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GT4 Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações

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XI Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação

Inovação e inclusão social: questões contemporâneas da informação

RiodeJaneiro,25a28deoutubrode2010

GT4 – Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações Modalidade de apresentação: Pôster

ApráticadagestãodoconhecimentonoDepartamentodeCiênciadaInformação da

UniversidadeEstadualPaulista (UNESP):umapropostadesistematização do

conhecimentocientífico

Cristiane Luiza Salazar Garcia Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho"

, Marta Ligia Pomim Valentim Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho"

RESUMO: A gestão do conhecimento (GC) é uma prática capaz de promover ações visando a sistematização e o compartilhamento do conhecimento, bem como a modelagem de um ambiente organizacional propício à geração, compartilhamento, apropriação e uso de conhecimento. Em universidades, essa prática pode, entre outras coisas, criar e identificar caminhos pelos quais o conhecimento científico é construído, disseminado, compartilhado e reelaborado. Esse diagnóstico é um importante passo para entender a dinâmica do conhecimento dentro de qualquer organização e, assim, promover o planejamento estratégico de ações para o melhor aproveitamento do

conhecimento gerado nesse tipo de ambiente. No presente trabalho, utilizou-se a técnica de mapeamento conceitual como uma ferramenta facilitadora da GC no Departamento de Ciência da Informação (DCI) da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Com o objetivo de mapear parte do conhecimento especializado existente dentro do DCI, foram aplicados os princípios da GC, levando em conta as características e necessidades específicas desse ambiente. A partir daí, buscou-se extrair a opinião dos docentes/pesquisadores do DCI a respeito de conceitos e características inerentes à área de Ciência da Informação. Seguindo a metodologia de elaboração proposta por Joseph Novak (1998), iniciou-se um estudo de natureza qualitativa do tipo descritivo-exploratória. Com o uso do Método Delphi (MD), aplicado em 8 dos 15 docentes/pesquisadores do DCI, levantaram-se conceitos visando a composição de um mapa conceitual. O MD foi aplicado em três rodadas sequenciais. Ao fim dessas rodadas, foi possível elaborar um mapa conceitual que

apresentou a sistematização da opinião dos docentes do DCI a respeito de seu entendimento sobre o campo científico da Ciência da Informação. Esse mapa foi desmembrado em submapas, cujo intuito foi facilitar a análise, compreensão e visualização do conhecimento sistematizado.

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XI Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação

Inovação e inclusão social: questões contemporâneas da informação

RiodeJaneiro,25a28deoutubrode2010

INTRODUÇÃO

A Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” (UNESP) é umas das maiores e mais importantes universidades do país. Sua estrutura multi-campi a diferencia da maioria das universidades brasileiras por estar distribuída em 23 cidades do Estado de São Paulo, interferindo em diversas regiões e participando do desenvolvimento do Estado como um todo.

Na Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da UNESP está localizado o Departamento de Ciência da Informação (DCI), que abriga os Cursos de Arquivologia e Biblioteconomia. Além dos cursos de graduação inseridos no campo da Ciência da Informação (CI), é também na FFC que se encontra o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, com mestrado e doutorado na área.

Dessa forma, é reconhecido o importante papel da UNESP na construção do conhecimento científico para a área de Ciência da Informação (CI). Através de suas atividades em nível de graduação e pós-graduação, a universidade constrói, armazena, dissemina, compartilha e reelabora conhecimento no âmbito da CI.

Assim, a partir de um estudo baseado na técnica de mapeamento conceitual proposta por Joseph Novak (1998) e utilizando o método Delphi com oito docentes/pesquisadores do DCI, foi avaliada a aplicação de práticas de Gestão do Conhecimento, como forma de construir caminhos para a sistematização eficiente de parte do conhecimento gerado pela UNESP.

2 ASPECTOS DA GESTÃO DO CONHECIMENTO

A gestão do conhecimento (GC) é uma prática cuja aplicação é crescente em organizações dos mais diversos seguimentos, como forma de proporcionar melhor aproveitamento do conhecimento gerado em seus ambientes organizacionais. A partir de um conjunto de métodos, técnicas e ferramentas, a GC promove ações visando a sistematização e o compartilhamento do conhecimento, bem como a modelagem de um ambiente organizacional propício à geração, compartilhamento, apropriação e uso de conhecimento.

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Inovação e inclusão social: questões contemporâneas da informação

RiodeJaneiro,25a28deoutubrode2010

As organizações precisam desenvolver uma sistematização efetiva do conhecimento, permitindo sua disponibilização e acesso e incentivando o uso desse conteúdo, para que novas ideias sejam elaboradas, gerando mais conhecimento em uma espiral contínua.

Para Rossato (2002, p.7), a estrutura da organização, suas ações, seus ativos intangíveis e todo o processo de conversão do conhecimento são os quatro elementos fundamentais do processo de gestão do conhecimento. É necessário um diagnóstico da organização na qual se pretende implantar as práticas da GC, para que esses elementos sejam mapeados segundo as características específicas daquele ambiente.

Não se pode ignorar a perda de conteúdo tácito nos casos de sistematização do conhecimento. Rodrigues (2001, p.98) lembra, porém, o surgimento de novos instrumentos capazes de “[...] manter as características tácitas do produtor do conhecimento e ao mesmo tempo de permitir sua difusão para mercados muito diferenciados”.

Entre as diversas técnicas e ferramentas da GC, destacam-se os mapas conceituais, ferramenta de sistematização do conhecimento elaborada como forma de organizar complexos conjuntos de informações em um formato gráfico visualmente compreensível. A técnica de mapeamento conceitual pode oferecer a junção do conhecimento com seu produtor, permitindo que seu produto final, o mapa conceitual, funcione como um visualizador em que se encontra o conhecimento no contexto em que se aplica, conservando particularidades tácitas do conhecimento sistematizado.

2.1 GESTÃO DO CONHECIMENTO E CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Em universidades, as práticas da gestão do conhecimento podem, entre outras coisas, criar e identificar caminhos pelos quais o conhecimento científico é construído, disseminado, compartilhado e reelaborado. Esse diagnóstico é um importante passo para entender a dinâmica do conhecimento dentro de qualquer organização e promover o planejamento estratégico de ações para o melhor aproveitamento do conhecimento.

Para Figueiredo e Sobral (1991, p.57), as universidades são instituições de geração e difusão de conhecimentos. As ações são o grande foco das universidades, porém, se questionam os meios

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pelos quais essa dinâmica ocorre. Mesmo com a adoção, cada vez maior, de ferramentas e mecanismos que visem o aumento da eficiência dos processos que envolvem o conhecimento científico, percebe-se que os meios informais são também bastante utilizados. Fato que limita o acesso e o uso do conhecimento.

Para Meadows (1999, p.vii), “[...] a comunicação situa-se no próprio coração da Ciência. É para ela tão vital quanto a própria pesquisa [...]”. A comunicação é parte indissociável da dinâmica do conhecimento científico. Ela é importante não apenas para a divulgação do que foi produzido, mas também para o processo de criação e expansão do conhecimento como um todo. Qualquer campo científico necessita da comunicação para seu desenvolvimento e para a consolidação de suas ideias.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Seguindo os procedimentos metodológicos para a elaboração de mapas conceituais proposta por Joseph Novak (1998, p.227), iniciou-se um estudo de natureza qualitativa do tipo descritivo-exploratória no Departamento de Ciência da Informação (DCI) da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Dos 15 docentes que compunham o DCI, no ano de 2009, foram selecionados 8 sujeitos para o estudo.

Como instrumento de pesquisa, foi construído um questionário, com o objetivo de obter um diagnóstico do Departamento de Ciência da Informação, em relação ao conhecimento que seus docentes/pesquisadores possuíam sobre alguns conceitos e características do campo científico da Ciência da Informação. Dessa forma, adotou-se o Método Delphi (MD), por possibilitar uma discussão sobre uma determinada temática, entre um grupo de especialistas. O MD não permite que os sujeitos sejam identificados, evitando a influência entre eles, de forma que extrai o entendimento individual sobre determinada temática. A partir das rodadas, os sujeitos podem manter ou não a opinião inicial até a obtenção de um consenso. O MD foi aplicado em três rodadas sequenciais, entre os meses de agosto e outubro de 2009.

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O resultado do MD possibilitou a identificação de conceitos e proposições, que foram dispostos em estrutura gráfica através do software CmapTools, facilitando a visualização do conhecimento extraído.

4 RESULTADOS

A primeira rodada do MD foi constituída de um questionário composto de três perguntas abertas, que questionavam os pesquisados a respeito de aspectos inerentes à área de Ciência da Informação. Após o recebimento das respostas, procedeu-se a sistematização de todas as respostas obtidas em único documento, o qual foi reenviado aos sujeitos para uma segunda rodada do método. Nessa rodada, os docentes foram incentivados a rever suas respostas iniciais a partir do acesso as respostas do grupo. Recebidas as respostas da segunda rodada, foi elaborado um pré-mapa para compilação das respostas recebidas e, posteriormente, enviado aos sujeitos para apreciação, compondo assim a terceira e última rodada. Os sujeitos pesquisados puderam incluir as modificações que julgaram necessárias, reenviando o pré-mapa de volta ao responsável pela pesquisa.

Encerrada a última rodada, foi possível elaborar um mapa conceitual geral, englobando todos os conceitos levantados a partir da aplicação do MD. Devido ao grande volume de conceitos, julgou-se pertinente a elaboração de submapas a partir do desmembramento do mapa principal, para facilitar a análise, compreensão e visualização do conhecimento sistematizado.

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A Figura 1 traz um dos mapas conceituais compilados a partir dos conceitos e proposições levantados no estudo:

Figura 1 – Mapa Conceitual – Conceitos Gerais

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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A experiência de aplicação de práticas de gestão do conhecimento no DCI da UNESP foi positiva, visto que cerca de 53% dos professores/pesquisadores desse Departamento mostraram-se receptivos à ideia ao aceitar a participação nas três rodadas do método. O método Delphi proporcionou a oportunidade de compartilhamento entre os docentes, minimizando interferências de fatores externos, como a influência do status acadêmico ao não divulgar o autor das respostas.

O mapa conceitual é um instrumento que pode ser utilizado de maneira ampla por toda a organização, demonstrando aos individuos o conhecimento existente no ambiente organizacional. Ele pode servir não apenas para o acesso ao conhecimento, mas também para o planejamento de ações estratégicas.

Com a utilização de softwares específicos, o conteúdo extraído com a técnica de mapeamento conceitual pode ser disponibilizado em meio digital, o que facilita o seu acesso, compartilhamento e reelaboração. O mapa conceitual não é a finalização do processo, mas apenas um produto, que não só pode como deve ser modificado à medida que os atores vão construindo novas ligações e realizando novas inferências.

REFERÊNCIAS

FIGUEIREDO, V.; SOBRAL, F. A. da F. A pesquisa nas universidades brasileiras. In: VELOSO, J. (Org.). Universidade pública: política, desempenho, perspectivas. Campinas: Papirus, 1991.

MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999.

NOVAK, J. D. Learning, creating, and using knowledge: concept maps as facilitative tools in school and corporations. New Jersey: LEA. 1998. 251p.

RODRIGUES, S. B. De fábricas a lojas de conhecimento: as universidades e a desconstrução do conhecimento sem clientes. In: FLEURY, M. T. L.; OLIVEIRA JR., M. de M. (Org.). Gestão estratégica do conhecimento: integrando aprendizagem, conhecimento e competências. São Paulo: Atlas, 2001. p.86-117

ROSSATTO, M. A Gestão do conhecimento: a busca da humanização, transparência, socialização e valorização do intangível. Rio de Janeiro: Interciência, 2002.

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