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I N D Í C E. I - Relatório da Conjuntura e Síntese da Execução do Orçamento de Janeiro a Dezembro de 2015

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I N D Í C E

I - Relatório da Conjuntura e Síntese da Execução do Orçamento de Janeiro a

Dezembro de 2015

Contexto Internacional …….………...1

Economia Nacional – Evolução Recente.……….……...7

Sector Monetário e Financeiro …….…….………..8

Sector Externo.…….…….……….…...9

Finanças Públicas………..………..10

Análise da Receita.………..……….…...…12

Análise da Despesa.………..………...15

Análise de Aquisição de Activos não Financeiros e do Investimento Público…….…..17

Financiamento.…….………..…….20

Dívida Pública……...………..20

Dívida Interna………..21

Divida Externa……….22

Quadro Estatístico anexo ao relatório.……….………....24

Operações Financeiras do Estado..……….……….25

Receitas Orçamentais ...……..………....26

Despesas Públicas Correntes...………27

Despesas Públicas Correntes de Funcionamento……….…….……...28

Despesas Públicas Correntes de Investimento.………….…..……….………...29

Mapa A – Fluxos Financeiros do Estado……….………...……30

II – Anexos

Mapa A.3 – Desembolsos Efectuados até quarto Trimestre do ano 2015

Mapa I – Receitas Correntes do Estado, Segundo uma Classificação Económica

Mapa B – Fundos Saídos da Tesouraria do Estado para Pagamento das Despesas Mapa

II.1 – Despesas Globais de Funcionamento do Estado Segundo a Classificação

Económica

Mapa II – Despesas de Funcionamento do Estado, Especificada Segundo a

Classificação Económica e Orgânica.

Mapa II.1.1 – Despesas Globais de Funcionamento de Encargos Gerais da Nação,

Segundo a Classificação Económica

Mapa II.1.2 – Despesas Globais de Funcionamento do Governo e Chefia do Governo,

segundo a Classificação Económica

Mapa II.1.3 – Despesas Globais de Funcionamento de Serviços e Fundos Autónomos,

Segundo a Classificação Económica

Mapa II.1.4 – Adiantamento de Fundos por Regularizar

Mapa II.1.5 – Amortização de Empréstimos

Mapa IV – Receitas Globais de Serviços e Fundos Autónomos, Segundo a Classificação

Económica e Orgânica

Mapa V – Despesas Globais de Serviços e Fundos Autónomos, Especificadas Segundo

a Classificação Económica e Orgânica

Mapa A.5 – Pagamento de Programa Plurianual de Investimentos Públicos

Directamente aos Projectos

Mapa A.6 – Despesas Globais de Investimento do Estado Segundo a Classificação

Económica

Mapa X – Programa Plurianual de Investimentos Públicos Estruturados Por Programas e

Sub-Programas

(3)

Mapa II.1.6 – Estoque da Dívida Interna Pública por credores e por Instrumentos de

Financiamento

Mapa II.1.6 – Estoque da Dívida Externa Pública por credores e por Instrumentos de

Financiamento

(4)

I – RELATÓRIO DE CONJUNTURA E SÍNTESE DA EXECUÇÃO

DO ORÇAMENTO

DO ESTADO

DE JANEIRO A DEZEMBRO

2015

(5)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

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Direcção Nacional do Planeamento

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Pública

1

Contexto Internacional

Economia Mundial

O ritmo de crescimento da actividade

económica mundial abrandou, em

2015, reflectindo sobretudo a queda

dos preços das matérias-primas e a

fraca performance das economias

emergentes e em desenvolvimento.

De acordo com o a actualização do

relatório do FMI sobre Perspectivas

Económicas Mundiais, divulgado em

Janeiro de 2016, o Produto Interno

Bruto mundial (PIB mundial) registou

uma taxa de crescimento real de

3,1%, menos 0,3p.p em relação à

2014 (3,4%).

O Produto Interno Bruto real das

economias

emergentes

e

em

desenvolvimento,

cresceu

em

termos médio 4,0%, em 2015,

reflectindo uma baixa de 0,6p.p ante

2014.

Quanto

às

economias

avançadas, a actividade económica

cresceu 1,9%, mais 0,1p.p em

comparação com 2014.

No global, os indicadores de

conjuntura

assinalam

alguma

deterioração

na

actividade

económica, em 2015. O Índice de

Gestores

de

Compras

(Global

Manufacturing and Services PMI1

Summary - na língua inglesa),

publicado pela JP Morgan e Markit,

registou um valor médio no produto

de 53,6 em 2015, contra 54,0 em

2014 (menos 0,6%).

Fonte: MARKIT

Tabela nº1.-Evolução de Indicadores Económicos Mundiais

2015 2016 2017 Estimativa Variações em percentagem PIB REAL Economia Mundial 3.4 3.1 3.4 3.6 Economias Avançadas 1.8 1.9 2.1 2.1 EUA 2.4 2.5 2.6 2.6 Zona Euro 0.9 1.5 1.7 1.7 Japão 0.0 0.6 1.0 0.3

Outras Economias Avançadas 2.8 2.1 2.4 2.8

Economias Emerg. e em Desenlvimento 4.6 4.0 4.3 4.7

China 7.3 6.9 6.3 6.0

Índia 7.3 7.3 7.5 7.5

Brasil 0.1 -3.8 -3.5 0.0

África Sub-Sahariana 5.0 3.5 4.0 4.7

Indice de Preços no Consumidor (IPC)

Economias Avançadas 1.4 0.3 1.1 1.7

Economias Emerg. e em Desenvolvimento 5.1 5.5 5.6 5.9 Fonte WEO FMI, Janeiro de 2016

2014

(6)

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2

Quanto aos preços internacionais, as

taxas de inflação nas economias

avançadas e emergentes deverão

situar-se

nos

0,3%

e

5,5%,

respectivamente, no final do ano.

Esta

evolução

é

explicado,

essencialmente, pela evolução dos

preços das matérias-primas.

No quarto trimestre o índice de

preços das matérias-primas diminuiu

23,4% em relação ao trimestre

homólogo, reflectindo, no essencial,

a variação no índice dos produtos

energéticos (combustíveis (-43,4%)).

Analogamente, à outra componente

do índice global, o índice dos

produtos não energéticos (não

combustíveis) registou uma queda

de 19,0%.

Fonte: Index Mundi

A evolução nos preços das

matérias-primas

energéticas

reflectem,

essencialmente, a variação do preço

no petróleo bruto (crude), em termos

homólogos (-43,4%), quanto ao

trimestre anterior teve uma variação

positiva de (15,6%). Estes resultados

derivam da performance tanto a nível

trimestral como ao mesmo período

do ano anterior, respectivamente,

dos preços nas diferentes categorias

do petróleo, nomeadamente, Brent,

Dubai

Fateh

e

West

Texas

Intermediate (WTI).

Realce-se que o preço do Brent

aumentou 15,2% face ao período

anterior, e 42,8% em termos

homólogos. O do Dubai Fateh,

também, diminuiu em relação ao

trimestre precedente e face ao

período homólogo em 21,2% e

44,8%, respectivamente. E o do WTI

diminuiu quer face ao período

precedente (10,6%), quer face ao

período homólogo (42,5%).

Quanto aos preços dos produtos

alimentares, de acordo com o índice

de preços da FAO, no quarto

trimestre, registou-se uma variação

homologa negativa de 17,8%.

Gráf ico nº2.-Evolução do Indice de Preços das

Matérias- Primas

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3

Fonte: Index Mundi

No que se refere às diferentes

categorias

de

produtos

que

compõem o índice de preços da

FAO,

regista-se,

variações

homólogas negativas em todas as

categorias sendo: Carnes (-23,50%),

produtos lácteos (-14,95%), cereais

(-15,18%),

óleos

(-13,68%)

e

açúcares (-10,68%).

Fonte: Food and Agriculture Organization

Estados Unidos da América

A actividade económica nos Estados

Unidos acelerou em 2015. O Produto

Interno Bruto (PIB) cresceu em

termos reais 2,5%, mais 0,1p.p ante

2014.

A

performance

em

2015

foi

suportada

pelo

consumo

das

famílias, investimento privado e

gastos públicos.

Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI

No mercado de trabalho, a taxa de

desemprego situou-se nos 5% em

Dezembro de 2015, valor idêntico ao

registado no mês precedente.

A inflação aumentou 0,2p.p, em

Dezembro, situando-se nos 0,7%. A

evolução dos preços no consumidor

continua a reflectir a evolução dos

Gráfico 3. - Evolução de Preços de Petróleo

(médias mensais dos índices)

0 20 40 60 80 100 120 140 De z-10 Ab r-11 Ago-11 De z-1 1 Ab r-12 Ag o-12 De z-1 2 Ab r-13 Ago-13 De z-1 3 Ab r-14 Ago-14 De z-1 4 Ab r-15 Ago-15 De z-1 5

Petróleo bruto Brent Dubai Fateh WTI

Gráf ico nº4.-Evolução do Indice de Preços dos

Produtos Alimentares

Gráf ico nº5.-Evolução da Actividade Económica e

Preços/EUA ( Variação do PIB real e inf lação, em %)

-4.0

-3.0

-2.0

-1.0

0.0

1.0

2.0

3.0

4.0

5.0

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

PIB

Inflação

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preços dos produtos energéticos e

dos produtos alimentares.

Em termos de política monetária, na

reunião de Dezembro de 2015, o

Comité do Mercado Aberto da

Reserva Federal decidiu aumentar

em 0,25 p.p as taxas referência dos

fundos federais (fed funds) passando

do

intervalo

[0%-0,25%]

para

[0,25%-0,50%], uma decisão já

esperada pelos mercados e que

marca o fim de sete anos de taxas

extremamente baixas.

Zona Euro

A economia dos países da Zona

Euro melhora pelo segundo ano

consecutivo em 2015. Após ter

crescido 0,9% em 2014 (ante a

contração de 0,3% em 2013) o

Produto Interno Bruto real, de acordo

com as estimativas do FMI, cresceu

1,5% em 2015.

Este crescimento espelha a melhoria

na confiança dos consumidores,

aumento da procura interna em

paralelo com as evoluções do nível

de investimento e das exportações.

A nível de preços, a inflação

homóloga

medida

pelo

índice

harmonizado

de

preços

no

consumidor (IHPC), foi de 0,2% em

Dezembro (0,1p.p acima do valor

registado

em

Novembro).

No

mercado de trabalho, a taxa de

desemprego diminuiu, sendo que a

mesma ronda os para 11%, ante

10,9% em Agosto.

Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI

No que respeita às decisões de

política monetária, é de destacar que

na reunião de Dezembro de 2015 o

Conselho do Banco Central Europeu

(BCE) decidiu baixar a taxa de juro

da

facilidade

permanente

de

depósito em 10 pontos base para

-0,30%. A taxa de juro das operações

principais de refinanciamento e a

taxa

referente

à

facilidade

permanente de cedência de liquidez

mantêm-se

inalteradas,

permanecendo em 0,05% e 0,30%,

respetivamente.

Gráf ico nº6.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Zona Euro ( Variação do PIB real e inf lação, em %)

-5.0

-4.0

-3.0

-2.0

-1.0

0.0

1.0

2.0

3.0

4.0

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

PIB

Inflação

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5

Japão

O PIB real do Japão está a

recuperar-se num ritmo moderado,

propulsionada

pelo

consumo

privado.

De acordo com o relatório do FMI, a

economia Japonesa cresceu 0,6%,

em 2015 (mais 0,6p.p do valor

registado em 2014).

Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI

Na esfera nominal, em Dezembro, a

inflação foi de 0,2% e o desemprego

manteve-se idêntica a Novembro

nos 3,3%.

Do lado monetário, na reunião de

Dezembro, o Banco do Japão (BoJ)

decidiu manter a meta anual do seu

programa de compra de activos em

cerca de USD 650 bilhões, mas

estabeleceu um novo programa de

compra activos que terá inicio em

Abril de 2016.

Ásia em desenvolvimento

Apesar de persistir num patamar

relativamente elevado, o ritmo de

crescimento

das

principais

economias emergentes e avançadas

da Ásia tem vindo a desacelerar, à

medida que são retirados os

estímulos

à

economia,

com

implicação directa nos investimentos

e na procura interna.

De acordo com o FMI, taxa de

crescimento para este grupo de

países foi de 6,6% em 2015, menos

0,2p.p em relação a 2014.

Relativamente à China, a economia

continua a abrandar. Em 2015, o PIB

real cresceu 6,9%, o que significa

uma desaceleração de 0,4p.p, face

ao ano anterior. Este resultado, o

menor desde 1990, aumenta os

temores dos mercados sobre a

segunda maior economia do mundo,

que é vista como o motor do

crescimento económico mundial.

A nível da esfera nominal, em

Dezembro, a taxa de inflação foi de

1,6% (ante 1,5% em Novembro) e o

desemprego manteve-se nos 4%.

Gráf ico nº7.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Japão ( Variação do PIB real e inf lação, em %)

-8.0 -6.0 -4.0 -2.0 0.0 2.0 4.0 6.0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 PIB Inflação

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Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI

América Latina e Caraíbas

A fraca performance da economia

mundial e preços baixos das

matérias primas tem afectado a

actividade económica nos países da

América Latina e Caraíbas, em

particular no que se refere ao

comércio externo.

Os resultados avançados pelo FMI

indicam que a economia dos países

americanos e caribenhos, contraiu

0,3% em 2015, ficando a 1p.p da

performance alcançada em 2014.

No que se refere aos parceiros de

Cabo Verde na região, de acordo

com o relatório divulgado pelo FMI, a

actividade económica no Brasil,

registou uma queda de 3,8% em

2015 (menos 3,7p.p em relação a

2014).

Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI

Quanto ao nível de preços e as

condições da mão-de-obra, de

acordo com o Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatísticas (IBGE), em

Dezembro, a inflação situou-se nos

10,7% e a taxa de desemprego foi de

6,9%, ante 7,5%, em Novembro.

África Sub-Sahariana

Os países da Africa Subsariana, têm

sido afectados pelos baixos preços

das commodities, o abrandamento

da procura global e os problemas

estruturais

internos

que

tem

influenciado a actividade económica

na região, principalmente os países

que exportam ou importam petróleo.

De facto, o ritmo de crescimento da

actividade económica na África

Subsaariana abradou para 3,5% em

2015, ante 5,0% em 2014.

Gráf ico nº8.-Evolução da Actividade Económica e Preços/China ( Variação do PIB real e inf lação, em %)

-2.0 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 PIB Inflação

Gráf ico nº9.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Brasil ( Variação do PIB real e inf lação, em %)

-5.0 0.0 5.0 10.0 15.0 20.0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 PIB Inflação

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7

Economia Nacional - Evolução

Recente

A economia nacional, de acordo com

as estimativas do Ministério das

Finanças e do Planeamento evoluiu,

favoravelmente,

em

2015,

crescendo

entre

[3%-4%]

em

comparação com o ano anterior (cujo

crescimento foi de 1,8%, de acordo

com o INE).

A performance do sector turístico,

bem

como

a

retoma

dos

investimentos ligados a este sector

foram

determinantes

para

a

evolução da actividade económica.

A estes dois factores associa-se a

boa evolução das remessas que vem

contribuindo,

significativamente,

para o aumento do rendimento

disponível das famílias.

Quanto aos preços, em Dezembro

de 2015, a inflação média fixou-se

em 0,1%, valor idêntico ao registado

no mês anterior. A inflação homóloga

foi de -0,5%, diminuindo 0,3p.p em

relação a Novembro.

Este resultado reflecte a diminuição

dos preços, principalmente nas

classes: Rendas de habitação, água,

electricidade,

gás

e

outros

combustíveis

(C04

(-8,5%)),

Transportes

(C07

(-2,3%)),

Vestuário e calçado (C03 (-1,0%)), e

Ensino (C10 (-0,4%)).

Entretanto, registou-se variações

positivas nas classes seguintes:

Acessórios, equipamento doméstico

e manutenção corrente da habitação

(C05 (+7,5%)), Bens e serviços

diversos (C12 (+3,6%)), Hotéis,

restaurantes, cafés e similares (C11

(+2,3%)), Lazer, recreação e cultura

(C09 (+1,7%)), Bebidas alcoólicas e

tabaco (C02 (+1,0%)), Saúde (C06

(+0,8%)) e Produtos alimentares e

bebidas

não

alcoólicas

(C01

(+0,6%)).

A taxa de inflação, excluindo os

produtos

alimentares

não

transformados

e

energéticos

(inflação

subjacente

ou

core

inflation), foi de 0,9%, valor inferior

ao registado no mês anterior em

0,1p.p.

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Fonte: Instituto Nacional de Estatísticas

Sector Monetário e Financeiro

A massa monetária, em Dezembro

de 2015, de acordo com os dados do

Banco de Cabo Verde (BCV),

cresceu

5,9%,

em

termos

homólogos, essencialmente, devido

a evolução dos activos externos

líquidos

(+14,7%

em

termos

homólogos).

Os

activos

internos

líquidos

registaram um aumento de 2,0%. O

crédito interno líquido com um

aumento de 2,2%, foi o principal

propulsionador desta evolução.

A variação do credito interno, em

Dezembro de 2015, é explicada,

sobretudo, pela evolução do crédito

a economia (+2,7%). A analise desta

componente revela alguma melhoria

na dinâmica do credito ao sector

privado, que aumentou 0,3%, vindo

de uma queda de -0,2% em

Dezembro de 2014.

Quanto a outra componente do

credito interno (crédito líquido ao

sector

público

administrativo),

constata-se uma desaceleração no

seu ritmo de crescimento, passando

de 11,7% em Dezembro de 2014

para 0,5% em Dezembro de 2015.

Cumpre aqui, destacar que o credito

ao governo central aumentou 5,6%

(menos 17,6p.p em relação a

Dezembro de 2014).

No que se refere aos passivos

monetários, a circulação monetária e

os depósitos à ordem em moeda

nacional, em Dezembro de 2015,

aumentaram em 2,7% e 4,0%

respectivamente face ao mesmo

período de 2014.

Estes resultados permitiram que a

massa monetária no sentido restrito

(M1) aumentasse em 3,8% em

termos homólogos.

Relativamente aos passivos quase

monetários, estes cresceram 7,1%

face ao período homólogo. A

Gráfico nº10.-Evolução das taxas de inflação (em %)

0.1%

-4.0%

-2.0%

0.0%

2.0%

4.0%

6.0%

8.0%

10.0%

De

z-10

Ju

n

-11

De

z-11

Ju

n

-12

De

z-12

Ju

n

-13

De

z-13

Ju

n

-14

De

z-14

Ju

n

-15

De

z-15

Homologa

Média Anual

Mensal

Subjacente

(13)

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9

expansão dos “quase monetários”

resulta, no essencial, da variação

positiva dos depósitos de poupança

(+11,8%), depósitos a prazo em

moeda nacional (+7,8%) e dos

depósitos dos emigrantes (+6,0%).

Fonte: Banco de Cabo Verde, Janeiro de 2016

Relativamente aos passivos quase

monetários, estes cresceram 7,1%

face ao período homólogo. A

expansão dos “quase monetários”

resulta, no essencial, da variação

positiva dos depósitos de poupança

(+11,8%), depósitos a prazo em

moeda nacional (+7,8%) e dos

depósitos dos emigrantes (+6,0%).

Sector Externo

As contas externas nacionais, de

acordo com dados provisórios,

reflectem melhorias no saldo da

conta corrente. No quarto trimestre

de 2015, a balança corrente registou

um défice de 4,2% do PIB previsto,

o que evidencia um desagravamento

do saldo da conta corrente em

51,1%, em termos homólogos.

A diminuição do défice inscreve-se

sobretudo

num

contexto

de

diminuição das importações (-8,7%)

e exportações (-9,9%) de bens e

serviços, com excepção para as de

serviços ligados ao turismo cujo as

exportações aumentaram em 3,3%.

Fonte: Banco de Cabo Verde/ Novembro de 2015

Quanto às outras componentes da

balança de pagamentos, destaca-se

o aumento das transferências oficiais

Tabela nº2.-Evolução dos Indicadores Monetários e Financeiros

2014 2015

Activo Externo Líquido

36,168.0 44,061.5 50,555.2 21.8 14.7

Banco de Cabo Verde

38,005.6 46,365.8 50,026.0 22.0

7.9

dq: Reservas Internacionais (líquido)

38,279.7 46,370.7 49,998.0 21.1

7.8

Bancos Comerciais

-1,837.6

-2,304.3

529.2

25.4 -123.0

Activo interno Líquido

99,912.4 101,943.5 104,005.4 2.0

2.0

Crédito Interno Líquido

120,790.2 123,688.7 126,416.9 2.4

2.2

Crédito Líquido ao Sector Público Administrativo

26,271.7 29,347.1 29,502.4 11.7

0.5

Crédito ao Governo Central

20,539.1 25,295.2 26,711.1 23.2

5.6

Títulos Consolidados de Mobilização Financeira (TCMF

2

) 11,691.1 11,674.3 11,635.5 -0.1

-0.3

Crédito aos Governos Locais

2,578.2

3,300.7

3,601.4

28.0

9.1

Depósitos (inclui Governos Locais, INPS

3

, IDA

4

)

8,536.8

10,923.0 12,445.7 28.0

13.9

Crédito à Economia

94,518.5 94,341.6 96,914.5 -0.2

2.7

Créditos às Empresas Públicas não Financeiras

864.6

839.8

3,152.5

-2.9 275.4

Crédito ao Sector Privado

93,654.0 93,501.8 93,762.0 -0.2

0.3

Outros Ativos Líquidos

-20,877.8 -21,745.2 -22,411.5 4.2

3.1

Massa Monetária

136,080.4 146,005.0 154,560.6 7.3

5.9

Passivos Monetários

47,782.3 54,174.1 56,225.7 13.4

3.8

Moeda em Circulação

8,216.2

8,706.7

8,942.6

6.0

2.7

Depósitos a ordem em Moeda Nacional

39,566.1 45,467.5 47,283.1 14.9

4.0

Passivos Quase Monetários

88,298.0 91,830.9 98,334.9

4.0

7.1

dq: Depósitos de Poupança

3,431.9

3,705.2

4,142.3

8.0

11.8

Depósitos a Prazo em Moeda Nacional

31,271.2 33,414.5 36,004.9

6.9

7.8

Depósitos de Emigrantes

43,632.1 46,944.4 49,739.2

7.6

6.0

Valores em CVE 10^6

2013

2014

2015

P

T.V.H

Gráfico nº11.- Evolução dos Indicadores da Balança

Pagamentos (taxa de variação homologa)

-30.0 -20.0 -10.0 0.0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0 60.0 I-2006 IV -2006 III -2007 II-2008 I-2009 IV-2009 III -2010 II-2011 I-2012 IV-2012 III -2013 II-2014 I-2015 IV-2015 Exportações Importações

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10

e das remessas dos emigrantes em

24,9% e 20,1% respectivamente, em

termos homólogos.

Fonte: Banco de Cabo Verde/Novembro de 2015

Entretanto, o saldo global da balança

de pagamento foi positivo e as

reservas internacionais registaram

um aumento de 7,8% em termos

homólogos.

Finanças Públicas

Análise Global

A execução orçamental provisória,

relativa ao quarto trimestre de 2015,

aponta para um saldo global

negativo de 6.057,5 milhões de

escudos (-3,7% do PIB), o que

representa menos 3,7p.p do PIB,

face ao período homólogo.

Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento

Esta

evolução

da

execução

orçamental resulta, sobretudo, do

abrandamento da execução do

programa de investimento público

em curso e do aumento das receitas

totais.

Gráfico nº12.- Evolução dos Indicadores da Balança

Transações Correntes (taxa de variação homologa)

-100.0 -50.0 0.0 50.0 100.0 150.0 200.0 I-2006 IV -2006 III -2007 II-2008 I-2009 IV -2009 III -2010 II-2011 I-2012 IV -2012 III -2013 II-2014 I-2015 IV -2015 Transferências Oficiais Remessas de Emigrantes

Gráfico nº13.- Evolução do Saldo Global ( Em % do PIB)

-8,0

-6,0

-4,0

-2,0

0,0

4º Trim 2014

4º Trim 2015

-7,3788

-3,7189

(15)

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Pública

11

Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento

A receita total (incluindo a ajuda

alimentar e donativos) aumentou

18,1%, justificado, essencialmente,

pelo

acréscimo

dos

impostos

(10,1%), das receitas de capital

(40,5%) e das outras receitas

(45,6%),

comparativamente

ao

período homólogo.

Quanto às despesa (despesas

correntes

de

funcionamento

e

investimento),

verificou-se

um

agravamento de 10,0%, face a

Dezembro do ano transacto. Quando

analisado em termos do PIB, a

despesa atingiu 25,2% (+1,0% que

no mesmo período de 2014).

O desempenho das receitas fiscais

deveu-se, sobretudo, do aumento

registado no IR-PC, em 58,9%, no

periodo em analise, tendo o rácio

impostos/PIB fixado em 18,6%,

acima em 0,8p.p, relativamente ao

período homólogo.

De acordo com os dados provisórios

até Dezembro de 2015, os activos

não financeiros registaram uma

variação homóloga negativa de

27,9%, atingindo 6.844,2 milhões de

escudos, o que representa cerca de

52,0% do valor orçamentado para

2015 e cerca de 4,2% do PIB.

Face à estes desenvolvimentos, o

stock da divida pública, excluindo os

TCMF (Títulos Consolidados de

Tabela nº3.-Principais Indicadores Orçamentais

2014 2015 Var. Em % do 4º trim 4º trim Homologa PIB 1. RECEITAS TOTAIS 35.408 41.826 18,1 25,7 1.1 - Receitas Correntes 33.028 38.482 16,5 23,6 Impostos 27.465 30.252 10,1 18,6 Segurança Social 55 46 -17,5 0,0 Transferências( correntes) 228 497 118,5 0,3 Outras Receitas 5.280 7.687 45,6 4,7 1.2 - Receitas de Capital 2.381 3.344 40,5 2,1 2. DESPESAS TOTAIS (Fun+Inv) 37.297 41.040 10,0 25,2 2.1-Despesas Correntes FUN 32.018 34.471 7,7 21,2 das quais: Juros da dívida interna 1.910 2.374 24,3 1,5 Juros da dívida externa 1.518 1.724 13,5 1,1 2.2-Despesas Correntes INV 5.279 6.569 24,4 4,0 3. Resultado Operacional Bruto -1.889 787 -141,6 0,5 4. Activos não Financeiros 9.487 6.844 -27,9 4,2 Compra de activos não financeiros 9.876 7.128 -27,8 4,4 dq: programa de Funcionamento 76 157 108,0 0,1 dq: programa de investimento 9.800 6.971 -28,9

Venda activos não financeiros 389 284 0,0 0,2 5. SALDO GLOBAL (base caixa; 1 - 2 - 4) -11.376 -6.058 - Saldo global ( em percentagem do PIB) -7,4 -3,7 Saldo global excluindo transferências(donativos) -13.984 -9.899 -

Saldo Corrente (1.1-2) -4.270 -2.557 -

Saldo Corrente Primario -842 1.540 -

Saldo Corrente Primario (em percentagem do PIB) -0,5 0,9 - Saldo Corrente (em percentagem do PIB) -2,8 -1,6 - Saldo global Primário (1-2+juros) -7.948 -1.960 - Saldo global Primário (em percentagem do PIB) -5,2 -1,2 -

-6. FINANCIAMENTO 10.915 5.526 -

6.1 Activos Financeiros -4.736 -5.402 - -Empréstimos Concedidos Mi Amortizações 126 273 - -Empréstimos Concedidos Mi Concedidos -4.771 -4.253 - -Acções E Outras Participações Mi - Aquisições -87 -1.899 - -Acções E Outras Participações Mi - Alienação 488

Outros Activos Financeiros Mi - Alienações 27 21 - -Acções E Outras Participações Me - Aquisições -32 -32

6.2 Passivos Financeiros 15.652 10.928 -

-Interno líquido 1.045 996 -

Sistema bancário 3.340 -387 -

Empréstimos Obtidos Pmi - Aquisições - Emprétimos Obtidos Pmi - Amortizações -3 -

Outras transações 0 0 -

Outros Passivos Financeiros Pmi - Aquisições 0 0 - Outras Operações Tesouro -1.108 -914 - -Despesa por compensar na conta do Tesouro no BCV em 31do Trimestre1.413 1.863 - -Pagamento de 2014 compensado em 2015 -2.000 -2.867 - -Receitas recebidas por cheque não Compensado -

Sistema não bancário -601 3.303 -

-Externo líquido 14.607 9.932 -

-Desembolsos 16.643 12.364 -

Amortizações programadas -2.036 -2.432 - -7. DIFERENCIAL DE FINANCIAMENTO / DISCREPÂNCIA (5 + 6) -460 -531 - DÍVIDA PÚBLICA (em % do PIB) 115,2 121,2

Dívida Pública 177.644 197.373

Interna 41.588 45.998

Externa 136.056 151.374

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Mobilização Financeira), em termos

acumulados,

atingiu

197.372,5

milhões de CVE, sendo a dívida

interna de 45.998,1 milhões de CVE

(28,2% do PIB) e a dívida externa de

151.374,5 milhões de CVE (92,9%

do PIB).

O rácio global dívida pública/PIB foi

de 121,2%, registando um aumento

de 5,9 % do PIB face a 2014.

Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento

Análise das Receitas

Durante o quarto trimestre, as

receitas provisórias ascenderam

41.826,5

milhões

de

CVE,

correspondendo a um grau de

execução

de

94,1%,

o

que

representa um acréscimo de 18,1%,

face ao período homólogo.

A semelhança do terceiro trimestre,

as

principais

rúbricas

que

contribuíram para o aumento em

causa foram os impostos, outras

receitas e receitas de capital.

Da análise de execução de Janeiro a

Dezembro,

verifica-se

que

os

impostos aumentaram 10,1%, face

ao período homólogo, contribuindo

para esse resultado as variações

positivas nos Impostos sobre o

rendimento em 18,7%, Impostos

sobre bens e serviços em 9,3% e

Impostos

sobre

transações

internacionais em 5,7%.

A evolução positiva nos impostos

sobre

rendimento

reflecte,

em

particular, o desempenho do IR

Pessoas Colectivas em 58,9%.

Gráfico nº14.-Evolução da Divida Pública (Em % do PIB)

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O desempenho em sede do imposto

sobre o lucro reflecte:

Por um lado, as medidas de

políticas introduzidas com a

entrada em vigor do novo

Código do Imposto sobre as

Pessoas

Colectivas,

que

consagrou os pagamentos

fraccionados por conta, cujo

montante

arrecadado

no

período ascendeu os 1.998,3

milhões de escudos e,

Por

outro

lado,

pelo

adiamento da cobrança da

autoliquidação, que no ano

passado cifrou-se em 1.240,7

milhões

de

escudos,

e

também, pela cobrança dos

atrasados em cerca de 641,7

milhões de escudos, na sua

maioria via encontro de

contas.

Relativamente ao IR

– Pessoas

Singulares,

registamos

uma

cobrança

acima

do

previsto,

assinalando um grau de execução

de 102,1%.

Em relação aos impostos sobre

transações internacionais regista-se

um aumento em 5,7%, face ao

período homólogo, e em relação à

previsão uma diminuição de 8,8%.

Em

termos

desagregados,

relativamente ao período homólogo,

verificou-se uma variação positiva do

Direito de Importação em 6,0% e

Taxa Comunitária CEDEAO em

-1,4%.

Comparativamente

à

previsão,

regista-se

uma

performance negativa relativamente

a Taxa Comunitária em 20,0% e

Direitos de Importação em 8,2%.

Fonte: DNOCP

Nos impostos sobre bens e serviços,

destaca-se um aumento do IVA em

11,2%, face ao período homólogo,

com variações positivas em ambas

as fontes de arrecadação, DA e DCI.

Sendo que no IVA-DA o aumento foi

de 1,7% e no IVA-DCI 26,4%. Para

este

resultado

contribuíram

positivamente o IVA regime normal

Gráfico 15. - Receitas Correntes

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(+1.004,2 milhões de escudos) e,

com menos peso, negativamente o

IVA regime simplificado (-4,0 milhões

de escudos).

Esta evolução positiva face ao

mesmo período do ano anterior

resulta:

Das alterações de política

fiscal, no que tange ao

nivelamento do IVA à taxa de

15% introduzida em 2013,

com impacto positivo no

sector do turismo, tendo este

uma única empresa do sector

contribuído em cerca de 616,5

milhões de escudos;

e pelo aumento da taxa do

IVA de 15% para 15,5% em

vigor durante o ano de 2015 e

por outro, pela cobrança de

atrasados no montante de

286,5 milhões de escudos.

Ainda, relativamente à arrecadação

do IVA por fonte, constata-se que

56,4% foi da responsabilidade da DA

e 43,6% da DCI.

O acréscimo verificado nas receitas

de capitais, em relação ao período

homólogo, deve-se ao aumento dos

donativos directos em 963,5 milhões

CVE, para fazer face ao Inquérito às

despesas e receitas familiares e

elaboração do perfil da pobreza, ao

Co - Financiamento da substituição

da conduta de água Patim e Cova

Figueira,

Fundo

Flexível

para

Estudos e pequenas Infra-estruturas

de água e saneamento e para

realização de projectos.

A variação de 45,6% (acréscimo de

2.407,3 milhões CVE) nas outras

receitas

foi

impulsionada,

principalmente, pelas rubricas outras

receitas

diversas

e

não

especificadas,

rendimentos

de

propriedades, e venda de bens e

serviços. Em termos absolutos,

houve um aumento de 1.398,6

milhões CVE, 813,2 milhões CVE, e

549,5

milhões

CVE,

respectivamente.

Este

comportamento

deve-se,

essencialmente, a entrada dos

dividendos da ASA e de outras

receitas efectuados no âmbito do

encontro de contas.

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15

Análise da Despesa

Até Dezembro de 2015, a despesa

total (funcionamento e despesas

correntes de investimento público)

situou-se em 41.039,8 milhões de

CVE,

apresentando

um

agravamento em 10,0%, face ao

período homólogo, correspondente a

3.742,4 milhões de escudos, em

termos absolutos.

As rubricas que contribuíram para

esta evolução foram:

Subsídios em 51,4% (54,7

milhões de CVE),

Aquisição de bens e serviços

em 32,5% (1.668,1 milhões de

CVE),

Juros correntes em 20,0%

(690,2 milhões de CVE),

Benefícios sociais em 9,6%

(413,5 milhões de CVE),

Transferências correntes em

8,2% (360,1 milhões de CVE),

Despesas com pessoal em

1,0% (172,9 milhões de CVE).

A agravamento verificada na rúbrica

Aquisição de bens e serviços

deve-se

ao

aumento

do

montante

executado

nas

Assistências

Técnicas não residentes 141,8%

(639,7

milhões

de

CVE),

Representação

dos

serviços

1748,0% (402,7 milhões de CVE),

Assistências técnicas residentes

40,4% (250,6 milhões de CVE),

Electricidade 39,5% (114,5 milhões

de CVE), Publicidade e propaganda

em 98,0% (86,6 milhões de CVE),

Livros e documentação técnica

616,0% (54,8 milhões de CVE),

Material de transporte e peças

195,7% (39,0 milhões de CVE),

Transporte 139,5% (37,5 milhões de

CVE), Matérias-primas subsidiárias

46,7% (8,84 milhões de CVE)

Material de conservação e reparação

de bens 34,8% (11,5 milhões de

CVE), Material de limpeza higiene e

conforto 31,0% (9,1 milhões de

CVE), Produtos Alimentares 29,9%

(62,2 milhões de CVE) Roupa

vestuário e calçado 23,1% (18,1

milhões de CVE).

É de se destacar que o aumento na

rúbrica “aquisição de bens e

serviços” resulta:

Da cativação de apenas 10%

das rubricas que constituem

este agrupamento económico,

quando

que

nos

anos

antecedentes o cativo foi de

30%;

Da consolidação do processo

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16

OE

2015

de

vários

CC

nomeadamente, dos sectores

de

saúde,

educação

e

desenvolvimento

rural,

que

antes não integravam o OE;

E também da Transferência de

alguns CC antes no PI para o

OF,

motivada

pela

nova

abordagem da elaboração do

OE (Orçamento Programa e

por Resultado).

O acréscimo nos Subsídios deve-se

ao aumento da rubrica Subsídios a

Empresas Públicas não Financeiras

em 56,5% (45,6 milhões de CVE),

justificado pelo custo assumido pelo

Governo com a subsidiação das

linhas

marítimas

consideradas

deficitárias e subsidio a empresas

privadas não financeiras em 35,5%

(9,2 milhões de CVE).

A variação registada na rúbrica Juros

correntes é derivada do aumento do

montante executado nos Juros da

dívida interna 24,3% (464,3 milhões

de CVE) e Juros da divida externa

em 13,5% (205,3 milhões de CVE).

O aumento dos juros da divida

interna é resultante das novas

emissões de títulos ocorridas no ano

transacto e no ano em curso.

Nos juros da divida externa o

aumento

é

justificado

pela

ocorrência de novos desembolsos,

resultante de acordos empréstimos

assinados, em anos anteriores, na

sua maioria junto de credores

comerciais e bilaterais.

O acréscimo de 8,2% (360,1 milhões

de CVE) na rúbrica Transferências

Correntes é resultado do aumento

registado nas rúbricas:

Fundos e serviços autónomos

correntes em 2.897,1% (134,6

milhões de CVE), justificado,

essencialmente,

pela

consolidação

no

OE

da

transferência do INPS aos

hospitais Centrais (HCAN e

HCBS),

no

âmbito

da

comparticipação

da

previdência

social

na

assistência

médica

e

hospitalar;

Quotas

a

Organismos

Internacionais Correntes em

170,5% (92,7 milhões de CVE),

justificado,

essencialmente,

pela regularização das quotas

em atraso da CEDEAO.

Os Benefícios Sociais aumentaram

9,6%, derivado, essencialmente,

pelo acréscimo das Pensões de

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aposentação em 11,5% (290,3

milhões de CVE), Pensões do

regime não contributivo 3,4% (44,9

milhões de CVE) e Pensões de

sobrevivência

em 17,0%

(26,9

milhões de CVE) e Evacuação de

doentes em 351,5% (164,6 milhões

de CVE).

Esta rubrica tem vindo a registar

consecutivos

agravamentos,

resultando da própria natureza do

regime fechado das pensões da AP,

devido ao aumento do números dos

beneficiários

de

pensões

de

aposentação e de regime não

contributivo.

A evolução da Despesa com o

Pessoal deve-se ao acréscimo na

Segurança Social em 5,8%. Esta

evolução

resulta

do

aumento

derivado de descongelamento de

alguns recrutamentos e evolução na

carreira pessoal docente ocorridas

em finais do ano transacto, bem

como da inscrição no INPS de

alguns

funcionários

que

não

estavam abrangidos pelo sistema de

Segurança Social.

Fonte: DNOCP

Aquisição

de

Activos

Não

Financeiros

e

Programa

de

Investimento Público

As despesas com activos não

financeiros

registaram

um

decréscimo de 27,9%, atingindo

6.844,2 milhões CVE, sobretudo nas

despesas de Investimentos.

O

Programa

de

Investimento

Público, no período em análise, foi

financiado na sua maioria com

recursos externos (56,4%). Os

recursos

do “Tesouro”, incluindo

Ajuda Orçamental, representaram

43,6%.

Gráfico 16. – Despesas Correntes

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Em relação aos recursos externos:

39,5% são “Empréstimos”, 16,7%

correspondem

a

“Donativos

Directos” e 0,3% “Fundo de contra

partida”.

Os

eixos

estratégicos

que

contribuíram para a execução no

período foram: “Infra-estruturação”

(47,6%), ”Boa Governação” (27,4%),

“Capital Humano” (12,7%), “Reforço

do Sector Privado” (12,0%), e

“Afirmar a Nação Global” (0,3%).

O “Eixo Infra-estruturação” atingiu

uma execução de 6.227,6 milhões

de CVE. Do montante executado,

constata-se que grande parte do

mesmo foi canalizado para o

Mobilização de água, distribuição de

energia

e

das

Infra-estruturas

portuárias

e

rodoviárias.

Dos

Programas executados,

destacam-se “Infra-estruturas de Produção

Armazenamento e Distribuição de

Energia” (1.611,7 milhões de CVE),

“Mobilização de Água e Reforço da

Capacidade

de

Abastecimento

Público” (1.201,4 milhões de CVE),

“Desenvolvimento

das

Infra-estruturas

Portuárias”

(789,8

milhões de CVE), “Mobilização de

Água e Ordenamento de Bacias

Hidrográficas”

(772,5 milhões

de CVE), “Desenvolvimento das

Infra-estruturas Rodoviárias” (758,1

milhões de CVE), “Melhoria da

Qualidade

das

Infra-estruturas

Rodoviárias” (511,3 milhões de

CVE), “Desenvolvimento do Sistema

de

Transportes

e

Segurança

Marítima” (312,1 milhões de CVE),

Promoção

e

Reabilitação

da

Habitação de Interesse Social”

(162,3

milhões

de

CVE),

“Desenvolvimento

das

Infra-estruturas Aeroportuárias” (18,7

milhões de CVE) e “Promoção e

Desenvolvimento do Saneamento

Básico” (16,5 milhões de CVE).

O Eixo Boa Governação registou

uma execução de 3.587,9 milhões

de CVE. Do montante executado,

constata-se que grande parte do

mesmo foi direccionado para a

“Consolidação e Requalificação

Ambiental” (806,2 milhões de CVE)

“Acesso aos Pobres dos Serviços

Sociais de Base e ao Rendimento”

(315,7 milhões de CVE), “Garantia

do acesso a todos os grupos sociais

e profissionais a protecção social”

(273,4 milhões de CVE), “Programa

mais qualidade mais comunidade e

micro realizações (241,2 milhões de

CVE),

“Modernização

da

(23)

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milhões de CVE), “Melhoria do

sistema estatístico nacional” (185,6

milhões de CVE), “Reforço da

participação na vida política” (180,2

milhões de CVE), “Gestão e

Administração Geral MFP” (167,3

milhões de CVE), “Sistema nacional

do cadastro predial” (155,0 milhões

de CVE), “Construção e reabilitação

das infraestruturas do Estado” (123,6

milhões de CVE) e “Reforço de

competências técnicas do MFP”

(93,2 milhões de CVE).

A Execução do Eixo Capital Humano

ficou pelos 1.667,6 milhões de CVE.

Do montante executado, constata-se

que grande parte do mesmo foi

direccionado para “Acção Social e

Escolar” (190,2 milhões de CVE),

“Promoção do Emprego e Formação

Profissional” (164,7 milhões de

CVE), “Infra-estrutura de rede

hospitalar” (156,9 milhões de CVE),

“Desenvolvimento

do

Sector

Farmacêutico” (138,9 milhões de

CVE), “Reforço da Qualidade do

Sistema Educativo e Desportivo”

(123,9

milhões

de

CVE),

“Desenvolvimento

de

infra-estruturas do ensino secundário”

(98,9 milhões de CVE), “Melhoria

das Condições de Vida das Crianças

e Adolescentes” (92,3 milhões de

CVE), “Prestação dos Cuidados de

Saúde

na

Rede

de

Atenção

Primaria” (83,2 milhões de CVE), e

“Desenvolvimento

de

Infra-estruturas de Ensino Secundário”

(69,1 milhões de CVE).

O Eixo do Reforço do Sector Privado

assinalou uma execução de 1.564,1

milhões de CVE. Do montante

executado, constata-se que grande

parte, do mesmo, foi direccionado

para “Melhoria do Agro-Negócio e

das Fileiras Agro-pecuárias” (676,1

milhões de

CVE), “Melhoria da

Qualidade dos Produtos e Serviços

do Turismo” (297,9 milhões de CVE),

“Gestão dos Recursos Haliêuticos

para uma Pesca Sustentável” (166,7

milhões de CVE) “Melhoria do

Ambiente de Negócios” (75,1

milhões de CVE), “Administração

Cidadão e

Empresa” (66,6 milhões

de CVE), “Promoção do investimento

de Cabo Verde” (47,0 milhões de

CVE)

e

“Implementação

e

dinamização do sistema nacional de

qualidade” (39,0 milhões de CVE).

O Eixo Afirmar a Nação Global teve

uma execução de 32,9 milhões de

CVE.

Do

montante

executado

constata-se que grande parte do

(24)

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20

“Melhoria da Política de Imigração”

(20,8 milhões de CVE), “Melhoria da

Qualidade de Vida dos Emigrantes”

(9,8 milhões de CVE) e “Reforço dos

laços culturais e comunicação entre

a diáspora de Cabo Verde” (2,3

milhões de CVE).

Financiamento

O financiamento do défice de

5.526,1 milhões de CVE no período

em análise, conforme previsto, ficou

na

sua

maioria

a

cargo

da

componente externa, tendo sido os

desembolsos

registados,

essencialmente, canalizados para

financiamento das Infra-estruturas

Portuárias, Rodoviárias, Mobilização

de Água e Ordenamento de Bacias

hidrográficas

e

Produção

Armazenamento e Distribuição de

Energia.

Dívida Pública

O stock da dívida pública do

Governo Central no 4º trimestre de

2015, excluindo os TCMF, situou-se

em 197.372,5 milhões de CVE,

(121,2% do PIB), o que representa,

em termos absoluto, um crescimento

de 11,1% em relação ao stock do

período homólogo. Em termos de

rácio divida/PIB a variação foi de

5,9p.p.

O seu aumento absoluto é justificado

por dois factores: (i) a depreciação

da moeda nacional face ao dólar,

ocorrido durante ano e (ii) entrada de

novos desembolsos, proveniente de

empréstimo externo e de títulos de

valor emitidos no mercado interno.

Numa análise desagregada do stock,

constata-se que a dívida interna

situou-se em 45.998,1 milhões de

CVE, o que corresponde a 28,2% do

PIB. A dívida externa constitui a

maior parcela da divida do Governo

Central. Ela atingiu os 151.374,5

milhões de CVE, correspondendo a

92,9% do PIB. Todavia, ela é

constituída em 99,8% por divida com

maturidade remanescente de longo

prazo e com a taxa média anual em

torno de 0,98%.

(25)

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21

No

que

concerne

ao

fluxo,

registaram-se como entradas, em

termos globais, incluindo a dívida

flutuante, o valor de 23.624,4

milhões de CVE. O desembolso

externo totalizou 12.363,8 milhões

de CVE. Das emissões de títulos de

tesouro no mercado interno, a

entrada foi de 11.260,6 milhões de

CVE, correspondendo a 47,7% do

total de desembolsos ocorridos no

ano.

O serviço da dívida, no período,

totalizou os 11.252,2 milhões de

CVE, sendo 7.154,6 para as

amortizações e 4.097,5 para os

juros.

Este

aumentou,

comparativamente

ao

período

homólogo anterior em 16,9%. Em

relação ao PIB do ano, este

situou-se em 6,9%, situou-sendo 2,5% para os

juros e 4,4% para o capital.

Dívida Interna

O stock da dívida interna no trimestre

em análise, atingiu o valor de

45.998,1

milhões

de

escudos.

Verificou-se um aumento no stock

das OT’s de 11,6%, uma diminuição

de 100% no stock dos BT’s e um

aumento de 1,4% nos outros

créditos, relativamente ao período

homólogo.

Analisando a evolução da dívida

interna, em relação ao PIB,

constata-se que este rácio atingiu, em

Dezembro de 2015, os 28,2% do

PIB. Este rácio mantém-se, dentro

dos

limites

preconizados

pelo

Governo.

A estrutura da dívida interna, no

período em análise é a seguinte:

96,1% por Obrigações do Tesouro,

3,9% por outros créditos e 0,0% por

Bilhetes do Tesouro.

Em termos de composição da dívida

interna

por

sector,

este

está

distribuído em 59% e 41% para o

sistema bancário e o sistema não

bancário, respectivamente.

Tabela nº 4. – Principais Indicadores da Dívida

Pública (em milhões CVE)

(26)

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22

A amortização de Capital da dívida

interna no período, situou-se em

4.723,0

milhões

de

CVE.

Comparativamente com o período

homólogo, este aumentou em 68%,

reflexo do perfil de amortização dos

títulos que constituem o portfólio da

dívida interna. Quanto aos juros,

estes, atingiram os 2.374 milhões de

CVE, representando um crescimento

de 24,3%, consequência de novas

emissões ocorridas no ano transato

e no ano em curso.

Dívida Externa

A dívida externa do Governo Central

no período em referência atingiu em

termos absolutos o montante de

151.374,5 milhões de CVE contra

136.055,6 milhões de CVE do

período homólogo, refletindo um

crescimento de 11,3%. A variação

em termos absolutos foi de 15.318,9

milhões CVE.

O seu aumento é justificado neste

ano em particular, por dois motivos,

como anteriormente mencionado: (i)

Por

um

lado

pelos

novos

desembolsos,

provenientes

de

acordos de empréstimos assinados

no ano em análise e em anos

anteriores,

junto

dos

nossos

credores multilaterais, comerciais e

bilaterais e (ii) por outro lado por

influência

de

fatores

externos,

nomeadamente, da flutuação do

câmbio

de

USD

e

o

fraco

crescimento económico que afecta o

rácio dívida/PIB. Salientamos que

7,4% do stock é constituído por USD.

Os

recursos

angariados

de

empréstimos têm sido direcionados

para financiar projectos que ainda se

encontram em fase de execução,

nas

áreas

de

agricultura,

de

Infraestruturas

portuárias

e

rodoviárias, de saúde, da redução da

pobreza e desigualdade social, da

água, do saneamento, da energia e

da pesca.

A estrutura da divida externa no

período em análise em termos de

credor é a seguinte: a) multilateral

47,7%; b) bilateral 21,5% e c)

comercial 30,8%.

Em

termos

de

fluxos,

os

desembolsos

de

empréstimos

externos

atingiram,

no

quarto

trimestre de 2015, o montante de

12.363,8 milhões CVE, o que

Referências

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