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--- ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA --- --- Mandato 2013-2017 --- --- SESSÃO EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM VINTE E SETE DE OUTUBRO DE DOIS MIL E QUINZE --- ---ATA NÚMERO OITENTA E QUATRO --- --- Aos vinte e sete dias do mês de outubro de dois mil e quinze, e em cumprimento do disposto no artigo quadragésimo quinto da Lei número cento e sessenta e nove de mil novecentos noventa e nove, de dezoito de setembro, com a redação dada pela Lei número cinco-A de dois mil e dois, de onze de janeiro, em vigor, a contrario, por força da norma revogatória constante do artigo terceiro, da Lei número setenta e cinco de dois mil e treze, de doze de setembro, reuniu a Assembleia Municipal de Lisboa, na sua Sede, sita no Fórum Lisboa, na Avenida de Roma, em sessão extraordinária, sob a presidência da sua Presidente efetiva, Excelentíssima Senhora Maria Helena do Rego da Costa Salema Roseta, coadjuvada pelo Excelentíssimo Senhor Rui Paulo da Silva Soeiro Figueiredo e pela Excelentíssima Senhora Rosa Carvalho da Silva, respetivamente Primeiro Secretário e Segunda Secretária, em exercício --- --- Assinaram a “Lista de Presenças”, para além dos mencionados na Mesa da Assembleia, os seguintes Deputados Municipais: --- --- Álvaro da Silva Amorim de Sousa Carneiro, Ana Maria Gaspar Marques, Ana Maria Lopes Figueiredo Páscoa Baptista, Ana Sofia Soares Ribeiro de Oliveira Dias, André Moz Caldas, André Nunes de Almeida Couto, António Modesto Fernandes Navarro, Artur Miguel Claro da Fonseca Mora Coelho, Augusto Miguel Gama Antunes Albuquerque, Belarmino Ferreira Fernandes da Silva, Carla Cristina Ferreira Madeira, Carlos José Pereira da Silva Santos, Cláudia Alexandra de Sousa e Catarino Madeira, Cristina Maria da Fonseca Santos Bacelar Begonha, Daniel da Conceição Gonçalves da Silva, Diogo Feijó Leão Campos Rodrigues, Fábio Martins de Sousa, Fernando Manuel Moreno D’Eça Braamcamp, Fernando Manuel Pacheco Ribeiro Rosa, Floresbela Mandes Pinto, Hugo Alberto Cordeiro Lobo, Hugo Filipe Xambre Bento Pereira, Inês de Drummond Ludovice Mendes Gomes, Isabel Cristina Rua Pires, João Alexandre Henriques Robalo Pinheiro, João Diogo Santos Moura, João Luís Valente Pires, João Manuel Costa de Magalhães Pereira, Joaquim Maria Fernandes Marques, José Alberto Ferreira Franco, José António Cardoso Alves, José António Nunes do Deserto Videira, José Luís Sobreda Antunes, José Manuel Marques Casimiro, José Roque Alexandre, Luís Pedro Alves Caetano Newton Parreira, Mafalda Ascensão Cambeta, Manuel Malheiro Portugal de Nascimento Lage, Margarida Carmen Nazaré Martins, Margarida Maria Moura Alves S. A. Saavedra, Maria Cândida Rio de Freitas Cavaleiro Madeira, Maria da Graça Resende Pinto Ferreira, Maria Irene dos Santos Lopes, Maria Simoneta Bianchi Aires de Carvalho Luz Afonso, Maria Sofia Mourão de Carvalho Cordeiro, Maria Luisa de Aguiar Aldim, Miguel Alexandre Cardoso Oliveira Teixeira, Miguel Farinha dos Santos da Silva Graça, Miguel Nuno Ferreira da Costa Santos, Natalina Nunes Esteves Pires Tavares de Moura, Patrocinia Conceição Alves Rodrigues Vale César, Pedro Miguel de Sousa Barrocas Martinho Cegonho, Ricardo Amaral Robles, Ricardo Manuel
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Azevedo Saldanha, Rodrigo Nuno Elias Gonçalves da Silva, Rita Susana da Silva Guimarães Neves Sá, Rute Sofia Florêncio Lima de Jesus, Sandra da Graça Lourenço Paulo, Sérgio Sousa Lopes Freire de Azevedo, Vasco Miguel Ferreira dos Santos, Victor Manuel Dias Pereira Gonçalves, Sandra Cristina Andrade Carvalho, Margarida Morais, Miguel Martins Agrochão, Natacha Machado Amaro, Ana Luisa Flores de Moura e Regedor, Artur David Cunha Reis, Ricardo Filipe Barbosa Santos, Nelson Pinto Antunes, Patricia Caetano Barata, Luís Lucas Lopes. --- --- Fizeram-se substituir, ao abrigo do disposto no artigo 78.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redação dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, o qual se mantém em vigor por força do disposto, à contrário sensu, na alínea d), do n.º 1, do artigo 3.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, e do artigo 8.º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, os seguintes Deputados Municipais: --- --- Pedro Filipe Mota Delgado Simões Alves (PS), Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar por um dia, tendo sido substituído pelo substituto legal, Deputado Municipal Artur David Cunha Reis. --- --- Davide Miguel Santos Amado (PS), Presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, por um dia, tendo sido substituído pelo substituto legal, Deputada Municipal Margarida Morais. --- --- Tiago Miguel de Albuquerque Nunes Teixeira (PSD), por um dia, tendo sido substituído pelo Deputada Municipal Nelson Pinto Antunes. --- --- Carlos de Apoim Vieira Barbosa (PSD), por um dia, tendo sido substituído pelo Deputada Municipal Patrícia Caetano Barata. --- --- Vasco André Lopes Alves Veiga Morgado (PSD), Presidente da Junta de Freguesia de Santo António, por um dia, tendo sido substituído pelo substituto legal, Deputado Municipal Ricardo Filipe Barbosa Santos. --- --- Miguel Tiago Crispim Rosado (PCP), por um dia, tendo sido substituído pelo Deputado Municipal Miguel Martins Agrouchão. --- --- Deolinda Carvalho Machado (PCP), por um dia, tendo sido substituído pela Deputada Municipal Natacha Machado Amaro. --- --- Mariana Rodrigues Mortágua (BE), por um dia, tendo sido substituída pela Deputada Municipal Sandra Cristina Andrade Carvalho. --- --- José Manuel Rodrigues Moreno (PNPN), Presidente da Junta de Freguesia de Parque das Nações, por um dia, tendo sido substituído pelo substituto legal, Deputado Municipal Luís Alberto Lucas Lopes. --- --- Fernando José da Silva e Nunes da Silva (IND), por um dia, tendo sido substituído pela Deputada Municipal Ana Luisa Flores de Moura e Regedor. --- --- A Câmara esteve representada pelo Senhor Presidente da CML, Fernando Medina e pelos Senhores Vereadores: Duarte Cordeiro, Manuel Salgado, João Paulo Saraiva, Jorge Máximo, Carlos Castro, José Sá Fernandes, Catarina Vaz Pinto, João Afonso e Rui Franco. --- --- Estiveram ainda presentes os Senhores Vereadores da oposição: António Prôa, João Gonçalves Pereira, Carlos Moura e Alexandra Barreiras Duarte. ---
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--- Às quinze horas e quinze minutos, constatada a existência de quórum, a Senhora Presidente da Assembleia declarou aberta a reunião. --- --- A Senhora Presidente, no uso da palavra, fez a seguinte intervenção: --- ---“Boa-tarde Senhoras e Senhores Deputados Municipais vamos dar início à Sessão uma vez que já temos quórum, embora ainda não esteja presente o Senhor Presidente da Câmara, deve estar a chegar. --- --- Eu vou aproveitar para fazer alguns avisos, queria fazer alguns avisos que são os seguintes: na próxima terça-feira não temos sessão, não há matéria que justifique a convocação de uma sessão, na próxima terça-feira não há sessão; de hoje a quinze dias temos uma sessão de perguntas à Câmara, eu depois enviarei o habitual email a todos os representantes para indicar o prazo para darem os temas das perguntas e penso que vamos discutir o Plano e o Orçamento no dia 24; a Sessão do dia 17 ainda veremos em Conferência de Representantes se querem fazer declarações políticas ou como é que querem organizar a sessão, temos alguns pontos na Ordem de Trabalhos, mas isso veremos em Conferência de Representantes. --- --- De qualquer maneira na próxima semana, que é o que está mais perto, não temos sessão, temos uma quantidade enorme de reuniões já convocadas para discussão de Plano e Orçamento, portanto, todas as Comissões já estão a trabalhar nessas matérias e queremos que sejam profundamente estudadas. --- --- Aquela proposta que já cá veio duas vezes e voltou para trás, a 507 relacionada com a hasta pública, eu entendi devolvê-la novamente à 1ª. Comissão para se verificar finalmente se a documentação já está completa, se não está completa, já vieram mais coisas da Câmara e, portanto, essa proposta 507 baixou novamente à 1ª. Comissão. ---- --- Nós para hoje temos quatro pessoas inscritas, temos a honra de ter na nossa presença uma Delegação do Parlamento de Seul, que nos visita e, portanto, eu vou pedir uma salva de palmas aos nossos visitantes. --- --- São representantes da Estrutura Metropolitana de Seul, portanto, representam cerca de 10 milhões de habitantes, nós somos aqui bem mais pequenos, já lhes explicámos a diferença de organização, mas em todo o caso é com prazer que os recebemos. --- --- Vamos então agora dar início às intervenções do público, temos quatro munícipes inscritos a quem eu peço para se dirigirem aqui à tribuna. --- ---- Começando pelo primeiro, é o Senhor Luís Filipe Paisana, muito bem, já é um nosso conhecido e bastante ativo membro de uma Associação de Moradores que vem aqui pôr um problema que já não é a primeira vez que o faz, mas vamos ouvi-lo. --- --- O Munícipe já sabe as regras da casa, portanto, este é um tema que nos vai falar, que tem estado na Agenda e que é a questão dos excessos da vida noturna na cidade.” - --- O Senhor Luís Filipe Paisana, morador na Travessa das Mercês, 6- 4ºA Lisboa. --- --- O Senhor Luís Filipe Paisana fez a seguinte intervenção: --- --- “Muito boa-tarde Excelentíssima Senhora Presidente da Assembleia Municipal Arquiteta Helena Roseta, Distintos Senhores Deputados Municipais, Executivo da Câmara Municipal, jornalistas e munícipes. ---
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--- O assunto que me traz aqui mais uma vez é a questão dos problemas da vida noturna e na sequência das várias queixas de moradores da Freguesia da Misericórdia e em particular dos bairros históricos da Bica e Bairro Alto e dos resultados até agora obtidos que incentivam de certa forma os estabelecimentos de diversão noturna a continuar com as suas práticas ilegais e que colocam diariamente em causa os mais elementares direitos dos moradores, nomeadamente direito ao sono e ao descanso. --- --- Na sequência do alastrar deste problema a outras zonas da cidade, Cais do Sodré, Príncipe Real, Arco Cego, Campo de Ourique, Santos, etc., com queixas cada vez mais frequentes e em maior número de moradores, situação que tem sido alertada pela AMBA, pela Associação de Moradores, há já alguns anos ao Senhor Presidente da Câmara em vários fóruns, incluindo reuniões descentralizadas perguntamos para quando a proibição, venda e consumo de álcool na via pública. --- --- Sabemos que não é uma competência da Câmara Municipal de Lisboa, mas que poderá e deverá exercer a sua pressão junto dos Deputados da Assembleia da República para a sua apresentação, aliás, já foi aprovado em 2003 nesta Assembleia esta proibição. --- --- Em coordenação com o Governo legislar, aliás já foi aprovada em 2003 nesta Assembleia esta proibição. Em coordenação com o Governo legislar para controlo e regulamentação do turismo na cidade, nomeadamente implementação de boas práticas e boas regras como por exemplo o alojamento local e não só e respetiva fiscalização, isto tem impacto no descanso, na higiene em várias áreas das freguesias. --- Coordenar com o Ministério da Administração Interna a permanência de utentes a consumir e a provocar ruídos na via pública até alta madrugada. --- --- Transferência e deslocalização de estabelecimentos comerciais de vida noturna que produzem mais ruído e que vendem álcool para a rua, para as zonas não residenciais, têm-se falado em zonas ribeirinhas, para quando? --- --- Fim do licenciamento zero no centro histórico, exigência de critérios mais restritos para novos pedidos que deverão ser sempre analisados caso a caso, este pedido como sabem já foi efetuado por algumas juntas de freguesia. --- --- Sensibilização dos estabelecimentos de diversão noturna para o equilíbrio fundamental que deve existir numa zona residencial, sobretudo responsabilizando-os pelo controle dos seus clientes que consomem fora do estabelecimento pela limpeza do espaço público à sua frente e por haver respeito pelos moradores, uma vez que estamos em zonas residenciais. --- --- Exigir às empresas fornecedoras sobretudo de álcool que cumpram a sua responsabilidade social e que paguem os prejuízos pelo desgaste do património público e privado aquando da utilização de camiões de grande porte em ruas estreitas como nos bairros históricos, pelo lixo provocado pelos milhares de copos e garrafas abandonados na rua”. --- --- A Senhora Presidente, no uso da palavra, fez a seguinte intervenção: --- --- “Eu vou pedir-lhe que sintetiza uma vez que já acabou o seu tempo.” --- --- O Senhor Luís Filipe Paisana fez a seguinte intervenção: ---
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--- “Sim Senhora, eu vou só então deixar o documento. --- --- Haverá mais medidas, queria só terminar com duas. Dada a reconhecida inoperância do processo de medições de som nos estabelecimentos, alvo de inúmeras queixas dos moradores, sugere-se o que já foi referido em várias reuniões, incluindo reuniões de descentralizadas, a avaliação por Polícia ou fiscais com equipamentos de medição de com certificados que possam verificar e penalizar na hora quem está em incumprimento com um impacto dissuasivo nos outros comerciantes imediato e aumento de receitas da Câmara. --- --- Terminava, para quando a Câmara vai ouvir e escutar os munícipes porque uma cidade e os seus bairros começam sempre pelos moradores. Muito obrigado”. --- --- A Senhora Presidente, no uso da palavra, fez a seguinte intervenção: --- --- “Muito obrigada. A Mesa tomou a devida nota das suas propostas e fá-las-emos chegar a quem de direito. --- --- Entretanto temos mais um Munícipe inscrito, o Senhor Fernando Silvestre, é relacionado com uma Reclamação relativamente a uma obra ilegal”. --- --- O Senhor Fernando Silvestre, morador na Rua Quinta de Santa Maria, 19- Bairro da Encarnação – Lisboa. --- --- O Senhor Fernando Silvestre fez a seguinte intervenção: --- --- “Peço perdão mas não disse que era ilegal!” --- --- A Senhora Presidente, no uso da palavra, fez a seguinte intervenção: --- --- “Eu peço desculpa, mas “ilegítima” está aqui dito, considerando ilegítima eu é que me precipitei.” --- --- O Senhor Fernando Silvestre fez a seguinte intervenção: --- --- “Bom, não é primeira vez que aqui venho, é a segunda vez e estive aqui há um tempo atrás e esta segunda vez relaciona-se com a primeira e dessa primeira vez que aqui vim, vim protestar nessa altura vim protestar contra ao facto de se ter erigido uma parede junto ao muro de separação do meu quintal. --- --- Não foi a primeira vez que o fiz, tinha-o feito anteriormente, por escrito, e tive digamos que a grata surpresa de receber da parte da Câmara Municipal duas notificações devidamente assinadas declarando que a minha reclamação não tinha fundamento, que era infundada. --- --- Por conseguinte se era infundada eram também adicionados, eram também referidas as razões pelas quais era infundada e meu pedido e o meu protesto, por conseguinte não venho aqui protestar e não venho aqui fazer nenhuma reclamação, venho apenas fazer uma leitura muito breve de um texto que foi determinado pelas razões que foram indicadas pela Câmara e vou lê-lo o mais rapidamente possível: ”Não venho pedir justiça, foi feita justiça! A prova tenho-a eu aqui sob a forma de dois documentos, são duas notificações, com a chancela da Câmara Municipal de Lisboa e com as assinaturas de Leonor Crinet e João Guerreiro. --- --- Ambos os documentos afirmam que é legal edificar-se uma parede junto diretamente a um muro que separa dois quintais! Há uns tempos atrás o que era legal era construir uma parede a uma determinada distância de um muro que separasse duas propriedades, quem assim procedesse não correria certamente o risco de ver
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contestada a sua ação e não teria certamente de enfrentar ninguém a exigir que a respetiva construção fosse feita diretamente junto a esse muro. --- --- Aparentemente tal situação apoiar-se-ia no senso comum ou no bom senso, como queiramos chamar-lhe, mas a Lei mudou e salvo melhor opinião parece-me que lhe falta o esteio do senso comum ou no bom senso, como queiramos chamar-lhe! --- --- Há séculos, no século XVIII houve alguém, Descartes, que afirmou ser o bom senso a coisa mais bem distribuída do mundo, foi preciso no entanto chegar-se ao Século XXI para se constatar que provavelmente não é bem assim! --- --- Outro contemporâneo de Descartes, Pascal veio afirmar que o coração tem razões que a razão desconhece! Não é evidentemente o caso presente, aqui no entanto afigurasse-me que aproveitando a estrutura se poderia dizer que o “negócio”, e peço que se entenda o termo na acessão brasileira de “assunto” terá razões que a razão desconhece. --- --- Permitam-me que acrescente apenas e para terminar mais uma citação: “dura lex, sed lex” diziam os latinos. Ora no caso presente a Lei será dura nos seus efeitos mas não o é na sua natureza, é antes dúctil, plástica, adaptável e assim sendo só me resta cumprimentar os habilidosos autores de tão flexível objeto jurídico e disso dar testemunho público.” --- --- Foi isso que aqui vim fazer. Muito obrigado pela vossa atenção.” --- --- A Senhora Presidente, no uso da palavra, fez a seguinte intervenção: --- --- “ Muito obrigada, tomámos devida nota da forma como expôs a sua questão, naturalmente iremos agora verificar se a Câmara tem algum esclarecimento adicional relativamente a essas duas notificações que recebeu e à questão legal que aqui colocou de interpretação da Lei. Muito obrigada. --- --- Vamos passar ao orador seguinte, o Senhor Belisário Pereira Martins, trata-se de uma questão relacionada com um quiosque na zona de Telheiras e, portanto, vamos ver o que é que o Senhor Belisário tem para nos dizer.” --- ---O Senhor Belisário Pereira Martins, morador na Rua Bernardino Santareno, 25-3ª. B Miratejo – Corroios. --- --- O Senhor Belisário Pereira Martins fez a seguinte intervenção: --- --- “Ora muito boa-tarde Excelentíssima Senhora Presidente da Assembleia Municipal Doutora Helena Roseta, na ausência do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Doutor Fernando Medina, os cumprimentos para ele, para os Senhores Vereadores, para os Senhores Autarcas e para o público em geral. --- --- Tenho um quiosque, o “Príncipe” em Telheiras desde 1991 cujos custos de implantação e funcionamento custaram cerca de 30 mil contos, com empréstimos ao Banco. --- --- Fui funcionário da CARRIS e quadro permanente da Armada Portuguesa em 1970. Vivo com dificuldades pois a minha reforma de invalidez são 467 euros e pago ao Banco 257 euros do empréstimo para a implantação do mesmo quiosque. --- --- O pouco que tiro do quiosque mal dá para viver, tive 9 enfartes e um ATC, sofro de doença crónica, de epilepsia e do foro psiquiátrico, tomo 16 comprimidos por dia e estive preso pela PIDE aos 13 anos e na tropa agravou-se a doença. ---
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--- Hoje estou estável, vivo pressionado com a decisão de um novo quiosque em Lisboa e com as condições que têm os novos para melhor poder trabalhar junto de cidadãos. --- --- Fiz a Campanha do Doutor Jorge Sampaio para esta Câmara, fiz a Campanha do Senhor General Ramalho Eanes para a Presidência da República, fui motorista do Presidente da FIFA João Havelange. Trabalhei na CARRIS, fui fiel à liberdade e à democracia, até hoje nunca me baixei para pedir nada a ninguém e espero que o Senhor Vereador Arquiteto João Afonso me possa receber no seu gabinete para transmitir as minhas preocupações e aquilo que me vai na alma e as dores que me vão na cabeça. --- --- A dúvida de entrega de um novo quiosque na minha cabeça faz-me sofrer pesadelos, até que a Doutora Ana Lúcia Ribeiro tem o meu processo no Gabinete de Direito Social. --- --- Nasci no Terreiro do Paço onde a minha mãe morreu após o meu parto! Desculpem lá mas é uma parte que me toca muito! Nasci no Posto da Cruz Vermelha no Terreiro de Paço, em nome dos Direitos Sociais e Humanos aquilo que eu peço aqui nesta Assembleia é que me ajudem! --- --- Fui Militar de Abril, fiz a Luta dos Deficientes das Forças Armadas e os inquéritos oficiais através do Ministério da Defesa Nacional, daqueles Militares falecidos e às famílias que viviam das pensões de sangue no Distrito de Lisboa. --- --- Obrigado a todos pelo tempo que vos fiz perder mas tinha que vir a esta Assembleia falar em nome daqueles que têm quiosques como eu e que deram a vida à procura de um pão, porque na CARRIS eu fui escorraçado por ser um militante da liberdade. Obrigado.” --- --- A Senhora Presidente, no uso da palavra, fez a seguinte intervenção: --- --- “Muito obrigada nós Senhor Belisário, naturalmente o Senhor Vereador João Afonso também ouviu a intervenção. A Mesa irá encaminhar esta sua intervenção para ver o que é que é possível resolver no seu caso. --- --- Temos a última intervenção, o Senhor António Mariano, que nos pretende falar da situação laboral no Porto de Lisboa, naturalmente as intervenções são livres mas é importante que o Senhor António Mariano saiba e reconheça que isso é uma matéria que transcende as competências da Assembleia Municipal e, portanto, será certamente apenas para sensibilizar os Senhores Deputados uma vez que não é competência da Câmara nem da Assembleia, mas tem a palavra.” --- --- O Senhor António Mariano, morador na Rua do Alecrim, 25 1º. 1200-014 Lisboa. --- --- O Senhor António Mariano fez a seguinte intervenção: --- --- “Muito obrigado Senhora Presidente, nós temos a noção disso e eu digo nós porque eu sou o Presidente do Sindicato dos Estivadores e é em nome de todos os estivadores do Porto de Lisboa que estou aqui a falar. --- --- É realmente uma questão complexa, aliás a Senhora Arquiteta e o Senhor Presidente teve oportunidade quando do processo legislativo também de participar e intervir na sua discussão. ---
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--- Eu aqui só vinha transmitir, enfim, o ponto mais atual da situação face às consequências que essa mesma Lei está a ter em Lisboa e noutros portos, e pela importância que realmente o Porto de Lisboa também tem para a cidade, daí gostarmos de trazer aqui essa sensibilidade, embora saibamos que teremos que falar a outros níveis, mas o que efetivamente se passou, como todos estarão recordados foi que há 3 anos, há cerca de 3 anos decorreu um processo legislativo para aprovar uma Lei contra a qual os estivadores lutaram durante meses na rua. --- --- A verdade é que ela foi aprovada pela maioria que estava no poder e nós na altura já alertávamos para as consequências dramáticas que ela iria provocar na segurança de emprego dos estivadores ao longo do país. --- --- Dezenas de estivadores foram entretanto despedidos em Aveiro, dezenas de estivadores foram despedidos em Lisboa, enfim, encetámos formas de luta e conseguimos readmitir cerca de 5 dezenas de trabalhadores em Lisboa, só que a questão tem-se vindo a agudizar. --- --- O que se passa efetivamente é que nós durante os últimos meses temos andado envolvidos num processo negocial do novo contrato coletivo de trabalho, é algo que nós de boa-fé temos discutido com os nossos parceiros sociais, só que chegámos à conclusão nos últimos tempos que temos andado a fazer parte de um processo em que o outro lado está de má-fé, portanto, numa primeira fase da negociação principalmente as empresas do grupo Mota-Engil criaram uma empresa concorrente àquela onde estão empregados os estivadores, os estivadores profissionais de Lisboa, da PUL, enfim, foi daí que vieram as primeiras formas de luta em 2013. --- --- Voltámos para a mesa e num ano andámos a negociar e fomos confrontados há cerca de um mês com a decisão das associações empresariais de Lisboa de declararem como caduco, portanto, a caducidade do atual contrato coletivo de trabalho. --- --- Como se tal não bastasse, isso vai-se verificar a partir do próximo dia 15 de novembro, como se tal não bastasse tivemos a informação uns dias depois de que todo o negócio dos terminais portuários em Lisboa tinha sido vendido a um grupo Turco, ou estaria em fase de ser vendido a um grupo Turco que vai ficar com o controle da maioria dos terminais portugueses, enfim, com exceção daquele terminal em Sines que é de uma empresa de Singapura, e a questão é esta, nós neste momento estamos a sentirmo-nos perfeitamente enganados em todo este processo porque além da Lei ter permitido toda esta precaridade instalar-se nos portos portugueses e genericamente instalou-se em todos, aqui corremos o risco de um despedimento coletivo porque é para isso que estão cridas as condições. --- --- Portanto, nós vamos deixar aqui uma explicação mais detalhada do que é que se está a passar, trouxemos uma comunicação nossa, temos uma página de Facebook onde tudo isto irá ser diariamente atualizado. Vamos certamente decidir no final desta semana entrar em formas de luta e isso vai ser complicado para a cidade mais uma vez e para a sua economia, mas nós não temos outra forma senão essa para defender os nossos postos de trabalho e era disso que queríamos vir aqui dar nota. ----
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--- Só um último apontamento para dizer que lamentavelmente anteontem um trabalhador do Porto de Sines, o tal terminal de Singapura, teve um acidente, enfim, diria que quase fatal, neste momento ainda não posso dizer como é que a situação acabou, mas toda esta precaridade também provoca uma forma de trabalhar muito mais acelerada e, enfim, muito mais instabilidade e mais uma vez vamos ter provavelmente um desenlace fatal num acidente nos portos portugueses. --- --- Nós vamos com certeza reagir a tudo isto, vai haver instabilidade no Porto de Lisboa, mas nós não podemos fazer outra coisa senão atacarmos o problema na sua raiz. --- --- Muito obrigado.” --- --- A Senhora Presidente, no uso da palavra, fez a seguinte intervenção: --- --- “ Muito obrigada Senhor António Mariano, naturalmente os Senhores Deputados também ficam alertados e agradecemos que tenha vindo alertar-nos antecipadamente sobre essa expectativa de dificuldades que se estão a viver e eventualmente situações que podem afetar a economia da cidade e que a nós nos preocupa também bastante. ---- --- Senhores Deputados Municipais terminou a intervenção do público. --- --- Vamos agora dar início ao Debate anual sobre o Estado da Cidade.” --- --- PERÍODO DA ORDEM DO DIA --- --- PONTO ÚNICO – DEBATE ANUAL SOBRE O ESTADO DA CIDADE; AO ABRIGO DO ARTIGO 41º DO REGIMENTO; GRELHA E (5XGRELHA B), MÁXIMO 5 HORAS; --- --- Formato do debate, de acordo com o artigo 41º do Regimento: --- --- A Sessão inicia-se com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal, seguida de um período de perguntas e respostas findo o qual deve começar o debate generalizado. --- --- Os tempos de intervenção são distribuídos de acordo com o definido na grelha e constante do Anexo I ao Regimento --- --- O debate termina com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal. --- --- A Senhora Presidente da Assembleia, no uso da palavra, fez a seguinte intervenção: --- --- “A Mesa aceitará uma pergunta de cada Bancada e o Senhor Presidente da Câmara responderá e depois passaremos ao debate generalizado através de inscrições com as rondas habituais. --- --- A grelha não define qual é o tempo necessário para a pergunta nem para cada uma das intervenções, portanto, os Senhores Deputados vão gerir o vosso tempo assim como entenderem O debate termina com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal, portanto, vamos dar início ao debate e o Senhor Presidente da Câmara tem um tempo para intervenção. Ora a intervenção inicial não está especificada de quanto tempo é a intervenção inicial e quanto é que á a intervenção final, portanto, é para gerir o tempo como entenderem. --- --- Tem a palavra o Senhor Presidente da Câmara.” --- ---O Senhor Presidente da Câmara, no uso da palavra fez a seguinte intervenção: --
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--- “Senhora Presidente da Assembleia Municipal, Senhores Deputados Municipais, Caros Colegas Vereadores. --- --- É com gosto que me dirijo a esta Assembleia, no Debate do Estado da Cidade, que ocorre precisamente a meio do mandato no governo da cidade e podemos neste momento sintetizar o estado da cidade em três aspetos fundamentais, o primeiro dos quais é que registamos a cidade um dinamismo económico forte numa parte importante da cidade de Lisboa. --- --- É indiscutível que uma parte da cidade de Lisboa conhece hoje uma dinâmica económica e uma vivacidade económica como há muito não se conhecia e não se via na cidade, o turismo, que é hoje um dos pilares económicos da cidade registou entre janeiro e junho um crescimento do número de dormidas superiores a 11, 2%, mesmo depois de em 2014 já ter crescido mais de 13%, isto significa que nós teremos certamente em 2015 o melhor ano de sempre do ponto de vista do turismo na cidade de Lisboa no que será o quinto ano consecutivo. --- --- Isto faz de Lisboa uma cidade ímpar à escala internacional que tem sido sucessivamente galardoada do ponto de vista qualitativo por esta capacidade da cidade atrair turistas e mostra uma capacidade do turismo hoje ser um dos pilares económicos muito importantes da cidade, do emprego e para a vida da cidade de Lisboa. --- --- Em segundo lugar destaco a pujança do ecossistema empreendedor da cidade, das start-up’s, do sistema ligado ao sistema científico e tecnológico, às universidades que adquirem hoje uma importância central para a cidade mas também para o país. --- --- O que hoje se passa a partir de Lisboa é um fenómeno único no país em que o nosso sistema de ensino superior de financiamento empresarial, de financiamento à investigação está hoje a gerar resultados do ponto de vista da dinâmica empreendedora de novas gerações que já nos colocam num patamar de referência a nível internacional. --- --- Durante muito tempo vimos o empreendedorismo como algo incapaz de ultrapassar uma barreira da escala do ponto de vista da criação do emprego e da criação das empresas, hoje Lisboa está a ultrapassar esta barreira e o facto de virmos a receber e de termos sido escolhidos como sede da Web Summit, o mais importante evento internacional em matéria de empreendedorismo e tecnologias de informação a partir dos próximos anos, mostra bem da centralidade e do papel que Lisboa já tem. --- --- Quero destacar em terceiro lugar a dinâmica de criação de empresas, em Lisboa criaram-se neste ano cerca de 2 mil 440 empresas num saldo líquido entre a criação e a destruição superior a 650 novas empresas no primeiro semestre deste ano e vemos também os sinais da economia e da vibração económica da cidade em elementos que até há alguns anos nos eram alheios, como a dinâmica da recuperação e da reabilitação urbana, nomeadamente na Baixa de Lisboa. --- --- Em 2015 deram entrada nos serviços da Câmara para a Baixa Pombalina 113 processos de licenciamento para reabilitação de edificado, no registo mais alto dos últimos anos e que atesta de forma clara o dinamismo conhecido no setor. --- --- Por último destaco não só a evolução recente das receitas do IMT que confirmem o dinamismo do mercado imobiliário mas também a crescente procura que a cidade
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tem registado por prédios de escritórios para o alojamento de novas empresas e de novas atividades. --- --- Estas pois são as marcas que vos quero trazer do que é um primeiro ponto que me parece claro e que me parece marcante da vida hoje e do estado da cidade de Lisboa que é o facto de estarmos num momento de dinamismo económico importante, com manifestações em múltiplos e importantes setores. --- --- Mas a segunda marca da cidade de Lisboa, do estado da cidade e ao qual nenhuma governação responsável pode não prestar a devida atenção, é a manutenção na cidade de marcas profundas, de feridas profundas no tecido social resultantes da crise prolongada que o país viveu, fruto da política de austeridade que causou e que dificultou a recuperação em extratos com mais dificuldade e do facto do modelo económico que hoje a cidade de Lisboa apresenta de dinamismo em setores mais modernos, mais qualificados, mais avançados, coloca necessariamente depressão sobre a exclusão em extratos largos da cidade de Lisboa que se veem privados do acesso aos benefícios da parte dinâmica da economia da cidade. --- --- Este ponto é um ponto importante de diagnóstico da cidade de Lisboa e não o entender e não o colocar na sua devida conta é em minha opinião não compreender a profundidade e a diversidade social do que se passa no território da cidade de Lisboa, a cidade de Lisboa tem hoje esta dupla faceta, uma parte de dinamismo económico de atividades económicas que puxam pelo melhor da cidade, assentes nos setores mais qualificados e que puxam pelas dinâmicas mais qualificadas, mas a verdade é que a cidade de Lisboa encerra hoje também em si importantes polos de exclusão, alguns resultantes do prolongamento da crise, mas alguns também e esses os que nos colocam o maior desafio do ponto de vista estrutural, aqueles que dificilmente terão acesso ao novo modelo económico que está a vingar e a vencer na cidade de Lisboa. --- --- Exemplo disto são não só os números do desemprego, a exclusão e a concentração de áreas de exclusão em áreas geográficas muito determinadas e precisas da cidade e que têm expressão num número, que é no fundo o número que nos próprios Bairros Municipais da Câmara de todos aqueles que solicitam e beneficiam de reduções das rendas por motivos de necessidade económica. --- --- Só este ano a redução das rendas que será atribuída pela GEBALIS, pela Câmara Municipal de Lisboa será superior a 3 milhões de euros, o que demonstra bem o que é o esforço e o impacto que esta situação está a causar sobre um conjunto significativo de famílias, mas também da nossa capacidade de resposta nesta área. --- --- Terceiro lugar e o terceiro ponto que destacaria no estado da cidade é o facto de a cidade dispor de uma governação sólida, coesa e determinada para responder aos desafios com que a cidade está confrontada. --- --- Esta é uma marca da maior importância porque chegando a meio do mandato, e estamos hoje a meio do mandato, a maioria que compõe e que sustenta o Executivo dá mostras não só da sua solidez mas fundamentalmente da sua capacidade e energia para responder aos desafios da cidade. --- --- Quero Senhora Presidente e Senhores Deputados desenvolver mesmo este ponto porque este é o ponto fundamental que é concentrarmo-nos sobre a governação da
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cidade de Lisboa, o que fazer na dinâmica que conhecemos da cidade relativamente à situação económica, relativamente às dinâmicas de exclusão que ela naturalmente comporta, o que fazer e como orientar a governação da cidade? --- --- E quero dizer aqui com gosto que esta tem sido uma governação que se marcou e que se está a marcar por ser um bom governo, um governo de boas contas! Nunca em nenhum outro período recente da história de Lisboa a Câmara Municipal foi capaz de contribuir tanto para a atividade económica da cidade pelo facto de ter as contas em ordem. --- --- Em nenhum outro momento da história recente da cidade a Câmara Municipal de Lisboa pagou a pronto aos seus fornecedores, nunca em nenhum momento da história recente da nossa cidade fomos capazes de continuar a reduzir sustentadamente a dívida e nunca, como em nenhum momento da história da nossa cidade, da história recente, somos capazes de assumir que é o nosso compromisso até ao final do mandato honrarmos a pronto os compromissos com os fornecedores da nossa cidade! -- --- Em segundo lugar a marca desta governação é uma governação mais próxima e mais participada, agimos por convicção na Reforma Administrativa, estabelecemos com as Juntas de Freguesia uma parceria estratégica para a implementação da Reforma Administrativa e conseguimos hoje, dois anos depois podemos todos considerar que enfrentamos e que ultrapassamos uma parte muito substancial das principais dificuldades à implementação desta Reforma. --- --- Começamos hoje a sentir todos, Câmara, Juntas de Freguesia, mas fundamentalmente a Cidade os benefícios de uma aposta bem-sucedida que foi a aposta da Reforma Administrativa, isto é, de colocar num nível político das Juntas de Freguesia responsabilidades que antes estavam atribuídas a um nível Administrativo Central da Câmara Municipal de Lisboa.--- --- Todos os dias vemos exemplos destes resultados e estou certo que até ao final do mandato mais e melhores resultados vamos ver em serviço dos nossos munícipes, mas quero aqui aproveitar este momento para deixar claro que o nosso compromisso é um compromisso de prosseguir na mesma linha, até ao momento, para além das competências próprias que a Lei das freguesias atribuiu às novas Juntas de Freguesia a Câmara Municipal de Lisboa celebrou 35 protocolos de delegação de competências com as novas Freguesias e quero aqui anunciar na Assembleia Municipal que a Câmara Municipal irá dirigir um pedido à Assembleia Municipal, um pedido de autorização genérica de delegação de competências na Câmara Municipal para que dentro de determinadas áreas e até determinados montantes o processo de delegação de competências das Câmaras e das Juntas seja muito mais ágil e muito mais célere porque aquilo que nós sentimos hoje é que há uma capacidade por parte das Juntas de Freguesia em virem a desenvolver e a avançar através de delegação de competências num conjunto mais significativo de áreas, destaco por exemplo intervenções ao nível da manutenção do espaço público e que podemos fazer ao nível dos procedimentos que hoje temos em vigor, uma alteração que nos permita avançar mais rápido relativamente a este processo. ---
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--- Apresentaremos este pedido agora em sede de debate orçamental porque confiamos na filosofia que nos motivou à Reforma Administrativa, mas fundamentalmente porque confiamos nas Juntas de Freguesia como um elemento central de traduzir melhor política ao serviço da cidade. --- --- Senhora Presidente, uma boa governação é, em terceiro lugar, uma governação mais atenta aos problemas do dia-a-dia da cidade e era palavra comum por todos e pela cidade as dificuldades sentidas na manutenção do espaço público e as dificuldades sentidas na manutenção do estado geral da cidade. --- --- Foi para dar resposta a este problema, a este problema central que liga muitos munícipes à Câmara de Lisboa e à estrutura organizativa e administrativa da cidade de Lisboa que não só se procedeu à Reforma que transferiu para as Juntas de Freguesia uma parte das competências, mas como do lado da Câmara Municipal procedemos a duas importantes alterações, a primeira foi a criação de uma unidade da concentração na unidade de coordenação territorial das competências relativamente à manutenção geral da cidade, que estavam dispersas no universo do Município. --- --- A segunda decisão foi a atribuição a esta unidade dos recursos humanos e dos recursos financeiros necessários a uma melhoria sensível nos resultados, hoje, poucos meses depois podemos dizer que estamos a conseguir melhorar os nossos resultados, temos neste momento mais de 35 mil metros quadrados de área pavimentada, foram tapados mais de 1100 buracos em muito poucos meses e foram resolvidas mais de 1200 ocorrências ao nível da iluminação pública. --- --- Perguntam-me porque falará o Presidente da Câmara nas pequenas coisas? Porque as pequenas coisas para uma gestão burocrática e administrativa na cidade são para os munícipes que as sentem muitas vezes as grandes coisas e muitas vezes as únicas coisas que o ligam à vida e à administração da Câmara Municipal de Lisboa! --- --- Responder às pequenas coisas não é preocuparmo-nos com coisas pequenas, é preocuparmo-nos com aquelas coisas, que são grandes, que são de enorme dimensão para os munícipes que as sofrem no dia-a-dia, quero pois neste momento prestar uma agradecimento particular a toda a Equipa da Unidade de Cooperação Territorial e à sua Diretora Municipal, a toda a nova equipa e a todos os trabalhadores desta equipa que em muito pouco tempo conseguiram dar uma nova dinâmica e uma nova capacidade de resposta e um novo serviço aos munícipes da cidade de Lisboa. --- --- Por último Senhora Presidente, boa governação é responder também às urgências da cidade e responder às urgências da cidade era indiscutível para todos a intervenção ao nível dos pavimentos da cidade de Lisboa, lançámos há poucos meses atrás o Programa Pavimentar Lisboa em que estimamos um investimento superior a 25 milhões de euros em intervenção em mais de 150 arruamentos e a recuperação de cerca de 110 quilómetros de rede viária, definimos também que neste programa a intervenção deveria ser diferente da intervenção clássica de simples cobertura, mas deveria ser uma intervenção estrutural que permitisse o reperfilamento de passeios, as intervenções no saneamento, mas também as recuperações do paralelo com as retiradas do paralelo onde ele já não se justificava. ---
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--- Temos hoje um Plano que corre a um excelente ritmo da execução e já são hoje visíveis as melhorias na cidade na execução deste Plano, neste momento estão em execução cerca de 21 arruamentos, correspondendo a um investimento total quando completos de 6,4 milhões de euros, estão em execução arruamentos por toda a cidade de Lisboa, de eixos principais a eixos secundários e em complemento com a intervenção das Brigadas da Unidade de Coordenação Territorial é hoje já visível uma melhoria significativa no que era uma área de prioridade para a cidade. --- --- Senhora Presidente, quando falo que Lisboa dispõe hoje de um Executivo concentrado na boa governação quero sintetizar e reforçar mesmo esta ideia, um Executivo que apresenta e apresentará boas contas, um Executivo que implementou uma Reforma Administrativa sem precedentes e que continua comprometido com a descentralização para as Juntas de Freguesia, uma governação que está hoje mais atenta e a dar resposta aos problemas do dia-a-dia de todos os munícipes e uma governação que está a responder às prioridades da cidade, em particular a prioridade da pavimentação. --- --- Mas, Senhora Presidente e Senhoras e Senhores Deputados, um bom governo da cidade é fundamentalmente aquele que consegue dar resposta aos desafios estratégicos com que a cidade está confrontada e é por isso que uma parte importante da energia do Executivo está concentrada precisamente nisso, em dar resposta áquilo que é estratégico, em dar resposta áquilo que é de fundo, em dar resposta áquilo que é prioritário na definição e para o futuro na nossa cidade. --- --- Destaco em primeiro lugar o desafio da coesão social, referi há pouco que o processo de desenvolvimento económico da cidade está a deixar marcas no nosso tecido social, afirmei também há pouco que um diagnóstico lúcido destes anos de crise só se pode concluir pela permanência na nossa cidade de forma não homogénea, de forma heterogénea, de forma segmentada de feridas sociais profundas em vastos segmentos, pois é precisamente aqui, é precisamente neste local que nós estamos a desenvolver e a intensificar os nossos esforços de resposta, porque um futuro, uma cidade de futuro, a Lisboa do futuro é uma cidade que é uma cidade para todos e não o será e não será uma cidade completa enquanto não for essa cidade para todos, é por isso que temos dado prioridade às execuções dos projetos da expansão da habitação municipal no Bairro do Padre Cruz, onde as obras já iniciaram, no Bairro da Boavista, onde as obras irão iniciar, onde a adjudicação ocorrerá ainda este ano e as obras irão iniciar-se muito em breve, em que já se iniciaram obras de um vasto programa de requalificação dos bairros municipais, onde temos desenvolvido em parceria com a rede social um conjunto muito significativo de programas de apoio social onde estamos a desenvolver já com empreitadas muito significativas um plano de acessibilidade pedonal de garantia de acessibilidade e de direito ao acesso ao espaço público de muitos e muitos munícipes de Lisboa, mas onde queria deixar hoje também aqui a referência de que a Câmara Municipal irá aprovar amanhã em Reunião do Executivo uma estratégia para a integração das pessoas sem-abrigo realizada em articulação com a Santa Casa da Misericórdia e com a Rede Social de Lisboa. ---
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--- O objetivo que temos para os próximos três anos é o de conseguir retirar das ruas de Lisboa 200 pessoas sem-abrigo, retirando-as através de lhes dotar dos instrumentos para uma integração plena na sociedade e de reintegração no mercado de trabalho. --- --- A integração das pessoas sem-abrigo é porventura das temáticas mais complexas e difíceis com que as sociedades se enfrentam, porque asa bolsas de exclusão, que são visíveis enquanto tal, encerram dentro de si uma total e uma absoluta diversidade de casos de exclusão, não há uma situação de sem-abrigos, há uma situação por cada sem-abrigo que esta cidade comporta e compreender a situação de cada pessoa e encontrar respostas para casos individuais é sem dúvida o maior desafio com que estamos confrontados e o compromisso que temos neste Plano Municipal para a integração das pessoas sem-abrigo é precisamente o de encontrarmos em conjunto com os nossos parceiros da Rede Social desde as respostas mais imediatas de emergência às necessidades básicas às respostas mais avançadas até à plana integração, o conjunto completo das respostas capazes de abranger o maior número dos nossos concidadãos que se encontram hoje numa situação de sem-abrigo. --- --- Significa isto termos uma capacidade de resposta para questões básicas, como a requalificação, a reconstrução de balneários e instalações sanitárias, significa isto termos uma capacidade acrescida do ponto de vista dos cuidados médicos e em particular no domínio da área da saúde mental, mas significa também termos as capacidades mais avançadas para uma integração plena no mercado de trabalho e ao nível da formação profissional. --- --- Integrar as pessoas sem-abrigo é tratar de centenas ou milhares de casos individuais na sua história, na sua especificidade, é utilizar múltiplas valências dispersas por muitas entidades, mas é antes de tudo uma obrigação de uma sociedade digna de não desistir de entregar a cada um dos seus concidadãos, que vive numa situação de exclusão as possibilidades para uma integração plena na vida em sociedade. --- --- Retirar abrigos da rua não é dar-lhes um alojamento temporário, retirar sem-abrigos da rua no Plano Municipal de Integração das Pessoas Sem-abrigo, é comprometermo-nos à reintegração plena daqueles concidadãos que pelos azares e pelas circunstâncias da vida caíram na situação de maior exclusão. --- --- Senhora Presidente, Senhores Deputados, o quarto ponto de que vos quero falar do ponto de vista da governação da Câmara prende-se com os avanços na nossa política relativamente à melhoria da qualidade de vida na cidade e permitam-me que destaque os avanços no que é seguramente o projeto mais estrutural, mais de fundo da cidade de Lisboa nas últimas décadas, que é o Plano de Drenagem da Cidade. --- --- O Plano de Drenagem conheceu, como é reconhecido por muitos, as vicissitudes da indefinição institucional relativamente à gestão do sistema de saneamento na cidade de Lisboa, para o bem e para o mal a decisão foi tomada ficando a Câmara na sua posse, mas se não saberemos depois do sopeso das vantagens e das desvantagens, sabemos que houve uma vantagem muito clara, é que houve uma decisão e dessa decisão resultou uma decisão, resultou a decisão de agir e de a Câmara Municipal de Lisboa avançar com o Plano Geral de Drenagem. ---
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--- O Plano foi apresentado, está em conclusão pública, em conclusão da discussão pública, num seminário e a Câmara procederá à aprovação final do Plano Geral de Drenagem da Cidade de Lisboa, mas quero também desde já avançar que já aprovámos em Câmara a empreitada para uma importante obra associada a este Plano Geral de Drenagem num montante superior a 3,5 milhões de euros, é precisamente a empreitada que nos vai permitir o diagnóstico e o conhecimento profundo da rede e que vai servir como base de todo o desenvolvimento não só do plano atual mas também de todas as intervenções de melhoria e de recuperação da rede que irão ocorrer nas próximas décadas ao longo da cidade de Lisboa. --- --- Resta-nos naturalmente a dimensão do financiamento e temos o compromisso escrito do Governo ainda em funções de que a Câmara Municipal disporá dos meios financeiros através dos Fundos Comunitários para proceder à execução do seu Plano de Drenagem e quero crer que palavra escrita será palavra honrada e que a Câmara Municipal de Lisboa terá acesso a estes Fundos Comunitários e permitam-me por isso neste momento e nesta fase do plano em que nos encontramos de dirigir também aqui uma palavra de agradecimento e de saudação a toda a equipa do Plano Geral de Drenagem e a todos os trabalhadores do Município que trabalham nesta área pela competência, pelo esforço e pelo empenho com que foram capazes de em tão pouco tempo permitir à cidade ter hoje o que é um programa de uma grande ambição de execução, mas fundamentalmente um programa que a ser executado nos trará nos próximos anos uma melhoria muito significativa do fenómeno das cheias na cidade de Lisboa. --- --- Ninguém nunca, com um sentido de responsabilidade pode prometer que uma cidade com as caraterísticas de Lisboa em determinado tipo de condições não venha a sofrer do fenómeno das cheias, não é possível, é da nossa natureza e é da nossa localização geográfica, é de fenómenos que não são controláveis, mas a verdade é que a execução do Plano Geral de Drenagem na forma como está definido pode tornar cada vez mais raros e pode tornar mesmo muito raros a sucessão de eventos com impacto material e humano significativo na cidade de Lisboa! --- --- Proteger pessoas, proteger bens, proteger a cidade, é no fundo esta a responsabilidade primeira de um Executivo e é nesta frente também que me regozijo por o Executivo estar a dar uma resposta a um problema estratégico e central com que a cidade se confronta. --- --- Senhora Presidente, ainda no domínio da qualidade de vida quero destacar três aspetos da maior importância e o avanço em três projetos fundamentais, em primeiro lugar o início das obras dos projetos da Frente Ribeirinha, tiveram início as obras de requalificação do Campo das Cebolas, já foi concluída a empreitada de demolição, está neste momento em curso a empreitada de escavação relativamente ao parque de estacionamento e dentro em breve terá início a empreitada de requalificação da superfície do Campo das Cebolas.--- --- Ainda no próximo mês terá início a requalificação, a empreitada de requalificação de toda a zona do Cais do Sodré, que se estenderá até ao Corpo Santo, que ligará também à Rua do Arsenal e à Rua de Alfândega e que nos permitirá ter no
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final do mandato uma Frente Ribeirinha entre o campo das Cebolas, ou melhor, entre a zona de Santa Apolónia, por intervenção da Administração do Porto de Lisboa e do Concessionário do Terminal de Cruzeiros e o Cais do Sodré, uma ampla Frente Ribeirinha totalmente recuperada. --- --- Estes são projetos da maior importância para a qualidade de vida da cidade, são projetos da maior importância para o futuro da sustentabilidade turística da cidade de Lisboa, mas são acima de tudo projetos que respondem a uma ambição de muitos e muitos lisboetas há muito tempo. --- --- A recuperação do Campo das Cebolas é uma obra única daquilo que traduzirá da saída do que é hoje uma zona fundamentalmente ocupada por um parque de estacionamento de instituições públicas para o que será uma nova e ampla zona de lazer e a recuperação do Cais do Sodré e do Corpo Santo devolverá à cidade não sói zonas particularmente emblemáticas, como criará as condições, mantemos nós Câmara de Lisboa, para o sonho da cidade de vir a recuperar o elétrico 24, que ligará o Cais do Sodré a Campolide, no que é uma velha ambição, hoje negada à cidade de Lisboa, mas pela qual nós continuaremos a batalhar. --- --- Quero em segundo lugar destacar o avanço do projeto relativamente à recuperação do Eixo Central, tivemos ontem aqui mesmo um amplo debate, um amplo e frutuoso debate e quero de novo agradecer-lhe Senhora Presidente pela realização do mesmo e pelos seus resultados, porque a intervenção que se vai realizar no Eixo Central de Lisboa, se vai realizar cerca da Rua Elias Garcia até ao Marquês de Pombal, ela é em si mesmo emblemática do que é uma visão do futuro da cidade. --- --- Uma visão do futuro da cidade que assenta no facto de a cidade ser a cidade para as pessoas, para os munícipes que aqui vivem, para todos aqueles que aqui trabalham, para todos aqueles que querem usufruir da cidade e do espaço público, para todos aqueles que têm aqui a sus atividade comercial, que têm as suas lojas, que têm o seu comércio, para todos aqueles que querem mais cidade. --- --- O projeto do Eixo Central é um projeto verdadeiramente emblemático porque levará ao alargamento dos passeios, à introdução de ciclovias, à redução da velocidade dos carros, a uma paisagem urbana muito mais amigável e muito mais disponível para todos aqueles que querem usufruir dos espaços públicos e eliminará de vez centenas e centenas de barreiras arquitetónicas verdadeiramente inadmissíveis numa cidade moderna e contemporânea. --- --- O projeto do concurso para o Eixo Central foi aprovado na Câmara Municipal por uma larguíssima maioria de 16 Vereadores e encontra-se neste momento em concurso esperando nós que em fevereiro se possam iniciar as obras e que as obras possam ocorrer por um período de cerca de um ano. --- --- Quero destacar aqui também, em terceiro lugar, o facto de já termos aprovado em Câmara o avanço dos projetos adicionais englobados nos programas de Uma Praça em Cada Bairro, como sejam o do Largo da Graça, da Rua de Campolide e o do Largo de Santos e de ainda amanhã irmos levar à Câmara, os três, Graça, Santos e Rua de Campolide e de amanhã ser aprovado em Reunião de Câmara o lançamento do concurso relativamente ao Calvário e às Fontainhas, são pois avanços importantes
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essenciais na concretização do que é um dos projetos mais ambiciosos que a cidade tem pela frente, o projeto Uma Praça em Cada Bairro que vai mudar a face com que muitos de nós hoje vivemos o espaço público. --- --- Por último quero deixar sobre este ponto uma palavra relativamente aos avanços da mobilidade e ao facto de a EMEL ter procedido ao lançamento de um importante concurso para dotar a cidade de uma rede de bicicletas partilhadas. --- --- Depois da análise da realidade em várias cidades conclui-se algo relativamente evidente, todas as cidades mais avançadas da Europa dispõem de uma rede de bicicletas partilhadas, a economia da partilha é hoje mesmo um dos elementos centrais da governação do futuro e da gestão do futuro numa cidade e Lisboa estava a ficar parta trás neste domínio e por isso encarregamos a EMEL de proceder ao lançamento deste concurso e de o proceder em termos em que aumentasse o número de candidatos possíveis para acederem a este concurso, que aumentasse a flexibilidade da gestão do projeto e que aumentasse as possibilidades de êxito para a sua concretização. --- --- É pois um projeto da maior importância, que não é novo na cidade de Lisboa, que enfrenta aliás um ceticismo das vezes que já se tentou no passado e que ele não foi bem-sucedido, eu tenho a confiança em que seremos desta vez bem-sucedidos. --- --- Quero aliás aproveitar aqui na minha intervenção para precisar um ponto que tenho visto mal expresso do ponto de vista das notícias sobre este tema, é que os custos que tenho visto refletidos, os valores que têm visto refletidos associados aos projetos têm que ser lidos sobre a forma como o próprio concurso foi lançado. --- --- O que foi lançado não foi um concurso para a gestão integrada da operação, a Câmara Municipal de Lisboa não está a pagar 29 milhões de euros para entregar para uma concessão de uma gestão de um serviço de bicicletas partilhadas, não é isso, a forma como o concurso foi lançado é uma forma de lançamento para aquisição, para a manutenção e para a gestão do serviço das bicicletas, isto é, a gestão da operação das bicicletas e a sua distribuição em toda a cidade, incluindo naturalmente a instalação das plataformas, dos carregadores e dos instrumentos de comunicação, mas não estão incluídos no concurso, porque não se trata de uma concessão global, não estão incluídas as receitas do projeto, as receitas do projeto são receitas da EMEL, não estão incluídas as receitas da bilhética, não estão incluídas as receitas da publicidade e não estão incluídas as receitas dos projetos e dos Fundos Comunitários aos quais Lisboa se candidatou para poder obter verbas para financiar este projeto e esta razão e esta configuração do projeto tem uma explicação muito simples, é porque desta forma, não agir desta forma significa que nós teríamos muito menos candidatos possíveis capazes de poder contribuir para uma gestão global integrada de um processo desde a bilhética à faturação, à própria operação. --- --- Poucos operadores na Europa fazem isto de forma integrada, por regra aliás fazem-no aqueles que estão associados à gestão da publicidade exterior de uma cidade, mas a nossa opção foi separar esses processos, foi não os fazer porque tornaria mais opaco os benefícios, tornaria mais opaco os custos do sistema, tornaria mais opaco a gestão de uma operação desse sistema e reduziria o número de operadores que lhes vão poder concorrer. ---
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---- Senhora Presidente, não sei…” --- --- A Senhora Presidente da Assembleia, no uso da palavra, fez a seguinte intervenção: --- ---“ Senhor Presidente, eu queria só alertá-lo que tem 13 minutos mas precisa de ter tempo para responder e para a intervenção final, portanto, o Senhor Presidente agora gere o tempo como entender.” --- --- O Senhor Presidente da Câmara, no uso da palavra fez a seguinte intervenção: - --- “Muito obrigado Senhora Presidente, estou certo que os Grupos Parlamentares da oposição não me darão muito tempo para a resposta às várias perguntas que terão para me fazer. --- --- Senhora Presidente abreviarei, agradeço-lhe a sua nota, abreviarei com duas considerações finais que reputo da maior importância e que são duas palavras sobre o futuro. --- --- A primeira é sobre as relações com o Governo, neste momento não sabemos quem será o próximo Governo da República mas é importante que saia desta Assembleia Municipal e que saia desta cidade uma mensagem muito clara de que a Câmara Municipal de Lisboa manterá intactas as suas reivindicações para com o próximo Governo da República, qualquer que seja a sua fórmula e a sua configuração, porque as reivindicações ao Governo não são a esta ou àquela cor política, são as reivindicações de uma cidade perante a Administração Central do País e quero deixar aqui muito claro que aquilo que foram os elementos centrais e que são os elementos centrais pelos quais a cidade se tem batido, que correspondem e corresponderão ao nosso caderno para o futuro Governo Nacional. --- --- Coloco em primeiro lugar a exigência da reversão do processo de concessão dos transportes públicos do Metro e da CARRIS! Reverter estes processos é uma exigência para o futuro da cidade, é uma exigência para o futuro da qualidade de vida da cidade, é uma exigência para o futuro da mobilidade na cidade, é uma exigência para a nossa visão do futuro da cidade! Os processos de concessão do Metro e da CARRIS nos termos em que o foram feitos devem recuar e devem ser abandonados com a atribuição à Câmara Municipal de Lisboa, nos termos em que foram propostos da gestão das duas companhias. --- --- Quero em segundo lugar dizer que consideramos absolutamente prioritários a atribuição à Câmara Municipal de Lisboa das competências em matéria de policiamento de trânsito na cidade. Vários anos depois de provada a resolução do Conselho de Ministros da atribuição à Câmara de Lisboa das competências em matéria de policiamento, elas ainda não foram concretizadas, é pois tempo, pois urgente que o próximo Governo cumpra de imediato essa atribuição e essa regulamentação já tão antiga e que é essencial para a nossa vida. --- --- Quero em terceiro lugar reafirmar aqui o nosso empenho absoluto por uma Reforma das Finanças Locais que não aceite a extinção do IMT sem as adequadas contrapartidas para o Município de Lisboa! Não é aceitável, não é razoável que se possa proceder a qualquer reforma da Lei de Finanças Locais sem atender à especificidade do Município de Lisboa quer relativamente ao seu perímetro de
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despesa, que é hoje muito superior ao seu perímetro da receita, mas também à especificidade do Município de Lisboa em que é de longe o Município do País em que o crescimento das receitas do IMI não têm relação direta ou está muitíssimo aquém dos impactos de uma extinção ainda que gradual do IMT. --- ---- Quero destacar aqui o trabalho que foi feito ainda com o atual Governo no adiamento por um ano da situação, mas quero também destacar aqui que a situação não ficou resolvida, a situação foi adiada durante um ano e por isso impende sobre as Finanças da Câmara Municipal de Lisboa e impende sobre o Município de Lisboa uma ameaça pesada, uma ameaça de grande dimensão que é a ameaça da Reforma das Finanças Locais com prejuízo do IMT, isto é, com prejuízo profundo relativamente à cidade de Lisboa.--- --- Quero também Senhora Presidente referir-me a um segundo aspeto que é o aspeto da hasta pública relativamente aos terrenos da antiga Feira Popular para dizer à Assembleia dois aspetos, em primeiro lugar tomamos a decisão de fazer como os Regulamentos permitem e como os termos da aprovação da Assembleia o permite a extensão da hasta pública até ao próximo dia 3 de dezembro, porque consideramos que essa é a melhor opção, mas gostaria de tornar muito claro a esta Assembleia que a Câmara Municipal de Lisboa tem hoje todas as condições financeiras para não ceder um milímetro que seja na defesa intransigente dos seus interesses patrimoniais, aconteça o que acontecer. --- --- Temos confiança na resolução e na alienação dos terrenos até ao próximo dia 3 de dezembro, mas gostava de transmitir e de garantir a todos e através da Assembleia a toda a cidade que a Câmara Municipal não abdicará um milímetro, um euro que seja na defesa dos seus interesses patrimoniais, fazemo-lo por uma questão de princípio, mas fazemo-lo também porque trabalhamos muito para ter hoje uma solidez financeira que nos permite não ter que fazer vendas que não cumpram este requisito! -- --- Senhora Presidente, Senhoras e Senhores Deputados quero acabar anunciando à Assembleia duas iniciativas que considero de grande importância e que se destinam a agir sobre dois problemas prementes da cidade, um deles colocado naturalmente pela pressão turística e conhecido pela regulamentação dos Tuk-Tuk. Assinarei ainda hoje mesmo o despacho que regulará um conjunto de matérias, mas enviarei ainda esta semana para a Câmara Municipal e também para a Assembleia Municipal o Regulamento relativamente à operação dos Tuk-Tuk e de outras viaturas classificadas ao nível da animação turística. --- --- O despacho e o regulamento têm as seguintes orientações fundamentais: em, primeiro lugar resolver o que é o principal ponto de conflito que se instalou com o novo produto turístico que é o conflito com os moradores e com os residentes ao nível do ruído e da poluição. Os veículos de animação turística são uma grande valia para a cidade de Lisboa e cometerá um erro quem pensar de forma diferente, são procurados pelos turistas, são uma fonte de emprego, são uma fonte de valor, mas para que sejam sustentáveis é preciso que a sua atividade seja compatível e seja aceite pelos moradores e a poluição e o ruído estão seguramente entre aquelas áreas de conflito em que claramente precisamos de dar um sinal em favor dos moradores e em favor da
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vida na cidade de Lisboa, é por esta razão que introduziremos em primeiro lugar a obrigatoriedade de todos os veículos de animação turística serem elétricos a partir de 1 de janeiro de 2017, dando assim algum tempo para que quem realizou o investimentos os possa recuperar esses investimentos.--- --- Elaboraremos também a partir de 2017 um contingente disponível para veículos da animação turística da cidade, mas podemos agir desde já e desde já iremos agir no sentido de limitar o acesso dos veículos de animação turística a determinadas zonas específicas da cidade que pela sua natureza não comportem a circulação destes veículos. --- --- Iremos agir também na definição muito clara de zonas de estacionamento para estes veículos e também de locais de recolha e largada de passageiros, da mesma forma iremos definir um horário de funcionamento das 9 horas da manhã às 9 da noite para que todos possam também ter com tranquilidade e com paz direito ao seu sossego. --- --- Mas quero em segundo lugar, Senhora Presidente anunciar aqui e como elemento de novidade que apresentarei à Câmara esta semana e também enviarei à Assembleia Municipal o novo Regulamento relativamente aos horários dos bares, discotecas e restaurantes da cidade! E fazemo-lo porque temos a consciência de que se joga na tranquilidade um dos direitos fundamentais de todos aqueles que habitam e que residem nesta cidade e que se joga na gestão do direito ao silêncio; à tranquilidade e ao descanso, com o direito ao lazer e com o desenvolvimento das atividades económicas, porventura uma das áreas de maior dificuldade de gestão de interesses e de gestão dos conflitos dentro de uma cidade, é por isso que enviaremos a proposta de Regulamento à Câmara, enviaremos em simultâneo à Assembleia e quero pedir à Senhora Presidente que possa desenvolver todos os esforços para sobre estes Regulamentos ser realizado o mais amplo e profundo debate, é matéria de grande importância, mas é matéria também de enorme sensibilidade e só ganharemos em que haja uma boa decisão, uma decisão rápida, mas que haja também uma decisão considerada como participada pelos principais intervenientes. --- --- Quero anunciar aqui e deixar aqui claros quais são os cinco pontos centrais que constarão deste Regulamento dos horários que apresentaremos à Câmara e à Assembleia, em primeiro lugar a definição de duas zonas na cidade de Lisboa, a primeira a zona ribeirinha e uma segunda as zonas residenciais. --- --- Em segundo lugar nestas zonas serão plicados dois regimes distintos, na zona ribeirinha será aplicado o Regime Geral aprovado por Lei recente, isto é, vigorará um princípio de maior liberdade relativamente aos horários de funcionamento, mas aplicam-se e continuar-se-ão e aplicar todas as Leis e todas as obrigações relativamente aos limites de ruído. --- --- Volto a esclarecer, primeira zona, zona ribeirinha, maior liberdade na aplicação e flexibilidade nos horários mas aplicação em simultâneo e manutenção dos requisitos legais estritos relativamente à produção de ruído. --- --- Segundo lugar, nas zonas residenciais reduções significativa dos limites hoje admitidos pela Lei Geral, mas também redução dos limites hoje admitidos na