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AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DOS MEIOS DE CONTROLO DAS INFESTANTES DO OLIVAL E SEUS EFEITOS SOBRE ARTRÓPODES DO SOLO

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Academic year: 2021

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AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DOS MEIOS DE CONTROLO DAS

I

NFESTANTES DO

O

LIVAL E SEUS

E

FEITOS SOBRE

ARTRÓPODES DO SOLO

Carlos VEIGA; Catarina LOURENÇO; Francisco VIEIRA Resumo

O presente trabalho teve como objectivo avaliar a eficácia dos tratamentos contra as infestantes e os efeitos colaterais sobre os artrópodes existentes no solo. Para este efeito, delinearam-se cinco modalidades: Roundup Ultra, Basta S, mobilização superficial, monda térmica e ainda uma modalidade de referência, não intervencionada (Testemunha). Foram efectuadas contagens e identificação das infestantes e de artrópodes existentes no solo, sendo estes capturados com armadilhas tipo Pit-Fall.

Em relação às infestantes, como resultados mais significativos, é de realçar o melhor controlo do Roundup Ultra e da Mobilização Superficial, em comparação com as restantes modalidades intervencionadas. Dos levantamentos florísticos, observou-se que o maior número de géneros e/ou espécies eram dicotiledóneas mas, em relação ao número de plantas, existe um equilíbrio entre dicotiledóneas e monocotiledóneas.

Quanto aos artrópodes, identificaram-se 12 ordens sendo, as mais representativas, identificadas até às super-famílias e famílias. O maior número de indivíduos capturados, no total do ensaio, pertenciam à ordem Hymenoptera. O controlo das infestantes revelou efeitos, embora sem carácter permanente, sobre a ordem Aranea e a família Staphylinidae (Coleoptera), sendo as primeiras afectadas no T2, e as segundas no T15.

Palavras-chave: Infestantes, Olival, Artrópodes, Pit-Fall

1 - INTRODUÇÃO

Em resposta ao incentivo lançado pela Bayer Cropscience – O Grande Prémio Auxiliares Bayer – os técnicos da AAPIM, contribuindo na área da Protecção e Produção Integrada, procederam à realização de alguns estudos sobre a eficácia de diferentes modos de controlo das infestantes do olival e o seu impacto em populações de artrópodes de solo e na composição florística da parcela. Actualmente, existe um elevado nível de conhecimento das técnicas de cultivo do olival. No entanto, as relações ecológicas e os seus intervenientes, entre os quais, a artropodofauna auxiliar e a sua elevada importância no controlo de pragas, são pouco conhecidas, dentro do ecossistema olivícola.

Vários estudos realizados sobre artropodofauna da copa do olival, evidenciaram a sua abundância e diversidade (Vieira, 2002; Torres & Bueno, 2000; Martinez & Ruiz, 1999 Morris et al., 1999a) e que muitos dos artrópodes predadores, presentes na copa, provêm do solo, no intuito de alcançar as suas presas (Morris & Campos, 1995). Relativamente à artropodofauna do solo, também se verifica a existência de grande diversidade (Morris & Campos, 1999; Castro et al., 1996). A razão desta elevada diversidade deve-se ao facto do olival ser um ecossistema bastante estável, dado as intervenções operadas pelo Homem serem reduzidas, comparando com outros ecossistemas

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agrícolas (Círio, 1997). Esta estabilidade favorece a evolução conjunta de fitófagos e dos seus inimigos naturais.

Castro et al. (1996), verificou que a aplicação sistemática de simazina, durante 10 anos, não afecta negativamente as populações de macroartrópodes. Os mesmos autores verificaram que, no caso de colembolas, ácaros oribatídeos e outros microartrópodes, o efeito do glifosato é indirecto, ao alterar a quantidade e composição do coberto vegetal, ou seja, o habitat destes artrópodes. Stinner et al. (1996) verificaram, na cultura de milho e em relação à composição de artrópodes de solo, um maior efeito do maneio do solo do que a aplicação de insecticidas (organofosforados e carbamatos).

O sistema de maneio do solo, seja mobilizado, com cobertura vegetal ou com aplicação de herbicida, tem efeito na composição da artropodofauna do solo, sendo a presença e composição da vegetação factores relevantes (Castro et al., 1996). Para além destes, as condições meteorológicas podem influenciar o número e diversidade de capturas de artrópodes (Morris & Campos, 1999).

Para a realização deste trabalho, procedeu-se ao levantamento florístico da parcela e à captura de artrópodes de solo, posteriormente identificados em laboratório. O tratamento estatístico dos dados foi realizado com a ferramenta SPSS para Windows, versão 13.0.

2 - MATERIAL E MÉTODOS

2.1 – Localização da Parcela e Outros Dados

O estudo foi realizado numa parcela de olival tradicional, de variedade Galega, situado na freguesia de Mesquitela, concelho de Celorico da Beira, distrito da Guarda. Este olival tem um solo franco-arenoso, derivado de granito, com declive ligeiro (2-3%). Está situado perto de uma linha de água, a Ribeira de Linhares.

Os dados meteorológicos foram obtidos numa estação meteorológica existente na exploração onde se realizou o ensaio. Dos dados recolhidos, apresentam-se os níveis de pluviometria (fig. 1), em virtude dos efeitos que esta pode ter na composição de artrópodes.

2.2 Modalidades ensaiadas

As modalidades estudadas consistiram nos seguintes métodos de controlo: aplicação de herbicidas (Roundup Ultra - s.a. glifosato e Basta S - s.a. glufosinato de amónio), mobilização superficial do solo e monda térmica, tendo como referência uma modalidade não intervencionada (testemunha).

No Quadro 1, sintetizam-se as modalidades em ensaio, substâncias activas, doses dos herbicidas utilizados e material utilizado.

Quadro 1: Modalidades, produtos, substância activa, doses utilizadas e material utilizado.

Modalidade Substância activa (s.a.) Dose utilizada Material utilizado

Roundup Ultra glifosato 360 g/l 5 l/ha Pulverizador de costas

Basta S glufosinato de amónio 150 g/l 5 l/ha Pulverizador de costas

Mobilização Superficial -- -- Motocultivador (prof. 0,15m)

Monda térmica Gás Butano -- Queimador

Testemunha -- -- Não intervencionada

2.3 Delineamento experimental

Foi utilizado um dispositivo em blocos completamente aleatórios com cinco modalidades e quatro repetições por modalidade. As diferentes modalidades foram distribuídas de forma aleatória pelas unidades experimentais, tendo cada unidade experimental 20 m2, o que totaliza uma área de ensaio de 400m2.

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2.4 Metodologia

No centro de cada uma das unidades experimentais, procedeu-se à colocação de uma armadilha tipo Pit-Fall, com o objectivo de capturar artrópodes de solo, para avaliar a sua abundância e diversidade.

As armadilhas Pit-Fall são de plástico transparente com 35 mm de diâmetro e 70 mm de profundidade. Cada uma das armadilhas foi preenchida, até 1/3 da sua capacidade, com uma solução de água, detergente neutro e cloreto de sódio, para evitar a fuga dos artrópodes capturados e permitir a sua conservação durante o período que decorre desde a sua colocação e retirada para identificação. A recolha das armadilhas efectuou-se 48h após a sua colocação, tendo-se realizado cinco amostragens no período em que decorreu o ensaio: 13 (16 de Abril), T-6 (23 de Abril), T2 (01 de Maio), T15 (14 de Maio) e T49 (17 de Junho).

Os artrópodes foram identificados, posteriormente, em laboratório, à lupa binocular, seguindo os critérios apresentados por Borror et al. (1992).

Imediatamente antes da implementação das modalidades, e cerca de dois meses depois, procedeu-se ao levantamento da composição florística de cada unidade de amostragem. Neste levantamento, procedeu-se à identificação e contagem de plantas verdes presentes num metro quadrado de terreno tendo-se, para o efeito, utilizado um quadrado de 50 x 50 cm, arremessado de forma aleatória, por quatro vezes, em cada uma das unidades experimentais.

Para identificação das infestantes, utilizaram-se diversas bibliografias, referidas na secção correspondente, no final do trabalho.

As operações efectuadas, ao longo do ensaio, estão representadas no cronograma do Quadro 2.

Quadro 2: Cronograma das operações efectuadas ao longo do período de ensaio.

Abril 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Legenda:

-Colocação de armadilhas Pit-Fall -Tratamentos

-Recolha das armadilhas Pit-Fall -Identificação e contagem de infestantes

Os valores observados foram submetidos a análise de variância, com recurso ao Teste de Comparações Múltiplas (LSD) e ao Teste de Scheffe, através do programa estatístico SPSS para Windows, versão 13.0.

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3.1 - Infestantes

Neste capítulo, analisou-se o efeito das modalidades sobre a composição florística existente no olival, antes (T0) e após (T60) a implementação das modalidades. Os resultados obtidos neste ensaio constam no Quadro 3.

Quadro 3: Totalidade das infestantes presentes nas modalidades (4m2), imediatamente antes (T0) e após (T60) o tratamento, e respectiva variação percentual.

Roundup Basta S Mobilização Monda térmica Testemunha

Infestantes T0 T60 % T0 T60 % T0 T60 % T0 T60 % T0 T60 % Cerastium glomeratum 76 0 -100,0 124 0 -100,0 96 0 -100,0 164 0 -100,0 40 0 -100,0 Chamaemelum fuscatum 531 0 b -100,0 479 0 b -100,0 522 0 b -100,0 580 0 b -100,0 616 47 a -92,4 Chamaemelum mixtum 0 0 0 0 11 0 -100,0 0 0 5 0 -100,0 Chenopodium album 0 34 b 100,0 0 20 b 100,0 0 149 a 100,0 0 0 b 0 0 b Chrysanthemum sp. 0 0 5 0 -100,0 0 0 16 5 -68,8 0 0 Coleostephus myconis 23 0 -100,0 3 0 -100,0 0 0 60 0 -100,0 0 0 Conyza sp. 0 0 0 3 100,0 0 0 0 3 100,0 0 9 100,0 Crepis vesicaria 0 0 0 38 100,0 0 0 0 51 100,0 0 28 100,0 Diplotaxis catholica 0 0 5 0 -100,0 3 0 -100,0 5 0 -100,0 0 0 Erodium malacoides 3 0 -100,0 0 0 0 0 0 0 0 0 Erodium moschatum 64 17 bc -73,4 71 28 ab -60,6 125 0 c -100,0 61 22 ab -63,9 64 42 a -34,4 Galactites tomentosa 3 0 -100,0 0 0 0 0 0 0 0 0 Geranium dissectum 104 0 -100,0 132 0 -100,0 250 0 -100,0 85 0 -100,0 33 0 -100,0 Geranium molle 145 0 -100,0 23 0 -100,0 96 0 -100,0 31 0 -100,0 116 0 -100,0 Lamium amplexicaule 4 0 -100,0 3 0 -100,0 0 0 0 0 4 0 -100,0 Ornithopus compressus 39 0 -100,0 13 0 -100,0 51 1 -98,0 19 0 -100,0 0 27 100,0 Portulaca oleracea 0 0 0 0 0 19 100,0 0 0 0 0 Raphanus raphanistrum 65 0 c -100,0 61 7 b -88,5 72 0 c -100,0 83 9 b -89,2 88 20 a -77,3 Senecio sp. 0 0 0 0 3 0 -100,0 0 3 100,0 0 3 100,0 Silene gallica L. 0 4 100,0 0 0 0 0 0 0 0 4 100,0 Torilis sp. 0 0 0 0 0 0 0 0 9 0 -100,0 Vicia sativa 9 0 -100,0 0 0 27 0 -100,0 5 0 -100,0 0 0 Viola arvensis 12 0 -100,0 8 3 -62,5 4 0 -100,0 4 3 -25,0 4 0 -100,0 Echium plantaginum 18 3 c -83,3 23 9 b -60,9 33 0 c -100,0 22 10 b -54,5 37 23 a -37,8 Sonchus oleraceus 7 1 -85,7 3 1 -66,7 0 0 0 0 10 11 10,0 Chondrilla juncea L. 107 0 -100,0 96 0 -100,0 109 0 -100,0 5 0 -100,0 19 8 -57,9 Cirsium arvense 3 0 -100,0 3 1 -66,7 3 0 -100,0 0 0 0 0 Convolvulus arvensis 0 1 100,0 0 14 100,0 0 4 100,0 20 50 150,0 0 8 100,0 Convolvulus sepium 0 0 0 0 0 0 0 6 100,0 0 0 Trifolium sp. 386 0 b -100,0 300 3 b -99,0 582 0 b -100,0 278 4 b -98,6 321 19 a -94,1 Avena sp. 0 1 b 100,0 0 0 b 0 3 b 100,0 0 3 b 100,0 0 30 a 100,0 Bromus sp. 852 0 -100,0 459 0 -100,0 352 0 -100,0 573 35 -93,9 504 0 -100,0 Lolium sp. 0 4 100,0 0 148 100,0 0 13 100,0 0 220 100,0 0 244 100,0 Poa annua 498 0 -100,0 816 0 -100,0 572 0 -100,0 1075 0 -100,0 584 0 -100,0 Cynodon dactylon 0 0 0 4 100,0 0 0 0 4 100,0 0 0 Total 2949 65 -97,8 2627 279 -89,4 2911 189 -93,5 3086 428 -86,1 2454 523 -78,7 Plantas/m2 737,3 16,3 656,8 69,8 727,8 47,3 771,5 107,0 613,5 130,8 Legenda:

T0 - 1ª Identificação e Contagem de Infestantes Grupo Taxonómico Ciclo de vida

T60 - 2ª Identificação e Contagem de Infestantes Dicotiledóneas Anual

% - Variação percentual Monotiledóneas Anual ou vivaz

Vivaz Para cada espécie e/ou género e data de observação (T0, T60) os somatórios por modalidade seguidos de letra diferente são significativamente diferentes para P≤ 0,05, pelo Teste LSD.

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A aplicação dos diferentes tratamentos foi precedida de uma identificação e quantificação da composição florística (T0), na qual não se registaram diferenças significativas entre as modalidades, tendo-se identificado e contabilizado 26 géneros e/ou espécies de plantas.

Na segunda contagem e identificação (T60) da composição florística, podemos constatar o desaparecimento de 13 géneros e/ou espécies e o surgimento de 9, identificando-se um total de 22.

Quanto aos 35 géneros e/ou espécies identificados no ensaio, 85,71% são dicotiledóneas, contra 14,29% monocotiledóneas. Em relação ao número de plantas e em ambas as contagens (T0 e T60), verificou-se um equilíbrio entre o número de plantas dicotiledóneas e monocotiledóneas, apesar do ligeiro predomínio das primeiras (55,19% vs. 44,81% no T0 e 52,22% vs. 47,78% no T60).

Quanto ao ciclo de vida, a grande maioria das plantas tem um ciclo de vida anual (83,00% na primeira observação e 87,60% na segunda).

Da análise estatística efectuada para o T60, registaram-se diferenças significativas entre as modalidades, para algumas géneros e/ou espécies, como se pode observar no Quadro 3.

O Chamaemelum fuscatum e o Trifolium sp. foram controlados de forma eficaz por todos os métodos de controlo ensaiados embora, na modalidade sem qualquer intervenção, as populações destas espécies também tenham sofrido uma redução de cerca de 90%.

A Avena sp., que inicialmente não se encontrava em nenhuma das unidades experimentais, surgiu na modalidade não intervencionada, de forma significativamente superior às restantes modalidades.

O Chenopodium album, ausente no T0, parece ter beneficiado com a mobilização, devido à quantidade de plantas presentes no T60, ser significativamente superior à das restantes modalidades.

O Raphanus raphanistrum e o Echium plantaginum foram controlados de uma forma muito eficaz pelo Roundup Ultra e pela Mobilização Superficial, embora o Basta S e a Monda Térmica também permitissem um controlo significativo destas plantas. Contudo, a eficácia apresentada por estas últimas modalidades foi significativamente inferior à das primeiras.

A espécie que apresentou maiores problemas, em termos de controlo, foi o Erodium moschatum, só eficazmente controlado pela Mobilização Superficial, ainda que esta não diferisse de forma significativa do Roundup Ultra. Esta última modalidade, por sua vez, apresentou melhores resultados que o Basta S e a Monda Térmica, mas não diferindo significativamente destas.

Em relação à restante flora adventícia, não se registaram diferenças significativas entre as modalidades. Contudo, é importante salientar o caso específico da Corriola arvensis, que não foi controlada de forma eficaz pela Monda Térmica, já que aumentou cerca de 150%, entre o T0 e o T60.

Numa análise geral por modalidade, verifica-se que a modalidade Roundup Ultra, apresentou a maior eficácia no controlo às infestantes, tendo-se apurado uma redução de cerca de 98% no número de infestantes totais presentes, da primeira para a segunda contagem. Das 22 espécies ou géneros presentes na primeira contagem, apenas permaneceram 3 (Erodium moschatum, Echium plantaginum e Sonchus oleraceus).

A modalidade Basta S apresentou uma eficácia inferior ao Roundup Ultra, garantindo, ainda assim, uma redução do número de infestantes entre as duas contagens (89,4%). Das 19 espécies ou géneros presentes nas quatro repetições desta modalidade na primeira contagem, 7 mantinham-se presentes em T60 (Erodium moschatum, Raphanus raphanistrum, Viola arvensis, Echium plantaginum, Sonchus oleraceus, Cirsium arvense e Trifolium sp.).

A Mobilização Superficial do solo, permitiu-se uma excelente redução no número de infestantes entre as duas contagens ( 93,5%). Dos 18 géneros e/ou espécies presentes em T0, apenas 1 exemplar de Ornithopus compressus estava presente em T60. Contudo, tal como nas outras modalidades, também se verificou o surgimento de novos géneros e/ou espécies na segunda contagem, entre os quais, a Portulaca oleracea, que só surgiu nesta modalidade, e o Chenopodium album, cuja presença demonstrou valores significativamente superiores aos das restantes modalidades.

A Monda Térmica foi, dentro das modalidades intervencionadas, a que apresentou menor eficácia no controlo do número de infestantes entre contagens (86,1%). Das 18 espécies ou géneros de infestantes presentes na primeira contagem, 7 mantiveram-se na segunda (Chrysanthemum sp., Erodium moschatum, Viola arvensis, Echium plantaginum, Convolvulus arvensis, Trifolium sp e Bromus sp.).

Na modalidade não intervencionada (Testemunha) registou-se uma redução de cerca de 79% do número de infestantes inicialmente presentes. Este facto deve-se, essencialmente, ao fim de ciclo

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de vida de vários géneros e/ou espécies que, por se apresentarem secas, não foram contabilizadas em T60.

3.2 – Precipitação

Na figura 1, representa-se a precipitação ocorrida na estação meteorológica anexa ao local do ensaio. 0 5 10 15 20 25 30

10-Abr 12-Abr 14-Abr 16-Abr 18-Abr 20-Abr 22-Abr 24-Abr 26-Abr 28-Abr 30-Abr 02-Mai 04-Mai 06-Mai 08-Mai 10-Mai 12-Mai 14-Mai 16-Mai 18-Mai 20-Mai 22-Mai 24-Mai 26-Mai 28-Mai 30-Mai 01-J

un 03-J un 05-J un 07-J un 09-J un 11-J un 13-J un 15-J un 17-J un 19-J un (mm)

Precipitação (mm) Colocação das armadilhas Recolha das armadilhas Tratamento

Fig. 1: Precipitações ocorridas na estação meteorológica da Carvalheda-Mesquitela, no

período do ensaio.

Da análise da figura anterior podemos constatar que durante o período que ocorreu o ensaio, ocorreram vários dias de precipitação, que podem ter influenciado o número de capturas de artrópodes nas armadilhas tipo Pit-Fall.

De salientar que, aquando da 2ª data de recolha de artrópodes, verificou-se a ocorrência de precipitação antes da colocação das armadilhas e durante o período de tempo (48h) que estas permaneceram no local de ensaio. Na 3ª data de recolha de artrópodes, verificou-se também a ocorrência de precipitação durante o período de tempo que as armadilhas permaneceram no terreno. Na 4ª data de recolha de artrópodes, ocorreu precipitação no período anterior à colocação das armadilhas.

3.3 - Artrópodes

Foram capturados, no total do ensaio, 2.841 artrópodes, identificados em duas classes: Insecta e Arachnida. A primeira corresponde a 72% dos artrópodes capturados e foi representada pelas ordens Coleoptera, Hymenoptera, Heteroptera, Diptera, Collembola, Orthoptera, Tisanoptera, Lepidoptera, Neuroptera, e Dermaptera. A segunda reúne 28% dos artrópodes capturados e foi representada pelas ordens Aranea e Acari (fig. 2).

A captura de algumas ordens da classe Insecta foi muito reduzida, sendo de presença esporádica, como Homoptera (36 capturas, distribuídas por várias famílias), Orthoptera (14 capturas), Tisanoptera (1 captura), Lepidoptera (2 capturas), Neuroptera (1 captura), e Dermaptera (1 captura).

As capturas da ordem Díptera totalizam 148, pertencendo a uma grande diversidade de famílias, não aparentando nenhuma relação com a artropodofauna de solo. Deste modo, foram apenas considerados até à classificação de ordem e não foram feitas considerações estatísticas.

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Hymenoptera 33% Coleoptera 19% Acari 17% Aranea 11% Hemiptera 3% Diptera 6% Collembola 9% Outros 2%

Fig. 2: Distribuição dos artrópodes capturados, durante o período de ensaio, em todas as

repetições e modalidades, por ordens.

A evolução das capturas de artrópodes pode ser observada nos gráficos das figuras 3, 4, 5, 6 e 7, em que se apresentam as capturas acumuladas por ordens e por modalidade, e nos quadros 4 a 8, em que se apresentam o somatório das capturas por modalidade, para as ordens, super-famílias e super-famílias identificadas, assim como as diferenças em termos estatísticas verificadas. A modalidade com maior presença de artrópodes, ao longo do período de ensaio, foi a do herbicida Basta S, com 841 artrópodes capturados. Este facto deve-se, sobretudo, ao elevado número de capturas de formigas (421), na data T2 e T49, com 234 e 154 capturas, respectivamente, mas não ocorrendo de forma homogénea entre repetições. A modalidade Monda Térmica registou 625 capturas, seguindo-se as modalidades Testemunha, Roundup Ultra e Mobilização Superficial, com 515, 478 e 382 capturas, respectivamente.

A data de amostragem com maior número de capturas, do total do ensaio, foi a de T49, com 36,8% do número total de artrópodes capturados. Esta data corresponde a um período de grande actividade da entomofauna do olival (Vieira, 2002). Nas restantes datas, a percentagem de artrópodes capturados foi: 18,5% em T-13, 14,2% em T-6, 16,3% em T2 e 14,2% em T15. Na data T2, que corresponde à data coincidente com a aplicação dos métodos de controlo de infestantes, o número de capturas ficou a dever-se maioritariamente aos himenópteros, nomeadamente formigas, capturadas na modalidade Basta S (fig. 4).

Na data T15, verificaram-se as maiores diferenças significativas, nomeadamente nas famílias Staphylinidae (Coleóptera), Tenebrionidae (Coleoptera), Entomobryidae (Collembola) e super-família Formicoidea (Hymenoptera) e Chalcidoidea (Hymenoptera).

Nas datas T-6 e T2, ocorreu precipitação no período de tempo que a armadilhas permaneceram no ensaio. Este facto pode ter influenciado o número de artrópodes capturados.

3.2.1 Coleópteros

Capturaram-se 537 coleópteros, cuja representatividade por famílias se pode observar no gráfico da fig. 8.

A evolução das capturas de artrópodes pode ser observada nos gráficos das figuras 3, 4, 5, 6 e 7, em que se apresentam as capturas acumuladas por ordens e por modalidade, e nos quadros 4 a 8, em que se apresentam o somatório das capturas por modalidade, para as ordens, super-famílias e super-famílias identificadas, assim como as diferenças em termos estatísticas verificadas. A modalidade com maior presença de artrópodes, ao longo do período de ensaio, foi a do herbicida Basta S, com 841 artrópodes capturados. Este facto deve-se, sobretudo, ao elevado número de capturas de formigas (421), na data T2 e T49, com 234 e 154 capturas, respectivamente, mas não ocorrendo de forma homogénea entre repetições. A modalidade Monda Térmica registou 625 capturas, seguindo-se as modalidades Testemunha, Roundup Ultra e Mobilização Superficial, com 515, 478 e 382 capturas, respectivamente.

A data de amostragem com maior número de capturas, do total do ensaio, foi a de T49, com 36,8% do número total de artrópodes capturados. Esta data corresponde a um período de grande actividade da entomofauna do olival (Vieira, 2002). Nas restantes datas, a percentagem de artrópodes capturados foi: 18,5% em T-13, 14,2% em T-6, 16,3% em T2 e 14,2% em T15. Na data T2, que corresponde à data coincidente com a aplicação dos métodos de controlo de infestantes, o número de capturas ficou a dever-se maioritariamente aos himenópteros, nomeadamente formigas, capturadas na modalidade Basta S (fig. 4).

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0 50 100 150 200 250 300 350 T-13 T-6 T2 T15 T49 Outras Collembola Diptera Heteroptera Hymenoptera Coleoptera Ácaros Aranhas

Fig. 3: Artrópodes acumulados, capturados em armadilha Pit-Fall, nas quatro repetições da

modalidade ROUNDUP ULTRA., ao longo do período de ensaio.

0 50 100 150 200 250 300 350 T-13 T-6 T2 T15 T49 Outras Collembola Diptera Heteroptera Hymenoptera Coleoptera Ácaros Aranhas

Fig. 4: Artrópodes acumulados, capturados em armadilha Pit-Fall, nas quatro repetições da

modalidade BASTA S, ao longo do período de ensaio.

0 50 100 150 200 250 300 350 T-13 T-6 T2 T15 T49 Outras Collembola Diptera Heteroptera Hymenoptera Coleoptera Ácaros Aranhas

Fig. 5: Artrópodes acumulados, capturados em armadilha Pit-Fall, nas quatro repetições da

modalidade MOBILIZAÇÃO, ao longo do período de ensaio.

0 50 100 150 200 250 300 350 T-13 T-6 T2 T15 T49 Outras Collembola Diptera Heteroptera Hymenoptera Coleoptera Ácaros Aranhas

Fig. 6: Artrópodes acumulados, capturados em armadilha Pit-Fall, nas quatro repetições da

modalidade MONDA TÉRMICA, ao longo do período de ensaio.

0 50 100 150 200 250 300 350 T-13 T-6 T2 T15 T49 Outras Collembola Diptera Heteroptera Hymenoptera Coleoptera Ácaros Aranhas

Fig. 7: Artrópodes acumulados, capturados em armadilha Pit-Fall, nas quatro repetições da

(9)

Na data T15, verificaram-se as maiores diferenças significativas, nomeadamente nas famílias Staphylinidae (Coleóptera), Tenebrionidae (Coleoptera), Entomobryidae (Collembola) e super-família Formicoidea (Hymenoptera) e Chalcidoidea (Hymenoptera).

Nas datas T-6 e T2, ocorreu precipitação no período de tempo que a armadilhas permaneceram no ensaio. Este facto pode ter influenciado o número de artrópodes capturados.

Anthicidae 33% Carabidae 23% Staphylinidae 15% Tenebrionidae 11% Coccinelidae 6% Outros 12%

Fig. 8: Distribuição dos Coleópteros capturados, durante o período de ensaio em todas as

repetições e modalidades, por famílias.

3.2.1 Coleópteros

Capturaram-se 537 coleópteros, cuja representatividade por famílias se pode observar no gráfico da fig. 8. Anthicidae 33% Carabidae 23% Staphylinidae 15% Tenebrionidae 11% Coccinelidae 6% Outros 12%

Fig. 8: Distribuição dos Coleópteros capturados, durante o período de ensaio em todas as

repetições e modalidades, por famílias.

A família Anthicidae foi a mais representada, mas apenas teve grande importância na última data de amostragem (Quadro 8), não estando presentes no período de execução dos métodos de controlo das infestantes. No período em que esteve presente, não apresentou diferenças significativas, entre modalidades, apesar nas diferenças no coberto vegetal. Trata-se de uma família de coleópteros detritívoros e bastante activos.

A família Carabidae é composta por eficazes predadores, nomeadamente de larvas e pupas de Prays oleae (Morris et al., 2000), tendo-se verificado um importante número de capturas, estando presentes em todas as modalidades, durante o período de ensaio (Quadros 4 a 8). A grande representatividade desta família foi evidenciada nos trabalhos de Morris & Campos (1999) e Castro et al. (1996). Relativamente a esta família, verificou-se que, na data T-6, as modalidades Roundup Ultra e Monda Térmica diferiram significativamente da modalidade Basta S. Esta importante família não registou diferenças significativas entre modalidades, nas restantes datas do ensaio.

A família Staphylinidae, cujos elementos são predadores, também registou uma importante presença (Quadros 4 a 8), sendo superior ao verificado por Morris & Campos (1999) e Castro et al. (1996). Na data T15, verificaram-se diferenças significativas, entre a modalidade Mobilização, com maior número de capturas, e as modalidades Roundup Ultra, Basta S e Monda Térmica. Deste modo, parece existir preferência, desta família, pela modalidade sem revestimento

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vegetativo, relativamente às modalidades em que a vegetação permanece no terreno, mas morta. Este facto poderá dever-se à possível diminuição de presas.

A família Tenebrionidae teve pouca expressão nas datas anteriores ao controlo das infestantes (Quadros 4 a 8). Estão geralmente presentes em materiais em decomposição, razão pela qual possam ter aumentado no período pós tratamento, onde permaneceram no coberto vegetal (morto ou vivo). Só se verificaram diferenças significativas em T15 entre as modalidade Monda Térmica e a modalidade Basta S, não parecendo existir influência dos métodos de controlo de infestantes. Os elementos da família Coccinelidae tiveram uma presença baixa, não apresentado diferenças significativas entre modalidades (Quadros 4 a 8) Apesar da importância deste família de coleópteros como predadores, a sua presença é mais importantes na copa das oliveiras (Morris et al., 1999a) que nos solo e infestantes do olival.

3.2.2 Himenópteros

Capturaram-se 915 himenópteros, sendo, a maioria, representantes da super-família Formicoidea. Destes, a totalidade de insectos capturados pertence à família Formicidae. Os restantes himenópteros capturados pertencem às super-famílias Chalcidoidea e Ichneumonoidea (fig. 9). Esta última super-família teve presença muito baixa e esporádica.

Chalcidoidea

15,60% Icneumonoidea0,20%

Formicoidea 84,20%

Fig. 9: Distribuição dos himenópteros capturados, durante o período de ensaio em todas as

repetições e modalidades, por super-famílias Formicoidea, Chalcidoidea e Ichneumonoidea. A super-família Formicoidea, composta exclusivamente pela família Formicidae tiveram uma importante presença e podem ser predadores importantes, nomeadamente sobre ovos e larvas de Prays oleae (Bern.) (Morris et al., 1998) e pupas de Bactrocera oleae (Gmel.). O número de capturas foi mais acentuada na modalidade Basta S, onde ser verificaram diferenças significativas na data T15 (quadro 6). Também na modalidade Monda Térmica se verificaram diferenças significativas na data T-13. Este facto poderá dever-se à presença, na proximidade da armadilha, de formigueiros. Morris & Campos (1999), também puseram a mesma hipótese, devido à variabilidade de capturas de formigas.

A super-família Chalcidoidea é composta por várias espécies de parasitóides, não se tratando, contudo, de artrópodes de solo. A sua presença nas armadilhas Pit-Fall foi mais importante na fase final do ensaio (Quadros 4 a 8). Observaram-se diferenças significativas na modalidade Mobilização relativamente às modalidades com aplicação de herbicida (Roundup Ultra e Basta S) na data T-13, com maior número de capturas na primeira. A super-família Chalcidoidea voltou a apresentar diferenças significativas na modalidade mobilização, em T15, relativamente à modalidade Basta S, desta vez com menor número de capturas na modalidade Mobilização.

3.2.3 Hemípteros

Quanto aos hemípteros, capturaram-se 83 indivíduos, pertencentes, na sua maioria, à família Anthocoridae (fig.10). As famílias Miridae e Nabidae tiveram uma presença baixa e esporádica. As famílias capturadas têm interesse do ponto de vista do controlo biológico, visto serem famílias com características predadoras (Morris et al., 1999b).

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Nabidae 7,23% Miridae 9,64% Anthocoridae 83,13%

Fig. 10: Distribuição dos hemípteros capturados, durante o período de ensaio em todas as

repetições e modalidades, por famílias.

A família Anthocoridae teve uma diminuição de capturas imediatamente após os tratamentos, à excepção da modalidade Mobilização, no entanto sem diferenças significativas entre modalidades (Quadros 4 a 8). Na data de maior número de capturas desta família (T49), verificaram-se diferenças significativas na modalidade Monda Térmica, relativamente às modalidades Roundup Ultra e Mobilização. Não foi evidenciado relação entre a população desta família e os métodos de controlo de infestantes.

3.2.4 Colembolas

Os 310 colembolas capturados pertencem, na sua totalidade, à família Entomobryidae, e estiveram presentes em todas as modalidades (Quadros 4 a 8). São constituintes importantes da fauna do solo, como elementos responsáveis pela decomposição de materiais vegetais. Torres & Bueno (2000), também registaram a presença de colembolas em praticamente todos os olivais monitorizados. Castro et al. (1996), verificaram a presença de colembolas em vários olivais, sendo a presença maior nos sistemas com coberto vegetal, relativamente a sistemas mobilizados. Este facto não foi observado neste estudo. Foram verificadas diferenças significativas nas datas T2 e T15, no entanto sem relação entre as datas e tipo de cobertura do solo. Na primeira, a modalidade mobilização difere significativamente da modalidade Monda térmica, enquanto no T15 as modalidades Mobilização e Monda térmica diferem significativamente relativamente à modalidade Roundup Ultra.

3.2.5 Aranhas

As aranhas, apesar de não serem predadoras específicas, podem ter algum efeito predador nas pragas, nomeadamente P. oleae (Morris et al., 1999c). A sua presença foi maior nas modalidades Roundup Ultra e Monda térmica. Na modalidade Monda Térmica capturou-se um elevado número de aranhas, em T-13 e T-6. Este facto deve-se à existência de um elevado número de capturas de aranhas recém-nascidas numa das repetições, com 61 e 21 aranhas, em T-13 e T-6, respectivamente. O mesmo sucedeu em T-6 e T15, na modalidade Roundup Ultra, quando numa das repetições, foram capturadas 9 e 50 aranhas recém-nascidas, respectivamente. Nestas datas e nesta modalidade o elevado número de capturas, da responsabilidade de uma das quatro repetições que compõem as modalidades, não originou diferenças significativas entre modos de controlo das infestantes. As aranhas apenas apresentaram diferenças significativas na data T2 (Quadro 6), entre a modalidade testemunha e as modalidades Basta S, Mobilizado e Monda térmica. Este facto poderá evidenciar o efeito de choque na população de aranhas, resultante dos métodos de controlo de infestantes, apesar da modalidade Roundup Ultra não diferir significativamente das restantes.

3.2.6 Ácaros

Capturaram-se 470 ácaros, sendo a maioria da família Oribatidae e, com menor expressão, da família Tetranichidae (fig.11). Tiveram presença em todas as modalidades ao longo do período de ensaio (Quadros 4 a 8). Ao contrário de Castro et al. (1996), que verificaram que os ácaros oribatídeos, tal como outros microartrópodes, são influenciados negativamente pela falta de coberto vegetal, não se observaram diferenças significativas entre modalidades após o controlo

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das infestantes. Apenas se registaram diferenças significativas, entre as modalidades, na data antes da aplicação dos métodos de controlo das infestantes (T-8).

Oribatidae 90,43% Tetranichidae

9,57%

Fig. 11: Distribuição dos Ácaros capturados, durante o período de ensaio em todas as repetições

e modalidades, por famílias

Quadro 4: Número de capturas, por modalidade, em T-13 (16 de Abril).

Ordem/Família RoundupUltra Basta S Mobilização térmicaMonda Testemunha

Aranae 1 9 7 72 3 Ácari Oribatidae 11 4 17 21 25 Tetranichidae 4 4 3 2 8 Coleóptera Coccinelidae 1 2 0 0 0 Carabidae 8 2 9 4 5 Staphylinidae 5 6 4 5 2 Tenebrionidae 1 0 2 0 0 Anthicidae 0 0 2 0 0 Outros 2 1 2 2 1 Hymenóptera Formicoidea 12 b 6 b 10 b 65 a 10 b Chalcidoidea 0 a 1 a 6 b 2 ab 3 ab Icneumonoidea 0 0 0 0 0 Hemiptera Anthocoridae 0 1 0 2 9 Outros 0 0 0 1 0 Collembola Entomobryidae 7 15 9 8 5 Diptera 7 7 1 12 13 Outros 0 1 1 0 2

Para cada Ordem, Super-família e Família, os somatórios das modalidades seguidos de letra diferente são significativamente diferentes para p ≤ 0,05, pelo teste LSD.

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Quadro 5: Número de capturas, por modalidade, em T-6 (23 de Abril).

Ordem/Família RoundupUltra Basta S Mobilização térmicaMonda Testemunha

Aranae 32 8 5 35 10 Ácari Oribatidae 5 c 9 bc 2 c 33 a 29 ab Tetranichidae 1 2 4 3 3 Coleóptera Coccinelidae 0 1 0 2 2 Carabidae 2 b 10 a 6 ab 3 b 6 ab Staphylinidae 7 5 5 6 4 Tenebrionidae 0 0 0 0 1 Anthicidae 0 1 0 0 0 Outros 1 2 5 5 4 Hymenóptera Formicoidea 1 0 3 5 5 Chalcidoidea 1 5 1 2 7 Icneumonoidea 0 0 0 0 0 Hemiptera Anthocoridae 0 6 2 3 4 Outros 0 2 1 0 0 Collembola Entomobryidae 15 16 19 14 9 Diptera 4 2 1 3 5 Outros 0 2 2 1 3

Para cada Ordem, Super-família e Família, os somatórios das modalidades seguidos de letra diferente são significativamente diferentes para p ≤ 0,05, pelo teste LSD.

Quadro 6: Número de capturas, por modalidade, em T2 (1 de Maio).

Ordem/Família RoundupUltra Basta S Mobilização térmicaMonda Testemunha

Aranae 3 ab 2 b 1 b 1 b 7 a Ácari Oribatidae 13 0 3 4 6 Tetranichidae 2 0 3 1 2 Coleóptera Coccinelidae 0 0 0 0 0 Carabidae 3 2 3 2 3 Staphylinidae 0 0 3 2 1 Tenebrionidae 1 0 0 0 0 Anthicidae 0 1 1 0 0 Outros 0 0 0 0 1 Hymenóptera Formicoidea 8 234 10 33 26 Chalcidoidea 0 2 0 2 6 Icneumonoidea 0 1 0 0 0 Hemiptera Anthocoridae 0 0 3 1 1 Outros 0 0 0 0 0 Collembola Entomobryidae 6 ab 7 ab 0 b 11 a 3 ab Diptera 5 2 16 9 4 Outros 0 0 0 1 1

Para cada Ordem, Super-família e Família, os somatórios das modalidades seguidos de letra diferente são significativamente diferentes para p ≤ 0,05, pelo teste LSD.

(14)

Quadro 7: Número de capturas, por modalidade, em T15 (14 de Maio).

Ordem/Família RoundupUltra Basta S Mobilização térmicaMonda Testemunha

Aranae 55 4 0 6 2 Ácari Oribatidae 15 13 3 16 18 Tetranichidae 0 0 1 0 1 Coleóptera Coccinelidae 2 1 0 8 6 Carabidae 3 7 1 7 5 Staphylinidae 0 b 1 b 11 a 1 b 3 ab Tenebrionidae 1 ab 0 b 4 ab 7 a 4 ab Anthicidae 0 1 5 0 0 Outros 2 2 0 3 1 Hymenóptera Formicoidea 8 b 27 a 2 b 7 b 5 b Chalcidoidea 7 ab 21 a 4 b 10 ab 9 ab Icneumonoidea 0 0 1 0 0 Hemiptera Anthocoridae 0 0 1 1 0 Outros 1 1 1 0 2 Collembola Entomobryidae 19 a 11 ab 1 b 2 b 8 ab Diptera 9 3 0 1 2 Outros 7 3 1 3 5

Para cada Ordem, Super-família e Família, os somatórios das modalidades seguidos de letra diferente são significativamente diferentes para p ≤ 0,05, pelo teste LSD.

Quadro 8: Número de capturas, por modalidade, em T49 (17 de Junho).

Ordem/Família RoundupUltra Basta S Mobilização térmicaMonda Testemunha

Aranae 8 9 14 12 8 Ácari Oribatidae 16 56 24 43 39 Tetranichidae 0 1 0 0 0 Coleóptera Coccinelidae 0 0 0 1 5 Carabidae 6 3 5 9 7 Staphylinidae 2 3 0 3 0 Tenebrionidae 8 4 2 11 12 Anthicidae 28 45 50 20 26 Outros 12 4 13 0 4 Hymenóptera Formicoidea 44 154 17 30 48 Chalcidoidea 18 10 2 9 15 Icneumonoidea 0 0 0 0 0 Hemiptera Anthocoridae 1 b 9 ab 4 b 14 a 7 ab Outros 0 1 3 1 0 Collembola Entomobryidae 24 10 16 12 10 Diptera 10 15 3 8 16 Outros 4 7 2 2 7

Para cada Ordem, Super-família e Família, os somatórios das modalidades seguidos de letra diferente são significativamente diferentes para p ≤ 0,05, pelo teste LSD.

(15)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em relação ao levantamento florístico, verificou-se uma elevada diversidade dos géneros e/ou espécies de dicotiledóneas. Contudo, quanto à densidade, registou-se um equilíbrio entre dicotiledóneas e monocotiledóneas.

A generalidade das infestantes são de ciclo anual encontrando-se, aquando da implementação das modalidades, bem desenvolvidas, levando a que, aquando da segunda contagem, parte das infestantes já tivesse terminado o seu ciclo de vida.

O facto das infestantes estarem bem desenvolvidas levou à formação de uma cobertura densa de matéria vegetal morta, a qual poderá ter contribuído para um menor número de infestantes germinadas após o tratamento, sendo mais evidente nas unidades experimentais de Roundup Ultra.

Neste trabalho verificou-se que, relativamente à eficácia das modalidades estudadas, o Roundup Ultra e a Mobilização Superficial foram, das modalidades intervencionadas, as que permitiram controlar o maior número de infestantes. A Monda Térmica apresentou o menor controlo de infestantes, ao qual não é alheio o facto destas já se encontrarem bem desenvolvidas.

Da composição florística do olival, o Erodium moschatum foi a que se revelou mais difícil de controlar, excepto na modalidade mobilizada. Por outro lado, a mobilização parece ter favorecido o desenvolvimento de Chenopodium album, dado o número de exemplares ser significativamente superior aos das restantes modalidades intervencionadas.

O efeito das diferentes formas de controlo das infestantes, sobre a artropodofauna do solo foi reduzido. Apenas foram verificados efeitos sobre a ordem Aranea e família Staphylinidae. Estas diferenças não tiveram um carácter persistente, pois as diferenças foram dissimuladas na data de capturas seguinte. As aranhas, pareceram ser afectadas pelo efeito de choque dos métodos de controlo de infestantes (T2). Em T15, a família Staphylinidae apresentou diferenças que podem estar relacionadas com o método de controlo de infestantes. Esta família apresentou maior número de indivíduos na modalidade mobilizada relativamente aos restantes métodos de controlo de infestantes, cujos efeitos nestas já eram evidentes. Esta data apresentou o maior número de grupos de artrópodes, com diferenças significativas entre modalidades, mas que não parecem estar relacionados com os métodos de controlo de infestantes.

As condições climáticas, como a precipitação, poderão ter tido mais efeito na composição da artropodofauna do solo, que os sistemas de controlo das infestantes.

Na realização deste trabalho, convém referir que, na identificação e contagem das infestantes, deveriam ter sido efectuadas duas contagens intermédias (T15 e T30), que não foram realizadas devido ao elevado fluxo de trabalho registado nesse período.

AGRADECIMENTOS

Na realização deste trabalho tivemos o prestimoso contributo dos colegas da AAPIM Paulo Gomes, Paula Rodrigues, Fátima Dias, David Silva, Joana Santos, Sónia Delgado e do colega Alberto Barata.

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Referências

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