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II.4.1. Síntese PRINCIPAIS INDICADORES ECONÓMICOS

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Moçambique ⏐ Capítulo II

II.4.1. Síntese

Apesar das dificuldades impostas pela subida do preço do petróleo, a economia moçambicana cresceu, durante 2005, a uma taxa de 7.7%, em termos reais, num contexto em que foram cumpri-das tocumpri-das as metas financeiras relativas a Dezembro de 2005 do programa acordado com o FMI ao abrigo da Poverty Reduction and Growth Facility (PRGF).

A actividade económica foi principalmente dinamizada pelos sectores da construção e da indústria, contando ainda com a contribuição significativa dos megaprojectos (embora a níveis inferiores aos de 2004). Para 2006, a manutenção destas tendências, a par de alguma recuperação do sector agrícola (alicerçada na previsão de boa colheita em face da significativa pluviosidade entretanto registada, em contraste com a seca de 2005) possibilitará novo aumento do crescimento real do produto interno, ainda que limitado.

2003 2004 2005 2006

Est. Est. Est. Proj.

7.9 7.5 7.7 7.9 13.8 9.1 11.2 7.0 23.4 5.9 27.1 13.2 -9.0 -5.1 -8.8 -6.2 -4.5 -4.5 -2.3 -2.4 80.7 73.4 69.7 --

Fontes: FMI e Banco de Moçambique

Dívida externa (%PIB) Inflação (t.v. média) Massa monetária (t.v.) Saldo Bal. Corrente (%PIB) Saldo orçamental (%PIB) Quadro II.4.1.

PRINCIPAIS INDICADORES ECONÓMICOS

PIB real (t.v. anual)

A envolvente externa contribuiu negativamente para a evolução dos preços em Moçambique. A depreciação do metical face ao USD e a subida dos preços dos produtos petrolíferos alimentaram a inflação para valores acima do inicialmente esperado. Para uma previsão de 8.5%, a aceleração do ritmo de crescimento do índice de preços no último semestre de 2005 acabou por determinar a subida da inflação homóloga para 11.2% no final do ano. A erosão daqueles factores permitirá reverter esta tendência, prevendo-se que em 2006 a inflação homóloga não ultrapasse 7.0%. A evolução externa esteve igualmente na base da degradação do défice da balança corrente, como reflexo do aumento do défice da balança comercial (dada a subida das importações e apesar do bom comportamento das exportações dos megaprojectos) e da redução das transferências oficiais. A inversão destas tendências permitirá alguma redução no défice corrente externo em 2006 (em 2.6 p.p., em relação ao peso no PIB), apesar do esperado agravamento do saldo das balanças de serviços e rendimentos. Realce-se ainda que, no final de 2005, foi aprovado novo alívio de dívida para Moçambique ao abrigo da Iniciativa de Redução da Dívida Multilateral, com impacto na redu-ção dos encargos com a dívida externa a partir de 2006.

A expansão da massa monetária em 2005 ultrapassou igualmente os valores programados no quadro da PRGF, conjugando a subida dos activos líquidos sobre o exterior com o vigoroso cres-cimento do crédito à economia. A atenuação destas tendências possibilitará a redução do ritmo de crescimento da liquidez em 2006, deixando no entanto espaço para a subida do crédito interno total (novamente impulsionado pela esperada dinâmica do crédito à economia). Note-se ainda que, como forma de agilizar a vida dos agentes económicos, as autoridades efectuaram ao longo

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do ano em curso uma reforma monetária, com uma taxa de conversão de 1 para 1000 (vide caixa da pág. 75).

Os valores conhecidos para a execução orçamental apontam para uma melhoria do saldo global em 2005 (em 2.2 p.p. do rácio sobre o PIB), reflectindo sobretudo a diminuição das despesas de capital financiadas externamente. O crescimento deste tipo de encargos e do conjunto das despe-sas correntes, ainda que parcialmente compensado pelo previsto aumento dos donativos e da arrecadação de receitas tributárias, deverá conduzir a uma ligeira subida do défice global em 2006 para 2.4% do PIB.

II.4.2. Procura, Produção e Preços

A economia moçambicana manteve um crescimento forte em 2005, com as estimativas mais recentes a apontarem para um aumento real do PIB de 7.7%, revelando mesmo uma ligeira acele-ração face a 2004 (+0.2 p.p.). Este bom desempenho da actividade económica em Moçambique terá estado sobretudo ligado aos sectores da construção e da indústria, reflectindo ainda a impor-tante contribuição dos megaprojectos. As condições climatéricas adversas que assolaram algumas regiões do país acabaram por ter um impacto limitado na produção total do sector agrícola. Gráfico II.4.1. 11.1 12.6 7.5 1.9 13.1 8.2 7.9 7.5 7.7 7.9 0 3 6 9 12 15 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006

Taxa de variação anual em percentagem

PIB REAL (1997 - 2006)

(est.) (est.) (proj.) Fonte: Banco de Moçambique, INE de Moçambique e FMI

Para o corrente ano, perspectiva-se a manutenção das tendências do ano passado, com o cresci-mento económico real a evidenciar nova ligeira aceleração (para 7.9%, +0.2 p.p. que em 2005) espelhando a prevista boa colheita agrícola, num contexto de continuada dinâmica da actividade dos sectores da construção e da indústria e dos megaprojectos.

A partir de meados de 2005 assistiu-se a uma inversão da tendência de descida dos preços, inicia-da em 2004. Até Maio de 2005, a diminuição dos preços de um conjunto de bens alimentares reflectiu-se numa redução gradual da inflação homóloga, atingindo 3.2% naquele mês (face a 9.1% em Dezembro de 2004). No entanto, os impactos da subida dos preços petrolíferos e da desvalo-rização do metical face ao USD (aliada a um alegado aproveitamento especulativo de parte dos comerciantes no período festivo de final do ano) conduziu o IPC a valores acima do inicialmente previsto, tendo a inflação homóloga atingido 11.2% no final de Dezembro (face aos 8.5% previs-tos)1.

1 Em Fevereiro de 2006 foram introduzidos um novo cabaz e novos ponderadores no IPC, passando a base a ter como refe-rência Dezembro de 2004. Com o índice antigo, com maior ponderação dos bens alimentares, a inflação homóloga teria regis-tado 14% no final de Dezembro de 2005.

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Moçambique ⏐ Capítulo II

Gráfico II.4.2. Gráfico II.4.3.

-2 -1 0 1 2 3 4 5

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

2004 2005 2006

IPC - MAPUTO (2004 - 2006)

Variação mensal em percentagem

-10 0 10 20 30 40 50 T. v. homóloga T. v. média 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Maio 2004 2005 2006 IPC - MAPUTO (1997 - 2006)

Variação mensal em percentagem

Fonte: Banco de Moçambique e INE de Moçambique Fonte: Banco de Moçambique e INE de Moçambique

A erosão dos principais factores impulsionadores da inflação em 2005 e a manutenção de políticas prudentes aos níveis orçamental e monetário deverá permitir retomar a tendência de descida em 2006, prevendo-se que a inflação homóloga fique em 7.0% no final do corrente ano (9.5% em ter-mos médios).

II.4.3. Contas Externas

As estimativas mais recentes para as contas externas apontam para uma degradação importante no saldo da balança corrente em 2005, com a subida significativa do respectivo défice, o qual deverá ter atingido 8.8% do PIB (+3.7 p.p. que em 2004).

Em percentagem do PIB

2003 2004 2005 2006

Est. Est. Proj. -9.0 -5.1 -8.8 -6.2 -14.3 -8.8 -10.8 -9.7 21.4 24.9 26.2 32.9 -35.7 -33.7 -37.0 -42.6 -5.3 -5.0 -5.1 -8.8 10.5 8.7 7.0 12.4 11.5 8.6 8.0 5.7 3.8 2.9 3.2 1.9 7.0 4.1 2.2 3.2 0.7 1.7 2.6 0.6 2.5 3.5 -0.8 -0.5

Fontes: FMI e Banco de Moçambique

Balança Serv. e Rend. Exportações Importações

Cap. Curto Prazo, err. Balança Global Transferências Unilat. Bal. Capitais e Financ. Endividamento Invest. Dir. Est. (líq.) Quadro II.4.2.

BALANÇA DE PAGAMENTOS

Balança Corrente Balança Comercial

Esta evolução terá sobretudo decorrido da redução das transferências oficiais (em 1.7 p.p. em relação ao peso no PIB) e da deterioração da balança comercial (em 2.0 p.p.). O agravamento do défice comercial resultou da forte dinâmica apresentada pelas importações, que evidenciaram um crescimento de 21.2% face ao final de 2004.

Este comportamento das importações esteve relacionado com o aumento da factura petrolífera (em face da subida dos preços internacionais dos produtos petrolíferos) e da importação de cereais (como reflexo da seca que assolou algumas regiões). Note-se que as exportações evidenciaram

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um crescimento de 16% face a 2004, em grande parte determinado pela contribuição dos mega-projectos (alumínio, electricidade e gás natural, responsáveis por 14.2 p.p.).

Gráfico II.4.4. Gráfico II.4.5.

0% 20% 40% 60% 80% 100% 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 0 250 500 750 1000 1250 1500 1750 2000

Áf.Sul Bélgica Espanha E.U.A.

Japão Portugal Outros Total

EXPORTAÇÕES DE MERCADORIAS (1997 - 2005)

Destinos em percentagem, total em milhões de USD

0% 20% 40% 60% 80% 100% 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 0 400 800 1200 1600 2000 2400 2800

Áf.Sul Alemanha E.U.A. França

Japão Portugal Outros Total

IMPORTAÇÕES DE MERCADORIAS (1997 - 2005)

Origens em percentagem, total em milhões de USD

Fonte: Banco de Moçambique Fonte: Banco de Moçambique

O endividamento externo ficou aquém do projectado, não tendo o saldo da balança de capitais e financeira sido suficiente para cobrir o défice corrente. Neste contexto, o défice global foi financia-do também através de reservas cambiais, as quais ficaram reduzidas a 4.6 meses de importações (face a 5.8 no final de 2004). Gráfico II.4.6. 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 0% 40% 80% 120% 160% 200% 240%

Multilateral Bilateral Total

(est.) DÍVIDA EXTERNA (1997 - 2005)

(est.)

Em milhões de USD, total em percentagem do PIB

(est.) Fonte: Banco de Moçambique e FMI

Para 2006, espera-se alguma recuperação da conta corrente externa (cujo défice se projecta para 6.2% do PIB), como resultado do aumento das transferências oficiais (decorrente da prevista subi-da subi-das entrasubi-das de donativos externos) e de alguma redução do défice subi-da balança comercial (antecipando nova evolução favorável das exportações relacionadas com os megaprojectos e um abrandamento do crescimento das importações, apesar da repercussão da alta dos preços dos produtos petrolíferos).

II.4.4. Finanças Públicas

Os valores estimados para a execução orçamental de 2005 apontam para uma melhoria nas con-tas públicas. O défice global terá registado uma redução de 2.2 p.p., para 2.3% do PIB (bastante aquém dos 5.6% orçamentados), apesar de alguma redução nos donativos, reflectindo principal-mente a contenção das despesas totais.

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Moçambique ⏐ Capítulo II

Em percentagem do PIB

2003 2004 2005 2006

Est. Est. Orç.

22.4 20.1 20.5 25.5 12.9 12.6 14.0 14.4 9.5 7.5 6.5 11.1 26.9 24.7 22.8 27.8 14.3 14.2 13.8 14.8 1.2 1.0 0.8 0.9 11.7 9.4 8.4 11.9 0.4 0.8 0.4 1.1 -1.4 -1.6 0.2 -0.4 -4.5 -4.5 -2.3 -2.4

Fontes: FMI e Banco de Moçambique

Saldo global Quadro II.4.3.

EXECUÇÃO ORÇAMENTAL

Despesas correntes Juros da dívida prog. Desp. de capital Empréstimos Líquidos Receitas totais Despesas totais Saldo corrente Donativos Receitas correntes

O comportamento das despesas reflectiu principalmente as diminuições registadas nas aquisições de bens e serviços (em 0.3 p.p. face a 2004) e nas despesas de capital com financiamento externo (-2.2 p.p. face ao ano anterior e -3.2 p.p. em relação ao valor orçamentado). A diminuição paten-teada pelos donativos (-1.0 p.p. face a 2004) acabou por ser compensada pela subida das receitas não-tributárias (+1.0 p.p., com destaque para os dividendos dos megaprojectos). O aumento das receitas correntes acabou assim por reflectir o crescimento das receitas fiscais, sobretudo na colecta de impostos sobre o rendimento das empresas. Esta conjugação resultou numa redução do défice corrente (invertendo a tendência que se verificava desde 1996), acabando inclusivamente por evidenciar um pequeno saldo positivo.

Gráfico II.4.7. Gráfico II.4.8.

0 5 10 15 20 25 30 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Não-tributárias Tributárias Donativos RECEITAS PÚBLICAS (1998 - 2006) Em percentagem do PIB

(est.) (est.) (orç.) 0 5 10 15 20 25 30 35 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Transf. Juros prog. Bens e Serviços Pessoal Investimento DESPESAS PÚBLICAS (1998 - 2006) Em percentagem do PIB

(est.) (est.) (orç.) Fonte: Banco de Moçambique e FMI Fonte: Banco de Moçambique e FMI

O financiamento do défice global foi totalmente feito com recurso à componente externa, tendo inclusivamente possibilitado o pagamento de parte da dívida interna do estado (o que já não acon-tecia desde 1999).

O orçamento para 2006 aponta para uma ligeira deterioração do saldo orçamental (para 2.4% do PIB), como resultado principalmente do aumento previsto das despesas de capital financiadas externamente e das despesas correntes (sobretudo encargos com o pessoal e com bens e servi-ços), parcialmente compensado com o crescimento dos donativos (essencialmente ligados a pro-jectos) e da arrecadação de receitas tributárias (apesar do impacto da redução da tarifa máxima de importação, acordada no contexto da SADC). As autoridades moçambicanas pretendem ainda

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continuar a reforçar a máquina fiscal, com o intuito de melhorar os níveis da arrecadação de recei-tas e de recuperar impostos em atraso.

II.4.5. Situação Monetária e Cambial

O crescimento da massa monetária em 2005 ficou acima do programado, tendo atingido 27.1% (face aos previstos 25.0%). Os principais factores de expansão da liquidez foram os Activos Líqui-dos sobre o Exterior (com um impacto de 22.9% sobre o valor da massa monetária no início do ano) e o significativo incremento do Crédito à Economia (impacto expansionista de 22.5%), princi-palmente em moeda nacional, muito para além da previsão efectuada.

Gráfico II.4.9. -40 -30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 60 70 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 (est.) 2005 (est.) 2006 (prog.) Activos Líq. s/ Exterior

Crédito Interno Líquido Outros Activos Líq.

FACTORES DE VARIAÇÃO DA LIQUIDEZ (1998-2006)

Variações em % do stock inicial da massa monetária

Fonte: Banco de Moçambique e FMI

À semelhança do ano anterior, o aumento dos Depósitos do SPA ultrapassou o crescimento evi-denciado pelo Crédito Concedido (o qual registou uma subida nominal de 66.9%), acabando por induzir um impacto contraccionista do Crédito Líquido ao SPA de 2.2% sobre o M2.

Após um ano de 2004 atípico, o peso da circulação no conjunto dos meios de pagamento retomou em 2005 a tendência de descida que se registava desde 1996, representando 14.1% no final do ano. Na estrutura da massa monetária destaca-se em 2005 o forte crescimento dos depósitos à ordem (tanto em moeda nacional como externa), ultrapassando os 60% do total do M2, mitigando ainda a ligeira aceleração no crescimento da quase-moeda (principalmente depósitos a prazo).

Gráfico II.4.10. Gráfico II.4.11.

0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Mercado oficial Mercado paralelo 1997 1998 1999 2000 2001 2002

TAXA DE CÂMBIO MZM/USD (1997 - 2006)

Médias trimestrais 2003 2004 2005 2006 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Nominal Real

TAXA DE CÂMBIO EFECTIVA (1997 - 2006)

Índices base 100: 1990, médias trimestrais

(apreciação: +; depreciação: -)

1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006

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Moçambique ⏐ Capítulo II

A introdução, em Janeiro de 2005, de um sistema de leilão no mercado cambial acarretou o aumento da volatilidade da taxa de câmbio, exigindo intervenções por parte da autoridade monetá-ria, tanto directamente (injectando moeda nacional) como através de medidas correctivas no fun-cionamento daquele mercado (que passaram pela imposição da constituição de provisões de 50% para operações de crédito em moeda estrangeira e pela sensibilização dos agentes nele envolvi-dos).

A introdução, em Janeiro de 2005, de um sistema de leilão no mercado cambial acarretou o aumento da volatilidade da taxa de câmbio, exigindo intervenções por parte da autoridade monetá-ria, tanto directamente (injectando moeda nacional) como através de medidas correctivas no fun-cionamento daquele mercado (que passaram pela imposição da constituição de provisões de 50% para operações de crédito em moeda estrangeira e pela sensibilização dos agentes nele envolvi-dos).

No segundo trimestre de 2005 o metical reverteu a valorização nominal que evidenciou desde 2004 face ao USD e ao EUR, tendência que se manteve até Novembro. No período de Janeiro a Novembro de 2005, o metical registou uma desvalorização acumulada de 45.3% face ao USD e de 30.1% face ao EUR.

No segundo trimestre de 2005 o metical reverteu a valorização nominal que evidenciou desde 2004 face ao USD e ao EUR, tendência que se manteve até Novembro. No período de Janeiro a Novembro de 2005, o metical registou uma desvalorização acumulada de 45.3% face ao USD e de 30.1% face ao EUR.

Nessa altura, o estabelecimento de uma banda de flutuação para a aceitação das propostas nos leilões de venda de divisas pelo Banco de Moçambique (cuja margem é gerida discricionariamen-te), a introdução de operações com colateral e a fixação dos montantes mínimos e máximos a que as instituições podem aceder nos leilões vieram reduzir a pressão sobre a taxa de câmbio, a qual recuperou 10.1% face ao USD e 2.7% face ao EUR entre Novembro de 2005 e Maio de 2006. Nessa altura, o estabelecimento de uma banda de flutuação para a aceitação das propostas nos leilões de venda de divisas pelo Banco de Moçambique (cuja margem é gerida discricionariamen-te), a introdução de operações com colateral e a fixação dos montantes mínimos e máximos a que as instituições podem aceder nos leilões vieram reduzir a pressão sobre a taxa de câmbio, a qual recuperou 10.1% face ao USD e 2.7% face ao EUR entre Novembro de 2005 e Maio de 2006. Para 2006, prevê-se uma desaceleração do ritmo de crescimento da massa monetária (para 13.2%, abaixo dos 18.2% previstos para o produto interno, em termos nominais), um novo reforço dos Activos Líquidos sobre o Exterior e um aumento do Crédito Interno Total, com destaque para novo aumento do Crédito à Economia. A abolição, em Março de 2006, dos limites máximos para as taxas de juro dos bilhetes do tesouro e dos títulos do banco central, conduziu à subida das taxas de juro praticadas pelo mercado, refreando o ritmo de crescimento do Crédito à Economia.

Para 2006, prevê-se uma desaceleração do ritmo de crescimento da massa monetária (para 13.2%, abaixo dos 18.2% previstos para o produto interno, em termos nominais), um novo reforço dos Activos Líquidos sobre o Exterior e um aumento do Crédito Interno Total, com destaque para novo aumento do Crédito à Economia. A abolição, em Março de 2006, dos limites máximos para as taxas de juro dos bilhetes do tesouro e dos títulos do banco central, conduziu à subida das taxas de juro praticadas pelo mercado, refreando o ritmo de crescimento do Crédito à Economia.

- a partir de 1 de Janeiro de 2007 o Metical corrente sai de circulação, podendo as moedas ser trocadas nas instituições de crédito até 31 de Dezembro de 2007 e as notas no Banco de Moçambique até 31 de Dezembro de 2012; nessa mesma data desaparece a desinação escritural de “Metical da Nova Família”, passando a moeda a designar-se novamente apenas Metical.

Com o objectivo de simplificar e agilizar a vida dos agentes económicos, foi aprovada em 20 de Dezembro de 2005 a reforma monetária do Metical. O processo tem decorrido sobretudo ao longo de 2006 e incluiu a criação do “Metical da Nova Família”, com uma taxa de conversão de 1 para 1000, arredonda aos centavos. O faseamento do processo integra várias etapas:

REFORMA MONETÁRIA DO METICAL

- entre 1 de Janeiro e 30 de Março de 2006 procedeu-se à dupla indicação de preços, de carácter voluntário, tendo então passado a obrigatória até 31 de Dezembro de 2006;

- em 1 de Julho de 2006 entraram em circulação as novas notas e moedas do Metical, designadas por “Nova Família” em termos escriturais, com circulação em paralelo ao Metical corrente até 31 de Dezembro de 2006; será alterada toda a contabilidade de acordo com a conversão definida;

Referências

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