PPGPM
– Programa de
Pós-Graduação em Processamento
de Materiais
2019
PROPOSTA DO PROGRAMA
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SUMÁRIO
1. IDENTIFICAÇÃO DA PROPOSTA ... 3
1.1. IDENTIFICAÇÃO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO ... 3
1.2. IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO ... 3
1.3. IDENTIFICAÇÃO DO COORDENADOR ... 3
2. CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR ... 4
2.1. A MANTENEDORA – FUNDAÇÃO VALEPARAIBANA DE ENSINO (FVE) ... 4
2.2. MISSÃO E PERFIL DA IES ... 4
2.2.1. IDENTIDADE E PRINCÍPIOS ... 5
2.2.2. PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E TÉCNICO-METODOLÓGICOS ... 6
2.3. DADOS SOCIOECONÔMICOS E SOCIOAMBIENTAIS DA REGIÃO ... 7
2.4. BREVE HISTÓRICO DA IES ... 10
2.5. INFRAESTRUTURA FÍSICA DA UNIVAP ... 11
2.6. OS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU ... 13
2.7. CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU E CURSOS DE EXTENSÃO E APERFEIÇOAMENTO. ... 15
2.8. A ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DA UNIVAP ... 17
3. HISTÓRICO E CONTEXTUALIZAÇÃO DO INSTITUTO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO – IP&D ... 20
3.1. POLÍTICAS DE PESQUISA ... 22
3.2. PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU DA UNIVAP EM NÚMEROS ... 23
4. HISTÓRICO E CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROGRAMA ... 26
4.1. OBJETIVOS ... 30
4.2. VAGAS E PROCESSO SELETIVO ... 31
4.3. PERFIL DO EGRESSO ... 31
4.4. ESTRUTURA CURRICULAR ... 32
4.5. EXPERIÊNCIAS INOVADORAS DE FORMAÇÃO ... 35
4.6. ENSINO À DISTÂNCIA ... 36
4.7. INFRAESTRUTURA ... 36
4.8. RECURSOS DE INFORMÁTICA ... 41
4.9. BIBLIOTECA ... 41
4.10. OUTRAS INFORMAÇÕES ... 42
4.11. INTEGRAÇÃO COM A GRADUAÇÃO ... 43
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4.12. ESTÁGIO DE DOCÊNCIA ... 45
4.13. INTEGRAÇÃO COM A SOCIEDADE/MERCADO DE TRABALHO (MESTRADO PROFISSIONAL) ... 45 4.13.1. INDICADORES DE INTEGRAÇÃO ... 45 4.14. ESTÁGIOS PROFISSIONAIS ... 47 4.15. INTERCÂMBIOS ... 47 4.15.1. INTERCÂMBIOS NACIONAIS ... 47 4.15.2. Intercâmbios Internacionais ... 49
4.16. SOLIDARIEDADE, NUCLEAÇÃO E VISIBILIDADE ... 52
4.16.1. INDICADORES DE SOLIDARIEDADE E NUCLEAÇÃO ... 52
4.17. ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS ... 53
4.18. VISIBILIDADE ... 54
4.19. INSERÇÃO SOCIAL ... 58
4.19.1. INSERÇÃO E IMPACTO NO CONTEXTO REGIONAL E INTERNACIONAL ... 59
4.20. INTERFACES COM A EDUCAÇÃO BÁSICA ... 60
4.21. INTERNACIONALIZAÇÃO ... 62
4.22. ATIVIDADES COMPLEMENTARES ... 63
4.23. AUTOAVALIAÇÃO (PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO E TENDÊNCIAS) ... 66
4.23.1. INFORME OS PONTOS FORTES DO PROGRAMA ... 68
4.23.2. EM QUAIS PONTOS O PROGRAMA PODE MELHORAR ... 71
4.24. PLANEJAMENTO FUTURO ... 71
4.24.1. PLANEJAMENTO FUTURO ... 71
4.25. OUTRAS INFORMAÇÕES ... 72
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1. IDENTIFICAÇÃODAPROPOSTA
1.1. IDENTIFICAÇÃO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO Nome: Processamento de Materiais
Área: 47 - Materiais
Nível: Mestrado Profissional
1.2. IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
Nome: Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IP&D
Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP
Endereço: Avenida Shishima Hifumi, 2911 Bairro: Urbanova
Cidade: São José dos Campos – SP CEP: 12.244-000
E-mail: [email protected] Telefone: (12) 3947 1129
1.3. IDENTIFICAÇÃO DO COORDENADOR Nome: Erika Peterson Gonçalves
CPF: 051.560.826-29 Telefone: (12) 3947 1006 E-mail: [email protected]
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2. CONTEXTUALIZAÇÃODAINSTITUIÇÃODEENSINOSUPERIOR
2.1. A MANTENEDORA – FUNDAÇÃO VALEPARAIBANA DE ENSINO (FVE)
A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP é mantida pela Fundação Valeparaibana de Ensino - FVE, com sede à Praça Cândido Dias Castejón, n° 116, centro, na cidade de São José dos Campos-SP; instituída na forma de fundação privada por escritura pública de 24 de agosto de 1963; lavrada no Cartório do 1o Ofício de Notas e Anexos da Comarca de São José dos Campos-SP, registrada às folhas 93vo/96vo do Livro de Notas n° 275, e registrada sob n° 202 do Livro próprio, à fl. 74v°, em 24 de fevereiro de 1964, no Registro Civil de Pessoas Jurídicas da Comarca de São José dos Campos; com finalidade educacional e sem fins lucrativos; inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda sob o CGC n° 60.191.244/0001-20, e Inscrição Estadual n° 645.070.484.112.
A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP é uma Instituição de Educação Superior (IES), de caráter comunitário, reconhecida pelo Conselho Federal de Educação, por meio do Parecer nº 216/92, e pela Portaria MEC nº 510, de 01 de abril de 1992, publicada no Diário Oficial da União de 06 de abril de 1992; de gestão democrática, goza de autonomia didático-científica, administrativa, financeira e patrimonial, na forma definida na legislação pertinente, e que obedece ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
2.2. MISSÃO E PERFIL DA IES
A Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP tem como missão executar de forma integrada atividades de ensino, pesquisa e extensão que contribuam para a promoção do homem e sua inserção na sociedade, e também para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e harmônica.
A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP, de acordo com o Artigo 5° de seu estatuto, tem como objetivos institucionais:
Formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para o exercício de atividades profissionais, para a sua ação contributiva à harmonia e ao desenvolvimento da comunidade na qual estiverem inseridos;
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Incentivar a pesquisa científica, visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia, a criação e difusão da cultura;
Estimular a criação cultural, o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;
Promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade; e comunicar o saber por meio do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;
Suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional; possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos adquiridos, numa estrutura intelectual sistematizadora;
Buscar soluções para os problemas do mundo, em especial os nacionais e regionais; colocar a sua competência à disposição da comunidade, estabelecendo uma relação de interatividade;
Promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios, resultantes da criação cultural, pesquisa científica e tecnológica, geradas na instituição;
Fomentar a abrangência internacional das atividades fins da universidade.
2.2.1. IDENTIDADE E PRINCÍPIOS
Por ser identificada como universidade comunitária, a Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP obedece aos princípios da gestão democrática, não confessional, com suas ações disciplinadas pelos seus órgãos deliberativos, voltada aos interesses e às demandas da comunidade, respeitando o pluralismo de ações e ideias. A gestão da universidade contempla a participação de membros representantes da sociedade civil e da comunidade interna, pauta-se pela transparência administrativa e financeira, bem como pelo compromisso com o desenvolvimento regional e ênfase no desenvolvimento da comunidade e da região.
Como instituição atuante em diferentes áreas do conhecimento, é herdeira de um legado histórico de sua mantenedora, não tem caráter político-partidário e mantém atividades integralmente voltadas à sua missão e objetivos educacionais. Buscando manter relevância na sua atuação na região do Vale do Paraíba e no desenvolvimento do país, tem como finalidades o desenvolvimento e difusão do conhecimento científico, técnico e artístico e a formação
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profissional e de cidadania do seu educando. Para tanto, investe todos os seus resultados financeiros na sua própria atividade educacional e acadêmica e busca atender ao seu compromisso com a responsabilidade social.
Conforme descrito no seu Projeto de Desenvolvimento Institucional (PDI 2016-2020) a Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP busca, sobretudo, desenvolver um projeto que defenda a inclusão social; o equilíbrio da relação do homem com a natureza; a formação de profissionais competentes capazes de interferir científica, técnica, cultural e socialmente na construção de uma sociedade justa e democrática; a formação de pesquisadores e o desenvolvimento de pesquisa, inovação e tecnologia em benefício da vida do homem em sociedade; a relação e parceria com a sociedade civil e o governo e a formação continuada de sua comunidade técnica-científica e administrativa.
A ação pedagógica institucional busca, ainda, a relevância das suas ações quanto às necessidades da sociedade local e mais ampla, o respeito às culturas e a proteção ao meio ambiente.
A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP tem por finalidade a educação, obedecendo ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, contribuindo com as diretrizes, metas e estratégias do(a):
Plano Nacional de Educação – PNE 2014-2024.
Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – ENCTI 2016-2019. Plano Nacional de Pós-Graduação - 2011-2020.
Plano Nacional de Saúde – 2012-2016. Comissão de Serviço Social na Educação.
2.2.2. PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E TÉCNICO-METODOLÓGICOS
A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP constitui-se num centro de conhecimentos e valores que sejam instrumentos de aperfeiçoamento do homem, tendo o compromisso com a busca da qualidade na formação de profissionais críticos, capazes de compreender seu papel de cidadão e de profissional, e de contribuir para a discussão e para as ações em relação aos problemas regionais e nacionais.
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A oferta de cursos que atendam às demandas sociais, às Diretrizes Curriculares Nacionais e aos critérios indutores de qualidade adotados pelos órgãos oficiais;
A definição de metas e prazos;
A avaliação de resultados, de repercussões de medidas e pertinentes correções dos rumos;
A garantia de estabilidade e sustentabilidade institucional;
O acompanhamento do cenário mundial da educação para fins de confronto de práticas; A interatividade com instituições nacionais e internacionais congêneres e com segmentos do mundo do trabalho objetivando as trocas de experiências;
A interação com a realidade regional por meio das ações de extensão e da educação continuada;
A formação de profissionais éticos, capacitados para o exercício da cidadania;
A manutenção dos cursos em processo constante de avaliação em busca da excelência na qualidade.
A capacitação docente permanente por meio de programas que visem a formação para o exercício da docência e da pesquisa.
2.3. DADOS SOCIOECONÔMICOS E SOCIOAMBIENTAIS DA REGIÃO
A Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP está situada na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVale), formada pela união de 39 municípios e considerada uma das cinco regiões metropolitanas do estado de São Paulo que, por ser uma das mais industrializadas é, por conseguinte, uma das que mais necessitam de formação de recursos humanos qualificados. A região do Vale do Paraíba está localizada entre as duas maiores metrópoles do país e é considerado um eixo de ligação entre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minais Gerais. O município de São José dos Campos e sua vizinha Jacareí reúnem cerca de aproximadamente 870.000 habitantes e, considerando-se os demais municípios vizinhos, tais como, Santa Branca, Igaratá, Guararema, Paraibuna, Santa Izabel, Monteiro Lobato, Campos do Jordão, Jambeiro, Caçapava, e os municípios do litoral norte, Caraguatatuba, Ubatuba, Ilha Bela e São Sebastião, este número ultrapassa 2 milhões de habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015. A RMVale ocupa o 3º lugar no ranking de riqueza do Estado de São Paulo, com um Produto Interno Bruto (PIB) nominal de
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cerca de R$ 65 bilhões, o que representa o 10° maior PIB do país, segundo números de 2012 do IBGE. Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, a sub-região administrativa de São José dos Campos desenvolve-se economicamente com base em capital e tecnologia.
Na sub-região administrativa está localizado um amplo polo industrial, constituído de indústrias de diferentes setores, tais como, aeronáutico, químico e petroquímico, automobilístico, bélico, mecânico, farmacêutico, veterinário, de alimentos, além de centros de pesquisa e pontos turísticos. Estão instaladas as empresas Panasonic, Johnson & Johnson, General Motors (GM), Petrobrás, Ericsson, Monsanto, Mectron, Embraer, Volkswagen, Brasquimica, dentre outras. Na região estão importantes centros de ensino e pesquisas como: o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), o Instituto de Estudos Avançados (IEAv), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), um campus da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), da Universidade Estadual Paulista (UNESP), da Universidade de São Paulo (USP), entre outros.
Com bases sólidas para sedimentar ainda mais sua importância econômica na região, mais recentemente em 2014 o PIB do munícipio de São José dos Campos ultrapassava os R$ 28 bilhões de acordo com o IBGE. No mesmo período, a indústria movimentava mais de 60% da economia regional. O rendimento médio do emprego formal superou a média estadual e ultrapassou os R$ 2.500,00. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal divulgado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) em 2013 posicionou o município na 24° colocação nacional com um IDH-M de 0,807. No mesmo relatório o município de São José dos Campos ocupa no estado a 16° posição no ranking IDH-M de renda, a 137° em longevidade e a 15° posição em escolaridade.
A mesorregião do Vale do Paraíba do Sul abriga algumas das principais e mais importantes reservas de recursos hídricos e de biodiversidade da região sudeste do Brasil. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA) e do relatório de 2006 divulgado pela Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP), a rede hidrográfica da região é de aproximadamente 180 km2 com um volume estimado de 2,5 bilhões de m3 de água. O próprio nome da região advém da existência do rio Paraíba do Sul, cuja nascente está localizada na Serra da Bocaina, no estado de São Paulo. A bacia do Rio Paraíba do Sul tem uma área de aproximadamente 56.500 km2, percorrendo os estados de São
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à provisão de água e eletricidade para a população banhada pelo rio. Como o setor industrial e de agropecuária são as principais atividades econômicas da região, o rio Paraíba do Sul recebe o esgoto urbano dos municípios pelos quais corta, incluindo resíduos industriais, extrativistas, da pecuária e da agricultura. Além disso, tem a extração mineral de areia, cujas cavas na região de várzea causam esterilização da superfície do terreno, contaminação do solo, altera o curso do rio, derruba suas matas ciliares causando maior assoreamento e reduzindo a sua vazão, principalmente nas proximidades do município de São José dos Campos e Jacareí. A Fundação Valeparaibana de Ensino - FVE, mantenedora da Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP, adquiriu no final do ano de 2003 a Fazenda Santana do Poço, no campus Urbanova, uma região de cavas abandonadas localizada à margem do Rio Paraíba do Sul. A Fundação Valeparaibana de Ensino – FVE assumiu as obrigatoriedades legais e propôs um projeto de recuperação e preservação ambiental, a fim de restabelecer as características fisiografias da região a partir dos conceitos de diversidade de espécies, interação entre elas e a sucessão ecológica. A falta de infraestrutura sanitária básica para atender a maior parte de sua população, e a exploração intensa de areia no leito do rio Paraíba do Sul e em suas margens são alguns dos maiores problemas socioambientais da sub-região onde se encontra o município de São José dos Campos.
A vegetação natural da região é a Mata Atlântica, porém encontra-se profundamente alterada e apresenta poucas áreas conservadas. O desmatamento da região iniciou-se historicamente com a introdução da cafeicultura, passando pelo predomínio das pastagens destinadas principalmente para a produção de leite, intensificada pela expansão urbano-industrial, e culminada mais recentemente pela expansão do plantio de florestas industriais de eucalipto. A maior parte remanescente da Mata Atlântica na região encontra-se no município de Ubatuba, no qual cerca de 80% do território se localiza dentro do Parque Estadual da Serra do Mar. A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP, por meio de seus grupos de pesquisa em Planejamento Urbano e Regional e de sua incubadora de empresas, tem apoiado projetos e estudos de planejamento estratégico para otimização de investimentos na recuperação da Mata Atlântica na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte paulista.
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2.4. BREVE HISTÓRICO DA IES
A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP teve seu início oficial em 1º de Abril de 1992 pela Portaria Ministerial nº 510, publicada no Diário Oficial da União em 06 de abril de 1992 e por recomendação do Conselho Federal de Educação Parecer nº 216/92. Na estrutura de sua mantenedora, a Fundação Vale Paraibana de Ensino - FVE, a Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP é considerada uma unidade estratégica de atuação das atividades-fim (UEA-AF), cujos objetivos institucionais obedecem aos princípios da gestão democrática, com ações disciplinadas pelos seus órgãos deliberativos, voltada aos interesses e às demandas da comunidade, respeitando o pluralismo de ações e ideias.
A história da FVE/UNIVAP teve início em 2 de janeiro de 1954, após a assinatura do Decreto nº 34.889, pelo presidente Getúlio Vargas, que permitiu o início das atividades da Faculdade de Direito do Vale do Paraíba (Parecer CFE 471/53). Membros da Sociedade Civil Mantenedora da Escola de Comércio de São José dos Campos cederam suas instalações para que tivesse início o funcionamento da então recém-criada Faculdade de Direito do Vale do Paraíba, assim como tiveram a ideia de criar e implantar, em novembro de 1959, o Instituto Valeparaibano de Ensino (IVE). Seu objetivo, num primeiro momento, foi prover as necessidades da nova Faculdade e, a seguir, criar condições para instalação e manutenção de novos estabelecimentos de ensino no município, tanto em nível superior quanto secundário, normal e primário, além de cursos anexos, visando dessa forma, a oferecer reais oportunidades de estudo à população regional. Devido à natural ampliação de sua autonomia administrativa e educacional, em 24 de agosto de 1963, com o acervo de bens do antigo Instituto Valeparaibano de Ensino, foi instituída a Fundação Valeparaibana de Ensino – FVE.
Em dezembro de 1981, a Fundação Valeparaibana de Ensino – FVE obteve do Conselho Federal da Educação (CFE) a aprovação para a criação das Faculdades Integradas de São José dos Campos, sendo constituídas pelas unidades denominadas Faculdade de Ciências Humanas, Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas e Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia.
No início do ano de 1992, a Fundação Valeparaibana de Ensino – FVE, cumprindo todas as exigências apresentadas pelo Conselho Federal de Educação e por meio de uma Comissão Especial para Análise de Processos de Criação e Reconhecimento de Universidades, obteve o Parecer nº 216/92, do qual resultou a Portaria nº 510, de 1º de abril de 1992, que concedeu o reconhecimento à Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP.
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Em 1991, antes da criação da Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP, a Instituição possuía nove cursos de graduação. Atualmente, a Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP oferece vinte e cinco (25) cursos de graduação bacharelado, nove (9) cursos de graduação licenciatura e um curso de graduação tecnológica distribuídos entre cinco faculdades: Faculdade de Direito (FD), Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Comunicação (FCSAC), Faculdade de Educação e Artes (FEA) e a Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo (FEAU).
A Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) oferece os cursos de Fisioterapia, Biomedicina, Nutrição, Enfermagem, Estética, Odontologia e Serviço Social. Coordenada pelo curso de Serviço Social, na FCS também se encontra a Faculdade da Terceira Idade. Na Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Comunicação (FCSAC) são oferecidos os cursos de Rádio e TV, Jornalismo, Design de Moda, Administração, Publicidade e Propaganda e Gastronomia. Na Faculdade de Educação e Artes (FEA) são oferecidos os cursos de Artes Visuais, Pedagogia, Geografia, História, Letras, Matemática, Química, Ciências Biológicas e Educação Física. Na Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo (FEAU) são oferecidos os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia da Computação, Engenharia Civil, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Elétrica, Engenharia Química, Engenharia Aeronáutica e Espaço, Engenharia Biomédica e Engenharia de Produção. A Faculdade de Direito oferece o curso de Direito que foi o primeiro e se iniciou em 1954.
2.5. INFRAESTRUTURA FÍSICA DA UNIVAP
A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP possui cinco faculdades e um Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, que constituem espaços de formação para os cursos de graduação e pós-graduação e possibilitam a integração dos conhecimentos disciplinares com a pesquisa e a extensão. Suas atividades são desenvolvidas nos campi São José dos Campos/SP (Centro Castejón, Urbanova e Aquarius – Portaria n° 510/92 de 1° de abril de 1992); Jacareí/SP (Urbanova e Villa Branca – Portaria n° 906 de 31 de março de 2004); e Campos do Jordão/SP (Platanus – Portaria n° 62 de 13 de janeiro de 2009).
O campus Urbanova é o maior deles, abriga quatro das cinco faculdades citadas e toda a administração da instituição. A Faculdade de Direito está instalada no campus Castejón, Centro de São José dos Campos. O campus Urbanova, com 6 milhões m2, em São José dos Campos e
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Jacareí, o maior deles, está às margens do Rio Paraíba do Sul e possui uma grande área verde e de preservação ambiental. A área edificada é de aproximadamente 147.000 m2, nos quais se distribuem as diversas Faculdades, o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento e os demais Órgãos Administrativos e de Apoio.
Com vistas à pesquisa, inovação e desenvolvimento de tecnologias, a Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP instalou em 1996 no campus Urbanova o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). O IP&D é o órgão da Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP encarregado de executar programas e projetos de pesquisa e desenvolvimento, bem como de ensino de Pós-Graduação Stricto Sensu de caráter institucional, de fornecer assessoria técnica científica a organismos públicos e privados e prestar serviços à comunidade. O IP&D é composto por duas sedes e pelos Laboratórios Associados que abrigam os Grupos de Pesquisas e Desenvolvimento.
A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP dispõe ainda de uma Incubadora de Empresas de Base Tecnológica, situada no Campus Urbanova (desde 1997), disponibilizando as empresas residentes, espaço físico, secretaria, recepção de visitantes, sala de reuniões, pontos de água, esgoto e energia elétrica, acesso à internet, rede de telefonia, serviços de limpeza em áreas comuns, estacionamento e segurança. A incubadora tecnológica é gerenciada pela UNIVAP e tem como parceiros a Prefeitura Municipal de São José dos Campos, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE-SJC), o Centro para Inovação e Competitividade do Cone Leste Paulista (CECOMPI) e a Petrobrás/REVAP. A incubadora tem atualmente cinco empresas e já graduou mais de vinte e cinco empresas ao longo da sua atuação.
No campus Urbanova também se encontra o Parque Tecnológico UNIVAP, uma unidade estratégica de negócios da Fundação Valeparaibana de Ensino - FVE que consolida a integração e parceria da instituição com a sociedade, em especial com a comunidade empresarial. Sendo unidade integrante do Sistema UNIVAP de Educação, sua missão é prosseguir como agente efetivo no processo de interação com a sociedade, atividade básica da extensão, que atua de modo indissociável com o Ensino e a Pesquisa da universidade. O Parque tem como foco principal desenvolver negócios e projetos de inovação tecnológica com micros, pequenas e médias empresas. O edifício sede do Parque Tecnológico UNIVAP possui 19.000 m2 e foi inaugurado em abril de 2005, no ano de 2015 houve a necessidade de expansão de suas instalações estando atualmente com 25.600 m2 composta por diversos pavimentos tipo, com
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espaços modulares abrigando escritórios de 100 a 1.500 m2, galpões industriais, laboratórios de desenvolvimento e salas limpas. Possui uma moderna infraestrutura de edifício inteligente e tecnologia da informação. As empresas aqui instaladas contam com todas as facilidades e segurança encontradas apenas nos mais modernos centros empresariais do país. O parque tecnológico da IES conta com mais de 40 empresas parceiras, todas de base tecnológica moderna e de alto nível, nas mais diferentes áreas de atuação: Aeronáutica, Espaço e Projetos de Engenharia; Saúde, Biotecnologia e Produtos Médico-Hospitalares; Tecnologia da Informação e Desenvolvimento de Software; Geoprocessamento, Sensoriamento Remoto Satélite, Radar e Serviços de Apoio.
A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP mantém dentro do campus Urbanova o Centro de Estudos da Natureza (CEN). O CEN integra o criadouro conservacionista (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS), o borboletário, o serpentário e o viveiro de plantas medicinais e mudas para estudos da fauna e flora, principalmente da região do Vale do Paraíba. O CEN desenvolve observação sobre plano de manejo, comportamento animal e pesquisas científicas, além da educação ambiental promovida em forma de projetos e ações em convênio com entidades públicas e organizações não governamentais. A manutenção destes centros e os projetos e ações na área ambiental, tais como, mapeamento de áreas de risco de escorregamento, reciclagem, saneamento ambiental e educação sanitária, atende no âmbito institucional as Políticas de Educação Ambiental, conforme disposto na Lei N° 9.795, de 27 de abril de 1999, e o Decreto N° 4.281, de 25 de junho de 2002, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental.
A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP também mantém dentro do campus Urbanova o Observatório de Astronomia e Física Espacial, um espaço aberto a toda a comunidade do Vale do Paraíba. Além de promover atividades de ensino, pesquisa e extensão, o observatório tem como objetivo a divulgação científica por meio da organização de eventos gratuitos e regulares de observação do céu.
2.6. OS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU
Os Programas de Pós-Graduação stricto sensu da UNIVAP foram criados com o objetivo de capacitar e atender uma grande demanda regional do Vale do Paraíba, por conhecimentos científicos e tecnológicos, e procuram espelhar ao máximo as vocações detectadas na região.
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No Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D) estão efetivamente implantados, atualmente, 46 laboratórios e ambientes de pesquisa voltados para diversas áreas do conhecimento, que abrigam 32 grupos de pesquisa cadastrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
http://www.UNIVAP.br/universidade/instituto-de-pesquisa.html).
Os laboratórios do IP&D são utilizados por pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação para o desenvolvimento de projetos dentro das linhas de pesquisas dos programas de estudos em mestrado e doutorado, bem como estudos de iniciação científica, de iniciação em desenvolvimento tecnológico e de elaboração dos trabalhos de conclusão dos cursos de graduação. Os laboratórios são dotados de equipamentos de alta tecnologia e adquiridos com auxílio financeiro proveniente da mantenedora Fundação Valeparaibana de Ensino – FVE e/ou agências de fomento como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o CNPq, a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e outros oriundos de parcerias de projetos de pesquisa.
Na Tabela 1 são mostradas as áreas de concentração de cada um dos Programas de Pós-graduação stricto sensu.
Tabela 1 – Programas de Pós-Graduação e suas Áreas de Concentração.
Programa de
Pós-Graduação Nível Áreas do Conhecimento
Engenharia Biomédica Mestrado/ Doutorado
Instrumentação biomédica; Laser aplicado à biologia e saúde; Nanobiomateriais
Física e Astronomia Mestrado/ Doutorado
Astrofísica; Física espacial; Física da matéria condensada
Planejamento Urbano e Regional
Mestrado/ Doutorado
Planejamento, políticas públicas e estruturação do espaço urbano e regional; Planejamento,
população e meio ambiente; Planejamento, espaço e cultura
Processamento de Materiais
Mestrado Profissional
Materiais para Aeronáutica e Espaço; Materiais Biocompatíveis e nanoestruturados; Materiais para aplicações ambientais e sustentáveis; Materiais de construção civil; Materiais para a indústria
química. Bioengenharia Mestrado
Profissional
Sistemas de diagnóstico; Sistemas terapêuticos e de reabilitação
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2.7. CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU E CURSOS DE EXTENSÃO E APERFEIÇOAMENTO.
Na Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP os cursos de pós-graduação lato sensu são oferecidos por meio da Coordenadoria de Educação Continuada (CEC), um setor ligado às Faculdades que é responsável por oferecer e administrar além dos cursos de pós-graduação lato sensu, os cursos de extensão e de aperfeiçoamento.
A Coordenadoria de Educação Continuada (CEC) tem seu funcionamento em conformidade com as determinações estabelecidas pelo Ministério da Educação, bem como atende, principalmente, à demanda das instituições externas e entidades profissionais que compõem o mercado de trabalho oferecido na região. A CEC utiliza como marca de seus cursos o nome comercial PosGrau, em conformidade ao exposto no organograma como pós-graduação
Lato Sensu. Os cursos da PosGrau UNIVAP são mantidos e oferecidos por demanda, estando,
portanto, a criação de turmas, o perfil do curso e os critérios de avaliação condicionados a diferentes propostas de temas que atendam ao mercado de trabalho.
Os cursos de especialização oferecidos pela PosGrau UNIVAP têm como missão: Contribuir de modo marcante com o aprimoramento profissional e intelectual dos cidadãos;
Oferecer ensino de excelência que possibilite ao egresso adquirir ferramentas facilitadoras para uma melhor e ascendente colocação no campo profissional;
Proporcionar um ambiente favorável ao crescimento intelectual e às relações interpessoais.
Os cursos de pós-graduação lato sensu oferecidos no ano de 2018 pela Coordenadoria de Educação Continuada (CEC) foram os apresentados na Tabela 2.
Porém nem todos os cursos ofertados obtiveram o número mínimo de interessados não havendo a abertura de turmas efetivada. Anualmente esta lista de possibilidades de curso é aumentada por meio de parcerias com o setor privado e aprovação do Conselho de Ensino e Pesquisa, onde são julgados os méritos das propostas e o enquadramento na região metropolitana do Vale do Paraíba.
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Tabela 2 – Cursos Lato Sensu oferecidos no ano de 2018.
ESPECIALIZAÇÃO EXTENSÃO
Cultura Popular Brasileira Divulgação Científica, Serpentes, Ofidismo e Técnicas de Manejo
Enfermagem em Cuidados Críticos /
Cardiologia Endodontia
Engenharia de Segurança do Trabalho Hematologia Laboratorial
Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica Psicologia Analítica: Carl Gustav Jung - Grandes Temas, Mitos e História
Gerontologia Astrobiologia
Neurologia Funcional Astronomia do Século XXI
Psicanálise Filosofia: Friederich Nietzche e a Filosofia do Martelo
Psicopedagogia Clínica e Institucional Gerenciamento de Áreas Contaminadas Acupuntura - Práticas Orientais Gestão Financeira
Administração Hospitalar Introdução ao Jornalismo Investigativo Alimentação e Gastronomia (MBA) Longevidade Humana
Análises Clínicas Marketing Digital
Comunicação Multiplataforma Odontologia Hospitalar
DisfunçãoTemporomandibular (DTM - DOF) Políticas de Atendimento a Criança e Adolescente
Diversidade Biológica Projeto Aerodinâmico na Indústria Aeronáutica I
Endodontia Radiologia Odontológica
Enfermagem em Dermatologia
Enfermagem em Neonatologia e Pediatria Envelhecimento Ativo
Fisiologia do Exercício Fisioterapia Clínica Fisioterapia Hospitalar
Georreferenciamento de Imóveis Urbanos e Rurais
Gestão de Marketing e Vendas
Gestão de Pessoas / Recursos Humanos Gestão de Projetos Sustentáveis
Gestão em LEAN / Seis Sigma nas Organizações
Gestão Empresarial
Medicina de Animais Selvagens Psicologia Organizacional
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2.8. A ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DA UNIVAP
Como condição para o desenvolvimento de sua missão e objetivos de ensino, pesquisa e extensão, a Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP insere-se na estrutura hierárquica de sua mantenedora, a Fundação Valeparaibana de Ensino - FVE, como uma Unidade Estratégica de Atuação das Atividades-Fim – UEA-AF (Art. 6º. Estatuto FVE, 2011). A macroestrutura de sua constituição pode ser visualizada no organograma apresentado Figura 1.
O organograma da IES, segue a configuração estabelecida pelo Estatuto da Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP, aprovado pelo antigo Conselho de Integração Universidade-Sociedade – CIUS conforme Resolução nº 12/CIUS/2014 e pelo Conselho Curador da Fundação Valeparaibana de Ensino – FVE, conforme Resolução nº 03/CONCUR/2014, em cumprimento ao disposto no inciso XXIII do art. 19 do Estatuto da FVE, em vigor. A Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP obedece aos princípios da gestão democrática, com ações disciplinadas pelos seus órgãos deliberativos.
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A administração acadêmica da Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP é realizada por órgãos normativos, deliberativos e consultivos, a saber, o Conselho Universitário (CONSUN), o Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (CONSEPE) e o órgão executivo representado pela Reitoria.
O Conselho Universitário – CONSUN é o órgão colegiado máximo, de caráter normativo, deliberativo e consultivo, em matéria de política geral da universidade, sendo composto pelo reitor(a) da universidade, o vice-reitor(a), e os diretores das faculdades e do IP&D. Na sua composição o CONSUN integra também um(a) representante do corpo docente de cada faculdade, um(a) representante do corpo técnico-administrativo da universidade, um(a) representante do corpo discente, um(a) representante de ex-alunos da universidade, representantes vinculados às Secretarias de Educação dos municípios nos quais a UNIVAP mantenha campus, e um(a) representante da comunidade externa indicado pelo conselho curador da Fundação Valeparaibana de Ensino – FVE. As competências do CONSUN estão contidas no Art. 11 do Estatuto da Universidade do Vale do Paraíba (Resolução N° 03/CONCUR/2014).
O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE é o órgão colegiado para definição de diretrizes de funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade. O CONSEPE é composto pelo reitor (a), pelos pró-reitores de graduação, pós-graduação e pesquisa, pelo pró-reitor(a) de extensão, e os diretores das faculdades e do IP&D. Também compõem o CONSEPE um(a) representante dos coordenadores de curso de cada faculdade, um(a) representante dos coordenadores dos programas de pós-graduação stricto
sensu, um(a) representante do corpo docente de cada faculdade e um(a) representante do corpo
discente. As competências do CONSEPE estão contidas no Art. 13 do Estatuto da Universidade do Vale do Paraíba (Resolução N° 03/CONCUR/2014).
A Reitoria é o órgão executivo superior da administração acadêmica, exercida por um reitor (a) que superintende, coordena e fiscaliza todas as atividades da universidade. O reitor (a) e o vice-reitor (a) são escolhidos pela FVE, em consonância com seu estatuto, para um mandato de 4 (quatro) anos, permitida uma única recondução sucessiva. As atribuições do reitor (a) e dos órgãos da reitoria estão contidas nos Artigos 22 e 23 do Estatuto da Universidade do Vale do Paraíba (Resolução N° 03/CONCUR/2014).
A reitoria é constituída dos seguintes órgãos: Gabinete do reitor;
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Pró-reitorias;
Diretorias acadêmicas das faculdades e do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento; Órgãos suplementares.
Os órgãos colegiados das faculdades são as suas respectivas congregações. As políticas institucionais de cada faculdade cabem à Congregação da Faculdade. As deliberações das congregações são constadas em ata, sendo que seu funcionamento obedece ao Estatuto da UNIVAP. A composição da congregação de cada faculdade é feita pelo diretor acadêmico, pelos coordenadores de curso, por cinco representantes do corpo docente, um(a) representante do corpo discente e um(a) representante do corpo técnico-administrativo.
O Conselho de Pesquisa e Desenvolvimento é o órgão responsável pelas políticas institucionais no âmbito do IP&D, sendo composta pelo diretor(a) do IP&D, um professor(a) representante de cada programa de pós-graduação stricto sensu, um(a) representante do corpo técnico-administrativo e um representante do corpo discente vinculado aos programas de pós-graduação stricto sensu. As deliberações do Conselho de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação são constadas em ata, sendo que seu funcionamento obedece ao Estatuto da UNIVAP.
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3. HISTÓRICO E CONTEXTUALIZAÇÃO DO INSTITUTO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO–IP&D
A ideia de um Grupo de pesquisa forte e de um programa de Pós-Graduação atuante dentro da UNIVAP, Universidade mantida pela Fundação Valeparaibana de Ensino – FVE, não é recente. Em 1978, os professores da antiga Faculdade de Engenharia de São José dos Campos resolveram estruturar os Trabalhos de Graduação da Engenharia Elétrica em um esquema de Iniciação Científica.
Todas as ideias nas áreas de pesquisas e desenvolvimentos, associadas aos cursos de Pós-Graduação, foram aproveitadas na organização dos Trabalhos de Pós-Graduação, que obtiveram, desta forma, uma estruturação coerente que os direcionava para a elaboração de projetos e protótipos ou mesmo testes de novos sistemas. Alterou-se, assim, a tendência normal dos Trabalhos Finais em Escolas de Engenharia, que era a de interpretar os Trabalhos de Graduação como simples experimentos acadêmicos mais qualificados, ou mesmo extensões de práticas de laboratórios realizadas durante o curso, implantando-se, assim, um caráter mais profissional e arrojado, pretendendo-se que aluno propusesse algo de novo no âmbito de sua especialidade. Este foi o primeiro passo para o estabelecimento de um espírito de pesquisa e aperfeiçoamento de pessoal em nível de Pós-Graduação dentro da UNIVAP.
Em 1986, dois fatores proporcionaram uma expansão das ideias discutidas anteriormente, até então aplicadas unicamente aos Trabalhos de Graduação. Estes fatores foram a melhoria na qualificação dos docentes e o alto nível técnico-científico destes trabalhos durante o transcorrer de quase uma década. Nos idos de 1982, quando se discutia a criação de um centro de pesquisa e Pós-Graduação, o número de professores titulados não ultrapassava a faixa de 10%, já em 1986 o quadro de professores titulados ultrapassou a faixa de 50%, embora grande parte destes profissionais ainda estivesse em regime parcial.
Este aumento na qualificação dos docentes deveu-se a uma política iniciada no final da década de 70, que visava elevar o nível dos cursos a um patamar condizente com os planos de Pesquisa e Desenvolvimento discutidos na época. Assim, foi possível reunir um grupo de profissionais, formado pelo que existia de melhor no setor técnico-científico na região. Em conjunto com este fato, o alto nível adquirido pelos trabalhos de Iniciação Científica (antigos Trabalhos de Graduação) foi fundamental para que a ideia da educação continuada tomasse
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forma. Nessa época, foi instituída uma premiação para aqueles trabalhos de maior destaque, que foram submetidos à publicação em diversas revistas nacionais e internacionais.
Em setembro de 1986, no Departamento de Engenharia Elétrica, que detinha a maior concentração de profissionais titulados de toda UNIVAP, mais de 80%, tomava corpo finalmente a ideia de pesquisa e desenvolvimento dentro de uma entidade não-governamental em São José dos Campos. Aliando-se a isto, observou-se uma maior interação com a comunidade da região, por meio da prestação de serviços, enquanto que era reforçada a ideia de formação de recursos humanos mediante programas de Pós-Graduação e Especialização. Foi estabelecido, dentro do Departamento de Engenharia Elétrica da Fundação Valeparaibana de Ensino, o primeiro laboratório de pesquisa desta Instituição: O LOpE – Laboratório de Laser e Optoeletrônica. Paralelamente se observava o avanço nas interações com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais em São José dos Campos, dando origem a formação de outro Grupo de Pesquisa, denominado de Lab-Geo, que estava envolvido fundamentalmente com sensoriamento remoto e geoprocessamento.
Em agosto de 1987, o Conselho de Ensino e Pesquisa recomendou a criação do Programa de Formação de Recursos Humanos e Fomento à Pesquisa, que resultou na criação, pelo Presidente da Fundação Valeparaibana de Ensino, do NURHP – Núcleo de Recursos Humanos e Fomento à Pesquisa.
As atividades de Pós-Graduação e Extensão das Faculdades Integradas de São José dos Campos foram inseridas no novo Núcleo, que passou a organizar tanto as atividades de pesquisa e desenvolvimento como os de educação continuada. Na parte de Pesquisa e Desenvolvimento, o NURHP promoveu a implantação definitiva dos Grupo de Laser e Optoeletrônica assim como de Geoprocessamento, e do curso de Fundamentos de Engenharia Ótica em nível de Lato Sensu. Posteriormente, em 1992, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UNIVAP consolidou o trabalho de implementação de cursos realizados pelo NURHP e ampliou este trabalho no sentido de se implantar cursos em nível de mestrado (Stricto Sensu)
Nessa ocasião, o Grupo de Laser e Optoeletrônica – LOpE – já contava com diversos pesquisadores doutores em regime de tempo integral, assim com uma quantidade expressiva de trabalhos publicados.
Em 1993, considerando a consolidação do LOpE e do Lab-Geo e, a necessidade de implantar cursos de Graduação em nível Stricto Sensu, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UNIVAP encaminhou ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE)
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processo para a criação de curso, em nível de mestrado, em Engenharia Elétrica, na área de Laser e Instrumentação Optoeletrônica. O CEPE aprovou a solicitação da Pró-Reitoria e o curso começou a ser oferecido em nível experimental por um ano.
Em 1994, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação submeteu, ao então denominado Grupo Técnico Consultivo da CAPES, o recém-criado Curso de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, área de Lasers e Instrumentação Optoeletrônica. O Grupo Técnico Consultivo – CAPES analisou a proposta e fez diversas sugestões, uma delas de que a área de Optoeletrônica já estava sendo desenvolvida em órgãos sediados na mesma cidade da UNIVAP, sugerindo estão que fosse efetuada uma mudança de orientação nas nossas pesquisas. Considerando estas sugestões e analisando a capacidade instalada na UNIVAP em termos de recursos humanos e materiais, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação sugeriu a alteração da linha de pesquisa do LOpE de Laser e Optoeletrônica para Engenharia Biomédica e Lasers. Esta linha de pesquisa não encontrava similar na região e, mesmo em nível nacional, apresentava carência de Grupos constituídos.
Em março de 1995 foi criado o CEPEDEX, Centro de Pesquisa e Extensão da UNIVAP, com a finalidade de desenvolver as atividades ligadas à Pesquisa e Desenvolvimento dentro da Universidade. O intercâmbio com entidades estrangeiras foi fortalecido com diversos pesquisadores de renome mundial visitando o novo Centro se mostrando entusiasmado com os trabalhos que ali estavam sendo executados.
Em junho de 1996, o Conselho Universitário criou um novo Instituto dentro da UNIVAP, o seu quinto Instituto, o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IP&D. O novo Instituto substituiu o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Extensão e, em 1998, o novo Regimento da UNIVAP transformou todos os Institutos da Universidade em Faculdades, ficando o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento como sendo o único órgão dentro da UNIVAP onde seriam realizadas as atividades de pesquisas e desenvolvimentos. Este Instituto consolidou a pesquisa na UNIVAP em três grandes áreas e hoje conta com 22 Grupos de Pesquisas constituídos por pesquisadores doutores em regime de tempo integral na UNIVAP.
3.1. POLÍTICAS DE PESQUISA
A UNIVAP concebe a pesquisa como ferramenta de avanço no acervo de conhecimentos que proporcionam a compreensão dos fenômenos que nos envolvem, como também a
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construção de aparatos ou processos que sejam benéficos ao cotidiano do homem ou à vida em sociedade.
A instituição tem investido acentuadamente em pesquisa reconhecendo que, juntamente com a extensão, esta constitui componente indissociável do ensino. Propõe-se, primeiramente, ao reconhecimento da natureza da pesquisa universitária e da extensão como atividades-fim e, de modo sistemático, na promoção do compartilhamento do conhecimento com diferentes grupos e sujeitos sociais no espaço regional, especialmente a Região do Vale do Paraíba. Para cumprir esse objetivo, a UNIVAP tem mantido o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento que é detentor de uma estrutura de recursos humanos altamente qualificados e uma sofisticada infraestrutura física e laboratorial.
A UNIVAP entende como necessárias as seguintes estratégias para o cumprimento da missão institucional no que se refere à pesquisa:
Definir linhas de pesquisa institucional de forma a garantir efetividade de resultados e de fomento;
Possibilitar o desenvolvimento de pesquisa individual, esta como instrumento indutor do exercício da criatividade e do aperfeiçoamento do professor;
Estimular o desenvolvimento de pesquisas conjuntas com outras organizações; Consolidar competências vinculadas às linhas de pesquisa institucional; Estimular a participação em eventos científicos nacionais e internacionais;
Promover o estabelecimento de relações em parceria e cooperação acadêmica com instituições universitárias e de pesquisa nacionais e internacionais;
Promover a integração entre a pós-graduação e a graduação;
Manter e aprimorar um sistema gerencial de procedimentos e processos compatíveis de ensino, pesquisa, inovação e desenvolvimento por meio do IP&D;
Manter um Escritório de Projetos destinado a apoiar e acompanhar as atividades de projeto.
3.2. PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU DA UNIVAP EM NÚMEROS
A UNIVAP tem programas de pós-graduação desde a década de 90. Em 2014, consolidou-se como uma Instituição respeitada em Pesquisa e Pós-Graduação tendo sido aprovado na CAPES o doutorado em Planejamento Urbano e Regional.
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Os Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu continuam alcançando bons resultados em termos de demanda. Sabe-se que há uma competição com Instituições que oferecem programas de pós-graduação stricto sensu, gratuitamente. Entretanto, a UNIVAP oferece aos programas acadêmicos, bolsas CAPES, de manutenção, e taxa igualmente paga pelo PROSUP – Programa da CAPES de apoio às Instituições particulares.
Em 2017 foram 99 bolsas desse convênio, representando 18% a mais do que no ano de 2016. Os programas possuem uma abrangência nacional com estudantes de diversas regiões do país, sendo destacados os pesquisadores visitantes internacionais (EUA, Canadá, África, América do Sul e Oriente Médio).
Como pode ser observado na Figura 2, houve uma redução de 4% no número de alunos matriculados quando comparados os ingressantes em 2015 e 2016. Comparando-se os ingressantes no ano de 2016 e 2017 observa-se a diminuição de 12%.
Entretanto, quando se compara 2011 com 2017 o crescimento das matrículas no período foi de 67% .
Figura 2 – Comparativo de ingressantes nos programas de Pós-Graduação entre os anos 2011 e 2017.
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Os resultados da Avaliação Trienal do período de 2010-2012 e publicadas no final de 2013 mostram, Tabela 3, que os Programas de Mestrado em Planejamento Urbano e Regional e Bioengenharia tiveram seus conceitos alterados de 3 para 4, mostrando evolução.
Entretanto, na avaliação quadrienal disponibilizada em dezembro de 2017 esses programas tiveram seu conceito reduzido para 3, resultado que está sendo analisado e buscadas ações para sua melhoria. Com exceção do Mestrado em Ciências Biológicas, que teve seu conceito reduzido para 2, os outros programas mantiveram seus conceitos o que constitui um resultado positivo. PROGRAMA CONCEITO CAPES 2013 CONCEITO CAPES 2017 N° DE ALUNOS MATRICULADOS 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Doutorado em Engenharia Biomédica 4 4 23 28 41 62 86 83 57 Doutorado em Física e Astronomia 4 4 6 12 19 21 26 25 26 Doutorado em Planej. Urbano e Regional 4 3 - - - 4 14 18 26 Mestrado em Engenharia Biomédica 4 4 18 29 46 44 51 49 30 Mestrado em Física e Astronomia 4 4 11 20 27 13 13 11 11 Mestrado em Planej. Urbano e Regional 4 3 27 26 37 24 34 35 34 Mestrado em Bioengenharia 3 3 35 29 26 25 28 26 23 Mestrado em Ciências Biológicas 3 2 13 21 29 15 19 13 17 Mestrado em Processamento de Materiais 3 3 5 11 16 6 3 3 7 TOTAL DE ALUNOS 138 139 239 214 274 263 231 Tabela 3 – Dados de ingresso de alunos e conceitos CAPES dos programas de Pós-Graduação UNIVAP
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4. HISTÓRICOECONTEXTUALIZAÇÃODOPROGRAMA
Como um programa com caráter profissional o Programa de Pós-Graduação em Processamento de Materiais (PPGPM) tem a proposta de alinhar a pesquisa e inovação reconhecidamente desenvolvidas na área acadêmica, com a aplicabilidade de projetos na indústria de transformação e de produção de bens e serviços que atendam às necessidades tecnológicas crescentes por qualidade, produtividade e preço.
Neste interim desde a sua criação, PPGPM vem formando mestres qualificados tecnicamente e cientificamente, para o exercício das atividades profissionais de pesquisa e desenvolvimento na área de Processamento de Materiais, buscando atender às exigências de qualificação e expansão do mercado de trabalho.
O programa iniciou suas atividades em agosto de 2011 com 6 alunos matriculados, sendo que destes somente 2 concluíram o curso e titularam-se mestres no ano de 2013 e outros 2 titularam-se em 2014, havendo assim evasão de 2 alunos que alegaram impossibilidades financeiras em continuar o curso de pós-graduação. No ano de 2012 matricularam-se no programa 5 alunos, sendo que destes 2 concluíram o curso em 2014, e outro concluiu em 2015. No ano de 2013 matricularam-se 4 alunos sendo que todos os alunos desistiram do curso alguns alegando problemas financeiros e outros devido à mudança de cidade por motivo de trabalho. No ano de 2014 não houve procura pelo curso, não havendo nenhum aluno ingressante. No ano de 2015, 2 alunos se matricularam sendo que destes 1 titulou-se em 2016 e outro teve sua defesa realizada em 2017. Com a observância da baixa procura, o Conselho Interno do Programa reuniu-se no ano de 2016 e após deliberação, decidiu pela reformulação do currículo (disciplinas e áreas de concentração) que entrou em vigor a partir de 2017. Com isso, obteve-se maior procura no processo obteve-seletivo, tendo 10 candidatos inscritos para o processo obteve-seletivo, 8 candidatos aprovados e 5 candidatos efetivamente matriculados, destes, 3 possuem vínculo com empresas do ramo aeronáutico, 1 do ramo da construção civil e 1 aluna recém-formada sem vínculo empregatício. No ano de 2018 o número de ingressantes foi mantido havendo a matrícula efetiva de 5 candidatos, sendo que todos estão inseridos no mercado de trabalho, 1 na área de docência e pesquisa e os demais nos ramos da indústria automobilística, química, alimentos e transformação de materiais.
O corpo docente permanente do programa até o ano de 2012 contava com 9 professores permanentes, e 2 colaboradores, onde dentre eles cinco são bolsistas de produtividade CNPq
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nível 2, no ano de 2013 incluiu-se um colaborador que é bolsista de produtividade CNPq nível 1, e no ano de 2016 incluiu-se um membro permanente, culminando em um corpo docente de 10 professores permanentes e 3 colaboradores. Em 2017, 2 docentes permanentes do programa solicitaram seu descredenciamento, alegando que suas pesquisas não estavam voltadas para a modalidade profissional, outros 2 foram descredenciados pois não faziam mais parte do quadro de funcionários da instituição. Houve a alteração do vínculo de docente colaborador para docente permanente de 1 pesquisador, inclusão de 4 docentes permanentes, totalizando 11 docentes permanentes e 1 docente colaborador. No ano de 2018 houve a solicitação de descredenciamento de 1 docente colaborador vinculado à área de catálise, sua solicitação estava embasada na baixíssima procura por esta área de concentração e a realização de projetos externos à instituição. A Figura 3 mostra a evolução em forma uma linha do tempo da composição do corpo docente do PPGPM.
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Um ponto importante a se destacar é a série de medidas tomadas entre a direção do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento IP&D/UNIVAP, coordenações de cursos de pós-graduação, reitoria e presidência da Fundação Valeparaibana de Ensino de modo a implementar uma extensa política de valorização dos professores pertencentes aos programas de pós-graduação da instituição. O acordo firmado estipulou uma redução da carga horária dos docentes permanentes do programa de pós-graduação seguindo os seguintes parâmetros: Bolsistas de Produtividade CNPq nível 1 (máximo 4 horas/aula semanais), Bolsistas de Produtividade CNPq nível 2 (máximo 8 horas/aula semanais) e docentes permanentes do programa e pós-graduação sem bolsas de Produtividade (máximo 12 horas/aula semanais). Estes parâmetros foram seguidos pela administração superior, e atualmente, estão muito próximo destes valores e são tidos como uma política institucional atual da universidade.
É importante salientar que a maioria dos pesquisadores do PPGPM já aprovaram projetos de pesquisa em agências de fomentos como CNPq, CAPES, AEB, Finep e FAPESP. Também, cabe citar os projetos de pesquisa vinculados com empresas como por exemplo a Petrobrás, Selaz, Volkswagen e ELEB/Embraer e ainda o desenvolvimento de projeto em materiais magnéticos envolvendo alunos vinculados ao DCTA. Foi firmado convênio de cooperação entre a Empresa Bayer e a IES a partir do qual tem sido tratado o desenvolvimento de projetos no âmbito de mestrado profissional por profissionais e/ou colaboradores desta empresa. Novos contratos de cooperação para desenvolvimento de projetos com empresas da região estão em fase final de aprovação por parte dos departamentos jurídicos da IES e empresas, tratando-se principalmente da valoração das bolsas para alunos de mestrado profissional e determinação da propriedade intelectual dos projetos desenvolvidos.
Uma lista completa dos convênios firmados e vigentes está apresentada no item 4.13 e 4.15, assim como os projetos de financiamento aprovados e vigentes estão apresentados no item 4.23.
Estes convênios com as empresas são facilitados pois o PPGPM está localizado na região do Vale do Paraíba no estado de São Paulo que é um importante polo industrial do país abrigando um elevado número de indústrias que são responsáveis por uma importante parcela do PIB brasileiro tendo triplicado suas exportações no ano de 2017. A microrregião que compreende as cidades de São José dos Campos, sede do PPGPM, Mogi das Cruzes, Jacareí, Caçapava, Taubaté e Pindamonhangaba possui empresas atuantes nas mais diversificadas áreas, desde indústria aeronáutica, bélica, automotiva, farmacêutica, biomédica, química, petrolífera
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e ainda conta com um mercado de construção civil crescente.
Buscando a interação com estas empresas o programa que tem como característica a multidisciplinaridade, incentiva e atrai profissionais de distintas áreas de formação atendendo graduados das áreas de engenharias, arquitetura, ciências exatas e da terra, fisioterapia, odontologia e farmácia. Estes profissionais têm escolhido nossa pós-graduação pelo conhecimento técnico, experiência e competências do PPGPM nas áreas de Processamento de Materiais na forma "bulk", filme fino ou de nanoestruturas, Caracterização de Materiais, porém, como já citado anteriormente, no decorrer do ano de 2016 foi identificado a procura de profissionais que buscavam áreas de concentração ainda não atendidas pelo programa, assim foi realizada uma reformulação do corpo docente e criação de novas áreas de concentração para atender esta demanda, o que tornou as áreas mais específicas e mais atrativas para as empresas da região.
Oferecendo instrução teórica e experimental sólida nas disciplinas tradicionais da área da ciência dos materiais, e com a reformulação a estrutura curricular do programa foi adequada para as novas áreas de concentração sendo instauradas disciplinas obrigatórias que visam atender não somente o conhecimento técnico mas também o desenvolvimento de competências de pesquisa, empreendedorismo e inovação na indústria com a oferta da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica, que apoia o aluno na escrita de seu projeto de pesquisa, dissertação de mestrado, artigos, produções técnicas e patentes, assim como na apresentação de seus resultados em congressos técnicos/científicos.
Adicionalmente, a disciplina de Empreendedorismo e Inovação oferece ao aluno uma visão geral sobre como empreender e inovar seja na indústria, como na área científica. Além de tratar das especificidades técnicas nas disciplinas de Ciência e Tecnologia dos Materiais e Termodinâmica dos Materiais que dão aos discentes, embasamento teórico para o desenvolvimento das disciplinas optativas.
As disciplinas específicas atendem as áreas de concentração, possibilitando ao discente, por meio da escolha da disciplina a cursar, direcionar de seus estudos para o caso aplicado em seu projeto de pesquisa, sendo estas últimas oferecidas por demanda, ou seja, quando solicitado pelo discente.
A disciplina eletiva de Seminários e Dissertação é uma disciplina na qual o discente interessado poderá desenvolver habilidades de apresentação e oratória, além de auxiliar no andamento do projeto de pesquisa pela apresentação aos pares.
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4.1. OBJETIVOS
O objetivo principal é formar recursos humanos que atuem em empresas de base tecnológica e de inovação na área de materiais, que sejam capazes de desenvolver pesquisa de ponta nas indústrias de transformação, produção de bens e serviços para o desenvolvimento de novos produtos. Adicionalmente, caso seja a vocação do egresso, a grade curricular do curso também permite que o futuro mestre atue em atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento em universidades e institutos de pesquisas. O discente poderá se capacitar nas seguintes linhas de atuação científica e tecnológica, como apresentado no Quadro 1.
Quadro 1 – Linhas de atuação científica e tecnológica PPGPM MATERIAIS PARA AERONÁUTICA E ESPAÇO
Esta área de concentração tem como proposta o desenvolvimento de materiais na forma de “bulk” ou de recobrimentos para aplicações na área de aeronáutica e espaço. São desenvolvidos/estudados compósitos avançados e recobrimentos nanoestruturados por meio do uso de tecnologias como eletrofiação, de plasmas frios e térmicos, entre outras técnicas.
MATERIAIS BIOCOMPATÍVEIS E NANOESTRUTURADOS
Esta linha de pesquisa tem como objetivo viabilizar a síntese de materiais aplicados nas áreas biomédica, aeroespacial e de energia sustentável. Como objetivos específicos esta linha de pesquisa vislumbra a produção, caracterização morfológica, química, estrutural e mecânica, além de estudos biológicos in vitro e in vivo de novos nanobiomateriais. Aplicações como células solares fotoeletroquímica, lubrificantes sólidos para aplicações aeroespaciais e regeneração tecidual, são alguns dos exemplos para o uso destes nanomateriais.
MATERIAIS PARA APLICAÇÕES AMBIENTAIS E SUSTENTÁVEIS
Esta área de concentração envolve o estudo de técnicas de preparação de materiais que sejam utilizados no tratamento, melhoramento e controle ambiental além de tratar materiais por meio de reciclagem e reaproveitamento de resíduos visando a redução dos impactos ambientais gerados, buscando a melhoria da qualidade de vida e proteção de recursos naturais.
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL
Dedicada ao estudo, desenvolvimento e caracterização de materiais de construção civil, esta área de concentração visa trabalhar com materiais inovadores assim como ainda associar o estudo da aplicabilidade e o reaproveitamento de materiais na indústria da construção civil. Esta área de desenvolvimento vem crescendo a cada ano na busca da sustentabilidade dos processos construtivos e otimização de produtos e processos para tanto esta área de concentração tem como objetivo o estudo para formulação e caracterização física e química dos materiais desenvolvidos para a aplicação na indústria da construção civil.
MATERIAIS PARA INDÚSTRIA QUÍMICA
Baseada no desenvolvimento, caracterização e aplicação de materiais para a indústria química esta área de concentração visa a capacitação dos profissionais para a atuação na pesquisa e desenvolvimento de processos e produtos a partir do estudo da ciência e tecnologia envolvida na síntese, formulação, conformação e caracterização dos produtos químicos. Com a aplicação de técnicas convencionais e avançadas visa o estudo do efeito das variáveis dos processos nas propriedades desses materiais; o desenvolvimento de novas soluções para diferentes tipos de aplicações assim como sua caracterização, física, química, mecânica e microestrutural.
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4.2. VAGASEPROCESSOSELETIVO
O Programa de Processamento de Materiais oferece 20 vagas anualmente em seu processo seletivo. Este é realizado no início de cada ano, caso as vagas não sejam totalmente preenchidas neste período, novo processo seletivo realizado no mês de julho para preenchimento das vagas remanescentes. O gerenciamento destas vagas é realizado de acordo com a disponibilidade de orientação dos docentes do programa. Ficando o reservado o direito à Comissão do Processo Seletivo, a qual é composta por docentes do PPGPM, alterar o número de vagas disponíveis a qualquer momento comunicando imediatamente aos interessados.
O processo de seleção é realizado em duas etapas, sendo a primeira uma análise criteriosa dos documentos apresentados no ato de inscrição. São analisados os seguintes documentos, Histórico Escolar de Graduação; Currículo Lattes documentado ou Currículo Profissional documentado; duas cartas de referência emitidas por profissionais com reconhecido mérito em sua área de atuação ou docente com título de mestre ou doutor.
A inscrição e entrega dos documentos é realizada por meio de formulário on line disponível no site do programa e a análise dos documentos realizada pela Comissão de Processo Seletivo, formada pelos professores que compõem a Comissão Interna do programa.
A responsabilidade/obrigação da entrega de documentos válidos é do candidato/aluno, podendo responder civil e criminalmente pela invalidade ou falsidade da documentação apresentada.
A segunda etapa do processo de seleção é realizada por meio de uma entrevista individual e tem por objetivos a avaliação do candidato, de suas potencialidades, pretensões, disponibilidade de tempo para dedicação ao Programa e discussão de sua proposta de pesquisa (se houver).
4.3. PERFILDOEGRESSO
Profissionais atuantes em empresas tecnológicas na solução de problemas de engenharia e/ou desenvolvimento técnico de produtos e/ou processos oriundos de pesquisas de novas rotas de produção e ainda preparado para tomadas de decisão quanto a determinação de processos e aquisição de equipamentos seja para o ambiente fabril ou para ambiente laboratorial de controle de qualidade de produtos e/ou processos. Ademais, caso seja vocação do egresso atuar como docente/pesquisador em instituições de ensino de base tecnológica e de inovação estando este
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egresso, de base profissional, preparado para alinhar o ensino e aplicabilidade das teorias no meio empresarial favorecendo o aproveitamento dos graduandos.
Dos egressos do programa atualmente dois deles estão trabalhando em IES da região do Vale do Paraíba (Universidade Paulista e Universidade de Taubaté) como docentes de graduação, um está atuando na área de pesquisa aplicada no Instituto e Tecnologia de São José dos Campos/UNESP, uma atuando no Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IP&D/UNIVAP na área de caracterização de materiais. Três deles atuam em empresas do ramo de processamento de materiais, empresa VTX, dedicada a processos a Plasma, empresa ATTIC Engenharia com atuação no ramo de usinagem e empresa Polaris, dedicada ao ramo de transformação e processamento de materiais Metálicos. Um doutorou-se em Engenharia Biomédica pela UNIVAP, e infelizmente o contato foi perdido após este período. Um egresso imediatamente após a conclusão de sua titulação iniciou seu doutoramento na França.
4.4. ESTRUTURACURRICULAR
O programa de mestrado profissional deverá ter seus créditos integralizado e concluído em um prazo mínimo de 18 meses e máximo de 24 meses, e em casos especiais sob autorização prévia da Congregação do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IP&D/UNIVAP, após julgar a justificativa substanciada apresentada pelo orientador, o prazo poderá ser prorrogado por no máximo 6 meses.
A titulação ocorrerá com a realização da apresentação pública de dissertação e apresentação de um produto tecnológico, salvo em casos de sigilo industrial acordado no momento da determinação do projeto.
Para a autorização da realização da defesa da dissertação e apresentação do produto, o discente deverá ser aprovado no exame de proficiência em língua inglesa, exame de qualificação e apresentar ao menos 1 artigo submetido em revista indexada na área de Materiais com estratificação perante a CAPES igual ou superior ao mínimo exigido no documento de área vigente para o ano da defesa.
A Figura 4 mostra esquematicamente as etapas do processo de formação de um Mestre Profissional salientando os prazos a serem cumpridos durante sua permanência e desenvolvimento de seu projeto junto ao PPGPM.