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A saúde do idoso: acesso aos serviços básicos de saúde pública em clínicas da família na cidade do Rio de Janeiro

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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – RELATÓRIO TÉCNICO

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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – RELATÓRIO TÉCNICO

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A SAÚDE DO IDOSO: ACESSO AOS SERVIÇOS BÁSICOS

DE SAÚDE PÚBLICA EM CLÍNICAS DA FAMÍLIA NA CIDADE DO

RIO DE JANEIRO

Laís de Lima Vieira – [email protected] – UFF/ICHS

Resumo

O objetivo desse trabalho é identificar o processo de atendimento e assistência ao idoso em Unidade Básica de Saúde da Família. É necessário que haja a prevenção e diagnóstico precoce de doenças em idosos, assim como fazer a manutenção da capacidade funcional. No método de pesquisa foram avaliadas as Clínicas da Família: Dante Romanó Júnior; Josuete Sant'anna de Oliveira e Erivaldo Fernandes Nobrega. Foram feitas cinco visitas em cada Unidade, em dias aleatórios para observação e coleta de dados em bloco de notas, posteriormente, entrevista com aplicação de um formulário. Os resultados apontam a necessidade de atendimento específico para idosos (Geriatria e/ou Gerontologia), assim como medidas preventivas para falta de medicamentos. É possível concluir que as Unidades efetuam um trabalho satisfatório na prestação de serviços a pessoa idosa, embora necessite de melhorias.

Palavras-chave: Saúde do idoso; Clínicas da família; Sistema único de saúde.

1 – Introdução

O poder público deve estar atento ao que diz respeito à promoção de saúde aos idosos. Um bom atendimento e auxilio ao idoso promove uma melhor qualidade de vida. Grande parte da população brasileira de idosos que contribuem ou contribuíram socialmente pagando impostos, com esforço de trabalho, atuando com direitos e deveres, dentre outros fatores merecem os cuidados adequados proporcionados pelo governo (BENEVIDES; PASSOS, 2005).

A alocação de verbas públicas direcionadas para saúde pública é primordial e deve ser sempre tratada como prioridade pelos representantes públicos do Brasil. Os programas sociais promovidos pelo governo e o Sistema Único de Saúde (SUS), desenvolvem uma melhoria no atendimento de saúde pública para a sociedade (SILVESTRE; COSTA NETO, 2003).

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De acordo com a Constituição Federal de 1988, a sociedade brasileira deve ter acesso integral e universal à saúde. Logo após veio a criação do SUS por meio da Lei Orgânica da Saúde nº 8.080/90, para garantir este direto. Em janeiro de 2018 o Ministério da Saúde (MS) adotou um novo modelo de financiamento do SUS para transferência de verbas Federais destinadas à saúde, buscando garantir eficiência no uso dos recursos. Este novo modelo garante uma conta única de custeio (Estados e Municípios) para distribuir a verba entre seis ações do MS (Atenção Básica, Média e Alta Complexidade, Assistência Farmacêutica em Municípios, Assistência Farmacêutica em Estados, Vigilância Sanitária e Vigilância em Saúde) (BRASIL, 2006 a).

Os programas sociais auxiliam o trabalho desenvolvido pelas Clínicas da Família promovendo um atendimento mais rápido e adequado. As Clínicas da Família geralmente são de fácil acesso, muitas vezes existe uma dessas Clínicas no bairro onde reside o paciente ou em bairros vizinhos. Diminuindo assim, a super lotação em hospitais emergenciais (SILVESTRE, COSTA NETO, 2003).

O atendimento público de saúde no Brasil realiza programas de saúde, pela Estratégia de Saúde da Família (ESF) e está em todo o país, com a finalidade de oferecer uma política de saúde baseada em hábitos saudáveis, controle e prevenção de doenças. Dentro do SUS também há as Redes de Atenção a Saúde (RAS) que auxilia em diferentes níveis de atenção (primária, secundária e terciária), observando as necessidades de cada paciente para indicação do tratamento adequado. O RAS possui cinco redes temáticas (Materno Infantil, Atenção as Urgências, Atenção a Saúde das Pessoas com Condições Crônicas, Atenção Psicossocial, Cuidado à Pessoas com Deficiência (GARCIA MAA, 2006).

Para apoiar a Atenção Básica de Saúde algumas Unidades contam com o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), que possuí uma equipe multidisciplinar com médicos de diversas especialidades. Porém não abrange todas as Unidades, é preciso solicitação, análise e autorização do MS (BRASIL, 2017).

No Rio de Janeiro a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vem se preocupando com o envelhecimento populacional e a questão da demanda de pessoas idosas em busca de auxílio na área da saúde. Segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) em janeiro de 2018, foram 3.486 equipes de saúde em ESF. Com base nas políticas,

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estratégias e ações governamentais nota-se que há preocupação com a qualidade na assistência em saúde para a pessoa idosa, por meio do atendimento e acompanhamento a essa população (BRASIL, 2018).

É necessário que haja a prevenção e diagnóstico precoce de doenças, principalmente por se tratar de uma faixa etária de risco, assim como fazer a manutenção da capacidade funcional. Mas será que realmente os serviços de assistência básica de saúde para a pessoa idosa funcionam na prática? A população idosa que busca atendimento nas Clínicas da Família do Rio de Janeiro tem acesso a um atendimento adequado?

As hipóteses são:

H1= Os serviços de assistência básica de saúde funcionam na prática, visto que as

Clínicas da Família do Rio de Janeiro oferecem um atendimento que busca a prevenção, manutenção e acompanhamento de doenças provenientes em idosos, oferecendo acesso a um atendimento adequado, assim como contam com equipes de agentes comunitários de saúde na disseminação de informações e orientações para a pessoa idosa.

H0 = Os serviços de assistência básica de saúde não funcionam na prática e o

atendimento não é adequado, pois as Clínicas da Família não possuem profissionais especializados e equipamentos disponíveis.

O objetivo geral é verificar como é o processo de atendimento e assistência ao idoso nas Unidades Básica de Saúde da Família: Dante Romanó Júnior; Josuete Sant'anna de Oliveira e Erivaldo Fernandes Nobrega.

Como objetivos específicos temos:

Identificar os equipamentos existentes nas Unidades;

Identificar as instalações físicas para Assistência Ambulatorial; Identificar serviços especializados oferecidos;

Verificar se há farmácia e acesso a medicamentos; Verificar a existência de serviços de apoio;

A escolha por essas três Clínicas foi motivada pelo atendimento oferecido pelo NASF com especialista em Geriatria (apoio eventual) (RIO DE JANEIRO, 2017).

Esse trabalho está estruturado em Introdução com informações de ações e estratégias governamentais, problema da pesquisa em forma de perguntas, objetivo geral, objetivos

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específicos, hipóteses e justificativa. Em seguida será apresentado o caso e o diagnóstico da situação problema. A terceira parte do estudo traz o referencial teórico sobre a problemática. A quarta parte do estudo apresenta a metodologia, ou seja, as etapas de desenvolvimento do estudo. A quinta parte trata dos achados e análise dos resultados da pesquisa de campo, seguido pela apresentação do Plano de Ação. Considerações finais. Referências e Apêndices (formulário e fotos).

2 – Apresentação do Caso e Diagnóstico

As Clínicas da Família tem como foco o diagnóstico precoce de doenças, prevenção e promoção da saúde. Contam com equipes multidisciplinares e serviços diversificados. Com os dados de cada Unidade pesquisada e seus serviços prestados é possível observar recursos, necessidades e potencialidades, citadas nos Quadros 1, 2 e 3 a seguir. (RIO DE JANEIRO, 2017).

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6 SMS CF DANTE ROMANO JUNIOR AP 33

Profissionais SUS Quantidade Instalações Físicas para Assistência

Médicos 17 AMBULATORIAL

Outros 92 Instalação Consultório Leitos

Leitos/internação 0 Clínicas básicas 8 0

Atendimento Prestado Odontologia 2 0

Ambulatorial Outros consultórios

não médicos 1 0

SADT (serviço de apoio diagnóstico e terapêutico) Sala de curativo 1 0

Fluxo de Clientela Sala de imunização 1 0

Atendimento de demanda espontânea Sala de

repouso/observação 1 3

Clínicas diferenciadas 4 0

Equipamentos Serviços de Apoio

EQUIPAMENTOS DE DIAGNOSTICO POR

IMAGEM Serviço Característica

Raio x até 100 ma

Quantidade: 1 Ambulância Terceirizado

Ultrassom convencional Quantidade: 1 Farmácia Próprio

EQUIPAMENTOS DE ODONTOLOGIA Serviço de prontuário de

paciente Próprio

Equipo odontológico Quantidade: 1 NASF SUS

EQUIPAMENTOS POR METODOS GRAFICOS

Serviço de manutenção de

equipamentos Terceirizado

Eletrocardiógrafo Quantidade: 1

Quadro 1 – SMS CF DANTE ROMANO JUNIOR AP 33 Fonte: BRASIL, 2018.

No Quadro 1 é possível observar que não há leito para internação, para possíveis estadias de períodos curtos, até uma possível transferência ou liberação. O fluxo de clientela é por demanda espontânea e divulgação de informações são feitas por meio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (PCRJ) e dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Possui atendimento Ambulatorial com instalações físicas adequadas e serviço de apoio diagnóstico e terapêutico (SADT). Existem 2 equipamentos de diagnóstico por imagem, 1 equipamento de

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odontologia e 1 equipamento por método gráfico, todos em uso. Os serviços de Apoio de Prontuário de Paciente e a Farmácia são próprios da Unidade. O local tem 1 sala de “consultório não médicos”, inativa.

SMS CF JOSUETE SANTANNA DE OLIVEIRA AP 33

Profissionais SUS Quantidade Instalações Físicas para Assistência

Médicos 7 AMBULATORIAL

Outros 60 Instalação Consultório Leitos

Leitos/internação 0 Clínicas básicas 4 0

Atendimento Prestado Odontologia 1 2

Ambulatorial Outros consultórios não

médicos 1 0

SADT (serviço de apoio diagnóstico e terapêutico) Sala de curativo 1 0

Fluxo de Clientela Sala de imunização 1 0

Atendimento de demanda espontânea Sala de repouso/observação 1 2

Equipamentos Clínicas diferenciadas 4 0

EQUIPAMENTOS DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM

Raio x até 100 ma

Quantidade: 1

Ultrassom convencional Quantidade: 1 Serviços de Apoio

EQUIPAMENTOS DE ODONTOLOGIA Serviço Característica

Amalgamador Quantidade: 1 Ambulância Terceirizado

Aparelho de profilaxia c/jato de

bicabor. Quantidade: 2 Farmácia Próprio

Caneta de alta rotação Quantidade: 2 Serviço de prontuário de paciente Próprio

Caneta de baixa rotação Quantidade: 2 NASF SUS

Compressor odontológico Quantidade: 1 Serviço de manutenção de

equipamentos Terceirizado

Equipo odontológico Quantidade: 2

Fotopolimerizador Quantidade: 2

EQUIPAMENTOS POR METODOS GRAFICOS

Eletrocardiógrafo Quantidade: 1

Quadro 2 – SMS CF JOSUETE SANTANNA DE OLIVEIRA AP 33 Fonte: BRASIL, 2018.

Assim como o Quadro 1, no Quadro 2 é possível observar que não há leito para internação e o fluxo de clientela é por demanda espontânea. Possui atendimento Ambulatorial com instalações físicas adequadas e SADT. Existem 2 equipamentos de diagnóstico por

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imagem, 12 equipamentos de odontologia e 1 equipamento por método gráfico, todos em uso. A quantidade de equipamentos odontológicos são maiores que no Quadro 1, o que facilita e melhora o atendimento na área odontológica. Os serviços de Apoio de Prontuário de Paciente e a Farmácia são próprios da Unidade. O local tem 1 sala de “consultório não médicos”, inativa.

SMS CF ERIVALDO FERNANDES NOBREGA AP 32

Profissionais SUS Quantidade Instalações Físicas para Assistência

Médicos 15 15 AMBULATORIAL

Outros 90 90 Instalação Consultório Leitos

Leitos/internação 0 Clínicas básicas 5 0

Atendimento Prestado Odontologia 1 0

Ambulatorial Outros consultórios não

médicos 12 0

SADT (serviço de apoio diagnóstico e terapêutico) Sala de curativo 1 0

Fluxo de Clientela Sala de imunização 1 0

Atendimento de demanda espontânea Sala de repouso/observação 1 0

Equipamentos Clínicas diferenciadas 1 0

EQUIPAMENTOS DE DIAGNOSTICO POR

IMAGEM Sala de enfermagem/ serviços 1 0

Raio x até 100 ma Quantidade: 1

Serviços de Apoio

Ultrassom convencional Quantidade: 1 Serviço Característica

EQUIPAMENTOS DE ODONTOLOGIA Ambulância Terceirizado

Fotopolimerizador Quantidade: 4 Farmácia Próprio

Equipo Odontológico Quantidade: 4 Serviço de prontuário de paciente Próprio

Compressor Odontológico Quantidade: 1 NASF SUS

Caneta de Baixa Rotação Quantidade: 8 Central de Esterilização de Materiais Terceirizado

Caneta de Alta Rotação Quantidade: 16

Aparelho de Profilaxia c/

Jato de Bicarbonato Quantidade: 4

Amalgamador Quantidade: 1

EQUIPAMENTOS POR METODOS GRAFICOS

Eletrocardiógrafo Quantidade: 1

Quadro 3 – SMS CF ERIVALDO FERNANDES NOBREGA AP 32 Fonte: BRASIL, 2018.

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Como nos Quadro 1 e 2 é possível observar que não há leito para internação e o fluxo de clientela é por demanda espontânea. Possui atendimento Ambulatorial com instalações físicas adequadas e SADT. Existem 2 equipamentos de diagnóstico por imagem, 38 equipamentos de odontologia e 1 equipamento por método gráfico, todos em uso. A quantidade de equipamentos odontológicos são maiores que nos Quadros 1 e 2, oferecendo assim um atendimento mais rápido e eficaz. Os serviços de Apoio de Prontuário de Paciente e a Farmácia são próprios da Unidade. O diferencial é a sala de enfermagem/serviços que não possui nos Quadros 1 e 2. O local tem 12 salas de consultórios “não médicos”, todas inativas.

Observando os dados apresentados nos Quadros 1, 2 e 3, é possível identificar a necessidade de leitos nas Unidades, pois mesmo sendo clínicas de Atenção Primária, recebem pacientes de média complexidade e casos de emergência quando necessário. A internação mesmo que por um período curto torna- se ideal nesses casos e posteriormente uma transferência para outras Unidades Médicas (Ex: Hospitais). Em cada Unidade pesquisada há uma farmácia própria, o que auxilia bastante para que o paciente tenha acesso a medicamentos. As Unidades de Atenção Básica do Rio de Janeiro contam com um centro de distribuição localizado em Jacarepaguá/RJ que dispõe de 178 itens do quadro de medicamentos para abastecimento das Unidades de Atenção Primária (RIO DE JANEIRO, 2018).

As equipes do NASF das Unidades pesquisadas contam com equipes multidisciplinares com enfermeiros e médicos de especialidades variadas, dentre eles há médicos com especialidade em Geriatria. O NASF efetua nas Clínicas pesquisadas um trabalho de apoio eventual com dias aleatórios previstos no calendário de cada Unidade, podendo haver alterações nas datas e horários, e assim, dificultando o acesso de alguns pacientes que buscam auxílio desses grupos. Não constam nas equipes NASF, em geral, médicos com especialidade em Gerontologia, apenas Geriatria. Seria um ponto positivo a disponibilidade de tais profissionais em Gerontologia (BRASIL, 2017).

Os pacientes que buscam as Clínicas da Família recebem atendimento médico inicial Por meio da ESF (com médicos e enfermeiros). As Clínicas da Família contam com os ACS, que desempenham um papel fundamental junto à comunidade, levando e colhendo informações sobre saúde e acolhimento médico, acompanhando e dando auxílio à pacientes,

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principalmente idosos que muitas vezes apresentam dificuldade de locomoção. A CF Dante Romano Junior possui 50 ACS, CF Josuete Santanna de Oliveira possui 21 ACS e a CF Erivaldo Fernandes Nobrega possui 23 ACS. Os ACS são distribuídos em equipes de acordo com cada região abrangente onde estão localizadas cada Clínica da Família. Um papel fundamental dos ASC para a pessoa idosa é o acompanhamento da Caderneta do Idoso, onde constam dados pessoais, sociais, demográficos, vacinação e toda trajetória do paciente dentro da Clínica da Família. Os idosos que necessitam de cuidados especializados além da ESF são disponibilizados outros serviços conforme Quadro 4 a seguir (RIO DE JANEIRO, 2017).

SERVIÇOS ESPECIALIZADOS

ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMILIA

SERVIÇO DE ATENCÃO AO PACIENTE COM TUBERCULOSE SERVIÇO DE ATENÇÃO EM SAÚDE BUCAL

SERV. DE CONTROLE DE TABAGISMO

SERV. DE DIAGN. POR ANATOMIA PATOLOGICA E/OU CITOPATO SERV. DE DIAGN. POR IMAGEM

SERV. DE DIAGNÓSTICO POR LABORATÓRIO CLINICO SERV. DE DIAGN. POR MÉTODOS GRÁFICOS DINÂMICOS SERV. DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES

SERV. DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

SERV. POSTO DE COLETA DE MATERIAIS BIOLÓGICOS

Quadro 4 – Serviços Especializados disponíveis nas três clínicas pesquisadas. Fonte: BRASIL, 2018.

O encaminhamento para os outros serviços especializados e para o NASF é feito após a consulta com o serviço de Estratégia de Saúde da Família, conforme necessidade (RIO DE JANEIRO, 2018).

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Figura 1: Fluxograma do atendimento ao idoso em Clinicas da Família. Fonte: Elaboração própria, 2018.

O fluxograma apresentado relata o atendimento ao idoso nas Clínicas da Família, que é padronizado para todas as Unidades. Os serviços especializados citados no Quadro 4, são indicados de acordo com a necessidade de cada paciente, assim como indicação ao NASF. Os serviços de atenção ao paciente com tuberculose, práticas interativas e complementares, controle de tabagismo, serviço de vigilância em saúde, além de tratamento clínico oferecem grupos de apoio com psicólogos.

3 – Referencial Teórico

A manutenção da capacidade funcional é uma das prioridades da Atenção Básica na prevenção de doenças. A idade avançada não implica em dependência, o processo de envelhecimento influencia as habilidades funcionais, porém tudo vária de acordo com o estilo de vida do paciente idoso e na maioria das vezes a perda de habilidades funcionais são reversíveis. O acompanhamento ao idoso pelas Clínicas da Família inclui orientação e manutenção de hábitos saudáveis como: alimentação balanceada e prática de exercícios físicos. Todas essas informações constam na Caderneta do Idoso e algumas específicas estão disponíveis no Quadro 5 (BRASIL, 2017).

O paciente idoso recebe o primeiro atendimento na recepção da Unidade para coleta de dados pessoais, caso não

tenha cadastro na Unidade ou caderneta do idoso.

O paciente é encaminhado para uma consulta denominada como

Estratégia de Saúde da Família (médico geral), onde acontece uma avaliação para identificar a

necessidade de tratamento específico, encaminhamento para serviços especializados ou

grupos de apoio.

O serviço para o qual o paciente for

indicado deve providenciar a caderneta do idoso,

caso o mesmo não tenha. Assim como, descrever a trajetória

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Avaliação global da pessoa idosa

■ Prevenção, identificação e acompanhamento de distúrbios nutricionais no idoso. ■ Prevenção de quedas e fraturas.

■ Prevenção, identificação e acompanhamento de situações de violência contra idosos. ■ Prevenção, identificação e acompanhamento da pessoa idosa em processo de fragilização. ■ Prevenção, identificação e tratamento de doenças crônicas não-transmissíveis em todas as unidades, com foco na prevenção de incapacidades e deficiências.

Prevenção, identificação e acompanhamento de sintomas físicos e emocionais de doenças crônicas progressivas não-transmissíveis e sem terapia curativa

■ Realização de atividades de grupo, como Terapia Comunitária, Roda de conversa (Espaços de Comunicação).

■ Realizar levantamento e acompanhamento das pessoas com deficiência na comunidade, identificando situações de risco/vulnerabilidades, trabalhando a gestão das listas e diagnóstico comunitário.

■ Incluir a pessoa com deficiência nas ações/programas de saúde previstas para seu ciclo de vida e gênero.

■ Prestar apoio/orientação aos cuidadores de deficientes.

■ Realizar as ações de reabilitação previstas para os Serviços de Reabilitação Física das pessoas com deficiência.

■ Realizar as ações de práticas integrativas e complementares.

Obs: As doenças crônicas não- transmissíveis que mais prevalecem em idosos são: hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, osteoartrose e câncer.

Quadro 5 – Serviços da Atenção Primária na prevenção e manutenção de doenças crônicas

não-transmissíveis.

Fonte: BRASIL, 2017.

Os vários tipos de doenças crônicas tendem a se associar com outros quadros clínicos de doenças como exemplo a obesidade em idosos. É fundamental o estabelecimento de relações entre variáveis que determinam os fatores mais preponderantes no controle dessas doenças (CAMPOS, 2005).

Segundo Cavalini e Chor (2003, p.7) “além das doenças crônico-degenerativas, a população idosa sofre também de vários transtornos psicológicos, sendo necessário um atendimento especial pelos serviços básicos de saúde pública”. Com essa afirmação é possível destacar duas situações com grande índice de ocorrência entre a população idosa, no caso de doenças crônico-degenerativas o exemplo mais comum e o Alzheimer e como transtorno psicológico o mais comum é a depressão. Ambas são tratadas com serviços especializados disponíveis nas Unidades de Atenção Básica (BRASIL, 2017).

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O envelhecimento saudável está ligado à manutenção da capacidade funcional, sendo este o foco de interesse do MS quando se trata da população idosa, pois o investimento com a prevenção de doenças gera menos custo que os tratamentos (OMS, 2015).

Como foi citada a questão de investimento do MS é necessário citar a Administração Pública neste processo, uma vez que o setor da saúde necessita de verbas públicas para funcionar. A área da saúde consta como uma das prioridades da Administração Pública na alocação de verbas, porém muitas vezes a verba não é suficiente por causa da má distribuição de renda ou má administração de verbas pelo poder público. Alavancando assim, muitos problemas (ALCEBÍADES S, 1993).

O desvio de verbas destinadas ao SUS é um problema político, social e de supervisão do MS. Os representantes públicos da sociedade precisam tomar providências sérias, de caráter de emergência para os casos de fraudes e desvios de verbas públicas (COSTA, 2011).

A população necessita de assistência em saúde pública, muitos dependem desse serviço por não ter acesso á planos de saúde. Principalmente os idosos, pois os valores de planos de saúde particulares aumentam de acordo com a faixa etária. A população idosa vem crescendo e necessita de amparo público na área da saúde (OCKÉ-REIS et al, 2003).

Quadro 6 – População Brasileira de 80 anos ou mais, por sexo, 1980 a 2050. Fonte: IBGE, 2006.

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O Quadro 6 mostra a evolução da população brasileira de 80 anos ou mais, por sexo, de 1980 a 2050. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesse período de 70 anos a população de idosos com 80 anos ou mais vem aumentando gradativamente, principalmente do sexo feminino (IBGE, 2006).

A independência e autonomia da pessoa idosa são focos que o MS visa sempre alcançar através das Unidades Básicas de Saúde (UBS) com a manutenção da capacidade funcional como prevenção de doenças (FERREIRA, 2014).

3.1- Clínicas da Família

Com aumento progressivo da população idosa a demanda por assistência médica pública dessa faixa etária aumentou. O cuidado com o idoso inclui também cuidados específicos para melhoria da qualidade de vida, convívio familiar e social (SILVESTRE, COSTA NETO, 2003).

A Estratégia de Saúde da Família, trás uma nova estrutura aos atendimentos convencionais em hospitais públicos, buscando um atendimento primário e descoberta precoce de doenças (BENEVIDES, PASSOS, 2005).

A assistência de Saúde da Família possui assistência integral a população idosa, incluindo o vínculo social no qual o idoso está inserido, acompanhamento domiciliar, controle e acompanhamento em casos de doenças crônicas. Serviços oferecidos pelas Clínicas da Família – RJ, conforme Quadro 7 (ISABEL, SANTOS, 2012).

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• Consultas individuais e coletivas. • Visita domiciliar.

• Saúde Bucal. • Vacinação.

• Desenvolvimento das ações de controle da dengue e outros riscos ambientais em saúde.

• Pré-natal e Puerpério.

• Acolhimento mãe-bebê após alta na maternidade.

• Rastreamento de câncer de colo uterino (preventivo) e câncer de mama. • Raio-x.

• Eletrocardiograma.

• Exames laboratoriais: sangue, urina, fezes e escarro. • Ultrassonografia.

• Curativos.

• Planejamento familiar.

• Teste do pezinho, teste do reflexo vermelho e da orelhinha. • Teste rápido de sífilis e HIV.

• Teste rápido de gravidez. • Programa Academia Carioca. • Controle do Tabagismo.

• Prevenção, tratamento e acompanhamento das DTS e HIV. • Acompanhamento de doenças crônicas.

• Identificação, tratamento e acompanhamento da tuberculose. • Identificação, tratamento e acompanhamento da hanseníase. • Ações de promoção da saúde e proteção social na comunidade.

Quadro 7 – Serviços oferecidos pelas Clínicas da Família – RJ Fonte: RIO DE JANEIRO, 2017.

As Clínicas da Família foram criadas para acompanhar de perto os pacientes dos bairros e regiões próximas, dando suporte em tratamentos e buscando sempre a prevenção e diagnóstico precoce de doenças, incluindo visitas domiciliares. A inspiração do Ministério da Saúde para este formato de Atenção Primária surgiu do modelo das Unidades de Saúde Familiar (USF), existentes em Cuba. A primeira Clínica da Família (Atenção Primária) no Rio de Janeiro foi inaugurada em 14 de novembro de 2009, Clínica da Família Olímpia Esteves, em Realengo/RJ. Atualmente são 117 Clínicas da Família ativas no Rio de Janeiro (GF/CNES, 2018).

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4 – Procedimentos Metodológicos

As fontes de pesquisas bibliográficas se constituem de informações de revistas especializadas em saúde pública, Revista Latino-Americana de Enfermagem; Revista Brasileira de Psiquiatria; Revista Brasileira de Epidemiologia; artigos de autores que apresentam estudos sobre a saúde do idoso no Brasil e pesquisas relativas ao Programa de Saúde do Idoso - Divisão Nacional de Doenças Crônico-Degenerativas da Secretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde do MS (DNDCD/SNPES/MS).

Para elaborar um comparativo entre a base teórica e a realidade analisada nas Clínicas pesquisadas, foi necessário fazer cinco visitas em dias aleatórios em cada uma das 3 Unidades, para fazer uma observação sistemática, coletando dados em bloco de notas para verificar se os equipamentos e serviços disponíveis em cada Unidade estão de acordo com os dados disponíveis no CNES e indicados nessa pesquisa. Trabalhando na PCRJ no setor de indicadores e serviços das Clínicas da Família do RJ, pude elaborar um formulário com um questionário (Apêndice A), onde funcionários e pacientes possam responder a respeito do atendimento e serviços oferecidos nas Unidades.

Foram visitadas e analisadas três clinicas da família: Clínica da Família Dante Romanó Júnior; Clinica da Família Josuete Sant'anna de Oliveira e Clinica da Família Erivaldo Fernandes Nobrega, para maior percepção do problema relatado em busca de soluções. A análise feita busca referenciar em baixa escala alguns dos problemas existentes sobre o tema em questão, afinal o SUS conta com inúmeras Unidades Básicas de Saúde da Família, que hoje são referência em atendimentos ambulatoriais e acompanhamento à saúde do idoso. Foi feita visitação e aplicação de um formulário (Apêndice A) para 10 pacientes (acima de 60 anos) e 10 funcionários (médicos e enfermeiros) de cada Unidade, resultando em 60 amostras, para melhor percepção do atendimento feito em cada Unidade tendo em vista opiniões diversificadas (pacientes e funcionários).

Diante da defasagem de verbas públicas é preciso fazer a abordagem sobre a falta de medicamentos, equipamentos e funcionamento dos locais. Contando com a colaboração de funcionários e pacientes idosos foi aplicado um questionário (formulário), individualmente,

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para a coleta de informações. Foi preciso entrevistar tanto funcionários, quanto idosos para colher dados dos dois lados (prestador de serviços e receptor de serviços).

5 – Apresentação e Análise dos Resultados da Pesquisa de Campo

Será realizado a partir de agora a apresentação e análise dos resultados da pesquisa de campo realizada. A pesquisa de campo teve como objetivo obter informações de pacientes e funcionários sobre o atendimento e serviços oferecidos nas Clínicas da Família: Dante Romanó Júnior; Josuete Sant'anna de Oliveira e Erivaldo Fernandes Nobrega. Resultando assim, dados que apontam pontos positivos e pontos negativos. Os pontos negativos foram objetos do Plano de Ação, cujo objetivo é propor melhorias. Nos Quadros 8, 9 e 10 abaixo estão os resultados encontrados.

Pontos positivos Estrutura adequada; atendimento de qualidade; especialidade de Geriatria (NASF) eventualmente; atendimento domiciliar (agentes

comunitários de saúde).

Pontos negativos Falta de medicamentos específicos, principalmente para controle de pressão arterial; dificuldade de acesso ou falta de atendimento clínico específico com especialidade em Geriatria ou Gerontologia. Comentários Os pacientes idosos criticaram em sua maioria a falta de

medicamentos e os funcionários comentaram sobre as instalações e atendimento.

Pacientes idosos Entrevistados: 10 Sexo masculino: 4 Sexo feminino: 6 Faixa etária: 62 a 78 anos

Médicos e enfermeiros Entrevistados: 10 Sexo masculino: 7 Sexo feminino: 3 Faixa etária: 27 a 55 anos

Quadro 8 – Clínica da Família Dante Romanó Júnior. Fonte: Elaboração própria, 2018.

No Quadro 8 é possível observar que existem muitos pontos positivos na Unidade, pacientes e funcionários elogiaram a estrutura física, atendimento de qualidade, atuação do NASF (embora seja com atendimento eventual) e o atendimento domiciliar (ACS). Os pontos negativos são referentes à falta de medicamentos, principalmente para controle de pressão arterial, visto que se trata de uma medicação de grande importância e alta demanda principalmente por pessoas idosas, não deveria faltar estes medicamentos. Outro ponto

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negativo é a dificuldade de acesso ao NASF que possui Geriatra de apoio eventual, os pacientes e enfermeiros citaram a necessidade de médicos especialistas em Geriatria e/ou Gerontologia. Por fim foram citadas a quantidade de pacientes idosos e funcionários (médicos e enfermeiros) que responderam ao questionário (formulário), descritos por faixa etária e sexo.

Pontos positivos Estrutura adequada; bom atendimento com equipe geral e espaço ambulatorial de qualidade; laboratório; agentes comunitários de

saúde; especialidade de Geriatria (NASF) eventualmente. Pontos negativos Dificuldade de acesso ou falta de atendimento clínico específico

com especialidade em Geriatria ou Gerontologia; falta de medicamentos.

Comentários Os pacientes elogiaram o atendimento e reclamaram sobre a demora na entrega de exames laboratoriais, os funcionários

mostraram as instalações.

Pacientes idosos Entrevistados: 10 Sexo masculino: 6 Sexo feminino: 4 Faixa etária: 61 a 85 anos

Médicos e enfermeiros Entrevistados: 10 Sexo masculino: 2 Sexo feminino: 8 Faixa etária: 30 a 47 anos

Quadro 9 – Clinica da Família Josuete Sant'anna de Oliveira. Fonte: Elaboração própria, 2018.

No Quadro 9 é possível observar que assim como no Quadro 8, existem muitos pontos positivos na Unidade, pacientes e funcionários elogiaram a estrutura física, atendimento de qualidade, atuação do NASF (embora seja com atendimento eventual), atendimento domiciliar (ACS) e o laboratório. Os pontos negativos são referentes à falta de medicamentos e dificuldade de acesso ao NASF que possui Geriatra de apoio eventual, os pacientes e enfermeiros citaram a necessidade de médicos especialistas em Geriatria e/ou Gerontologia. Pacientes comentaram a demora na entrega de exames laboratoriais e os enfermeiros justificaram a demora pela alta demanda de pacientes. Por fim foram citadas a quantidade de pacientes idosos e funcionários (médicos e enfermeiros) que responderam ao questionário (formulário), descritos por faixa etária e sexo.

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Pontos positivos Estrutura adequada; agentes comunitários de saúde; ambulatório com enfermeiros; especialidade de Geriatria (NASF)

eventualmente.

Pontos negativos Falta de medicamentos; demora no atendimento; dificuldade de acesso ou falta de atendimento clínico com especialidade em

Geriatria ou Gerontologia.

Comentários Pacientes reclamaram sobre a demora no atendimento e falta de medicamentos. Os funcionários apontaram os demais pontos

positivos e negativos.

Pacientes idosos Entrevistados: 10 Sexo masculino: 2 Sexo feminino: 8 Faixa etária: 65 a 87 anos

Médicos e enfermeiros Entrevistados: 10 Sexo masculino: 4 Sexo feminino: 6 Faixa etária: 32 a 53 anos

Quadro 10 – Clinica da Família Erivaldo Fernandes Nobrega Fonte: Elaboração própria, 2018.

No Quadro 10 é possível observar que assim como nos Quadros 8 e 9, existem muitos pontos positivos na Unidade, pacientes e funcionários elogiaram a estrutura física, atendimento de qualidade, atuação do NASF (embora seja com atendimento eventual), atendimento domiciliar (ACS). Os pontos negativos são os mesmos encontrados nos Quadros 8 e 9. Por fim foram citadas a quantidade de pacientes idosos e funcionários (médicos e enfermeiros) que responderam ao questionário (formulário), descritos por faixa etária e sexo.

Analisando os Quadros 8, 9 e 10 é possível concluir que os problemas mais decorrentes nas três Unidades são a necessidade de médicos especialistas em Geriatria e/ou Gerontologia e a falta de medicamentos.

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Gráfico 1 – Grau de satisfação dos pacientes entrevistados sobre o atendimento nas Clínicas. Fonte: Elaboração própria, 2018.

Os dados percentuais da Figura 1 mostram os resultados obtidos com a última pergunta do Formulário (Apêndice A) sobre satisfação do atendimento oferecido pelas Unidades pesquisadas. Dos 30 pacientes entrevistados (10 de cada Unidade), 87% classificaram o atendimento como satisfatório, 10% como insatisfatório e 3% não opinaram. É muito importante obter o grau de satisfação dos pacientes idosos, pois eles são os receptores dos serviços oferecidos nas Clínicas da Família pesquisadas. Conforme o Referencial Teórico a prevenção, identificação e acompanhamento de doenças ou distúrbios relacionados à pessoa idosa são essenciais e são oferecidos nas Unidades pesquisas. Obter um grau de satisfação positivos dos pacientes e observar que os serviços citados nessa pesquisa são oferecidos na prática torna- se um ponto positivo.

Os resultados citados nessa pesquisa em junção com o Referencial Teórico apontam semelhanças em relação manutenção da capacidade funcional na prevenção de doenças, as Unidades pesquisadas desenvolvem essa tarefa através dos serviços especializados em Estratégia de Saúde da Família. No quinto parágrafo do referencial teórico, é citado o desvio de verbas destinadas ao SUS, sendo este um problema político, social e de supervisão do Ministério da Saúde. O problema de desvio de verbas públicas afeta diretamente a questão da falta de medicamentos que é um dos problemas encontrados no resultado dessa pesquisa.

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Todos os serviços citados nos Quadros 5 e 7 do Referencial teórico, são oferecidos nas Clinicas da Família pesquisadas.

6 – Plano de Ação

Será apresentado agora o Plano de Ação dos seguintes problemas: necessidade de médicos especialistas em Geriatria e/ou Gerontologia e a falta de medicamentos. Esses problemas são decorrentes nas três Unidades pesquisadas conforme pesquisa de campo.

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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – RELATÓRIO TÉCNICO 22 2H 5W Qu an to ? Co m o ? Qu an d o ? On d e? Qu em ? P o r q u e? O q u e? Cu sto , d ese m b o lso s P ro ce d ime n to s, etap as P ra zo , cro n o g ra m a Lo ca l Re sp o n sá v el Ju stifi ca ti v a, ex p li ca çã o , m o ti v o Aç ão , p ro b lem a, d esa fio Cu sto c o m a c o n trata çã o d e m éd ic o s e sp ec ialistas e m Ge riatria e/o u Ge ro n to lo g ia, o s v alo re s v ariam d e ac o rd o c o m c ad a Or g an iza çã o S o cial, c arg a h o rá ria, d en tre o u tr o s f ato re s. Co m re m an ejam en to d o s m éd ic o s e sp ec ialistas já ex isten tes n o NA S F . O cu st o se ria v ariáv el d e ac o rd o co m o s h o rá rio s d e trab alh o , n ão h av en d o a n ec ess id ad e d e g asto s co m n o v as c o n trata çõ es. - As Un id ad es e stu d ad as c o n tam c o m c o n su lt ó ri o s in ati vo s qu e d en om in am “ co ns ult ór io s nã o - m éd ic os” c on fo rm e q u ad ro s 1 , 2 e 3 d ess a p esq u isa , e ss es e sp aç o s p o d em se rv ir d e co n su lt ó ri o e sp ec ializa d o e m Ge riatri a/Ge ro n to lo g ia. - S o li cit aç ão ju n to a P CRJ e a u to riza çã o . - Disp o n ib ili d ad e d e v er b as. - Co n cu rs o sim p li fica d o p elas OS e c o n trata çã o . - Re m an ejam en to d e esp ec ialistas já co n trata d o s. - P ra zo m áx imo d e u m a n o p ara c o n cu rs o sim p li fica d o , c o n trata çã o d e p ro fissio n ais es p ec ialistas e d isp o n ib il id ad es d e v erb as e x tras d e ac o rd o c o m o c u sto . - Ca so n ão h aja d is p o n ib il id ad e d e v erb as p ara n o v as c o n trata çõ es é p o ss ív el efe tu ar a ad eq u aç ão d o aten d ime n to d o NA S F c o m d atas e sp ec ífi ca s. Clí n ica d a F am íl ia Da n te R o m an ó Jú n io r; Cli n ica d a F am íl ia Jo su ete S an t' an n a d e Ol iv eira e Cli n ica d a F am íl ia Eri v ald o F ern an d es N o b re g a. P re fe it u ra d a Ci d ad e d o Ri o d e Ja n eiro c o m s o li cit aç ão p ré v ia d as OS (Org an iza çõ es S o ciais) e se u s Ge sto re s d e ca d a Un id ad e. As Clí n ica s d a F am íl ia d ess a p esq u isa p o ss u em o NA S F (N ú cleo d e Ap o io a S aú d e d a F am íl ia co m e sp ec ialistas e m Ge riatria, p o ré m a ten d em e v en tu alme n te, d ifi cu lt an d o o a ce ss o . O NA S F n ão e stá d isp o n ív el em to d as a s Clí n ica s d a F am íl ia d o RJ. P ro p o r m elh o rias n o a ten d ime n to a o id o so imp lan tan d o p ro fissio n ai s e sp ec ialistas e m g eriatria e g ero n to lo g ia c o m o q u ad ro d e fu n ci o n ári o s p erm an en tes , c o m d ias e h o rá rio s e sp ec ífi co s p ara a ten d ime n to a o id o so n as Clí n ica s d a F am íl ia p esq u isa d as. T ab ela 1 – P lano de Aç ão – 5W 2H Fon te : Ela bor aç ão p rópr ia , 2018 .

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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – RELATÓRIO TÉCNICO 23 2H 5W Qu an to ? Co m o ? Qu an d o ? On d e? Qu em ? P o r q u e? O q u e? Cu sto , d ese m b o lso s P ro ce d ime n to s, etap as P ra zo , cro n o g ra m a Lo ca l Re sp o n sá v el Ju stifi ca ti v a, ex p li ca çã o , m o ti v o Aç ão , p ro b lem a, d esa fio Disp o n ib il id ad e d e v erb a ex tra p ara n o v o s tr an sp o rtes (c aso h aja v erb a ex tra) . O cu sto d e re ab aste cime n to d e m ed ica m en to s p eri o d ica m en te v ai d ep en d er d o CM M (Co n su m o M éd io M en sa l) d e ca d a Un id ad e, e lab o ra d o p el o NA F (Nú cleo d e As sistê n cia F arm ac êu ti ca ). A q u estã o d e tran sp o rte ex tra p ar a re ab aste cime n to d e m ed ica m en to s, ca so n ão e x ista v erb as p ara d isp o r é p o ss ív el q u e h aja red istri b u içã o d e tran sp o rtes q u e ab aste ce m o u tras Un id ad es e m d ias in d ica d o s p elas Un id ad es q u e v ão c ed er o s tr an sp o rtes . As o u tras q u estõ es a d m in istrati v as d ev em se r ali n h ad as d en tro d as Un id ad es c o m a s e q u ip es e sp ec ífi ca s d o s se to re s d e m ed ica m en to s. -Disp o n ib il iza r tra n sp o rte ex tra . - F az er u m p lan ejam en to e sp ec ífi co , ju n to a o se to r d e esto q u e p ara q u e h aja o re ab aste cime n to d e m ed ica m en to s n o p erío d o a d eq u ad o . - Ve rifi ca r o s m ed ica m en to s d e al ta d em an d a. - Estab elec er u m a b o a co m u n ica çã o e n tre a e q u ip e d o d ep ó sito d e m ed ica m en to s d a P re fe it u ra e a s eq u ip es d o Alm o x arifad o d e m ed ic am en to s d e ca d a Un id ad e. -F az er v erifi ca çã o d a d ata d e v ali d ad e d e ca d a g ru p o d e m ed ica m en to s c o m m aio r fre q ü ên cia. P ro m o v er ess as a çõ es n o p ra zo m áx imo d e 6 m ese s. Clí n ica d a F am íl ia Da n te R o m an ó Jú n io r; Cli n ica d a F am íl ia Jo su ete S an t' an n a d e Ol iv eira e Cli n ica d a F am íl ia E riv ald o F er n an d es No b re g a. P re fe it u ra d a Ci d ad e d o Ri o d e Ja n eiro c o m s o li cit aç ão p ré v ia d as OS (Org an iza çõ es S o ciais) e se u s Ge sto re s d e ca d a Un id ad e. M u it o s p ac ien tes re clam ara m d a fa lt a d e m ed ica m en to s. Os p ro b le m as a d m in istrativ o s e n co n trad o s sã o : a fa lt a d e p lan ejam en to n a p arte d e esto q u e e tran sp o rte, e m a m b as a s Clí n ica s. P ro p o r so lu çã o p ara fa lt a d e m ed ic am en to s n as Clí n ica s d a F am íl ia : Da n te Ro m an ó Jú n io r; Jo su ete S an t' an n a d e Oli v eira e E ri v ald o F ern an d es No b re g a. T ab ela 2 – P lano de Aç ão – 5W 2H Fon te : Ela bor aç ão p rópr ia , 2018.

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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – RELATÓRIO TÉCNICO

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7 – Considerações Finais

É possível concluir que as informações obtidas nesta pesquisa ajudam a responder o problema inicial e afirmar que hipótese 1 está correta, descartando assim, a hipótese 0 pois os serviços de Atenção Básica funcionam na prática e os pacientes idosos conseguem acesso aos serviços básicos de saúde, seja na Unidade procurada ou através do auxílio de Agentes Comunitários de Saúde.

O objetivo geral foi identificar o processo de atendimento e assistência ao idoso em Unidade Básica de Saúde da Família, as três Unidades pesquisadas desenvolvem um bom atendimento, acompanhamento e assistência ao idoso de forma integrada e multidisciplinar, com projetos individuais e coletivos. Os objetivos específicos foram: Identificar os equipamentos existentes nas Unidades; Identificar as instalações físicas para Assistência Ambulatorial; Identificar serviços especializados oferecidos; Verificar se há farmácia e acesso a medicamentos; Verificar a existência de serviços de apoio. Conforme os dados dos Quadros 1, 2, 3 e 4, assim como, toda observação com coleta de dados (bloco de notas) e pesquisa levantada, conclui-se que os objetivos específicos foram alcançados e todos os itens citados constam nas Unidades dessa pesquisa.

O atendimento oferecido através do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) é um apoio para as Equipes das Unidades e efetuam um atendimento dinâmico e diversificado, porém ocorre eventualmente, dificultando o acesso do paciente idoso. O NASF conta com médicos especialistas em Geriatria, se torna interessante que haja também médicos especialistas em Gerontologia. A proposta no Plano de Ação e implantar essas especialidades como quadro permanente de funcionários com dia e horário para atendimento o que facilitaria o acesso da pessoa idosa para o atendimento com especialistas específicos.

Os dados negativos sobre a falta de alguns medicamentos estão ligados a questões administrativas e de possíveis soluções como indicado no Plano de Ação.

A questão de manutenção da capacidade funcional como forma de prevenção de futuras doenças é uma abordagem muito interessante das Unidades Básicas de Saúde. Este tema é citado em diversos textos literários sobre envelhecimento saudável o que possibilitou

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identificar semelhanças sobre a temática (saúde do idoso). Os hábitos não saudáveis e estilo de vida inadequado influenciam negativamente a saúde da pessoa idosa.

6 – Referências

ALCEBÍADES S. Viana de Paula. O papel do Estado em Relação a Velhice. Revista A Terceira Idade, Ano V, nº 7, Junho de 1993.

BENEVIDES, Regina; PASSOS, Eduardo. A humanização como dimensão pública das políticas de saúde. Ciência e Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 10, n. 3, 2005.

BRASIL. GF. Governo Federal. Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), 2018. Disponível em: http://cnes.datasus.gov.br/.

BRASIL. MS. Ministério da Saúde. Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa. Brasília, 4ª edição, 2017.

BRASIL. MS. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica – Envelhecimento e saúde da pessoa idosa – Saúde da Família. Brasília - DF, série A, n.19, 2006 (a).

BRASIL. MS. Ministério da Saúde. Manual para utilização da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa. Brasília – DF, 2016.

BRASIL. MS. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Portaria nº 2.528 de 19 de Outubro de 2006 (b).

CAVALINI, Luciana Tricai; CHOR, Dora. Inquérito sobre hipertensão arterial e décifit cognitivo em idosos de um serviço de geriatria. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v.6, n.1, 2003.

COSTA, Rafael Paula Pereira. Desvios de verbas do SUS. Parâmetros para uma necessária e urgente definição de competência. Teresina, ano 16, n. 2969, 2011. Disponível em: https://jus.com.br.

FERREIRA, Aldo Pacheco. Avaliação do grau de dependência nas atividades de vida diária em idosos no programa Clínica da Família, Jacarepaguá, RJ: Estudo de caso. Revista Uniandrade, Rio de Janeiro, v.15, n.1, 2014.

GARCIA MAA, Yagi, et al. Atenção à saúde em grupos sob a perspectiva dos idosos. Revista Latino Americana de Enfermagem, v.14, 2006.

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IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dados de População; Idosos e população futura. Dados estatísticos, 2006. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/.

ISABEL, Araújo; SANTOS, Dos António. Famílias com um idoso dependente: avaliação da coesão e adaptação, Revista de Enfermagem Referência, v. 3, 2012.

OCKÉ-REIS, Carlos O. C. et al. Avaliação dos gastos das famílias com a assistência médica no Brasil: o caso dos planos de saúde. Revista Ciência e Saúde Coletiva, v. 37, n. 4, 2003. OMS. Organização Mundial da Saúde. Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde. Genebra – Suíça, 2015.

RIO DE JANEIRO. PCRJ. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Carteira de serviços - Relação de serviços prestados na Atenção Primária à Saúde - Superintendência de Atenção Primária. Rio de Janeiro, série F, 2016.

RIO DE JANEIRO. PCRJ. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Saúde da Pessoa Idosa - Ações em Saúde – Saúde do Idoso. Rio de Janeiro, 2017.

SILVESTRE, Jorge Alexandre; COSTA NETO, Milton Menezes. Abordagem do idoso em programa de saúde da família. Caderno de Saúde Pública. Rio de Janeiro, v.19, n. 3, 2003. RIO DE JANEIRO. SMS. Secretaria Municipal de Saúde. Atenção Primária, 2018. Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/web/sms.

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APÊNDICE A – FORMULÁRIO

Local

Nome, idade e sexo Paciente ou Funcionário? (se funcionário indicar especialidade ou cargo)

Infraestrutura adequada? ( ) Sim ( ) Não

Caso a resposta seja não, quais os problemas encontrados? Medicamentos e

equipamentos médicos disponíveis?

( ) Sim ( ) Não ( )As vezes Observações:

_____________________________________________ Medicamentos para

Hipertensão, diabetes ( doenças crônicas não transmissíveis), são

encontrados com facilidade no local?

( ) Sim ( ) Não Observações:

_____________________________________________

Existe ambulatório no local? Quais os horários e dias da semana para atendimento?

( ) Sim ( ) Não

__________________ Existe atendimento

domiciliar com agentes comunitários de saúde?

( ) Sim ( ) Não

Se houver, quantos ACS por Bairro? ___________ Quantas visitas são feitas em um mês?__________ Existe especialidade em

geriatria (NASF) no local? Como é o acesso?

( ) Sim ( ) Não

Quais os dias da semana? ____________ Como se classifica o

atendimento no local? (somente pacientes)

( ) satisfatório ( ) insatisfatório ( )Não opinou Sugestões:

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APÊNDICE B – FOTOS DAS CLÍNICAS DA FAMÍLIA PESQUISADAS

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Referências

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