ESTÁGIO SUPERVISIONADO VI

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Texto

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CURSO DE DIREITO

FACULDADE DE DIREITO

“LAUDO DE CAMARGO”

NÚCLEO DE ENSINO PRÁTICO

- N.E.P. –

ESTÁGIO

SUPERVISIONADO – VI –

10ª ETAPA

(2)

UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO

FACULDADE DE DIREITO “LAUDO DE CAMARGO”

10ª ETAPA – ESTÁGIO SUPERVISONADO VI – 2º SEMESTRE DE 2015

INSTRUÇÕES

1) A disciplina Estágio Supervisionado proporcionará ao aluno o desenvolvimento das atividades de elaboração das peças jurídicas propostas neste manual e participação efetiva no estágio real.

2) As peças práticas processuais e pareceres elaborados pelos alunos, serão acompanhados, supervisionados e orientados individualmente pelos professores específicos do núcleo, sempre presentes na sala 04B (grade horária afixada no quadro de avisos da sala 04B bem como no site do Direito: http://www.unaerp.br/direito), até 03 (três) dias antes da data de entrega do trabalho no NEP.

2.1) Esse prazo será contado a partir do dia de vencimento do prazo, incluindo este dia na contagem.

3) As dúvidas relativas à elaboração das peças deverão ser esclarecidas nas respectivas oficinas, nos seus horários de atendimento, na Sala 04B, até 03

(três) dias antes da data de entrega do trabalho no NEP.

3.1) No último dia do prazo não haverá orientação ao aluno quanto a atividade exigida.

3.2) Esse prazo será contado a partir do dia de vencimento do prazo, incluindo este dia na contagem.

4) Em cada peça deverá constar obrigatoriamente: citação de, ao menos, uma ementa de um julgado.

5) Diante da nova sistemática exigida pelo concurso do exame da OAB e visando uma melhor adequação aos nossos candidatos, o aluno deverá apresentar sua peça pratico profissional de forma MANUSCRITA, em

formulário próprio do concurso (modelo disponível no site do direito:

http://www.unaerp.br/direito) indicando artigo de lei, orientação jurisprudencial e súmulas dos Tribunais (material permitido no concurso) pertinente ao caso.

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a) Como a peça será entregue de forma manuscrita, o aluno está

dispensado da transcrição de jurisprudências, (em razão da proibição de acesso ao material no concurso).

6) A capa deverá ser, obrigatoriamente, digitada e deverá constar: nome e

código do aluno, etapa, sala, número da peça estabelecida no manual e nome da disciplina cursada, que possibilitará a imediata identificação do autor

do trabalho prático. O não cumprimento das normas estabelecidas acarretará no não recebimento do referido trabalho.

7) As peças deverão ser entregues sempre em 02 vias, de igual teor (original e

cópia), que serão protocoladas e encaminhadas para avaliação. Após 15 dias, as

mesmas serão retiradas junto ao NEP, pelo representante de sala, e devolvidas aos alunos.

8) O Núcleo de Ensino Prático não receberá peças e relatórios referentes ao estágio real após o prazo de vencimento estipulado.

9) Os trabalhos idênticos receberão nota zero.

10) Havendo cópia dos próprios alunos serão reprovados todos, independentemente da assunção da culpa por um aluno ou grupo.

11) Caso o aluno não entregue alguma das peças ou receba nota igual a zero por deficiência ou cópia será considerado atividade não cumprida e o aluno será automaticamente reprovado independentemente do cumprimento das demais atividades.

12) O prazo para pedido/revisão de notas das peças é de 05 (cinco) dias da data da disponibilização no site da Unaerp, no aluno Online/NEP.

13) A participação do aluno no estágio real é obrigatória e condição essencial para aprovação, independentemente da elaboração das demais atividades. Ao estágio real não será atribuída nota, somente aprovado ou reprovado.

14) Durante o exercício da atividade real no escritório de assistência jurídica da universidade e / ou durante as audiências, os (as) alunos (as) deverão observar estritamente o uso de traje adequado ao ambiente forense.

15) Observar, no transcorrer das audiências da atividade real, a ser desenvolvida no escritório de assistência jurídica da universidade e / ou no fórum, a proibição de “fumar” e “uso de telefone celular”.

16) Instruções para o cumprimento do estágio real no Escritório de Assistência Jurídica da Universidade:

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a) A atividade real é obrigatória a todo aluno matriculado na disciplina Estágio Supervisionado VI e consiste na prática de atividades jurídicas, no mínimo, em 01 (um) período (manhã ou tarde) por semana, na defesa dos interesses da população carente, atendida pela universidade em sua atividade de extensão de serviços à comunidade, com início dia 03 de agosto de 2015.

b) O Escritório de Assistência Jurídica da Universidade possui limite de vagas para os períodos da manhã e tarde.

c) A escala dos períodos de comparecimento à atividade real (Escritório de Assistência Jurídica – Sala 02B) será elaborada pelo chefe do escritório de assistência jurídica, vinculado ao Núcleo de Ensino Prático, ao início do semestre letivo, conforme as necessidades do serviço e a ordem de inscrição do aluno.

d) As inscrições para o exercício da atividade real serão aceitas até o dia 31 de agosto de 2015. A escala deverá abranger inclusive o período de férias escolares, eis que a atividade judicial é permanente e com cumprimento de prazos.

e) Os alunos matriculados fora do prazo, até a data acima

referida, já estarão no seu limite de faltas (05 faltas) não havendo possibilidade de reposição. Portanto, é de extrema responsabilidade do aluno o controle de sua frequência.

f) O aluno que estiver matriculado na disciplina Estágio Supervisionado VI e praticando atividade real no escritório da Universidade, que presta assistência jurídica à população carente, deverá entregar, até o dia 31 de agosto de 2015, cópia da

confirmação de matrícula e 01 (uma) foto 3x4 no Escritório de

Assistência Jurídica – EAJ.

g) Os alunos que, até a data acima, deixarem de entregar os citados documentos, estarão automaticamente excluídos da atividade real e, portanto, reprovados na disciplina Estágio Supervisionado VI.

17) Instruções para dispensa de cumprir o estágio real no Escritório de Assistência Jurídica – E.A.J. da Universidade:

A dispensa da atividade real, da disciplina Estágio Supervisionado VI, será feita, a cada semestre cursado, única e exclusivamente através de despacho da supervisão do Núcleo de Ensino Prático, no prazo fixado.

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17.1) Estará dispensado da frequência ao Escritório de Assistência Jurídica – E.A.J. e, portanto, do estágio real, o aluno que comprovar:

a) Estar vinculado em escritório de advocacia credenciado pela OAB.

O escritório que não for credenciado para estágio pela OAB não possibilitará a dispensa do aluno da atividade real;

b) Vinculado a estágio ou a atividade pública ou privada, em departamento jurídico de empresa pública e privada, igualmente credenciado pela OAB;

c) Mediante certidão ou cédula funcional, estar cumprindo estágio junto ao Ministério Público Estadual ou Federal;

d) Mediante certidão ou cédula funcional, estar cumprindo estágio junto a Magistratura Estadual ou Federal;

e) Mediante certidão ou cédula funcional, estar estagiando junto à Defensoria Pública, à Procuradoria Estadual, Federal ou Municipal, à Procuradoria da Fazenda Nacional ou autarquias;

f) Estar no efetivo exercício de atividade profissional incompatível com o exercício da advocacia, tais como: policial civil ou federal, policial militar, agente fiscal de renda, auditor do tesouro nacional, fiscal do trabalho, serventuários da justiça e etc.

17.2) A solicitação da dispensa da atividade real, da disciplina Estágio Supervisionado VI, deverá ser feita através de requerimento entregue no setor de multiatendimento até o dia 31/08/2015 , instruído com prova do motivo da dispensa em papel timbrado com endereço do local de estágio externo, nome do profissional responsável, documento com número do

credenciamento do escritório de advocacia junto a Ordem dos Advogados do Brasil.

17.3) Na ausência das informações solicitadas, o requerimento será devolvido para complementação dos dados, no prazo de dez dias contados da data da disponibilização deste requerimento ao aluno. Entre os dias 01 a 04

de dezembro de 2015, o aluno deverá apresentar ficha de acompanhamento

e avaliação do estágio realizado, assinada pelo responsável pelo seu estágio, com indicação da avaliação: insatisfatório, regular, bom e ótimo.

17.4) Somente com a devolução da ficha de acompanhamento e avaliação de estágio externo, devidamente, preenchida e assinada (original e cópia) e

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acompanhada das certidões acima, a dispensa estará confirmada, para fins de avaliação acadêmica, desde que com avaliação indicativa de “bom” ou “ótimo”.

17.5) O aluno que se desvincular do estágio, cargo, emprego ou função durante o semestre letivo deverá comunicar imediatamente ao Núcleo de Ensino Prático (NEP), ou para inserir-se no EAJ ou comprovar novo vínculo de estágio ou atividade na área jurídica.

18) A avaliação da disciplina Estágio Supervisionado VI será feita através da atribuição de nota aos trabalhos e ao exame final. Será considerado aprovado na disciplina o aluno que obtiver nota final igual ou superior a cinco.

19) A nota final será a soma da média aritmética dos trabalhos com peso quatro, com a nota do exame final com peso seis.

Nota final = (média aritmética das peças) x 0,4 + (nota do exame) x 0,6

20) O Estágio Supervisionado VI é disciplina curricular, portanto, provas, exame e outras avaliações estarão sujeitas a regulamentos e normas estabelecidas pela Universidade.

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10ª ETAPA – ESTÁGIO SUPERVISIONADO –VI –

Elaboração de peças práticas (sob orientação dos professores do NEP) sobre os problemas previamente determinados, observada a respectiva forma técnica, as quais deverão ser entregues na secretaria do NEP.

A correta utilização da língua portuguesa, a estética da petição, a correta qualificação das partes, a lógica entre o fato e a fundamentação, os pedidos e a referência a supostos documentos juntados com a petição serão levados em consideração na correção.

Dados necessários para a elaboração das peças, sob o aspecto legal, que não estão nos casos hipotéticos, deverão ser informados com traço. Ex: (CPF _______, RG _______, Advogado ____________, etc), sendo vedada a identificação do aluno na petição, devendo a mesma ser feita em folha de rosto, inclusive com o código do aluno. Além da argumentação fática, apresente nas petições os fundamentos legais de direito material e direito processual aplicáveis ao caso, bem como ao menos uma citação doutrinária e uma citação jurisprudencial pertinentes.

A-) SOLUÇÃO DOS SEGUINTES CASOS PRÁTICOS

Trabalho nº 43

Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla, Jerusa decide ultrapassar o carro à sua frente, o qual estava abaixo da velocidade permitida. Para realizar a referida manobra, entretanto, Jerusa não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do veículo e, no momento da ultrapassagem, vem a atingir Diogo, motociclista que, em alta velocidade, conduzia sua moto no sentido oposto da via. Não obstante a presteza no socorro que veio após o chamado da própria Jerusa e das demais testemunhas, Diogo falece em razão dos ferimentos sofridos pela colisão.

Instaurado o respectivo inquérito policial, após o curso das investigações, o Ministério Público decide oferecer denúncia contra Jerusa, imputando-lhe a prática do delito de homicídio doloso simples, na modalidade dolo eventual (Art. 121 c/c Art. 18, I parte final, ambos do CP). Argumentou o ilustre membro do Parquet a imprevisão de Jerusa acerca do resultado que poderia causar ao não ligar a seta do veículo para realizar a ultrapassagem, além de não atentar para o trânsito em sentido contrário. A denúncia foi recebida pelo juiz competente e todos os atos processuais exigidos em lei foram regularmente praticados. Finda a instrução probatória, o juiz competente, em decisão devidamente fundamentada,

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decidiu pronunciar Jerusa pelo crime apontado na inicial acusatória. O advogado de Jerusa é intimado da referida decisão em 02 de agosto de 2013 (sexta-feira).

QUESTÃO: Atento ao caso apresentado e tendo como base apenas os

elementos fornecidos, elabore o recurso cabível e date-o com o último dia do prazo para a interposição. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua.

PRAZO MÁXIMO PARA PROTOCOLO: ATÉ 19/08/2015

Trabalho nº 44

Tício foi denunciado e processado, na 1ª Vara Criminal da Comarca do Município X, pela prática de roubo qualificado em decorrência do emprego de arma de fogo. Ainda durante a fase de inquérito policial, Tício foi reconhecido pela vítima. Tal reconhecimento se deu quando a referida vítima olhou através de pequeno orifício da porta de uma sala onde se encontrava apenas o réu. Já em sede de instrução criminal, nem vítima nem testemunhas afirmaram ter escutado qualquer disparo de arma de fogo, mas foram uníssonas no sentido de assegurar que o assaltante portava uma. Não houve perícia, pois os policiais que prenderam o réu em flagrante não lograram êxito em apreender a arma. Tais policiais afirmaram em juízo que, após escutarem gritos de “pega ladrão!”, viram o réu correndo e foram em seu encalço. Afirmaram que, durante a perseguição, os passantes apontavam para o réu, bem como que este jogou um objeto no córrego que passava próximo ao local dos fatos, que acreditavam ser a arma de fogo utilizada. O réu, em seu interrogatório, exerceu o direito ao silêncio. Ao cabo da instrução criminal, Tício foi condenado a oito anos e seis meses de reclusão, por roubo com emprego de arma de fogo, tendo sido fixado o regime inicial fechado para cumprimento de pena. O magistrado, para fins de condenação e fixação da pena, levou em conta os depoimentos testemunhais colhidos em juízo e o reconhecimento feito pela vítima em sede policial, bem como o fato de o réu ser reincidente e portador de maus antecedentes, circunstâncias comprovadas no curso do processo.

QUESTÃO: Você, na condição de advogado(a) de Tício, é intimado(a) da

decisão. Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso concreto acima, redija a peça cabível, apresentando as razões e sustentando as teses jurídicas pertinentes.

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Trabalho nº 45

Jane, no dia 18 de outubro de 2010, na cidade de Cuiabá – MT, subtraiu veículo automotor de propriedade de Gabriela. Tal subtração ocorreu no momento em que a vítima saltou do carro para buscar um pertence que havia esquecido em casa, deixando-o aberto e com a chave na ignição. Jane, ao ver tal situação, aproveitou-se e subtraiu o bem, com o intuito de revendê-lo no Paraguai. Imediatamente, a vítima chamou a polícia e esta empreendeu perseguição ininterrupta, tendo prendido Jane em flagrante somente no dia seguinte, exatamente quando esta tentava cruzar a fronteira para negociar a venda do bem, que estava guardado em local não revelado.

Em 30 de outubro de 2010, a denúncia foi recebida. No curso do processo, as testemunhas arroladas afirmaram que a ré estava, realmente, negociando a venda do bem no país vizinho e que havia um comprador, terceiro de boa-fé arrolado como testemunha, o qual, em suas declarações, ratificou os fatos. Também ficou apurado que Jane possuía maus antecedentes e reincidente específica nesse tipo de crime, bem como que Gabriela havia morrido no dia seguinte à subtração, vítima de enfarte sofrido logo após os fatos, já que o veículo era essencial à sua subsistência. A ré confessou o crime em seu interrogatório.

Ao cabo da instrução criminal, a ré foi condenada a cinco anos de reclusão no regime inicial fechado para cumprimento da pena privativa de liberdade, tendo sido levada em consideração a confissão, a reincidência específica, os maus antecedentes e as consequências do crime, quais sejam, a morte da vítima e os danos decorrentes da subtração de bem essencial à sua subsistência.

A condenação transitou definitivamente em julgado, e a ré iniciou o cumprimento da pena em 10 de novembro de 2012. No dia 5 de março de 2013, você, já na condição de advogado(a) de Jane, recebe em seu escritório a mãe de Jane, acompanhada de Gabriel, único parente vivo da vítima, que se identificou como sendo filho desta.

Ele informou que, no dia 27 de outubro de 2010, Jane, acolhendo os conselhos maternos, lhe telefonou, indicando o local onde o veículo estava escondido. O filho da vítima, nunca mencionado no processo, informou que no mesmo dia do telefonema, foi ao local e pegou o veículo de volta, sem nenhum embaraço, bem como que tal veículo estava em seu poder desde então.

QUESTÃO: Com base somente nas informações de que dispõe e nas que

podem ser inferidas pelo caso concreto acima, redija a peça cabível, excluindo a possibilidade de impetração de Habeas Corpus, sustentando, para tanto, as teses jurídicas pertinentes.

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Trabalho nº 46

Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de Renata, mediante grave ameaça, um aparelho celular. Apesar de o crime restar consumado, o telefone celular foi recuperado pela vítima. Os fatos foram praticados em 12 de dezembro de 2011. Por tal conduta, foi Gilberto denunciado e condenado como incurso nas sanções penais do Art. 157, caput, do Código Penal a uma pena privativa de liberdade de 04 anos e 06 meses de reclusão em regime inicial fechado e 12 dias multa, tendo a sentença transitada em julgado para ambas as partes em 11 de setembro de 2013. Gilberto havia respondido ao processo em liberdade, mas, desde o dia 15 de setembro de 2013, vem cumprindo a sanção penal que lhe foi aplicada regularmente, inclusive obtendo progressão de regime. Nunca foi punido pela prática de falta grave e preenchia os requisitos subjetivos para obtenção dos benefícios da execução penal.

No dia 25 de fevereiro de 2015, você, advogado(a) de Gilberto, formulou pedido de obtenção de livramento condicional junto ao Juízo da Vara de Execução Penal da comarca do Rio de Janeiro/RJ, órgão efetivamente competente. O pedido, contudo, foi indeferido, apesar de, em tese, os requisitos subjetivos estarem preenchidos, sob os seguintes argumentos: a) o crime de roubo é crime hediondo, não tendo sido cumpridos, até o momento do requerimento, 2/3 da pena privativa de liberdade; b) ainda que não fosse hediondo, não estariam preenchidos os requisitos objetivos para o benefício, tendo em vista que Gilberto, por ser portador de maus antecedentes, deveria cumprir metade da pena imposta para obtenção do livramento condicional; c) indispensabilidade da realização de exame criminológico, tendo em vista que os crimes de roubo, de maneira abstrata, são extremamente graves e causam severos prejuízos para a sociedade. Você, advogado(a) de Gilberto, foi intimado dessa decisão em 23 de março de 2015, uma segunda-feira.

QUESTÃO: Com base nas informações acima expostas e naquelas que podem

ser inferidas do caso concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de habeas corpus, no último dia do prazo para sua interposição, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. Responda justificadamente, empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.

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Trabalho nº 47

Determinada pessoa jurídica declarou, em formulário próprio estadual, débito de ICMS. Apesar de ter apresentado a declaração, não efetuou o recolhimento do crédito tributário correspondente, o que motivou sua inscrição em dívida ativa.

Em execução fiscal promovida pelo Estado da Federação na 9ª Vara de Fazenda da Comarca da Capital, o sócio administrador, Fulano de Tal, foi indicado como fiel depositário de um veículo da pessoa jurídica executada, que foi penhorado. A pessoa jurídica ofereceu embargos à execução, ao final julgados improcedentes. A Fazenda do Estado requer, então, a reavaliação do veículo para futuro leilão, sendo certificado pelo Oficial de Justiça que o veículo não mais está na posse do sócio e não é mais encontrado. A Fazenda do Estado requer e é deferida a inclusão de Fulano de Tal no polo passivo, em razão do inadimplemento do tributo e ainda com base em lei do Estado que assim dispõe: Artigo X. São responsáveis, de forma solidária, com base no artigo 124, do CTN, pelo pagamento do imposto:

(...)

X-o sócio administrador de empresa que descumpriu seus deveres legais de fiel depositário em processo de execução fiscal;

(...)

O Sr. Fulano de Tal foi citado e intimado a respeito de sua inclusão no polo passivo da execução fiscal, tendo transcorrido 6 (seis) meses desta sua citação/intimação. Nas tentativas de penhora, não foram encontrados bens.

QUESTÃO: Na qualidade de advogado de Fulano de Tal, redija a peça

processual adequada para a defesa nos próprios autos da execução fiscal, considerando que seu cliente não dispõe de nenhum bem para ofertar ao juízo. A peça deve abranger todos os fundamentos de direito que possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão do cliente.

PRAZO MÁXIMO PARA PROTOCOLO: ATÉ 25/11/2015

B-) ATIVIDADE REAL Trabalho nº 48 – Atividade Real

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