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Estabelecer acordo, contrato ou convênio com entidades de direito público ou privado, objetivando a consecução de seus objetivos;

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1) Contexto Operacional

A Fundação Celesc de Seguridade Social – CELOS, instituída pela Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. – Celesc na Assembléia Geral Extraordinária – AGE de acionistas, realizada em 9 de dezembro de 1969 e em 19 de setembro de 1973, é uma entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa e financeira, regida pela legislação das entidades fechadas de previdência complementar, pelo seu Estatuto, pelos regulamentos dos planos de benefícios, normas, instruções, planos de ação e demais atos aprovados pelo seu Conselho Deliberativo, tem por objetivos primordiais:

• Instituir, administrar e executar planos de natureza previdenciária aos empregados das patrocinadoras que assinaram ou que venham assinar o Contrato de Adesão, conforme consta em seu Estatuto e Regulamento do Plano de Benefícios, na forma da Lei;

• Administrar e executar planos preexistentes as Leis Complementares no 108 e no. 109, de 29 de maio de 2001, de natureza assistencial à saúde dos participantes ativos, assistidos e beneficiários;

• Estabelecer acordo, contrato ou convênio com entidades de direito público ou privado, objetivando a consecução de seus objetivos;

• Instituir plano de seguro pessoal, pecúlio, mediante contribuição específica, respeitada a legislação pertinente.

A CELOS administra atualmente três planos de benefícios previdenciários, um estruturado na modalidade de "benefício definido", denominado Plano Transitório de Benefícios, instituído desde a sua criação, outro na modalidade de "contribuição variável", denominado Plano Misto de Benefícios Previdenciários e um plano de pecúlio denominado Plano de Pecúlio.

Com contribuições específicas dos Patrocinadores, Participantes e Assistidos, a CELOS mantém plano de cobertura médica - hospitalar denominado a partir de 01/01/2010 de Plano CELOS SAÚDE.

2) Apresentação das Demonstrações Financeiras e Principais Práticas Contábeis

2.1) Apresentação das Demonstrações Financeiras

As Demonstrações Financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas em conformidade com as práticas contábeis aplicáveis às Entidades fechadas de previdência complementar, estabelecidas pelas normas expedidas pelo Ministério da Previdência Social, pela Secretaria de Previdência Complementar – SPC e pelo Conselho de Gestão da Previdência Complementar – CGPC, em especial pela Resolução CGPC no 5, de 30 de janeiro de 2002 e alterações

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posteriores. Essas demonstrações não requerem a divulgação em separado de Ativos e Passivos Circulantes e a Longo Prazo, nem a apresentação da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR, que foi substituída pela Demonstração do Fluxo Financeiro.

2.2) Principais Práticas Contábeis Adotadas

As principais práticas contábeis adotadas na elaboração dessas Demonstrações Financeiras estão descritas a seguir:

a) Resultado das Operações

O resultado é apurado pelo regime de competência observado os princípios da realização das receitas e da confrontação das despesas.

b) Contribuições

As contribuições são registradas pelo regime de competência.

c) Programa de Investimentos c1) Renda Fixa e Renda Variável

Em atendimento à Resolução CGPC no 4, de 30 de janeiro de 2002, os Títulos e Valores Mobiliários foram classificados em duas categorias:

• Títulos e Valores Mobiliários para Negociação: são títulos com propósito de ser negociado, independentemente do prazo a decorrer. Esses Títulos e Valores Mobiliários estão demonstrados pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até 31 de dezembro de 2009, quando aplicável, calculados “pró-rata” dia e ajustados ao valor de mercado computando-se a valorização e a desvalorização decorrente de tal ajuste em contrapartida da adequada conta de receita ou despesa no resultado do exercício.

• Títulos e Valores Mobiliários mantidos até o Vencimento: são títulos para os quais existe o interesse e a capacidade financeira de mantê-los até o vencimento, e que sejam classificados como de baixo risco por agência de risco do País. Esses Títulos e Valores Mobiliários estão demonstrados pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até 31 de dezembro de 2009, calculados “pró-rata” dia, os quais estão registrados no resultado do exercício, ajustados pelo valor de perdas permanentes, quando aplicável.

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c2) Investimento Imobiliário

Os investimentos imobiliários são demonstrados ao custo de aquisição ou construção corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995 e ajustados por reavaliações realizadas de acordo com a Resolução do Conselho Monetário Nacional – CMN no 3.456 de 01 de junho de 2007. A depreciação incide sobre o valor reavaliado, sendo calculada de acordo com o prazo de vida útil remanescente constante no laudo de avaliação e/ou reavaliação.

As receitas e despesas relacionadas aos imóveis referem-se basicamente a aluguéis, cotas de participação, depreciação e condomínio, sendo contabilizadas mensalmente no Programa de Investimentos.

c3) Operações com Participantes

Registra os empréstimos concedidos aos participantes, pelo valor do principal, acrescidos dos rendimentos auferidos até 31 de dezembro de 2009.

d) Provisão para Perda

Na constituição de provisão para perda são observados os critérios estabelecidos na Resolução CGPC nº. 05/02, alterada pela Resolução CGPC nº. 10/02 e ainda avaliações da administração quanto ao risco de perda dos ativos.

e) Ativo Permanente

Os valores que compõem o Ativo Permanente – Imobilizado, incorporados até 31 de dezembro de 1995, estão contabilizados pelo valor de custo, corrigido monetariamente da data de aquisição até 31 de dezembro de 1995. Os valores incorporados a partir de 1o de janeiro de 1996 estão registrados somente pelo valor de custo. A depreciação é calculada pelo método linear sobre o valor do custo às taxas determinadas pela Resolução CGPC no 5, de 30 de janeiro de 2002, alterada pela Resolução CGPC no 10, de 5 de julho de 2002.

No Ativo Permanente – Diferido, estão registrados os gastos com desenvolvimento de software e com o desenvolvimento de novos planos, os quais são amortizados à taxa de 20% ao ano.

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f) Reservas Matemáticas

As Reservas Matemáticas são calculadas por atuários independentes e representam os compromissos líquidos futuros assumidos com relação aos benefícios concedidos e a conceder aos participantes ativos, assistidos e seus beneficiários. As reservas matemáticas dos benefícios de suplementação de aposentadorias e pensões foram avaliadas com base em dados estatísticos e cadastrais, atualizados, da massa de participantes ativos, assistidos e seus beneficiários, e representam o custo dos benefícios a serem pagos aos mesmos.

g) Demonstrações do Fluxo Financeiro

Os valores apresentados são derivados das variações ocorridas nos programas: Previdenciário, Assistencial, Administrativo e de Investimentos, apurados com base nos acréscimos e decréscimos registrados contabilmente.

h) Transferências Interprogramas

A CELOS opera os seguintes programas: Previdenciário, Assistencial, Administrativo e de Investimentos. As transferências interprogramas são efetuadas nas contas de resultados de cada programa, para registrar as cobranças e repasses de recursos entre os citados programas, de acordo com os critérios estabelecidos pela Resolução CGPC no 5, de 30 de janeiro de 2002, alterada pela Resolução CGPC no 10, de 5 de julho de 2002, que podem ser assim resumidos:

h1) Na demonstração do resultado do Programa de Investimentos, a rubrica "Resultados Transferidos para Outros Programas" corresponde ao resultado líquido dos investimentos que é transferido para o Programa Previdenciário depois de deduzida a remuneração do fundo administrativo, cujo valor é transferido para o Programa Administrativo.

h2) Na demonstração do resultado do Programa Administrativo, o valor referente à rubrica "Recursos Oriundos de Outros Programas" corresponde ao custeio administrativo que é transferido do Programa Previdenciário, enquanto que a rubrica "Recursos Transferidos para Outros Programas" refere-se ao valor revertido do Fundo Administrativo, que foi transferido para o Programa Previdenciário. O saldo remanescente do Programa Administrativo é destinado ao Fundo Administrativo.

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3) Realizável

3.1) Programa Previdenciário

Contempla o registro das contribuições devidas pela patrocinadora e pelos participantes, o Serviço Passado, Utilizações Futuras e Outros Realizáveis em 31 de dezembro de 2009 e 2008.

O Serviço Passado (Reserva Matemática a Amortizar) é decorrente do contrato firmado com a Patrocinadora em 30 de novembro de 2001, para pagamento em 277 parcelas mensais e sucessivas, com a incidência de juros à taxa de 6% ao ano e atualização pela variação do IGP-M. Em 31 de dezembro de 2009 restam 180 parcelas a pagar.

3.2) Programa Assistencial

Está registrado nesta rubrica em 31 de dezembro de 2009 o valor de R$5.034 (R$2.783 em 2008) a receber da patrocinadora e dos participantes, destinados a cobertura do programa assistencial, relativos aos pagamentos de mensalidades dos participantes ativos, inativos e ex-empregados para os planos assistenciais Plano de Assistência Médico – Hospitalar - Amhor, Plano - Uniflex Nacional Coletivo Por Adesão - Amha e Odontológico.

3.3) Programa Administrativo

Está registrado nesta rubrica em 31 de dezembro de 2009 o valor de R$859 (R$258 em 2008), sendo que R$120, refere-se à compra de cotas da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados da Centrais Elétricas de Santa Catarina – Credelesc.

2009 2008 Contribuições normais do mês 8.329 6.307 Serviço passado (Reserva Matemática a Amortizar) 475.139 489.075 Utilizações futuras 209 70 Outros realizáveis 7.535 5.853

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3.4) Programa de Investimento

2009 2008

Renda Fixa 1.281.015 1.154.300

Aplicações em Instituições Financeiras 1.276.699 1.152.691 Cotas de Fundo de Investimento Financeiro 1.276.699 1.163.783

(-) Provisão - (11.092)

Títulos de Empresas 4.316 1.609

Debêntures Conversíveis 1.236 1.236 Debêntures não Conversíveis 9.102 6.395 (-) Provisão (6.022) (6.022)

Renda Variável 308.100 272.466

Mercado de Ações à Vista 44.328 53.179 Fundos de investimentos 263.772 219.287 Cotas de Fundos em Ações 263.194 218.511 Cotas de Fundos de Investimentos 578 776

Investimentos Imobiliários 55.452 41.011

Em construção 15.078 9.597

Edificações 28.768 15.708

Direitos em Alienação de Investimentos Imobiliários 11.606 15.706 Operações com participantes 48.698 46.411

Empréstimos 48.698 46.411

Total 1.693.265 1.514.189

A provisão para perdas referente aos investimentos em Cotas de Fundo de Investimento Financeiro e Debêntures, foi constituída de acordo com a expectativa de realização destes ativos, conforme análise efetuada pelo Comitê de Investimentos, deliberação da Diretoria Executiva e item 31 letra (a) da Resolução CGPC nº 5, de 30 de janeiro de 2002, alterada pela Resolução CGPC no 10, de 5 de julho de 2002.

As aplicações dos recursos garantidores da CELOS estão em consonância com a Resolução do Conselho Monetário Nacional – CMN, no 3.792, de 24 de setembro de 2009 e alterações posteriores, que regulamenta os limites de Renda Fixa, Renda Variável, Imóveis e Empréstimos aos Participantes.

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a) Títulos e Valores Mobiliários para Negociação

As aplicações no mercado de ações foram classificadas como "Títulos para Negociação" e estão registradas pelo custo de aquisição, acrescido de despesas diretas de corretagem e outras taxas, ajustado ao valor de mercado determinado pela cotação na data mais próxima à do encerramento do exercício. Os montantes relativos aos Fundos de Investimento são apresentados pelo valor das cotas do fundo em 31 de dezembro de 2009. A variação oriunda da comparação entre os valores contábeis e os de mercado é apropriada diretamente no resultado.

b) Títulos e Valores Mobiliários mantidos até o Vencimento

Em 31 de dezembro de 2009 existem R$959.266 (R$920.906 em 2008) em Títulos mantidos até o Vencimento. Estes títulos estão alocados em fundos exclusivos da CELOS, classificados como aplicações em Renda Fixa. A composição e os vencimentos destes títulos estão relacionados abaixo:

Os títulos de Renda Fixa emitidos pelo Governo Federal foram classificados como "mantidos até o vencimento" e estão avaliados pelo valor de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até 31 de dezembro de 2009. Os demais títulos de Renda Fixa e as aplicações em Fundos de Investimento foram classificados como "Títulos para Negociação" e estão avaliados pelo valor de mercado.

2009 2008

Classificação

Fator de

Correção Vencimento Valor

Fator de

correção Vencimento Valor

Títulos Públicos IGP-M 2031 375.786 IGP-M 2031 359.731

TR 2010-2014 1.674 TR 2009-2014 1.940

TR 2012 9.069 TR 2012 8.784

Sub Total 386.528 370.455

Títulos Privados Taxa pré 2009 1.702

Taxa pré 2020 48.636 Taxa pré 2020 42.571 CDI 2011-2012 13.987 CDI 2011-2012 19.572 IPCA 2016-2017 36.700 IPCA 2016-2017 14.292 IGP-M 2010-2011 16.262 IGP-M 2009-2011 36.488 IGP-M 2012-2015 94.510 IGP-M 2012-2015 91.822 IGP-M 2016-2018 150.351 IGP-M 2016-2018 128.675 IGP-M 2020-2022 87.747 IGP-M 2020-2022 67.896 IGP-M 2025-2027 71.272 IGP-M 2025-2027 111.183 IGP-M 2028-2029 39.000 IGP-M 2028-2029 36.250 IGP-M 2031 14.272 Sub Total 572.737 550.451 Total 959.266 920.906

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A CELOS encaminhou declaração ao banco responsável pela custódia e controle dos títulos e valores mobiliários integrantes da carteira própria e das carteiras de fundos dirigidos exclusivamente a investidores institucionais, sobre sua capacidade financeira e intenção de manter, até o vencimento, os títulos classificados na categoria “Títulos mantidos até o Vencimento”.

De acordo com o previsto no Artigo 6o da Resolução CGPC no 4, de 30 de janeiro de 2002, não houve a necessidade de reavaliação quanto à classificação dos títulos e valores mobiliários, por ocasião da elaboração dos balanços anuais. c) Investimentos Imobiliários 2009 2008 Edificações 15.078 9.597 Em construção Custo 15.078 9.597 Locadas a Terceiros 28.768 15.708 Custo 29.183 15.738 (-) Depreciação (424) (40) Aluguéis a Receber 9 10

Direitos em Alienações de Investimentos 11.606 15.706

Celesc Distribuição 11.479 15.572

Outros 127 134

Total 55.452 41.011

Em 02 de fevereiro de 2009, conforme Ata no 05/2009 e Deliberação no 64/2009, foram aprovadas e adquiridas 18 salas e 18 garagens do Edifício Premier Office Center, localizado na rua Padre Roma em Florianópolis, as quais foram classificadas como Investimento Imobiliário – Edificações em Construção.

Em 01 de junho de 2009, conforme ata nº 20/2009 e Deliberação nº 226/2009, foi aprovado e adquirido o Edifício Célia Couto Daux, situado à Avenida Irineu Bornhausen em Florianópolis –SC, composto de 2 lojas, 7 andares e 51 garagens as quais foram classificadas como Investimentos Imobiliário – Edificações Locadas a Terceiros.

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Os imóveis locados a terceiros correspondem as lojas e garagens do Edifício Belo Empresarial localizado na Avenida Osmar Cunha e Edifício Célia Couto Daux, localizado na Avenida Irineu Bornhausen.

Conforme determina a legislação, a última reavaliação do mercado imobiliário da Celos ocorreu em 06 de Agosto de 2008.

3.5) Imobilizado Taxa Anual Depreciação 2009 2008 Instalações 10% 1 1 Móveis e Utensílios 10% 411 368 Máquinas e Equipamentos 20% 690 618 Veículos 20% 61 61 Equipamentos de Comunicação 10% 55 55 Edificações 2% 2.305 2.305

Direito e Uso de Telefone 30 30 Depreciação Acumulada (779) (600) Imobilizado Líquido 2.774 2.838 4) Exigível Operacional 4.1) Programa Assistencial Em 31 de dezembro de 2009, o montante de R$3.653 (R$3.085 em 2008), refere-se basicamente aos valores a pagar aos credenciados, decorrentes de convênios assistenciais, bem como contribuições a serem recolhidas ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.

4.2) Programa Administrativo

Em 31 de dezembro de 2009, do montante de R$7.116 (R$2.004 em 2008), R$1.948 (R$ 987 em 2008), refere-se basicamente a despesas administrativas a pagar.

4.3) Programa de Investimentos

Em 31 de dezembro de 2009, o montante de R$2.357 (R$568 em 2008, era exclusivamente a empréstimos aos participantes), do valor acima R$1.350, refere-se saldo a pagar de imóveis em construção e R$1.007 de empréstimos a participantes.

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5) Exigível Contingencial

A CELOS registra, no Programa Previdencial, a título de provisão para contingências o montante de R$7.519 (R$5.850 em 2008), referente a processos judiciais, compreendendo basicamente a revisão de cálculos previdenciários (benefícios), cuja probabilidade de perda foi considerada “provável” pelos assessores jurídicos.

6) Custeio Administrativo

Conforme determinação da SPC, as despesas de administração são desmembradas em despesas de administração previdenciária e despesas de administração dos investimentos. Em 31 de dezembro de 2009, as despesas de administração totalizaram R$8.368 (R$7.540 em 2008).

Os critérios adotados pela CELOS para a segregação das despesas de administração foram efetuados considerando a natureza dos gastos e sua relação com os diversos programas, sendo utilizado para os Planos Assistenciais e para o Programa de Investimentos o ressarcimento das despesas realizadas, enquanto que para os Planos Previdenciários leva-se em consideração a participação correspondente de acordo com o custeio administrativo.

7) Exigível Atuarial – Provisões Matemáticas

As provisões matemáticas foram constituídas com base em cálculos atuariais efetuados pelo atuário externo, JESSE MONTELLO – Serviços Técnicos em Atuária e Economia Ltda., conforme parecer datado de 11 de fevereiro de 2010.

Estas provisões foram calculadas com base na tábua de mortalidade geral AT 83 em conformidade com o que está previsto no anexo da Resolução nº 18 de 28 de março de 2006 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar.

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Em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, as provisões matemáticas e o resultado acumulado eram compostos como indicados a seguir:

2009 2008 Plano Transitório Plano Misto Total Plano Transitório Plano Misto Total BENEFÍCIOS CONCEDIDOS Benefício do Plano 568.436 617.445 1.185.881 595.236 573.369 1.168.605 568.436 617.445 1.185.881 595.236 573.369 1.168.605 BENEFÍCIOS A CONCEDER

Benefícios do Plano com a Geração Atual

Contribuição Definida 949.292 949.292 898.973 898.973 Benefício Definido 3.774 3.774 4.001 4.001 Outras Contribuições da Geração Atual (330) (36.697) (37.027) (425) (38.478) (38.903) 3.444 912.595 916.039 3.576 860.495 864.071

571.880 1.530.040 2.101.920 598.812 1.433.864 2.032.676

a) Benefícios Concedidos

Referem-se ao valor atual para cobertura dos compromissos dos planos previdenciários (Transitório e Misto) com o pagamento de aposentadoria e pensões, que estão sendo pagas aos participantes ou beneficiários em gozo de benefícios.

b) Benefícios a Conceder

Referem-se ao valor atual dos benefícios a serem concedidos aos participantes ativos, calculados com base no valor atual desses benefícios e das contribuições normais que os mesmos e/ou seus respectivos patrocinadores irão recolher aos planos.

c) Benefícios do Plano com a Geração Atual

Refere-se ao valor atual dos benefícios a serem concedidos aos integrantes da geração atual que ainda não estejam em gozo de benefício de prestação continuada, avaliados de acordo com a nota técnica atuarial, líquido do valor atual das contribuições futuras, por eles devidas quando do recebimento dos referidos benefícios.

d) Outras Contribuições da Geração Atual

Registram o valor atual das contribuições futuras, a serem realizadas pelas patrocinadoras e pelos integrantes da geração atual que ainda não estejam em gozo de benefícios de prestação continuada, excluindo-se toda e qualquer contribuição cujo recebimento dependa do ingresso de novos participantes nesses planos (ou de novos empregados das patrocinadoras), assim como as

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contribuições a serem recolhidas, tanto pelos integrantes da geração atual durante o período de percepção dos benefícios, quanto pelas patrocinadoras.

8) Reservas e Fundos

Os fundos são constituídos/revertidos mensalmente aos programas a que se incluem, após a transferência do custeio administrativo e da rentabilidade dos recursos aplicados, juntamente com a diferença positiva ou negativa entre os recursos arrecadados e os recursos utilizados.

Programa Previdenciário: resultante do excedente de rentabilidade financeira

prevista nos regulamentos e de contribuições não passíveis de resgate pelos empregados já desligados.

Programa Assistencial: refere-se à prestação de serviços assistenciais a

saúde e de programas assistenciais de natureza social.

Programa Administrativo: destinado ao custeio das despesas com

administração do programa previdenciário, constituído com recursos da patrocinadora e dos participantes.

9) Superávit Técnico

Em 31 de dezembro de 2009 a CELOS registrou superávit técnico nos planos previdenciários de R$20.567, sendo R$18.546 de déficit no Plano Transitório e R$39.113 de superávit no Plano Misto, contra um déficit técnico de R$66.505 em 2008, sendo R$45.741 do Plano Transitório e R$20.764 do Plano Misto. A variação observada decorreu principalmente do ganho financeiro líquido obtido ao longo de 2009 pela aplicação dos recursos garantidores dos Planos, em comparação com a Meta Atuarial mínima de rentabilidade. Outro motivo foi que o IGP-M acumulado de outubro de 2008 a setembro de 2009, ter sido negativo, assim não gerando correção dos benefícios definidos e por fim compensando a alta inflação observada nos períodos anteriores.

O valor do ganho financeiro total obtido ao longo de 2009, pela metodologia do Balanço de Lucros e Perdas Atuariais, foi de R$66.151. Já o ganho estrutural obtido pelo motivo do IGP-M acumulado, de outubro de 2008 a setembro de 2009, ter sido negativo, foi de R$26.413.

A rentabilidade nominal líquida obtida ao longo de 2009 pelos recursos do conjunto dos Planos Previdenciários da CELOS foi de 11,454216% ao ano, contra uma meta atuarial de 4,320770%, resultado que supera a referida meta em 165,096638%. O reflexo da obtenção da rentabilidade líquida acima da meta atuarial, acarretou, ao final do exercício de 2009, um ganho nas aplicações financeiras.

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10) Seguros

Os bens, interesses e responsabilidades estão segurados por valores considerados suficientes para cobertura de eventuais riscos conforme demonstrado abaixo:

Tipo de cobertura 2009 2008

Incêndio, Raio e Explosão 2.500 2.500

Danos Elétricos 120 120

Roubo e Furto 25 25

Responsabilidade Civil Facultativa (RCF) - Danos Materiais 40 40 Responsabilidade Civil Facultativa (RCF) - Danos Corporais 40 40 Responsabilidade Civil Facultativa (RCF) - Danos Morais 12 12

Acidentes pessoais passageiros (APP) - Morte 5 5

Acidentes pessoais passageiros (APP) - Invalidez 5 5

Total 2.747 2.747

11) Tributos

A CELOS também segue o estabelecido na Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal – SRF no 497, de 24 de janeiro de 2005, que em seu artigo 16 determina que as entidades de previdência complementar sem fins lucrativos estão isentas do imposto sobre a renda devido pelas pessoas jurídicas.

12) Outros Eventos

Dando seguimento as adequações operacionais previstas na resolução CGPC nº 13. de 01 de outubro de 2004, a Celos obteve a certificação ISO 9001/2008 emitida pela empresa BSI – Brasil Sistemas de Gestão Ltda, com nº FS 553833 em 15 de dezembro de 2009.

13) Eventos subseqüentes

I. A partir de 01/01/2010 a Celos unificou seus planos assistenciais (Amhor e

Odontológico), passando a chamar-se Plano CELOS SAÚDE, como também implantou planificação contábil especifica, para atender as exigências ANS (Agência Nacional de Saúde) e Resolução CGPG nº 28, de 26/01/2009.

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II. Nova Sistemática Contábil

O Conselho de Gestão da Previdência Complementar – CGPC no uso das atribuições que lhe confere a Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001, emitiu os normativos a seguir, que serão adotados pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPC’s a partir de 1º de janeiro de 2010.

Resolução CGPG nº 28, de 26/01/2009 – dispõe sobre procedimentos contábeis das EFPC’s:

- Anexo A = Planificação Contábil Padrão;

-Anexo B = Modelos e Instruções de Preenchimento das Demonstrações Contábeis; e

- Anexo C = Normas Gerais dos Procedimentos Contábeis.

Resolução CGPC nº 29, 31/08/2009 – dispõe sobre os critérios e limites das despesas administrativas pelas EFPC’s.

Instrução SPC nº 34, de 24/09/2009 – estabelece normas específicas para os procedimentos contábeis das EFPC’s, define a forma, o meio e a periodicidade de envio das demonstrações contábeis:

- Anexo A = Normas Complementares; e

- Anexo B = Função e Funcionamento das Contas.

Objetivos:

a) Estruturar o negócio previdência, assistência à saúde (ANS) e gestão administrativa;

b) Observar os postulados, convenções e princípios contábeis, assim como as normas e práticas internacionais;

c) Aumentar a visibilidade e transparência das operações ativas e passivas;

d) Focar no plano de benefícios; e

e) Proporcionar informações precisas e simplificadas para o público interno e externo das EFPC’s.

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III. Criação da PREVIC

Foi publicada, na edição extra do Diário Oficial da União de 23/12/2009, a Lei nº 12.154, que dispõe sobre a criação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC e sua estrutura, substituindo e mantendo as atribuições e competências da Secretaria de Previdência Complementar – SPC.

Vinculada ao Ministério da Previdência Social, a PREVIC foi constituída sob a forma de autarquia com a finalidade de fiscalizar e supervisionar as atividades das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPC’s e de executar as políticas para o regime de Previdência Complementar operado por estas.

A referida Lei também instituiu a Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar – TAFIC, a qual deverá ser recolhida quadrimestralmente por todas as EFPC’s constituídas na forma da legislação vigente, sendo o seu valor determinado em função do total dos recursos garantidores existentes em cada plano, individualmente, conforme tabela pré-estabelecida. No caso da CELOS, se calculadas sobre os valores relativos à 31/12/2009, tais taxas seriam de R$ 20.000,00 para o Plano Transitório, R$ 40.000,00 para o Plano Misto e R$ 125,00 para o Plano Pecúlio, totalizando o valor de R$ 60.125,00 por quadrimestre, onerando o orçamento a partir de 2010.

Referências

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