Resumo do conteúdo programático
APLICAÇÃO DA LEI PENAL : arts. 1ª a 12, CP
1- art. 1º, CP : princípio da legalidade ou da reserva legal : anterioridade da lei penal; inadmissibilidade dos costumes; inadmissibiliade da analogia in malam partem; taxatividade da lei penal; IMPORTANTE
2- eficácia da lei penal no tempo : tempus regit actum : irretroatividade (novatio legis incriminadora, novatio legis in pejus), retroavidade (abolitio criminis, novatio legis in mellius: art. 2º, CP), ultratividade da lei penal; combinação de leis (lex tertia); vacatio legis (IMPORTANTE) 3- art. 3º, CP : lei excepcional e temporária : princípio da ultratividade
(IMPORTANTE)
4- art. 4º, CP : teoria da ação ou da atividade : crimes permanentes; crimes continuados; crimes habituais; prescrição (teoria do resultado)
5- eficácia da lei penal no espaço : princípio da territorialidade temperada : art. 5º, CP; lugar do crime : teoria da ubiqüidade : art. 6º, CP; princípio da extraterritorialidade : art. 7º, CP : incondicionada ou condicionada; (IMPORTANTE)
6- art. 7º : princípio da extraterritorialidade; art. 7º, I,CP: “a”,”b”,”c” : princípio real, da defesa ou da proteção; art. 7º, I, “d”, CP : princípio da justiça universal; art. 7º, II, ‘a”, CP : princípio da justiça universal, art. 7º, II, “b”, CP : princípio da nacionalidade ativa; art. 7º, II, “c”, CP : princípio da representação; art. 7º, parágrafo 3º, CP : princípio real, da defesa ou da proteção ou personbalidade passiva (IMPORTANTE)
TEORIA GERAL DO CRIME
1- Infração Penal : crimes (CP e leis especiais) e contravenções (DL 3688/41)
2- Conceito de crime (analítico) : fato típico + antijurídico + culpável (concepção tripartida); há, contudo, a concepção bipartida, sendo crime um fato típico e antijurídico, onde a culpabilidade um pressuposto para a aplicação da pena;
sujeitos ativo e passivo, objeto jurídico e objeto material do crime;
classificação dos crimes :instantâneos, habituais, permanentes, unissubisistentes, plurissubisistentes, etc.
3- Fato Típico :
3.1 - conduta humana voluntária (dolosa ou culposa) : Teorias : causal-naturalística, finalista, social da ação. Causas de exclusão da voluntariedade : coação física irressistível, atos de sonambulismo e atos reflexos.
Espécies de dolo : dolo direto ou eventual (dentre outras)
3.2 - resultado : teoria naturalística; concepção normativa; classificação : materiais (art. 121, CP), formais (de consumação antecipada ou de consumação por antecipação : art. 316, CP), mera conduta (art. 150, CP)
- crimes materiais : o tipo penal prevê um resultado e somente se consuma com sua ocorrência; Ex.: art. 121, CP
- crimes formais : o tipo penal prevê um resultado, mas se consuma independente de ocorrência do resultado; Ex.: art. 316, CP
- crimes de mera conduta : o tipo penal não prevê nenhum resultado; Ex.: art. 151, CP
3.3 - nexo de causalidade : art. 13, CP : Teoria dos equivalentes causais; art. 13, par. 1º, CP : Teoria da Condicionalidade Adequada : superveniência causal; art. 13, par. 2º, CP; garantidores : nexo normativo
3.4 - tipicidade : art. 18, CP: tipo normal e anormal, aberto e fechado, básico ou derivado; crimes qualificados pelo resultado, entre os quais, o preterdoloso (dolo + culpa : ex.: art. 129,par. 2º, V, CP e art. 129, par. 3º, CP)
4- conduta omissiva (non facere) : crimes omissivos próprios ou puros; impróprios (comissivos por omissão); omissivos por comissão
5- Princípio da insignificância : afasta a tipicidade; Princípio da adequação social : afasta a tipicidade
6- Teoria da tipicidade conglobante : para haver tipicidade, além da previsão em lei (tipicidade legal), deve procurar se não há uma norma que permita a conduta, numa visão harmônica do direito. Tipicidade legal mais tipicidade conglobante é a tipicidade penal. (Eugênio Raul Zaffaroni)
7- crimes dolosos : Teoria da vontade e do Assentimento : art. 18, I, CP
8- crimes culposos : conduta voluntária; resultado involuntário; nexo causal; tipicidade; previsibilidade objetiva (não a previsibilidade subjetiva – culpabilidade); ausência de previsão (exceto na culpa consciente); quebra do dever objetivo de cuidado (negligência, imprudência, imperícia)
9- culpa inconsciente (sem previsão) e culpa consciente (com previsão); culpa imprópria ( por extensão ou equiparação – erro de tipo inescusável : art. 20, parágrafo 1º, CP)
10- compensação de culpas : não há em nosso direito penal
11- concorrência de culpas : pode haver
12- Tentativa : art. 14, II, CP : o crime não se consuma por motivos alheios à vontade do agente.
-perfeita ou crime falho : o agente pratica toda a execução, mas não consuma o crime. -branca ou incruenta: a vítima não é atingida
-cruenta : a vítima é atingida.
não admitem : infrações culposas; preterdolosas; contravenções penais; crimes omissivos próprios; habituais; crimes em que a lei pune somente o resultado (art. 122, CP); crimes em que a lei equipara a tentativa a delito consumado (art. 352, CP). Em tese, cabe tentativa nos crimes unissubsistentes e crimes formais
13- desistência voluntária e arrependimento eficaz : espécies de tentativa abandonada ou qualificada : art. 15, CP : o agente desiste voluntariamente do crime ou impede a produção do resultado.
14- arrependimento posterior : art. 16, CP .É causa de diminuição de pena. (ver regra especial do art. 312, parágrafo 3ª, CP, a qual não é arrependimento posterior, mas espécie de reparação de dano)
15- crime impossível : art. 17, CP : não se pune sequer a tentativa; Teoria objetiva temperada; Súmula 145 do STF
16 - erro de tipo : art. 20, CP : “caput” : erro de tipo incriminador; parágrafo 1º : erro de tipo permissivo
- erro de proibição : art. 21, CP
17- antijuridicidade (ilicitude) : art. 23, CP : causas de exclusão e supralegais; consentimento do ofendido : -elementar objetivo do tipo penal : art. 126, CP; -excludente do tipo : art. 164, CP; -excludente de ilicitude : art. 163, CP
18- culpabilidade : imputabilidade, potencial consciência da ilicitude, exigibilidade de conduta diversa.
- Causas de exclusão : art. 27, 26, 28, par. 1º, 22, 21, primeira parte, CP.
19- art. 20, parágrafo 3º, CP : erro sobre a pessoa
ERRO DE TIPO E ERRO DE PROIBIÇÃO
É a falsa percepção da realidade, seja quanto a elementos do tipo – erro de tipo-, seja quanto à ilicitude da ação – erro de proibição.
ERRO DE TIPO INCRIMINADOR : art. 20, “caput”, CP : o agente ERRA sobre elementos objetivos do tipo penal. Neste caso, resta excluído o DOLO (tipicidade do crime doloso), contudo, pode ser responsabilizado pelo crime na forma CULPOSA, uma vez previsto na lei (tipicidade). Assim, caso haja a previsão deste crime na forma culposa, deve-se verificar se o ERRO é ESCUSÁVEL (INEVITÁVEL) ou INESCUSÁVEL (EVITÁVEL). Se o ERRO for INEVITÁVEL, o agente não responderá pela forma culposa, ou seja, não haverá o crime. Já se o ERRO for EVITÁVEL, uma vez previsto na forma culposa, responderá o agente pelo crime CULPOSO.
Ex.: Uma pessoa age desreipeitosamente em relação a outro sem saber que se tratava de um funcionário público no exercício da suas funções. O agente ERROU sobre o elemento do tipo penal do art. 331, CP, qual seja, “funcionário público”. Aplica-se o art. 20, “caput”, CP, nos termos do acima exposto.
ERRO DE TIPO PERMISSIVO : art. 20, par. 1º, CP. É sinônimo de DESCRMINANTE PUTATIVA ou DESCIMINANTE PUTATIVA POR ERRO DE TIPO. Parte da doutrina, o considera um ERRO DE PROIBIÇÃO. Possui um tratamento legal parecido com o ERRO DE TIPO INCRIMINADOR, mas possui conseqüência semelhante ao ERRO DE PROIBIÇÃO (art. 21, CP).
Neste caso, o agente ERRA sobre a existência dos pressupostos fáticos de uma causa de exclusão de ilicitude (antijuridicidade). Assim, resta a afastada a CULPABILIDADE DOLOSA, (não responderá pelo crime na forma dolosa), se o ERRO é EVITÁVEL. Mas responderá na forma culposa, se prevista esta modalidade na lei (tipicidade), a não ser que seja o ERRO seja inevitável, caso em que restará excluída, ainda, a CULPA (crime na forma culposa) e não responderá pelo crime.
Ex.: O agente é abordado por um amigo seu, devidamente disfarçado, o qual simula tratar-se de um assalto. Assim, diante da situação, supondo estar em legítima defesa, saca de uma faca que possui na cintura e reage, vindo por matar o suposto assaltante. Aplica-se a regra do art. 20, par. 1º, CP. O agente achou que estavam presentes os pressupostos da legítima defesa. (legítima defesa putativa)
ERRO DE PROIBIÇÃO : art. 21, CP. O agente ERRA quanto ao conteúdo da norma, ou seja, quanto à ilicitude do fato. O agente sabe exatamente o que está fazendo, não se enganando sobre a realidade fática. Neste caso, sendo o ERRO INEVITÁVEL, resta o agente isento de pena. (exclui culpabildade). Contudo, sendo o ERRO EVITÁVEL , somente haverá uma REDUÇÃO DA PENA.
A doutrina divide em ERRO DE PROIBIÇÃO DIRETO E INDIRETO. No ERRO DE PROBIÇÃO DIRETO, o agente ERRA sobre a norma proibitiva. O agente, por interpretar mal a norma, acha que está cometendo uma conduta permitida. Aplica-se o art. 21, CP. Mas, em contrapartida, se o agente ERRA sobre a EXISTÊNCIA de uma norma pemissiva de conduta ou sobre os limites desta, há o ERRO DE PROBIIÇÃO INDIRETO (diferente do ERRO DE TIPO PERMISSIVO). É chamado por parte da doutrina de ERRO DE PERMISSÃO. Recai o art. 21, CP nesta hipótese. Ex.: supondo que estejamos em grande discussão no país sobre a legalização da eutanásia, sendo por um meio de comunicação é divulgado erroneamente que tal foi aprovada. Um leitor, apressado, estando com um parente em situação de desengano, apressa sua morte. Aplica-se o art. 21, CP. Aí, é de verificar-se se o erro era inevitável ou evitável.
ERRO SOBRE A PESSOA : art. 20, par. 3º, CP. O agente quer cometer o crime contra uma pessoa e comete contra outra, achando tratar-se de quem queria de fato. Responderá como se tivesse acertado contra quem queria.
Ex.: O agente quer matar a esposa, porém mata a prima desta, achando que fosse sua esposa. Responderá como se tivesse acertado a esposa, incidindo a circunstância agravante do art. 61, II, CP.
OBS.: NÃO CONFUNDIR COM ERRO NA EXECUÇÃO DO ART. 73, CP, onde o agente erra não quanto à pessoa, mas quanto a um erro de fato na execução do crime. A pessoa atira em outra e acerta um terceiro. Responde como se tivesse acertado quem de fato desejava. (art. 73, CP)
CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO 1- Art. 197, CP : Atentado contra a liberdade de trabalho
-classificação : comum; material; forma livre; comissivo; instantâneo ou permanente; unissubjetivo; plurissubsistente;
-classificação : comum; material; forma livre; comissivo; instantâneo ou permanente; unissubjetivo; plurissubsistente;
3- Art. 199, CP : Atentado contra liberdade de associação
-classificação : comum; material; forma livre; comissivo; instantâneo ou permanente; unissubjetivo; plurissubsistente;
4- Art. 200, CP : Paralisação de trabalho,seguida de violência ou perturbação da ordem -classificação : próprio; material; forma livre; comissivo; instantâneo; plurissubjetivo; plurissubsistente;
5- Art. 201, CP : Paralisação de trabalho de interesse coletivo
-classificação : próprio; material; forma livre; comissivo; instantâneo; plurissubjetivo; plurissubsistente;
6- Art. 202, CP : Invasão de estabelecimento industrial, comercial ou agrícola. Sabotagem -classificação: comum; formal; forma livre; comissivo; instantâneo ou permanente;
unissubjetivo; plurissubsistente;
7- Art. 203, CP : Frustração de direito assegurado por lei trabalhista
-classificação : comum; material (“caput” e inciso II) e formal (inciso I); forma livre; comissivo; instantâneo ou permanente; unissubjetivo; plurissubsistente.
8- Art. 204, CP : Frustração de lei sobre a nacionalização do trabalho
-classificação : comum; material; forma livre; comissivo; instantâneo; unissubjetivo; plurissubsistente;
9- Art. 205, CP : Exercício de atividade com infração de decisão administrativa -classificação : próprio; mera conduta; forma livre; comissivo; habitual; unissubjetikvo; plurissubsistente;
10- Art. 206, CP: Aliciamento para o fim de emigração
-classificação : comum; formal; forma livre; comissivo; instantâneo; unissubjetivo; plurissubsistente;
11- Art. 207, CP : Aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território nacional -classificação : comum (próprio, no caso de o agente já ter recrutado e não fornecer meios de retorno do trabalhador); formal; forma livre; comissivo (omissivo, na forma acima); instantâneo, unissubjetivo; plurissubsistente;
CRIMES CONTRA A ADMINSTRAÇÃO PÚBLICA
1- Art. 312 , CP : Peculato (IMPORTANTE)
-Espécies : caput : peculato-apropriação e peculato-desvio -Parágrafo 1º : peculato-furto
-crime material -admite tentativa
-cabe o arrependimento posterior, nos termos do art. 16, CP e após o recebimento da denúncia cabe a atenuante genérica do art. 65, III, b, CP.
- admite a forma culposa : art. 312, parágrafo 2º, CP
- art. 312, parágrafo 3º, CP : reparação no dano (não aplica-se, neste caso, o art. 16, CP, eis que temos regra especial, sendo uma forma de exteinção da punibilidade, conforme o citado dispositivo legal, 1ª parte)
- apesar de ser um crime próprio, o terceiro que não é funcionário público, responde pelo tipo penal, consoante art. 30, CP.
2- Art. 313, CP: Peculato mediante erro de outrem (IMPORTANTE)
-“peculato-estelionato”
- o agente apropria-se de bem de terceiro por erro da vítima
- não confundir com art. 171, CP, caso o agente crie o erro em desfavor da referida vítima 3- Art. 313-A, CP : Inserção de dados falsos em sistemas de informações
-sujeito ativo : somente o funcionário autorizado
4- Art. 314, CP : Extravio, sonegação de livro ou documento oficial (IMPORTANTE)
-princípio da subsidiariedade expressa 5- Art. 316 : concussão (IMPORTANTE)
- núcleo do tipo : “exigir” - crime formal
-qualquer vantagem, não necessariamente patrimonial -cabe arrependimento posterior (art. 16, CP)
-em tese, admite-se a tentativa.
6- Art. 317, CP : corrupção passiva (IMPORTANTE
- núcleo do tipo : “solicitar” ou “receber” ou “aceitar promessa” - crime formal
-crime próprio
-objeto material : vantagem indevida
-exceção à teoria monista da ação : art. 29, CP (art. 333, CP) -parágrafo 2º : corrupção passiva privilegiada
7- Art. 318, CP : facilitação de contrabando ou descaminho (IMPORTANTE)
-exceção à teoria monista : art. 29, CP (art. 334, CP)
-sujeito ativo : somente o funcionário público que agir com infração do dever funcional -crime próprio
8- Art. 319, CP : prevaricação (IMPORTANTE)
- dolo de fazer ou deixar de fazer alguma coisa com o objetivo de satisfazer sentimento ou interesse pessoal
- consuma-se com a omissão -crime próprio
-nas condutas omisssivas, não se admite a tentativa, enquanto nas condutas comissivas, é perfeitamente possível.
- não confundir com os crimes dos arts. 317, parágrafo 2º, CP e art. 320, CP 9- Art. 320, CP : Condescendência Criminosa (IMPORTANTE)
-crime próprio
-não confundir com prevaricação, art. 319, CP -elemento subjetivo do tipo : por indulgência
10- Art. 321, CP : Advocacia Administrativa (IMPORTANTE)
-crime próprio
-núcleo do tipo : “patrocinar” : favorecer, advogar interesse perante a administração pública 11- Art. 327, CP : conceito legal de funcionário público (IMPORTANTE)
- conceito mais amplo do que o conceito de funcionário público no Direito Administrativo -crimes funcionais próprios : a ausência da qualidade de funcionário público torna o fato atípico : art. 319, CP; art. 320, CP
-crimes funcionais impróprios : a ausência da qualidade de funcionário público não torna o fato atípico : art. Art. 312, CP, o qual pode ser art. 168, CP,uma vez não sendo o autor funcionário público
12- Art. 328, CP: Usurpação de Função Pública -núcleo do tipo : apoderar-se
-os crimes do capítulo II são de particulares contra a Administração Pública -parágrafo único : forma qualificada
13- Art. 329, CP : Resistência (IMPORTANTE)
- deve ser mediante grave ameaça ou violência -crime formal
-sujeito passivo : Estado, funcionário público que executa o ato ou o terceiro que o auxilia -resistência passiva : art. 330, CP
-parágrafo 2º, CP : concurso de crimes com o crime de lesões leves, graves ou gravíssimas ou homicídio; a simples ameaça, se este for o meio executório restará absorvida.
-ordem legal;
-pode ser omissivo ou comissivo
15- Art. 331, CP : Desacato (IMPORTANTE)
-é desacatar funcionário público em razão de sua função, ainda que fora dela, porém devido à função
-pode ser por meio de qualquer ato;
-deve ser na presença do funcionário público, sob pena de ser outro crime, nos termos do art. 138, 139, 140, c/c art. 141, II, CP
16- Art. 332, CP : Tráfico de Influência (IMPORTANTE)
-crime formal
-objeto material : qualquer vantagem ou promessa de vantagem -diferenciar do art. 357, CP
17- Art. 333, CP : Corrupção ativa (IMPORTANTE) - núcleo do tipo : “oferecer” ou “prometer”
-crime formal
-não confundir com o crime do art. 317, CP 18- Art. 334, CP : Contrabando ou Descaminho
- contrabando : ingressou exportação no país de mercadoria ilegal
- descaminho : iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido na entrada ou saída de mercadoria permitida
19- Art. 337-A : sonegação de contribuição previdenciária (IMPORTANTE)
-suprimir : eliminar; reduzir : diminuir 20- Art. 339, CP : Denunciação Caluniosa
- atribuir a alguém (determinado) a prática de um crime. No que à contravenção, vide art. 339, parágrafo 2º, CP
-imputação de fato preciso e determinado
21- Art. 340, CP :Falsa Comunicação de Crime ou Contravenção
- o agente comunica falsamente a prática de crime ou contravenção, sem, no entanto, atribuir a terceiro determinado
22- Art. 341, CP : Auto-Acusação Falsa
- núcleo do tipo : atribuir a si a autoria de crime inexistente ou praticado por terceiro -pode haver concurso de crimes com o art. 339, CP
23- Art. 342, CP : Falso Testemunho ou Falsa Perícia
- núcleo do tipo : “fazer afirmação falsa”, “negar” ou “calar a verdade” (reticência) -crime de mão própria
- ver parágrafo 1º e parágrafo 2º (retratação, como forma de extinção da punibilidade, art. 107, CP)
24- Art. 343, CP : Suborno
- se for contra perito, contador, tradutor ou intérprete oficial, haverá o crime do art. 333, CP, eis que se trata de funcionários públicos
-objeto material : dinheiro ou qualquer vantagem 25- Art. 348, CP : Favorecimento Pessoal - ver parágrafos
Art. 349, CP : Favorecimento Real - não confundir com art. 180, CP
26- Art. 350, CP : Exercício Arbitrário ou Abuso de Poder : -diferenciar do crime de Abuso de Autoridade da lei 4898/65 27- Art. 359-A a H : Crimes contra as Finanças Públicas -leitura atenta (IMPORTANTE)
28- Art. 168-A, CP: leitura atenta
29- LEI 8137/90 :
ART. 3º : crimes funcionais contra a ordem tributária
PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE (NESTAS HIPÓTESES, EM RELAÇÃO AOS CRIMES DOS ARTS. 314, 316, 317, 312, CP)
30- LEI 9099/95 e LEI 10259/01
- LEI 9099/95 : ARTS. IMPORTANTES : 61, 63, 69 E PAR. ÚNICO, 74, 76 (TRANSAÇÃO PENAL); 81, 82 E 83; 89 (SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO : “SURSIS PORCESSUAL”)
-LEI 10259/01 : ARTS. IMPORTANTES : 1º, 2º E PAR. ÚNICO, 21, 22 31- Lei 2860/56: