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Testamento Poético - II

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Academic year: 2022

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TESTAMENTO POÉTICO II

Editora Prima Obra

(2)

Testamento Poético - II

Copyright 2020 (1ª Edição)

Todos os direitos desta edição reservados aos autores.

Impresso no Brasil Printed in Brazil.

Depósito legal na Biblioteca Nacional, conforme decreto n 1.825, de 20/12/1907.

Projeto editorial e diagramação:

Antônio Ramos da Silva

Capa:

UQC – Comunicação Visual

Revisão técnica e ortográfica:

dos autores.

DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)

ISBN –

PERMISSÃO DOS AUTORES PARA CITAÇÃO

É proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, inclusive quanto às características gráficas e/ou editoriais. A violação de direitos autorais constitui crime (Código Penal, art. 184 e Parágrafos, e Lei nº 6.895, de 17/12/1980) sujeitando-se à busca e apreensão e indenizações diversas (Lei nº 9.610/98).

S586t Testamento Poético II - poesias & textos / Antônio Ramos da Silva...

[et al.]. – 1. ed. – [S.l.]: Prima Obra, 2020. 137 p.

ISBN:

1. Poesia brasileira. 2. Literatura brasileira – Miscelânea.

I. Ramos da Silva, Antônio. Título.

CDD: 869.98

(3)

Antônio Ramos da Silva Adriana Garda de Souza Jose Alfredo Evangelista

Maurélio Machado Pedro Luiz P. Silva

Rose Bona

1ª Edição

(4)

Testamento Poético - II

Sumário:

Apresentação (1) Poesias & Textos

Antônio Ramos da Silva: (5/26) Adriana Garda de Souza: (27/48) Jose Alfredo Evangelista: (49/70)

Maurélio Machado: (71//92) Pedro Luiz P. Silva: (93/114)

Rose Bona: (115/136)

(5)

Antônio Ramos da Silva Nasceu em 19 de setembro de 1960, na cidade de Brusque (SC). Vive e trabalha em São Bento do Sul (SC). Professor. Escritor.

Ativista Cultural.

Historiador e Poeta.

Graduado em Ciências

Econômicas, pela

Faculdade De Plácido e Silva – FADEPS – Curitiba (PR). Pós-graduado em Gestão Financeira, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR - Curitiba (PR).

Em suas atividades em exercício é Presidente da Academia de Letras Infanto-Juvenil de São Bento do Sul (SC). Idealizou, planejou e executa o projeto “Diferente Sim, Indiferente Não” e “Oficina de Poetas” em São Bento do Sul (SC). Recebeu a Medalha do Mérito Cultural Dr. Arthur João de Maria Ribeiro - 2013, concedido pelo Instituto Montes Ribeiro e o Troféu Escritor Osvaldo Deschamps de Literatura e Artes - 2013.

Publicou: 102 títulos entre poesias, textos, diálogo e história.

Contato:

[email protected]

(6)

Testamento Poético - II

(7)

É singular...

quando olhas para trás.

É imprevisível...

quando olhas para o horizonte.

É inteiro...

quando olhas para os que te circunda.

É harmonia...

quando olhas para o infinito.

Quando olhas para dentro é o mais sublime amor e paz.

Às vezes

Às vezes quero me afastar do mundo,

deixar de escrever o que é razoável não dizer.

Outras... me afundo, voo alto,

ultrapasso a barreira dos meus sons, difícil tarefa para sobreviver.

Às vezes fico mudo.

Noutras, exponho tudo.

Os absurdos dos problemas me deixam surdo.

Às vezes respiro.

Outras, escuto o ar a dizer:

- Vá fundo, o mundo foi criado pra você.

(8)

Testamento Poético - II

Sou como sou Sou como sou sílaba, palavra, linha, estrofe, verso, poema, poesia.

Pronome pessoal é um caso reto, individual e intransferível;

ser o que iniciei ser na medida do possível.

Sou como sou oxítona, paroxítona, proparoxítona,

ditongo, tritongo, hiato.

De fato, sou e sou mesmo.

Agora, dantes e adiante nesta hora a frente.

Sou como sou pretérito imperfeito, conjunção, advérbio, substantivo vidente, indecente, feito verbo intransitivo, sujeito oculto, uma crase.

(9)

A vida é...

um pêndulo de movimento brando que vai e que vem.

A vida é...

imã que expele ou atrai o mal ou o bem.

A vida é...

um poema curto de resoluções e dilemas do ser ou não ser.

A vida é...

tamanha se aproveitar os instantes inserindo quem te ama

(amigo, companheiro, amante) para desenvolver.

A vida é...

seta que aponta para todas as direções;

direita, esquerda, para trás e para frente dando-nos a direção.

A vida é... flor e espinho.

A vida é... mesa e cama.

A vida é... caminho.

A vida é... lama.

Seja lá o que for;

se for é vida, acompanhada ou sozinha,

(10)

Testamento Poético - II

(11)

Tudo Não diga nada,

mesmo que eu te indague quem és!

Não diga nada,

mesmo que os raios estourem sobre a nossa cabeça protestando contra o silêncio que circunda em nós.

Não diga nada,

apenas feche os olhos e sorria, vamos deixar esse lugar vazio e pousar onde existir amor.

Diga tudo!

Os clarões desenharam os céus para iluminar o romper da aurora;

o mal tempo passou, foi se embora...

mergulhe agora no meu amar.

(12)

Testamento Poético - II

Meu amor Ah! Meu amor!

Quando é amor pouco importa.

Não importa o ônus!

Não importa o custo!

Nada pagamos!

Todas as sensações nunca são demais;

seja qual ela for.

Se amor for, flor... quero mais...

Eu mundo O tempo que damos é para recuperar o fôlego.

Nem todos te amarão.

Nem todos saberão te valorizar.

Contudo, você é tudo!

A vida é assim...

não queira os passos acelerar.

Vá! Conquiste o meu mundo.

Eu te poetizo

Aonde houver poesia...

em teus poemas me encontrarei.

Onde leres versos meus... lá estarei.

Quando me escreveres... contigo estarei.

O meu eu te poetizo.

És a poema que não me recuso a escrever, que não deixo escorregar pelos dedos,

(13)

Repouso para um sonho O que é a nossa vida?

Um passo para eternidade, uma partícula de um átomo,

natividade de instantes ou o caminho para a piedade?!

Extensa vida ou vida por um instante;

quanto é indefinida.

Horizonte? Circulo?

Um vazio em linha reta!

Que espaço ocupa a vida?

Sete palmos define a vida, do mais forte, do mais fraco.

Aquieta-se tudo, por sorte,

pelas frestas da morte.

(14)

Testamento Poético - II

Simples toque Não ser tocado por ti...

é preciso dar tempo ao tempo.

Não ser tocado por ti...

é preciso dar descanso ao corpo e paz para a alma.

Não ser tocado por ti...

é preciso dar silêncio aos meus ensejos.

Não ser tocado por ti...

é preciso dar tréguas, as minhas inquietudes, interior.

Não ser tocado por ti...

é preciso, às vezes, enclausurar-se ao nada, diante do todo.

Se pudéssemos eternizar alguns momentos.

Se pudéssemos deletar outros.

Se pudéssemos içar sonhos sentados na ponta de uma estrela?!

Mas não ser tocado por ti...

não concilio sorrisos,

não encontro amanheceres iluminados, não encontro nas madrugadas, paz.

A saudade é apenas uma linda palavra.

Se... apenas se...

não ser tocado por ti.

(15)

Dentro do meu eu

A solidão sugere.

A parede ouve.

A lua observa.

O silêncio aclara.

A cama sossega.

A madrugada me demuda, me dá controle,

me dá posse.

Se ouço um barulho, um soluço...

Lágrima na face desce mais abaixa, mais profunda, no frágil universo que sou

(Ilusão, pacto) mas eu.

Assim...

dentro do meu eu apenas eu.

(16)

Testamento Poético - II

Tua vida

Degusto a porção estranha da vida.

Sinto viver o que não escrevo.

Não vejo significado em nada.

Não sou alguém de lágrimas que se exteriorizam, mas distante no meu interior um temporal se faz.

Onde tudo implode,

tudo para defronte à frivolidade.

Ela, minha galáxia eclode.

Tantas janelas,

várias portas, nada é palpável.

Tudo tão relativo.

Tua verdade.

Teu pensamento.

Tua crença.

Tua, sempre tua.

Tudo é teu e só teu.

È vida tua aqui ou lá a importância que der e levar só tu darás.

(17)

Voar sem asas Pensei que voar era liberdade.

Voar é necessidade!

Cortei minhas asas, elas batiam desordenadas, nada de carma, pior é voar por nada.

Nada restou dos meus restos.

Vazio... estou.

Vazio... fico...

como um poço fundo, saciando a sede

com lágrimas de um adeus nunca dito, mas sinto.

Imensurável é esse desgaste, não há quem me pague resgate.

Voar é necessidade!

Voar para liberdade.

(18)

Testamento Poético - II

Lento A vida não quer pressa, quer a pureza insensata dos amantes

(mesmo que ande ligeira).

O que um dia foi dor, disso eu me afastei.

Nem dá para viver fingindo, disso eu também acordei.

Agora meu peito anda sorrindo.

Tentei mudar todo o mundo...

mudar o dia, mudar a noite...

acabei curtido, não curtindo.

O sol sempre estava lá.

A lua sempre estava lá.

Ninguém isso poderia mudar.

Pelo fio invisível que há no olhar é mister aqui e acolá encontrar razão para amar!

(19)

Sem palavras

Quando as palavras se calam escuto a voz do coração.

Palavras machuca, fere,

ofende...

silêncio não...

em silêncio palavras não perdem a razão.

Silêncio protege, cuida,

trata,

não causa confusão.

Palavras nem sempre se compreende e são causas de divisão.

Silêncio não, silêncio defende, silêncio é proteção.

Silêncio é o som da poesia.

Palavra é o ritmar do coração.

(20)

Testamento Poético - II

Torpor de realidade

As paredes da alma andam me ouvindo

no apagar das luzes dos meus sentidos.

Não posso negar o que o coração sente;

um resto de um amor mal resolvido.

Vou trajar-me completo de esperança,

brincar como brinca uma criança na euforia de um sonho mais banal,

aspirar novo ar e inspirar como tal.

Deixo minha alma sã

pela janela convocar outro amanhã...

ocupar as luzes dos meus pensamentos.

Digerindo doses de ansiedade;

ausentar-me do universo da certeza;

permitindo a dúvida arder entre a frieza

(21)

Teu anjo Tu me acolheste e fizestes de mim teu anjo.

Escolhi ser o bem em tua linda vida

e não a dúvida do teu coração.

Não tive saída.

Nem explicação.

Anjo que é anjo nunca larga a nossa mão.

Escolhi ser teu anjo.

Me acolheste.

Basto u o teu sorriso

nesse rosto lindo que te veste, nessa pura alma que te reveste.

A partir desse dia tento cercar-te de alegria sendo um anjo teu e de mais ninguém.

(22)

Testamento Poético - II

Baú

Na vastidão do meu olhar, fotografo fatos que a vida vai me dando:

Tapete azulado sobre o mar, barco atracando,

na fina areia da praia,

gaivota, de longe, chegando.

No baú da minha retina vasto céu, sol, estrela, lua, pessoas desfilando na rua;

lá vai a doce menina, bailando.

Chave enferrujada desse baú

fecha o tempo que vivi,

assim o tempo foi passando

o filme que revi,

doces lembranças que li

ainda quando

(23)
(24)

Testamento Poético - II

Gota

A lágrima molha a poesia com rimas

banhadas de sais num coração em nuvem...

Cada G O

T A pinga

num ritmo cinza, embalado pela chuva dos meus olhos

ogivados.

Na janela que a vida

embaça, goteja

em cada gota de orvalho

(25)

Adeus saudade cadê tua visita?

Só me visitas

quando sais do teu abrigo.

Deverias ser

uma enxurrada passageira, mas és um oceano

que não evapora,

fincas e não vais embora.

Desabotoas minha pele vestindo o meu interior, cobrindo-me de ti.

É por saudade de ti que curo a minha dor te sentindo minha flor.

Lado B do Poeta O avesso do Ser Poeta é visto quando versa largando versos ao abandono abortando rimas esparsas dando luz à poesia.

O Ser Poeta não cria.

Ele é a própria cria (o embrião da poesia) quando versa.

(26)

Testamento Poético - II

Minha luz Quando me amanheço...

noite em breu não me faz escurecer.

Sou astro, estrela, luz e luar.

Sol posto.

Corpo quente...

... diamante

porque não te quero pedra para poder te lapidar.

Quando me amanheço...

me esqueço,

esculpindo tua face estrelar.

(27)

Quando tua boca encontra a minha nossas asas se acolhem

voando até o arco-íris onde nosso amor jejuará.

Quando o amor traz a fome ao leito, o sexo serve-te um banquete.

Vem! Deita.

Me namora.

Me afoga no espelho nessa madrugada afora.

Diz-me porque o tempo se a tempo conto as horas.

Diz-me que não aguentas a flor do sexo arder e teu orgasmo fluir.

Deixa que eu te amanheça na espuma latente dessa tua onda quente.

Deixa a emoção explodir da garganta num repente que carregas nos olhos de relento,

a voz que lhe pede a terra e que lhe entrega o mar.

(28)

Testamento Poético - II

Com a linha do pensamento,

a saudade tece recordações

embaçando

a menina dos olhos.

Só reparto MINHA

Essência

com alguém que mereça.

O resto apenas me dou.

Coração de pedra Não abriga amor.

Em um mundo aparente

viver de aparência

é perder a identidade.

(29)

Adriana Garda de Souza Nasceu em 4 de novembro de 1965, na cidade de Florianópolis (SC). Vive e trabalha em Nova Trento

(SC). Engenheira

Agrônoma, Poetisa e Ativista Cultural.

Graduada em Agronomia, pela instituição UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina (1988).

Atualmente, atua como Enóloga. Lecionou por muitos anos, as disciplinas de química e geografia na Escola de Educação Básica Francisco Mazzola, na cidade de Nova Trento (SC). Foi professora também no Programa EJA – “Educação de Jovens e Adultos e Correção de Fluxo”. Atuou de 2005 a 2010, como Engenheira Agrônoma, no município de São João Batista (SC), no projeto “Microbacias2”. Foi Colunista da Revista “Passa Tempoesia”, por três anos, na coluna “Reflexões do Cotidiano”. Faz parte da diretoria da ALB/SC - Academia de Letras do Brasil para Nova Trento (SC), onde ocupa o cargo de Secretária. Faz parte do Grupo Poetas Del Mundo. Está envolvida no projeto de uma nova revista, onde novamente terá uma coluna. Participou da Antologia Poética, “Luz do Amanhecer”, organizada pelo Presidente a ALB-SC, Professor Miguel Simão.

É membro correspondente da Academia de Letras de Governador Celso Ramos – SC.

Participou dos projetos: Premium II e Premium X – Ouro, (poesias, 2015), Platinum I, VIII, XXI, (poesias, 2016), Douce Poésie III, (poesias, 2017) e Ofício da Alma I, X (poesias, 2018) - Bookess Editora. Participou da Antologia Poética Telhado De Flores, organizado pela Academia de Letras do Brasil para Florianópolis.

(30)

Testamento Poético - II

Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes; Comenda Internacional Diplomata Ruy Barbosa (O Águia de Haia), título de Embaixadora da Paz, Moção de Aplausos e Louvor e Mérito Cultural 2016, concedidos pela Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos; totalizando seis títulos.

Está envolvida em dois novos projetos: uma Antologia Poética pela ALB-SC de Florianópolis e um concurso de poesias pela ALB-SC estadual.

Contato:

[email protected]

(31)

Utopia realizada A vida madrasta Hoje tive uma epifania Sou contida nos versos Mas quero expor sentimentos

Amigos queridos!

Mudamos, sutilmente Nos acomodamos, até...

Ficamos exigentes...

De amor, de verdade, de gentileza Nada menos que isso!

E segue o baile da loucura, dos ébrios Tentar andar na corda bamba...

Não sei. Acho que quero cair...

Num voo profundo

Que me leve aos abissais elementares!

Estou muito triste, com verdades que eu sabia Estou alegre, com minha amiga, a utopia...

Tenho que me espiritualizar

Lidar com mundanos, machucou minha alma Quero voltar a sorrir...

Só preciso de coragem Dos grilhões que me prendem Tenho que evoluir e ser feliz, afinal!

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Testamento Poético - II

Cupuaçu!

O vento está forte, veio do Norte me desnorteio, velhos tempos!

O verão é quente, faz tontear Há, um outro lugar, um banho de mar!

Meu ser se irmana, sente a estação Então hoje saudades de outros verões...

o meu coração, cansado e palpitante.

Você, eu e uma rede, hoje esteve exultante!

Não sei, uma Lagoa, ou uma trilha, na Ilha vocês são muito para mim, vocês são eu...

Passa gente, passa paisagem, lá no Sul Tudo passa, doce sorvete de cupuaçu!

(33)

Momentos Nos momentos tensos

Na alegria finita

Em algo sólido, que não é palpável...

Em minha condição Humana Nas pessoas que me são caras

Em qual lugar me encaixo?

Na proteção de meu lar Na condição de o amar Em mil sutis ações, realizar Na fuga de algo que não compreendo

Nostalgia vem sempre...

Mágicos momentos de " flashback"!

" Nada de novo no front!"

Na invisível condição Na escuridão ...

Em meio a rotinas Quão são "pé no chão"

Sobre um dia comum...

(34)

Testamento Poético - II

Ano Novo, de novo!

Somos sobreviventes de mais um ano Estamos com maior experiência de vida

Mas ainda cometemos erros antigos!

Hoje reflito, a tradição me contagia Nestes dias, quentes dias...

No Sul, da América do Sul.

Sou fruto do contexto novo minha sociedade Vou em busca de paz, serenidade Mas se na batalha, precisar lutar...

Não tenho como escapar!

Paz! Amor! Esperança!

Em 366 dias de dias a nos guiar...

Ou, oxalá, serem guiados com sabedoria!

FELIZ ANO NOVO!

(35)

Lavanda Das feridas na alma Dos amores perdidos Às flores perfumadas Na alma lavanda, lavada...

Nas ondas que pularei O jogo do azar ganharei

O ferimento é tatuado No corpo eternizado!

Das palavras mal ditas Esperando jamais o ser...

Bendita água, refresca Abençoada, fora "quizumba"

De tudo lembranças A tarde escaldante Pensamento voa céu Traz água para terra, encerra!

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Testamento Poético - II

Radiação

Na época, em que há radiação No dia seguinte à celebração

Na módica medida de nutrir Na estranha mania de sentir!

No caminho que se passa abaixo Radiante céu de piscantes, dourado

Sensação infantil de esperança Há no ar motivo de boa mudança!

Entre tragédias humanas, tristeza Recomeçar, com que certeza?

Caminho a trilhar, fé no porvir Humano dom de reinventar, seguir!

Entre credos, fatos e planos Inebriados celebramos o novo ano

Na chegada de mais uma virada No calendário, página passada!

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Guardado da memória!

Quando a alma volta no tempo vem um sentimento de nostalgia

De odores, que me levam a lugares do passado Quando um fundo respirar, transporta para momentos

que fizeram rir e chorar...

Você está aqui vivendo e por um instante, encontra a velha casa da infância, o cheiro da comida

da mãe, as brincadeiras com amigos e irmãos.

Mas nāo dá para escrever... É algo muito pessoal e divino.

Tento passar um pouco da sensação...

Mas nada. Só palavras. O coração, a alma...

As emoções!

Guardo.... Quando vêm me visitar, transportar e relembrar, agradeço!

Isso é a vida a me lembrar, que mesmo sabendo da morte, somos imortais!

(38)

Testamento Poético - II Sempre tenho nas viagens da saudade no tempo, todos e tudo que me fazem estar aqui e prosseguir!

É muito especial, por isso, raro...Ah odores do passado, sensações do que chamo meu Ser!

Bailarina!

Ela é bailarina...

...Samba ao som de seu sangue Ela não tem idade... Pula, brinca.

Samba como aos treze...

Seu corpo e alma se unem A alma se mostra, o corpo se solta.

Isso é raro, valioso

(39)

Opostos!

Você é sol, eu estrelas.

Eu não explicitei, você me irrita Sou dramática, você critica Eu me dou mal...

Fala que é normal!

Sou de diálogos Você monossilábico Quero tudo para ontem Me diz que o tempo é infinito Ansiedade, me trava o corpo Teu corpo não para...santo sono!

Se quero agora?

Não tenho a resposta Quero agora!

Marcou com alguém... Oras!

Fala que complico tudo Que choro por manha Que a vida é simples Mas a barra eu seguro!

(40)

Testamento Poético - II Trabalhei e batalhei junto

Só quero colo, às vezes Que fale e seja ouvida!

Que expressar é vital...

Falar te amo também!

Afinal....cultivar faz rebrotar...

Faz viver e reviver...explica?

Acho que tem a ver...

Sou yin, você yang!

Senhor Emoção!

Se há erva daninha que no jardim espalha semente maligna...

Semeio amor, aprendi na dor...da perda, em vez da alegria...

da distância em vez da união.

Em coração magoado, sempre virá primeiro, a cega

(41)

Afastar quem se gosta? sente, sente desilusão!

Será que mais o perdoa?

pois assusta a solidão e, mais que todo, dói o coração!

Guabijú

Sob as Estrelas do Guabijú, há uma flor Deste firmamento brilhante, esta flor azul!

(42)

Testamento Poético - II De uma delicadeza sem par...

Beleza de estontear!

Um coração de criança pura...

A flor azul, sob o céu do Guabijú...

Guabijú está com fruto...

Agridoce de sabor...

A flor azul está mais bela, Espelhando seu saber!

Alegria onde passa, lá vai em frente, ela.

Verdades

A realidade se mostrou Nua e crua

(43)

Me imolei De nada serviu Fui escrava do fútil

Cara lavada Enfrentar o que vier Não Alimentar o que faz mal

Nada mais faz sentido Buscar outro caminho Então a verdade virá me buscar!

Captura

(44)

Testamento Poético - II A poesia me faz!

Já não procuro inspirações, As me capturam....

Enredam-se em torno, criam um sentimento...

Eis que tomam e enlevam. manifestam...

Vida se poetizando, queira como for...

Venha, venha como vier, faz parte da história!

A que se faz, captura a imagem, inala o olfato Mire, mire, solte-se, não sinta medo....

Descontroladamente...

Solte o tempo, ou não...faça-o seu!

Insana

Na paisagem mirada que está isolada, separa, a janela...

(45)

Somos sós, em nós, enlaço, em laços...

Minha caverna me protege, me aquece...

Me enlouquece!

Tenho opção, pensar cada vez mais isolada Solidão, destroçada... atônita!

Sem paciência!

Vida minha, minha, minha....

Quem quer cuidado? Se cuidar...

Deve ser isso o certo, ser conjuntura Chama, vem.... Nuvem, estrela, vento!

Me leva para longe da loucura alheia...

Optei pela existência sã, insana!

(46)

Testamento Poético - II Fazer idade, mais idade

Que emoção estranha Nunca pensei muito nisso

Este ano me revirou De dentro para fora O tempo me questionou

Já é mais que hora...

De planos concretizar De pessoas amar De me cuidar, de verdade!

Não é só o espelho do rosto É, principalmente, o da alma!

(47)

Pense coisas que tragam memórias de infância...

Pipa alta cor de rosa,

A brisa no caminho para a escola!

E, relembre o que passou para chegar até aqui.

Aprecie a pessoa que se tornou,

Valorize mesmo os percalços, não tropeçaras tão fácil mais!

Continue caminhando ao léu, leve em mente uma meta,

Quem sabe chegará onde o sonho almejar!

Porém tenha sempre claro que tropeços voltarão...aí, aquelas pedras que, por as vezes estarmos de cabeça

muito para cima, não vemos,

mas estão lá...vai doer de novo...e vai sarar...

Pois em cima pipas rosas...embaixo pedras do caminho!

(48)

Testamento Poético - II

Flores no Ventre

Amor dói muito, quando se conhece Sem nunca ter sentido, não se padece Colocar sua alma e coração em outrem

Sua vida é refém....

Cuide-se!

O corpo, a mente, adoece!

Esquece...Planta flores!

Terás perfume, beleza e paz na alma!

Quanto aos diversos amores... Não romanceie Amor, daquele de ventre...Ore, respire, siga em frente!

(49)

Bio

Ser semente com o vento e pássaros a levarem a um lugar fértil, onde possa germinar!

Florificar e frutificar.... Solo e água a nutrir...

Acho que planta deve ser muito feliz!

Bicho é muito bom. Tem um contato visual ou desvia, hipnotiza...

Curiosos, ágeis, intensos!

Planta, bicho, terra, mar, rio...

Enfim, Planeta Azul...Vamos indo!

Entre nós, humanos frágeis, nos defenda!

(50)

Testamento Poético - II

Vinho Visceral

Aguça as emoções primordiais Pensamento voa em mil direções

O que dizer, o que fazer?

Deixe-se ser você

Apenas sinta seu Eu primitivo...

Não é fácil se jogar ao infinito Creia, coisas boas o universo conspira Tanta confusão...Sou caos na multidão Tento ficar de boa com todos, não dá

O que minha existência perpetuará?

Haaaaaa. Vinho tinto de boa safra!

Conflituo...Me questiono... Não há retorno!

Fica assim hoje, visceral

Beba mais uma taça, comemore algo...

Seja feliz agora e boa noite!

(51)

Represa

Chorei lágrimas copiosas Um rio a moldar, rio que vai secar

Meu cílio, ciliar, até quando será?

Tantas emoções represadas Alegria, frustração, vitória, perda...

Um vulcão em erupção, mata em chamas Tempo que não completa a norma

Enquadrada em transição...

Animais morrem, de qualquer forma Que sensação de impotência.

O tempo e a fração, alegria de momento Cabeça latejante, trabalhe o bastante

Sem demagogia, sem nem emoção Só constatação, orgânica!

Hoje a poesia não existe.

(52)

Testamento Poético - II

Jose Alfredo Evangelista

Nasceu no dia 25 de fevereiro de 1946, na cidade de São Roque - SP. Ingressou nas fileiras do Exército Brasileiro e passou para a reserva, na graduação de “Subtenente”, após trinta anos de efetivo serviço, tendo fixado residência na cidade de Lorena onde formou sua família. Estudou Teologia na Universidade Salesiana de Lorena e Jornalismo na Universidade Braz Cubas em Mogi das Cruzes. É um dos fundadores da Associação dos Militares Inativos e Pensionistas de Lorena – AMIPEL. Possui o título de Comendador outorgado pelo Poder Executivo de Lorena com a “Comenda Bernardo José de Lorena” por relevantes serviços prestados à comunidade. É um dos fundadores da ALLARTE – Academia Lorenense de Letras e Artes. É autor dos livros: “TENENTE CLÁUDIO PEREIRA – Tributo e Memórias”; “CASOS E CAUSOS DA CASERNA – Relatos de um militar inativo”; “DIVAGAÇÕES POÉTICAS - Um olhar aos meandros da vida” e “CONTOS & CRÔNICAS – Uma resenha da vida”, “POEMAS DA ALMA”, “VERSOS DESNUDOS”, “UMA RESENHA DE VIDA”, “JORNALISMO EM VERSOS”, “VERSOS DO ESPÍRITO”, livro solo “VERSANDO E POETIZANDO” e “HOMO LITERATUS”, livro solo das Editoras Bookess e Prima Obra todos na sua 1ª Edições.

Participações poéticas, crônicas e contos no Projeto “PLATINUM”,

“DOUCE POÉSIE”, “OFÍCIO DA ALMA”, “VÉU DA ALMA” e

(53)(54)

Testamento Poético - II

(55)

INCENSO

Um incenso que sobe ao céu!

Assim somos oferenda ao Criador, De quem recebemos o sagrado troféu!

Da vida eterna é o nosso fiador!

Incenso de agradável odor Leva a Deus todo o nosso amor!

Oferenda de louvor oferecida Em ação de graça enternecida Incensados somos todos como tributo No caminho do céu em salvo conduto!

Incenso bendito de louvor ao céu!

Prenúncio do reino como véu!

Sobe do altar sagrado Oferenda de culto consagrado!

(56)

Testamento Poético - II

UMA NOVA ORDEM

Se tudo está desordenado pelo pecado;

Tua vida é desequilibrada por confusões, Uma nova ordem é possível te restaurar...

Jesus quer te amar!... E te curar!...

Uma nova ordenação na tua vida Ele convida!

Passe uma régua nas páginas velhas e carcomidas, E, vire-a no livro da tua existência...

Tua clemência Ele vai ouvir, e terás novo porvir!

A vontade de Deus para a tua vida é uma ordem!

Que, sejas feliz sob as Suas misericórdias!

Nova ordem para eliminar as discórdias!

Tua vida deve ser transfigurada Nele Pela ação poderosa do Paráclito!

Que faz novas todas as coisas!

A ordenação de tua existência é necessária...

Deixe que ELE te passe a limpo...

E, te conduza à glória ao eterno Olimpo!

(57)

Um mergulho no conhecimento das letras...

Um virar de páginas, e nos livros mergulhar!

Absorção do saber... Avançar limites no ler!

No querer conquistar o poder dos textos...

É saber viver da vida, os contextos!

Ler é abrir as cortinas do palco...

E, ser o protagonista desse teatro!

Deixar a tua marca como decalco Nas lentes transparentes da visão!

A leitura é do navegante o farol ! É aportar na luz de porto seguro Em mar revolto no perigo do atol Resgate de conhecimento puro!

Ler é descobrir em cada página Os mistérios do senso crítico!

Degustar em cada palavra, O entendimento analítico!

Ler é vital à vida inteligente...

Lançar semente do conhecimento...

Preparar interpretação da mente!

É da cultura o seu provimento!

(58)

Testamento Poético - II

ENIGMAS FRUSTRANTES Difícil de entender a hipocrisia!

Mais difícil ainda, a inveja...

Ela viceja no campo fértil Da heresia que enseja

Na ausência da ética, O indecifrável enigma:

Se há amor, porque da inveja?

Frustrantes virulências Maculam a vida com desavenças!

Enigmáticos são os caminhos E problemáticos desejos Ensejam o mal e a maledicência!

A vida é boa... Porque se navega Na furada canoa?

A vida disponibiliza tesouros:

Bondade, amor, alegria, paz;

Ela reflete os jardins floridos De um paraíso celeste!

Mas enigmas doloridos De males entendidos Obstruem a felicidade Com o vírus da maldade!

(59)

Onde o amor e a oração enchem o coração!

A santa ceia está posta... Com as mãos postas Clamamos do Criador respostas!

Quando rogamos a Ele saúde, paz e amor!

Para mais um tempo de puro ardor no Senhor!

Fechemos os olhos, e, elevemos ao céu Uma humilde oração pela posse do troféu!

A nossa vitória é a memória do tempo vivido, E, nas bênçãos de Deus, tudo ter conseguido!

Quando os ponteiros se encontrarem O amor explode como fogos a irradiarem Os pipocos da felicidade e da expectativa

Para mais um tempo de vida altiva!

Um ano... Novo tempo... No futuro, Que, chega como fruto maduro...

Contagem regressiva!... Amor impulsivo ...

Aos abraços e beijos, tim-tim ostensivo!

As estrelas brilham no céu, e, a luz fica sorridente!

Descem como chuvas de purpurina bênçãos candentes!

(60)

Testamento Poético - II

A BOA FÉ

Não pense você, que, sou bobo!

Posso ser humilde e pobre...

Mas, entendo bem as charadas, Que, na vida remendam velhos odres!

A trapaça muitas vezes avança na boa fé E, com mentiras a troco de propinas, Tentam enganar a boa fé do Zé Mané!

Engana-me, que, eu gosto! Se, desgosto, É porque sou esperto com boa fé,

E, acredito na verdade até...

Apesar dos enganadores/aproveitadores, É na simplicidade que vivo com humildade...

Tenho fé e creio na verdade... Mentira Não me tira do sério... Pela boa fé Sou salvo no contra pé, da enganação!

Na ostentação do oportunista, Não me engana qualquer ufanista!

Justiça e lealdade;

Retidão, pureza e honestidade!

É a base da boa fé; Antídoto da má fé!

(61)

O TEMPO ESORRE PELOS DEDOS A fina areia da ampulheta

Lentamente escorrega E o tempo faz careta

À vida que o leva!

O mundo cabe na palma das mãos O mais distante é logo ali

Do grito ouve-se o eco E a ampulheta vazia eu vi!

Tempo que passa... Na vida Transpassa como afiada espada

Que na existência brada E à felicidade convida!

Segure o que podes e não deixe escorrer...

A água é pra matar a sede, e, Não pra escorrer no ralo...

A vida não pode escorrer... Nisso crede?

(62)

Testamento Poético - II

GLAMOUR DA IGNORÂNCIA O apedeuta na santa intolerância Fala com petulância na ignorância!

Na cara de pau faz glamourização Com seu discurso de conscientização!

Assume na arrogância de sua impavidez A idiotice da sua parca estupidez!

Tal qual motorista sem habilitação Sua conduta é sempre na contra mão!

Cercado por súditos palhaços Exibem-se nos circos, e, sem espaços!

Encantador de burros abestados, Sua idiossincrasia é com os desajustados!

Ideologia satânica ele convence Seu público circense!

Mentiroso, e, arrogante, Lula é, por excelência, repugnante!

(63)

Às autoridades compete!

Chuvas intensas e alagações Propensas inundam populações!

Como novela, os capítulos Repetem-se todos os anos...

E, os danos vão para os bolsos Dos que não têm reembolsos!

Governos fazem vistas grossas, E, prejuízos vão para as contas nossas!

Águas, que, rolam e descem Aos que as desobedecem!

Constroem nas encostas, e, Às trombas ficam expostas!

Começam o novo ano Com agruras do ano velho!

E, tudo como dantes No quartel de abrantes!

(64)

Testamento Poético - II

ASAS PRA VOAR

A uns asas... A outros, barriga no chão!

Voam nas alturas os que pensam...

Répteis na vida, os ignorantes!

A inteligência alça voos A burrice dá enjoos!

Deus dá asas a quem quer voar Quem não voa não quer asas!

Para flutuar e no ar pairar, É preciso raciocinar!

Nas virtudes voamos para o céu...

Mentes répteis come poeira!

A na vida desce a ladeira No voo da sabedoria Com a vida a sinergia...

Na ignorância a intolerância!

O amor, a bondade, a justiça, Educação, honestidade...

Virtudes de cidadão ordeiro!

Voos em céu de brigadeiro!

(65)

CENSURA E LIVRE ARBÍTRIO Julgar não é de bom alvitre!

A sã consciência é, que arbitre!

O livre arbítrio é expressão liberal À censurar para arbitrar...

Na liberdade de pensar reside A censura subjetiva... E,

Objetiva, ela se limita ao bom senso;

Caso contrário o julgamento é propenso, Gera contra senso infenso à injustiça...

De caráter preconceituoso, vai ao Terreno sinuoso e censura postiça!

A censura deve obediência ao livre arbítrio...

O teorema: censura=arbítrio obedece À razão da consciência na leniência

Censurar é criticar sem a razão!

Arbitrar é decidir pela consciência!

(66)

Testamento Poético - II

FECHE OS OLHOS

E, veja as luzes de uma outra vida, Que, desnuda a realidade falsa e

Sinta a paz do silêncio no teu Subconsciente na visão de tua alma!

De olhos fechados, e, de mente aberta Todo o mal se acoberta, e, se esconde

Onde os olhos do espírito se alerta Olhar com os olhos fechados é Enxergar a realidade da eternidade!

Feche os olhos, e, veja a verdade.

De olhos fechados pode-se voar Para além do horizonte azul...

Em pensamento buscar O universo de Norte a Sul!

Feche os olhos, e, sinta o frescor Ao caminhar pelas sendas da paz...

Sorver com os Anjos o licor, E, saudar o amor, que, satisfaz!

(67)

vísceras, valores pátrios que me legaram um grande amor pela nação Brasil, sua Bandeira, seu Hino, seu território, suas conquistas, seu céu azul anil, suas estrelas, suas manhãs, suas noites enluaradas, suas florestas, rios, mares e montanhas...

Foram trinta anos de cultivo diário, de devoção e entrega ao meu torrão brasileiro! Enverguei o sagrado manto de minha farda verde-oliva e depois camuflada, agasalhando diuturnamente o juramento que fiz quando iniciei meu sacerdócio pelas armas!

Lá se vão vinte e seis anos, que deixei aquelas lides, mas, não deixei os valores que continuam enraizados na minha alma! A partir de 1967, iniciei minha transformação, e, jamais ela foi concluída... A cada dia assumo ainda mais o compromisso de defender meus ideais adquiridos no período de prestação de serviços à pátria querida!

Minha cidadania está a cada dia mais consolidada e posso vislumbrar com clarividência os caminhos que apontam para a nossa plenitude democrática como nação cujos valores foram legados de seus heróis, cidadãos e a própria história, como protagonistas e agentes dessa história de verdades, muitas vezes contestadas pelas ideologias canhestras e atrasadas!

Minhas entranhas respiram valores legados da nossa própria história. Não consigo avaliar a nossa realidade, sem consultar a nossa historicidade como nação e pátria, desde o seu descobrimento, quando Pedro Álvares Cabral, o português navegador, por aqui aportou com suas naus...

Fomos colônia da Terra irmã na língua, mas, nos

(68)

Testamento Poético - II diversos entraves na consolidação de nosso modelo de nação. Pudemos assimilar novos exemplos, que nos vinham da Europa e da América do Norte, nas conquistas democráticas e republicanas.

Sou nascido no ano de 1946, um pouco depois do término da 2ª Guerra Mundial, e me permito conhecer, todo o processo de desenvolvimento, por que passou e passa nossa pátria, e, percebo, que, nas ocasiões em que são chamadas, as nossas Forças Armadas, (O povo fardado), tem dado respostas na defesa dos seus interesses contemplando-nos com a consolidação heroica quando chamadas a intervir!

Portanto, tenho entranhado na minha formação cívica, os vetores da cidadania e do amor à pátria, porque, os aprendi e os exercitei nas lides da minha carreira como civil fardado, e, aprendi os atalhos de como servir à pátria “fardado,” e, totalmente voltado ao seu serviço como um SOLDADO DEVOTO e firme na sua defesa!

Hoje, posso observar, o quanto proliferam os inimigos da pátria, sentados nas cadeiras confortáveis do Congresso Nacional e traírem os mais altos valores, que, enobrecem uma nação, e, o seu povo! Posso aquilatar o quão interesseiro é aquele político, que, rouba, e, desafia ao arrepio das leis, seus julgamentos em benefício próprio ou de outrem na ordem ideológica de seus partidos... Percebo a luta insana do Presidente Bolsonaro a enfrentar essas adversidades levianas e imorais!

Portanto o civismo, o amor à pátria, a continência à Bandeira e ao Hino, são exemplos de demonstrações, de amor e respeito sobretudo à Nação brasileira, adquiridos e entranhados civicamente na minha personalidade!

(69)

Lábios se tocam no gosto morno de um beijo Trocas de paixões ardem corações!

Êxtase de um romance entrega num lance Loucuras nos afetos de puras juras!

Mordiscados beijos desvairados e molhados Termômetro de uma relação na noite alta Sob a lua prateada de tez suada de doação Luz, que, ilumina do amor sua ribalta!

Beijo na mão é afeição...

Na testa é respeito e confiança...

Afinal beijar é tocar o coração E na boca é o sinal de inspiração!

ANTAS ANDAM ÀS QUANTAS?

A quantas andam as antas?

Soltas pelas ruas elas são tantas!

Sem educação são antas...

Antas estúpidas ... Esdrúxulas!

Ignorantes, elas abusam do direito De serem burras, e, às turras,

Brigam com a inteligência Nas suas santas inocências!

Não respeitam normas sociais...

Leis do trânsito, do silêncio, da moral

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Testamento Poético - II E, de antemão acham-se donas

Das suas militâncias (Petistas?) ...

E, com ofensas, suas conquistas Atropelam os direitos animalescos,

E, antagônicas hostilidades contra As ideologias da verdade!

Antas da cultura, da educação, da esquerda...

Quadrúpedes com a cara no chão, e, as orelhas Empinadas, movem-se de acordo com o Cabresto ideológico num sitio ecológico!

Alimentam-se da alfafa da política petista;

Seguem o animador de burros...

Obedecem aos ditadores togados...

Picham, cercam, agridem, emporcalham, Enxovalham as redes sociais, e muito mais!

As quantas andam essas antas?...

Soltas, sem compromissos, e, só geram reboliços!

Sua mão é sempre a do contra... Não fazem nada direito!

Só erram, e, rabiscam suas cartilhas da esquerda!

Essas antas gostam do quanto pior melhor!

São inimigas da paz, da ordem e do progresso!

Vivem sempre no retrocesso... São vagabundas Mostram suas bundas como apanágio da cultura...

Da escola sempre fugiram... Do aprender jamais quiseram...

Da cultura são incultos!... Mas gostam dos indultos!

“Antalogias”, que, registram seus rastros de bizonhice!

É, o que, pretendo poetizar nestes versos!

(71)

PÉROLAS AOS PORCOS!

Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se Dele, perguntando: «Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu essa autoridade?». Jesus respondeu-lhes: «Eu também vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço isso. De onde era o batismo de João, do céu ou dos homens?».

Eles ponderavam entre si: «Se respondermos: Do céu,

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Testamento Poético - II respondermos: Dos homens, ficamos com medo do povo, pois todos têm João em conta de profeta». Então responderam-lhe: «Não sabemos». Ao que ele retrucou: «Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas».

Ante as falácias proselitistas dos esquerdopatas, temos uma semelhança com essa narrativa evangélica! Observem que, Jesus, respondeu na mesma medida, à pergunta armadilhada contra Ele, dando a entender que “NÃO DARIA PÉROLAS AOS PORCOS” ...

Vou fazer a mesma coisa, quando, neste Facebook aparecerem as “POCILGAS FALANTES” execrando a direita de Bolsonaro! Elas não merecem respostas, pois, eu estaria atirando pérolas aos porcos! Não vou me rebaixar a tanto às antas da esquerda, que, não têm autoridade nenhuma, mas, apenas querem provocar e conturbar as ações do governo, e disseminar a doutrina do “quanto pior melhor” ...

Tudo o que dissermos contra ELES é jogar “PÉROLAS AOS PORCOS” ...

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sempre educadas e comedidas, o que se viu e o que se vê n essas ocasiões, são as “perguntas” viciadas e tendenciosas formuladas pelos “jornaleiros” de plantão!

Percebe-se que o teor das perguntas nas entrevistas, não está preocupado com as respostas do entrevistado, mas, fazer dele um instrumento acusatório, quando não, inquisitório na tentativa de colocar o entrevistado (Ministro Moro) na parede.

Envolve-lo nas questiúnculas com o Presidente Bolsonaro, procurando “pelo em ovo” em supostas desavenças e discussões entre eles foi a tônica dos

“jornaleiros”, que jamais mudam a música ou viram o disco, da mesmice de sempre... Isso já vimos com os entrevistados Bolsonaro e alguns de seus Ministros, em ocasiões anteriores...

Redutos esquerdopatas como a RTC (Roda Viva e telejornal) e a GLOBO (Globo News e Jornal Nacional) são os carros chefes dessa patifaria jornalística a serviço da ideologia comunista/socialista no mais perfeito estilo gramscista! (Vide ainda o Jornal FOLHA DE SÃO PAULO, Revista CAPITAL, FACEBOOK, UOL e outras “plataformas eletrônicas)!

Vocábulos bases, que, utilizam na execração política, são quase sempre: “NACIONALISMO e NAZISMO”, quando se referem ao Presidente da República... Como se ser nacionalista é defender princípios nazistas de

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Testamento Poético - II propaganda nazista, GOEBBELS seu Ministro experto em doutrinar crianças, jovens e adultos, aliciando-os à doutrinação nazista defendendo as causas da raça ariana e trucidando judeus!

Os intelectuais de plantão foram rápidos no gatilho, para incriminar o Secretário da Cultura de Bolsonaro Roberto Valim, quando este parafraseou GOEBBELS...

E imputaram a Bolsonaro certas responsabilidades

“nazistas” no seu “jeito” de governar, o que, não passa de distorções em julgamento hostilitário, já que, o Presidente, desnuda um sentimento nacionalista voltado às crianças e jovens, cidadãos, idosos, religiosidade, segurança, honra, trabalho, e outras facetas bem características do estadismo de Bolsonaro, as quais passam bem longe de quaisquer resquícios nacionalista-nazista aos moldes de Hitler!

Portanto, as perguntas do Roda Viva, não passaram de uma reles armadilha a um competente, inteligente e esperto Ministro da Justiça, que soube se desvencilhar com sabedoria e desarma-las à luz da verdade democrática encetada pelo atual governo!

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LANCE UM OLHAR

Mire-se nos poderes da verdade.

Lance olhar ao poder supremo, e, Sinta-se absorvido pela divindade.

Abandone da mentira o blasfemo!

Veja aquilo, que é do Criador, ainda que, Com os olhos materiais, e, do mundo, Pois, Ele os criou para nosso devaneio...

E, no esteio dessa graça, aqui é o paraíso!

Não olhes da serpente o guizo... É prejuízo!

Lance olhar ao céu, e, busque no horizonte A infinitude da felicidade, e, do amor indiviso!

Eleve teu olhar à misericórdia na fonte...

Lance seu olhar à bondade, e, ao amor...

À fé e à oração, à adoração a Deus...

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Testamento Poético - II

Que, toda a providência destina aos filhos seus!

Não olhes para trás como em Sodoma e Gomorra...

Não queiras virar o sal do pecado obcecado!

Lance olhar à Santa Cruz como teu escudo!

Não mires nos umbrais da masmorra!

Maurélio Machado

Nasceu em São Bento do Sul (SC). Escritor e poeta. Casado com Karim Voigt, pai de Daniela, Fernanda e Fábio Luis. Netos: Giovanna e Eduardo.

Formado em Ciências contábeis pela Univille - Universidade de Joinville/SC, com vários cursos de especialização em finanças, economia e administração. Membro da Academia Parano-Catarinense de Letras, ocupando a cadeira de nº. 41. Membro da Diretoria da Oficina de Poetas - formação de jovens poetas nas escolas públicas. Membro da Academia de Letras Infanto-Juvenil de São Bento do Sul. Atualmente é colunista do Jornal Evolução de São Bento do Sul.

Mérito Literário do Instituto Montes Ribeiro de Curitiba (PR). Administrador

Referências

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