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RELATÓRIO DE ESTÁGIO
Licenciatura em Desporto
Alexandre Francis Cardina Duvigneau julho 12017
Instituto Politécnico da Guarda
Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto
Relatório de estágio
Licenciatura em Desporto - Treino Desportivo
Alexandre Francis Cardina Duvigneau
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Instituto Politécnico da Guarda
Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto
Relatório de estágio
Estagiário: Alexandre Francis Cardina Duvigneau
Coordenador de estágio: Jorge dos Santos Casanova
Tutor de estágio: Carlos Nuno Pires Lourenço Sacadura
Este relatório surge no âmbito do 3º ano do Curso de Licenciatura em Desporto, da Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto e é submetido ao Instituto Politécnico da Guarda como requisito para a obtenção do grau de Licenciado em Desporto.
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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“AD AVGVSTA PER ANGVSTA” Latim presente na heráldica do brasão da Escola Prática de Policia
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Ficha de Identificação
Instituição Formadora: Instituto Politécnico da Guarda – Escola Superior de educação
Comunicação e Desporto
Diretor da ESECD: Professor Doutor Pedro Tadeu
Diretor de curso: Professora Doutora Carolina Vila-chã
Morada: Av.ª Dr. Francisco Sá Carneiro, 6300-559 Guarda
Nome do coordenador de estágio: Jorge dos Santos Casanova
Grau académico: Mestre
E-mail: [email protected]
Nome de Tutor de estágio: Carlos Nuno Pires Lourenço Sacadura
Grau Académico: Mestre em psicologia do desporto e atividade física/Treinador de
futebol UEFA PRO (nível IV)
Nome de treinador: Paulo Jorge Pinto Figueiredo
Nome da entidade acolhedora: Sporting Clube Celoricense
Ano de fundação: 1948
Morada: Rua Sporting Clube Celoricense, 6300-389 Celorico da Beira
E-mail: [email protected]
Nome do estagiário: Alexandre Francis Cardina Duvigneau
Curso: Desporto
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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Agradecimentos
A formação e instrução são um processo contínuo e que devem ser um ato concomitante da personalidade do ser humano. Neste meu projeto de formação, o caminho a percorrer foi longo com esforço, dedicação da minha parte, ultrapassando obstáculos a obstáculos, até chegar a esta posição. O caminho é longo e não se faz sozinho e é a essas pessoas que me acompanharam neste percurso que presto o meu formal agradecimento.
Á minha família direta, que numa primeira fase atónicos com a decisão de voltar a estudar, rapidamente mostraram solidariedade com a minha decisão, formando uma parceria no apoio e suporte deste projeto.
Ao corpo docente do curso de Desporto da Escola Superior de Educação Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda, que ao longo deste tempo nunca desistiram em melhorar as formas de transmitir os conhecimentos aos alunos.
Um agradecimento especial ao professor Carlos Sacadura, que aceitou o meu convite em ser meu tutor, por forma a poder realizar o Estágio em treino desportivo numa região demográfica marcada pela desertificação e deslocalização de pessoal qualificado para o litoral do país, ficando apenas os mais teimosos em combater e reverter esta tendência.
À Doutora Teresa Fonseca que numa primeira fase iniciou a orientação deste estagio ainda com mais entusiasmo que eu, e esse mesmo entusiasmo pelo conhecimento a levou para investigações cientificas num outro país, aumentando mais ainda o prestigio que a persegue.
O Professor Jorge Casanova “palmilheiro” de outras aventuras vividas em conjunto, foi ele a quem coube dar continuidade ao trabalho deixado pela sua antecessora na função de orientador de estágio, após um período de algum desnorte na realização do estagio, por parte do estagiário, foi ele quem assegurou a navegabilidade e deu novo rumo a este projeto, a ele um profundo BEM HAJA.
Ao Luís Faustino presidente do Sporting Clube Celoricense, que em tempos foi meu parceiro de posição no centro da defesa daquele clube, durante o final da ultima
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década do seculo passado e o início da primeira década deste milénio, aceitou a realização do estagio no clube a que preside e no qual fui atleta.
O treinador Paulo Figueiredo que aceitou, a inclusão na sua equipa técnica de um estagiário desconhecido e que rapidamente partilhou com este as suas experiências enquanto ex-praticante da modalidade e como treinador de futebol. A forma como vive intensamente o futebol, a ponderação das suas decisões e a vontade de continuar a aumentar os seus níveis de formação desportiva, de certo que farão dele um bom profissional no mundo do futebol, a ele um sincero obrigado.
Aos 15 (quinze) jovens atletas que compõem o escalão de infantis do SCC, cheios de vida, brotando energia pelos poros da pele, que me proporcionaram experiencias nunca antes vividas, a eles desejo a maior das felicidades que o futuro traga tudo aquilo que as suas mentes almejam a todos os níveis.
Por fim a todos os Raivosos que comigo trabalharam e com eles partilhei as vitórias que fui conseguindo no mundo académico, vivendo-as intensamente comigo, a eles que a vida profissional tem sido muitas vezes madrasta, consequência da profissão, sejam brevemente reconhecidos pela sua bravura depositada em todas as missões que lhe têm sido atribuídas.
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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Resumo
O presente relatório para além de ser um momento de avaliação do estagiário, representa uma súmula do conjunto de atividades desenvolvidas durante o período de estágio, realizado no Sporting Clube Celoricense (SCC) no escalão de Infantis, na vila de Celorico da Beira, que se iniciou a 28 de Setembro de 2016 e terminou a 2 de Julho de 2017 e teve a duração de um total de 524 (quinhentas e vinte e quatro) horas.
Durante o estágio foram realizadas tarefas inerentes a um treinador de equipa de futebol, na área de formação de jovens atletas. A função de um treinador assenta na base do treino desportivo, que por sua vez se ramifica em várias empreitadas, desde a observação de sessões de treino, observação em contexto de competição, Observação e análise de equipas adversárias, planeamento de treino, organização de sessões de treino e orientação da equipa no momento de competição.
Os recursos parcos da entidade acolhedora, faz que o treinador se desmultiplique em outras tarefas, tais como, tratamento de pequenas lesões dos atletas, promover o transporte dos mesmos até as suas residências, ser conselheiro nas atividades letivas, proceder á limpeza de balneários e até de roupeiro.
O Futebol de 7 é a prática desportiva que foi vivenciada e explorada, para que os jovens atletas adquiram competências para as levarem para o Futebol de 11.
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Abstrat
This report, besides of being a moment of the trainee’s assessment, represents a review of the set of activities developed during the traineeship period, held at Celoricense Sporting Clube (SCC) in the children echelon, in the village of Celorico da Beira, which Started on 28th September 2016 and ended on 2nd July 2017 and lasted for a total of 524 ( Five hundred and twenty four) hours.
During the traineeship some tasks, inherent to a football team coach, were performed in the training area of young athletes. A coach’s role is based on the sports practice, which branches in several assignments, from the observation of training sessions, observation in a competition context, observation and analysis of opposing teams, training planning, organization of training sessions and the team’s guidance at the time of competition.
The scarce resources of the host entity allow the trainer to multiply himself in other tasks, such as the treatment of small injuries of athletes, promoting their transportation to their homes, being a counsellor in school activities, cleaning up shower rooms and even the wardrobe.
Football of 7 is the sport practice that has been experienced and exploited so that the young athletes acquire the skills to take them to football of 11.
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau IX
Índice
Agradecimentos ... V Resumo ... VII Abstrat ... VIII Índice. . ... IX Índice de Figuras ... XI Índice de Organigramas ... XIÍndice de Tabelas ... XII
Introdução ... 1
Parte I ... 4
Caracterização do local e entidade acolhedora. ... 4
1. Caracterização da vila de Celorico da beira. ... 5
2. Caracterização do Sporting Clube Celoricense. ... 6
3. Caracterização da equipa de Infantis do SCC ... 14
PARTE II ... 19
Objetivos, Fases de Intervenção. Áreas de Intervenção e Planeamento do Estágio ... 19
1. Objetivos ... 20
2. Fases de intervenção durante o estágio ... 21
3. Áreas de Intervenção ... 23
4. Planeamento do estágio ... 23
5. Horário de estágio ... 25
PARTE III ... 27
Atividades desenvolvidas durante o estágio ... 27
1. Síntese das atividades desenvolvidas ... 28
2. Observação e análise ... 28
3. Ficha de observação de treinador ... 29
4. Análise estatística das equipas adversarias ... 30
5. Registo de presenças ... 31
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7. Avaliação motivacional do plantel do SCC ... 43
8. Interpretação do futebol de 7 ... 46 9. Principios de Jogo ... 49 10. Ideia de jogo ... 51 12. Sistema de Jogo... 56 13. Microciclo ... 59 14. Sessão de treino... 61 15. Projeto de estágio ... 63
16. Participação no 5.º Torneio de Futebol Jovem – Viseu Benfica Cup’ 17 ... 65
18. Organização de torneio de futebol de Rua, 4 x 4 ... 68
19. Participação em congressos e formações... 68
PARTE IV ... 70 REFLEXÃO FINAL ... 70 Reflexão Final ... 71 Bibliografia ... 76 Anexos ... 78 Anexo n.º 1 ... 79 Anexo n.º 2 ... 81 Anexo n.º 3 ... 82 Anexo n.º 4 ... 83 Anexo n.º 5 ... 87 Anexo n.º 6 ... 93 Anexo n.º 7 ... 94 Anexo n.º 8 ... 96 Anexo n.º 9 ... 97 Anexo n.º 10 ... 98 Anexo n.º 11 ... 99
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
XI
Índice de Figuras
Figura 1 Brasão de armas da vila de Celorico da Beira... 5
Figura 2 Heráldica do SCC. ... 6
Figura 3 Sede do SCC. ... 7
Figura 4 Campo relvado de futebol de 11 ... 8
Figura 5 Campo de terra de futebol de 11 ... 9
Figura 6 Campo em cimento de futebol de 5 ... 9
Figura 7 campos de Ténis ... 9
Figura 8 Campo de tiro aos Pratos ... 9
Figura 9 Complexo Municipal de Celorico da Beira. ... 10
Figura 10 Piscinas municipais ... 10
Figura 11 Campo sintético de futebol de 5 ... 11
Figura 12 Calendarização da época desportiva 2016/2017 do escalão de Infantis ... 24
Figura 13 Horário de estágio ... 25
Figura 14 Valores do Fitnessgram ... 40
Figura 15 Valores de consumo de oxigénio ... 40
Figura 16 Média de resposta do teste QMAD ... 465
Figura 17 Divisão do terreno de jogo em corredores e setores ... 499
Figura 18 Princípios gerais e Princípios específicos ... 51
Figura 19 Sistema de jogo 1X3X2X1 ... 57
Figura 20 Sistema de Jogo 1X2X3X1 ... 58
Figura 21 12.º microciclo ... 60
Índice de Organigramas
Organigrama 1 Equipas de Futebol do SCC ... 6Organigrama 2 Direção do SCC. ... 7
Organigrama 3 Assembleia Geral do SCC. ... 8
Organigrama 4 Concelho Fiscal do SCC. ... 8
Organigrama 5 Estrutura do Departamento de Futebol ... 13
XII
Índice de Tabelas
Tabela 1 Material e estado de conservação ... 12
Tabela 2 Calculo da Idade cronológica e Idade Decimal ... 15
Tabela 3 Calculo da Idade Relativa ... 15
Tabela 4 Caracterização da equipa de Infantis ... 16
Tabela 5 Valores de Estatura e Massa Corporal obtidos noutros estudos ... 17
Tabela 6 Súmula das atividades desenvolvidas ... 28
Tabela 7 Observações realizadas ... 29
Tabela 8 Registo de assiduidade dos atletas ... 32
Tabela 9 Fases e etapas de desenvolvimento das crianças, adaptado de Pacheco, 2011 35 Tabela 10 Momento de desenvolvimento das capacidades nos jovens, adaptado de Pacheco, 2011. ... 36
Tabela 11 Resultados obtidos na 1.ª Avaliação ... 39
Tabela 12 Valores obtidos na 2.ª avaliação ... 42
Tabela 13 Relação entre os valores obtidos entre as duas avaliações ... 43
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
XIII
Lista de Siglas
AFG - Associação de Futebol da Guarda
CM - Câmara Municipal
ESECD - Escola Superior de Educação Comunicação e Desporto
FCP – Futebol Clube do Porto
FIF – Federação Italiana de Futebol
FPF – Federação Portuguesa de Futebol
GFUC – Guia de Funcionamento de Unidade Curricular
ID – Idade Decimal
IMC – Índice de Massa Corporal
IPG - Instituto Politécnico da Guarda
IR – Idade Relativa
KG – Quilograma
NCHS - National Centre for Health and Statistic
NDS - Núcleo Desportivo e Social da Guarda
PIE - Plano Individual de Estagio
QMAD – Questionário Motivacional Atividade Desportiva
SCC - Sporting Clube Celoricense
SCCo – Sporting Clube Covilhã
SCP - Sporting Clube de Portugal
SLB – Sport Lisboa e Benfica
UC – Unidade Curricular
UEFA – Union of European Football Associations.
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Introdução
É essencial perceber o conceito de estágio e segundo Rodrigues (2013) Estágio é um ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo dos educandos que frequentem o ensino, acrescentando que o estágio faz parte do projeto pedagógico do curso e visa ao estagiário dotar de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, com o objetivo do desenvolvimento do estagiário para a vida quotidiana e do trabalho.
Da mesma forma é pertinente esclarecer o que é um relatório, desta forma entende-se por relatório como um texto por quem viu, conhece, estudou um assunto, uma situação e transmite a experiencia adquirida a um terceiro que deve confiar e utilizar as informações dadas e as conclusões a que se chegou. É desta forma que o estagiário pretende dar a conhecer a experiencia por que viveu durante a realização do projeto pedagógico.
Haverá coisa melhor do que ver crianças deixarem-se absorver por uma atividade que é estimulante, progressiva e agradável, na qual podem conseguir um nível de êxito que ultrapassa as suas próprias expectativas? O prazer cresce dez vezes mais quando a atividade também ajuda a desenvolver boas competências sociais e uma forma física e boa saúde continuadas. (Page S. , 2008)
É neste contexto que o estágio realizado na entidade acolhedora Sporting Clube Celoricense, em treino desportivo do Curso de Desporto da Escola Superior de Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda, conforme Convenção de Estágios, presente nos Anexos n.º 1, n.º 2 e n,º 3, para além de desenvolver competências aos jovens com quem trabalhei, quis incutir neles o gosto pela prática desportiva, aos mais dotados e ao menos dotados foram todos tratados por igual, por forma a que nenhum abandone a prática desportiva de forma precoce.
Definiu-se como grande objetivo geral, não especializar os jovens em futebol, mas sim fornecer um conjunto de ferramentas motoras multilaterais indispensáveis para a sua formação de jovens e de adultos e que estas ferramentas tenham utilidade na sua vida quotidiana e desportiva, qualquer seja a modalidade que um dia virão a escolher como definitiva.
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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Como antigo atleta Federado de futebol, pela Associação de Futebol da Guarda no Clube Sporting Clube Celoricense, a escolha da modalidade para a realização deste estágio tornou-se inevitável, não só pelo gosto geral pela modalidade, mas também pelo conhecimento específico de um antigo praticante. Poder faze-lo numa realidade já conhecida, a realidade do distrito da Guarda, foram os pontos de ignição para que o realizasse num Clube no qual já fui atleta e assim contribuir para aquele clube, que outrora contribuiu para a minha formação desportiva, servindo como que uma moeda de troca.
O gosto pela prática desportiva de cedo me levou a pratica-la de forma federativa e posteriormente de forma lúdica, contudo a vontade de aumentar o meu conhecimento em relação ao desporto, conduziu a que a formação académica nesta área fosse uma realidade, e assim o ingresso no ensino superior no curso de Desporto consegui aumentar em muito os níveis de formação Desportiva.
O estágio é uma unidade curricular que integra o curso de Desporto, a realização do mesmo permite explanar no terreno todos os conceitos que foram ministrados nas aulas teóricas, passando desta forma á prática.
O presente relatório vem expor um conjunto atividades que foram desenvolvidas em âmbito de Estágio, é constituído por 3 grandes partes: a Parte I caracterização do Local e da entidade acolhedora, visa dar a conhecer os recursos da entidade acolhedora, bem como, um pouca da sua história; Parte II, objetivos e planeamento do Estágio, traça uma linha orientadora dos objetivos a realizar; Parte III atividades desenvolvidas durante o Estágio, são enumeradas um conjunto de procedimentos efetuados conciliando a teoria á prática.
Durante o estágio fui convidado pelo treinador da entidade acolhedora para trabalhar na área do treino e ser responsável pela preparação física dos atletas, o qual acedi de forma imediata e sem reservas, fazendo testes de avaliação e controlo como ponto de partida para delinear uma estratégia evolutiva da sua condição física.
Algumas sessões foram da minha responsabilidade e outras foram divididas com o treinador em diversos momentos das sessões, mas sempre autonomia e liberdade nos processos de treino.
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Aos atletas pretendeu-se desenvolver as capacidades de base correspondentes á sua faixa etária, com vista a um bom desenvolvimento e harmonioso da sua personalidade.
Foram realizados testes motivacionais com o preenchimento do Questionário Motivacional de Atividades Desportivas (QMAD) por parte dos atletas e posteriormente analisados os dados obtidos.
As observações de sessões de treino e em contexto de competição também fizeram parte do rol de atividades desenvolvidas.
A constante formação foi um dos objetivos a que o aluno se propôs tendo realizados duas formações, organizadas pelo Instituto Politécnico da Guarda
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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Parte I
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Figura 1 Brasão de armas da vila de Celorico da Beira. Fonte: Wikipédia.
1. Caracterização da vila de Celorico da beira.
Etimologicamente a palavra Celorico deriva de várias teses de dependendo de historiador para historiador, (Oliveira, 1997) no entanto há um consenso generalizado de que a palavra Celorico deriva de Celo-Rico ou
Solo-Rico, uma referencia aos seus terrenos férteis.
A palavra Beira, não é menos consensual
que a primeira, já que muitos afirmam que provem de Berones, povo que se estabeleceu na região na
altura do Império Romano na época do Imperador Tibério, outros acreditam que é por ser uma zona banhada por diversos rios o que lhe confere muitas margens ou beiras, outros ainda afirmam por se tratar de zonas circundantes ao epicentro Serra de Estrela, estando assim à beira da Serra de Estrela. (Oliveira, 1997)
Celorico da Beira pertence ao Distrito da Guarda, é assim classificada com Vila sede de município desde o ano 1185 e é constituída por 16 freguesias (Açores e Velosa; Baraçal; Carrapichana; Casas Soeiro; Celorico; Cortiço da Serra, Vide Entre Vinhas e Salgueirais; Forno Telheiro; Lajeosa do Mondego; Linhares; Maçal do Chão; Mesquitela; Minhocal; Prados, Rapa e Cadafaz; Ratoeira; Vale de Azares) localizado a 23 (vinte e três) Km da Cidade da Guarda, é o concelho mais a norte da Serra de Estrela e de acordo com o ultimo censos (2011) tem 7693 (sete mil seiscentos e noventa e três) habitantes.
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau 6 Figura 2 Heráldica do SCC. Fonte: Forumscp.
2. Caracterização do Sporting Clube Celoricense.
SCC é fundado no ano de 1948 e tornou-se rapidamente na filial n.º 75 do Sporting Clube de Portugal (SCP). É um clube que pertence a Associação de Futebol da Guarda (AFG), milita nas divisões distritais (1.º Divisão distrital e 2.ª Divisão distrital).
A nível de seniores, no seu palmarés já teve algumas vitórias de campeonatos Distritais da 1.ª Divisão da AFG o que lhe permitiu competir na antiga 3.º Divisão Nacional, agora Campeonato Nacional e consequentemente competir nas eliminatórias da Taça de Portugal. Venceu por diversas vezes o campeonato Distrital da 2.ª Divisão da AFG, catapultando o clube nos anos seguintes competir no Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da AFG.
Quanto às camadas jovens ou de formação, o SCC já foi vencedor de vários títulos nos campeonatos distritais da AFG nos diversos escalões, competindo no ano seguinte nos campeonatos Nacionais.
Atualmente o SCC na sua estrutura de futebol, tem as seguintes equipas e escalões de formação e de seniores, conforme organigrama n.º 1:
Organigrama 1 equipas de Futebol do SCC
Verifica-se que existe um vazio entre o escalão de Iniciados e o escalão de Seniores, tal facto deve-se à falta de jovens naquelas fachas etárias daquele concelho com interesse pelo futebol, que permitam a concretização de um plantel por escalão, fazendo com que os existentes e interessados na prática de futebol, migrem para equipas de municípios vizinhos.
Futebol
Petizes Traquinas Benjamins "A"
Benjamins "B"
Infantis Iniciados Seniores Futsal Feminino
Seniores
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No entanto é visto com otimismo que a médio prazo, todos os escalões serão preenchidos pelo atuais jovens atletas que subirão de escalão e outros que virão integrar as fileiras de formação do SCC.
O SCC está sediado na Rua Sacadura Cabral n.º 38, local onde os dirigentes associativos, os sócios e os atletas convivem e permite que o resto da população interaja com o clube. Para além de ser a Sede do clube, é também um espaço de restauração e bebidas que permite uma fonte de rendimento para o clube.
Figura 3 Sede do SCC. Fonte: próprio.
2.1. Caracterização dos órgãos sociais do SCC.
Como qualquer entidade associativista o SCC é constituída pelos seus Órgãos Sociais, onde integram uma Direção; uma assembleia Geral; e um Concelho Fiscal, conforme organigramas a seguir explanados:
Organigrama 2 Direção do SCC. Direção 1.ª Vogal Joaquim Ferrão Tesoureiro José Lemos Vice-Presidente Isabel Antunes Vice-Presidente Ricardo Agudo Presidente Luis Faustino Vice-Presidente Nuno Nascimento Vice-presidente Ricardo Pinto Secretário Denise 2.º Vogal Marco Antunes
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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Figura 4 Campo relvado de futebol de 11. Fonte: próprio. Organigrama 3 Assembleia Geral do SCC.
Organigrama 4 Concelho Fiscal do SCC.
2.2. Caracterização dos recursos espaciais.
Desde de 22 de Março de 1995 que o SCC se encontra equipado com um complexo Desportivo Municipal onde se onde se pode enumerar os seguintes espaços para a prática desportiva:
A. Campo de Futebol de 11 (onze) relvado, com pista de atletismo de 400 m em terra batida (Fig n.º 4);
Assembleia
Geral
1.º Secretário
Marco
Presidente
Carla Sena
2.º Secretário
Nuno
Conselho Fiscal
Vogal
Nuno
Presidente
Catarina Brás
Vogal
Paulo Inocencio
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Figura 5 Campo de terra de futebol de 11. Fonte: próprio.
Figura 6 Campo em cimento de futebol de 5. Fonte: próprio.
Figura 8 Campo de tiro aos Pratos. Fonte: próprio. Figura 7 campos de tenis em cimento. Fonte: próprio.
B. Campo de Futebol de 11 (onze) em terra batida (Fig n.º 5);
C. Campo de Futebol de 5 (cinco) em cimento (Fig n.º 6);
D. Dois campos de Ténis em cimento (Fig n.º 7);
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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Figura 10 Piscinas municipais. Fonte: próprio.
F. Circuito de Manutenção;
G. 4 (quatro) Balneários para as equipas; H. 1 (uma) sala de briefing;
I. 1 (uma) sala de alongamentos;
J. 1 (uma) sala de fisioterapia, primeiros socorros;
Figura 9 Complexo Municipal de Celorico da Beira. Fonte: Google Earth.
O SCC goza ainda de especial utilização de outros espaços através de protocolos subscritos entre o clube e a Câmara Municipal da Celorico da Beira:
A. Piscinas Municipais com 25 m e 5 (cinco) pistas (Fig n.º 10);
B. Pavilhão multidesportivo coberto com campo de Futebol de 5 (cinco) sintético (Fig n.º 11);
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Figura 11 Campo sintético de futebol de 5. Fonte: próprio.
2.3. Caraterização dos recursos materiais
Sendo um clube de pequenas dimensões, o SCC vai aproveitando o material de uns anos para os outros e no início de cada época desportiva adquiri sempre novo material, que terá que ser distribuído pelos escalões e equipas que o constituem, durante a época foi adquirido ainda mais material para fazer face as necessidades, por indicação dos treinadores ou por danificação do material já existente, conforme tabela n.º 1. Material Época transata Estado Adquirido no Inicio da Época Adquirido no meio da Época Total Bolas 10 BOM – 4 5 3 18 MAU – 6 Coletes 8 BOM – 8 0 0 8 MAU – 0 Sinalizadores 40 BOM – 40 0 0 40 MAU - 0 Balizas 7 2 BOM – 2 0 1 3 MAU – 0
Mini Balizas 2 BOM – 2 0 0 2 MAU - 0 Escada de Coordenação 1 BOM – 1 0 2 3 MAU - 0 Cones 6 BOM – 6 0 5 11
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau 12 MAU – 0 Barras 6 BOM – 6 0 0 6 MAU - 0 Aros 6 BOM – 6 0 0 6 MAU - 0 Varas 6 BOM – 6 0 0 6 MAU – 0 Cantis 0 BOM – 0 12 0 12 MAU – 0
Tabela 1 Material e estado de conservação
2.4. Caraterização do corpo técnico do departamento de futebol
O SCC, nas várias equipas que o compõem, teve necessidade de organizar-se de forma que a responsabilidade da tutela do futebol, fosse dividida por vários agentes do clube, convergindo todos os intervenientes para uma mesma Ideia de jogo, libertando a figura do Presidente para que este possa orientar a sua ação para outras atividades.
Assim o Departamento de Futebol está dividido em 4 (quatro) subdepartamentos, coordenados por um Coordenador de Futebol (Org n.º 5):
Subdepartamento de Futebol Formação; Subdepartamento Futebol Sénior; Subdepartamento de Futsal;
Subdepartamento Futebol Veteranos;
Por sua vez, cada Subdepartamento é coordenado por um Subcoordenador que faz a ligação entre o Coordenador de Futebol e os vários departamentos técnicos referentes a cada escalão ou equipas.
Cada subcoordenador tem a responsabilidade de tutelar o futebol do seu Subdepartamento pelo qual está responsável, fazendo cumprir os regulamentos internos bem como dar vida e continuidade aos projetos de futebol que lhe estão confiados.
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Organigrama 5 Estrutura do Departamento de Futebol
O Departamento e Futebol do SCC é constituído por 9 (nove) equipas na sua totalidade, cada equipa tem o seu Responsável Técnico que lidera uma Equipa Técnica. Dos 9 (nove) Responsáveis Técnicos, 2 (dois) possuem Titulo de Treinador de Futebol – Grau I, 3 (três) são Licenciados em Desporto ou Educação Física e 4 (quatro) são antigos praticantes de futebol.
2.5. Caraterização da Equipa Técnica do escalão de Infantis de futebol do SCC
A Equipa Técnica do Escalão de Infantis de futebol do SCC, é constituída por 4 (quatro) elementos. É a Equipa Técnica mais extensa de todos os escalões e Subdepartamentos de futebol, isso deve-se ao facto de 3 (três) dos elementos que a compõem terem os seus descendentes na equipa de Infantis e posteriormente juntou-se a esta, o estagiário da Licenciatura em Desporto da ESECD do IPG (Org n.º 6).
Como Responsável Técnico está Paulo Figueiredo com Título Profissional de Treinador de Desporto em Futebol – Grau I com o n.º 95048, válido até 31/10/2021, desempenha as funções de treinador principal.
Paulo Figueiredo é coadjuvado por Joaquim Abreu com Titulo profissional de Treinador de Desporto em Futebol – Grau I, desempenha as funções de Treinador Adjunto. Departamento de Futebol SCC Coordenador Nuno Nascimento Subdepartamento de Futebol Formação Subcoordenador Nuno Nascimento Petizes Respoosavel Tecnico Angelo Fernandes Traquinas Responsavel Tecnico António Cadete Benjamins Responsavel Tecnico Ricardo Pinto Gabriela Liberato Infantis Responsavel Tecnico Paulo Figueiredo Iniciados Responsavel tecnicao Nuno Nascimento Subdepartamento Futebol Sénior Subcoordenador Morgado Seniores Responsavel Tecnico XXX Morgado Subdepartamento Futsal Subcoordenador David Fusal Feminino Responsavel Tecnico David Subdepartamento Futebol Veteranos Subcoordenador XXXX Futebol Veteranos Responsavel Técnico XXXXXXX
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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Joel Martins antigo atleta do clube na posição de Guarda-Redes, desempenha as funções de Treinador de Guarda-redes.
O estagiário incorpora a presente Equipa Técnica desempenhando as funções que lhe são confiadas pelos treinadores numa fase inicial, posteriormente a convite de Paulo Figueiredo desempenho ou as funções de Treinador Adjunto com especial incidência na preparação física dos atletas.
Organigrama 6 Equipa Técnica do escalão de infantis
3. Caracterização da equipa de Infantis do SCC
A equipa de infantis do SCC é constituída por 15 (quinze) atletas, todos do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 10 (dez) e 12 (doze) anos de idade, com uma média de idades de 11,067 anos e uma média de Idade Decimal (ID) de 11,539, calculados no dia 22 de outubro de 2016, conforme tabela n.º 2.
Nome Data de nascimento
Idade Idade Decimal Sujeito n.º 1. 01/11/2005 10 2016,805 - 2005,833 = 10,972 Sujeito n.º 2. 15/09/2004 12 2016,805 - 2004,704 = 12,101 Sujeito n.º 3. 15/05/2004 12 2016,805 - 2004,367 = 12,438 Equipa Tecnica do escalão de Infantis Responsável Tecnico/Treinador Paulo Figueiredo Treindor Adjunto Joaquim Abreu Treinador de Guarda-redes Joel martins Estagiário Alexandre Duvigneau
15 Sujeito n.º 4. 08/12/2005 10 2016,805 - 2005,937 = 10,868 Sujeito n.º 5. 20/06/2004 12 2016,805 - 2004,466 = 12,339 Sujeito n.º 6. 22/07/2005 11 2016,805 - 2005,553 = 11,252 Sujeito n.º 7. 09/05/2005 11 2016,805 - 2005,351 = 11,454 Sujeito n.º 8. 18/04/2005 11 2016,805 - 2005,293 = 11,512 Sujeito n.º 9. 31/01/2006 10 2016,805 - 2006,082 = 10,723 Sujeito n.º10. 23/09/2005 11 2016,805 - 2005,726 = 11.079 Sujeito n.º 11. 16/08/2005 11 2016,805 - 2005,622 = 11,183 Sujeito n.º 12. 26/04/2004 12 2016,805 - 2004,315 = 12,490 Sujeito n.º 13. 01/06/2005 11 2016,805 - 2005,414 = 11,391 Sujeito n.º 14. 11/02/2005 11 2016,805 - 2005,112 = 11,693 Sujeito n.º 15. 08/04/2005 11 2016,805 - 2005,206 = 11,599 Média = 11.067 Média = 11,539
Tabela 2 Calculo da Idade cronológica e Idade Decimal
No que concerne à Idade Relativa (IR), esta foi calculada em três formas, em forma semestral, de quartil e trimestral, conforme tabela n.º 3. Assim o plantel de infantis do SCC é constituída maioritariamente (60%) por indivíduos nascidos no 1.º Semestre, no que diz respeito aos quartis, o 1.º e 2.º quartis representam 73.33 % do plantel, com maior incidência no 2.º quartil com 40% do plantel de indivíduos nascidos naqueles meses. Em relação aos trimestres, o 2.º e 3.º trimestres representam 73.32% do plantel nascidos naqueles meses, onde o 2.º trimestre tem 46,66% do plantel.
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEC
1.º Semestre 2.º Semestre
9 Atletas = 60% 6 Atletas = 40%
1.º Quartil 2.º Quartil 3.º Quartil
5 Atletas = 33.33% 6 Atletas = 40% 4 Atletas = 26.66%
1.º Trimestre 2.º Trimestre 3.º Trimestre 4.º Trimestre
2 Atletas =13.33% 7 Atletas = 46.66% 4 Atletas = 26.66% 2 Atletas = 13.33%
Tabela 3 Calculo da Idade Relativa
Os atletas apresentam uma média de 3,93 (três virgula noventa e três) anos como média de prática de futebol, inscritos na AFG e atuando pelo SCC, conforme Tabela n.º 4.
O plantel de infantis do SCC apresentam uma Média de Massa corporal de 42, 2 KG (quarenta dois quilogramas e duzentos gramas) sendo ligeiramente superiores aos valores obtidos num estudo da população de Lisboa por Isabel Fragoso em 1991 in
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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Figura 12 campos de Ténis. Fonte: próprio.
(Fragoso e Vieira, 2006), o mesmo acontece com a estatura, os atletas apresentam uma média de altura de 1,483 m (um metros e quatrocentos e oitenta e três milímetros) valores ligeiramente superiores aos verificados por Isabel Fragoso num estudo realizado na população de Lisboa in (Fragoso e Vieira, 2006).
O Índice de Massa Corporal (IMC) apresenta uma média de 19, 1 Kg/m2 (19 virgula um) que se encontra dentro da classificação de Massa Corporal Normal (IMC18.5 – 24.9 KG/m2), havendo apenas dois atletas que merecem vigilância e um terceiro que é necessário uma atenção redobrada conforme tabela n.º4.
Nome N.º Posição Anos de federado Pé dominante Estatura Massa corporal IMC Sujeito n.º 1. 1 G 3 Drt.º 1,443 m 34,7 kg 16.66 Sujeito n.º 2. 2 M 4 Drt.º 1,407 m 33,2 kg 16.77 Sujeito n.º 3. 3 DC 4 Drt.º 1,544 m 40 kg 16.78 Sujeito n.º 4. 4 DC 3 Drt.º 1,573 m 48 kg 19.40 Sujeito n.º 5. 5 MD 4 Drt.º 1,517 m 39,1 kg 16.99 Sujeito n.º 6. 6 ME 3 Drt.º 1,396 m 34,4 kg 17.65 Sujeito n.º 7. 7 DC 5 Esq.º 1,49 m 43,4 kg 19,54 Sujeito n.º 8. 8 M 3 Drt.º 1,444 m 38 kg 18.22 Sujeito n.º 9. 9 AV 4 Drt.º 1,48 m 37,1 kg 16.94 Sujeito n.º 10. 10 MC 6 Drt.º 1,432 m 32,5 kg 15.85 Sujeito n.º 11. 11 MC 4 Esq.º 1,43 m 34,7 kg 16.97 Sujeito n.º 12. 12 G 6 Drt.º 1,513 m 62,6 kg 27.35 Sujeito n.º 13. 13 DC 4 Drt.º 1,53 m 57,3 kg 24.48 Sujeito n.º 14. 14 ME 3 Esq.º 1,63 m 48,9 kg 18.40 Sujeito n.º 15. 15 AV 3 Drt.º 1,42 m 49,5 kg 24.55 Média 3,93 anos Média 1,483 m Média 42,2 kg Média 19,1 Kg/m2
Tabela 4 Caracterização da equipa de Infantis
Como foi acima referido os atletas do SCC apresentam uma média de valores relativamente aos valores da Estatura e Massa Corporal, acima dos que foram apresentados por Filomena Vieira e Isabel Fragoso em estudos realizados com a mesma faixa etária em populações da cidade de Lisboa, que são populações geneticamente iguais, não estamos perante valores de populações geneticamente diferentes o que poderia explicar por si só a ambiguidade dos resultados.
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Na tentativa de verificar o porque desta altercação de valores obtidos serão expostos os valores obtidos nos estudos que as referidas autoras realizaram, conforme tabela n.º 5.
Estatura Massa corporal
Autor Valores Autor Valores
Fragoso (1991) 1,375 m Fragoso e Vieira (2001)
38,5 kg
Fragoso e Vieira (2001)
1,451 m
Tabela 5 Valores de Estatura e Massa Corporal obtidos noutros estudos
Verificamos que nos estudos envolvendo a estatura, há uma diferença de 10 anos que os separam, e nesse período houve um aumento de estatura de 0,076 m, comparativamente aos atletas do SCC, há um ganho de 0,108 m referentes ao ano de 1991 e 0,032 m ao ano de 2001.
Já relativamente á Massa Corporal também houve aumento de 0,076 kg comparados com os atletas do SCC, o aumento da Massa Corporal é explicado em partes pelo aumento da estatura, indivíduos mais altos têm mais Massa Corporal, no entanto como podemos explicar o aumento da Estatura!?
O aumento destes valores é então explicado pela Tendência Secular que é definida por ser as modificações de crescimento a longo prazo. A Tendência Secular para o crescimento expressa-se, fundamentalmente, numa maior estatura, peso e maturação precoce dos indivíduos. (Vieira & Fragoso, 2006)
No sentido de clarificar qualquer dúvida e uma vez que se tratam de crianças, foram os resultados obtidos comparados com as curvas internacionais de crescimentos da National Centre for Health and Statistic (NCHS) adotadas pela Direção-Geral da Saúde de Portugal desde o ano de 1981, apresentado assim, os valores em percentil. É considerado: excesso de peso individuo com um IMC entre o Percentil 85 e 95 para idade e sexo; é considerado Obesidade um individuo com um IMC acima do percentil 95 para idade e sexo (Jorge, 2006)
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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Assim a média dos valores obtidos pelos atletas do SCC relativamente à Estatura e à Massa Corporal, encontram-se no Percentil 75, estando perfeitamente normal para a idade e sexo, da mesma forma que para o IMC, os atletas encontram-se no percentil 75.
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PARTE II
Objetivos, Fases de Intervenção. Áreas de
Intervenção e Planeamento do Estágio
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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1. Objetivos
O estagiário enquadrado de forma geral nos escalões de formação de futebol do SCC e especificamente no escalão de Infantis, definidos juntamente com o Orientador de estágio à altura Dr.ª Prof.ª Teresa Fonseca, com o Tutor de estágio, responsável pelo Entidade Acolhedora Luís Faustino e Treinador do escalão de Infantis, tem como objetivos:
1.1. Objetivos gerais:
a) Integrar, conhecer e caracterizar a estrutura do clube e da equipa, a sua filosofia, organização e modelo de intervenção;
b) Acompanhar e vivenciar as tarefas de um treinador de futebol ao longo de uma época desportiva, identificando as competências necessárias de forma a poder intervir de forma qualificada em futuro contexto profissionalizante;
c) Analisar e refletir sobre as práticas efetuadas, propondo sugestões de melhoria e reajustamento de procedimentos sempre que necessário;
d) Respeitar a personalidade, convicções, formação desportiva e académica dos demais intervenientes do clube;
e) Colaborar com todas as decisões concertadas pelos agentes desportivos do clube, participar de forma disciplinada nos treinos e competições com pontualidade, assiduidade
f) Demonstrar empenho, persistência e tenacidade em todas as atividades; g) Desempenhar as funções que forem confiadas em qualquer escalão de formação do clube
1.2. Objetivos específicos:
a) Descrever o Clube, a sua história e cultura, estrutura, recursos materiais e humanos e formas de interação e comunicação, dando especial relevo à equipa de infantis;
b) Caraterizar a equipa de Infantis do SC Celoricense, descrevendo os atletas, nomeadamente os seus dados antropométricos e motores, as suas competências de intervenção no jogo e as suas aptidões psicossociais;
c) Acompanhar a evolução dos atletas, através da elaboração de registos ao longo da época desportiva;
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d) Participar na elaboração do planeamento e calendarização da época desportiva e na planificação e estruturação das sessões de treino e competição;
e) Colaborar na operacionalização das sessões de treino e competição intervindo diretamente nas mesmas, inicialmente em colaboração com o treinador e progressivamente de forma autónoma;
f) Monitorizar o processo de treino e competição através da produção de fichas de observação e relatórios de treinos e jogos;
g) Organizar o “dossier” da equipa com todos os registos atualizados; h) Produzir reflexões semanais sobre as práticas vivenciadas tendo em especial atenção, para além dos aspetos técnico-táticos da modalidade, os aspetos pedagógicos, as espectativas dos jovens jogadores e das suas famílias e a interação social da equipa;
i) Investigar e propor sugestões de melhoria sobre o processo sempre que se justifique;
j) Ter uma presença responsável e ecológica no Clube;
k) Elaborar o relatório final e partilhá-lo com os responsáveis do Clube
2. Fases de intervenção durante o estágio
De acordo com o Guia de Funcionamento da Unidade Curricular (GFUC) 2016/2017, vem organizar os conteúdos programáticos em três grandes fases: Fase de Integração e planeamento; Fase de intervenção e Fase de conclusão e avaliação.
2.1. Fase de integração e planeamento
Esta fase iniciou-se a 28 de Setembro de 2016, conforme Plano de Estagio, modelo GESP.018.02 que se anexa, com a reunião de apresentação do estagiário à equipa técnica do escalão de Infantis, foram aí debatidas as obrigações do estagiário e do clube para com o estagiário e de estarem ambos cientes das condições que ratificaram na Convenção de Estágio anexo E, modelo GESP.003.03, que segue em anexo, foi de seguida feita uma breve apresentação aos país e tutores dos atletas e por
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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fim no inicio da sessão de treino foi o estagiário apresentado ao plantel do SCC no escalão de Infantis.
Nesta fase o estagiário fez um levantamento do material existente, bem como o seu estado de conservação, realizou uma proposta de aquisição de material para melhorar as sessões de treino. Caracterizou a entidade acolhedora, fez o planeamento e periodização do treino e elaborou o Plano Individual de Estágio.
Durante as sessões de treino o estagiário teve uma participação ativa, realizando observações ao treino e ao treinador, ao mesmo tempo que ia coadjuvando nos exercícios, com correções de postura ou atitude dos atletas face aos exercícios, bem como o esclarecimento de dúvidas destes.
2.2. Fase de intervenção
Teve início 01 de Novembro de 2016, conforme Plano Individual de Estágio modelo GESP.018.02 que segue em anexo, com o convite do treinador Paulo Figueiredo ao estagiário para ser o responsável pela preparação e condição física dos atletas do SCC, o qual foi prontamente aceite.
Esta fase caracteriza-se pela observação de unidades de treino, observação e análise de sessão de desempenho em competição, avaliação em termos antropométricos e motor, intervenção pedagogia em coadjuvação e de forma autónoma, realização do projeto de estágio e organização de atividades promotoras da prática da modalidade desportiva. O estagiário frequentou ainda seminários e ações de formação relacionados com a modalidade.
2.3. Fase de conclusão e avaliação
Esta fase caracteriza-se essencialmente pela elaboração do relatório de estágio e finalização do Dossier, avaliação da congruência dos objetivos definidos e os atingidos.
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3. Áreas de Intervenção
Afirmar que a área de intervenção onde o estagiário interveio ser a área do treino desportivo, trata-se de uma afirmação muito abstrata, desprovida de objetividade, devido a imensidão de subáreas que o treino desportivo açambarca.
Numa fase inicial o estagiário debruçou-se mais na área da observação, quer de sessões de Treino, quer em âmbito competitivo, como também observação aos treinadores, por força de disposição legal prevista no GFUC da Unidade Curricular. A participação nas sessões de treino, caracterizavam-se, por auxiliar o treinador na montagem dos exercícios e na supervisão na realização destes.
Posteriormente a convite do treinador, o estagiário desempenhou funções na área da preparação física dos atletas, fazendo sessões de avaliação e de controlo, ao mesmo tempo que planeava sessões práticas para o desenvolvimento da física desportiva dos atletas.
Apesar de realizar observações em contexto de formação, vocacionados para a própria equipa, foram desenvolvidos trabalhos na aérea da observação direcionados para a observação e análise das equipas adversárias.
Também foi efetivado trabalhos na área do treino desportivo no desenvolvimento de competências ao nível dos princípios de jogo, na importância de os atletas compreenderem e interpretarem os diferentes momentos de jogo, que os jogos coletivos acarretam.
A orientação de jogos também foi uma realidade, e ao longo do estágio foram vários os momentos em que se trabalho na área de orientação da equipa durante a competição em jogos do Campeonato, em jogos amigáveis e em jogos de competição particular.
4. Planeamento do estágio
O planeamento das atividades de estágio, estão diretamente ligadas à forma, estrutura e tipo de competição em que o escalão de infantis do SCC está inserido. O campeonato distrital de infantis da AFG é dividido em duas fases, cada fase é
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constituída por várias series e posteriormente cada serie é constituída por várias equipas. A constituição de cada serie é feita por equipas relativamente próximas, evitando assim o transtornou as crianças de fazerem viagens muito longas para atravessar o distrito da Guarda, apos a classificação final da 1.ª Fase, a constituição das series da 2.ª fase é feita relativamente a classificação obtida na 1.º fase, assim os primeiros jogam contra os primeiros de cada serie, os segundos contra os segundos e assim sucessivamente.
A 1.ª fase do campeonato de infantis da AFG teve início a 09 de Outubro de 2016 e fim a 29 de Janeiro de 2017 relativamente à 2.ª fase esta teve início a 19 de Fevereiro de 2017 e términus a 07 de Maio de 2017 tendo sido organizado a seguinte calendarização.
Figura 13 Calendarização da época desportiva 2016/2017 do escalão de Infantis
Apesar da 2.ª fase do campeonato distrital de infantis da AFG terminar a 7 de Maio de 2017, foi decidido realizar uma fase transitória após a 2.ª fase do campeonato, esta fase consiste em proporcionar aos atletas momentos mais lúdicos durante as sessões de treino, uma espécie de descompressão final de fim de época, com a participação e organização de alguns torneios. Também nesta fase está prevista a efetivação do Projeto de Estágio. Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 T T T T T T Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 J A T T J C T T JC T T J C T T F Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 T T J A T T J C T T J C T T J C T Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 T J C T T J C T T J C T T T T Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 T T F T T J C T T J C T T J C Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 T J A T T T T T JC T T JC Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 T T JC T T JC T T JC T T JC T T Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 T T JC T T T T JC T T JC Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 T T JC T T T T T T T Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 T T T T T C T T C T T Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 C C Legenda Treino Jogo Amigavel Folga Cameonato Jogo Competição Competição/Torneio Outubro Novembro Dezembro Janeiro Setembro 1 . ª F a s e Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho 2 . ª F a s e T r a n s i ç ã o
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5. Horário de estágio
A equipa de futebol do escalão de Infantis do Sporting Clube Celoricense, em concertação entre os treinadores, dirigentes e os encarregados de educação dos atletas, definiram como preferencialmente a quarta-feira e sexta-feira como dias para treinar, alegando que quarta-feira as crianças nas suas escolas têm a tarde livre e sexta-feira a véspera de fim de semana, a partir das 18h00 após o términus do horário das atividades letivas, não havendo sobreposição de atividades nem prejuízo de uma em relação a outra. Excecionalmente os dias de treino podem ser alterados devido à mudança do dia da competição, ou em momentos desportivos específicos, em que o treinador entenda necessário, pelo que serão todos os intervenientes, avisados de forma atempadamente.
Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado Domingo 08H00 09H00 10H00 11H00 12H00 13H00 14H00 15H00 16H00 17H00 18H00 19H00 20H00 21H00
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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A atividade no SCC inicia-se às 17H00 durante a semana e termina às 21H00 num total de 4 (quatro) horas diárias, já do dia de competição inicia-se às 09H00 e termina às 13H00 num total de 4 (quatro) horas, perfazendo um total de semanal de 12 (doze) horas.
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PARTE III
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau
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1. Síntese das atividades desenvolvidas
Numa análise mais superficial, segue o quadro com as referidas atividades desenvolvidas em contexto de estágio, nas diferentes áreas de intervenção.
Atividade desenvolvida N.º
Observações de sessões de treino 16 Observações em contexto competitivo 7
Observações de treinador 2
Registo de presenças 10
Análise estatística de equipa adversária 1
Treinos Presenciais 73
Treinos autónomos 16
Treinos Coadjuvado 16
Avaliação física e controlo 2
Realização do teste QMAD 1
Organização de um torneio envolvendo a população 1 Formações no âmbito do Desporto/Futebol 2 Elaboração de um Projeto envolvendo a equipa 1
Total de jogos 30
Jogos de campeonato de Infantis 22
Jogos na Ficha de jogo 13
Jogos como treinador principal 2
Jogos amigáveis 3
Jogos em torneios 5
Tabela 6 Súmula das atividades desenvolvidas
2. Observação e análise
Como já foi acima mencionado no capítulo da fase de intervenção, está previsto n.º 2 do GFUC 2016/2017 a realização de observações e análises às sessões de treino
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em contexto de competição. A Análise de jogo engloba diferentes fases do processo, nomeadamente a observação dos acontecimentos, a anotação e a sua interpretação afirmam Franks & Goodman (1986) citado por (Garganta, 2001). A informação recolhida a partir da análise do comportamento dos atletas em contextos naturais (treino e competição) é atualmente considerada uma das variáveis que mais afetam a aprendizagem e a eficácia da ação desportiva, declaram Hughes & Frnaks (1997) mencionado por (Garganta, 2001).
Deste modo a análise foi feita no domínio da formação, que visa a formação integral dos atletas, com recomendações pedagógicas, visando a valorização do desempenho em detrimento do sucesso desportivo.
Dos vários tipos de observação: Observação Direta; Observação Indireta e Observação Mista, foi utilizada e escolhida a Observação Direta, que consiste na análise in loco da competição sendo que os dados são recolhidos no imediato, é a observação mais económica, não requer meios informáticos, apenas um formulário previamente feito, para rápidas anotações.
Estas observações aconteceram durante os treinos e depois em competição, conforme tabela n.º 6, para isso foi importante a ajuda dos atletas do SCC que quando se encontravam no banco de suplentes em plena competição, faziam anotações estatísticas dos momentos que estavam a acontecer em jogo, para posteriormente serem analisados.
Observação de treinos Observação de jogos Fase de integração e planeamento 8 0
Fase de intervenção 8 7
Total 16 7
Tabela 7 Observações realizadas
3. Ficha de observação de treinador
O treinador não está ali apenas para ensinar aos jovens as técnicas do futebol. (Page, 2008) Para além de um gestor de atividades e de atletas o treinador é também um
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gestor de sentimentos e de relações e é porque estamos a lidar com crianças que o papel de treinador se torna ainda mais ativo na marca que irá deixar no futuro dos seus atletas.
Ruiz (1998) citado por Rui Pacheco (2011) vem definir treinador como sendo aquele que reúne condições inatas para sê-lo e quem está disposto a aprender toda a sua vida e a aperfeiçoar-se constantemente, tal como fazem os grandes desportistas, já que treinar e orientar o treino é um tarefa complexa e difícil.
Os treinadores dos escalões de formação, têm como principal objetivo, contribuir para a formação adequada dos jovens, mas incentivando sempre o desejo e o gosto pela vitória, já que desejar vencer é uma ambição de qualquer ser humano. Não se trata, contudo, de vencer a todo o custo, pondo em causa a formação dos jovens jogadores. (Pinto & Rodrigues)
Durante a fase de integração o estagiário aproveitou para fazer uma avaliação pedagógica ao corpo técnico do escalão de Infantis do SCC, para o efeito o estagiário criou um Ficha de Observação de Treinador, em anexo n.º 4, a partir de várias fichas de observação que foi consultando de antigos alunos que estagiaram em treino desportivo da Licenciatura em Desporto da ESECD do IPG.
A ficha de observação é constituída por 3 grandes partes: O Perfil do Treinador, constituída por 9 (nove) perguntas; Observação do Treino, constituída por 6 (seis) perguntas e Partes do Treino, que por sua vez se encontra subdividida em Parte Inicial com 4 (quatro) perguntas, Parte Principal com 8 (oito) perguntas e Parte Final com “ (duas) perguntas. As respostas são dadas por um escalada que vai desde o: “Não observado”, “ “Não Acontece,” Acontece,” e quando acontece vai por uma escala de “Não Satisfaz” “Satisfaz pouco” “Satisfaz” “Bom” e “Muito Bom”, esta ficha não tem qualquer tipo de função avaliativa, servindo apenas de observação e informação formativa para o estagiário.
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De acordo com o modelo de competição organizada pela AFG, em que o SCC se encontrava inserido, entre a paragem da 1.ª fase do Campeonato Distrital de Infantis e a 2.ª Fase, o estagiário é confrontado pelo treinador Paulo Figueiredo, da possibilidade da realização de um relatório, por parte do estagiário, com informação sobre as equipas adversárias que o SCC iria defrontar na 2.ª fase.
Paulo Figueiredo foi perentório ao afirmar da dificuldade em obter informações sobre as equipas adversárias a este nível de competição e por estarmos no âmbito da formação, prática não recorrente. Acresce ainda o fato de no momento não haver competição, ser impossível realizar observações de jogos.
Para suprimir as dificuldades acima referidas e para a realização do referido relatório de observação de equipas adversárias, que se encontra em anexo n.º 5, o estagiário utilizou a Análise estatística das equipas adversárias, para isso foi consultado o endereço eletrónico da AFG www.afg.pt e recolhida informação estatística das equipas adversárias, para tratamento e elaboração do respetivo relatório.
A título de exemplo foram utilizados as medidas de campo, onde as equipas realizam os jogos, assim durante os microciclos que antecedem o confronto contra essas equipas, durante as sessões de treino, os campos eram delimitados com as medidas do campo da equipa que iriamos defrontar. Quando defrontava-mos equipas que têm campos pequenos, como é o caso do NDS, Guarda Unida ou Pinhel, reduzíamos ainda mais as medidas, para permitir uma adaptação maior por parte dos atletas.
Em suma este relatório, utilizando a estatística referente ás equipas adversárias, disponível nos vários sites, é uma ferramenta importante no planeamento de microciclos antecedentes aos jogos contra essas equipas.
5. Registo de presenças
O Regulamento Interno do SCC vem esclarecer no Capitulo III, n.º 2, alínea C, que o atleta deve de ser assíduo e pontual. Uma das tarefas a que o estagiário foi incumbido foi a de registar e controlar a assiduidade dos atletas.
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O registo de presenças, permite controlar a assiduidade dos atletas nos treinos (Tab n.º 7) e assim premiar aqueles que se esforçam em treinar, com convocatórias para os jogos e castigar os ausentes, que não tenham a falta justificada, com a exclusão da convocatória para a competição. As ausências justificadas serão sempre feitas pelos pais ou tutores do atleta, estão previstos casos como: testes no dia a seguir; digressão pelo país visitar familiares; atividades escolares sobre postas entre outros. Por motivos de Doença/lesão o atleta não será prejudicado na convocatória para a competição, desde que a Doença não tenha afetado o seu rendimento ou prestação física.
Nome N.º treinos Presenças Faltas F.
Justificadas Doença/lesão Suj. n.º 1. 84 69 12 3 0 Suj. n.º 2. 84 20 63 1 0 Suj. n.º 3. 84 66 18 0 0 Suj. n.º 4. 84 84 0 0 0 Suj. n.º 5. 84 56 28 0 0 Suj. n.º 6. 84 75 6 3 0 Suj. n.º 7. 84 67 6 11 0 Suj. n.º 8. 84 62 22 0 0 Suj. n.º 9. 84 83 1 0 0 Suj. n.º 10. 84 79 1 0 4 Suj. n.º 11. 84 65 18 1 0 Suj. n.º 12. 84 53 26 5 0 Suj. n.º 13. 84 24 55 5 0 Suj. n.º 14. 84 83 1 0 0 Suj. n.º 15. 84 80 0 1 3
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6. Avaliação da condição física geral da equipa
De acordo com Claude Bouchard citado por (Castelo, et al., 1998) a preparação de um atleta identifica um conjunto de determinantes da performance desportivo. O modelo teórico sugerido por Claude Bouchard, assenta em 3 (três) subgrupos:
O Subgrupo das determinantes invariáveis da performance; O Subgrupo das determinantes variáveis da performance;
O Subgrupo dos fatores da organização e do controlo associado é performance. O Subgrupo das determinantes invariáveis da performance caracteriza-se por ser constante e invariável, exerce uma influência direta sobre a performance, é o caso da hereditária e genética.
Relativamente ao subgrupo das determinantes variáveis da performance, são aquelas que podem ser modificadas e trabalhadas pelo treino e interferem com a performance desportiva.
O terceiro subgrupo, a dos fatores da organização e do controlo associado á performance, é dinâmico exige a presença de informações que visam o praticante.
As determinantes variáveis da performance estão agrupadas em oito fatores: 1. Eficácia técnica do praticante no seio da atividade desportiva em caus;
2. A influência da inteligência táctica-estratégica do praticante na atividade desportiva em causa;
3. A condição física geral do praticante;
4. A condição física do praticante face a uma dada performance desportiva;
5. Nível de preparação psicológica do praticante face à performance desportiva a realizar;
6. A influência do meio social do praticante sobre o seu treino e sobre a sua performance;
7. Conjunto de fatores complementares que agem diretamente sobre a performance: alimentação, equipamentos, etc;
8. A influência do repouso, da relaxação, da recreação e dos tempos livres, sobre a disponibilidade do praticante face à realização de uma performance.
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O ponto número 3, a condição física em geral do praticante, exerce uma comprovada influencia sobre o rendimento e performance desportiva, esta assenta num eficiente sistema de transporte de oxigénio, num bom desenvolvimento muscular e numa fraca percentagem de massa gorda.
Com o intuito de desenvolver a condição física em geral dos atletas, foi determinado um conjunto de testes físicos, para avaliar a condição física a que os atletas se encontravam.
O Futebol é uma modalidade desportiva intermitente e complexa com ações especificas que evidenciam um tipologia de esforço de grande diversidade e que metabolicamente apela a diferentes sistemas energéticos afirmam Rebelo & Oliveira (2006) citado por (Almeida, Marques, & Travassos, 2010). Apesar do futebol tratar-se de uma atividade de longa duração, os momentos decisivos do jogo em sua maioria ocorrem em lances de alta intensidade, de curtas distancias e de curta duração (Barbosa, et al., 2011). A necessidade de desencadear esforços curtos e intensos parece ser um imperativo lógico para que o jogador de futebol realize com sucesso um conjunto de ações criticas como a corrida rápida (sprint) executada com mudanças de direção, variações de velocidade, travagens ou arranques bruscos, pontapés de baliza, cantos, livres, saltos, remates e outros gestos que façam um apelo especifico à capacidade de reproduzir força afiança Bangsbo (1997) citado por (Almeida, Marques, & Travassos, 2010).
Isto empelar-nos-ia para a escolha de uma bateria de testes onde as capacidades de Forças Explosiva, Potencia, Velocidade e Resistência Anaeróbia fossem demonstradas e avaliadas, contudo o Processo de formação de um jovem futebolista é um processo longo contínuo e evolutivo e desenvolve-se por etapas de acordo com as suas fazes de desenvolvimento (Pacheco, 2011)
Etapas Idade Objetivos Fazes de desenvolvimento Etapa de
iniciação desportiva
6-12 Proporcionar uma preparação motora e desportiva multilateral que servirá de base às aquisições motoras específicas do futebol - Período da infância - Rápida maturação do sistema nervoso - Crescimento reduzido e aumento do peso de forma lenta
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Etapa de orientação desportiva
12-14 Orientação inicial do jovem para a prática regular do futebol e desenvolvimento da especialidade desportiva
- Período da pré-puberdade e da puberdade
- Rápido desenvolvimento das estruturas ósseas e morfológicas
- Grande aceleração no crescimento uma vez que pode chegar aos 10 cm por ano, nos rapazes
Etapa de especialização desportiva
15-19 Seleção final e desenvolvimento profundo das capacidades motoras de rendimento no futebol
- Período da adolescência - Maturação progressiva e consolidação das estruturas musculares
- Crescimento lento de 1 a 2 cm por ano. Aumento do peso e da massa muscular
Tabela 9 Fases e etapas de desenvolvimento das crianças, adaptado de Pacheco, 2011
De acordo com a tabela n.º 8 a etapa de iniciação desportiva é a melhor etapa no que se refere à aprendizagem, é então considerada “a idade de ouro da aprendizagem”. É uma idade favorável à aprendizagem de novas situações para a aquisição de habilidades motoras de base e que servirão mais tarde de suporte as aquisições motoras especificas do futebol, devendo proporcionar um desenvolvimento multilateral. (Pacheco, 2011) Idade 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Flexibilidade X X X X X Capacidades coordenativas X X X X X Velocidade X X X X Força X X X X X X X Força Rápida nos homens X X X
Relatório de Estágio – Alexandre Duvigneau 36 Força Rápida nas mulheres X X X Resistência X X X X X X X Impulso de crescimento nos homens X X X X Impulso de crescimento nas mulheres X X X
Tabela 10 Momento de desenvolvimento das capacidades nos jovens, adaptado de Pacheco, 2011.
Na tabela n.º 9 vem indicar quais as capacidades que devem ser desenvolvidas nas referias idades. Tendo em conta a média de idades do plantel do SCC, as capacidades a desenvolver são as Capacidades Coordenativas, a Velocidade a Força e a Resistência e como tal foram escolhidas algumas delas para serem avaliadas, a Força e a Resistência.
Para isso foram utilizados testes de campo para a avaliação da aptidão aeróbia, a escolha deve-se ao facto de se estar a trabalhar com um grupo numeroso de 15 atletas, são práticos, baratos e fáceis de aplicar em grupos (Heyward, 2013)
A avaliação dos níveis de força dividiu-se em 3 exercícios:
O teste de flexão de braços, que permite avaliar a resistência da musculatura da região superior do corpo (Heyward, 2013);
O teste de abdominais permite avaliar a resistência dos músculos abdominais (Heyward, 2013);
O teste de salto horizontal que permite avaliar a força e explosividade dos músculos das pernas (Almeida, Marques, & Travassos, 2010).
O teste de flexão de braços realiza-se com o atleta na posição de decúbito ventral, as pernas juntas e mãos apoiadas à largura dos ombros, Dá-se a extensão completa dos membros superiores ao empurrar o solo, ficando só as mãos e a ponta dos pés apoiados no solo, e o tronco alinhado com os membros inferiores, de seguia o atleta flete os braços e volta a posição inicial. Este método foi explicado e demonstrado aos atletas do SCC, que foram divididos em dois grupos, o grupo de executantes e o grupo de contador, os atletas contadores, encontram-se em frente aos atletas executantes, com