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COOPERADORES
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ÍNDICE
O que é o Opus Dei, 4
Cooperadores do Opus Dei, 6
A alegria de dar, 14
Uma grandeza insuspeitada, 22
Amigos de Deus, 30
São Josemaria, um santo próximo, 38
ÍNDICE
O que é o Opus Dei, 4
Cooperadores do Opus Dei, 6
A alegria de dar, 14
Uma grandeza insuspeitada, 22
Amigos de Deus, 30
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«Conhecer Jesus Cristo, fazê-lo conhecer, levá-lo a todos os lugares»: era assim que São
Josema-ria expressava um dos desejos mais profundos do seu coração. Desde 1950, os cooperadores do
Opus Dei colaboram com os fiéis da Prelazia para realiza-lo, através da sua oração e da sua ajuda
a tantas iniciativas apostólicas nos cinco continentes. «Hoje, para mim isto é um sonho – dizia
São Josemaria, ao passarem os anos –, um bendito sonho que vivo em tantos bairros afastados
de cidades grandes, onde tratamos as pessoas com carinho, olhando nos olhos, de frente, porque
todos somos iguais».
Jesus Cristo se identifica com cada uma das pessoas deste mundo, e especialmente com os mais
frágeis e indefesos. «Em verdade vos digo: sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais
pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt. 25, 40). Esta realidade é o núcleo genuíno da «vocação
de custodiar» cada pessoa, de que fala o Papa Francisco com tanta energia, como algo que nos
interpela a todos.
São Josemaria teve desde o começo a alegria de poder contar com o apoio de muitos
coopera-dores – também não católicos, bem como não cristãos e não crentes – que vibravam com o seu
entusiasmo para levar a proximidade de Deus a toda a parte. Todos os fiéis do Opus Dei rezam
diariamente com agradecimento pelos cooperadores: para que cada um encontre, através da sua
resposta alegre à «vocação de custodiar», o Rosto sorridente e agradecido de Deus.
Mons. Fernando Ocáriz Prelado do Opus Dei
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O QUE é O
OPUS DEI
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É uma instituição da Igreja Católica fundada por São
Josemaria Escrivá no dia 2 de outubro de 1928. O
nome completo é Prelazia da Santa Cruz e Opus Dei.
Também se denomina, simplesmente, Opus Dei, “Obra
de Deus”.
Tem por finalidade contribuir para a missão
evangelizadora da Igreja, promovendo, entre pessoas
de todas as condições, uma vida coerente com a fé nas
circunstâncias ordinárias da existência humana,
espe-cialmente por meio da santificação do trabalho.
A mensagem do Opus Dei manifesta que qualquer
trabalho digno e nobre pode converter-se numa tarefa
divina. Para São Josemaria, santificar o trabalho
signi-fica agir conforme o espírito de Jesus Cristo: realizar
até o fim a própria tarefa, para dar glória a Deus e para
servir os outros, e contribuir dessa forma a santificar o
mundo.
A Obra proporciona formação espiritual e atenção
pastoral a seus fiéis e a todas as pessoas que o
dese-jarem, para que – cada um no seu lugar próprio na
Igreja e no mundo – conheçam e amem a Deus, deem
testemunho da fé e colaborem para resolver de modo
cristão os problemas da sociedade.
A Prelazia do Opus Dei, como as restantes
circunscri-ções da Igreja, é constituída por um Prelado (D. Javier
Echevarría) com o seu presbitério, e por fiéis leigos,
tanto homens como mulheres. Muitas pessoas
par-ticipam das suas atividades apostólicas, e, entre elas,
encontram-se numerosos cooperadores.
Os cooperadores do Opus Dei são homens e
mu-lheres que ajudam com a sua oração, com as suas
esmolas e com o seu trabalho – cada qual
segun-do as suas possibilidades – nas atividades que a
prelazia do Opus Dei promove. Os testemunhos que
se apresentam a seguir são uma pequena mostra de
como e por que colaboram.
Família de Jean-René Philibert. Cooperador em Québec (Canadá).
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Os cooperadores são pessoas de todas as etnias,
cul-turas e religiões: católicos e não católicos, cristãos ou
não, e também não crentes que, juntamente com os
fiéis da Prelazia e outros cidadãos, promovem
nume-rosas iniciativas de caráter formativo e social.
A sua colaboração pode ser de caráter espiritual ou
material. “Precisamos de cooperadoras como você,
que rezem; de cooperadoras como você, que saibam
sorrir”, comentou São Josemaria a uma
campone-sa peruana, durante uma viagem à América Latina.
No aspecto material, podem colaborar com o seu
trabalho ou com esmolas. Referindo-se àqueles que
compartilham ideais de promoção humana com os
fiéis do Opus Dei, São Josemaria dizia: “Tenho tantos
amigos que não são católicos. Dão-nos um pouco
daquilo que, para eles, até agora era necessário;
en-tregam-no generosamente para as obras apostólicas.
Dão-nos o seu tempo e uma parte da sua vida”.
«Na medida em que o nosso anseio de amor e de
paz for se estendendo, como uma consequência
do espírito cristão que irá permeando todas as
atividades do mundo, contribuiremos para que
sejam mais facilmente resolvidos os grandes
problemas que oprimem a humanidade».
São Josemaria
COOPERADORES
DO OPUS DEI
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COOPERADORES
DO OPUS DEI
Os cooperadores católicos apreciam também o
sentido espiritual e apostólico dessas atividades, a
serviço de Deus, da Igreja e de todas as almas. Entre
eles contam-se não só fiéis leigos, mas clérigos de
muitas dioceses do mundo inteiro, e comunidades
religiosas que colaboram com a sua oração.
Os cooperadores recebem o afeto, a gratidão e a
oração diária do Prelado e de todos os fiéis do Opus
Dei. Além disso, se assim o desejarem, lhes é
ofereci-da a possibiliofereci-dade de receberem assistência
espiritu-al. Os cooperadores católicos beneficiam-se também
dos bens espirituais concedidos pela Igreja Católica
aos que colaboram com o Opus Dei: em
determina-das datas do ano podem receber o benefício de
algu-mas indulgências, observando as condições
estabe-lecidas pela Igreja e renovando, por devoção, os seus
compromissos como cooperadores.
Janaiha Faith Nelson. Washington D.C. (Estados Unidos).
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COOPERADORES DO OPUS DEI testemunhos
COmPARtIlhAvA ESSES IDEAIS
«Ainda que eu não tenha recebido nenhuma instrução religiosa, desde criança o canto dos pássaros e a beleza dos rios e montanhas da minha terra levaram-me a pensar na existência de um Criador, e sentia desejos de saber mais sobre reli-gião. Um belo dia, abriram um Cento do Opus Dei ao lado da minha casa, e essa foi a ocasião para aprofundar. Lá pude me informar, perguntar, ler... E também aprendi a rezar. Poucos anos depois, mesmo não sendo cristão, decidi tornar--me cooperador, porque compartilhava os ideais daquelas pessoas que ensi-navam aos jovens o que eu teria gostado de aprender na minha juventude: como conhecer a Deus e levar uma vida nobre, de trabalho, de compreensão e respeito pelo próximo, de diversão sadia... Após alguns anos, recebi o Batis-mo. A mensagem de São Josemaria ajuda-me a santificar o meu trabalho, que transcorre na maior parte num jardim e entre flores: quando estou regando ou adubando, penso nos cuidados que o Senhor tem para comigo, e quando as flores vão se abrindo e florescendo, peço ao Senhor pelo crescimento espiritual de todos os homens».
Yedik Almasbekovich Mamrainov Mora em Almaty (Cazaquistão). É jardineiro e encarregado de manutenção.
PAREntES E AmIgOS
«Ouvi dizer que os cooperadores são como que os parentes e amigos dos fiéis do Opus Dei, e isso é justamente o que eu quero ser. No que diz respeito à vida espiritual, aproveito e participo dos meios de formação que a Prelazia oferece, e com a minha oração e as minhas contribuições, unidas às dos res-tantes cooperadores, ajudo a Obra.».
Marie Jones Mora em Leatherhead, Surrey (Grã Bretanha). É casada e tem três filhos.
COnfORtAnDO OS DOEntES
«Conheci a Obra há mais de trinta anos e sou cooperador desde o ano passa-do. Sou assistente social e ocupo-me em confortar os doentes. Diagnostica-ram-me uma esclerose múltipla em 1991 e disseDiagnostica-ram-me que tinha mais sete anos de vida. A doença tem se agravado no decorrer dos anos e atualmente só posso dar alguns passos com muito esforço; desde há algum tempo, já não posso escrever nem ler. No entanto, apesar do prognóstico dos médicos, continuo vivendo quase vinte anos depois do diagnóstico. Acredito que não tenho vocação para o Opus Dei, mas me sinto vinculado à Obra como se fosse parte da família. Ajuda-me muito a doutrina sobre a santificação da vida diária: tudo quanto faço, ainda que pareça ter pouca importância, está relacio-nado com Deus e tem um valor infinito; isso me parece maravilhoso».
Christoph Flaspöhler Mora em Wachtberg (Alemanha). É assistente social. Antes, trabalhou em bancos.
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COmO nA DAnçA
«Ser cooperadora é um desafio para mim: é, sempre, apoiar uma boa causa que está por cima de você, pela qual está disposta a se esforçar. Às vezes, pedem-me umas aulas de dança; outras, presidir a uma jornada para a família ou colaborar nas atividades do Clube juvenil, ou o quer for. De alguns meses para cá, estou dando cursos de orientação familiar para casais com crianças entre dois e dez anos. Aprendi que crer não é uma questão complexa, mas que é preciso aprofundar na fé. Quando trabalho dando aulas de balé preciso usar as sapatilhas adequadas e melhorar continuamente a minha dança; penso que a mesma coisa ocorre com a fé: sem aprofundar, sem exercitar-se, não vai para a frente».
Judith Gerbrands Mora em Kerkrade, Limburgo (Holanda). É professora de dança.
COlOCAR DEUS EntRE OS SAPAtOS
«Sou sapateiro. Conheci o Opus Dei graças à minha filha Agnieszka. Foi ela quem me explicou que eu poderia colocar Deus entre os meus sapatos, e isso me ajudou a fazer melhor o meu trabalho. Por causa da minha doença tive que reduzir a minha dedicação profissional (três dias por semana devo ir ao hospi-tal para submeter-me a uma diálise, enquanto aguardo a possibilidade de um transplante de rim). Coopero sobretudo oferecendo as moléstias da doença, as sessões de diálise e os Terços que rezo durante as longas caminhadas aconselhadas pelos médicos».
Józef Morawski Mora em Varsóvia (Polônia).
DO bASQUEtE AO tRAtO COm DEUS
«Conheci o Opus Dei através de uma amiga com quem jogava basquete. Chamou-me a atenção o interesse que mostrava pelas integrantes da equipe, embora cada uma tivesse uma religião diferente. No começo, eu, que sou orto-doxa, pensava que ela não se interessaria por entrar em temas mais profundos. No entanto, através de muitos treinos e conversas, fui conhecendo o espírito da Obra, e depois de vários anos pedi para ser cooperadora. Para mim, é uma maravilha poder colaborar nessa tarefa. O que mais aprecio é a maneira de ajudar as pessoas para que sejam amigas de Deus e se relacionem com Ele».
Rania Nicolás Mora em Achrafieh, Beirut (Líbano). É técnica superior bancária.
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COOPERADORES DO OPUS DEI testemunhos
EvAngElIzAR A CUltURA
«Gostei do trabalho que vi que era feito com gente jovem, incluindo os filhos de famílias pobres; uma formação que, muitas vezes, não podem receber em seus lares. Isso eleva o seu nível moral e ajuda a superar as pressões negati-vas do ambiente. Como cooperador, tento ajudar nessas tarefas tanto quanto possível. Com a minha profissão, pretendo escrever e desenhar romances gráficos de boa qualidade, que contenham mensagens alentadoras e pro-movam uma visão positiva do mundo. Vejo esse desafio como um pequeno meio para ajudar a evangelizar a cultura».
Chris Chow Nasceu em Port of Spain (Trindade). Mora em Toronto (Canadá). É artista gráfico.
Um hORIzOntE nOvO
«Padeço de uma doença congênita que se manifesta em crises extremamente dolorosas e numa severa anemia permanente. Ainda não estou recuperada da última, que me deixou em estado de coma durante seis dias, e não posso ca-minhar sem ajuda. Ofereço essas dores pela Obra e pelas almas do Purgatório. Encontrar um sentido para a minha doença abriu um horizonte novo na minha vida. Ao mesmo tempo, senti-me sustentada pela oração de tantas pessoas, da minha família e da Obra. Continuo viva graças a essas orações. Quando me propuseram ser cooperadora, não duvidei: para mim, significa agradecer de alguma maneira a formação recebida, que tanto me ajuda a dar conselhos às pessoas que o Senhor me confia».
Suzanne Ngono Ayissi Mora em Douala (Camarões). É orientadora pedagógica.
nA mInhA PARóQUIA
«Desde o ano de 2004, uma dúzia de jovens, de uma Residência da Obra, par-ticipa de um projeto de serviço social em uma das minhas paróquias. Eu aju-do com a minha oração. Assisto aos recolhimentos que se organizam para sacerdotes perto de Montreal, nos quais se transmite fidelidade ao Papa e aos ensinamentos da Igreja, e ânimo constante para equilibrar o trabalho e a piedade, fazendo com que tudo seja uma oração para dar glória a Deus. Através do Opus Dei o meu sacerdócio se fortalece. Também pude ver esses jovens que trabalham felizes oito horas por dia. Quando param ou se esgotam, costumam ter um livro entre as mãos: esforçam-se por não perder o tempo».
Padre Rheal Forest Mora em Manitoba (Canadá). Exerce o seu ministério em cinco reservas indígenas da sua província.
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Em JERUSAlém
«Sou árabe palestina de Ramallah, cristã luterana casada com um grego ortodoxo. Moramos em Jerusalém. Eu procurava um lugar onde os meus filhos pudessem aprender a fé cristã e, com esse motivo, meu filho começou a participar das ati-vidades do Centro de rapazes do Opus Dei em Jerusalém. Depois, a minha filha começou a frequentar o Centro das moças e eu também comecei a participar das aulas de formação e outras atividades para senhoras. Quis ser cooperadora porque entendi a necessidade da formação em nossa comunidade e porque, além disso, queria difundi-la entre as pessoas da nossa cidade, para que pos-sa ajudá-las tanto como a mim, que encontrei nos recolhimentos a fortaleza para continuar com o meu trabalho – sou professora primária em um colégio onde não faltam os problemas da nossa época –, a sabedoria necessária para atingir soluções positivas com meus colegas, e a criatividade para chegar aos meus estudantes».
Hanada Nijim Noursi É professora primária.
REzAR PElA ObRA
«Na minha cidade ainda não há um Centro do Opus Dei, mas o Senhor abre os caminhos. É um estímulo para a minha responsabilidade difundir a mensagem de São Josemaria; é um dever de gratidão. Nestes anos, mudei a percepção que tenho sobre mim mesmo, sobre a minha família e sobre o meu trabalho. Voltar para casa depois de um dia intenso de trabalho e ter que atender às necessida-des das minhas filhas tornou-se uma experiência agradável. Por tudo isso, rezar pelos apostolados do Opus Dei faz parte da minha vida de oração».
Sunil Thomas Nasceu no Kuwait e mora em Bangalore (Índia). Casado, tem duas filhas. É diretor de marketing.
Um tERçO CADA DIA
«A minha irmã Pilar e eu somos cooperadoras há mais de quinze anos. Pilar é costureira mas, por problemas de saúde, ficou cega e teve que abandonar o seu ofício. Eu trabalho em casas de família, mas durante muitos anos cuidei de rapazes doentes nos lares de Dom Orione. Ali encontrei, numa ocasião, um sacerdote do Opus Dei, que foi quem me falou da Obra pela primeira vez. Co-mecei a assistir a umas palestras enquanto a minha irmã ficava em casa; depois, eu lhe contava o que tinha escutado. No entanto, logo percebemos que pode-ríamos oferecer a nossa casa para ter ali as palestras, de forma que ela tam-bém pudesse assistir. Em breve, essas reuniões se converteram em círculos para cooperadoras. A minha irmã e eu contribuímos mensalmente com uma ajuda econômica para os apostolados da Obra, e com muitas orações todos os dias».
Alicia y Pilar Martínez Moram em Rosário (Argentina).
Centro Cultural Irtysh
AlmAty [CAzAquistão]
Irtysh foi fundado em 2007, com ajudas pro-cedentes de muitos países do mundo. A ati-vidade principal do centro é uma escola de idiomas, que responde a uma necessidade vital do Cazaquistão, implicado atualmente num processo de abertura e de desenvolvimento. Como parte do plano formativo, as alunas e outras pessoas podem participar de atividades educativas, culturais e recrea-tivas, dirigidas a integrar valores como a amizade, o respeito, a tolerância, a esportividade, a abertura à transcendência.
A oferta educativa abrange seminários de ciências e de arte em ciclos anuais, conferências sobre temas de atualidade, pro-jetos sociais, excursões, almoços com convidados, fóruns de debate e viagens culturais. Também são ministrados cursos de formação cristã e de teologia.
Hospital Centro de Cuidados Laguna
mAdrid [espAnhA]
No bairro madrilenho de Lucero, encontra-se um moderno edifício de três andares e quase
10.000 metros quadrados, que abriga o Hospi-tal Centro de Cuidados Laguna. O seu objetivo é integrar o atendimento das pessoas idosas com os serviços paliativos e psicogeriátricos. A Fundação Vianorte promove este projeto iniciado no ano de 2002, por ocasião do centenário do nascimento de São Josemaria. Inspira-se nos ensinamentos que transmitiu o Fun-dador do Opus Dei com a sua vida e com os seus escritos.
Conta com uma equipe interdisciplinar de profissionais es-pecializados em cuidados paliativos. Médicos, enfermeiras, assistentes sociais, voluntários, psicólogos, fisioterapeutas, te-rapeutas ocupacionais e capelão colaboram estreitamente no cuidado dos doentes. Essa atenção especializada pode reali-zar-se no domicílio do paciente, na unidade de hospitalização ou no hospital dia, conforme as necessidades de cada pacien-te, a sua doença e as suas circunstâncias familiares.
COOPERADORES DO OPUS DEI iniCiAtivAs
Ciudad de los Niños
monterrey [méxiCo]
A Ciudad de los Niños é um Centro de Desen-volvimento Educativo e Familiar que ministra
formação acadêmica, técnica, humana e es-piritual a crianças e jovens de recursos limita-dos, em união com as suas famílias. Tem duas sedes: a mais antiga, na cidade de Guadalupe, e a mais recente, na região do Topo Chico de Monterrey. Trata-se de duas áreas marcadas pela pobreza.
No Centro de Educação Familiar desenvolvem-se progra-mas para os pais, com o objetivo de ajudá-los a realizar com sucesso a tarefa de formar os seus filhos. Além disso, existem diversos cursos para facilitar que os pais, que não possuem estudos básicos, possam receber essa formação fundamental e assim também melhorar em seu trabalho.
Terral
BArCelonA [espAnhA]
O bairro de Raval, na zona antiga de Barcelona, conta com a maior densidade de população da cidade, a taxa mais elevada de população de imigrantes e os níveis mais altos de desem-prego e de evasão escolar. Neste bairro en-contra-se o centro sócio-educativo Terral, onde pessoas de diferentes culturas e religiões compartilham dia-riamente, nas aulas, os recursos que facilitarão a sua inserção no mundo do trabalho e a integração em seu ambiente social.
Dentre os diversos programas, destaca-se o 1@1, um mé-todo pedagógico onde cada voluntária se encarrega de um participante do projeto para facilitar-lhe o aprendizado. Pres-tam sua ajuda pessoas de todas as idades e condições so-ciais: universitárias e estudantes de pós-graduação, professo-ras aposentadas, donas de casa... O objetivo é evitar que as alunas abandonem os estudos antes dos 16 anos, idade na qual podem decidir incorporar-se ao mercado de trabalho ou continuar estudando.
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A AlEgRIA
DE
DAR
Muitos fiéis da prelazia do Opus Dei e cooperadores
católicos e não católicos, junto com outras muitas
pessoas, promovem, no mundo inteiro, centros
edu-cativos, assistenciais e culturais, para ir ao encontro, na
medida do possível, das necessidades do seu próprio
país ou ambiente, sem discriminações de raça,
reli-gião ou condição social. “É preciso travar — dizia São
Josemaria — uma grande batalha contra a miséria,
contra a ignorância, contra a doença, contra o
sofri-mento”.
Entre esses projetos encontram-se universidades,
escolas de formação profissional, hospitais, centros de
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formação e capacitação para a mulher, residências de
estudantes, colégios, ambulatórios, etc. São iniciativas
civis de caráter profissional, cujo principal foco são as
pessoas. São Josemaria explicava que “o nosso
espíri-to é, precisamente, estimular que as iniciativas surjam
da base, e, dado que as circunstâncias, necessidades e
«Devemos conduzir-nos de tal forma que os outros
possam dizer, ao olhar para nós: este é cristão
porque não odeia, porque sabe compreender,
porque não é fanático, porque domina seus
instintos, porque é sacrificado, porque manifesta
sentimentos de paz, porque ama».
São Josemaria
possibilidades de cada nação ou grupo social são
pecu-liares e extraordinariamente diversas entre si, em cada
país organizam-se as atividades apostólicas
concre-tas que julguem mais convenientes: desde um centro
universitário ou uma residência de estudantes, até um
ambulatório ou uma escola agrícola para camponeses”.
Acampamento de trabalho, orfanato Phu My em Ho Chi Min. Organizado por Nairana (Austrália).
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mAIS lIvRE PARA mElhORAR O mUnDO
«Aprendi que, com a oração, o exemplo e o trabalho, falando com correção no ambiente onde me encontro, posso contribuir para criar um clima mais huma-no. Ser cooperador animou-me a doar-me aos outros e ampliou as minhas possibilidades de sentir-me mais livre e mais obrigado a trabalhar para me-lhorar o mundo. Procuro levar aos outros essa experiência, porque é o que me deu consciência do amor de Cristo por nós e me leva ao empenho constante por tornar-me santo, apesar das quedas e tropeços que todos enfrentamos».
José Carlos Neves Epiphanio Agrônomo e pesquisador. Mora em São José dos Campos (Brasil).
DEvOlvER Um POUQUInhO
«Sou a sexta de oito filhos. Desde que era muito criança participei das ativida-des de formação cristã do Opus Dei. Por tudo aquilo que recebi, pareceu-me normal devolver um pouquinho. Principalmente rezando e, quando a minha situação familiar o permite, também com a minha ajuda econômica. Com o meu trabalho ajudo em Des prêtres pour toutes les nations, uma associa-ção que arrecada fundos para dar bolsas a sacerdotes e seminaristas que estudam na Universidade Pontifícia da Santa Cruz. Ser cooperadora significa para mim que, de certo modo, faço parte da grande família do Opus Dei. Tento melhorar a minha própria vida, sobretudo a minha vida cristã, graças aos meios de formação. E também o meu papel de esposa e mãe».
Marie Kollen Mora na França. Casada, tem três filhos.
PERDOAR
«Sou muçulmano. Um amigo ofereceu-me Caminho. Ao lê-lo, quis colaborar com a Obra. Entusiasmou-me pensar que eu também posso ajudar os outros. Costumo dar uma mão em diferentes atividades do Club Nerpio, em Alba-cete. Acredito que isso está me ajudando a conhecer melhor a Igreja Cató-lica, pela qual tenho grande apreço. Dessa forma a minha vida se enriqueceu, e a minha condição de muçulmano não foi nenhum obstáculo. Muitas coisas me chamam a atenção, mas, acima de tudo, a ação de perdoar, que não é nada fácil e que eu desejaria aprender a viver melhor».
Habib Moussa Fardoun Nasceu no Líbano. É xiita. Bacharel em Informática. Mora em Albacete (Espanha), onde cursa o doutorado na universidade.
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vERDURAS PARA O ACAmPAmEntO
«Quando eu trabalhava como verdureiro, costumava ajudar os acampamentos de verão organizados para os mais jovens. Conseguia alimentos para eles em um mercado atacadista. Considero-me afortunado por ser cooperador, porque a mensagem de São Josemaria me impulsiona a procurar trabalhar muito e bem, a amar o Papa e a rezar por ele, e a recorrer à Virgem Maria. Além disso, as atividades estão abertas a todas as pessoas: não importa a política, nem a religião, nem a raça, nem a situação econômica. Quando estive doente experimentei o ambiente de família: todos os dias vinha visitar-me um médico que morava em um Centro da Obra e outros do Centro ligavam interessando--se pela minha saúde. Trouxeram-me uma estampa com uma relíquia de São Josemaria quando estava inconsciente, e a partir daquele momento comecei a melhorar».
Manuel Cid Carnero Mora em Montevidéu (Uruguai). É comerciante de verduras, atualmente aposentado.
SInAl DE CARInhO PElA IgREJA CAtólICA
«Rezo todos os dias pelo Prelado do Opus Dei e pelos apostolados da Prelazia e, ocasionalmente, quando o trabalho o permite, ofereço a minha ajuda: por exemplo, neste semestre estou muito contente porque o meu trabalho foi um pouco mais leve e pude ajudar aos sábados em um programa educa-tivo. Embora eu não seja católica, a minha participação é um sinal de carinho pela Igreja Católica e é também uma contribuição para a unidade dos cristãos. Além disso, significa para mim uma compensação pessoal, porque vejo o cres-cimento das moças que atendemos: se elas crescem, eu cresço também».
Janaiha Faith Nelson Mora em Washington D.C. (Estados Unidos). Cursa o doutorado na universidade.
mElhORAR O PAíS, SEnDO mElhOR CRIStãO
«Colaboro com uma das associações de jovens profissionais do Centro Ni-éré, em Abidjan. Esta associação organiza atividades culturais e esportivas para jovens que estão nos começos da vida profissional. Para mim, é uma forma de ajudar a fazer o Opus Dei e de agradecer a formação que recebo, embora o que faço não seja muito. Além disso, posso aprofundar na minha formação para viver a fé cristã. Também é uma forma de contribuir para o bem do meu país, se procuro ser melhor cristão».
Nandjui Djidji Brice Bokra Mora em Abidjan (Costa do Marfim). Trabalha num banco como auditor interno.
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bEnEfíCIOS ESPIRItUAIS
«Conheci o Opus Dei através de uma amiga. Convidou-me a um retiro em Kimlea. Decidi ser cooperadora porque percebia que poderia colaborar com o que se fazia pelos menos favorecidos. Entendia que era o meu dever compar-tilhar com os mais necessitados os bens materiais com os quais fui abenço-ada por Deus, e que dessa forma iria me beneficiar espiritualmente. Todos os dias rezo o Terço pelos apostolados da Obra e peço por eles na Santa Missa. Também contribuo todos os meses com uma doação e dou leite e produtos da horta para as aulas de cozinha em Kimlea School».
Mary N. Gichuiri Mora em Nyeri (Kenya). É professora aposentada e atualmente proprietária rural.
tUDO O QUE tEnhO é EmPREStADO
«Tenho a convicção de que, se Deus me concedeu alguns bens, tenho o dever de compartilhá-los com os outros. Gosto da palavra “cooperar”, porque ser cooperador não significa uma simples colaboração, mas, para mim, é o modo de corresponder ao amor de Deus; significa cumprir o que Ele deseja para mim. Creio firmemente que o que possuo não é meu: é emprestado, é de Deus. Por isso quero colaborar sem medida, com todas as minhas possi-bilidades. Com tudo o que tenho e posso, chegarei até onde me for possível: acredito que isso é o que Deus espera de mim».
Miguel Kalbakgi Xikh Nasceu em Alepo (Síria) e mora na Venezuela. É comerciante.
mUDOU O AmbIEntE DA mInhA fAmílIA
«Há alguns anos, procurando resposta para certas indagações sobre o mundo e o sentido da vida, comecei a assistir às aulas de catecismo na paróquia e, atra-vés de algumas pessoas que conheci ali, entrei em contato com um Centro do Opus Dei. Passado algum tempo, propuseram-me ser cooperadora; de início, fiquei pensando se seria capaz, mas finalmente decidi. Comecei a colaborar com as atividades do clube juvenil; ao mesmo tempo, participava das aulas de doutrina cristã e sobre temas relacionados com a família. Esses meios de formação deram-me uma nova força e experiência para transformar a minha vida diária. Aprendi a dedicar tempo e esforço para que cada membro da mi-nha numerosa família seja mais feliz. Realmente, posso dizer que desde então o ambiente do nosso lar mudou: há mais preocupação ativa de uns pelos outros e mais alegria».
Üde Ütt Mora em Tallin (Estônia). É dona de casa e tem seis filhos.
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Um CORAçãO QUE tRAbAlhA Em SIlênCIO
«Sou cego. Perdi a visão em um acidente de automóvel. Através dos meios de formação, percebi que o matrimônio é o meu caminho de santidade: tentar ser o melhor possível como marido e como pai. Além disso, sei que, se eu falhar, com a graça de Deus sempre posso tentar de novo. Aprendi a santificar até as pequenas lutas de cada dia. Compreendi que a Igreja é como um corpo com braços, pernas, cabeça e pés. Talvez eu não tenha os meios como outros – que são as mãos e os pés – para um trabalho ativo, mas cada um pode, com o seu amor a Cristo, com as suas orações diárias e com a sua mortificação, ser um coração que trabalha em silêncio e com constância para ajudar a dar vida à Igreja».
Jose Maria Ayesa Cacho Mora em Iloilo (Filipinas). É empresário e trabalha numa ONG que arrecada fundos para cegos.
SEm DIStInçõES
«Ao cooperar com iniciativas em favor dos mais necessitados, penso: para que fomos criados? Para Deus e para ajudar os demais. Quando perguntei o que sig-nificava Opus Dei e me responderam Obra de Deus, então disse para mim mes-ma: isto é o que eu quero fazer. Sempre que participo de projetos dirigidos a pessoas com menos recursos econômicos, dou graças a Deus e penso que deveria fazer mais para me aproximar do Todo-Poderoso. Ao mesmo tempo pergunto-me: o que mais posso fazer? Isso tem me ajudado a melhorar no cumprimento das minhas obrigações em casa e no trabalho, servindo melhor. Atrai-me muito a unidade, a amabilidade, a orientação espiritual, a humildade, a diversidade das atividades formativas: não se fazem distinções entre asiáticas, africanas..., unem todas as nacionalidades, e isso me parece impressionante».
Aisha Badamana Mora em Kilimani (Kenya). Muçulmana. É diretora e proprietária do Little Birds Kindergarten.
ASSUmInDO Um PROJEtO
«Ser cooperadora é sentir-se em família na Obra e abraçar a nossa parte em oração e ação. No meu caso, abracei um projeto, envolvendo também a for-mação dos meus filhos e de muitas amigas. Meu marido e eu investimos tem-po e dinheiro para começar, junto com outros casais, um colégio que forma seus alunos, desde cedo, nos princípios de uma vida cristã. Comprovei, na prática, que quanto mais generosos somos, mais ajuda Deus nos manda».
Ana Lanús Mora em Porto Alegre (Brasil). É mãe de 4 filhos.
Seido Foundation
nAgAsAki [JApão]
Em 1959, nasceu o Seido Language Institute. O pequeno instituto de idiomas foi crescen-do no decorrer crescen-dos anos, até que em 1971 se integrou a um projeto educativo mais amplo: a Seido Foundation for the Advancement of Education, que foi reconhecida como Associação de interesse público.
Atualmente, como no início, a principal demanda são as au-las de inglês, que todos os japoneses estudam durante vários anos antes de chegar à Universidade.
Além disso, a Seido Foundation promoveu outras iniciati-vas educatiiniciati-vas em vários lugares do Japão, como colégios em Nagasaki e residências para professores e estudantes em ou-tras cidades do país.
Baytree
londres [grã-BretAnhA]
Baytree Centre situa-se em Brixton, um bairro londrino catalogado como a sétima zona mais pobre da Inglaterra, que acolhe uma comuni-dade multirracial, com numerosa população de refugiados e uma alta porcentagem de desem-prego e criminalidade.
Esta instituição procura preencher o vazio existente no tecido social, ajudando os mais desfavorecidos – acima de qualquer diversidade racial ou social – a integrar-se na sociedade. Com um staff de 40 pessoas e mais 100 voluntários, Baytree ajuda, ano após ano, mais de 1.000 mulheres de diversas idades, pro-cedentes de cerca de 100 diferentes países.
As mulheres que frequentam Baytree descobrem o valor da vida familiar e o modo de torná-la compatível com um trabalho profissional fora do lar. Aprendem a ler e a escrever, recebem aulas básicas de contabilidade e de informática, noções sobre como preencher um formulário para uma entrevista, ajudar os filhos nas tarefas escolares, entender os sinais de trânsito, etc. A AlEgRIA DE DAR iniCiAtivAs
Kimlea Technical Training Centre
tigoni [keniA]
Kimlea, situado no distrito de Kiambu (Kenya), é um centro que oferece formação
profis-sional a mulheres e moças que trabalharam nas plantações de chá e de café de Limuru e que não tiveram acesso à educação. Para as que não podem assistir aos cursos regulares, ofe-recem-se, através de Kimlea Outreach Programme, aulas de alfabetização, cuidados do lar e das crianças, higiene, corte e costura, costura à máquina, etc.
Kimlea possui também um ambulatório médico que atende cerca de 40 pacientes por dia. Começou com uma unidade móvel e atualmente ocupa um edifício próprio. Graças à ajuda dos cooperadores, que também contribuem com a alimen-tação das crianças, conseguem-se remédios a preços muito acessíveis. Também é oferecida assistência médica periódica a vinte escolas primárias mediante o projeto Kimlea CHEP (Children’s Health Programme). Para essas escolas, cada uma delas frequentada por mais de 1.000 alunos, seria impossível ter acesso de outra forma aos serviços sanitários, devido à es-cassez de recursos.
Università Campus Bio-Medico
romA [itáliA]
O primeiro sucessor de São Josemaria, Dom Ál-varo del Portillo, impulsionou a fundação do
Campus Biomédico em Roma. Atualmente, ocupa um terreno de 75 hectares, com um Hospital Policlínico de última geração e um Centro de Pesquisa Avançada em Biomedicina e Bioengenharia.
A atividade didática abrange sete cursos de Licenciatura. O novo Policlínico, que adota os mais modernos métodos hospi-talares, foi inaugurado em 2008 no centro do campus universi-tário de Trigoria e compreende também o Centro de Saúde do Idoso, dois Centros ambulatoriais e um Centro de Radioterapia.
O atendimento busca a qualidade dos cuidados, a relação amável com os pacientes e o caráter acolhedor dos ambientes.
Entre os diversos projetos de pesquisa realizados em colabo-ração com empresas e universidades europeias, recentemente entrou em operação o programa LifeHand, no qual médicos e engenheiros conseguiram, pela primeira vez, movimentar uma prótese de mão biônica através de impulso cerebral.
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O Opus Dei, fundado em 2 de outubro de 1928 por São
Josemaria Escrivá, é uma instituição hierárquica da
Igre-ja Católica — concretamente, uma prelazia pessoal —,
que tem como finalidade difundir, em todos os
ambien-tes, a mensagem de que todos os homens são
chama-dos à santidade e que o trabalho e a vida cotidiana são
ocasião de encontro com Deus, de serviço aos outros
e de aprimoramento da sociedade. Atualmente, fazem
parte do Opus Dei mais de 88.000 pessoas, sacerdotes
e leigos, homens e mulheres, de todos os continentes.
A tarefa evangelizadora dos fiéis da Prelazia tem como
consequência direta a revitalização cristã do lar, do
tra-balho e da sociedade em geral. Pela graça de Deus, as
igrejas locais se beneficiam com essas tarefas, já que os
UMA
GRANDEZA
InSUSPEItADA
frutos são uma maior participação na Eucaristia e nos
demais Sacramentos, a difusão do Evangelho em
am-bientes afastados da fé, iniciativas de solidariedade com
os mais necessitados, uma maior união com o bispo e
com os sacerdotes da diocese, etc.
“Realmente, o vosso é um grande ideal — afirmava
São João Paulo II — que, desde os começos,
antecipou--se à teologia do laicato, que caracterizou depois a
Igreja do Concílio e do pós-Concílio. Tal é a
mensa-gem e a espiritualidade do Opus Dei: viver unidos a
Deus no meio do mundo, em qualquer situação,
lutan-do cada um para ser melhor com a ajuda da graça e
dando a conhecer Jesus Cristo com o testemunho da
própria vida”.
Józef Morawski. Varsóvia (Polônia).
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«São Josemaria foi escolhido pelo Senhor para
anunciar a chamada universal à santidade
e mostrar que as atividades correntes que
compõem a vida de todos os dias são caminho
de santificação. Pode-se dizer que foi o santo do
cotidiano. De fato, estava convencido de que,
para quem vive sob a ótica da fé, tudo é ocasião
de um encontro com Deus, tudo se torna um
estímulo para a oração. Vista desta forma, a
vida diária revela uma grandeza insuspeitada.
A santidade apresenta-se verdadeiramente ao
alcance de todos».
São João Paulo II
UMA
GRANDEZA
InSUSPEItADA
Sem fazer uma enumeração exaustiva, podem-se
as-sinalar os seguintes aspectos característicos do espírito
do Opus Dei: o sentido da filiação divina como
funda-mento da vida espiritual; o amor a Jesus Cristo,
presen-te na Igreja, e o encontro com Ele na Eucaristia e na
Palavra; o desejo de fazer da Santa Missa o centro e a
raiz da vida cristã no mundo; o amor a Nossa Senhora; a
docilidade ao Romano Pontífice e à hierarquia da Igreja;
a caridade, o espírito de compreensão e de convivência;
a alegria que provém de seguir Jesus Cristo; a unidade
de vida, como integração das diversas facetas da
exis-tência cotidiana num projeto vital coerente com a fé; o
sentido transcendente do trabalho profissional,
realiza-do com perfeição humana, amor a Deus e afã de
servi-ço; o amor à liberdade e à responsabilidade de cada um.
Viver a fundo a fé católica implica também uma
pre-ocupação efetiva por contribuir, na medida do possível,
para a solução dos problemas sociais. São Josemaria
escreve que “um cristão não pode se conformar com
um trabalho que lhe permita ganhar o suficiente para
sustentar a sua família: a sua grandeza de coração deve
levá-lo a arregaçar as mangas para ajudar os outros,
por um motivo de caridade e por um motivo de
jus-tiça”. Responder a essa exigência é um desafio com o
qual se sentem igualmente comprometidos os fiéis e os
cooperadores do Opus Dei.
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vER CRIStO nOS DOEntES
«Conheci a Obra há 20 anos, quando estudava medicina. Deram-me um con-selho que se tornou um impulso para o meu trabalho num hospital muito movimentado e que, desde então, procurei pôr em prática: tratar cada doente como se fosse Jesus Cristo. Tento também ajudar os agonizantes a refletirem sobre a sua vida e, se o desejam, a receber a visita de um dos capelães do hospital».
Peter Stevens Mora em Sidney (Austrália) com a sua esposa e seis filhos. Trabalha num hospital de reabilitação.
UmA gRAnDE DESCObERtA
«Uma amiga minha, Odette, falou-me de um Centro da Obra. Passado algum tempo, a minha vida mudou: descobri a verdadeira fé e há uns meses que sou católica. Saber que posso oferecer cada um dos meus atos ao Senhor foi uma descoberta maravilhosa para a minha vida: eleva-me o espírito e me ajuda a superar as dores que a vida traz consigo. A formação que recebo me ajuda a melhorar a vida familiar e a relação com as minhas amigas. Procuro perceber a importância de trabalhar para a glória de Deus: e vejo que dá fruto».
Marie Louise Nya Finké Mora em Yaoundé (Camarões). É professora num instituto técnico.
SEmPRE A mESmA PESSOA
«Meu filho ia ingressar na universidade de Londres e foi residir em Netherhall House. Foi assim que eu entrei em contato com o Opus Dei. As atividades de formação cristã me oferecem uma estrutura e um suporte para saber que sou filho de Deus e para a batalha de cada dia para atingir a santidade pessoal. Impressionou-me especialmente a ideia de que posso – e devo – ser a mesma pessoa sempre, em todos os âmbitos da minha vida, sem mudar de com-portamento conforme o lugar ou a pessoa com quem estiver».
John Devlin Mora em Ipswich, Suffolk (Inglaterra). Trabalha como gerente.
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mãES nA REDE
«Quando eu tinha 15 anos, participei de um retiro para jovens. Surpreendeu--me muito ouvir falar da possibilidade de ser uma boa cristã no meio do mundo. Deram-me a conhecer a escola Mikawa Cooking School, de Naga-saki, e decidi estudar lá. Encontrei um ambiente de respeito pela liberda-de e uma formação cristã concreta, adaptada às minhas circunstâncias. Depois, entre algumas antigas alunas de Mikawa e outras amigas, criamos uma rede social através da internet, onde falamos de temas relacionados à educação dos filhos. Ainda é pequena, mas tenho o sonho de começar uma associação de mães de Mikawa, para ajudar mulheres com filhos pequenos».
Sakura Kawaguchi Mora em Nagasaki (Japão). É cozinheira.
REflEtIR A CRIStO
«Estudo Comunicação Institucional na Universidade da Santa Cruz, onde co-nheci o Opus Dei. Como cooperador, procuro rezar pela Obra e difundir a sua mensagem. Além disso, procuro doar uma pequena contribuição econômica para o Centro Romano de Encontros Sacerdotais. Essa colaboração é também uma resposta à ajuda que recebo através da direção espiritual, dos círculos, dos recolhimentos mensais e dos retiros, que têm reforçado a minha consciência do sacerdócio. A simples recomendação de usar a veste sacerdotal é uma boa lembrança: “a minha veste deve refletir o coração e a vida de um sacer-dote, isto é, de Cristo”».
Robert Bellarmin Sisi É sacerdote da diocese de Idiofa (República Democrática do Congo).
COffEE PAIntIng
«Através dos meios de formação, aprendi a amar a minha profissão de pintora, porque um trabalho bem feito dá glória a Deus e facilita o exercício das virtu-des. Por exemplo, aprendi a falar com Nosso Senhor quando estou sozinha, trabalhando num quadro e, talvez, com dificuldades para me concentrar. Quando alguma coisa custa, penso em uma pessoa – por vezes o futuro pro-prietário do quadro – e ofereço cada ponto ou cada pincelada. Dessa forma, posso assegurar que tudo o que pintei está feito com amor e com orações».
Sunshine Plata Mora em Marikina City (Filipinas). É coffee painter: uma artista que pinta os seus quadros com café.
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CRER PARA vER
«Desde que sou cooperador, cada vez me surpreendo mais com essa forma de sobrenaturalizar as coisas que, à primeira vista, parecem miudezas, mas que, de olhos postos em Deus, veem-se de outra forma: isso dá um sentido à vida completamente diferente. Aprendi que não faz falta ver para crer, mas, antes, que é preciso decidir-se, livremente, a crer para ver. Essa perspectiva trans-forma a vida, que deixa de ser uma monótona passagem por esta terra e se torna uma aventura deliciosa».
Juan Pablo Valencia Montero Nasceu em Santiago do Chile. Mora em Almaty (Cazaquistão). É publicitário.
COm OS mEUS PACIEntES
«Trabalho com psicomotricidade de pessoas com Alzheimer e de crianças de-ficientes, autistas e psicóticas, de 3 a 8 anos. Estabeleço terapias corporais para ajudá-las a recuperar certo equilíbrio. Desde que sou cooperadora, procuro rezar ao Senhor pelas crianças e pelos idosos. De manhã, ofereço o meu dia e rezo por todos eles. De noite, ponho nas mãos de Nosso Senhor o que vivi. Assim, fui aprendendo que cada instante, tudo quanto faço, é uma possibili-dade de me aproximar de Cristo».
Aude Durroux Mora em Paris (França).
DEUS nA múSICA
«A música foi sempre a minha prioridade: eu queria ser famoso, sobressair e triunfar, mas, à medida que participava dos meios de formação cristã, ia-me convencendo de que o mais importante era fazer as coisas por amor a Deus e aos demais. A mesma coisa acontece com o meu trabalho – sou apresenta-dor de um programa de televisão –: já não me importo tanto com aparecer na tela quanto por tentar que, através desse programa, muitas pessoas descubram as maravilhas da música. Agora entendo que, se sabemos por que fazemos as coisas, com que finalidade, viver é muito mais apaixonante: sei que o trabalho pode ser oferecido a Jesus e que tudo adquire sentido e vale a pena, porque é feito por amor a Deus».
Arturo García Lourdes Mora em México D.F. e dirige um programa de música clássica na televisão.
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AbAnDOnAR-SE à AçãO DE DEUS
«Tornei-me cooperador porque queria deixar de viver a fé na defensiva. Através do ensinamento sobre o chamado universal à santidade, percebi que ser san-to não é realizar grandes coisas com as próprias forças, mas abandonar-se à ação de Deus, e então é Deus quem age. Com esse modo de viver, enten-de-se que a vida não é algo que fazemos sozinhos. Ser cooperador ajudou-me a ver que não só devo pedir ao Senhor o que desejo para mim, como que exigindo, mas que Ele age sempre com os que lhe abrem o coração».
Masao Horikawa Mora em Nagasaki (Japão). Dirige a sua própria clínica osteopática.
PElA lIbERDADE
«Ser cooperadora, para mim, é um modo de crescer na minha fé católica e de participar em uma nova evangelização da sociedade. Coopero com a minha oração e com contribuições econômicas. Faço isso com gosto, pelo carinho que sinto para com os fiéis da Prelazia, e porque estou convencida da necessidade de aproximar as pessoas de Deus.
Sou Juíza e apaixonada pelo meu trabalho. Procuro realizá-lo segundo os prin-cípios cristãos e os ensinamentos de São Josemaria em relação com o respeito pela dignidade de cada pessoa.
Atrai-me especialmente a liberdade para atuar na vida civil e profissional. Nos meios de formação cristã encontro o impulso para começar e recomeçar cada dia a minha luta por atingir a fidelidade que Deus deseja de mim».
Guadalupe Quijano Mora em Campeche (México). Solteira. Presidente do Tribunal Superior de Justiça do Estado de Campeche.
mAIS DO QUE UmA CAfEtERIA
«Quando eu era uma budista fervorosa, conheci o Opus Dei através de minha filha mais velha. Falou-me de uma residência de estudantes que começaria em Taipei; quis ajudar nesse projeto e fui nomeada cooperadora. Pela graça de Deus, meu marido e eu fomos batizados na Páscoa do ano de 2008. Então compreendi que, quando convido uma amiga para ser cooperadora, estou lhe oferecendo a oportunidade de se aproximar de Deus. Outra coisa que mudou é a minha cafeteria, o Paris Café, que administro há quarenta anos. Nesse tem-po, fiz muitos amigos e bastantes dos que passaram por aqui se aproximaram de Deus de uma forma ou de outra».
Huang-Chun Chen Mora em Penghu (Taiwan). É dona de uma cafeteria.
Centro de Educação Profissional
“Os Pinhais”
são José dos pinhAis [BrAsil]
Inaugurado em 9 de janeiro de 2000, o Centro de Educação Profissional “Os Pinhais” é
re-sultado da colaboração de muitas pessoas e empresas em prol da capacitação profissional da mulher.
A escola situa-se na zona rural do município de São José dos Pinhais, Paraná, numa região com forte pre-sença de descendentes de poloneses.
O centro realiza a sua missão através de uma educação per-sonalizada, baseada em princípios cristãos e éticos. Atualmen-te, oferece cursos de hotelaria, com duração entre 4 meses e 2 anos. O conteúdo dos programas inclui aulas teóricas e práticas sobre os setores de recepção, culinária, restaurante e governança.
Desde a sua fundação, já passaram pela escola alunas de di-versos Estados brasileiros: Roraima, Mato Grosso do Sul, Distri-to Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
O CEP “Os Pinhais” mantém estreito contato com diversos hotéis da região, o que facilita a inserção das alunas no mer-cado de trabalho.
Anexa à escola, encontra-se uma casa de convivência, uti-lizada para diversas atividades acadêmicas, culturais e de for-mação espiritual.
Centro de Investigação Médica Aplicada
(CIMA), Universidade de Navarra
pAmplonA [espAnhA]
Em 2002, como resultado de meio século de experiência investigativa na Faculdade de
Me-dicina e na Clínica Universitária, nasceu, na Universidade de Navarra, o Centro de Investi-gação Médica Aplicada. Atualmente, trabalham nele mais de 400 pessoas de vinte países. Os pesquisadores coincidem em ressaltar que uma das vantagens desse complexo foi o impulso multidisciplinar, tão importante na ciência, e o espírito de serviço que se procura viver.
Nestes primeiros anos, desenvolveram-se mais de 40 des-cobertas originais (patentes) nas diferentes áreas de pesqui-sa: Terapia Gênica e Hepatologia, Ciências Cardiovasculares, Neurociências e Oncologia. Estes quatro âmbitos da medicina abrangem o estudo das doenças que causam 90% dos óbitos em algumas partes do mundo. Essa pesquisa é fundamental para que os médicos possam prestar um bom atendimento aos seus pacientes.
UmA gRAnDEzA InSUSPEItADA iniCiAtivAs
Colégio Técnico-profissional Nocedal
sAntiAgo do Chile [Chile]
Desde 1996, o Colégio Nocedal recebe em suas salas de aula garotos de El Castillo, uma
comu-nidade do bairro de La Pintana, que está entre as mais pobres e com maior risco social de Santiago do Chile. Ali, os habitantes têm pou-cas perspectivas de melhorarem a sua condição social: muitos jovens veem-se obrigados a deixar de lado os estudos e a trabalhar para ajudar no sustento das suas famílias.
Graças ao apoio dos que acreditaram no projeto de Noce-dal, cerca de 1000 alunos recebem um ensino de alto nível, com valores cristãos, e encontram a esperança de um futuro melhor. Fomentam-se as capacidades individuais para obter uma formação humana e profissional ampla e sólida.
Instituto Superior de Enfermagem (ISSI)
kinshAsA [Congo]
Em 1998, foi inaugurado o Institut Supérieur en Sciences Infirmières, situado num bairro da
periferia de Kinshasa. A escola transmite uma autêntica consciência do papel e da respon-sabilidade do pessoal de enfermagem na co-munidade congolesa. As estudantes aprendem a realizar o seu trabalho com profissionalismo e – para além do objetivo de ganhar um salário – com a consciência de presta-rem um serviço direto aos pacientes, médicos, familiares, etc.
O sistema de trabalho se baseia numa monitoria regular para acompanhar cada aluna em todos os passos da sua for-mação. Além das aulas, fazem períodos de estágio nos dife-rentes hospitais de Kinshasa. Oferecem-se também cursos e seminários para atualizar a formação do pessoal sanitário de outros centros hospitalares.
A matrícula paga pelas alunas cobre a metade do custo da sua formação e existem bolsas de estudo para as que não tive-rem suficientes recursos econômicos. Quando concluem, não faltam postos de trabalho na capital e em outras zonas do país para essas enfermeiras, apreciadas pelo seu profissionalismo e pela qualidade do seu relacionamento humano.
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Para realizar a sua tarefa pastoral em serviço da Igreja,
a prelazia do Opus Dei organiza atividades de
forma-ção cristã e humana dirigidas a pessoas de todas as
condições sociais.
Nessas atividades, de uma forma prática, adequada
às circunstâncias pessoais de cada um, anima-se a
AMIGOS
DE DEUS
amar e a seguir Jesus Cristo através de um
relaciona-mento pessoal, no meio dos afazeres diários. Ensina-se
a aprofundar nas riquezas da fé católica e na alegria de
viver de acordo com o Evangelho e com os
compro-missos batismais.
Nesses meios de formação, ocupa um lugar central
30 || 31
«A principal atividade do Opus Dei consiste em dar
aos seus membros, e às pessoas que o desejarem,
os meios espirituais necessários para viver como
bons cristãos no meio do mundo».
São Josemaria
a mensagem da santificação do trabalho, ou seja, o
esforço para fazê-lo com a maior perfeição possível;
com pleno respeito às leis civis e de acordo com as
exigências éticas; procurando a união com Deus nessa
tarefa e agindo com o desejo de servir aos outros e de
contribuir para o progresso da sociedade.
Em resumo, trata-se de facilitar que as pessoas
de-senvolvam todas as suas capacidades humanas e
so-brenaturais para o serviço de Deus e do próximo:
cató-licos que desejam ser fiéis às exigências da fé; cidadãos
exemplares, livres e consequentes na sua vida
profis-sional, familiar e social.
Detalhe da Última Ceia. Giotto.
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DESDE A mInhA COnvERSãO
«No verão de 2009 fui recebido na Igreja Católica, e pouco tempo depois fui nomeado cooperador. Isso me ajudou a crescer na minha vida espiritual e deu--me a possibilidade de recordar às pessoas que encontro que todos estamos chamados à santidade, precisamente no cumprimento dos trabalhos e deveres cotidianos, em cada momento do dia: através do trabalho, da vida familiar e das relações sociais. Este espírito deu-me uma vida mais harmônica e mais plena».
Marcus Litzberg Mora na Suécia.
EnCOntRAR DEUS nO SOfRImEntO
«Trabalho na unidade de terapia intensiva de um hospital. Vejo que, às vezes, o sofrimento é um obstáculo para compreender o amor de Deus. Tenho visto muitos pacientes frustrados pela sua doença, ou que perderam a paz ao se encontrarem perto da morte. Nesses casos, tento falar com eles sobre a fé e a esperança em Deus: muitas vezes retornam aos sacramentos. Descobrem no sofrimento, que no início lhes parecia um obstáculo, uma oportunidade para serem felizes, para crescerem no amor a Deus e procurarem o seu perdão».
Ciara Mannion Mora em Galway, Irlanda. É enfermeira.
Um bEm ESCASSO
«A mensagem de São Josemaria pareceu-me totalmente lógica e prática: dar importância a cada dia, a cada minuto, e vivê-los santamente. É um modo de seguir a Cristo sem procedimentos estranhos ou complicados. Aju-do o Opus Dei com a minha oração e com alguma contribuição econômica. Assisto a alguns meios de formação, mas o mais importante é que comecei a me esforçar para viver de acordo com a minha fé. Não é fácil, sem dúvida, mas é possível».
Rokas Masiulis Mora em Vilnius (Lituânia). É empresário.
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ESPERAnDO POR Um CEntRO
«Quando eu era menina, participei em várias ocasiões de um clube juvenil promovido por pessoas da Obra, com diferentes atividades divertidas e um ambiente acolhedor. Muitos anos depois, já casada e morando na Noruega, conheci uma pessoa do Opus Dei que, de vez em quando, vinha de Estocolmo a Oslo para tentar iniciar regularmente os recolhimentos. Logo percebi nela o espírito positivo e alegre tão característico dos católicos. Foi natural para mim ajudar em tudo quanto podia desde o começo: como não há Centro da Obra na Noruega, recebo e hospedo esta amiga quando vem a Oslo para atender os recolhimentos mensais, e procuro convidar também outras pessoas».
Isabel Hidalgo Mora em Oslo (Noruega). É representante do Instituto de Política Familiar da Noruega.
AçO AvElUDADO
«Por diversas circunstâncias, encontrava-me necessitado de um reforço inte-rior. Por acaso, entrei no site da Obra e logo me interessei; falava-se de algo de que eu necessitava. Entrei em contato e participei de um retiro. Enriqueceu--me muito, e me fez refletir sobre o espírito de humildade, a veracidade, o empenho por passar inadvertidos... Ser como o aço por dentro e como o veludo por fora. Vejo a mensagem de São Josemaria moderna e atraente ao mesmo tempo, como se tivesse sido formulada para mim, que estou imerso no mundo. A minha cooperação se traduz em ajudar em coisas concretas, em miudezas, conforme as necessidades. Por exemplo, ajudo para que pos-samos ter todos os meses o recolhimento em Martin: é uma grande alegria para mim».
Mirovslav Mazuch Mora em Martin (Eslováquia). É juiz, casado e tem quatro filhos.
OfEREçO A mInhA DOEnçA
«Desde o começo, soube que a minha doença seria uma ocasião de me apro-ximar mais de Deus, e me organizei para continuar a assistir aos círculos e pa-lestras de doutrina cristã. Aprendi a oferecer a doença a Deus por intenções diversas. E tenho muitas: os membros da minha família, o Santo Padre, o Prelado do Opus Dei. O fato de oferecer a minha doença me sustenta. Ao invés de ficar pensando no sofrimento, procuro ser feliz».
Chikaodili Rosemary Nnoli Mora em Lagos (Nigéria).
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OS DEtAlhES QUE nãO SãO vIStOS
«Fui batizado e crismado quando menino, mas não tinha conhecimentos pro-fundos sobre a fé. Um amigo propôs-me assistir aos recolhimentos mensais e, aos poucos, fui descobrindo as razões da fé. Trabalho numa oficina mecâ-nica para carros: pinto muitos veículos que foram consertados depois de um acidente e, em cada tarefa, peço a Deus por uma intenção particular. Com frequência, trabalho em partes do carro que não são vistas mas, como ofereço o meu trabalho como uma oração, alegra-me prestar atenção aos detalhes nesses locais. Aprender o modo de aplicar a fé católica de um modo prático e ensinar a outros é algo que acho realmente atraente e me ajuda a tornar a minha relação com Jesus Cristo mais profunda».
Gavin Dixon Nasceu em Sligo (Irlanda) e mora em Dublin.
nUnCA é tARDE
«Demorei anos até concluir a minha conversão. Até então vivi acreditando estar no bom caminho, com um Deus ajustado à minha medida. Mas, através de conhecidos, fui aprendendo o que era a vida cristã. Em 2008, uma amiga do Opus Dei indicou-me um lugar onde podia receber formação, preparar--me para fazer a Primeira Comunhão e a Confirmação, com aulas semanais que me davam individualmente. Quando me convidaram para ser coope-radora, pareceu-me conveniente ajudar de forma efetiva, rezando para que muitos como eu possam se beneficiar. Para mim, é um presente de Deus e uma oportunidade maravilhosa ajudar a fazer a Obra de Deus. Como recebi a Primeira Comunhão aos 37 anos, posso dizer que nunca é tarde para encontrar a verdadeira felicidade».
Patricia Lafuente Mora em Assunção (Paraguai). É jornalista.
Um CAmInhO DE COnvERSãO
«Ser cooperador é para mim um claro caminho de conversão, que me levou a adquirir a alegria interior de me sentir verdadeiramente filho de Deus. Abriu-me a mente e o coração para a magnífica experiência de viver cada dia algum minuto em contato direto com Nosso Senhor. Agora, não passa um dia sem que eu faça uma visita ao Santíssimo Sacramento e, se não consigo encontrar um pouco de tempo para estar na companhia do Senhor na oração, sinto falta disso. As tardes livres que, vez por outra, tenho no trabalho, dedico--as à família: graças a São Josemaria compreendi a importância – e a beleza – de aliviar as fadigas que a minha esposa suporta ao atender as necessidades dos nossos seis filhos».
Giuseppe Messina Mora e trabalha em Palermo (Itália). É arquiteto.
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O AlImEntO DA mInhA AlmA
«Para mim, ser cooperadora significa procurar melhorar a minha vida, sobretu-do espiritualmente: a formação é o alimento da minha alma. Atrai-me muito essa ideia básica de São Josemaria, de que todos podemos e devemos ser santos através da vida diária, dando pequenos passinhos todos os dias. Para isso, podemos receber em abundância a ajuda espiritual necessária».
Susanne Ruzsics Mora em Kilchberg, perto de Zürich (Suíça).
CASUAlIDADE E CAUSAlIDADE
«Sou encadernador. Casualmente, chegaram-me vários exemplares de Cami-nho, Forja, Amigos de Deus e outras obras de São Josemaria. E casualmente, enquanto os restaurava, o seu conteúdo converteu-se numa semente que foi crescendo no meu interior. Com frequência vêm amigos à minha oficina e me contam os seus problemas. Eu talvez não lhes dê uma solução, mas posso orientar o seu rumo. Assim, paradoxalmente, o meu posto de batalha é a minha oficina de encadernação, sempre protegido pela imagem de São Josemaria. Meus amigos levam com frequência algum bom conselho desse santo».
Juan Carlos Bordolli Mora em Montevidéu (Uruguai). É encadernador e restaurador de livros.
DA CURIOSIDADE à fElICIDADE
«Nasci na periferia de São Petersburgo. Os meus pais eram professores, pessoas boas e honestas, mas, como a maior parte dos que cresceram na União Soviética, não falavam de Deus aos seus filhos. No meu primeiro contato com a fé, o que mais me atraiu foi a confiança que me produzia o testemunho de pessoas que confes-savam Jesus Cristo, mas o meu mundo interior pouco mudava. Deus era para mim uma coisa a mais, de que só lembrava em momentos de dificuldade. Tudo mudou em 2007, quando a moça que cuidava do meu filho começou a levá-lo à igreja católica de São João Batista de Pushkin; eu, movida pela curiosidade, não demorei a ir também. A Santa Missa devolveu-me uma felicidade que só experimentara na infância. A partir de 2008, algumas pessoas do Centro da Obra em Moscou começaram a organizar um recolhimento na nossa paróquia. Nos recolhimentos mensais, e lendo as obras de São Josemaria, entendi que ser cristã não signifi-ca visitar o Senhor apenas uma hora signifi-cada domingo, mas viver constantemen-te na presença de Deus. Esconstantemen-te ano deixei o meu cargo numa excelenconstantemen-te empresa da minha cidade e comecei a trabalhar na editora Pedra Branca, uma iniciativa de dois sacerdotes, que publica livros de espiritualidade em russo. A minha nova empresa é menor, mas o desafio é muito mais belo. Ainda que possam surgir difi-culdades, tenho a convicção de que Deus é mais forte do que as circunstâncias».
Natasha Zubova Mora em São Petersburgo (Rússia). É editora.
Campus Muengersdorf
ColôniA [AlemAnhA]
Na Alemanha, um único nome, Campus Muen-gersdorf, abrange três instituições universitá-rias diferentes, com uma profunda inspiração cristã: o International College, o Domestic Management Center e o Conference Center. A primeira dessas instituições proporciona re-sidência a estudantes e promove a formação cultural. Tem um programa de atividades que oferece a possibilidade de intercâmbio intelectual entre os diversos campos do saber, e é ponto de encontro entre professores e estudantes.
O Domestic Management Center é um centro de forma-ção profissional para hotelaria e economia do lar, onde se fomenta o trabalho em equipe, a centralidade da pessoa, o aproveitamento do tempo e a organização e a flexibilidade da gestão. São valores que, unidos a uma formação técnica, permitem responder às demandas que comumente ocorrem nas profissões de serviço e recursos humanos.
Através de conferências, tertúlias e seminários abertos a qualquer tipo de público, o Conference Center – também parte do Campus Muengersdorf – oferece reflexões sobre te-mas de atualidade e oportunidades de dialogar com profes-sores e experts do mundo da economia, da teologia, da arte, da música, etc.
Niger Foundation Hospital
enugu [nigériA]
O Niger Foundation Hospital, com sede em Enugu, é um projeto sanitário que se propõe
melhorar a saúde dos habitantes do sudeste da Nigéria. Ao longo dos anos, essa zona do país enfrentou graves problemas de saúde: al-tos índices de infecções graves, escassez de cen-tros médicos e de pessoal sanitário, etc.
O projeto começou em 1993, em locais provisórios. No pri-meiro ano de funcionamento, foram atendidos mais de 10.000 pacientes, e o número aumentou a cada ano. O crescimento do número de beneficiários tornou patente a necessidade de contar com instalações maiores e adequadas. Com essa fi-nalidade, em 1996 começou uma campanha de arrecadação de fundos, que foi recebida com entusiasmo e apoiada por benfeitores locais e por instituições do exterior.
Gradativamente, apareceram as novas instalações. Atual-mente, o hospital proporciona serviços sanitários primários e secundários, entre outros, nos âmbitos de medicina interna, cirurgia geral, ginecologia, obstetrícia, ortopedia, urologia, ra-diologia e fisioterapia.
AmIgOS DE DEUS iniCiAtivAs
Harambee: todos juntos pela África
A Associação Harambee Africa International nasceu por ocasião da canonização de São Josemaria. Desde o ano de 2002, promove iniciativas de educação na África subsaariana e atividades de comunicação e sensibilização no resto do mundo.
No seu primeiro decênio, graças às doações de milhares de pessoas, Harambee sustentou 33 projetos (escolas, programas de formação de professores e outras atividades sociais) em Angola, Burkina Fasso, Camarões, Costa do Marfim, Guiné--Bissau, Quênia, Madagascar, Moçambique, Nigéria, República Democrática do Congo, Ruanda, Serra Leoa, África do Sul, Su-dão e Uganda.
Inspirado na mensagem de São Josemaria, Harambee cunhou o lema “fazer escola, não fazer escolas”: a sua atuação não se limita a construir prédios, mas procura também formar de modo particular os professores africanos.
No momento, a Associação trabalha estavelmente na Itália, França, Espanha, Portugal, Holanda, Irlanda e Estados Unidos (www.harambee-africa.org).
Centro Educacional Assistencial
Profissionalizante (CEAP)
são pAulo [BrAsil]
O CEAP nasceu em 1985, a partir de um ide-al comum a vários profissionais e estudantes:
melhorar as condições sociais do bairro de Pedreira, localizado na zona sul de São Paulo, onde os jovens adolescentes entre 10 e 18 anos enfrentavam graves riscos de marginalidade, dro-gas e delinquência juvenil. Nesses anos, o CEAP recebeu mais de 25 prêmios e diversos títulos de excelência: entre eles, o de Melhor ONG de Educação do Brasil (2019).
O CEAP oferece cursos de Robótica, Informática, Progra-mação, Administração e Redes de Computadores. Os cursos acontecem no contraturno da escola regular, diariamente, por 12 ou 24 meses, dependendo do curso.
Hoje, 70% dos alunos ingressam no mercado de trabalho em até 3 meses depois de formados. Além disso, 92% dos jo-vens iniciam a universidade. O aluno do CEAP, em média, tem um salário 62% maior, se comparado com outro jovem de sua idade da cidade de São Paulo.
O trabalho estende-se às famílias, através do curso de for-mação de pais, além da preceptoria, no qual cada aluno rece-be um atendimento individual e personalizado.
Atualmente, o CEAP atende 1.100 alunos por ano e conta com doações de pessoas e investimento de empresas para manter suas atividades.
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