I N D Í C E
I - Relatório da Conjuntura e Síntese da Execução do Orçamento de Janeiro a
Dezembro de 2015
Contexto Internacional …….………...1
Economia Nacional – Evolução Recente.……….……...7
Sector Monetário e Financeiro …….…….………..8
Sector Externo.…….…….……….…...9
Finanças Públicas………..………..10
Análise da Receita.………..……….…...…12
Análise da Despesa.………..………...15
Análise de Aquisição de Activos não Financeiros e do Investimento Público…….…..17
Financiamento.…….………..…….20
Dívida Pública……...………..20
Dívida Interna………..21
Divida Externa……….22
Quadro Estatístico anexo ao relatório.……….………....24
Operações Financeiras do Estado..……….……….25
Receitas Orçamentais ...……..………....26
Despesas Públicas Correntes...………27
Despesas Públicas Correntes de Funcionamento……….…….……...28
Despesas Públicas Correntes de Investimento.………….…..……….………...29
Mapa A – Fluxos Financeiros do Estado……….………...……30
II – Anexos
Mapa A.3 – Desembolsos Efectuados até quarto Trimestre do ano 2015
Mapa I – Receitas Correntes do Estado, Segundo uma Classificação Económica
Mapa B – Fundos Saídos da Tesouraria do Estado para Pagamento das Despesas Mapa
II.1 – Despesas Globais de Funcionamento do Estado Segundo a Classificação
Económica
Mapa II – Despesas de Funcionamento do Estado, Especificada Segundo a
Classificação Económica e Orgânica.
Mapa II.1.1 – Despesas Globais de Funcionamento de Encargos Gerais da Nação,
Segundo a Classificação Económica
Mapa II.1.2 – Despesas Globais de Funcionamento do Governo e Chefia do Governo,
segundo a Classificação Económica
Mapa II.1.3 – Despesas Globais de Funcionamento de Serviços e Fundos Autónomos,
Segundo a Classificação Económica
Mapa II.1.4 – Adiantamento de Fundos por Regularizar
Mapa II.1.5 – Amortização de Empréstimos
Mapa IV – Receitas Globais de Serviços e Fundos Autónomos, Segundo a Classificação
Económica e Orgânica
Mapa V – Despesas Globais de Serviços e Fundos Autónomos, Especificadas Segundo
a Classificação Económica e Orgânica
Mapa A.5 – Pagamento de Programa Plurianual de Investimentos Públicos
Directamente aos Projectos
Mapa A.6 – Despesas Globais de Investimento do Estado Segundo a Classificação
Económica
Mapa X – Programa Plurianual de Investimentos Públicos Estruturados Por Programas e
Sub-Programas
Mapa II.1.6 – Estoque da Dívida Interna Pública por credores e por Instrumentos de
Financiamento
Mapa II.1.6 – Estoque da Dívida Externa Pública por credores e por Instrumentos de
Financiamento
I – RELATÓRIO DE CONJUNTURA E SÍNTESE DA EXECUÇÃO
DO ORÇAMENTO
DO ESTADO
DE JANEIRO A DEZEMBRO
2015
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1
Contexto Internacional
Economia Mundial
O ritmo de crescimento da actividade
económica mundial abrandou, em
2015, reflectindo sobretudo a queda
dos preços das matérias-primas e a
fraca performance das economias
emergentes e em desenvolvimento.
De acordo com o a actualização do
relatório do FMI sobre Perspectivas
Económicas Mundiais, divulgado em
Janeiro de 2016, o Produto Interno
Bruto mundial (PIB mundial) registou
uma taxa de crescimento real de
3,1%, menos 0,3p.p em relação à
2014 (3,4%).
O Produto Interno Bruto real das
economias
emergentes
e
em
desenvolvimento,
cresceu
em
termos médio 4,0%, em 2015,
reflectindo uma baixa de 0,6p.p ante
2014.
Quanto
às
economias
avançadas, a actividade económica
cresceu 1,9%, mais 0,1p.p em
comparação com 2014.
No global, os indicadores de
conjuntura
assinalam
alguma
deterioração
na
actividade
económica, em 2015. O Índice de
Gestores
de
Compras
(Global
Manufacturing and Services PMI1
Summary - na língua inglesa),
publicado pela JP Morgan e Markit,
registou um valor médio no produto
de 53,6 em 2015, contra 54,0 em
2014 (menos 0,6%).
Fonte: MARKIT
Tabela nº1.-Evolução de Indicadores Económicos Mundiais2015 2016 2017 Estimativa Variações em percentagem PIB REAL Economia Mundial 3.4 3.1 3.4 3.6 Economias Avançadas 1.8 1.9 2.1 2.1 EUA 2.4 2.5 2.6 2.6 Zona Euro 0.9 1.5 1.7 1.7 Japão 0.0 0.6 1.0 0.3
Outras Economias Avançadas 2.8 2.1 2.4 2.8
Economias Emerg. e em Desenlvimento 4.6 4.0 4.3 4.7
China 7.3 6.9 6.3 6.0
Índia 7.3 7.3 7.5 7.5
Brasil 0.1 -3.8 -3.5 0.0
África Sub-Sahariana 5.0 3.5 4.0 4.7
Indice de Preços no Consumidor (IPC)
Economias Avançadas 1.4 0.3 1.1 1.7
Economias Emerg. e em Desenvolvimento 5.1 5.5 5.6 5.9 Fonte WEO FMI, Janeiro de 2016
2014
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Quanto aos preços internacionais, as
taxas de inflação nas economias
avançadas e emergentes deverão
situar-se
nos
0,3%
e
5,5%,
respectivamente, no final do ano.
Esta
evolução
é
explicado,
essencialmente, pela evolução dos
preços das matérias-primas.
No quarto trimestre o índice de
preços das matérias-primas diminuiu
23,4% em relação ao trimestre
homólogo, reflectindo, no essencial,
a variação no índice dos produtos
energéticos (combustíveis (-43,4%)).
Analogamente, à outra componente
do índice global, o índice dos
produtos não energéticos (não
combustíveis) registou uma queda
de 19,0%.
Fonte: Index Mundi
A evolução nos preços das
matérias-primas
energéticas
reflectem,
essencialmente, a variação do preço
no petróleo bruto (crude), em termos
homólogos (-43,4%), quanto ao
trimestre anterior teve uma variação
positiva de (15,6%). Estes resultados
derivam da performance tanto a nível
trimestral como ao mesmo período
do ano anterior, respectivamente,
dos preços nas diferentes categorias
do petróleo, nomeadamente, Brent,
Dubai
Fateh
e
West
Texas
Intermediate (WTI).
Realce-se que o preço do Brent
aumentou 15,2% face ao período
anterior, e 42,8% em termos
homólogos. O do Dubai Fateh,
também, diminuiu em relação ao
trimestre precedente e face ao
período homólogo em 21,2% e
44,8%, respectivamente. E o do WTI
diminuiu quer face ao período
precedente (10,6%), quer face ao
período homólogo (42,5%).
Quanto aos preços dos produtos
alimentares, de acordo com o índice
de preços da FAO, no quarto
trimestre, registou-se uma variação
homologa negativa de 17,8%.
Gráf ico nº2.-Evolução do Indice de Preços das
Matérias- Primas
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Fonte: Index Mundi
No que se refere às diferentes
categorias
de
produtos
que
compõem o índice de preços da
FAO,
regista-se,
variações
homólogas negativas em todas as
categorias sendo: Carnes (-23,50%),
produtos lácteos (-14,95%), cereais
(-15,18%),
óleos
(-13,68%)
e
açúcares (-10,68%).
Fonte: Food and Agriculture Organization
Estados Unidos da América
A actividade económica nos Estados
Unidos acelerou em 2015. O Produto
Interno Bruto (PIB) cresceu em
termos reais 2,5%, mais 0,1p.p ante
2014.
A
performance
em
2015
foi
suportada
pelo
consumo
das
famílias, investimento privado e
gastos públicos.
Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI
No mercado de trabalho, a taxa de
desemprego situou-se nos 5% em
Dezembro de 2015, valor idêntico ao
registado no mês precedente.
A inflação aumentou 0,2p.p, em
Dezembro, situando-se nos 0,7%. A
evolução dos preços no consumidor
continua a reflectir a evolução dos
Gráfico 3. - Evolução de Preços de Petróleo
(médias mensais dos índices)
0 20 40 60 80 100 120 140 De z-10 Ab r-11 Ago-11 De z-1 1 Ab r-12 Ag o-12 De z-1 2 Ab r-13 Ago-13 De z-1 3 Ab r-14 Ago-14 De z-1 4 Ab r-15 Ago-15 De z-1 5
Petróleo bruto Brent Dubai Fateh WTI
Gráf ico nº4.-Evolução do Indice de Preços dos
Produtos Alimentares
Gráf ico nº5.-Evolução da Actividade Económica e
Preços/EUA ( Variação do PIB real e inf lação, em %)
-4.0
-3.0
-2.0
-1.0
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015PIB
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preços dos produtos energéticos e
dos produtos alimentares.
Em termos de política monetária, na
reunião de Dezembro de 2015, o
Comité do Mercado Aberto da
Reserva Federal decidiu aumentar
em 0,25 p.p as taxas referência dos
fundos federais (fed funds) passando
do
intervalo
[0%-0,25%]
para
[0,25%-0,50%], uma decisão já
esperada pelos mercados e que
marca o fim de sete anos de taxas
extremamente baixas.
Zona Euro
A economia dos países da Zona
Euro melhora pelo segundo ano
consecutivo em 2015. Após ter
crescido 0,9% em 2014 (ante a
contração de 0,3% em 2013) o
Produto Interno Bruto real, de acordo
com as estimativas do FMI, cresceu
1,5% em 2015.
Este crescimento espelha a melhoria
na confiança dos consumidores,
aumento da procura interna em
paralelo com as evoluções do nível
de investimento e das exportações.
A nível de preços, a inflação
homóloga
medida
pelo
índice
harmonizado
de
preços
no
consumidor (IHPC), foi de 0,2% em
Dezembro (0,1p.p acima do valor
registado
em
Novembro).
No
mercado de trabalho, a taxa de
desemprego diminuiu, sendo que a
mesma ronda os para 11%, ante
10,9% em Agosto.
Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI
No que respeita às decisões de
política monetária, é de destacar que
na reunião de Dezembro de 2015 o
Conselho do Banco Central Europeu
(BCE) decidiu baixar a taxa de juro
da
facilidade
permanente
de
depósito em 10 pontos base para
-0,30%. A taxa de juro das operações
principais de refinanciamento e a
taxa
referente
à
facilidade
permanente de cedência de liquidez
mantêm-se
inalteradas,
permanecendo em 0,05% e 0,30%,
respetivamente.
Gráf ico nº6.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Zona Euro ( Variação do PIB real e inf lação, em %)
-5.0
-4.0
-3.0
-2.0
-1.0
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015PIB
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Japão
O PIB real do Japão está a
recuperar-se num ritmo moderado,
propulsionada
pelo
consumo
privado.
De acordo com o relatório do FMI, a
economia Japonesa cresceu 0,6%,
em 2015 (mais 0,6p.p do valor
registado em 2014).
Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI
Na esfera nominal, em Dezembro, a
inflação foi de 0,2% e o desemprego
manteve-se idêntica a Novembro
nos 3,3%.
Do lado monetário, na reunião de
Dezembro, o Banco do Japão (BoJ)
decidiu manter a meta anual do seu
programa de compra de activos em
cerca de USD 650 bilhões, mas
estabeleceu um novo programa de
compra activos que terá inicio em
Abril de 2016.
Ásia em desenvolvimento
Apesar de persistir num patamar
relativamente elevado, o ritmo de
crescimento
das
principais
economias emergentes e avançadas
da Ásia tem vindo a desacelerar, à
medida que são retirados os
estímulos
à
economia,
com
implicação directa nos investimentos
e na procura interna.
De acordo com o FMI, taxa de
crescimento para este grupo de
países foi de 6,6% em 2015, menos
0,2p.p em relação a 2014.
Relativamente à China, a economia
continua a abrandar. Em 2015, o PIB
real cresceu 6,9%, o que significa
uma desaceleração de 0,4p.p, face
ao ano anterior. Este resultado, o
menor desde 1990, aumenta os
temores dos mercados sobre a
segunda maior economia do mundo,
que é vista como o motor do
crescimento económico mundial.
A nível da esfera nominal, em
Dezembro, a taxa de inflação foi de
1,6% (ante 1,5% em Novembro) e o
desemprego manteve-se nos 4%.
Gráf ico nº7.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Japão ( Variação do PIB real e inf lação, em %)
-8.0 -6.0 -4.0 -2.0 0.0 2.0 4.0 6.0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 PIB Inflação
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Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI
América Latina e Caraíbas
A fraca performance da economia
mundial e preços baixos das
matérias primas tem afectado a
actividade económica nos países da
América Latina e Caraíbas, em
particular no que se refere ao
comércio externo.
Os resultados avançados pelo FMI
indicam que a economia dos países
americanos e caribenhos, contraiu
0,3% em 2015, ficando a 1p.p da
performance alcançada em 2014.
No que se refere aos parceiros de
Cabo Verde na região, de acordo
com o relatório divulgado pelo FMI, a
actividade económica no Brasil,
registou uma queda de 3,8% em
2015 (menos 3,7p.p em relação a
2014).
Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI
Quanto ao nível de preços e as
condições da mão-de-obra, de
acordo com o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatísticas (IBGE), em
Dezembro, a inflação situou-se nos
10,7% e a taxa de desemprego foi de
6,9%, ante 7,5%, em Novembro.
África Sub-Sahariana
Os países da Africa Subsariana, têm
sido afectados pelos baixos preços
das commodities, o abrandamento
da procura global e os problemas
estruturais
internos
que
tem
influenciado a actividade económica
na região, principalmente os países
que exportam ou importam petróleo.
De facto, o ritmo de crescimento da
actividade económica na África
Subsaariana abradou para 3,5% em
2015, ante 5,0% em 2014.
Gráf ico nº8.-Evolução da Actividade Económica e Preços/China ( Variação do PIB real e inf lação, em %)
-2.0 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 PIB Inflação
Gráf ico nº9.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Brasil ( Variação do PIB real e inf lação, em %)
-5.0 0.0 5.0 10.0 15.0 20.0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 PIB Inflação
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Economia Nacional - Evolução
Recente
A economia nacional, de acordo com
as estimativas do Ministério das
Finanças e do Planeamento evoluiu,
favoravelmente,
em
2015,
crescendo
entre
[3%-4%]
em
comparação com o ano anterior (cujo
crescimento foi de 1,8%, de acordo
com o INE).
A performance do sector turístico,
bem
como
a
retoma
dos
investimentos ligados a este sector
foram
determinantes
para
a
evolução da actividade económica.
A estes dois factores associa-se a
boa evolução das remessas que vem
contribuindo,
significativamente,
para o aumento do rendimento
disponível das famílias.
Quanto aos preços, em Dezembro
de 2015, a inflação média fixou-se
em 0,1%, valor idêntico ao registado
no mês anterior. A inflação homóloga
foi de -0,5%, diminuindo 0,3p.p em
relação a Novembro.
Este resultado reflecte a diminuição
dos preços, principalmente nas
classes: Rendas de habitação, água,
electricidade,
gás
e
outros
combustíveis
(C04
(-8,5%)),
Transportes
(C07
(-2,3%)),
Vestuário e calçado (C03 (-1,0%)), e
Ensino (C10 (-0,4%)).
Entretanto, registou-se variações
positivas nas classes seguintes:
Acessórios, equipamento doméstico
e manutenção corrente da habitação
(C05 (+7,5%)), Bens e serviços
diversos (C12 (+3,6%)), Hotéis,
restaurantes, cafés e similares (C11
(+2,3%)), Lazer, recreação e cultura
(C09 (+1,7%)), Bebidas alcoólicas e
tabaco (C02 (+1,0%)), Saúde (C06
(+0,8%)) e Produtos alimentares e
bebidas
não
alcoólicas
(C01
(+0,6%)).
A taxa de inflação, excluindo os
produtos
alimentares
não
transformados
e
energéticos
(inflação
subjacente
ou
core
inflation), foi de 0,9%, valor inferior
ao registado no mês anterior em
0,1p.p.
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Fonte: Instituto Nacional de Estatísticas
Sector Monetário e Financeiro
A massa monetária, em Dezembro
de 2015, de acordo com os dados do
Banco de Cabo Verde (BCV),
cresceu
5,9%,
em
termos
homólogos, essencialmente, devido
a evolução dos activos externos
líquidos
(+14,7%
em
termos
homólogos).
Os
activos
internos
líquidos
registaram um aumento de 2,0%. O
crédito interno líquido com um
aumento de 2,2%, foi o principal
propulsionador desta evolução.
A variação do credito interno, em
Dezembro de 2015, é explicada,
sobretudo, pela evolução do crédito
a economia (+2,7%). A analise desta
componente revela alguma melhoria
na dinâmica do credito ao sector
privado, que aumentou 0,3%, vindo
de uma queda de -0,2% em
Dezembro de 2014.
Quanto a outra componente do
credito interno (crédito líquido ao
sector
público
administrativo),
constata-se uma desaceleração no
seu ritmo de crescimento, passando
de 11,7% em Dezembro de 2014
para 0,5% em Dezembro de 2015.
Cumpre aqui, destacar que o credito
ao governo central aumentou 5,6%
(menos 17,6p.p em relação a
Dezembro de 2014).
No que se refere aos passivos
monetários, a circulação monetária e
os depósitos à ordem em moeda
nacional, em Dezembro de 2015,
aumentaram em 2,7% e 4,0%
respectivamente face ao mesmo
período de 2014.
Estes resultados permitiram que a
massa monetária no sentido restrito
(M1) aumentasse em 3,8% em
termos homólogos.
Relativamente aos passivos quase
monetários, estes cresceram 7,1%
face ao período homólogo. A
Gráfico nº10.-Evolução das taxas de inflação (em %)
0.1%
-4.0%
-2.0%
0.0%
2.0%
4.0%
6.0%
8.0%
10.0%
De
z-10
Ju
n
-11
De
z-11
Ju
n
-12
De
z-12
Ju
n
-13
De
z-13
Ju
n
-14
De
z-14
Ju
n
-15
De
z-15
Homologa
Média Anual
Mensal
Subjacente
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expansão dos “quase monetários”
resulta, no essencial, da variação
positiva dos depósitos de poupança
(+11,8%), depósitos a prazo em
moeda nacional (+7,8%) e dos
depósitos dos emigrantes (+6,0%).
Fonte: Banco de Cabo Verde, Janeiro de 2016
Relativamente aos passivos quase
monetários, estes cresceram 7,1%
face ao período homólogo. A
expansão dos “quase monetários”
resulta, no essencial, da variação
positiva dos depósitos de poupança
(+11,8%), depósitos a prazo em
moeda nacional (+7,8%) e dos
depósitos dos emigrantes (+6,0%).
Sector Externo
As contas externas nacionais, de
acordo com dados provisórios,
reflectem melhorias no saldo da
conta corrente. No quarto trimestre
de 2015, a balança corrente registou
um défice de 4,2% do PIB previsto,
o que evidencia um desagravamento
do saldo da conta corrente em
51,1%, em termos homólogos.
A diminuição do défice inscreve-se
sobretudo
num
contexto
de
diminuição das importações (-8,7%)
e exportações (-9,9%) de bens e
serviços, com excepção para as de
serviços ligados ao turismo cujo as
exportações aumentaram em 3,3%.
Fonte: Banco de Cabo Verde/ Novembro de 2015
Quanto às outras componentes da
balança de pagamentos, destaca-se
o aumento das transferências oficiais
Tabela nº2.-Evolução dos Indicadores Monetários e Financeiros
2014 2015
Activo Externo Líquido
36,168.0 44,061.5 50,555.2 21.8 14.7
Banco de Cabo Verde
38,005.6 46,365.8 50,026.0 22.0
7.9
dq: Reservas Internacionais (líquido)
38,279.7 46,370.7 49,998.0 21.1
7.8
Bancos Comerciais
-1,837.6
-2,304.3
529.2
25.4 -123.0
Activo interno Líquido
99,912.4 101,943.5 104,005.4 2.0
2.0
Crédito Interno Líquido
120,790.2 123,688.7 126,416.9 2.4
2.2
Crédito Líquido ao Sector Público Administrativo
26,271.7 29,347.1 29,502.4 11.7
0.5
Crédito ao Governo Central
20,539.1 25,295.2 26,711.1 23.2
5.6
Títulos Consolidados de Mobilização Financeira (TCMF
2) 11,691.1 11,674.3 11,635.5 -0.1
-0.3
Crédito aos Governos Locais
2,578.2
3,300.7
3,601.4
28.0
9.1
Depósitos (inclui Governos Locais, INPS
3, IDA
4)
8,536.8
10,923.0 12,445.7 28.0
13.9
Crédito à Economia
94,518.5 94,341.6 96,914.5 -0.2
2.7
Créditos às Empresas Públicas não Financeiras
864.6
839.8
3,152.5
-2.9 275.4
Crédito ao Sector Privado
93,654.0 93,501.8 93,762.0 -0.2
0.3
Outros Ativos Líquidos
-20,877.8 -21,745.2 -22,411.5 4.2
3.1
Massa Monetária
136,080.4 146,005.0 154,560.6 7.3
5.9
Passivos Monetários
47,782.3 54,174.1 56,225.7 13.4
3.8
Moeda em Circulação
8,216.2
8,706.7
8,942.6
6.0
2.7
Depósitos a ordem em Moeda Nacional
39,566.1 45,467.5 47,283.1 14.9
4.0
Passivos Quase Monetários
88,298.0 91,830.9 98,334.9
4.0
7.1
dq: Depósitos de Poupança
3,431.9
3,705.2
4,142.3
8.0
11.8
Depósitos a Prazo em Moeda Nacional
31,271.2 33,414.5 36,004.9
6.9
7.8
Depósitos de Emigrantes
43,632.1 46,944.4 49,739.2
7.6
6.0
Valores em CVE 10^6
2013
2014
2015
PT.V.H
Gráfico nº11.- Evolução dos Indicadores da Balança
Pagamentos (taxa de variação homologa)
-30.0 -20.0 -10.0 0.0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0 60.0 I-2006 IV -2006 III -2007 II-2008 I-2009 IV-2009 III -2010 II-2011 I-2012 IV-2012 III -2013 II-2014 I-2015 IV-2015 Exportações Importações
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10
e das remessas dos emigrantes em
24,9% e 20,1% respectivamente, em
termos homólogos.
Fonte: Banco de Cabo Verde/Novembro de 2015
Entretanto, o saldo global da balança
de pagamento foi positivo e as
reservas internacionais registaram
um aumento de 7,8% em termos
homólogos.
Finanças Públicas
Análise Global
A execução orçamental provisória,
relativa ao quarto trimestre de 2015,
aponta para um saldo global
negativo de 6.057,5 milhões de
escudos (-3,7% do PIB), o que
representa menos 3,7p.p do PIB,
face ao período homólogo.
Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento
Esta
evolução
da
execução
orçamental resulta, sobretudo, do
abrandamento da execução do
programa de investimento público
em curso e do aumento das receitas
totais.
Gráfico nº12.- Evolução dos Indicadores da Balança
Transações Correntes (taxa de variação homologa)
-100.0 -50.0 0.0 50.0 100.0 150.0 200.0 I-2006 IV -2006 III -2007 II-2008 I-2009 IV -2009 III -2010 II-2011 I-2012 IV -2012 III -2013 II-2014 I-2015 IV -2015 Transferências Oficiais Remessas de Emigrantes
Gráfico nº13.- Evolução do Saldo Global ( Em % do PIB)
-8,0
-6,0
-4,0
-2,0
0,0
4º Trim 2014
4º Trim 2015
-7,3788
-3,7189
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Pública
11
Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento
A receita total (incluindo a ajuda
alimentar e donativos) aumentou
18,1%, justificado, essencialmente,
pelo
acréscimo
dos
impostos
(10,1%), das receitas de capital
(40,5%) e das outras receitas
(45,6%),
comparativamente
ao
período homólogo.
Quanto às despesa (despesas
correntes
de
funcionamento
e
investimento),
verificou-se
um
agravamento de 10,0%, face a
Dezembro do ano transacto. Quando
analisado em termos do PIB, a
despesa atingiu 25,2% (+1,0% que
no mesmo período de 2014).
O desempenho das receitas fiscais
deveu-se, sobretudo, do aumento
registado no IR-PC, em 58,9%, no
periodo em analise, tendo o rácio
impostos/PIB fixado em 18,6%,
acima em 0,8p.p, relativamente ao
período homólogo.
De acordo com os dados provisórios
até Dezembro de 2015, os activos
não financeiros registaram uma
variação homóloga negativa de
27,9%, atingindo 6.844,2 milhões de
escudos, o que representa cerca de
52,0% do valor orçamentado para
2015 e cerca de 4,2% do PIB.
Face à estes desenvolvimentos, o
stock da divida pública, excluindo os
TCMF (Títulos Consolidados de
Tabela nº3.-Principais Indicadores Orçamentais
2014 2015 Var. Em % do 4º trim 4º trim Homologa PIB 1. RECEITAS TOTAIS 35.408 41.826 18,1 25,7 1.1 - Receitas Correntes 33.028 38.482 16,5 23,6 Impostos 27.465 30.252 10,1 18,6 Segurança Social 55 46 -17,5 0,0 Transferências( correntes) 228 497 118,5 0,3 Outras Receitas 5.280 7.687 45,6 4,7 1.2 - Receitas de Capital 2.381 3.344 40,5 2,1 2. DESPESAS TOTAIS (Fun+Inv) 37.297 41.040 10,0 25,2 2.1-Despesas Correntes FUN 32.018 34.471 7,7 21,2 das quais: Juros da dívida interna 1.910 2.374 24,3 1,5 Juros da dívida externa 1.518 1.724 13,5 1,1 2.2-Despesas Correntes INV 5.279 6.569 24,4 4,0 3. Resultado Operacional Bruto -1.889 787 -141,6 0,5 4. Activos não Financeiros 9.487 6.844 -27,9 4,2 Compra de activos não financeiros 9.876 7.128 -27,8 4,4 dq: programa de Funcionamento 76 157 108,0 0,1 dq: programa de investimento 9.800 6.971 -28,9
Venda activos não financeiros 389 284 0,0 0,2 5. SALDO GLOBAL (base caixa; 1 - 2 - 4) -11.376 -6.058 - Saldo global ( em percentagem do PIB) -7,4 -3,7 Saldo global excluindo transferências(donativos) -13.984 -9.899 -
Saldo Corrente (1.1-2) -4.270 -2.557 -
Saldo Corrente Primario -842 1.540 -
Saldo Corrente Primario (em percentagem do PIB) -0,5 0,9 - Saldo Corrente (em percentagem do PIB) -2,8 -1,6 - Saldo global Primário (1-2+juros) -7.948 -1.960 - Saldo global Primário (em percentagem do PIB) -5,2 -1,2 -
-6. FINANCIAMENTO 10.915 5.526 -
6.1 Activos Financeiros -4.736 -5.402 - -Empréstimos Concedidos Mi Amortizações 126 273 - -Empréstimos Concedidos Mi Concedidos -4.771 -4.253 - -Acções E Outras Participações Mi - Aquisições -87 -1.899 - -Acções E Outras Participações Mi - Alienação 488
Outros Activos Financeiros Mi - Alienações 27 21 - -Acções E Outras Participações Me - Aquisições -32 -32
6.2 Passivos Financeiros 15.652 10.928 -
-Interno líquido 1.045 996 -
Sistema bancário 3.340 -387 -
Empréstimos Obtidos Pmi - Aquisições - Emprétimos Obtidos Pmi - Amortizações -3 -
Outras transações 0 0 -
Outros Passivos Financeiros Pmi - Aquisições 0 0 - Outras Operações Tesouro -1.108 -914 - -Despesa por compensar na conta do Tesouro no BCV em 31do Trimestre1.413 1.863 - -Pagamento de 2014 compensado em 2015 -2.000 -2.867 - -Receitas recebidas por cheque não Compensado -
Sistema não bancário -601 3.303 -
-Externo líquido 14.607 9.932 -
-Desembolsos 16.643 12.364 -
Amortizações programadas -2.036 -2.432 - -7. DIFERENCIAL DE FINANCIAMENTO / DISCREPÂNCIA (5 + 6) -460 -531 - DÍVIDA PÚBLICA (em % do PIB) 115,2 121,2
Dívida Pública 177.644 197.373
Interna 41.588 45.998
Externa 136.056 151.374