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Vitriol

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Academic year: 2021

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QQ.`.IIr.`. QQ.`.IIr.`. Saudações Saudações

Um belo trabalho de um Ir.`. nosso sobre o tema VITRIOL Um belo trabalho de um Ir.`. nosso sobre o tema VITRIOL Trabalho apresentad

Trabalho apresentado no o no ERACOM 2008ERACOM 2008 GOB - GOSP – GSCEM

GOB - GOSP – GSCEM

CD 1° Região Maçônica do Grão Mestrado CD 1° Região Maçônica do Grão Mestrado Autor: Roberto Carlos

Autor: Roberto Carlos MeneghessoMeneghesso ARLS Lealdade Paulistana – 2920 ARLS Lealdade Paulistana – 2920

“VITRIOL” é a abreviatura de palavras de uma frase

“VITRIOL” é a abreviatura de palavras de uma frase em latim: “Visita Interiora Terrae,em latim: “Visita Interiora Terrae, Rectificandoque, Inven

Rectificandoque, Invenies Occultum Lapidem”. ies Occultum Lapidem”. Ao pé Ao pé da letra isto da letra isto significa: “visita o significa: “visita o interior interior  da terra e, retificando-te, encontrarás a pedra oculta”. Esse significado e sua interpretação não da terra e, retificando-te, encontrarás a pedra oculta”. Esse significado e sua interpretação não constam de todos os Rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito, constituindo um certo

constam de todos os Rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito, constituindo um certo “mistério” que os autores principais assim expressão:

“mistério” que os autores principais assim expressão:

Essa fórmula hermética, que se julga ter sido a divisa dos antigos rosa-cruzes, é atribuída a Essa fórmula hermética, que se julga ter sido a divisa dos antigos rosa-cruzes, é atribuída a Basílio Valentim, alquimista do século XV e que se diz ter sido monge beneditino, mas cuja Basílio Valentim, alquimista do século XV e que se diz ter sido monge beneditino, mas cuja existência é posta em dúvida, tanto mais que esse nome significa, em grego, “régulo

existência é posta em dúvida, tanto mais que esse nome significa, em grego, “régulo  poderoso”, denominaçã

 poderoso”, denominação o que os que os alquimistalquimistas davam as davam ao “mercúrio”.ao “mercúrio”. Esse aforismo hermético é um convite para a busca do

Esse aforismo hermético é um convite para a busca do ego profundo, que não é outra coisaego profundo, que não é outra coisa senão a própria alma humana no silêncio da meditação.

senão a própria alma humana no silêncio da meditação. Referindo-se a essa alquimia místi

Referindo-se a essa alquimia mística, Serge Hutin escreve: “A procura do ca, Serge Hutin escreve: “A procura do ouro é, naouro é, na realidade

realidade, , a descoberta de a descoberta de tesouros incorruptíveitesouros incorruptíveis e s e puramente espirituapuramente espirituais.is. Aquele que quer trabalhar na grande obra deve visitar a

Aquele que quer trabalhar na grande obra deve visitar a sua alma, penetrar no mais recônditosua alma, penetrar no mais recôndito do seu ser e nele efetuar um labor oculto, misterioso. Como o grão deve ser sepultado no seio do seu ser e nele efetuar um labor oculto, misterioso. Como o grão deve ser sepultado no seio da terra, assim, aquele que ouve o

da terra, assim, aquele que ouve o apelo de Deus deve, corrigindo-se, retificapelo de Deus deve, corrigindo-se, retificando-se, obter aando-se, obter a sublime transmutaç

sublime transmutação do ão do carneiro (ossuário) natal, imunda matéria negra, fazendo do carneiro (ossuário) natal, imunda matéria negra, fazendo do carvão,carvão, esplêndid

esplêndido diamante, e do chumbo vil, ouro o diamante, e do chumbo vil, ouro puro. “Encontrará assim a Pedra Oculta que nelepuro. “Encontrará assim a Pedra Oculta que nele guarde” (R. Amadou. L’Ocultisme, p.160).

guarde” (R. Amadou. L’Ocultisme, p.160).

 Nas lojas francesas do Rito Escocês Antigo e Aceito, essa palavra misteriosa VITRIOL  Nas lojas francesas do Rito Escocês Antigo e Aceito, essa palavra misteriosa VITRIOL

acha-se inscrita nas paredes da Câmara das Reflexões, onde o candidato permanece antes de sua se inscrita nas paredes da Câmara das Reflexões, onde o candidato permanece antes de sua iniciação. A retificação de que se trata aqui é a purificação dos elementos, e a Pedra Oculta, a iniciação. A retificação de que se trata aqui é a purificação dos elementos, e a Pedra Oculta, a Pedra Filosofal. (Dicionário de Nicola

Pedra Filosofal. (Dicionário de Nicola Aslan).Aslan).

É um lema da alquimia e a Pedra Oculta aqui referida é a Pedra Filosofal, que transforma os É um lema da alquimia e a Pedra Oculta aqui referida é a Pedra Filosofal, que transforma os metais inferiores em ouro. Mas, do ponto de vista esotérico, a expressão reveste-se de grande metais inferiores em ouro. Mas, do ponto de vista esotérico, a expressão reveste-se de grande  profundidad

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interior, o seu âmago, o ser intimo que habita o seu corpo. (José Castellani, Cartilha do Aprendiz).

Figurando no painel da Câmara das Reflexões nas lojas, é um convite à busca mística do ego  profundo, a essência da alma humana, no silêncio e meditação. Às vezes escreve-se

“VITRIOLUM”, e traduzem-se as duas últimas letras por Verum Medicinam – a verdadeira medicina. (Dicionário de Joaquim Gervásio de Figueiredo).

"Pedra que rola não cria limo", diz o dito popular. Na iniciação, os inusitados acontecem vertiginosamente. Para aumentar a tensão, a venda, a tolher talvez um dos mais preciosos sentidos, que é o da visão, eleva a temperatura. Os choques com os inesperados, com os segredos que os Irmãos não falam para neófito nenhum, para não tirar deles, os Mestres Maçom, o prazer de saborear a reação do iniciando em face de um “obstáculo praticamente intransponível".

Momento tão especial, repleto das mais altas indagações e dos mais altos símbolos

maçônicos, que deixam aturdido a todo aquele que por ele passa. A vontade é escrever sobre tudo o que ocorreu. Só algum tempo depois, lendo sobre a Ordem, estudando o Ritual e assistindo a uma iniciação é que se pode começar a compreender o ocorrido durante a iniciação. Procura-se estabelecer divisões, estanquizando os fatos para dissecá-los. E dessa estanquização surge um símbolo representado pelas iniciais “VITRIOL”.

Qual o seu significado? O que designa? Para que finalidade se encontra na parede da Câmara de Reflexão? Inicialmente, verifica-se que não é ele elemento obrigatório, para o GOB, numa Câmara de Reflexão, segundo dispõe o REAA, edição 1998, pg. 10. Elementos obrigatórios são, por exemplo, a ampulheta, o esqueleto humano, o pão e a água. Mas, embora facultativo, ele se encontra presente na maioria das Câmaras de Reflexão, enquanto que outros objetos, obrigatórios, às vezes ali não estão presentes.

A profundidade de tal frase salta aos olhos, primeiramente, por que é no interior da terra, ou seja, na Câmara de Reflexão, que o Profano morre para nascer um Maçom. A Câmara de Reflexão, na realidade, relembra as cavernas das antigas iniciações, inclusive religiosas.

Como qualquer iniciação, simboliza a morte material de alguém e o seu ressurgimento num  plano mais elevado. O iniciando permanecia no interior de uma caverna da qual, em dado

momento, saía por uma fenda ou orifício, como se estivesse nascendo. Segundo José

Castellani, ainda existem tribos na África que, vivendo na idade da pedra, se utilizam desse ritual, quando considera morta a criança que ali entrou e nascido o homem maduro, pronto  para a vida.

A Câmara de Reflexão representa, ainda, o útero da mãe terra, de onde os filhos da viúva nascem para uma nova vida. Esse conceito atual de masmorra foi introduzido pelos franceses na metade do Século XIX, influenciados pela Revolução Francesa e por um certo sentimento antimístico oriundo do iluminismo francês, mas esses fatos não podem desvirtuar a sua

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Em segundo lugar, “retificando-te” significa, na verdade o “seguir em linha reta”, ou seja, agir  em si mesmo com profundidade. É nesse momento de solidão, de encontro consigo mesmo, de meditação diante do inusitado, do desconhecido, que o novo homem se retifica

interiormente, uma “mudança” que equivale a um “renascimento”, porque a finalidade da iniciação é justamente o renascimento, deixando de lado todos os vícios de uma vida anterior   para adotar novos padrões de conduta moral.

É evidente que não há perdas essenciais, uma vez que a “descida” para a “alma” não significa divórcio com a matéria, mas apenas uma momentânea separação, processada pela mente; um  jogo de palavras que expressa profunda ação. E, ao fazer isso, mostra-se para o novo homem a  pedra oculta que há dentro de todos. Tal pedra ainda se encontra em estado bruto,

necessitando ser lapidada, trabalhada, o que só acontece com o aprendizado constante, com a  prática incessante das boas ações, com o respeito às normas, com a presença constante em

Loja, com a aplicação dos princípios fundamentais da Maçonaria, como a fraternidade e a humildade!

De nada adianta descobrir que em seu interior há uma pedra bruta, se essa pedra não é tocada, não tem a sua rusticidade conhecida, se nada se faz para seu polimento. Esse polimento é  pesado, o desbaste das arestas, dos excessos, é doloroso, mas necessário para fazer crescer 

aquele que encontrou dentro de si o que o diferencia dos demais animais; a pedra oculta, isto é, a inteligência, a capacidade de raciocinar, de discernir entre o certo e o errado, de dominar  o desejo pessoal, de vencer paixões e submeter vontades!

A menção à pedra oculta, ainda, significa atingir o mais profundo do Ego do iniciando e é usada como originária da força dos alquimistas, que acreditavam na Pedra Filosofal, ou seja, aquela pedra que transformava os vis metais nos mais puros e raros metais, ou os metais inferiores em ouro. Esse processo de transmutação visto pela alquimia prática como “Pedra Filosofal”, é também conhecido como Obra do Sol, ou Crisopéia, ou Arte Real.

 No entanto, para a alquimia oculta, todavia, a frase é um convite ao conhecimento do ser  interior, da espiritualidade, já que a Obra do Sol é a transmutação do quaternário humano, inferior, no ternário divino, superior ao homem. Ou seja, descendo a profundidade da terra, abaixo da aparência exterior que esconde a realidade interior das coisas e as revela; corrigindo o seu ponto de vista e a sua visão mental com o esquadro da razão e do discernimento

espiritual, encontrarás a Pedra Oculta ou a Pedra Filosofal que constitui o Segredo dos Sábios e a verdadeira sabedoria.

A representação da verdade em uma Pedra não apresenta nada de estranho quando se pensa que deve constituir a base sobre a qual repousa o edifício de nossos conhecimentos, que se fará o Templo de nossas aspirações e o critério sobre o qual, e cuja imagem, devem

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A Pedra Oculta é a Pedra do Sábio, que pode se transformar na Pedra Filosofal, ou seja, dentro de cada homem há uma Pedra Oculta, conhecida também como Pedra do Sábio, que o diferencia do animal irracional e que qualifica o ser humano como tal.

Trabalhada a Pedra do Sábio tem-se a Pedra Filosofal, ou a Pedra Polida, surgida com a

transformação do bruto Profano em um novo homem, um Maçom. Encontrada a Pedra Oculta, ou a Pedra do Sábio, mas se esquecendo de que o trabalho com essa Pedra Bruta deve ser  constante, o homem não avança, não cresce espiritualmente e a Pedra permanece Bruta, não dando a público a sua beleza interior, permanecendo carregada de jaça, de sujeira que a obscurece e a torna imprestável para o uso a que se destina.

O Maçom que mantém a sua Pedra Oculta com traços de impureza, causados por ações ou omissões denominadas vícios, não pode ser chamado de Maçom, antes, pelo contrário, deve ser alijado do meio sadio para não impregná-lo com seu hálito sujo, pois é ele indigno de ser  chamado Irmão.

Daí pode-se afirmar sem temor que o trabalho do Maçom na Pedra Bruta deve ser diário e incessante, devendo ele, com constância, visitar o interior da terra, retificando-se, na busca da Pedra Oculta. E seguir trabalhando-a na busca da evolução contínua e infinita!

Que o nosso G\ A\ D\ U\ a todos ilumine e guarde. Fraternalmente.

Ir\ ROBERTO CARLOS MENEGHESSO CIM: 236677 - A\ M\

A\ R\ L\ S\ LEALDADE PAULISTANA - Nº 2920 Or\ de São Paulo

28 de Setembro de 2006 da E\ V\ TFA

Referências

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