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SFM 07 Sistemas Fluidomecanicos – Analise

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Academic year: 2021

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(1)

Disciplina:

Sistemas Fluidomecânicos

Análise de

Turbomáquinas

(2)

Análise de Turbomáquinas

O método empregado para a análise de

turbomáquinas depende essencialmente dos

dados a serem obtidos.

Volume de controle finito: metodologia

empregada para se obter informações sobre

vazão, variação de pressão, torque e potência,

aplicando o princípio da quantidade de

(3)

Volume de controle infinitesimal aplicado

sobre elementos de pás individuais:

metodologia usada para se obter informações

sobre ângulos de pás e perfis de velocidade.

Como nesta disciplina estamos trabalhando

com escoamentos idealizados, será

empregada a aproximação por volume de

controle finito

.

(4)

Princípio da Quantidade de

Movimento Angular

Abaixo, a equação geral do princípio da

quantidade de movimento:

⃗ × ⃗ +

⃗ × ⃗

∀ +

=

=

⃗ ×

∀ +

⃗ ×

Eq. 4.47 5ª ed.

(5)

Detalhando:

O vetor ⃗ localiza cada elemento de massa ou de

volume do sistema com respeito ao sistema de

coordenadas.

• ⃗

é a força de superfície exercida sobre o sistema.

Primeiro termo da equação: torque exercido pelas

forças de superfícies atuantes no VC.

Segundo termo: torque devido à ação da gravidade

sobre o fluido dentro do VC.

⃗ × ⃗ +

⃗ × ⃗

∀ +

=

volume Torque no eixo motor

(6)

=

⃗ ×

∀ +

⃗ ×

No outro lado:

A primeira integral estima o momento da quantidade

de movimento (QM) do sistema.

SC, índice mostrado na segunda integral, significa

superfície de controle. A segunda integral é

relacionada ao fluxo de momento de QM através da

superfície do VC.

  volume x densidade =  massa

  massa x velocidade =  quantidade de movimento (força!)

  quantidade de movimento x vetor localização =  momento da quant. movimt.

(7)

Equação de Euler para

Turbomáquinas

Para a análise de turbomáquinas, é

conveniente escolher um volume de controle

fixo abrangendo o rotor, a fim de avaliar o

torque no eixo.

A equação 4.47 é simplificada pois não são

consideradas significativas as forças de

superfície nem as relativas ao campo

(8)

Para um escoamento permanente:

⃗ × ⃗ +

⃗ × ⃗

∀ +

=

=

⃗ ×

∀ +

⃗ ×

= 0 (insignificante)

= 0 , pois o Volume de controle é fixo

(9)

• Volume de controle finito e componentes da velocidade absoluta para análise de quantidade de movimento angular.

VC sobre um rotor genérico de uma turbomáquina. O eixo Z, alinhado com o eixo de rotação do rotor, é perpendicular ao plano XY

(10)

Para um escoamento permanente:

O fluido entra no rotor com velocidade V1

O fluido sai do rotor com velocidade V2

Índice t: tangencial Índice n: radial

(11)

Integrando:

ou, na forma escalar:

A eq. 10.1c é chamada de equação de Euler

para turbomáquinas.

=

⃗ ×

Eq. 10.1a5ª ed.

=

̇

=

̇

Eq. 10.1c

(12)

As velocidades tangenciais são convencionadas como

positivas quando no mesmo sentido da rotação do

rotor.

Isto faz o torque no eixo T

eixo

positivo para bombas,

ventiladores, sopradores e compressores (consomem

torque, este entra no VC), e negativo para turbinas

(torque é gerado, sai do VC).

A potência ̇

gerada ou consumida no eixo do

rotor é dada pelo produto escalar da velocidade

angular do rotor pelo torque

.

̇

=

=

̇

Eq. 10.2a

(13)

A equação 10.2a pode ser escrita de duas outras

formas de grande utilidade.

Seja U = r , onde U é a velocidade tangencial do

rotor no raio r :

Dividindo por ̇ , obtemos a chamada altura de

carga, ou carga, adicionada ao escoamento:

̇

=

̇

Eq. 10.2b

5ª ed.

(14)

Diagramas de Velocidade

• Diagramas de velocidade são úteis para definir as

componentes de velocidade do fluido e do rotor na entrada e na saída.

Perfil da pá saída

(15)

• Uma situação idealizada é mostrada na figura abaixo:

• O escoamento no rotor é idealizado entrando e saindo

tangencialmente ao perfil da pá (modelo chamado de entrada sem choque).

1 e

2 são os ângulos de entrada e saída da pá, medidos a partir da direção circunferencial.

saída

(16)

A velocidade do rotor na entrada é

=

A velocidade absoluta do fluido é a soma vetorial da

velocidade tangencial do rotor (U

1

na entrada) com a

velocidade do fluido em relação à pá (V

rb1

).

O diagrama de velocidades na saída é similar ao da

entrada.

Estes diagramas permitem estimar o torque e a potência

ideais consumidos ou entregues pelo rotor,

representando o máximo desempenho sob condições

ideais de projeto (limite superior de desempenho).

(17)

Exemplo 10.1

Bomba centrífuga idealizada.

Água a 150 gpm entra axialmente no impulsor de

uma bomba centrífuga, através de uma entrada com

diâmetro de 1,25 pol. A velocidade de entrada é axial

e uniforme. O diâmetro de saída do impulsor é de 4

pol. O fluxo sai do impulsor a 10 pés/s em relação às

pás radiais. A rotação do impulsor é de 3450 rpm.

(a) Determinar a largura b

2

de saída do impulsor, (b)

o torque entregue ao impulsor e (c) a potência

requerida predita pela equação de Euler para

turbinas.

(18)

VC fixo

• Q

= 150 gpm  0,0094635 m

3

/s (galão EUA)

• V

rb2

= 10 pés/s  3,0480 m/s

• R

1

= 0,625 pol. = 0,015875 m

• R

2

= 2 pol. = 0,0508 m

= 3450 rpm = 361,283 rad/s

água

= 1000 kg/m

3

(19)

VC fixo

Vazão: ̇ =

= ̇ =

2

= 2 = 0,0094635 3,048 × 2 × × 0,0508 = 0,00973

(20)

• Da equação da quantidade de movimento angular com fluxo de saída uniforme:

• Entretanto, na entrada não há momento angular na direção z, portanto: • Desenvolvendo:

=

̇

=

̇

=

= = 0,0508 × 3450 × 2 × 60 × 1000 × 0,0094635

= 8,8232 Nm

(21)

• Calculando a potência: • Respostas • a) 9,73 mm; b) 8,82 Nm; c) 3187,7 W ou 4,28 hp

̇

=

̇

=

3450 × 2 ×

60

× 8,8232 = 3187,7 W ≈ 4,28 ℎ

(22)

Exemplo 10.2

Um ventilador de fluxo axial opera a 1200 rpm. O diâmetro na ponta da pá é de 1,1m e o diâmetro do cubo é de 0,8m. O fluido é ar na condição padrão e o escoamento considerado

incompressível. Não há mudança na componente axial da velocidade através do rotor.

Ventilador de Fluxo Axial Idealizado

VC estacionário, é o canal de escoamento Fluxo z Rm   

(23)

Os ângulos de entrada e de saída da pá são de 30° e 60°

respectivamente. Pás de guia de entrada dão ao fluxo absoluto que entra no primeiro estágio um ângulo de 30°.

Admita que o fluxo relativo entra e sai do rotor nos ângulos

geométricos da pá e utilize as propriedades no raio médio da pá

para os cálculos. Para essas condições idealizadas:

(a) desenhe o diagrama de velocidade de entrada, (b) determine a vazão volumétrica,

(c) esboce as formas das pás do rotor,

(d) desenhe o diagrama de velocidade de saída,

(e) calcule a potência necessária para acionar o ventilador, (f) calcule o torque mínimo necessário para acionar o

(24)

Solução:

• Aplique a equação da quantidade de movimento angular a um volume de controle fixo:

Considerações:

1. Torques devido a forças superficiais ou de massa são desprezíveis;

2. Escoamento permanente;

3. Escoamento uniforme nas seções de entrada e saída; 4. Escoamento incompressível;

5. Não há variação na área de escoamento axial; 6. Use o raio médio das pás do rotor, Rm.

(25)

• As formas das pás são:

• O diagrama de velocidade de entrada é:

1 = 30° Movimento da pá Vrb1 Vrb2

2 = 60° z

1= 30°

V

rb1

V

n1

V

t1

V

1

1 = 30°

U =

.R

m Item (a) Item (c) Atenção:

U foi estimado usando Rm. Porque?

(26)

Da continuidade, a vazão que entra é igual à vazão

que sai:

Como A

1

= A

2

, então V

n1

= V

n21= 30° Vrb1 Vn1 Vt1 V11= 30° U = .Rm

=

=

(27)

Como A

1

= A

2

, então V

n1

= V

n2

e o diagrama de

velocidade de saída é conforme mostrado abaixo:

2= 60°

V

rb2

V

n2

V

t2

V

2

2

U =

.R

m Item (d)

(28)

No raio médio das pás:

=

.

=

.

2

=

1200 × 2

60

.

1

2

1,1 + 0,8

2

= 59,69026 /

D Dcubo Dm

(29)

Da geometria do diagrama de velocidade de entrada:

1= 30° Vrb1 Vn1 Vt1 V11= 30° U = .Rm

30° =

= .

30° = 29,84513 /

30° =

=

.

30° = 25,84664 /

30° =

=

.

30° = 14,92257 /

30° =

=

30°

. = 51,69328 /

(30)

A vazão em volume:

=

=

×

4

á

= 25,84664 ×

4

1,1 − 0,8

= 11,57095

/

Item (b)

= 11,6

/

(31)

Torque no eixo, para escoamento uniforme:

Do diagrama de velocidade de saída:

=

̇

Eq. 10.1c 5ª ed. 2= 60° Vrb2 Vn2 Vt2 V22 U = .Rm

=

=

+

a

30° =

=

+

30° ×

(32)

2= 60° Vrb2 Vn2 Vt2 V22 U = .Rm

=

=

+

30° ×

=

30° ×

=

59,69026 −

30° × 25,84664

25,84664

= 1,732050875

= 60°

=

=

60° × 25,84664 = 44,76769 /

(33)

=

̇

=

̇ =

= 0,475 × 44,76769 − 14,92257 × 1,2250 × 11,57095

= 1,2250

/

= 200,942613 .

Item (e) ̇ = = 1200 × 2 60 200,9 = 25251,1934

= 200,9 .

̇

= 25, 25

Item (f)

(34)

Diagramas de Velocidade

• Se o fluido entrar no impulsor com uma velocidade absoluta puramente radial, não haverá quantidade de movimento angular e Vt1 será nula.

Perfil da pá saída

entrada

(35)

Se Vt1 = 0, então

• Sabemos que

=

1

Eq. 10.2c5ª ed.

=

Eq. 10.35ª ed.

(36)

• Então

Para um impulsor de largura w, a vazão em volume é

=

2

=

• Substituindo na equação 10.5:

=

Eq. 10.5 5ª ed.

=

=

(37)

• Reescrevendo:

• Ou

onde

Observa-se que a equação 10.7a prevê uma variação linear da altura de carga H em relação a vazão em volume Q.

Eq. 10.7a 5ª ed.

=

=

=

=

Eq. 10.7b 5ª ed.

(38)

A constante C1 representa a altura de carga ideal

desenvolvida pela bomba para vazão em volume zero (altura de carga de bloqueio).

• Por outro lado, a inclinação da curva de altura de carga versus vazão em volume (curva H – Q) depende do sinal e da

magnitude de C2.

=

=

=

Eq. 10.7b 5ª ed.

(39)

Curvada para frente Curvada para trás Seção transversal Seção meridional Altura de c arg a H Vazão volumétrica Q Vrb2 (rel)

(40)

• Se

2 < 90°, ou seja, se as aletas forem viradas para trás (figura abaixo), então C2 > 0. A altura H diminui em proporção à Q.

=

=

=

Eq. 10.7b 5ª ed.

(41)

• Se

2 = 90°, ou seja, se as aletas forem radiais, então C2 = 0. A altura de carga H ficará independente da vazão Q.

=

=

=

Eq. 10.7b 5ª ed.

(42)

• Se

2 > 90°, ou seja, se as aletas forem voltadas para frente, então C2 < 0, e a altura de carga H aumentará com a vazão Q. • Entretanto, pás curvadas para a frente quase nunca são

utilizadas na prática porque tendem a um comportamento instável.

=

=

=

Eq. 10.7b 5ª ed.

(43)

Potência Hidráulica

• O torque e a potência preditos pela aplicação da quantidade de movimento angular ao rotor, vistos até este momento, são valores idealizados.

• Na prática, a transferência de energia entre o rotor e o fluido tem perdas devido efeitos viscosos, desvios de escoamento uniforme e desvios de direção de fluxo em relação aos

ângulos das pás.

• A transformação de energia cinética em aumento de pressão pela dispersão do fluido introduz mais perdas.

• Dissipação de energia ocorre pelo atrito nos selos e mancais, e também pelo atrito entre o fluido e o rotor e carcaça, e calor é perdido para o ambiente.

(44)

• Para uma bomba, potência hidráulica é definida por ̇ = onde = + 2 + − + 2 + çã Eq. 10.8a 5ª ed. Eq. 10.8b 5ª ed.

(45)

• Para uma bomba real, a taxa de energia mecânica recebida é menor que a taxa de aumento de carga produzida. A eficiência de uma bomba é dada por:

= ̇

̇ =

Eq. 10.8c 5ª ed.

(46)

• Para avaliar a variação real na altura de carga, deve ser

conhecida a pressão, velocidade e elevação do fluido nas duas seções de medição.

• A velocidade do fluido pode ser estimada através da vazão volumétrica e dos diâmetros dos tubos.

• A pressão estática é medida em trechos retos a montante e a jusante da bomba, com a elevação de cada manômetro ou as leituras de pressão estática corrigidas para uma mesma

(47)

Exemplo 10.3

O sistema de escoamento empregado no teste de uma bomba centrífuga a 1750 rpm é mostrado abaixo. O líquido é água a 80oF e os tubos tem diâmetro de 6 pol. Os dados medidos em

teste são apresentados na tabela a seguir. O motor é trifásico, 460V, fator de potência 0,875 e eficiência constante de 90%.

Estimativa de características de uma bomba a partir de dados de teste

(48)

• Calcule a altura de carga líquida e a eficiência da bomba para uma vazão volumétrica de 1000 gpm. Monte os gráficos de altura de carga da bomba, potência e eficiência em função da vazão volumétrica. Vazão (gpm) Pressão de sucção (psig) Pressão de descarga (psig) Corrente do motor (amp)

(49)

• Para uma turbina hidráulica, a potência liberada pelo rotor (potência mecânica) é menor do que a taxa de energia

transferida do fluido para o rotor, porque o rotor tem de superar perdas de atritos mecânico e viscoso.

• A potência mecânica fornecida por uma turbina é relacionada à potência hidráulica através da equação abaixo:

= ̇ ̇ = onde ̇ = = + 2 + − + 2 + í Eq. 10.9c 5ª ed. Eq. 10.9a 5ª ed. Eq. 10.9b 5ª ed.

(50)

• A equação 10.9b indica que, para se obter potência máxima de uma turbina hidráulica, é importante minimizar a energia mecânica do escoamento na saída da turbina. Isto é realizado fazendo-se a pressão, velocidade e elevação do fluido, na

saída da turbina, tão menores quanto possível.

• Por isto a turbina é montada o mais próximo possível do nível do rio a jusante, o que é feito sempre considerando o

histórico de enchentes do rio.

= +

2 + − + 2 +

í

Eq. 10.9b 5ª ed.

(51)

Bibliografia

Robert W. Fox, Alan T. McDonald

Introdução à Mecânica dos Fluidos. Rio de

Janeiro RJ, 4ª.Ed.; Editora Afijada.

ISBN-10: 8521610785

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