátridas para poderem beneficiar do estatuto de refugiado ou de pessoa que, por outros motivos, necessite de protecção internacional, bem como relativas ao respectivo estatuto, e relativas ao conteúdo da protecção concedida, no quadro das suas actividades de gestão das fronteiras e em consonância com as suas obrigações de protecção internacional.
Alteração 2
Proposta de regulamento Considerando 4-A (novo)
Texto da Comissão Alteração
(4-A) A Agência deveria aplicar integralmente, quer as disposições da Carta tendo em conta o respeito e a protecção dos direitos humanos dos migrantes, quer as disposições da Convenção de Genebra de 1951 relativa ao Estatuto dos Refugiados. Todas as acções da Agência deveriam ser
conformes ao Direito Internacional na matéria e às obrigações relativas ao acesso à protecção internacional.
Alteração 3
Proposta de regulamento – acto modificativo Considerando 7
Texto da Comissão Alteração
(7) Uma gestão eficaz das fronteiras externas através de controlos e de vigilância contribui para combater a imigração ilegal e o tráfico de seres humanos, bem como para reduzir as ameaças à segurança interna, à ordem pública, à saúde pública e às relações internacionais dos Estados-Membros.
(7) Uma gestão eficaz das fronteiras externas através de controlos e de
vigilância eficazes contribui para combater a imigração irregular e o tráfico de seres humanos, bem como para reduzir as ameaças à segurança interna, à ordem pública, à saúde pública e às relações internacionais dos Estados-Membros.
(Esta alteração aplica-se a todo o texto, necessitando as correspondentes
alterações)
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Justificação
O relator propõe substituir a palavra "ilegal" por "irregular" quando se faça referência à imigração e a migrantes "ilegais", a fim de adaptar a formulação do presente regulamento à formulação utilizada noutra legislação pertinente relacionada com este domínio.)
Alteração 4
Proposta de regulamento – acto modificativo Considerando 10
Texto da Comissão Alteração
(10) O mandato da Agência deve,
portanto, ser revisto, a fim de reforçar em especial as capacidades operacionais da Agência, garantindo simultaneamente que todas as medidas tomadas sejam
proporcionais aos objectivos visados e que os direitos fundamentais e os direitos dos refugiados e requerentes de asilo sejam respeitados, em especial a proibição de não repulsão.
(10) Os desafios acima descritos,
incluindo a multiplicação das ameaças, a complexificação e a diversificação dos percursos migratórios exigem a revisão do mandato da Agência, a fim de reforçar em especial as capacidades operacionais da Agência, garantindo simultaneamente que todas as medidas tomadas sejam
proporcionais aos objectivos visados e que os direitos fundamentais e os direitos dos refugiados e requerentes de asilo sejam respeitados, em especial a proibição de não repulsão.
Alteração 5
Proposta de regulamento – acto modificativo Considerando 19
Texto da Comissão Alteração
(19) A Agência deve fornecer formação a nível europeu, incluindo sobre direitos fundamentais, aos instrutores nacionais de guardas de fronteiras, bem como formação complementar e seminários em matéria de controlo e vigilância das fronteiras externas e de afastamento de nacionais de países terceiros em situação irregular nos Estados- Membros destinada aos agentes dos
serviços nacionais competentes. A Agência pode organizar actividades de formação em cooperação com os Estados-Membros, no
(19) A Agência deve fornecer formação a nível europeu sobre direitos fundamentais, Direito internacional e a estrutura das autoridades de asilo nacionais aos instrutores nacionais de guardas de fronteiras, bem como formação
complementar e seminários em matéria de controlo e vigilância das fronteiras externas e de afastamento de nacionais de países terceiros em situação irregular nos Estados- Membros destinada aos agentes dos
serviços nacionais competentes. A Agência
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território destes últimos. Os Estados- Membros devem integrar os resultados dos trabalhos da Agência a este respeito nos programas nacionais de formação dos seus guardas de fronteira.
pode organizar actividades de formação em cooperação com os Estados-Membros, no território destes últimos. Os Estados- Membros devem integrar os resultados dos trabalhos da Agência a este respeito nos programas nacionais de formação dos seus guardas de fronteira.
Alteração 6
Proposta de regulamento – acto modificativo Considerando 21
Texto da Comissão Alteração
(21) Na maioria dos Estados-Membros, os aspectos operacionais associados ao regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular são da competência das autoridades responsáveis pelo controlo das fronteiras externas. Tendo em conta que a execução destas tarefas a nível da União constitui uma mais-valia manifesta, a Agência deve, respeitando plenamente a política da UE em matéria de regresso, prestar o necessário apoio e assegurar a coordenação das operações conjuntas de regresso dos Estados-Membros, identificar as melhores práticas em matéria de
obtenção de documentos de viagem e definir um código de conduta a seguir durante o afastamento de nacionais de países terceiros em situação irregular no território dos Estados-Membros. As actividades e operações realizadas em violação da Carta dos Direitos
Fundamentais não beneficiarão dos recursos financeiros da União.
(21) Na maioria dos Estados-Membros, os aspectos operacionais associados ao regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular são da competência das autoridades responsáveis pelo controlo das fronteiras externas. Tendo em conta que a execução destas tarefas a nível da União constitui uma mais-valia manifesta, a Agência deve, respeitando plenamente a política da UE em matéria de regresso, prestar o necessário apoio e assegurar a coordenação das operações conjuntas de regresso dos Estados-Membros, identificar as melhores práticas em matéria de
obtenção de documentos de viagem e
definir um código de conduta a seguir
durante o afastamento de nacionais de
países terceiros em situação irregular no
território dos Estados-Membros. A União
não realizará nem financiará actividades
ou operações que não sejam conformes à
Carta dos Direitos Fundamentais. Em
caso de violação da Carta dos Direitos
Fundamentais, as operações de regresso
devem ser suspensas e a violação deve ser
investigada.
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Alteração 7
Proposta de regulamento – acto modificativo Considerando 23
Texto da Comissão Alteração
(23) A cooperação com países terceiros no que se refere a matérias abrangidas pelo Regulamento (CE) n.º 2007/2004 é cada vez mais importante. Para estabelecer um modelo sólido de cooperação com os países terceiros relevantes, a Agência deve ter a possibilidade de lançar e financiar projectos de assistência técnica e de destacar agentes de ligação para países terceiros. A Agência deve, além disso, ter a possibilidade de convidar representantes de países terceiros para participarem nas suas actividades, após ter assegurado a
formação necessária. A cooperação com países terceiros é igualmente importante em termos de promoção das normas europeias de gestão das fronteiras, nomeadamente o respeito dos direitos fundamentais e da dignidade humana.
(23) A cooperação com países terceiros no que se refere a matérias abrangidas pelo Regulamento (CE) n.º 2007/2004 é cada vez mais importante. Para estabelecer um modelo sólido de cooperação com os países terceiros relevantes, a Agência deve ter a possibilidade de lançar e financiar projectos de assistência técnica e de destacar agentes de ligação para países terceiros. A Agência deve, além disso, ter a possibilidade de convidar representantes de países terceiros para participarem nas suas actividades, após ter assegurado a
formação necessária. A cooperação com países terceiros é igualmente importante em termos de promoção das normas europeias de gestão das fronteiras, nomeadamente o respeito dos direitos fundamentais e da dignidade humana.
Alteração 8
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 1
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 1 – n.º 2
Texto da Comissão Alteração
2. Embora tendo em conta que a
responsabilidade pelo controlo e vigilância das fronteiras externas incumbe aos
Estados-Membros, a Agência facilitará e tornará mais eficaz a aplicação das disposições da União Europeia actuais e futuras em matéria de gestão das fronteiras externas, em especial o Código das
Fronteiras Schengen, em conformidade com a legislação da União relevante, o direito internacional, as obrigações em
2. Embora tendo em conta que a
responsabilidade pelo controlo e vigilância das fronteiras externas incumbe aos
Estados-Membros, a Agência facilitará e tornará mais eficaz a aplicação das disposições da União Europeia actuais e futuras em matéria de gestão das fronteiras externas, em especial o Código das
Fronteiras Schengen, bem como a Carta
dos Direitos Fundamentais da União
Europeia e a Convenção de Genebra de
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matéria de acesso à protecção internacional e os direitos fundamentais, assegurando a coordenação das acções dos Estados- Membros na aplicação dessas disposições e contribuindo, assim, para a eficácia, a qualidade e a uniformização do controlo de pessoas e da vigilância das fronteiras externas da União Europeia.
1951 relativa ao estatuto dos refugiados, em conformidade com a legislação da União relevante, o direito internacional, as obrigações em matéria de acesso à
protecção internacional e os direitos fundamentais, assegurando a coordenação das acções dos Estados-Membros na aplicação dessas disposições e
contribuindo, assim, para a eficácia, a qualidade e a uniformização do controlo de pessoas e da vigilância das fronteiras externas da União Europeia, aplicando, simultaneamente, as disposições da Carta dos Direitos Fundamentais, tendo em devida conta a necessidade de respeitar e proteger os direitos humanos dos
migrantes. Em caso de violação do Direito internacional ou da Carta dos Direitos Fundamentais e, em particular, dos seus artigos 1.º, 4.º, 6.º, 18.º e 19.º, é
indispensável suspender a operação em que a violação foi constatada.
Justificação
No âmbito das suas obrigações enquanto Agência da UE, a Frontex tem de aplicar também as disposições da União Europeia em matéria de gestão das fronteiras externas e os
princípios consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais.
Alteração 9
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 3 – alínea a)
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 2 – n. º 1 – alínea c)
Texto da Comissão Alteração
(c) Efectuar análises de risco, incluindo a avaliação da capacidade dos
Estados-Membros para enfrentar ameaças e pressões nas fronteiras externas;
(c) Efectuar análises de risco, incluindo a avaliação da capacidade dos Estados- Membros para enfrentar ameaças e pressões nas fronteiras externas, incorporar as conclusões do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e do Alto
Comissário das Nações Unidas para os
Direitos Humanos, em particular da
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situação das pessoas que precisam de protecção internacional, e informar regularmente o Parlamento Europeu, a Comissão e os Estados-Membros;
Justificação
É importante que a Frontex inclua observações independentes e exaustivas sobre a situação dos direitos humanos dos migrantes nos países de trânsito no processo de análise de risco.
Alteração 10
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 3 – alínea b)
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 2 – n.º 1-A
Texto da Comissão Alteração
1-A Todos os guardas de fronteira e outro pessoal dos Estados-Membros, bem como o pessoal da Agência recebem,
previamente à sua participação nas
actividades operacionais organizadas pela Agência, uma formação sobre a legislação da União e o direito internacional
relevante, incluindo sobre direitos fundamentais e acesso à protecção internacional.
1-A Todos os guardas de fronteira e outro pessoal dos Estados-Membros, bem como o pessoal da Agência e os seus agentes de ligação, recebem, previamente à sua participação nas actividades operacionais organizadas pela Agência, ou, no caso dos agentes de ligação, ao seu destacamento num país terceiro, uma formação sobre a legislação da União e o direito
internacional relevante, incluindo sobre direitos fundamentais e acesso à protecção internacional.
Justificação
Deve ser explicitamente estabelecida a obrigação de os agentes de ligação da Frontex instalados em países terceiros receberem formação sobre a legislação da União Europeia e internacional, nomeadamente sobre direitos humanos e acesso à protecção internacional.
Alteração 11
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 4
Regulamento (CE) n.º 2007/2004
Artigo 3 – n.º 1 – parágrafo 2
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Texto da Comissão Alteração
A Agência pode, por sua própria iniciativa, lançar operações conjuntas e projectos- piloto em cooperação com Estados- Membros.
A Agência pode, por sua própria iniciativa, lançar operações conjuntas e projectos- piloto em cooperação com
Estados-Membros em causa e em acordo com o Estado-Membro de acolhimento e informar o Parlamento Europeu através do relatório geral da agência, em
conformidade com o disposto na alínea b) do n.º 2 do artigo 20.º.
Justificação
A Agência só pode lançar iniciativas para acções conjuntas após a obtenção do acordo do Estado-Membro de acolhimento.
Alteração 12
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 4
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 3 – n.º 1 – parágrafo 5
Texto da Comissão Alteração
A Agência pode igualmente pôr termo a operações conjuntas e projectos-piloto se as condições para a sua realização deixarem de estar preenchidas.
A Agência pode igualmente, uma vez obtido o acordo do Estado-Membro de acolhimento, pôr termo a operações conjuntas e projectos-piloto se as
condições para a sua realização deixarem de estar preenchidas. Os Estados-Membros participantes podem solicitar à Agência que ponha termo a uma operação conjunta ou a um projecto-piloto.
Justificação
A opinião do Estado-Membro de acolhimento deve ser decisiva para por termo às operações.
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Alteração 13
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 4
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 3 – n.º 4
Texto da Comissão Alteração
4. A Agência avaliará os resultados das operações conjuntas e dos projectos-piloto e transmitirá ao conselho de administração os relatórios de avaliação aprofundada no prazo de 60 dias a contar do termo da actividade. A Agência efectuará uma análise comparativa global desses
resultados, a incluir no seu relatório geral previsto no artigo 20.º, n.° 2, alínea b), tendo em vista melhorar a qualidade, a coerência e a eficácia de operações e projectos futuros.
4. A Agência avaliará os resultados das operações conjuntas e transmitirá ao conselho de administração e ao Parlamento Europeu os relatórios de avaliação aprofundada no prazo de 60 dias a contar do termo da actividade. A Agência efectuará uma análise comparativa global desses resultados, a incluir no seu relatório geral previsto no artigo 20.º, n.º 2, alínea b), tendo em vista melhorar a qualidade, a coerência e a eficácia de operações e projectos futuros. Os relatórios de avaliação analisam a observância dos direitos fundamentais no quadro das operações conjuntas e dos projectos- piloto, com base, nomeadamente, nos controlos efectuados por observadores independentes.
Justificação
As avaliações não devem limitar-se à questão de saber se uma determinada operação atingiu ou não os objectivos operacionais, mas incluir uma avaliação independente da observância dos direitos fundamentais, que faz parte do quadro jurídico que rege as operações da Frontex.
Alteração 14
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 5
Regulamento (CE) n.º 2007/2004
Artigo 3-A – n.º 1 – parágrafo 2 – parte introdutória
Texto da Comissão Alteração
O plano operacional deve incluir: O plano operacional cobre todos os
aspectos considerados necessários para o
desenrolar das operações conjuntas e dos
PE448.907v02-00 16/30 AD\853585PT.doc
PT
projectos-piloto, incluindo:
Justificação
O programa operacional deve referir concretamente todos os elementos indispensáveis para o desenrolar das operações conjuntas e dos projectos-piloto.
Alteração 15
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 5
Regulamento (CE) n.º 2007/2004
Artigo 3-A – n.º 1 – parágrafo 2 – alínea e)
Texto da Comissão Alteração
(e) A composição das equipas dos agentes convidados;
(e) A composição das equipas dos agentes convidados assim como a colocação do restante pessoal;
Justificação
O programa operacional deve incluir uma referência pormenorizada ao modo de colocação tanto das equipas dos agentes convidados como do restante pessoal.
Alteração 16
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 5
Regulamento (CE) n.º 2007/2004
Artigo 3-A – n.º 1 – parágrafo 2 – alínea h)
Texto da Comissão Alteração
(h) Um sistema de relatórios e de avaliação que inclua disposições pormenorizadas sobre a comunicação de incidentes, os parâmetros de referência para o relatório de avaliação e a data-limite de apresentação do relatório final de avaliação, em conformidade com o artigo 3.º, n.º 4;
(h) Um sistema de relatórios e de avaliação
que inclua disposições pormenorizadas
sobre a comunicação de incidentes, os
parâmetros de referência para o relatório de
avaliação e a data-limite de apresentação
do relatório final de avaliação, em
conformidade com o artigo 3.º, n.º 4; o
mecanismo de comunicação de incidentes
incluirá informações sobre acusações
credíveis de violações, principalmente do
presente regulamento ou do Código das
Fronteiras Schengen, incluindo dos
AD\853585PT.doc 17/30 PE448.907v02-00
PT
direitos fundamentais, durante as
operações conjuntas e os projectos-piloto e será transmitido imediatamente pela Agência às autoridades públicas
nacionais competentes e ao conselho de administração.
Justificação
A comunicação e avaliação de incidentes são fundamentais para aplicar correctamente o quadro jurídico pertinente das operações da Frontex. Deve esclarecer-se que os incidentes incluem alegações de violações do CFS e dos direitos fundamentais, como se propõe no considerando 17.
Alteração 17
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 5
Regulamento (CE) n.º 2007/2004
Artigo 3-A – n.° 1 – parágrafo 2 – alínea i)
Texto da Comissão Alteração
(i) No que diz respeito a operações marítimas, requisitos específicos no que diz respeito à jurisdição aplicável e às disposições de direito marítimo relativas à zona geográfica onde se realiza a operação conjunta.
(i) No que diz respeito a operações marítimas, requisitos específicos no que diz respeito à jurisdição aplicável e à legislação relevante relativa à zona geográfica onde se realiza a operação conjunta.
Justificação
As operações marítimas devem basear-se na legislação relevante aplicável.
Alteração 18
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 5
Regulamento (CE) n.º 2007/2004
Artigo 3-A – n.º 1 – parágrafo 2 – alínea i-A) (nova)
Texto da Comissão Alteração
(i-A) Disposições relativas à cooperação
com países terceiros, se for necessário, e
no quadro definido pelos respectivos
PE448.907v02-00 18/30 AD\853585PT.doc
PT
acordos de cooperação operacional.
Justificação
A forma de cooperação com países terceiros deve constar no projecto operacional e ser consentânea com os respectivos acordos de cooperação operacional.
Alteração 19
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 5
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 3-B – n.º 3
Texto da Comissão Alteração
3. Os Estados-Membros disponibilizam os guardas de fronteira para o destacamento a pedido da Agência, excepto se se
confrontarem com uma situação
excepcional que afecte substancialmente o cumprimento de missões nacionais. Esse pedido deve ser apresentado pelo menos trinta dias antes do destacamento previsto.
A autonomia do Estado-Membro de acolhimento no que respeita à selecção do pessoal e à duração do seu destacamento mantém-se inalterada.
3. Os Estados-Membros disponibilizam os guardas de fronteira para o destacamento a pedido da Agência, excepto se se
confrontarem com uma situação
excepcional que afecte substancialmente o cumprimento de missões nacionais. Esse pedido deve ser apresentado pelo menos trinta dias antes do destacamento previsto.
A autonomia do Estado-Membro de acolhimento no que respeita à selecção do pessoal e à duração do seu destacamento mantém-se inalterada. A contribuição de cada Estado-Membro com guardas de fronteira para cada operação é definida através de acordos bilaterais anuais celebrados entre a Agência e o Estado- Membro em causa.
Justificação
A forma exacta da contribuição de cada Estado-Membro para cada operação deve ser o fruto de convenções bilaterais anuais celebradas entre a Agência e o Estado-Membro em questão.
Alteração 20
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 7
Regulamento (CE) n.° 2007/2004
Artigo 5 – parágrafo 1
AD\853585PT.doc 19/30 PE448.907v02-00
PT
Texto da Comissão Alteração
A Agência definirá e desenvolverá um tronco comum de formação dos guardas de fronteiras e assegurará acções de formação de nível europeu para os instrutores dos guardas de fronteira nacionais dos Estados- Membros, nomeadamente em matéria de direitos fundamentais e de acesso à protecção internacional. Os Estados- Membros devem integrar este tronco comum na formação dos seus guardas de fronteira nacionais.
A Agência definirá e desenvolverá um tronco comum de formação dos guardas de fronteiras e assegurará acções de formação de nível europeu para os instrutores dos guardas de fronteira nacionais dos Estados- Membros, nomeadamente em matéria de direitos fundamentais e de acesso à protecção internacional. O Parlamento Europeu deve ser informado do conteúdo do tronco comum de formação. Os
Estados-Membros devem integrar este tronco comum na formação dos seus guardas de fronteira nacionais. A Agência deve desenvolver, aplicar e avaliar o troco comum de formação em estreita
colaboração com a Agência dos Direitos Fundamentais, bem como com o ACNUR.
Justificação
O Parlamento Europeu deve ter acesso à informação sobre formação. O reforço da
cooperação tanto com a Agência dos Direitos Fundamentais como com o ACNUR ao nível de iniciativas de reforço das capacidades, como a formação, poderia ser considerado uma incontestável mais-valia.
Alteração 21
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 8
Regulamento (CE) n.º 2007/2004
Artigo 7 – nº 1 – parágrafo 1 – travessão 1
Texto da Comissão Alteração
– em caso de aquisição, a Agência acorda formalmente com um Estado-Membro que este último procederá ao registo do
equipamento em causa;
– em caso de aquisição, a Agência acorda formalmente com um Estado Membro que este último procederá ao registo do
equipamento em causa, de acordo com a legislação em vigor nesse
Estado-Membro;
Justificação
Cada legislação nacional deve ser respeitada no registo de novo equipamento.
PE448.907v02-00 20/30 AD\853585PT.doc
PT
Alteração 22
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 8
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 7 – n.º 5 – parágrafo 1
Texto da Comissão Alteração
5. A Agência financiará a utilização dos equipamentos que integram o número mínimo de equipamentos fornecidos por determinado Estado-Membro num dado ano. A utilização dos equipamentos que não integram o número mínimo de equipamentos será co-financiada pela Agência até um máximo de 60 % das despesas elegíveis.
5. A Agência financiará a utilização dos equipamentos que integram o número mínimo de equipamentos fornecidos por determinado Estado-Membro num dado ano. A utilização dos equipamentos que não integram o número mínimo de equipamentos será co-financiada pela Agência até um máximo de 60 % das despesas elegíveis. O custo operacional do equipamento é coberto pela Agência.
Justificação
O custo operacional do equipamento é importante para todos os Estados-Membros e é coberto pela Agência.
Alteração 23
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 10 – alínea a-A) (nova) Regulamento (CE) n.º 2007/2004
Artigo 8-E – n.° 1 – alínea g-A) (nova)
Texto da Comissão Alteração
(a-A) É aditado o seguinte ponto:
"(g-A) Previsão de imediata comunicação da ocorrência de incidentes pela Agência ao conselho de administração e às
autoridades públicas nacionais relevantes;"
Justificação
A Agência deve informar imediatamente o conselho de administração e as autoridades
públicas nacionais competentes sobre a ocorrência de qualquer incidente.
AD\853585PT.doc 21/30 PE448.907v02-00
PT
Alteração 24
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 10 – alínea b)
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 8-A – n.º 1 – alínea h)
Texto da Comissão Alteração
(h) Um sistema de relatórios e de avaliação que inclua disposições pormenorizadas sobre a comunicação de incidentes, os parâmetros de referência para o relatório de avaliação e a data-limite de apresentação do relatório final de avaliação, em conformidade com o artigo 3.º, n.º 4;
(h) Um sistema de relatórios e de avaliação com parâmetros de referência para o relatório de avaliação e a data-limite de apresentação do relatório de avaliação final, em conformidade com o artigo 3.º, n.º 4.
Justificação
A comunicação de incidentes é referida num ponto separado.
Alteração 25
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 10 – alínea b)
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 8-A – n.° 1 – alínea i)
Texto da Comissão Alteração
(i) No que diz respeito a operações marítimas, requisitos específicos no que diz respeito à jurisdição aplicável e às disposições de direito marítimo relativas à zona geográfica onde se realiza a operação conjunta.
(i) No que diz respeito a operações marítimas, requisitos específicos no que diz respeito à jurisdição aplicável e à legislação pertinente relativa à zona geográfica onde se realiza a operação conjunta.
Justificação
As operações marítimas devem basear-se na legislação relevante aplicável.
PE448.907v02-00 22/30 AD\853585PT.doc
PT
Alteração 26
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 12
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 9 – n.º 2
Texto da Comissão Alteração
2. A Agência elaborará um código de conduta relativo a situações de afastamento por via aérea de nacionais de países
terceiros em situação irregular, que se aplicará em todas as operações conjuntas de regresso coordenadas pela Agência, e que deve incluir procedimentos uniformes comuns visando simplificar a organização de voos de repatriamento conjuntos e assegurar o regresso de forma digna e no pleno respeito dos direitos fundamentais, em especial a dignidade do ser humano, a proibição de tortura e outras penas ou tratamentos desumanos ou degradantes, o direito à liberdade e à segurança, os direitos à protecção dos dados pessoais e a não discriminação.
2. A Agência elaborará um código de conduta relativo a situações de afastamento por via aérea de nacionais de países
terceiros em situação irregular, que se aplicará em todas as operações conjuntas de regresso coordenadas pela Agência, e que deve incluir procedimentos uniformes comuns visando simplificar a organização de voos de repatriamento conjuntos e assegurar o regresso de forma digna e no pleno respeito dos direitos fundamentais, em especial a dignidade do ser humano, a proibição de tortura e outras penas ou tratamentos desumanos ou degradantes, o direito à liberdade e à segurança, os direitos à protecção dos dados pessoais e a não discriminação. O Código de Conduta deve permitir a suspensão de um regresso quando haja razões manifestas para pensar que o regresso conduzirá a uma violação dos direitos fundamentais.
Justificação
A possibilidade de suspender o afastamento quando este violar os direitos fundamentais constitui uma garantia fundamental do processo.
Alteração 27
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 12
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 9 – n.º 3
Texto da Comissão Alteração
3. O código de conduta terá especialmente em conta a obrigação de prever um sistema
3. O código de conduta terá especialmente
em conta a obrigação de prever um sistema
AD\853585PT.doc 23/30 PE448.907v02-00
PT
eficaz de controlo dos regressos forçados prevista no artigo 8. °, n.º 6, da Directiva 2008/115/CE. O controlo das operações conjuntas de regresso deve ser assegurado de forma independente e cobrir toda a operação desde a fase anterior à partida até à entrega das pessoas no país de destino.
Além disso, as observações do inspector, que devem cobrir os aspectos relacionados com a observância do código de conduta e em especial dos direitos fundamentais, serão transmitidas à Comissão e integrarão o relatório interno final sobre a operação de regresso. A fim de assegurar a
transparência e uma avaliação coerente das operações de regresso forçado, os
relatórios do inspector são integrados num mecanismo de relatórios anuais.
eficaz de controlo dos regressos forçados prevista no artigo 8. °, n.º 6, da Directiva 2008/115/CE. O controlo das operações conjuntas de regresso deve ser assegurado de forma independente e cobrir toda a operação desde a fase anterior à partida até à entrega das pessoas no país de destino.
Os inspectores devem ter acesso a todas as instalações pertinentes, incluindo os centros de detenção e os aviões, e receber a formação necessária ao desempenho das suas funções. Além disso, as observações do inspector, que devem cobrir os aspectos relacionados com a observância do código de conduta e em especial dos direitos fundamentais, serão transmitidas à Comissão e integrarão o relatório interno final sobre a operação de regresso. A fim de assegurar a
transparência e uma avaliação coerente das operações de regresso forçado, os
relatórios do inspector são integrados num mecanismo de relatórios anuais públicos.
Justificação
Para poder controlar os regressos forçados de forma exaustiva e eficaz, os inspectores devem ter acesso sem restrições a todas as instalações pertinentes. A qualidade e eficácia dos controlos dependem também da possibilidade de os inspectores receberem formação adequada.
Alteração 28
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 16
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 13
Texto da Comissão Alteração
A Agência pode cooperar com a Europol, o Gabinete Europeu de Apoio ao Asilo, a Agência dos Direitos Fundamentais, outras agências e órgãos da União Europeia e as organizações internacionais competentes nos domínios abrangidos pelo presente regulamento, no quadro de acordos de
A Agência pode cooperar com a Europol, o
Gabinete Europeu de Apoio ao Asilo, a
Agência dos Direitos Fundamentais, outras
agências e órgãos da União Europeia e as
organizações internacionais competentes
nos domínios abrangidos pelo presente
regulamento, no quadro de acordos de
PE448.907v02-00 24/30 AD\853585PT.doc
PT
trabalho celebrados com essas entidades, de acordo com as disposições pertinentes do Tratado e com as disposições relativas à competência das mesmas entidades.
trabalho celebrados com essas entidades, de acordo com as disposições pertinentes do Tratado e com as disposições relativas à competência das mesmas entidades. O Parlamento Europeu será informado dos acordos deste tipo concluídos pela
Agência.
Alteração 29
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 16
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 14 – n.º 1
Texto da Comissão Alteração
1. Em questões da sua competência e na medida do necessário para o desempenho das suas funções, a Agência deve facilitar a cooperação operacional entre os Estados- Membros e países terceiros no quadro da política de relações externas da União Europeia, nomeadamente no que diz respeito aos direitos humanos.
1. Em questões da sua competência e na medida do necessário para o desempenho das suas funções, a Agência deve facilitar a cooperação operacional entre os Estados Membros e países terceiros no quadro da política de relações externas da União Europeia, nomeadamente através da política europeia de vizinhança bem como no quadro da União para o Mediterrâneo, incluindo no que diz respeito aos direitos humanos.
Alteração 30
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 16
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 14 – n.º 2
Texto da Comissão Alteração
2. A Agência pode destacar agentes de ligação para países terceiros, que beneficiarão do mais elevado nível de protecção no desempenho das suas funções. Esses agentes de ligação farão parte das redes de cooperação locais ou regionais dos Estados-Membros, criadas nos termos do Regulamento (CE) n.º
2. A Agência pode destacar agentes de
ligação para países terceiros, que
beneficiarão do mais elevado nível de
protecção no desempenho das suas
funções. Esses agentes de ligação farão
parte das redes de cooperação locais ou
regionais dos Estados-Membros, criadas
nos termos do Regulamento (CE) n.º
AD\853585PT.doc 25/30 PE448.907v02-00
PT
377/2004 do Conselho. Os agentes de ligação só serão destacados para países terceiros onde as práticas de gestão das fronteiras respeitem normas mínimas de protecção dos direitos humanos. Deve ser dada prioridade ao destacamento para países terceiros que, com base na análise de risco, constituam um país de origem ou de trânsito da migração ilegal. A Agência pode receber, numa base de reciprocidade, agentes de ligação enviados por esses países terceiros durante um período de tempo limitado. O conselho de
administração adopta anualmente, sob proposta do director executivo, uma lista de prioridades, em conformidade com o disposto no artigo 24.º.
377/2004 do Conselho. Os agentes de ligação só serão destacados para países terceiros onde as práticas de gestão das fronteiras respeitem os direitos
fundamentais e as obrigações em matéria de protecção internacional após a
aprovação do conselho de administração.
No quadro da política externa da União Europeia, deve ser dada prioridade ao destacamento para países terceiros que, com base na análise de risco, constituam um país de origem ou de trânsito da migração ilegal. A Agência pode receber, numa base de reciprocidade, agentes de ligação enviados por esses países terceiros durante um período de tempo limitado. O conselho de administração adopta
anualmente, sob proposta do director executivo, uma lista de prioridades, em conformidade com o disposto no artigo 24.º.
Alteração 31
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 16
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 14 – n.º 3
Texto da Comissão Alteração
3. As funções dos agentes de ligação incluem, em conformidade com a
legislação da União Europeia e no respeito dos direitos fundamentais, a criação e manutenção de contactos com as
autoridades competentes do país terceiro onde se encontram destacados com vista a contribuir para a prevenção e luta contra a imigração ilegal e para o regresso de migrantes ilegais.
3. As funções dos agentes de ligação incluem, em conformidade com a
legislação da União Europeia e no respeito dos direitos fundamentais, especialmente o direito de qualquer pessoa a deixar um país, incluindo o seu, a criação e manutenção de contactos com as
autoridades competentes do país terceiro onde se encontram destacados com vista a contribuir para a prevenção e luta contra a imigração ilegal e para o regresso de migrantes ilegais.
Justificação
No que diz respeito às actividades dos agentes de ligação destacados em países terceiros, o
PE448.907v02-00 26/30 AD\853585PT.doc
PT
regulamento deveria incluir uma referência clara ao direito de todas as pessoas a deixar qualquer país, incluindo o seu, em conformidade com o n.º 2 do artigo 12 do PIDCP e o n.º 2 do artigo 2 do Protocolo 4 da CEDH.
Alteração 32
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 16
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 14 – n.º 4
Texto da Comissão Alteração
4. A Agência pode beneficiar do
financiamento da União em conformidade com os instrumentos relevantes de apoio à política de relações externas da União.
Pode lançar e financiar projectos de assistência técnica nos países terceiros em matérias abrangidas pelo presente
regulamento. A Agência pode igualmente convidar representantes de países terceiros, de outras agências e órgãos da União Europeia ou de organizações
internacionais, para participarem nas suas actividades referidas nos artigos 3.º, 4.º e 5.º. Esses representantes devem receber da Agência a formação adequada antes de participarem nessas actividades.
4. A Agência pode beneficiar do
financiamento da União em conformidade com os instrumentos relevantes de apoio à política de relações externas da União.
Pode lançar e financiar projectos de assistência técnica nos países terceiros em matérias abrangidas pelo presente
regulamento tendo em vista melhorar as respectivas capacidades, nomeadamente no domínio dos direitos do Homem. A Agência deve garantir que a ajuda às operações no âmbito destes projectos não seja concedida aos países terceiros quando haja razões manifestas para pensar que tais operações possam conduzir a violações dos direitos
fundamentais. A Agência pode igualmente convidar representantes de países terceiros, de outras agências e órgãos da União Europeia ou de organizações
internacionais, para participarem nas suas actividades referidas nos artigos 3.º, 4.º e 5.º após concertação com o Estado- Membro de acolhimento. Esses
representantes devem receber da Agência a formação adequada antes de participarem nessas actividades, em particular no que diz respeito aos direitos fundamentais.
Justificação
A UE não deve ajudar financeiramente países terceiros quando seja previsível que as
operações conjuntas podem conduzir a violações dos direitos fundamentais, a fim de traduzir
na prática o princípio afirmado na avaliação de impacto que acompanha a proposta da
AD\853585PT.doc 27/30 PE448.907v02-00
PT
Comissão Europeia.
Alteração 33
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 16
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 14 – n.º 5
Texto da Comissão Alteração
5. Os Estados-Membros devem, ao concluírem acordos bilaterais com países terceiros referidos no artigo 2.º, n.º 2, incluir, se for caso disso, disposições relativas ao papel e competências da Agência, em especial no que se refere ao exercício das competências executivas dos membros das equipas destacados pela Agência durante as actividades referidas no artigo 3.º.
5. Os Estados-Membros devem, ao concluírem acordos bilaterais com países terceiros sobre a cooperação ao nível operacional referidos no artigo 2.º, n.º 2, incluir, se for caso disso, disposições relativas ao papel e competências da Agência, em especial no que se refere ao exercício das competências executivas dos membros das equipas destacados pela Agência durante as actividades referidas no artigo 3.º. O texto desses acordos bilaterais deve ser transmitido ao Parlamento
Europeu e à Comissão.
Justificação
Os acordos bilaterais celebrados entre os Estados-Membros e países terceiros,
nomeadamente as disposições relativas ao papel e competências da Frontex, devem poder ser controlados pelo Parlamento Europeu e colocados à disposição da Comissão Europeia, a fim de garantir a sua conformidade com as obrigações dos Estados-Membros previstas na
legislação da UE e com os direitos fundamentais, em conformidade com o presente regulamento.
Alteração 34
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 16
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 14 – n.º 6
Texto da Comissão Alteração
6. A Agência pode cooperar com as
autoridades de países terceiros competentes nos domínios abrangidos pelo presente
6. A Agência pode cooperar com as
autoridades de países terceiros competentes
nos domínios abrangidos pelo presente
PE448.907v02-00 28/30 AD\853585PT.doc
PT
regulamento, no quadro de acordos de trabalho celebrados com essas autoridades, de acordo com as disposições pertinentes do Tratado.
regulamento, no quadro de acordos de trabalho celebrados com essas autoridades, de acordo com as disposições pertinentes do Tratado e, em particular, com a Carta dos Direitos Fundamentais e com o Direito Internacional, tendo em especial atenção o respeito do princípio de não repulsão. Esses acordos devem garantir a observância dos direitos humanos e do direito humanitário internacional pelos países terceiros.
Justificação
Enquanto agência da UE, a Frontex tem a obrigação de respeitar e promover os direitos fundamentais na condução das suas actividades (Artigo 51.º da Carta dos Direitos
Fundamentais). Estes princípios fundamentais aplicam-se também à conclusão de acordos de cooperação com países terceiros.
Alteração 35
Proposta de regulamento – acto modificativo Artigo 1 – ponto 16
Regulamento (CE) n.º 2007/2004 Artigo 14 – n.º 7
Texto da Comissão Alteração
7. As actividades referidas nos nºs 2 e 6 devem ser objecto de um parecer favorável prévio da Comissão.
7. As actividades referidas nos nºs 2 e 6 devem ser objecto de um parecer favorável prévio da Comissão. O Parlamento
Europeu será informado sobre qualquer acordo de cooperação celebrado entre a Agência e as autoridades de países terceiros.
Justificação
A FRONTEX é um organismo da União sujeito aos princípios de total controlo democrático e
transparência. Estes acordos de trabalho têm de ser compatíveis com a política externa da
UE e a Comissão tem de indicar as razões de um parecer favorável.
AD\853585PT.doc 29/30 PE448.907v02-00