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A
NÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL E DO ÍNDICE DE MASSA CORPORALDE INDIVÍDUOS DE
18
A50
ANOSBody composition and body mass index in individuals from 18 to 50 years old
Adriana Lopes Martins1, Márcia Moreira Mamedes1, Marcus Paulo P. de Oliveira1, José Ney Ferraz Guimarães2, Fátima Palha de Oliveira3 RESUMO
Com o objetivo de avaliar a composição corporal (CC) e o índice da massa corporal (IMC) de indivíduos de 18 a 50 anos de ambos os sexos, foram estudados 489 voluntários, sendo 190 do sexo feminino (média=27 ±7,5 anos) e 399 do sexo masculino (média=25 ±7anos). A amostra foi dividida em 3 grupos: grupo I: de 18 a 24 anos; grupo II: de 25 a 30 anos e grupo III: de 30 anos em diante, e a análise foi feita considerando o sexo. As medidas de dobras cutâneas (DC) foram feitas com compasso (Cescorf, precisão de 0,1 mm) e o protocolo adotado para os cálculos foi o proposto por Jackson & Pollock (1985). A ANOVA one way foi usada para comparar os resultados (p ≤ 0,05) dos grupos, em associação com o teste de Tukey HSD. As diferenças para as variáveis consideradas no estudo foram mais evidentes entre o grupo I e o III. Apesar dos resultados médios obtidos para IMC corresponderem à classificação normal (18,5 a 24,9), o que retrata um risco mínimo (< 25) para doenças associadas a este índice, foi verificado, em ambos os sexos, a tendência de maior prevalência (%) de indivíduos com sobrepeso e obesidade I entre indivíduos com mais idade.
PALAVRAS-CHAVE
Composição corporal, percentual de gordura, massa corporal magra, IMC ABSTRACT
With the propose to evaluate body composition (BC) and body mass index (BMI), 489 voluntary individuals between 18 and 50 years old were studied, being 299 male (25 ±7years) and 190 female (mean=25 ±7years). They were divided into three groups: group I (18 to 24 years), group II (25 to 30 years) and group III (beyond 30 years). The skinfold caliper Cescorf (precision of 0,1 mm) was used to measure subcutaneous fat, and Jackson & Pollock (1985) protocol was adopted to obtain BC. The ANOVA one way was adopted to compare the results (p ≤ 0,05) of the groups with the Tukey HSD test. The differences among the studied variables are more evident between groups I
1 Professor(a) de Educação Física – graduado(a) pela UFRJ
2 Professor de Fisiologia do Exercício e Avaliação Física da Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ
– Mestre em Bases Fisiológicas da Ed. Física pela UFRJ
3 Professora de Fisiologia do Exercício e Avaliação Física da Escola de Educação Física e Desportos da
and III. In spite of the BMI mean results correspond to the normal range (18,5 to 24,9), it was observed a larger incidence of overweighed and obese individuals among the older.
KEY WORDS
Body composition, body fat, lean body mass, body mass index
1. INTRODUÇÃO
O desenvolvimento do estudo da composição corporal veio trazer valiosas informações para diversas áreas de conhecimento. O grande inte-resse pelos aspectos quantitativos e qualitativos da composição corporal estimulou o desenvolvimento de técnicas acessíveis para sua mensuração. Entre outras técnicas dispõem-se da medida de dobras cutâneas com o adipômetro, que é um aparelho de baixo custo, fácil manuseio e que apresenta uma precisão aceitável nos resultados de estimativa de densida-de corporal e gordura corporal, que facilitou a idensida-dentificação seletiva densida-de grande número de pessoas com sobrepeso e obesidade.
A marcante preocupação em identificar e quantificar pessoas com excesso de peso observada atualmente deve-se ao fato da obesidade ser considerada um problema de saúde pública dos mais graves, pois está associada a uma série de doenças crônicas degenerativas. Segundo a Or-ganização Mundial da Saúde, estima-se que o número de obesos adultos gire em torno de 300 milhões em todo o mundo. Só no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 32,9% da população está acima do peso considerado saudável, sendo que 4,8% dos homens e 11,7% das mulheres são obesos.
A constatação da prevalência de indivíduos com sobrepeso e obesida-de fornece dados que respaldam a importância obesida-de programas obesida-de educa-ção para a saúde que integrem a prática orientada de atividade física e a instalação de hábitos alimentares saudáveis, como medidas preventivas.
O presente estudo foi desenvolvido com o propósito de quantificar e analisar a composição corporal (CC) de homens e mulheres entre 18 e 50 anos, residentes no bairro de São Gonçalo no município de Niterói, de modo a verificar a prevalência de pessoas com sobrepeso e obesidade nesse grupo.
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2. MATERIAISE MÉTODOS
A amostra do presente estudo (n=489) foi retirada do banco de dados de avaliação física de uma academia de ginástica de São Gonçalo-Niterói. Esse banco de dados tinha, na época do estudo (2001), o total de 1000 pessoas que foram avaliadas por cinco avaliadores da academia, nos anos de 1999 e 2000. Considerando que a habilidade do avaliador pode ser uma fonte de erro nas medidas antropométricas (Pollock & Jackson, 1984), antes de iniciar o presente estudo foi feita uma análise da concordância entre os 5 avaliadores da academia, segundo o método proposto por Pederson & Gore (2000).
A partir dos resultados dessa análise interavaliadores decidiu-se por considerar no estudo apenas as medidas antropométricas armazenadas no banco de dados que foram computadas pelos avaliadores que apresenta-ram resultados semelhantes. Dessa forma, retirou-se do banco de dados apenas os resultados de 489 adultos, sendo 190 do sexo feminino (idade média = 27 ±7,5 anos) e 299 do sexo masculino (idade média = 25 ±7 anos) que foram analisados separadamente, devido ao padrão de distri-buição de gordura ser diferenciado pelo gênero (McArdle et al., 2000).
Com relação à idade, dividiu-se a amostra em 03 grupos: grupo I (de 18 a 24 anos), grupo II (de 25 a 29 anos) e grupo III (acima de 30 anos). Essa estratificação foi feita considerando que entre 18 e 25 anos o indiví-duo atinge o pico de massa muscular, período que é seguido por uma fase de manutenção dessa massa muscular desenvolvida e, após os 30 anos, observa-se um declínio nas medidas fisiológicas que, naturalmente, vai variar com o estilo de vida da pessoa (McArdle et al., 2000).
Na amostra masculina o grupo I foi composto por 196 voluntários, o grupo II por 50 e o grupo III por 53. Na amostra feminina o grupo I foi composto por 86 voluntárias, o grupo II por 45 e o grupo III por 59.
As medidas de dobras cutâneas (DC) foram feitas com um adipômetro de marca Cescorf (Mitutoyo) com escala de 0,1 mm e pressão mandibular de 10 g/mm2. Foi usado o lápis dermográfico para demarcar os pontos medidos. Todas as medidas foram realizadas no lado direito do corpo, por três vezes não consecutivas, sendo a média dos valores próximos computada para efeito de cálculo. As dobras cutâneas do grupo masculi-no foram feitas masculi-nos pontos: Tríceps (Tr), Subescapular (Se) e Tórax; e do
grupo feminino nos pontos: Tríceps (Tr), Suprailíaca (Si) e Abdome (Ab), segundo descrição de De Rose (1984).
A massa corporal total foi medida na balança Filizola e a estatura foi obtida com o altímetro a esta acoplado.
Foram analisadas as seguintes variáveis: Idade (anos); Estatura (cm) e Massa Corporal Total (MCT). A partir dos dados obtidos foram calcu-lados os seguintes parâmetros: somatório das três DC (∑DC) masculina e feminina (mm); o percentual de gordura corporal (%G) que foi estima-do segunestima-do o métoestima-do proposto por Jackson & Pollock (1985) conside-rando a faixa etária. Foram estimados os valores esperados para %G nas faixas etárias consideradas no estudo, adotando-se o método proposto por Pollock & Wilmore (1993) e procedeu-se a comparação entre a quantidade de gordura medida e a esperada. A massa corporal gorda (MCG) foi estimada a partir do %G e da MCT, [MCG = %G . MCT/ 100]. A massa corporal magra (MCM) foi estimada à partir da subtra-ção da MCG da MCT.
O índice de massa corporal (IMC= MCT/estatura2, Kg/m2), desen-volvido por Quetelet (1870), foi adotado na presente amostra para esti-mar a prevalência de indivíduos com sobrepeso e obesidade. Esse índice expressa a distribuição da massa corporal em relação à estatura e tem sido recomendado para estudos populacionais por sua facilidade de exe-cução (Anjos, 1992). Sua avaliação não é recomendada para indivíduos atletas, mulheres grávidas, crianças ou idosos sedentários por apresenta-rem alterações peculiares na massa corporal (McArdle et al., 2000).
Na análise do IMC, foi adotado como limite de corte para sobrepeso o valor de IMC=25, como sugerido pela World Health Organization (1990) e para graus de obesidade adotou-se a classificação proposta por Garrow & Webster (1983) (obesidade grau 1: IMC entre 25 e 29,9; grau 2: IMC entre 30 e 39,9 e grau 3: IMC superior a 40). Foi classificado como baixo peso IMC menor que 20 (McArdle et al., 2000).
Para a análise do risco de doenças degenerativas pelo IMC foi adota-da no presente estudo a proposta de Calle et al., (1999) (IMC<25 risco muito baixo; 25<IMC<27 risco baixo; 27<IMC<30 risco moderado; 30<IMC<35 risco alto; 35<IMC<40 risco muito alto; IMC>40 risco extremamente alto).
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O tratamento estatístico e o cálculo dos parâmetros estudados foram realizados com o programa “Estatística” (versão 4.2 / 1993, para Windows). Obteve-se a estatística descritiva das variáveis e, para a comparação entre os grupos, foi usada a Análise de Variância (ANOVA one way) e o teste de comparação múltipla de Tukey HSD.
3. RESULTADOSE DISCUSSÃO SEXO FEMININO:
A MCT do grupo III encontra-se significativamente (p=0,0005) mais elevada que a dos demais grupos (Tabela 1). Observa-se na literatura que o aumento da idade é acompanhado por um aumento na MCT (McArdle et al., 2000) que é determinado, em geral, por uma diminuição do meta-bolismo basal e em decorrência da natural perda de massa muscular devido ao maior grau de sedentarismo em faixas etárias mais avançadas. Com relação às DC medidas e o ∑DC, pode ser observado na Tabela 1 que o grupo III apresentou os valores médios mais elevados para estas variá-veis. A ANOVA e o teste de Tukey (Tabela 1) permitiram a constatação que o grupo III apresenta acúmulo de gordura subcutânea significativamente (p< 0,05) maior na região triciptal e abdominal e no ∑DC, do que os demais grupos. Esse resultado corresponde ao esperado, visto que a gordura corpo-ral apresenta uma tendência natucorpo-ral de aumentar ao longo da vida (Parizková
et al., 1965). Essa tendência ao maior acúmulo de gordura ocorre sem que as
diferenças sexuais deixem de existir, ou seja, em todas as faixas etárias, as mulheres apresentam valores mais elevados para espessura de dobras cutâneas que os homens, fato também observado na amostra analisada (Figura 1).
O %G do grupo III apresentou-se estatisticamente superior (p=0,002) ao dos grupos I e II (Tabela 1), e pode ser observado um aumento dos valores médios desta variável com o aumento da idade (Figura 1). O cálculo dos valores esperados para %G nas faixas etárias do presente estudo foi feito segundo Pollock & Wilmore (1993) e revelou que as médi-as de todos os três grupos femininos encontram-se acima do esperado para a faixa etária e sexo (Figura 2 e Tabela 1). Segundo McArdle et al. (1998), um %G acima de 30% para mulheres jovens corresponde à obe-sidade. Este não é um bom prognóstico para a amostra analisada no presente estudo, visto que o grupo feminino de 18 a 24 anos (grupo I)
apresentou valor médio de 32%, indicando uma prevalência de casos com resultados acima deste índice no grupo. Para mulheres de mais idade a obesidade seria caracterizada por um %G acima de 37%, segundo o autor. Desta forma conclui-se que o grupo III, apesar de apresentar valo-res absolutos mais elevados para as variáveis relativas à gordura subcutâ-nea (DC, ∑DC, %G e MCG), na análise relativa à idade apresenta me-lhor prognóstico que o grupo I para a obesidade. É importante ressaltar que apesar do %G tender a aumentar com a idade, é uma atitude saudá-vel manter o %G abaixo de 30% (McArdle et al., 1998).
A MCM das mulheres apresentou pequena variação (DP) dentro dos grupos e o valor mais elevado foi encontrado no grupo III. Não foi observada diferença significativa (p=0,32) para MCM comparada entre os grupos (Tabela 1). Este resultado permite a constatação que a diferen-ça na MCT, observada entre os grupos, deve-se sobretudo à presendiferen-ça de maior quantidade de gordura armazenada, visto que os grupos apresenta-ram MCM semelhantes.
Na amostra analisada foi observado que, no sexo feminino, a DC abdominal, em todas as faixas etárias consideradas, apresentou maiores valores absolutos do que as DC tríceps e suprailíaca (Tabela 1). Este fato pode representar um prognóstico não favorável, pois estudos (Dulcimietre
et al., 1986; Higgins et al., 1988) têm apontado que o padrão de
distribui-ção de gordura corporal é um fator de risco mais importante para as condições de morbidade e mortalidade do que a própria obesidade. Tem sido observada na literatura disponível uma estreita associação entre algu-mas complicações metabólicas e o maior acúmulo de gordura na região abdominal (padrão centrípeto), independente da idade e quantidade total de gordura. A quantidade excessiva da distribuição centrípeta da gordura corporal pode aumentar a suscetibilidade da diabetes, contribuir para o aparecimento das hiperlipidemias, comprometer o metabolismo das lipoproteínas no plasma e dificultar a manutenção da pressão arterial em níveis satisfatórios (Guedes & Guedes, 1998).
Baseado nesta constatação, ressalta-se a necessidade de um programa nacional de educação para a saúde, em que se estimule a atitude preven-tiva que vise a manutenção de baixos %G, estimulando-se a prática da atividade física e adoção de hábitos alimentares saudáveis.
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O IMC médio dos grupos femininos apresentou resultado classificado como normal no critério de obesidade adotado, e baixo risco de doenças associados ao IMC, segundo as primeiras diretrizes federais do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Disease, (McArdle et al., 2000). Contudo, na análise da prevalência de casos classificados como baixo peso, sobrepeso e obesidade nos grupos, foi verificado que o per-centual de indivíduos classificados como apresentando baixo peso dimi-nuiu no grupo de indivíduos com idade mais elevada, ao mesmo tempo em que se observou um aumento do percentual dos classificados como portadores de sobrepeso nesse grupo. No grupo I (18 a 24 anos) consta-tou-se a presença de 15% de indivíduos com sobrepeso e 2% com obesi-dade de grau I (Tabela 2). No grupo III (30 anos em diante) 8% dos casos apresentou obesidade de grau I e 2,5% obesidade de grau II. Os resulta-dos encontraresulta-dos nessa amostra retratam a realidade brasileira apontada pelo Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição - INAN (1991), que mostra ser de 38% a prevalência de excesso de peso na população femi-nina brasileira.
Como foi verificado que a diferença de MCT entre os grupos femini-nos é explicada pela maior presença de gordura corporal, e que, para estatura, não houve diferença entre os grupos na amostra analisada, pode-se inferir que valores mais elevados de IMC refletem uma maior quanti-dade de gordura corporal.
SEXO MASCULINO:
O grupo III masculino apresentou valor para MCT significativamen-te mais alto (p= 0,0005) que o grupo I (Tabela 1). Observa-se, também para o sexo masculino, um aumento com a idade da MCT. Tal como no grupo feminino, foi observada entre os homens a presença de indivíduos com valores de MCT bem mais elevados que a média dos grupos a que pertencem, indicando a presença de casos de excesso de peso nos três grupos (Tabela 1).
Observa-se também no grupo masculino uma tendência a apresentar valores mais elevados na espessura de dobras cutâneas nos grupos de idade mais avançada. O grupo III apresentou maior espessura na DC na região triciptal e subescapular do que o grupo I (p≤ 0,05). Para dobra
cutânea de tórax a diferença é significativa entre os três grupos. A disper-são nesta variável é alta, havendo valores máximos bastante elevados (Tabela 1). É na região subescapular que os homens apresentaram maio-res valomaio-res absolutos para dobras cutâneas.
O ∑DC foi mais alto no grupo III e o %G apresentou diferenças estatísticas (p= 8,35 e-11) entre os três grupos e as duas variáveis apresen-taram, também, a tendência de valores mais elevados nos grupos de indi-víduos com mais idade.
Os grupos masculinos apresentaram valores médios de %G acima do esperado para a idade segundo Pollock & Wilmore (1993), estando, con-tudo, mais próximos dos valores esperados do que os grupos femininos (Figuras 2 e 3). Para os critérios de McArdle et al. (1998), que estabelece 20% de gordura como padrão esperado para homens saudáveis, apenas o grupo III apresentou resultados acima desse limite.
Também no grupo masculino não foi obtida diferença significativa entre os grupos para a variável MCM (p=0,62). Pode-se então, inferir que é uma quantidade maior de massa de gordura que determina a diferença para a MCT entre os grupos I e III (Tabela 1).
Nos grupos masculinos observou-se maiores valores na espessura da DC subescapular em relação às DC tríceps e tórax, o que aponta para uma maior concentração de gordura na região do tronco (centrípeta). Como a medida de DC abdominal não foi computada nesse estudo para o sexo masculino, deve-se ter precaução nessa afirmativa.
Em relação ao IMC verificou-se que o grupo I tem classificação nor-mal para o seu valor médio, enquanto os grupos II e III são classificados como apresentando sobrepeso. Quando se analisa os resultados médios dos grupos, o risco para doenças associadas ao IMC é mínimo para os indivíduos mais jovens (grupo I) e baixo para os grupos II e III (Tabela 1). A verificação da prevalência de casos de obesidade no grupo mascu-lino apresentou prognóstico pior do que os grupos femininos. Foi consta-tado que existe um maior percentual de casos de indivíduos com sobrepeso e com obesidade de grau I e II nas três faixas etárias em relação aos grupos correspondentes femininos (Tabela 2). Verifica-se, ainda, no gru-po masculino, uma maior prevalência de pessoas com sobrepeso e obesi-dade em indivíduos de iobesi-dade mais avançada (grupo III que tem iobesi-dade
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mínima 30 e máxima 48 anos) quando mais da metade dos componentes do grupo (53%) é classificada como apresentando sobrepeso pelo IMC. Como também o %G encontra-se acima do esperado para a faixa etária, acredita-se que o IMC elevado retrata a maior quantidade de gordura subcutânea, que é a responsável pelo aumentado IMC de alguns indivíduos.
Foi verificado que mesmo nos grupos I e II, que são compostos por indivíduos jovens, existe a presença de alguns casos com risco moderado (9%), alto (2%) e muito alto (0,5%) para doenças associadas ao IMC elevado. No grupo III, 31% dos componentes do grupo apresentam risco moderado e 9% risco alto para doenças associadas a elevado IMC, evi-denciando a necessidade de intervenção preventiva através de priorização de atividades aeróbias e orientação nutricional.
4. CONCLUSÕESERECOMENDAÇÕES
Composição Corporal: Constatou-se um maior acúmulo de gordura corporal absoluta no grupo III, que explica a diferença de massa corporal total entre os grupos, visto que não foi encontrada diferença para a vari-ável MCM. Todos os grupos de ambos os sexos apresentaram %G acima do esperado para a faixa etária, evidenciando a necessidade da intensifi-cação do trabalho aeróbio visando alcançar valores menores de %G, MCG, DC, para os indivíduos classificados com sobrepeso e obesidade.
Índice de Massa Corporal: O IMC médio do grupo feminino anali-sado obteve classificação normal em todas as faixas etárias, o que corres-ponde a um risco mínimo de doenças associadas a esta variável. O grupo masculino de maior faixa etária (grupo III) apresentou classificação de sobrepeso e os demais estão dentro de valores normais. Foi observado um aumento progressivo do total de pessoas classificadas como portadoras de sobrepeso e obesidade I com o aumento da idade.
Distribuição de Gordura Corporal: A análise da espessura das dobras cutâneas medidas evidenciou uma tendência de acúmulo de gordura centrípeta (gordura da região central do corpo) em ambos os sexos. Os resultados ressaltam a necessidade de se alertar aos componentes da amostra para medidas preventivas de doenças associadas a esta tendência.
Tabela 1
Resultados da comparação entre os grupos
VARIÁVEIS MASCULINO FEMININO
ANOVA / Tukey ANOVA / Tukey Grupos I (18-24 anos) II (25-29 anos) III (> 30 anos) I (18-24 anos) II (25-29 anos) III (> 30 anos) MCT (kg) Estatura DC Somatório DC (mm) %G medido %G esperado 72 ± 12 1,76± 0 14 ± 6 18 ± 10 13 ± 7 45 ± 23 16 ± 7 10 59 ± 7 12 ± 7 23 ±4 73 ± 13 1,73± 0 16 ± 8 21 ± 11 15 ± 8 53 ± 25 19 ± 7 15 58 ± 7 15 ± 8 25 ±4 79 ± 13 1,74 ± 0 17 ± 6 26 ± 10 21 ± 9 63 ± 22 24 ± 6 18 60 ± 6 19 ± 7 26 ±4 I ≠ III I ≠ II I ≠ III I ≠ III I e II ≠ III I ≠ III I ≠ II e III II ≠ III ns ns I ≠ III I ≠ III 59 ± 11 1,62 ± 0 23 ± 8 29 ± 13 39 ± 15 92 ± 32 32 ± 7 19 39 ± 6 19 ± 7 22 ±4 58 ± 10 1,61 ± 0 23 ± 6 26 ± 11 41 ± 14 90 ± 29 32 ± 6 20 38 ± 4 19 ± 6 22 ±3 63 ± 12 1,61 ± 0 28 ± 8 31 ± 11 47 ± 15 106 ± 31 36 ± 6 23 40 ± 5 23 ± 8 24 ±4 I e II ≠ III ns I e II ≠ III ns I ≠ III I e II ≠ III I e II ≠ III ns ns I e II ≠ III I e II ≠ III a b c MCM (kg) MCG (kg) IMC kg.(m2)-1
MCT= Massa Corporal Total; DC= Dobras Cutâneas; %G= Percentual de Gordura; MCG= Massa Corporal de Gordura; MCM= Massa Corporal Magra; IMC= Índice de Massa Corporal; Dp= Desvio padrão; Tr= Triciptal; Si= Suprailíaca; Ab= AbdominalDC a= tríceps; b= subescápula masculino e suprailíaca feminino; c= tórax masculino e abdominal feminino. ANOVA - diferença significativa para p ≤ 0,05; e o teste de comparação múltipla de Tukey aponta quais os grupos diferem entre si; ns= diferença não significativa entre os grupos.
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VARIÁVEIS MASCULINO FEMININO
Grupos I II III I II III
Tabela 2
Percentual de casos classificados quanto ao grau de obesidade e risco de doenças associa-das ao IMC
Classificação do IMC para obesidade (%)
Classificação do IMC para risco de doença (%)
Baixo peso Normal Sobrepeso Obesidade grau I Obesidade grau II Obesidade grau III
Mínimo Baixo Moderado Alto Muito Alto Extremamente Alto 73 60 36 80 86 66 15 10 24,5 07 02 12 09 22 31 08 11 12 02 06 09 02 02 08 0,5 02 - 02 - 02 - - - -08 04 04 15 11 05 65 56 32 65 71 60,5 23,5 32 53 15 15,5 24 1,5 06 11 02 02 08 0,5 02 - - - 2,5 - - -
-Figura 1
Gordura percentual (%) nos três grupos avaliados
Figura 2
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Figura 3
Comparação entre % medido e % esperado para o sexo masculino
R
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