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* e qualidade dos vinhos

Actividade anti-lacase do pirimetanil

J. Saramago Natividade; BASF Portuguesa Lda

Susana Reis; BASF Portuguesa Lda

Introdução

A podridão cinzenta dos cachos causada pelo fungo Botrytis cinerea é uma doença bem conhecida dos viticultores, difícil de prever e praticamente impossível de controlar após o início do aparecimento dos sintomas (apodrecimento dos bagos) visíveis. Em condições favoráveis ao seu desenvolvimento, esta doença provoca um decréscimo na produção, com conseqüentes perdas em volume de mosto, sendo também responsável por alterações qualitativas desfavoráveis (excepto no caso da podridão nobre), nos mostos e vinhos produzidos a partir de uvas atacadas.

Entre as alterações qualitativas assumem particular importância pela influência ao nível da qualidade e capacidade de conservação dos vinhos, as provocadas pela lacase, enzima segregada pela Botrytis cinerea durante o processo de infecção dos bagos.

O Scala, é um fungicida com acção de contacto, mobilidade translaminar e sistemia localizada nas folhas e capacidade de penetração e difusão no interior dos bagos (“berry systemic”), que alia a elevada eficácia no combate directo á doença, impedindo as contaminações dos órgãos vegetais susceptíveis á doença, á capacidade única de controlar as infecções latentes no interior dos bagos, grandes responsáveis pela produção da lacase, contribuindo assim de forma decisiva para a melhoria da qualidade dos mostos e vinhos.

Consequências da Botrytis no processo de vinificação e qualidade dos vinhos

O ataque da podridão cinzenta aos cachos traduz-se não apenas por uma redução na produção (uvas e mosto) e dificuldades na vindima mas também, e com conseqüências graves, em particular no caso de uvas para obtenção de vinhos de qualidade, em alterações dos aromas típicos da casta, alterações na cor, alterações na composição dos mostos (diminuição do teor em açucares, aumento da acidez volátil e dos teores em glicerol e ácido glucónico), desenvolvimento de infecções secundárias (bactérias produtoras de vinagre e fungos secundários prejudiciais – micotoxinas) problemas na fermentação devido á formação de substâncias inibidoras e alteração das propriedades organolépticas. A par destas alterações, e na seqüência do desenvolvimento do processo de infecção, a Botrytis cinerea produz uma enzima, a lacase, de cuja actividade resultam alterações que influem desfavoravelmente na capacidade de conservação dos vinhos, propriedades organolépticas e mesmo no processo de vinificação.

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O ataque da Botrytis cinerea aos bagos, principalmente se os ataques, como muitas vezes ocorre, se iniciam antes do pintor, é acompanhado pela produção e libertação da lacase. Esta enzima desempenha um papel primordial no desenrolar do processo infeccioso ao inactivar, por destruição, os mecanismos de defesa dos bagos e folhas, tanto as naturalmente existentes como as induzidas pelo próprio processo de infecção. A sua produção é regulada pela composição dos tecidos vegetais. Ao nível bioquímico a acção da lacase exerce-se através da oxidação de compostos de natureza fenólica, em particular taninos, envolvidos nos mecanismos de resistência da planta.

*Marca registada da BASF Aktiengesellschaft

Interacção hospedeiro - patogéneo (bago x Botrytis cinerea)

Na Figura 1 indicamos de forma esquemática o processso de interacção bago de uva x Botrytis, em função dos vários estádios de desenvolvimento da videira.

Figura 1 – Interacção bago de uva x Botrytis cinerea

Botrytis latente Enzimas endógenas Substâncias inibitórias Fitoalexinas Bago Floração Fecho dos cachos Pintor Botrytis Barreira física Rotura epiderme 2ª fase 1ª fase

+

LACASE Enzimas “infecciosas” • Cutinases • Pectinases • Proteinases • Fosfolipases

Dada a natureza polífaga da Botrytis cinerea (mais de 200 hospedeiros conhecidos) existe, a todo o momento inoculo disponível – esporos - estando a contaminação e infecção dependente da ocorrência de condições climáticas favoráveis (humidade elevada e temperatura entre os 15 e 25ºC) e existência de órgãos vegetais receptivos. Ao longo do ciclo da videira os cachos, órgãos onde os ataques de podridão são mais significativos pelos reflexos que têm na quantidade e qualidade da produção, apresentam diferente sensibilidade á doença, distinguindo-se 2 fadistinguindo-ses condicionado pela receptividade dos cachos. A primeira, que distinguindo-se pode considerar “de incubação” que se inicia na floração e termina ao pintor, durante a qual se reforça ou diminui a pressão “interna” da doença.

As contaminações podem ocorrer antes da floração afectando os pedúnculos e parte dos botões florais. Durante o período da floração-alimpa o fungo pode instalar-se nas cicatrizes resultantes da queda das caliptras e restos das peças florais e/ou nos pedúnculos. O inoculo, ao permanecer nos restos florais secos ligados aos bagos é, sob condições climáticas favoráveis, um dos principais responsáveis pelas contaminações no período entre o fecho dos cachos e o pintor. Dada a resistência á infecção dos bagos jovens, de consistência herbácea, entre o final da floração e o fecho dos cachos-pintor, em virtude não só da natureza da película que, intacta, funciona como barreira física á penetração do fungo, mas também ao baixo teor em açucares, elevado teor em ácidos e presença de substâncias de resistência produzidas pela planta, a

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Botrytis não causa doença, permanecendo de forma latente no interior dos bagos. Estas

infecções latentes funcionam como “reservatórios” da doença que se desenvolverá próximo da maturação.

Após o pintor, nas 2 a 3 semanas que antecedem a maturação têm início a 2ª fase. Em virtude de alterações fisiológicas que ocorrem ao nível dos bagos durante a maturação (diminuição do teor de acidez, aumento do teor de açucares e diminuição das substâncias de defesa da planta), associados á ocorrência de feridas na película dos bagos resultantes de ataques de oídio, traças dos cachos, rebentamento “natural” dos bagos ou outros, o fungo tanto o proveniente das infecções latentes, como das infecções de origem externa que ocorrem durante este período, desde que as condições ambientais sejam favoráveis provocará a podridão mole característica. Para subsistir, durante a 1ª fase, de forma latente no interior dos bagos a Botrytis opõe-se à “agressão” dos mecanismos de defesa da planta através da produção da lacase que, como referimos acima degrada estas substâncias, permitindo a sobrevivência do fungo. Deste modo, quanto mais cedo se dá a contaminação maior o período de contacto entre o fungo e as substâncias de defesa da planta resultando na produção de uma maior quantidade de lacase. A quantidade de lacase no mosto depende da casta, da importância da infecção e cinética do desenvolvimento da doença.

Dada a relação entre a intensidade da doença e o teor de lacase nos mostos, este é actualmente utilizado pelos enólogos como um marcador, para determinar o nível de podridão dos cachos (Novotest – lacase). Em conseqüência, a técnica de produção do vinho é adaptada de modo a optimizar a qualidade do mesmo.

Consequências da presença da lacase nos mostos e vinhos

A presença da lacase conduz á alterações irreversíveis das características dos mostos e vinhos com as seguintes conseqüências ao nível enológico:

o Degradação irreversível dos polifenóis responsáveis pela cor (antocianinas, taninos) originando a oxidação dos vinhos e formação de gosto a “amargo”.

o Transformação, por oxidação, de compostos fenólicos – taninos – em quinonas com formação de odores desagradáveis.

o Combinação com percursores de aromáticos levando á sua alteração/perda.

A lacase é solúvel em água e resistente aos efeitos inibidores do calor, SO2 e álcool. Sendo também bastante estável, a lacase pode permanecer durante vários meses nos vinhos tornando-os inadequadtornando-os para o consumo.

Scala na estratégia de luta contra a Botrytis cinerea

Para obter vinhos de qualidade é necessário assegurar a melhor protecção da vinha contra a podridão muito antes da observação dos sintomas. Assim, e para além dos métodos culturais tendentes a minimizar o risco de instalação da doença (fertilização equilibrada, condução da videira, protecção adequada contra o oídio e as traças dos cachos) existem, á disposição dos viticultores, fungicidas destinados a lutar especificamente contra esta doença.

A escolha de um fungicida anti-botrytis não se deve resumir “apenas” á eficácia intrínseca contra este fungo, sendo também de igual importância considerar os efeitos secundários dos vários produtos, nomeadamente a seu efeito sobre o teor em lacase nos mostos.

Graças a um conjunto de propriedades biológicas originais o Scala integra-se perfeitamente dentro desta estratégia de acção.

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O Scala possui um conjunto de propriedades biológicas que o tornam particularmente adequado para a luta contra a Botrytis cinerea:

o Acção por contacto impedindo a instalação da doença.

o Acção de vapor – reforço da eficácia sobre os órgãos difíceis de atingir;

o Mobilidade translaminar e sistemia localizada, nas folhas – resistência ao arrastamento pela chuva após secagem da calda.

o Penetração e difusão no interior dos bagos (“berry sistemicity”)

O Scala controla as estirpes de Botrytis cinerea conhecidas, em todos os estádios de desenvolvimento da videira susceptíveis ao ataque da doença:

o À floração-alimpa prevenindo a contaminação dos bagos e podridão peduncular e, graças a sistemia nos bagos controlando as infecções precoces de Botrytis latente – não controlada por fungicidas sem capacidade de penetração e difusão no interior dos bagos. o Ao fecho dos cachos impedindo o desenvolvimento do fungo no interior deste.

o Ao pintor impedindo a penetração e o desenvolvimento da podridão cinzenta. • Actividade anti-lacase

Ao nível bioquímico o pirimetanil, actua sobre os mecanismos de produção das enzimas necessárias ao processo de infecção, inibindo a sua secreção. São particularmente afectadas as enzimas do complexo enzimático emitido pelo tubo germinativo essenciais para a contaminação dos bagos. Na figura 2 indicam-se os resultados de ensaios laboratoriais efectuados para avaliar a actividade in vitro do pirimetanil na inibição da secreção de lacase pela Botrytis cinerea (INRA 1991) Actividade de lacase (% de controlo) 0 20 40 60 80 100 0 0,1 1 10 lacase ppm pirimetanil

Figura 2 – actividade in vitro do pirimetanil na inibição dasecreção da lacase pela Botrytis cinerea

Graças á capacidade de penetração e difusão no interior dos bagos, característica original do pirimetanil, o Scala controla também a Botrytis instalada de forma latente no interior dos bagos, grande responsável pela produção da lacase.

A actividade anti-lacase manifesta-se qualquer que seja o estádio epidemiológico de desenvolvimento da doença e em todas as castas.

A inibição do mecanismo de secreção da lacase pela Botrytis cinerea, associado ao bloqueio do desenvolvimento do fungo através da inibição da secreção das enzimas necessárias ao processo de infecção resulta, para a mesma fase de desenvolvimento da videira e quantidades de doença idênticas (idêntico nível de protecção contra a podridão) numa redução significativa do teor de lacase nos mostos provenientes de parcelas tratadas com Scala relativamente á observada em mostos proveniente de parcelas tratadas com outros fungicidas – Figuras 3, 4, 5 - ainda que pertencentes á mesma família química (anilinopirimidinas/AP)– Figuras 6 e 7.

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Posicionamento do tratamento com Scala

O Scala pode ser utilizado em qualquer fase do desenvolvimento da videira até 21 dias antes da vindima. A BASF, no âmbito de uma estratégia de prevenção do desenvolvimento de resistências, recomenda a realização de apenas 1 tratamento com o Scala por campanha. Deste modo realizaram-se durante vários anos estudos tendentes a determinar o melhor período para a utilização do Scala, tendo em vista a conjugação da acção directa contra a doença e efeito anti-lacase, tendo-se chegado ás seguintes conclusões:

o Um tratamento com Scala posicionado no período entre a floracção-alimpa e o pintor (Figura 3,4,5,6 e 7) traduz-se sempre numa redução significativa do teor em lacase nos mostos.

o A aplicação do Scla antes da floração (Figura 3) não têm efeito significativo na redução do teor em lacase nos mostos.

Realizando, tal como preconizamos, apenas um tratamento com Scala por campanha, recomendamos o seu posicionamento no período entre a floração-alimpa e o fecho dos cachos-pintor. Ocorrendo condições climáticas favoráveis á instalação da doença durante o final da floração-alimpa deve dar-se preferência á uitlização do Scala neste período, tirando assim partido da capacidade do fungicida em controlar, as infecções latentes, minimizando desde cedo a produção de lacase. Sendo necessário realizar outra intervenção contra a podridão, recomendamos, dentro da gama BASF, a utilização do Rovral, fungicida de contacto, com amplo espectro, dotado de um diferente modo de acção bioquímico, ideal para alternar com o Scala.

Selectividade

Independentemente do período de aplicação o Scala tem demonstrado desde a sua introdução no mercado completa selectividade para as várias castas em que têm sido extensivamente utilizado bem como para a fauna auxiliar.

No plano enológico o Scala não afecta a evolução do teor em açucares nos bagos durante o processo de maturação ou a sua composição á colheita. Também a cinética das fermentações dos mostos ou as qualidades organolépticas dos vinhos e aguardentes não são afectadas pela utilização do Scala.

Scala – ficha técnica

Composição: 400 g/l de pirimetanil LMR: 2 mg/kg

Formulação: Suspensão concentrada Tolerância de importação: USA e Canadá

Intervalo de segurança: 21 dias Nº APV: 3538 concedida pela DGPC

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Efeito do SCALA na produção de lacase -ensaios de campo: B. Dubos, INRA Bordéus, 1991-1998 39 22 0,3 33 32 8 0 10 20 30 40 50 A B C nível de lacase % de doença 1993 - Merlot - 33.St Julien

1 x Scala; programa de 3 tratamanetos

-pré-floração SCALA

final da floração SCALA

fecho dos cachos Ref. 1 Ref. 1 Ref. 1 Início do pintor Ref. 2 Ref. 2 Ref. 2

Inoculações artificiais á pré-floração e final da floração Actividade lacase (unidades por ml) Figura 3 19

Efeito do SCALA na produção de lacase – ensaios de campo: B. Dubos, INRA Bordéus, 1991-1998 6 2,1 0,3 0,1 8,1 21 9 5 1 13 0 5 10 15 20 25 Testemunha A B C D nível de lacase %de infecção

1994 - Cabernet Sauvignon - 33.St Julien 1 x Scala; programa de 2 tratamentos -Actividade lacase

(unidades por ml)

fim da floração SCALA Ref. 1 SCALA Ref. 2

fecho dos cachos SCALA Ref. 2

Início do pintor Ref. 2 SCALA SCALA Ref. 2

pré-colheita SCALA Ref. 2

Figura 4

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Efeito do SCALA na produção de lacase – ensaios de campo: B. Dubos, INRA Bordéus, 1991-1998 23,3 0,2 2,3 63 7 20 0 10 20 30 40 50 60 70 testemunha A B nível de lacase % doença Actividade lacase (unidades por ml)

1995 - Chenin - 49.St Jean de Mauvrets - 1 x Scala; programa de 3

tratamentos-fim da floração (22/6) Ref. 1 Ref. 1

fecho dos cachos (10/7) Ref. 2 Ref. 2

início do pintor (11/8) SCALA Ref. 3

colheita (27/9) Figura 5

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Efeito do SCALA na produção de lacase -ensaios de campo: Universidade de Milão, Itália, 2000

Muscat Branco– Coazzolo, Piedmont

fecho dos cachos Rovral SCALA Rovral Ref. AP início do pintor Rovral Rovral SCALA Rovral

0 10 20 30 40 50 60 70 80

TESTIMONE IPRODIONE-IPRODIONE PYRIMETHANIL-IPRODIONE IPRODIONE-PYRIMETHANIL CIPRODINIL+FLUDIOXONIL-IPRODIONE 0 1 2 3 4 5 6 Nº cachos infectados em cada classe de ataque de Botrytis 0 = sãos 1 = 1-2 bagos 2 = poucos bagos 3 = uma área 4 = ¼ cacho 5 = ½ cacho 6 = ¾ cacho (Média de 5 ensaios) testemunha A B C D Unidades de lacase: 37.7 22.3 3.2 10.7 43.8 Figura 6

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Efeito do SCALA na produção de lacase – ensaios de campo: Universidade de Milão, Italia, 2000

Chardonnay – Gazzi-Ala, Trentino

fecho dos cachos Rovral SCALA Rovral Ref. AP Início do pintor Rovral Rovral SCALA Rovral

Nº cachos infectados em cada classe de ataque de Botrytis 0 = sãos 1 = 1-2 bagos 2 = poucos bagos 3 = uma área 4 = ¼ cacho 5 = ½ cacho 6 = ¾ cacho (Average of 5 trials) 0 10 20 30 40 50 60 70 80

TESTIMONE IPRODIONE-IPRODIONE P YRIMETHANIL-IPRODIONE IP RODIONE-PYRIMETHANIL CIPRODINIL+FLUDIOXONIL-IPRODIONE 0 1 2 3 4 5 6 testemunha A B C D Unidades de lacase: 41.5 60.0 22.0 16.6 66.6 Figura 7 Referências bibliográficas Doumerge, Marie - 2000

PHYTOMA – La defense dês Vegetaux – Nº 523: 41-42 Dubos, B; Roudet, J; Lagouarde, P – 1996

PHYTOMA – La Defense des Vegetaux – Nº 483: 47-49 Galet, Pierre - 1995

Precis de Pathologie Viticole Lagouarde, Pactrice - 2000

Activité anti-laccase du pyriméthanil – Revue des Œnologues nº 96

Milling, R; Richardson, C. – 1995. Mode of action of the Anilino-Pyrimidine Fungicide Pyremethanil. Effects on Enzyme Secretion in Botrytis cinerea.

Pesticide Science 1995, 45, 43-48

Soares Rosa J. – 1998. Scala, fungicida anti-botrytis com efeito na qualidade do vinho IV Simpósio de Vitivinicultura do Alentejo

Referências

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