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PÓS GRADUAÇÃO PENAL E PROCESSO PENAL Legislação e Prática. Professor: Rodrigo J. Capobianco

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(1)

PÓS GRADUAÇÃO – PENAL E

PROCESSO PENAL

Legislação e Prática

(2)

LEI DAS CONTRAVENÇÕES

PENAIS

(3)

A Lei das Contravenções Penais é o decreto-lei

3.688/41, que dispõe acerca de infrações

menos graves (crime anão)

(4)

A LCP é dividida em parte geral e parte

especial (tal qual o Código Penal), seguindo as

regras do CP, mas com algumas

diferenciações:

(5)

Erro de Direito - No caso de ignorância ou de

errada compreensão da lei, quando

escusáveis, a pena pode deixar de ser aplicada

(perdão judicial)

(6)

Tentativa não punível

(7)

Ação ou omissão voluntária para a

caracterização - Por voluntariedade devemos

entender a ação livre de coação,

independente de estar ela voltada para um

fim específico

(8)

Ação Penal Pública Incondicionada

(9)

Pena de Prisão Simples e/ou Multa

(10)

Regimes semiaberto e aberto - colônias

agrícolas, industriais ou estabelecimentos

similares e liberdade diurna e recolhimento

em período noturno em casa de albergado,

respectivamente.

(11)

Trabalho é facultativo, quando a pena não for

superior a 15 dias (Norma não recepcionada

pela CF)

(12)

Cumprimento não superior a 5 anos (CP é de

30 anos)

(13)

Conversão de multa em prisão - com a

alteração do Código Penal (art. 51 com a

redação dada pela Lei 9.268/1996) o

descumprimento do pagamento da pena de

multa enseja a execução fiscal do condenado

e não mais a prisão. A mesma regra se aplica,

portanto, às Contravenções Penais,

operando-se a novatio legis in mellius

(14)

Penas acessórias:

- a incapacidade temporária para profissão ou

atividade, cujo exercício dependa de habilitação

especial, licença ou autorização do poder público,

pelo período de um mês a dois anos, se a infração

foi cometida com abuso de profissão ou atividade

ou com infração a dever de ofício, e a suspensão

dos direitos políticos, enquanto durar a execução da

pena ou a medida de segurança detentiva.

(15)

PARTE ESPECIAL

(16)

Contravenções Referentes à Pessoa

(17)

Fabrico, comércio ou detenção de armas e

munição

Fabricar, importar, exportar, ter em depósito

ou vender, sem permissão da autoridade,

arma ou munição

(18)

Porte de arma

Trazer consigo arma fora de casa ou de

dependência desta, sem licença da

autoridade.

Incorre na pena de prisão simples, de quinze

dias a três meses, ou multa, quem, possuindo

arma ou munição:

(19)

a) deixa de fazer comunicação ou entrega à

autoridade, quando a lei o determina;

b) permite que alienado menor de 18 anos ou

pessoa inexperiente no manejo de arma a

tenha consigo;

c) omite as cautelas necessárias para impedir

que dela se apodere facilmente alienado,

menor de 18 anos ou pessoa inexperiente em

manejá-la.

(20)

Anúncio de meio abortivo

Anunciar processo, substância ou objeto

destinado a provocar aborto

(21)

Via de fato

Praticar vias de fato contra alguém.

(22)

Internação irregular em estabelecimento

psiquiátrico

Receber em estabelecimento psiquiátrico, e

nele internar, sem as formalidades legais,

pessoa apresentada como doente mental.

(segue)

(23)

Aplica-se a mesma pena (até 3 meses) quem

deixa de comunicar a autoridade competente, no

prazo legal, internação que tenha admitido, por

motivo de urgência, sem as formalidades legais.

Incorre na pena de prisão simples, de quinze dias

a três meses, ou multa aquele que, sem observar

as prescrições legais, deixa retirar-se ou despede

de estabelecimento psiquiátrico pessoa nele,

internada.

(24)

Indevida custódia de doente mental

Receber e ter sob custódia doente mental,

fora do caso previsto no artigo anterior, sem

autorização de quem de direito

(25)

Contravenções Referentes ao

Patrimônio

(26)

Instrumento de emprego usual na prática de

furto

Fabricar, ceder ou vender gazua ou

instrumento empregado usualmente na

prática de crime de furto

(27)

Posse não justificada de instrumento de

emprego usual na prática de furto

Ter alguém em seu poder, depois de condenado,

por crime de furto ou roubo, ou enquanto sujeito

à liberdade vigiada ou quando conhecido como

vadio ou mendigo, gazuas, chaves falsas ou

alteradas ou instrumentos empregados

usualmente na prática de crime de furto, desde

que não prove destinação legítima

(28)

Violação de lugar ou objeto

Abrir alguém, no exercício de profissão de

serralheiro ou ofício análogo, a pedido ou por

incumbência de pessoa de cuja legitimidade

não se tenha certificado previamente,

fechadura ou qualquer outro aparelho

destinado à defesa de lugar ou objeto

(29)

Contravenções Referentes à

Incolumidade Pública

(30)

Desabamento de construção

Provocar o desabamento de construção ou,

por erro no projeto ou na execução, dar-lhe

causa.

(31)

Perigo de desabamento

Omitir alguém a providência reclamada pelo

estado ruinoso de construção que lhe

pertence ou cuja conservação lhe incumbe.

(32)

Omissão de cautela na guarda ou condução

de animais

Deixar em liberdade, confiar à guarda de

pessoa inexperiente, ou não guardar com a

devida cautela animal perigoso.

(segue)

(33)

Incorre na mesma pena quem:

a) na via pública, abandona animal de tiro,

carga ou corrida, ou o confia à pessoa

inexperiente;

b) excita ou irrita animal, expondo a perigo a

segurança alheia;

c) conduz animal, na via pública, pondo em

perigo a segurança alheia

(34)

Falta de habilitação para dirigir veículos

Dirigir, sem a devida habilitação, veículo na via

pública, ou embarcação a motor em águas

públicas.

(35)

Súmula 720 do Supremo Tribunal Federal: “O

artigo 309 do Código de Trânsito Brasileiro, que

reclama decorra do fato perigo de dano,

derrogou o art. 32 da Lei das Contravenções

Penais no tocante à direção sem habilitação em

vias terrestres”

(36)

Direção não licenciada de aeronave

Dirigir aeronave sem estar devidamente

licenciado

(37)

Direção perigosa de veículo na via pública

Dirigir veículos na via pública, ou embarcações

em águas públicas, pondo em perigo a

segurança alheia

(38)

Abuso na prática da aviação

Entregar-se na prática da aviação, a acrobacias

ou a voos baixos, fora da zona em que a lei o

permite, ou fazer descer a aeronave fora dos

lugares destinados a esse fim

OBSERVAÇÃO:

(39)

O Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei

7.565/1986), bem como o Regulamento de

Tráfego Aéreo, trata do espaço aéreo

brasileiro e da possibilidade de fazer

acrobacias e voos baixos.

Não respeitadas essas regras, configura-se a

contravenção.

(40)

Sinais de perigo

Deixar de colocar na via pública, sinal ou

obstáculo, determinado em lei ou pela

autoridade e destinado a evitar perigo a

transeuntes.

(segue)

(41)

Incorre na mesma pena quem:

a) apaga sinal luminoso, destrói ou remove

sinal de outra natureza ou obstáculo

destinado a evitar perigo a transeuntes;

b) remove qualquer outro sinal de serviço

público.

(42)

Arremesso ou colocação perigosa

Arremessar ou derramar em via pública, ou

em lugar de uso comum, ou do uso alheio,

coisa que possa ofender, sujar ou molestar

alguém.

(segue)

(43)

Na mesma pena incorre aquele que, sem as

devidas cautelas, coloca ou deixa suspensa

coisa que, caindo em via pública ou em lugar

de uso comum ou de uso alheio, possa

ofender, sujar ou molestar alguém

(44)

Emissão de fumaça, vapor ou gás

Provocar, abusivamente, emissão de fumaça,

vapor ou gás, que possa ofender ou molestar

alguém

(45)

Contravenções Referentes à Paz

Pública

(46)

Associação secreta

Participar de associação de mais de cinco

pessoas, que se reúnam periodicamente, sob

compromisso de ocultar à autoridade a

existência, objetivo, organização ou

administração da associação

(segue)

(47)

Na mesma pena incorre o proprietário ou

ocupante de prédio que o cede, no todo ou

em parte, para reunião de associação que

saiba ser de caráter secreto.

Cabe Perdão judicial, quando lícito o objeto da

associação.

OBSERVAÇÃO:

(48)

A Constituição Federal de 1988 consagrou a

liberdade de associação em seu art. 5.º,

incisos XVIII, XIX e XX, e para uma grande

parte da doutrina essa contravenção não foi

recepcionada pelo texto constitucional.

(49)

Provocação de tumulto. Conduta

inconveniente

Provocar tumulto ou portar-se de modo

inconveniente ou desrespeitoso, em

solenidade ou ato oficial, em assembleia ou

espetáculo público, se o fato não constitui

infração penal mais grave.

(50)

Falso alarma

Provocar alarma, anunciando desastre ou

perigo inexistente, ou praticar qualquer ato

capaz de produzir pânico ou tumulto

(51)

Perturbação do trabalho ou do sossego

alheios

Perturbar alguém o trabalho ou o sossego

alheios:

I – com gritaria ou algazarra,

II –exercendo profissão incômoda ou ruidosa,

em desacordo com as prescrições legais;

(segue)

(52)

III – abusando de instrumentos sonoros ou

sinais acústicos;

IV – provocando ou não procurando impedir

barulho produzido por animal de que tem a

guarda.

(53)

Contravenções Referentes à Fé Pública

(54)

Recusa de moeda de curso legal

Recusar-se a receber, pelo seu valor, moeda

de curso legal no país

(55)

Imitação de moeda para propaganda

Usar, como propaganda, de impresso ou

objeto que pessoa inexperiente ou rústica

possa confundir com moeda

(56)

Simulação da qualidade de funcionário

Fingir-se funcionário público

(57)

Uso ilegítimo de uniforme ou distintivo

Usar, publicamente, de uniforme, ou distintivo

de função pública que não exerce; usar,

indevidamente, de sinal, distintivo ou

denominação cujo emprego seja regulado por

lei.

(58)

Contravenções Relativas à Organização

do Trabalho

(59)

Exercício ilegal de profissão ou atividade

Exercer profissão ou atividade econômica ou

anunciar que a exerce, sem preencher as

condições a que por lei está subordinado o

seu exercício

(60)

Exercício ilegal do comércio de coisas antigas

e obras de arte

Exercer, sem observância das prescrições

legais, comércio de antiguidades, de obras de

arte, ou de manuscritos e livros antigos ou

raros

(61)

Matrícula ou escrituração de indústria ou

profissão

Infringir determinação legal relativa à

matrícula ou à escrituração de indústria, de

comércio, ou de outra atividade

(62)

Contravenções Referentes à Política de

Costumes

(63)

Jogo de Azar

Estabelecer ou explorar jogo de azar em

lugar público ou acessível ao público,

mediante o pagamento de entrada ou sem

ele.

(segue)

(64)

A pena (até 1 ano) é aumentada de um terço,

se existe entre os empregados ou participa do

jogo pessoa menor de dezoito anos.

Incorre na pena de multa, quem é encontrado

a participar do jogo, como ponteiro ou

apostador.

Consideram-se, jogos de azar:

(65)

a) o jogo em que o ganho e a perda dependem

exclusiva ou principalmente da sorte;

b) as apostas sobre corrida de cavalos fora de

hipódromo ou de local onde sejam autorizadas;

c) as apostas sobre qualquer outra competição

esportiva.

Equiparam-se, para os efeitos penais, a lugar

acessível ao público:

(66)

• a) a casa particular em que se realizam jogos de azar, quando deles habitualmente participam pessoas que não sejam da família de quem a ocupa;

• b) o hotel ou casa de habitação coletiva, a cujos

hóspedes e moradores se proporciona jogo de azar;

• c) a sede ou dependência de sociedade ou associação, em que se realiza jogo de azar;

• d) o estabelecimento destinado à exploração de jogo de azar, ainda que se dissimule esse destino.

(67)

Importunação ofensiva ao pudor

• Importunar alguém, em lugar público ou acessível ao público, de modo ofensivo ao pudor.

(68)

Embriaguez

• Apresentar-se publicamente em estado de

embriaguez, de modo que cause escândalo ou ponha em perigo a segurança própria ou alheia

(69)

Bebidas alcoólicas

• Servir bebidas alcoólicas:

• I – a menor de dezoito anos;

• II – a quem se acha em estado de embriaguez;

• III – a pessoa que o agente sabe sofrer das faculdades mentais;

• IV – a pessoa que o agente sabe estar judicialmente proibida de frequentar lugares onde se consome

bebida de tal natureza.

(70)

Perturbação da tranquilidade

• Molestar alguém ou perturbar-lhe a tranquilidade, por acinte ou por motivo reprovável.

(71)

Contravenções Referentes à

Administração Pública

(72)

Omissão de comunicação de crime

Deixar de comunicar à autoridade

competente:

I – crime de ação pública, de que teve

conhecimento no exercício de função pública,

desde que a ação penal não dependa de

representação; (segue)

(73)

II – crime de ação pública, de que teve

conhecimento no exercício da medicina ou de

outra profissão sanitária, desde que a ação

penal não dependa de representação e a

comunicação não exponha o cliente a

procedimento criminal.

(74)

Inumação ou exumação de cadáver

• Inumar ou exumar cadáver, com infração das disposições legais.

(75)

Recusa de dados sobre a própria identidade ou qualificação

• Recusar à autoridade, quando por esta,

justificadamente solicitados ou exigidos, dados ou indicações concernentes à própria identidade,

estado, profissão, domicílio e residência.

fim

(76)

JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL –

JECRIM

(77)

PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO

• QUALQUER INFRAÇÃO QUE TENHA PENA

MÁXIMA DE 2 ANOS é considerada de menor

potencial ofensivo e, por tal razão, segue a lei

dos Juizados Especiais Criminais (Lei 9.099/95), e tem o procedimento SUMARÍSSIMO

(78)

PROCEDIMENTOS

definição do procedimento

• Exceção: Lei Maria da Penha

• (Lei 11.340/06 - Art. 41. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei no 9.099, de 26 de setembro

(79)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

• Principais características: • - Oralidade • - Informalidade • - Economia processual • - Celeridade

(80)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

• Competência:

(81)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

• A seqüência dos atos no procedimento dos juizados especiais criminais é a seguinte:

(82)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

• Termo circunstanciado (TC)

(83)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

• Audiência preliminar • Características • Incidentes • - não intimação • - não comparecimento • - composição civil

(84)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

• - transação penal

(primariedade, 5 anos sem transação e circunstâncias judiciais favoráveis)

(Súmula vinculante 35: “A homologação da transação penal prevista no artigo 76 da Lei 9.099/1995 não faz coisa julgada material e,

descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante

oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito policial”.

(85)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

(86)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

• Oferecida a denúncia ou mantida a queixa:

audiência para defesa preliminar e possibilidade de recebimento ou não e suspensão condicional do processo

(87)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

Suspensão Condicional do processo

• - pena mínima de 1 ano

• - suspensão de 2 a 4 anos

• - não condenação

- demais condições do sursis (art. 77 do CP)

(88)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

• Condições:

• - reparação do dano (salvo a impossibilidade)

• - proibição de frequentar determinados lugares

• - proibição de ausentar-se da comarca

• - comparecimento mensal em juízo

(89)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

• Se não ocorrer a suspensão: aplicabilidade do art. 394 §4º do CPP:

• “as disposições dos artigos 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau, ainda que não

(90)

PROCEDIMENTO

sumaríssimo

• Observações sobre o procedimento:

• - não há citação por edital

• - número de testemunhas: doutrina

• - Não cabe RESE

• - Apelação (art. 82): prazo de 10 dias (interposição e razões juntas)

• - Embargos de declaração (art. 83): prazo de 5 dias e interrompe o prazo para apelação

(91)

Lei 9.099/95

• Regra acerca da ação penal o crime de lesão corporal leve e da lesão corporal culposa: art. 88 da Lei 9.099/95

(92)

Lei 9.099/95

• Veja o vídeo sobre audiência coletiva no JECRIM (Fonte: YouTube)

• https://www.youtube.com/watch?v=dFkKIQefwH8

• (2min41)

• Veja o vídeo sobre os benefícios do JECRIM (Fonte: Youtube)

• https://www.youtube.com/watch?v=eEW0c1jfNhI

• (2min21)

(93)

CRIMES CONTRA A ORDEM

TRIBUTÁRIA E RELAÇÃO DE

(94)

• A Lei 8.137/90 trata dos “Crimes Contra a ordem Tributária Econômica e as Relações de

(95)

Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes

condutas:

I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;

II - fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de

qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;

(96)

III - falsificar ou alterar nota fiscal, fatura,

duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à operação tributável;

IV - elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou

(97)

V - negar ou deixar de fornecer, quando

obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou prestação de

serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação.

Pena - reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa

(98)

Art. 2° Constitui crime da mesma natureza: I - fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;

II - deixar de recolher, no prazo legal, valor de

tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de

obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos;

(99)

III - exigir, pagar ou receber, para si ou para o

contribuinte beneficiário, qualquer percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal;

IV - deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal ou parcelas de

imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento;

(100)

V - utilizar ou divulgar programa de

processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública.

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

(101)

Art. 3° Constitui crime funcional contra a ordem tributária, além dos previstos no :

I - extraviar livro oficial, processo fiscal ou

qualquer documento, de que tenha a guarda em razão da função; sonegá-lo, ou inutilizá-lo, total ou parcialmente, acarretando pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social;

(102)

II - exigir, solicitar ou receber, para si ou para

outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de iniciar seu exercício, mas em razão dela, vantagem indevida; ou aceitar

promessa de tal vantagem, para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social, ou cobrá-los parcialmente.

Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.

(103)

III - patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração fazendária,

valendo-se da qualidade de funcionário público. Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa

(104)

Art. 4° Constitui crime contra a ordem econômica: I - abusar do poder econômico, dominando o

mercado ou eliminando, total ou parcialmente, a concorrência mediante qualquer forma de ajuste ou acordo de empresas

(105)

II - formar acordo, convênio, ajuste ou aliança entre ofertantes, visando:

a) à fixação artificial de preços ou quantidades vendidas ou produzidas;

b) ao controle regionalizado do mercado por empresa ou grupo de empresas;

c) ao controle, em detrimento da concorrência, de rede de distribuição ou de fornecedores.

(106)

• Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou multa

(107)

• Art. 7° Constitui crime contra as relações de consumo:

• I - favorecer ou preferir, sem justa causa,

comprador ou freguês, ressalvados os sistemas de entrega ao consumo por intermédio de

(108)

• II - vender ou expor à venda mercadoria cuja embalagem, tipo, especificação, peso ou

composição esteja em desacordo com as

prescrições legais, ou que não corresponda à respectiva classificação oficial;

(109)

• III - misturar gêneros e mercadorias de espécies diferentes, para vendê-los ou expô-los à venda como puros; misturar gêneros e mercadorias de qualidades desiguais para vendê-los ou expô-los à venda por preço estabelecido para os demais mais alto custo;

(110)

• IV - fraudar preços por meio de:

• a) alteração, sem modificação essencial ou de qualidade, de elementos tais como

denominação, sinal externo, marca, embalagem, especificação técnica, descrição, volume, peso, pintura ou acabamento de bem ou serviço;

• b) divisão em partes de bem ou serviço,

(111)

• c) junção de bens ou serviços, comumente oferecidos à venda em separado;

• d) aviso de inclusão de insumo não empregado na produção do bem ou na prestação dos

(112)

• V - elevar o valor cobrado nas vendas a prazo de bens ou serviços, mediante a exigência de

(113)

• VI - sonegar insumos ou bens, recusando-se a vendê-los a quem pretenda comprá-los nas

condições publicamente ofertadas, ou retê-los para o fim de especulação;

(114)

• VII - induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a

(115)

• VIII - destruir, inutilizar ou danificar

matéria-prima ou mercadoria, com o fim de provocar alta de preço, em proveito próprio ou de terceiros;

(116)

• IX - vender, ter em depósito para vender ou

expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo;

• Pena - detenção, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou multa.

(117)

• Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II, III e IX pune-se a modalidade culposa, reduzindo-se a pena e a detenção de 1/3 (um terço) ou a de

(118)

• Art. 11. Quem, de qualquer modo, inclusive por meio de pessoa jurídica, concorre para os crimes definidos nesta lei, incide nas penas a estes

(119)

• Parágrafo único. Quando a venda ao consumidor for efetuada por sistema de entrega ao consumo ou por intermédio de outro em que o preço ao consumidor é estabelecido ou sugerido pelo fabricante ou concedente, o ato por este

praticado não alcança o distribuidor ou revendedor.

(120)

• Art. 12. São circunstâncias que podem agravar de 1/3 (um terço) até a metade as penas

previstas nos arts. 1°, 2° e 4° a 7°:

• I - ocasionar grave dano à coletividade;

• II - ser o crime cometido por servidor público no exercício de suas funções;

• III - ser o crime praticado em relação à prestação de serviços ou ao comércio de bens essenciais à vida ou à saúde.

(121)

• Delação Premiada:

• Nos crimes previstos nesta Lei, cometidos em quadrilha ou co-autoria, o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama

delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços.

(122)

CRIMES CONTRA O

CONSUMIDOR

(123)

• A Lei 8.078/90 trata do “Código de Defesa do Consumidor” e traz a partir do artigo 61 os crimes contra o consumidor.

(124)

Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas

embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade:

Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. § 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar, mediante recomendações escritas

ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser prestado.

§ 2° Se o crime é culposo:

(125)

Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua

colocação no mercado:

Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado, imediatamente quando determinado pela autoridade competente, os

(126)

Art. 65. Executar serviço de alto grau de

periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente:

Pena Detenção de seis meses a dois anos e multa. Parágrafo único. As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte.

(127)

Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho,

durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços:

Pena - Detenção de três meses a um ano e multa.

§ 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta.

§ 2º Se o crime é culposo;

(128)

Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva:

(129)

Art. 68. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua

saúde ou segurança:

(130)

Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade:

(131)

Art. 70. Empregar na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor:

(132)

Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor,

injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer:

(133)

Art. 72. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros:

(134)

Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata:

(135)

Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com

especificação clara de seu conteúdo;

(136)

Art. 75. Quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos neste código, incide as penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade, bem

como o diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas

(137)

CRIMES DA LEI 11.101/05

(falimentares)

(138)

Fraude a Credores

• Praticar, antes ou depois da sentença que decretar a falência, conceder a recuperação judicial ou homologar a recuperação extrajudicial, ato fraudulento de que resulte ou possa resultar prejuízo aos credores, com o fim de obter ou assegurar

(139)

Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.

OBS: a pena será aumentada de 1/6 (um sexto) a 1/3 (um

(140)

• I – elabora escrituração contábil ou balanço com dados inexatos;

• II – omite, na escrituração contábil ou no balanço, lançamento que deles deveria constar, ou altera escrituração ou balanço verdadeiros;

(141)

• III – destrói, apaga ou corrompe dados contábeis ou negociais armazenados em computador ou sistema informatizado;

• IV – simula a composição do capital social;

• V – destrói, oculta ou inutiliza, total ou parcialmente, os documentos de escrituração contábil obrigatórios.

(142)

Contabilidade Paralela

• se o devedor manteve ou movimentou recursos ou valores paralelamente à contabilidade exigida pela legislação,

praticará contabilidade paralela e receberá a pena do crime anterior (reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa)

(143)

OBS:

• 1) No caso dos crimes anteriores (Fraude a Credores e Contabilidade Paralela):

• - Incorrerão nas mesmas penas os contadores, técnicos

contábeis, auditores e outros profissionais que, de qualquer modo, concorrerem para as condutas criminosas, na medida de sua culpabilidade

(144)

OBS:

• 2) No caso dos crimes anteriores (Fraude a Credores e Contabilidade Paralela):

• - Tratando-se de falência de microempresa ou de empresa de pequeno porte, e não se constatando prática habitual de

(145)

• - reduzir a pena de reclusão de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), ou

• - substituí-la pelas penas restritivas de direitos, pelas de perda de bens e valores ou pelas de prestação de serviços à

(146)

Violação de sigilo empresarial

• Violar, explorar ou divulgar, sem justa causa, sigilo empresarial ou dados confidenciais sobre operações ou serviços,

contribuindo para a condução do devedor a estado de inviabilidade econômica ou financeira:

(147)

Divulgação de informações falsas

• Divulgar ou propalar, por qualquer meio, informação falsa

sobre devedor em recuperação judicial, com o fim de levá-lo à falência ou de obter vantagem:

(148)

Indução a erro

• Sonegar ou omitir informações ou prestar informações falsas no processo de falência, de recuperação judicial ou de recuperação

extrajudicial, com o fim de induzir a erro o juiz, o Ministério Público, os credores, a assembléia-geral de credores, o Comitê ou o

administrador judicial:

(149)

Favorecimento de credores

• Praticar, antes ou depois da sentença que decretar a falência, conceder a recuperação judicial ou homologar plano de

recuperação extrajudicial, ato de disposição ou oneração

patrimonial ou gerador de obrigação, destinado a favorecer um ou mais credores em prejuízo dos demais:

(150)

• Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

OBS:

• Incorre nas mesmas penas o credor que, em conluio, possa beneficiar-se do favorecimento a credores

(151)

Desvio, ocultação ou apropriação de bens

• Apropriar-se, desviar ou ocultar bens pertencentes ao devedor sob recuperação judicial ou à massa falida, inclusive por meio da

aquisição por interposta pessoa:

(152)

Aquisição, recebimento ou uso ilegal de bens

• Adquirir, receber, usar, ilicitamente, bem que sabe pertencer à massa falida ou influir para que terceiro, de boa-fé, o adquira, receba ou use:

(153)

Habilitação ilegal de crédito

• Apresentar, em falência, recuperação judicial ou recuperação extrajudicial, relação de créditos, habilitação de créditos ou reclamação falsas, ou juntar a elas título falso ou simulado:

(154)

Exercício ilegal de atividade

• Exercer atividade para a qual foi inabilitado ou incapacitado por decisão judicial, nos termos desta Lei:

(155)

Violação de impedimento

• Adquirir o juiz, o representante do Ministério Público, o

administrador judicial, o gestor judicial, o perito, o avaliador, o escrivão, o oficial de justiça ou o leiloeiro, por si ou por interposta pessoa, bens de massa falida ou de devedor em recuperação

judicial, ou, em relação a estes, entrar em alguma especulação de lucro, quando tenham atuado nos respectivos processos:

(156)
(157)

Omissão dos documentos contábeis obrigatórios

• Deixar de elaborar, escriturar ou autenticar, antes ou depois da sentença que decretar a falência, conceder a recuperação judicial ou homologar o plano de recuperação extrajudicial, os documentos de escrituração contábil obrigatórios:

(158)

• Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave

(159)

Equiparação

• Na falência, na recuperação judicial e na recuperação extrajudicial de sociedades, os seus sócios, diretores, gerentes, administradores e conselheiros, de fato ou de direito, bem como o administrador judicial, equiparam-se ao devedor ou falido para todos os efeitos penais decorrentes desta Lei, na medida de sua culpabilidade

(160)

Ausência de crime

• A sentença que decreta a falência, concede a recuperação judicial ou concede a recuperação extrajudicial de que trata o art. 163 desta Lei é condição objetiva de punibilidade das infrações penais

(161)

Efeitos da condenação

• São efeitos da condenação por crime previsto nesta Lei:

• I – a inabilitação para o exercício de atividade empresarial;

• II – o impedimento para o exercício de cargo ou função em conselho de administração, diretoria ou gerência das sociedades sujeitas a esta Lei;

• III – a impossibilidade de gerir empresa por mandato ou por gestão de negócio.

(162)

• OBS:

• 1) Os efeitos não são automáticos, devendo ser

motivadamente declarados na sentença, e perdurarão até 5 (cinco) anos após a extinção da punibilidade, podendo,

contudo, cessar antes pela reabilitação penal.

• 2) Transitada em julgado a sentença penal condenatória, será notificado o Registro Público de Empresas para que tome as medidas necessárias para impedir novo registro em nome dos inabilitados.

(163)

Prescrição

• Os prazos prescricionais são regidos pelo Código Penal (art. 109), iniciando-se do dia da decretação da falência, da concessão da recuperação judicial ou da homologação do

(164)

OBS:

• A decretação da falência do devedor interrompe a prescrição cuja contagem tenha iniciado com a concessão da recuperação judicial ou com a homologação do plano de recuperação

extrajudicial

(165)

ESTATUTO DO

(166)

• A Lei 10.826/03 trata do “Estatuto do Desarmamento”

• Além de todas as regras referentes a armas

(quem concede licenças, quem pode portar, etc), o Estatuto também prevê crimes. A saber:

(167)

Posse irregular de arma de fogo de uso permitido

Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, em

desacordo com determinação legal ou

regulamentar, no interior de sua residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de

trabalho, desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa:

(Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa)

(168)

Omissão de cautela

Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou

pessoa portadora de deficiência mental se

apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade:

(Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa)

(169)

Incorrerá nas mesmas penas proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia

Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato.

(170)

Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido

Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que

gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

(Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa)

(171)

Embora o Estatuto do Desarmamento trate esse crime como inafiançável (parágrafo único do art.

14), a Lei 12.403/11 alterou o CPP e possibilitou a

fiança para esse crime e pela Adin 3.112-1 o STF considerou inconstitucional esse dispositivo

(172)

Disparo de arma de fogo

Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa

conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime:

(Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa)

OBS: pela mesma Adin 3.112-1 o STF considerou inconstitucional a inafiançabilidade deste crime

(173)

Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito

Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem autorização e em desacordo com

determinação legal ou regulamentar:

(Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa)

(174)

Equiparações (incorrendo na mesma pena quem):

I – suprimir ou alterar marca, numeração ou

qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato;

II – modificar as características de arma de fogo, de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de

uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial, perito ou juiz;

(175)

III – possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou em

desacordo com determinação legal ou regulamentar; IV – portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer arma de fogo com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado;

V – vender, entregar ou fornecer, ainda que

gratuitamente, arma de fogo, acessório, munição ou explosivo a criança ou adolescente; e

VI – produzir, recarregar ou reciclar, sem autorização legal, ou adulterar, de qualquer forma, munição ou explosivo.

(176)
(177)

Comércio ilegal de arma de fogo

Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar,

remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com

determinação legal ou regulamentar:

(Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa)

(178)

1. Equipara-se à atividade comercial ou industrial, para efeito deste artigo, qualquer forma de

prestação de serviços, fabricação ou comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em residência.

2. a pena é aumentada da metade se a arma de fogo, acessório ou munição forem de uso

(179)

Tráfico internacional de arma de fogo

Importar, exportar, favorecer a entrada ou saída do território nacional, a qualquer título, de arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização da autoridade competente:

(Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa)

OBS: a pena é aumentada da metade se a arma de fogo, acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito

(180)

Observações Gerais

1. Excetuando-se os crimes de Posse (art. 12) e

omissão de cautela (art. 13) os demais crimes terão pena aumentada pela metade se forem praticados pelos seguintes órgãos ou empresas:

I – os integrantes das Forças Armadas;

II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. 144 da Constituição Federal;

III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condições

estabelecidas no regulamento desta Lei;

(181)

IV - os integrantes das guardas municipais dos

Municípios com mais de 50.000 (cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes,

quando em serviço; (Redação dada pela Lei nº 10.867, de 2004)

V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de

Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;

VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos

no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da Constituição Federal;

(182)

VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias;

VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas, nos termos desta Lei;

IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas, cujas atividades

esportivas demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta Lei, observando-se, no que couber, a legislação ambiental.

(183)

X - integrantes das Carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do Trabalho, cargos de Auditor-Fiscal e Analista Tributário.

XI - os tribunais do Poder Judiciário descritos no art. 92 da Constituição Federal e os Ministérios Públicos da

União e dos Estados, para uso exclusivo de servidores de seus quadros pessoais que efetivamente estejam no exercício de funções de segurança, na forma de

regulamento a ser emitido pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ e pelo Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP.

(184)

2. Embora a lei (art. 21) mencione a

insuscetibilidade de liberdade provisória para alguns crimes do Estatuto do Desarmamento, o STF, julgando a Adin 3.112-1, julgou esse

dispositivo inconstitucional.

(185)
(186)

APELAÇÃO

(187)
(188)
(189)

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da

__ Vara Criminal*

(190)

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da

__ Vara Criminal* da Comarca de ...

(191)

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da

__ Vara Criminal* da Comarca de ...

(192)

Fulano, qualificado nos autos em epígrafe que lhe

move a Justiça Pública*, por

(193)

Fulano, qualificado nos autos em epígrafe que lhe

move a Justiça Pública*, por seu advogado ao final

firmado, vem respeitosamente à presença de V.

Ex.a,

(194)

Fulano, qualificado nos autos em epígrafe que lhe

move a Justiça Pública*, por seu advogado ao final

firmado, vem respeitosamente à presença de V.

Ex.a, não se conformando com a r. sentença que o

condenou, da mesma interpor RECURSO DE

APELAÇÃO,

(195)

Fulano, qualificado nos autos em epígrafe que lhe

move a Justiça Pública*, por seu advogado ao final

firmado, vem respeitosamente à presença de V.

Ex.a, não se conformando com a r. sentença que o

condenou, da mesma interpor RECURSO DE

APELAÇÃO, nos termos do art. 593, I do CPP*.

(196)

Fulano, qualificado nos autos em epígrafe que lhe

move a Justiça Pública*, por seu advogado ao final

firmado, vem respeitosamente à presença de V.

Ex.a, não se conformando com a r. sentença que o

condenou, da mesma interpor RECURSO DE

APELAÇÃO, nos termos do art. 593, I do CPP*.

Outrossim, requer que as razões inclusas seja

encaminhadas ao E. Tribunal de Justiça* de ...

(197)

Fulano, qualificado nos autos em epígrafe que lhe move a Justiça Pública*, por seu advogado ao final firmado, vem respeitosamente à presença de V. Ex.a, não se conformando com a r. sentença que o

condenou, da mesma interpor RECURSO DE

APELAÇÃO, nos termos do art. 593, I do CPP*.

Outrossim, requer que as razões inclusas seja encaminhadas ao E. Tribunal de Justiça* de ...

Termos em que

Pede deferimento. Local, data

Advogado(a) OAB ...

(198)
(199)

RAZÕES DE APELAÇÃO

Apelante: Fulano

(200)

RAZÕES DE APELAÇÃO

Apelante: Fulano

Apelada: Justiça Pública

Egrégio Tribunal de Justiça*

Colenda Câmara

Doutos Julgadores

Referências

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