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A Árvore Genealógica Das Distribuições - Linux, Ferramentas Técnicas 2ed

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8/4/2015

A árvore genealógica das distribuições - Linux, Ferramentas Técnicas 2ed.

http://www.hardware.com.br/livros/ferramentas-linux/arvore-genealogica-das-distribuicoes.html

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Carlos E. Morimoto criou 1/mar/2006 às 03h00 13

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A árvore genealógica das distribuições

Por causa da filosofia de código aberto e compartilhamento de informações que existe no mundo Linux, é muito raro que uma nova distribuição seja desenvolvida do zero. Quase sempre as distribuições surgem como forks ou personalizações  de  uma  outra  distribuição  mais  antiga  e  preservam  a  maior  parte  das  características  da distribuição original. Isso faz com que distribuições dentro da mesma linhagem conservem mais semelhanças do que diferenças entre si.

Das  primeiras  distribuições  Linux,  que  surgiram  entre  1991  e  1993,  a  única  que  sobrevive  até  hoje  é  o

Slackware, que deu origem a algumas outras distribuições conhecidas, como o Vector, Slax e o College.

O Slax é um live­CD, desenvolvido para caber em um mini­CD; o Vector é uma distribuição enxuta, otimizada para micros antigos, enquanto o College é uma distribuição desenvolvida com foco no público estudantil, com o objetivo de ser fácil de usar.

Os três utilizam pacotes .tgz do Slackw are e são quase sempre compatíveis com os pacotes do Slackw are da versão  correspondente.  Os  utilitários  de  configuração  do  Slackw are,  como  o  netconfig  continuam  disponíveis, junto com vários novos scripts que facilitam a configuração do sistema. O Vector, por exemplo, inclui o Vasm, uma ferramenta central de configuração.

O Debian apareceu pouco depois e, ao longo dos anos, acabou dando origem a quase metade das distribuições atualmente  em  uso.  Algumas,  como  o  Knoppix  e  o  Kurumin,  continuam  utilizando  os  pacotes  dos  repositórios Debian,  apenas  acrescentando  novos  pacotes  e  ferramentas,  enquanto  outras,  como  o  Lycoris  e  o  Ubuntu, utilizam  repositórios  separados,  apenas  parcialmente  compatíveis  com  os  pacotes  originais,  mas  sempre mantendo o uso do apt­get e a estrutura básica do sistema. Embora o Debian não seja exatamente uma distribuição fácil de usar, o apt­get e o gigantesco número de pacotes disponíveis nos repositórios formam uma base muito sólida para o desenvolvimento de personalizações e novas distribuições. Um dos principais destaques é que, nas versões Testing e Unstable, o desenvolvimento do sistema é contínuo e, mesmo no Stable, é possível atualizar de um release para outro sem reinstalar nem fazer muitas modificações no sistema.  Você  pode  manter  o  sistema  atualizado  usando  indefinidamente  o  comando  "apt­get  upgrade".  Isso permite que os desenvolvedores de distribuições derivadas deixem o trabalho de atualização dos pacotes para a equipe do Debian e se concentrem em adicionar novos recursos e corrigir problemas.

Um dos exemplos de maior sucesso é o Knoppix, que chega a ser um marco. Ele se tornou rapidamente uma das distribuições  live­CD  mais  usadas  e  deu  origem  a  um  universo  gigantesco  de  novas  distribuições,  incluindo  o Kurumin. Uma coisa interessante é que o Knoppix mantém a estrutura Debian quase intacta, o que fez com que instalar  o  Knoppix  no  HD  acabasse  tornando­se  uma  forma  alternativa  de  instalar  o  Debian.  Outro  exemplo  de sucesso é o Ubuntu, uma versão do Debian destinada a iniciantes e a empresas, que rapidamente se transformou em umas das distribuições mais usadas no mundo.

As  distribuições  derivadas  do  Knoppix  muitas  vezes  vão  além,  incluindo  novos  componentes  que  tornam  o sistema mais adequado para usos específicos. O Kurumin inclui muitas personalizações e scripts destinados a tornar o sistema mais fácil de usar e mais adequado para uso em desktop. O Kanotix inclui muitos patches no Kernel,  com  o  objetivo  de  oferecer  suporte  a  mais  hardw are  e  novos  recursos,  enquanto  o  Morphix  usa  uma estrutura modular, que acabou servindo de base para o desenvolvimento de mais uma safra de distribuições, já bisnetas do Debian.

Mais adiante, teremos um capítulo dedicado a explicar o processo de personalização do Kurumin e outros live­ CDs derivados do Knoppix, permitindo que você desenvolva suas próprias soluções.

Tanto  o  Debian  quanto  o  Slackw are  são  distribuições  basicamente  não  comerciais.  Mas  isso  não  impede  que distribuições  como  o  Lycoris,  Xandros  e  Linspire  sejam  desenvolvidas  por  empresas  tradicionais,  com  fins lucrativos.  Elas  procuram  se  diferenciar  das  distribuições  gratuitas,  investindo  em  marketing  e  no desenvolvimento de ferramentas de configuração e facilidades em geral. Durante o livro, vou sempre citar muitos comandos que se aplicam ao Debian, lembre­se de que eles também se aplicam à outras distribuições derivadas dele, como o Ubuntu, Kurumin e o Knoppix. A terceira distribuição "mãe" é o Red Hat, que deu origem ao Mandrake e Conectiva (que mais tarde se juntaram, formando o atual Mandriva), Fedora e, mais recentemente, a um enorme conjunto de distribuições menores. As distribuições derivadas do Red Hat não utilizam um repositório comum, como no caso do Debian, e nem mesmo um gerenciador de pacotes comum. Temos o yun do Fedora, o urpmi do Mandriva e também o próprio apt­get, portado pela  equipe  do  Conectiva.  Temos  ainda  vários  repositórios  independentes,  que  complementam  os  repositórios oficiais das distribuições.

As distribuições derivadas do Red Hat são, junto com o Debian e derivados, as mais usadas em servidores. O Fedora,  Red  Hat  e  SuSE  possuem  também  uma  penetração  relativamente  grande  nos  desktops  nas  empresas, Guia do hardware GDH Press Fórum GdH Publique seu texto RSS

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8/4/2015

A árvore genealógica das distribuições - Linux, Ferramentas Técnicas 2ed.

http://www.hardware.com.br/livros/ferramentas-linux/arvore-genealogica-das-distribuicoes.html

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... ou leia os capítulos disponíveis online. enquanto o Mandriva tem o maior público entre os usuários domésticos. Embora todas estas distribuições utilizem pacotes rpm, não existe garantia de compatibilidade entre os pacotes de diferentes distribuições. Os pacotes de uma versão recente do SuSE na maioria das vezes funcionam também numa versão equivalente do Mandriva, por exemplo, mas isto não é uma regra. O Gentoo inaugurou uma nova linhagem trazendo uma abordagem diferente das demais distribuições para a questão da instalação de programas e instalação do sistema.

Tradicionalmente,  novos  programas  são  instalados  através  de  pacotes  pré­compilados,  que  são  basicamente  arquivos  compactados,  contendo  os  executáveis,  bibliotecas  e  arquivos  de configuração usados pelo programa. Estes pacotes são gerenciados pelo apt­get, urpmi, yun ou outro gerenciador usado pela distribuição. Compilar programas a partir dos fontes é quase sempre um último recurso para instalar programas recentes, que ainda não possuem pacotes disponíveis. O Gentoo utiliza o Portage, um gerenciador de pacotes que segue a idéia dos ports do FreeBSD. Os pacotes não contém binários, mas sim o código fonte do programa, junto com um arquivo com parâmetros que são usados na compilação. Você pode ativar as otimizações que quiser, mas o processo de compilação e instalação é automático. Você pode instalar todo o KDE, por exemplo, com um "emerge kde". O Portage baixa os pacotes com os fontes (de forma similar ao apt­get), compila e instala. O ponto positivo desta abordagem é que você pode compilar todo o sistema com otimizações para o processador usado na sua máquina. Isso resulta em ganhos de 2 a 5% na maior parte dos programas, mas pode chegar a 30% em alguns aplicativos específicos. A parte ruim é que compilar programas grandes demora um bocado, mesmo em máquinas atuais. Instalar um sistema completo, com o X, KDE e OpenOffice demora um dia inteiro num Athlon 2800+ e pode tomar um final de semana numa máquina um pouco mais antiga. Você pode usar o Portage também para atualizar todo sistema, usando os comandos "emerge sync && emerge ­u w orld" de uma forma similar ao "apt­get upgrade" do Debian. Nas versões atuais do Gentoo, você pode escolher entre diferentes modos de instalação. No stage 1 tudo é compilado a partir dos fontes, incluindo o Kernel e as bibliotecas básicas. No stage 2 é instalado um sistema base pré­compilado e apenas os aplicativos são compilados. No stage 3 o sistema inteiro é instalado a partir de pacotes pré­compilados, de forma similar a outras distribuições. A única exceção fica por conta do Kernel, que sempre precisa ser compilado localmente, mesmo ao usar o stage 2 ou 3. O stage 1 é naturalmente a instalação mais demorada, mas é onde você pode ativar otimizações para todos os componentes do sistema. Já existe um conjunto crescente de distribuições baseadas no Gentoo, como vários live­CDs, com games e versões modificadas do sistema, alguns desenvolvidos pela equipe oficial, outros por colaboradores. Uma das primeiras distribuições a utilizar o Gentoo como base foi o Vidalinux. Embora seja uma das distribuições mais difíceis, cuja instalação envolve mais trabalho manual, o Gentoo consegue ser popular entre os usuários avançados, o que acabou por criar uma grande comunidade de colaboradores em torno do projeto. Isto faz com que o Portage ofereça um conjunto muito grande de pacotes, quase tantos quanto no apt­get do Debian, incluindo drivers para placas nVidia e ATI, entre outros drivers proprietários, e exista uma grande quantidade de documentação disponível, com textos quase sempre atualizados. ÍNDICE PRÓXIMO: CAPÍTULO 2: CONFIGURAÇÃO, FERRAMENTAS E DICAS ANTERIOR: XFREE E XORG Capa Prefácio Capítulo 1: Entendendo a estrutura do sistema Como funciona o suporte a hardw are no Linux Os componentes do sistema Kernel Módulos Os processos de boot e os arquivos de inicialização Ativando e desativando serviços X Gerenciador de login Xfree e Xorg A árvore genealógica das distribuições Capítulo 2: Configuração, ferramentas e dicas [+ 46] Capítulo 3: Instalando drivers adicionais [+ 43] Capítulo 4: Programando em shell script [+ 13] Capítulo 5: Remasterizando o Kurumin e outros live­CDs [+ 9] Por Carlos E. Morimoto. Revisado 1/mar/2006 às 03h00

Comentários

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Testei

Criado 11/jul/2012 às 17h10 por alex rocha duc Olha, criei as imagens de cada partição mais os dois arquivos mbr e sf e depois fiz a restauração primeiro do mbr e sf e das partições, sem falar que demora demais a restauração das partições (um dia para o outro, maior partição a imagem ficou em 18.1 GB) e no fim não deu certo, na primeira tentativa ficava dando erro de inicialização e o w indow s 7 não conseguia corrigir. Na segunda tentativa quando inicializava o computador ficava uma tela preta, só aparecia o mouse na tela, e parava nisso. Brincadeira.

REGRAS UDEV

Criado 2/dez/2011 às 14h38 por Marcelo Boa tarde! Gostaria muito, mas muito meso de uma ajuda. Li o tutorial acima e o achei muito interessante. A partir dele passei a compreender melhor como funciona o UDEV. Fiz uma inclusão de uma regra seguindo as dicas do tutorial mas não funcionou. Gostaria que alguém pudesse me ajudar. Eu preciso apenas criar uma regra no UDEV que, assim que um pendrive for inserido ele rode um shell script. Eu criei um no diretório /etc/idev/rules.d com o nome 10­local.rules e coloquei os parâmetros abaixo: BUS="usb", ACTION=="add", KERNEL=="sd??", NAME="%k", RUN+="/usr/local/script.sh" Ao inserir o pendrive, ele é detectado, abre a pasta automaticament mas nada é mostrado. Dentro do script está assim: gnome­terminal ­x mysqldump ­A ­u root ­pxxxxx teste > teste.sql 13 comentários Entrar e fazer comentário

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8/4/2015

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Veja nossos livros impressos: Smartphones | Linux | Hardw are  Redes | Servidores Linux ... ou encontre o que procura usando a busca:   © 1999­2015 Hardw are.com.br e Rádio e Televisão Record S/A. Todos os direitos reservados. Alguém tem alguma dica para me dar ou me orientar onde posso estar errado? Só preciso fazer o bendito script rodar assim que o pen for inserido. :­) Agradecido Marcelo.

quanto er o livro

Criado 17/nov/2011 às 03h48 por val queria saber onde posso encontrar o livro e quanto er pois sou programador em 5 linguas e começei uzar o linux agora

Remasterizando Kurumin 7

Criado 3/out/2011 às 17h23 por marlucio_melo Se eu ja tiver instalado o Kurumin 7 e atualizado para o lenny ja com os programas instalados ou seja funcionando do jeito que sempre quis ter. Como faço para criar uma imagem .iso.

onde encontrar

Criado 14/jun/2011 às 02h25 por Carlos Francisco Carlos gostaria de saber se esse livro encontra­se em versão pdf para baixar, se a mesma for gratuita ou não gostaria de saber o valor. Muito Obrigado e meus parabéns pela obra.

S/SOM

Criado 11/jun/2011 às 10h29 por FLAVIO TOMARA QUE CONSIGA RESOLVER MEU PROBLEMA DE SOM COM ESSE MARAVILHOSO SISTEMA!

Bom

Criado 3/mai/2011 às 19h56 por Guilherme Muito bom esse site Parabens !

Agredecimento

Criado 28/mar/2011 às 20h04 por HUGO LUIZ Muito agradecido pelo site!!! tá de parabéns, grato,

Eu quero um

Criado 15/mar/2011 às 20h00 por Ricardo gostaria mais nao tem mais livros deste :/

 

Criado 6/mai/2009 às 15h45 por Jean Olá Carlos!! Já aprendi bastante com seu livro Redes e Servidores, mas agora estou tendo dificuldades com a configuração do Nagios. Vc tem algum tutorial mais detalhado do que os que normalmente são disponibilizados, pois tive um problema que solucionei descomentando algumas linhas dos scripts (golpe de sorte) :=)P, mas gostaria de me aprofundar mais na ferramenta. 2

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