Projeto de prevenção e combate a incêndio: estudo de caso em edificação comercial

Texto

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DIEGO CHIERIGHINI

PROJETO DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO: ESTUDO DE CASO EM EDIFICAÇÃO COMERCIAL

Palhoça 2019

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DIEGO CHIERIGHINI

PROJETO DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO: ESTUDO DE CASO EM EDIFICAÇÃO COMERCIAL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Engenharia Civil da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial à obtenção do título de Engenheiro Civil.

Orientador: Prof. Roberto de Melo Rodrigues

Palhoça 2019

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Dedico este trabalho a minha esposa Letícia Molleri Chierighini por permanecer ao meu lado nos momentos mais difíceis e vivenciar minhas conquistas e vitórias.

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AGRADECIMENTOS

Ao Prof. Roberto de Melo Rodrigues, pela confiança, oportunidade de realização do trabalho, pelo apoio, incentivo, liberdade, ideias, ensinamentos e convivência ao longo dos anos.

A todos os colegas do curso de Engenharia Civil pela troca de ideias e experiência. À Universidade do Sul de Santa Catarina pelo ensino de qualidade e toda infraestrutura disponibilizada.

Aos meus pais Tony e Varlei Chierighini, que me proporcionaram os estudos, me incentivaram, seus ensinamentos, conselhos e o mais importante, a amizade e amor.

A minha esposa Letícia Molleri Chierighini, por toda dedicação, ajuda no meu dia-a-dia, carinho, amor, suporte, conselhos nas horas mais difíceis e, principalmente, pela motivação de sempre seguir em frente.

A minha filha Lorena Molleri Chierighini que veio no final do curso para me dar mais energia para mais essa conquista.

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“Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio” (ALBERT EINSTEIN).

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RESUMO

Medidas de Prevenção e Combate a Incêndios são extremamente importantes para o funcionamento de uma edificação. A evolução dos projetos Prevenção e Combate a Incêndios podem ser atribuídas a três segmentos, inovação tecnológica, novas metodologias de combate e prevenção e por consequência a evolução constante da legislação. O trabalho consiste analisar o Projeto de Prevenção e Combate a Incêndios de uma edificação localizada no município de palhoça, verificar e analisar aspectos de dimensionamento, equipamentos, treinamentos exigidos pela Legislação vigente no Estado de Santa Catarina, normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Código de Obras da cidade de Palhoça.

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ABSTRACT

Fire prevention and control measures are extremely important for the operation of a building. The evolution of the projects Prevention and Fire Fighting can be attributed to three segments, technological innovation, new methodologies of combat and prevention and consequently the constant evolution of the legislation. The work consists of analyzing the Fire Prevention and Control Project of a building located in the municipality of Palhoça, verify and analyze aspects of design, equipment, training required by the Legislation in force in the State of Santa Catarina, norms of the Brazilian Association of Technical Standards (ABNT) ) and Code of Works of the city of Palhoça.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Triângulo do Fogo ... 21

Figura 2 - Tetraedro do fogo... 22

Figura 3 - Propagação do calor por condução ... 25

Figura 4 – Propagação do calor por convecção ... 25

Figura 5 - Propagação do fogo por irradiação ... 26

Figura 6 – Incêndio em edifício em Dubai ... 30

Figura 7 - Incêndio no Edifício Andraus, em 24 de Fevereiro de 1974 ... 31

Figura 8 - Incêndio no Edifício Joelma, em 1º de Fevereiro de 1974 ... 31

Figura 9 - Incêndio boate Kiss ... 33

Figura 10 - Ed. Inaitec ... 51

Figura 11 - canalização do sistema é em aço galvanizado pintadas de vermelho ... 53

Figura 12 - Hidrante de parede ... 53

Figura 13 - Iluminação emergência e Sinalização de abandono ... 55

Figura 14 - acionadores manuais do tipo Push-Button com sirene acoplada ... 57

Figura 15 – Extintores capacidade 4kg... 58

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Normas vigentes desenvolvidas pelo Comitê de segurança contra incêndio. ... 38

Quadro 2 - Normas vigentes desenvolvidas pelo CBMSC ... 42

Quadro 3 - Sistemas ou medidas obrigatórias para edificações comerciais. ... 60

Quadro 4 - Exigência do extintor de incêndio portátil em função do risco de incêndio. ... 62

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Metodologia para análise de conteúdo ... 18 Tabela 2 - Matriz de decisão do empreendimento. ... 20 Tabela 3 - Tabela para calculo de carga de incêndio pavimento tipo... 61

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 15 1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS ... 16 1.2 OBJETIVOS DO ESTUDO ... 16 1.2.1 Objetivo Geral ... 16 1.2.2 Objetivo Específicos ... 16 1.2.3 Problema de pesquisa... 17 1.3 JUSTIFICATIVA ... 17 1.4 LIMITAÇÃO DE PESQUISA ... 17 1.5 METODOLOGIA DA PESQUISA ... 17

1.5.1 Definição dos empreendimentos para realização do estudo proposto ... 19

1.6 ESTRUTURA DO TRABALHO ... 20

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ... 21

2.1 INTRODUÇÃO ... 21

2.2 TEORIA GERAL SOBRE O FOGO ... 21

2.2.1 Formas da transmissão de calor ... 24

2.2.2 Métodos para extinção do incêndio ... 26

2.3 GRANDES INCÊNDIOS ... 27

2.3.1 Incêndio no EUA ... 27

2.3.1.1 Teatro Iroquois, Chicago (1903) ... 28

2.3.1.2 Casa de ópera Rhoads, Pensilvânia (1908)... 28

2.3.1.3 Escola Elementar Collinwood, Lake View (1908) ... 28

2.3.1.4 Triangle Shirtwaist Factory, Nova York (1911)... 28

2.3.2 Incêndios em Dubai ... 29

2.3.3 Incêndio no edifício Andraus, São Paulo (1972) ... 30

2.3.4 Incêndio no edifício Joelma, São Paulo (1974) ... 31

2.3.5 Incêndio na Boate Kiss, Santa Maria (2013) ... 33

2.4 HISTÓRICO DOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS – SPCI ... 34

2.4.1 No Mundo... 35

2.4.2 No Brasil ... 36

2.5 NORMATIZAÇÃO VIGENTE ... 38

2.5.1 Nacional ... 38

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2.5.3 Municipal – Palhoça ... 45

2.6 MEDIDAS DE PREVENÇÃO ... 46

2.7 MEDIDAS DE PROTEÇÃO PASSIVAS ... 46

2.7.1 Afastamento entre as edificações ... 47

2.7.2 Compartimentação horizontal e vertical... 47

2.7.3 Saídas de emergências ... 48

2.8 MEDIDAS DE PROTEÇÃO ATIVAS ... 48

2.8.1 Sistema de detecção e alarme de incêndio ... 48

2.8.2 Sistema de Hidrantes e mongotinhos ... 49

2.8.3 Sistema de chuveiros automáticos ... 49

2.8.4 Sistema de gases limpos ou de CO2 ... 50

2.8.5 Sinalização e iluminação ... 50

3 ESTUDO DE CASO ... 51

3.1 INTRODUÇÃO ... 51

3.2 APRESENTAÇÃO DA EDIFICAÇÃO ESTUDADA ... 51

3.2.1 Edifício Inaitec ... 51

3.3 SISTEMAS DE PROTEÇÃO ... 52

3.3.1 – Sistema Hidráulico Preventivo; ... 52

3.3.1.1 Reservatórios ... 52

3.3.1.2 Canalizações ... 52

3.3.1.3 Hidrante de Parede ... 53

3.3.1.4 Hidrante de Recalque ... 53

3.3.2 Proteção contra descargas atmosféricas – SPCDA ... 54

3.3.2.1 Captação ... 54

3.3.2.2 Aterramento ... 54

3.3.3 Iluminação de emergência e de abandono ... 54

3.3.4 Alarme contra incêndio ... 56

3.3.4.1 Composição do sistema ... 56

3.3.4.2 Central de alarme de emergência ... 56

3.3.4.3 Detectores de fumaça ... 57

3.3.5 Extintores ... 57

3.3.5.1 Sinalização e Fixação ... 58

3.3.6 Saída de emergência ... 58

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3.3.6.2 Pontos de ancoragem de cabos ... 59

3.4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTDOS ... 59

3.4.1 Classificação da edificação quanto ao risco ... 59

3.4.2 Classificação da edificação quanto à carga de incêndio ... 61

3.4.3 Proteção por extintores ... 62

3.4.4 Sistema Hidráulico preventivo ... 63

3.4.5 Proteção contra descargas Atmosféricas (SPDA) ... 63

3.4.6 Saída de emergência ... 63

3.4.6.1 Dispositivos de Ancoragem ... 64

3.4.7 Iluminação de Emergência ... 65

3.4.8 Sistema de alarme e detecção de incêndio ... 65

3.4.9 Brigada de Incêndio ... 65

4 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES... 67

4.1 CONCLUSÕES ... 67

4.2 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS ... 67

REFERÊNCIAS ... 68

ANEXOS ... 71

ANEXO 1 – NORMAS VIGENTES DESENVOLVIDAS PELA ABNT - COMITÊ DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO ... 72

ANEXO 2 – NORMAS VIGENTES DESENVOLVIDAS PELO CBMSC ... 84

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1 INTRODUÇÃO

A interação do homem com o fogo iniciou-se na pré-história de forma acidental, fogo provocado por causas naturais, até dominação completa deste elemento da natureza. O fogo quando fora de controle possui uma energia de arrasamento devastadora, por meio dos incêndios (Ferigolo,1997).

Medidas de Prevenção e Combate a Incêndios tornaram-se necessárias na antiguidade, mesmo de forma empírica e com pouco conhecimento, até os dias atuais com a utilização de técnicas baseadas em estudos científicos. A evolução dos projetos Prevenção e Combate a Incêndios podem ser atribuídas a três segmentos, inovação tecnológica, novas metodologias de combate e prevenção e por consequência a evolução constante da legislação (Seito et al. 2008).

Os grandes saltos de desenvolvimento tecnológico nas mais variadas áreas de conhecimento normalmente ocorrem após grandes tragédias. Podemos afirmar que a evolução das medidas de prevenção e combate está diretamente ligada aos principais incêndios no mundo (Seito et al.2008).

O incidente com a Boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do sul é um bom exemplo, após a fatalidade há uma maior exigência dos órgãos fiscalizadores em todo território nacional, foram criadas duas novas legislações (Leis Complementares do Estado do Rio Grande do Sul, a de nº 14.376 de 26 de dezembro de 2013, e a nº 14.555 de 02 de Julho de 2014).

No quesito de regulamentação do Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) em todas as esferas do poder públicos (municipal, estadual e federal), estão sendo criadas instruções normativas, leis para melhor detalhando dos equipamentos necessários, ações a serem tomadas no momento de incêndio, manutenção preventiva, e cuidados especiais na elaboração de projetos (Seito et al. 2008).

A contribuição que os futuros profissionais poderão fazer para sociedade é assumir a responsabilidade de projetar o PPCI conforme as normativas vigentes, com sua abrangência, diminuindo os riscos de incidentes e, no caso do mesmo ocorrer, minimizar as perdas materiais e principalmente evitar mortes humanas (Ferigolo, 1997).

Para Ferigolo (1997) trabalhar preventivamente no combate a incêndios é de suma importância, sendo que estas medidas não devem ser tomadas apenas por profissionais ligados à área (arquitetos, engenheiros, bombeiros, entre outros). Treinamentos devem ser feitos para os todos os usuários das edificações, de modo que conhecimentos básicos sobre: os riscos do

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fogo, os perigos de brincadeiras com fogos de artifícios e balões, riscos elétricos, riscos dos produtos químicos domésticos, entre outros sejam disseminados. É importante também que todos tenham conhecimento para o uso correto dos equipamentos de suporte e segurança como: extintores, mangotinhos, formas de propagação do fogo, procedimento de emergência, rotas de fuga, etc.

1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Este capítulo apresenta o tema que foi trabalhado, suas restrições e limitações do projeto de pesquisa e suas fases de desenvolvimento da pesquisa.

1.2 OBJETIVOS DO ESTUDO

Os objetivos do trabalho são classificados em objetivo geral e objetivos específicos, sendo apresentados nos itens subsequentes.

1.2.1 Objetivo Geral

O objetivo desse trabalho consiste analisar o Projeto de Prevenção e Combate a Incêndios de uma edificação localizada no município de Palhoça, verificar e analisar aspectos de dimensionamento, equipamentos, treinamentos exigidos pela Legislação vigente no Estado de Santa Catarina, normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Código de Obras da cidade de Palhoça.

1.2.2 Objetivo Específicos

 Revisão bibliográfica sobre a teoria geral do fogo;

 Abordar incêndios no Brasil e no mundo e suas consequências em melhorias de normas técnicas e legislações;

 Compilação das legislações e normativas vigentes (Brasil, Estado de Santa Catarina e Município de Palhoça);

 Analisar o projeto da edificação executada no município de Palhoça verificando se o mesmo está de acordo com normas vigentes de um Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio para edificações comerciais.

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1.2.3 Problema de pesquisa

Com os inúmeros casos de incêndios/tragédias no Brasil e no mundo é possível afirmar que as normas e legislações federais, estaduais e municipais estão sendo respeitadas? Os PPCI estão utilizando novas tecnologias/metodologias para evitar eventuais sinistros e perdas materiais e vidas humanas?

1.3 JUSTIFICATIVA

Sinistros relacionados a incêndios podem ser ocasionados de inúmeras formas: dimensionamento equivocado de projetos complementares da edificação, utilização não adequada e até mesmo os intemperes da natureza.

Por isso, quanto mais disseminado for o conhecimento sobre as normas e legislações vigentes sobre projetos de prevenção e combate a incêndios, menos perdas de materiais e vidas humanas terão. Impossível assegurar que não haverá danos no caso de um acidente, no entanto trabalhamos para que esses danos sejam minimizados ao máximo.

1.4 LIMITAÇÃO DE PESQUISA

A presente pesquisa limita-se:

a) Revisão bibliográfica em dados públicos, periódicos online e livros; b) Avaliação das normas vigentes até de maio de 2019;

c) Uma analise crítica de um estudo de caso implementado.

1.5 METODOLOGIA DA PESQUISA

O trabalho proposto consiste em uma pesquisa exploratória de caráter descritiva qualitativa, permitindo aprofundar o tema acerca do Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio. Sendo elaborados com base em artigos disponíveis online, livros, bem como consultas a normas, leis, decretos e buscando antecedentes e maiores conhecimentos sobre a mesma, a fim de contribuir para uma análise mais específica (Triviños, 1987). A pesquisa tem como principal finalidade desenvolver, esclarecer ideias para a formulação e abordagens mais condizentes com o desenvolvimento de estudos posteriores conforme citado por Amboni, (1995).

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A pesquisa foi estruturada com base nos estudos desenvolvidos por Lukosevicius et al. (2016), que serve como guia para pesquisadores com o intuído de aplicar a analise de conteúdo em seus estudos, conforme Tabela 1.

Tabela 1 - Metodologia para análise de conteúdo

Fonte: Lukosevicius et al.(2016).

Com base nas informações obtidas na pesquisa bibliográfica sobre o tema proposta foi confrontados com as informações apresentadas no estudo de caso e feito uma analise critica sobre o projeto, hora já executado.

Segundo Godoy (1995) O estudo de caso caracteriza-se como um tipo de pesquisa a qual o objeto é uma unidade que se analisa detalhadamente. Deseja a verificação minuciosa de um ambiente, de um simples sujeito ou de condição em particular.

O estudo de caso segundo Yin (2010) pode ser caracterizado como uma pesquisa empírica que engloba pelo menos três características das sete descritas abaixo:

a) Investigação de fenômenos contemporâneos dentro do contexto do mundo real;

ESTÁGIOS ATIVIDADES

Pré-análise

 Ler materiais sobre o tema

 Selecionar as amostras

 Elaborar o quadro teórico, o objetivo e as

hipóteses;

 Definir o tipo de grade para análise;

 Elaborar o esquema de codificação;

Exploração do Material

 Identificar as unidades de Análise de

conteúdo;

 Codificar as informações;

 Agrupar as unidades de Análise de

Conteúdo em categorias;  Descrever as categorias; Tratamento dos resultados, inferência e interpretação  Tratar os Resultados;

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b) Não há uma fronteira clara e evidente entre o fenômeno e o contexto; c) Inúmeras fontes de evidências podem ser utilizadas;

d) Explicar a ligação casual em intervenções no mundo real, que se apresentam como mais complexas que as estratégias de pesquisa experimentais ou de levantamentos;

e) Descrever o contexto do mundo real, no qual a intervenção ocorre;

f) Propiciar a avaliação do caso analisado, podendo viabilizar uma intervenção posterior;

g) Explorar algumas situações nas quais a intervenção a ser avaliada não se apresenta claramente definida.

É possível identificar os aspectos apontados nas letras (c), (e) e (f), no estudo hora proposto.

Conforme Bruyne et al (1977), a modalidade de pesquisas de estudo de casos tem um caráter singular, tendo em vista que seu poder de generalização é limitado de acordo com a validade de suas conclusões permaneçam infrequente.

Essas conclusões não se revelam necessariamente corretas em outros casos, mesmo parecidos, e fontes de diferenças distintas inseridas no caso escapam inteiramente à análise (Amboni, 1995).

1.5.1 Definição dos empreendimentos para realização do estudo proposto

De acordo com Chiavenato, (1997) a decisão é o processo de análise e de escolha entre várias alternativas que o pesquisador deverá seguir para chegar a um determinado resultado. Uma matriz de decisão é uma maneira de se tomar uma decisão ao se considerar todos os critérios de importância (Pugh, 1991).

Para definição da matriz foram escolhidos quatro critérios cada um com um pontuação máxima de cinco pontos com mesmo peso conforme Tabela 2. Os parâmetros adotados para cada critério foram:

 Proximidade: Quanto mais próximos da Universidade do Sul de Santa Catarina maior seria a pontuação;

 Receptividade: A empresa responsável pelo empreendimento se mostrou interessada em contribuir com a pesquisa e disponibilizou os projetos;

 Relevância: Qual a importância da obra para o ecossistema no qual está inserida;

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 Tamanho: Foi definido como limite máximo obras de até dez mil metros quadrado, sendo a maior pontuação obras com dez mil metros quadrados

Tabela 2 - Matriz de decisão do empreendimento.

Empreendimentos Proximidade Receptividade Relevância Tamanho Total

Fonte: Desenvolvido pelo autor.

Conforme o método descrito acima foi avaliado dez empreendimentos localizados no bairro Pedra Brancos, Palhoça/SC. Dentre os 10 empreendimentos o Ed. Inaitec, localizado na Rua Avenida das águias 231, totalizando 18 pontos de 20 possíveis.

1.6 ESTRUTURA DO TRABALHO

O presente trabalho está estruturado em 4 tópicos principais com suas sub divisões conforme apresentado abaixo:

Tópico 1 – Introdução: Apresentada uma introdução ao tema, objetivos, problemas, justificativa, metodologia e estruturação do trabalho.

Tópico 2 – Revisão bibliográfica: Abordado assuntos referente a teoria geral sobre o fogo, grandes incêndios no mundo, histórico dos sistemas de proteção contra incêndios, normatização vigentes, medidas de prevenção, medidas de proteção passivas e ativas.

Tópico 3 – Estudo de caso: Contextualização das edificações escolhidas, apresentação das edificações, sistemas de proteção contidos no projeto e apresentação e discussão dos resultados.

Tópico 4 – Conclusão e recomendações: É apresentados as conclusões com base no objetivos específicos propostos no tópico 1 e também as recomendações para trabalhos futuros.

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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 INTRODUÇÃO

Esse tópico tem como objetivo revisar os elementos que compõem a teoria do fogo, para que possamos entender suas formas de propagação, de extinção de incêndios, Trazendo também alguns casos de grande incêndios no brasil e no mundo, histórico dos sistemas de proteção contra incêndios, normatizações vigentes, medidas de prevenção e medidas de proteção passivas e ativas.

2.2 TEORIA GERAL SOBRE O FOGO

Entender o fogo em todos os seus aspectos, suas causas, sua constituição, seus efeitos e como dominá-lo, é fundamental para um sistema de prevenção de incêndio adequado (Ferigolo, 1977). O fogo nada mais é do que conclusão de uma reação química, denominada combustão, que se caracteriza pela liberação de energia térmica e energia luminosa. Para que essa reação possa acontecer é necessária à presença de três componentes: oxigênio (comburente), combustível e calor. Esses elementos formam a clássica figura do Triângulo do Fogo (Figura 1).

Figura 1 - Triângulo do Fogo

Fonte: Adaptado de CBMREJ (2014)

Esta representação foi aceita durante muito tempo, todavia alguns eventos não podiam ser explicados com base neste triângulo. Para poder explicar tais fenômenos, foi necessário incluir um quarto fator: a existência de reações em cadeia. Por essa razão, foi proposta uma nova representação em forma de tetraedro que compreende as condições necessárias para que se dê origem ao fogo. A razão para empregar um tetraedro e não um quadrado é que cada um

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dos quatro elementos está diretamente adjacente e em conexão com cada um dos outros três. Ao retirar um ou mais dos quatro elementos do tetraedro do fogo (Figura 2), este ficará incompleto e, por consequência o resultado será a extinção (Ferigolo, 1977).

Figura 2 - Tetraedro do fogo.

Fonte: Adaptado de CBMREJ (2014)

- Combustível: matéria sujeita a transformação que serve de campo de propagação do

fogo sendo dividida em 4 grandes grupos: Carbono, Hidrogênio, Fósforo, Enxofre. Podem ser sólidos, líquidos ou gasosos, sendo que nos estados sólidos e líquidos poucos reagem com o oxigênio, transformam-se em vapor antes da reação (PMESP CCB, 2006).

A combustibilidade de um pode ser valorada de acordo com a sua maior ou menor capacidade de reagir com o oxigênio sob a ação do calor. No Brasil não existe parâmetro para determinar a combustibilidade dos materiais, portanto para efeito de seguro incêndio são considerados incombustíveis os materiais que para queimarem necessitam temperatura acima de 1000ºC (Seito et al., 2008).

A maioria dos combustíveis sólidos transforma-se em vapores e, então, reagem com o oxigênio. Outros sólidos (ferro, parafina, cobre, bronze) primeiro transformam-se em líquidos, e posteriormente em gases, para então se queimarem.

Quanto maior a superfície exposta, mais rápida será o aquecimento do material e, consequentemente, o processo de combustão. Como exemplo: uma barra de aço exigirá muito calor para queimar, mas, se transformada em palha de aço, queimará com facilidade. De modo

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que, quanto maior a fragmentação do material, maior será a velocidade da combustão (Seito et al., 2008).

Os líquidos inflamáveis têm algumas propriedades físicas que dificultam a extinção do calor, aumentando o perigo para os bombeiros. Os líquidos assumem a forma do recipiente que os contem. Se derramados, os líquidos tomam a forma do piso, fluem e se acumulam nas partes mais baixas. Tomando como base o peso da água, cujo litro pesa 1 quilograma, classificamos os demais líquidos como mais leves ou mais pesados. É importante notar que a maioria dos líquidos inflamáveis são mais leves que água e, portanto, flutuam sobre esta (PMESP/CCB, 2006).

Outra propriedade a ser considerada é a solubilidade do líquido, capacidade de misturar-se à água. Os líquidos derivados do petróleo têm pouca solubilidade, sendo que líquidos como álcool, acetona possui grande solubilidade, podendo ser diluídos até um ponto em que a mistura não seja inflamável (PMESP CCB, 2006).

A volatilidade, que é a facilidade com que os líquidos liberam vapores, é de grande importância, porque quanto mais volátil for o líquido, maior a possibilidade de haver fogo, ou explosão. Chamamos de voláteis os líquidos que liberam vapores a temperaturas menores que 20º C (PMESP CCB, 2006).

Os gases não têm volume definido ocupando todo o recipiente em que estão contidos. Se o densidade do gás é menor que o do ar, o gás tende a subir e dissipar-se. Mas, se a densidade do gás é maior que o do ar, o gás permanece próximo ao solo e caminha na direção do vento, obedecendo aos contornos do terreno (PMESP CCB, 2006).

Para o gás queimar, há necessidade de que esteja em uma mistura ideal com o ar atmosférico, e, portanto, se estiver numa concentração fora de determinados limites, não queimará. Cada gás, ou vapor, tem seus limites próprios. Por exemplo, se num ambiente há menos de 1,4% ou mais de 7,6% de vapor de gasolina, não haverá combustão, pois a concentração de vapor de gasolina nesse local está fora do que se chama de mistura ideal, ou limites de inflamabilidade (PMESP CCB, 2006).

- Calor: é o elemento que serve para dar início ao fogo, para mantê-lo e incentivar sua

propagação. Pode ser resultado da ação da luz solar, raios, curtos-circuitos em redes elétricas ou mesmo de descuidos humanos, como pontas de cigarros, aparelhos aquecedores, velas acesas, fósforos, etc. (PMESP CCB, 2006).

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- Comburente: trata-se do oxigênio existente no ar atmosférico. É o elemento ativador do fogo, que dá vida às chamas e intensifica a combustão, tanto que em ambientes pobres em oxigênio o fogo não tem chamas e em ambientes ricos em oxigênio as chamas são intensas, brilhantes e de altas temperaturas (PMESP CCB, 2006). Normalmente, o oxigênio está presente no ar a uma concentração de 21%. Quando esta concentração é inferior a 15%, não haverá combustão (Uminski, 2003, p. 2).

- As reações em cadeia: constituem o processo que permite o progresso da reação

junto da mistura comburente-combustível. Na combustão ocorre a formação de frações químicas, instáveis e temporárias, denominadas “radicais livres”. Estes radicais são responsáveis pela transferência de energia entre uma molécula “queimada” e uma molécula “não queimada” (PMESP CCB, 2006).

2.2.1 Formas da transmissão de calor

Segundo Ferigolo (1977) é vital, tanto no estudo de prevenção quanto de extinção do fogo, conhecer como o calor pode ser transmitido. Essa transmissão de energia se processa através do ar atmosférico ou da própria estrutura do corpo combustível e dos líquidos e gases nas suas proximidades. O calor se propaga sempre dos pontos mais quentes para os mais frios de três maneiras diferentes e, muitas vezes, associadas: condução, convecção e irradiação.

Condução (Figura 3) é a transferência de calor através de um corpo sólido de molécula a molécula. Colocando-se, por exemplo, a extremidade de uma barra de ferro próxima a uma fonte de calor, as moléculas desta extremidade absorverão calor; elas vibrarão mais vigorosamente e se chocarão com as moléculas vizinhas, transferindo-lhes calor. De modo que podemos afirmar que não há condução de calor no vácuo (Ferigolo 1977).

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Figura 3 - Propagação do calor por condução

Fonte: Guerra, Coelho e Leitão, (2006)

Convecção (Figura 4) é a transferência de calor pelo movimento ascendente de massas de gases ou de líquidos dentro de si próprios. Quando a água é aquecida num recipiente de vidro, pode-se observar um movimento, dentro do próprio líquido, de baixo para cima. À medida que a água é aquecida, ela se expande e fica menos densa (mais leve), provocando um movimento para cima (Ferigolo 1977).

Da mesma forma, o ar aquecido se expande e tende a subir para as partes mais altas do ambiente, enquanto o ar frio toma lugar nos níveis mais baixos. Em incêndio de edifícios, essa é a principal forma de propagação de calor para andares superiores, quando os gases aquecidos encontram caminho através de escadas, poços de elevadores, etc (Ferigolo 1977). Figura 4 – Propagação do calor por convecção

Fonte: Guerra, Coelho e Leitão, (2006).

Irradiação é a transmissão de calor por ondas de energia calorífica que se deslocam através do espaço. As ondas de calor propagam-se em todas as direções, e a intensidade com

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que os corpos são atingidos aumenta ou diminui à medida que estão mais próximos ou mais afastados da fonte de calor (PMESP CCB, 2006).

Figura 5 - Propagação do fogo por irradiação

Fonte: Guerra, Coelho e Leitão, (2006).

2.2.2 Métodos para extinção do incêndio

O principio básico da extinção do incêndio é retirar um ou mais dos quatro elementos do tetraedro do fogo, este ficará incompleto e, por consequência o resultado será a extinção do fogo. Para isso podemos utilizar quatro alternativas básicas: resfriamento, abafamento, isolamento e interrupção da reação química em cadeia (Brentano, 2011).

O resfriamento, consiste em retirar ou diminuir o calor do material incendiado, até o ponto em que não libere mais vapores que reajam com o oxigênio, impedindo o avanço do fogo. É o processo mais usado. Exemplo: uso de água (Brentano, 2011).

No caso do abafamento, resume em impedir ou diminuir a concentração de oxigênio do local em chamas. Em ambientes com concentrações de oxigênio abaixo de 15% não haverá fogo. Exemplos: cobertura total do corpo em chamas, fechamento hermético do local, emprego de areia, terra, etc. As exceções são atribuídas aos materiais com oxigênio em sua composição, como os peróxidos orgânicos e a pólvora (Brentano, 2011).

O isolamento restringe na retirada, diminuição ou interrupção do material (combustível) não atingido pelo fogo, com suficiente margem de segurança, para fora do campo de propagação do fogo. Exemplos: interrupção de vazamento de um liquido combustível, realização de aceiro em incêndios florestais, retirada manual do material, fechamento de válvula de gás (Brentano, 2011).

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Já a interrupção da reação química em cadeia, restringe-se em utilizar determinadas substâncias que têm a propriedade de reagir com algum dos produtos intermediários da reação de combustão, evitando que esta se complete totalmente. Pode-se impedir que materiais combustíveis e comburentes combinem-se colocando materiais mais reativos e menos exotérmicos na queima. Exemplos: bicarbonato de sódio, bicarbonato de potássio (Brentano, 2011).

2.3 GRANDES INCÊNDIOS

O conceito de incêndio já foi definido, conforme a NBR 13860 (1997) incêndio é o fogo fora de controle; pela ISO 8421-1 (1987), incêndio é a queima rápida e descontrolada, disseminando-se no tempo e espaço; segundo Brentano, (2011) o incêndio é quando a harmonia entre o homem e o fogo se perde, ou seja, a relação de controle do homem sobre o fogo foi quebrada.

Segunda Ferigolo (1977) as causas de um incêndio podem ser classificadas em três grupos; causas naturais, acidentais e criminosas. Como o próprio nome induz, as causas naturais são oriundas de fenômenos da natureza, independem da vontade do homem. Ex: Vulções, calor solar, raios entre outros. As causas acidentais são causas pelo homem, mas sem a intenção de que o incêndio aconteça. Ex: curto circuito, vazamento de gases inflamáveis, balões, etc. Já as causas criminosas são causas pelo homem e com consentimento por inúmeros motivos.

Nos próximos tópicos será discutido como a ocorrência de alguns grandes incêndios mobilizou classes da sociedade para as alterações nas condições de segurança contra incêndio até então regulamentadas. Os incêndios, principalmente os de grande magnitude, mudam a maneira de se pensar na segurança contra incêndio da sociedade brasileira, destacando que incidente criaram a necessidade técnica e política para as melhorias das legislações e normas.

2.3.1 Incêndio no EUA

A segurança contra incêndio nos Estados Unidos da América (EUA) era discutida principalmente com foco na proteção patrimonial. Há publicações sobre o tema datadas de 1896, descrevendo sobre chuveiros automáticos e suprimento de água (Mckinnon, 2003).

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Houve quadro grande incêndios, com vítimas, nos EUA que definiram a evolução da Segurança Contra Incêndio sendo eles: Teatro Iroquois, Casa de Óp era Rhoads, Escola Ele mentar Coll inwood e Triangle Shirtwaist Fact ory (Seito et al., 2008).

2.3.1.1 Teatro Iroquois, Chicago (1903)

Ocorrido em 30 de dezembro de 1903, o Teatro Iroquois era considerado seguro contra incêndios, com uma plateia em torno de 1600 pessoas, o fogo vitimou aproximadamente 600 delas (Mckinnon, 2003).

As precauções necessárias contra esse acidente eram conhecidas, devido, as experiências anteriores de menor magnitude nos EUA e Europa, no entanto os proprietários não as executaram (Seito et al., 2008).

Dentre as precauções contavam a presença de bombeiros com equipamentos (extintores, esguichos e mangueiras, etc.), equipe treinada e apta a orientar ações de evacuação, a existência de cortina de asbestos que isolasse o palco da plateia, a implantação de saídas de emergência, entre outras (Seito et al., 2008).

2.3.1.2 Casa de ópera Rhoads, Pensilvânia (1908)

A queda de uma lâmpada de querosene foi a causa do incêndio da Casa de Ópera incendiou-se em 13 de janeiro de 1908. Devido suas estreitas saídas fora de padrão, 170 pessoas perderam suas vidas devido a dificuldade de evasão da ópera (Mckinnon, 2003).

2.3.1.3 Escola Elementar Collinwood, Lake View (1908)

Em 4 de março de 1908 aconteceu a maior tragédia em ambiente escolar nos EUA até os dias de hoje, foram vitimadas 172 crianças, 2 professores e uma pessoa que tentou socorrer as vítimas. O devastador incêndio enalteceu os americanos sobre a necessidade de melhoria dos códigos, normas e dos exercícios de escape e de combate ao fogo. (Mckinnon, 2003).

2.3.1.4 Triangle Shirtwaist Factory, Nova York (1911)

Em 25 de março de 1911, em Nova York, a Triangle Shirtwaist Factory pegou fogo. Essa indústria de vestuário, situada em um prédio elevado, o edifício Asch, ao se incendiar

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causou a morte de 146 pessoas. Muitas delas se projetaram pelas janelas, outras pereceram nas escadas e corredores (Seito et al., 2008).

Vinte e cinco minutos após o início do incêndio, os bombeiros de Nova York o consideraram fora de controle e depois de dez minutos ele atingia toda a edificação. Com esse incêndio fechou a sequência trágica, dando início ao processo de mudança (Seito et al., 2008). Até então haviam sido publicadas quatro edições do “Manual de Proteção Contra Incêndios” (Handbook Fire Protection), com evoluções técnicas. Após esses trágicos incêndios é publicado a quinta edição, de 1914, sendo considerado um salto em relação às normas, técnicas e obrigações (Seito et al., 2008).

Foi após o incêndio da Triangle Shirtwaist Factory que a National Fire Protection Association (NFPA) criou o Comitê de Segurança da Vida, origem do Código de Segurança da Vida (NFPA 101). O mesmo comitê gera indicações/normativas para a construção de escadas, de saídas de emergência para todos os tipos de edificações que até hoje constituem a base desse código (Mckinnon, 2003).

2.3.2 Incêndios em Dubai

Segundo Alqassim, Daeid, (2014), no período de 2006 a 2013 Dubai teve 5.490 incidentes com a necessidade de intervenção da brigada de bombeiros. Desses incidentes 49% estão associados a residências unifamiliar, multifamiliar, plantas industriais e lojas comerciam.

Desses casos comparados com o restante do mundo há um número elevado de casos em prédios, seja residencial ou de uso misto. Desde 2012 foram pelo menos quatro ocorrências em arranha céus, prédios com 37, 40, 63 pavimentos, sendo o mais recente o Torch Tower (Figura 6) com 79 andares (Montagner, 2016).

Na maioria dos incidentes a principal causa para inicio dos incêndios foram erro humano, ou seja, incêndio acidental. O grande problema é à proporção que o incêndio toma devido ao seu padrão de propagação pelo edifício. Atribui-se este padrão a uma mistura desastrada de especificação de material e de execução (Montagner, 2016).

Os edifícios tinham revestimento externo de painéis de alumínio composto com recheio de poliuretano. Esse polímero tem desempenho ruim em altas temperaturas, queimando rapidamente e permitindo que chamas se espalhem pelos pavimentos (Montagner, 2016).

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Como medida de segurança atualmente está proibido a construção de novas edificações com a utilização desse material e para os edifícios já construídos foram tiveram eu adotar algumas medidas de segurança, como: como a implantação de sprinklers externos e chapas adicionais para retardar incêndios. Outro ponto que foi trabalhado é a revisão do código nacional de segurança responsabilizando, fabricantes, vendedores, projetistas e município caso o material seja encontrado em novas edificações (Montagner, 2016).

Figura 6 – Incêndio em edifício em Dubai

Fonte: Montagner, 2016.

2.3.3 Incêndio no edifício Andraus, São Paulo (1972)

Edifício Andraus (Figura 7) está localizado na cidade de São Paulo no distrito da República, na esquina da avenida São João com a rua Pedro Américo. Possui 115 metros de altura e 32 andares, em concreto armado e acabamento em pele de vidro tendo sua construção finalizada no ano de 1962. No edifício ocorreu o primeiro grande incêndio em edificações do Brasil, datado de 24 de fevereiro de 1972, com 16 mortos e 330 feridos, acredita-se que o fogo tenha começado nos cartazes de publicidade colocados sobre as marquises do prédio (Seito et al. (2008).

Devido a questões construtivas do edifício as pessoas se refugiaram no heliponto e ficaram protegidas pela laje de cobertura, amenizando o número de vitimas. Após o incidente, a Prefeitura de São Paulo criou grupos de trabalho atualiza as legislações e Código de Obra da cidade, no entanto os estudos terminaram engavetadas, sendo retomados dois anos depois com o incêndio do Ed. Joelma (JCS, 2017).

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Figura 7 - Incêndio no Edifício Andraus, em 24 de Fevereiro de 1974

Fonte: Seito et al. (2008)

Segundo Seito et al. (2008) as principais lições aprendidas com essa tragédia foram: Necessidade de se garantir a segurança contra incêndio nas edificações urbanas; Premência de uma legislação adequada; Provisão de engenharia e arquitetura de melhor desempenho no planejar e implementar; Educação preventiva; Regulamentação securitária que incentive a proteção contra incêndio; Exigência da Susep que obrigue a contratação de engenheiros de segurança.

2.3.4 Incêndio no edifício Joelma, São Paulo (1974)

O grande incêndio no Edifício Joelma (Figura 8), de 23 andares, em concreto armado, localizado na cidade de São Paulo. Essa tragédia totalizou 178 mortos e mais de 300 feridos, gerando grande comoção em torro território nacional.

Figura 8 - Incêndio no Edifício Joelma, em 1º de Fevereiro de 1974

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Finalizada a construção, em 1972, o Edifício Joelma foi alugado ao Banco Crefisul de Investimentos. No começo de 1974, mais precisamente no dia primeiro de fevereiro, um curto-circuito em um aparelho de ar condicionado no decimo segundo andar deu início a um incêndio, que rapidamente se espalhou pelos por toda edificação. Devido suas características arquitetônicas e uma grande quantidade de móveis em madeira, acarpetados, forros em material inflamável e cortinas de tecido, estava instalado a condição ideal para o alastramento das chamas em suas salas e escritórios (Caversan, 2003).

Segundo relatos após quinze minutos do inicio do incêndio era impossível descer as escadas, localizadas no centro dos pavimentos, sendo que estas bloqueadas pelo fogo e a fumaça. Os corredores, por sua vez, eram estreitos dificultando a mobilidade. Outro ponto de fuga utilizado, embora venha contrariar as normas básicas foram os elevadores, mas estes também logo deixaram de funcionar, quando as chamas provocaram a pane no sistema elétrico dos aparelhos (Caversan, 2003).

Na tentativa de combate os bombeiros usaram quatro jatos de água combatendo o fogo e escadas de 45 metros chegando apenas ao decimo sexto pavimento de um total de vinte. Os hidrantes da região estavam com defeito e também faltavam equipamentos e treinamento para um incêndio dessa magnitude (Seito et al., 2008).

A investigação sobre as causas do acidente concluiu que a empresa responsável pela manutenção elétrica, como principais responsáveis pelo incêndio, pois o sistema elétrico do Joelma era precário e estava sobrecarregado. Além disso, os registros dos hidrantes do prédio estavam inexplicavelmente fechados, apesar do reservatório contar na ocasião com 29.000 litros de água (Caversan, 2003).

Outro ponto importante que vale ressaltar é que o Código de Obras do Município de São Paulo, datado de 1934, não solicitava a instalações de equipamentos contra o fogo e nem exigia a construção de escadas de emergência, não tinha um projeto preventivo contra incêndios, por defasagem da legislação na época e também pela pouca experiência com esse tipo de problemas no brasil (JCS, 2017).

Os poderes municipal e estadual não sabiam lidar com essa situação, sendo um dos motivos à falta de experiência Corpo de Bombeiros e uma legislação defasada como citado anteriormente. A partir desse desastre tem-se a criação de Comissões, Decretos, Normas para o aperfeiçoamento de todos os sistemas de prevenção contra incêndios sendo mais importante a unificação de toda a linguagem de incêndio para o território nacional (SINCOR-SP, 2017).

Foi estabelecido o Decreto Municipal nº 10.878, instituindo normas especiais para segurança dos edifícios; a Lei Nº 8266, aprovando o código das edificações; a NB 208 sobre

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saídas de emergências em edifícios altos; a NR-23, de proteção contra incêndios na relação entre empregador e empregado, entre outras (JCS, 2017).

2.3.5 Incêndio na Boate Kiss, Santa Maria (2013)

Na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 um incêndio na boate KISS (Figura 9), em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A boate em questão realizava eventos e no dia da tragédia estavam presentes cerca de 1.300 pessoas. Durante o show da banda foi utilizado um sinalizador para efeitos pirotécnicos desencadeando o incêndio. Em poucos minutos a boate estava em chamas e 242 pessoas morreram.

No caso da boate KISS, o sinalizador emitido durante o show provocou chamas, que atingiram o teto e se espalharam chegando ao revestimento acústico do local. Esse era feito com espuma altamente tóxica (Frantz, 2013).

Em síntese, foram quatro os fatores que levaram à tragédia: material do revestimento, sinalizador em local fechado, superlotação do local (a lotação legal era de 691 pessoas) e ausência de saída de emergência. Todos esses aspectos desencadearam consequências gravíssimas, como concentração da fumaça tóxica, que causa morte por asfixia em até 5 minutos em conjunto com a impossibilidade de escoamento do público foi o ponto principal para a morte de 242 pessoas(Frantz, 2013).

Figura 9 - Incêndio boate Kiss

Fonte: Impunidade, 2013

O Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) ou projeto de segurança contra Incêndio e Pânico da Boate não possuía nenhuma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pois o proprietário não contratou nenhum responsável técnico para esse

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serviço. De acordo com a legislação estadual vigente, em edificações com área inferior a 750m² poderia ser utilizado um processo simplificado de prevenção e proteção contra incêndio, mas devido a classificação de uso da edificação no caso da boate Kiss era obrigatório a existência de um PPCI completo. (CREA-RS, 2013).

Após esse incidente tão trágico, a Comissão Especial do CREA-RS recomendou ações e propostas de caráter de urgência para uma mudança neste cenário. No dia 27 de dezembro de 2013 foi publicada uma nova legislação estadual, de nº 14.376, de prevenção contra incêndios. O CREA- RS participou ativamente na modernização dessa legislação. Sob coordenação do deputado estadual e Engº Civil Adão Villaverde, a construção coletiva do projeto de Lei Complementar 155/2013 se transformou na nova Lei de Segurança, Prevenção e Proteção contra incêndios no RS. Destaca-se que com essa nova lei consideram-se a capacidade de lotação, o tipo de uso, a carga de incêndio e a extração de fumaça (Impunidade, 2013).

2.4 HISTÓRICO DOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS – SPCI

Os incêndios são uma parte importante do desenvolvimento da civilização. Entretanto, a utilidade do fogo não é parte da engenharia de proteção contra incêndios. Pelo contrário, na engenharia de proteção contra incêndios consideramos a sua força destruidora, que deve ser controlada para que nosso mundo possa continuar progredindo. Durante muitos anos esse trabalho estava circunscrito às brigadas contra incêndios, mas basicamente no último século, os engenheiros de proteção contra incêndios têm utilizado seu empenho, conhecimento e perícia para o controle do fogo destrutivo. Nesse tópico abordaremos o Histórico dos sistema de proteção contra incêndios no mundo e no brasil (Moncada, 2019).

De acordo com o Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio (CB-24), existem 77 normas de segurança contra incêndio em vigor e outras 3 de Comissões de Estudo Mistas, totalizando 80 normas no Brasil. A National Fire Protection Association (NFPA) possui 383 Códigos e Padrões de Consenso (normas). A diferença, nessa comparação, é brutal, havendo a necessidade de se levar em conta não só a questão cultural, mas também o fato de que a NFPA (1896) é um pouco mais antiga que a ABNT (1940).

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2.4.1 No Mundo

A história da engenharia de proteção contra incêndios se inicia na Roma antiga, onde o imperador Nero ordenou a preparação de um Código de Edificações no qual se requeria a utilização de materiais resistentes ao fogo nas paredes externas das residências. Mais tarde, no século XII em Londres, foram feitas regulamentações que requeriam a construção de paredes de pedra de 90 cm de espessura e 4,90 de altura entre edificações, com o objetivo de atuar como barreiras corta fogo (Moncada, 2019).

Mas foi durante a revolução industrial na Grã-Bretanha no século XVIII, e mais tarde nos EUA, no século XIX, que mudou o semblante da engenharia de proteção contra incêndios. Nessa época teve início a construção de fábricas de vários pavimentos, grandes depósitos, edifícios altos e processos industriais perigosos, que tornaram evidente a necessidade de novas tecnologias de proteção contra incêndios. Foi na Nova Inglaterra, no final do século XIX, depois de vários incêndios espetaculares, que nasceu a NFPA em 1896, os seguros contra incêndios e a engenharia moderna de proteção contra incêndios (Moncada, 2019).

As organizações internacionais como a National Fire Protection Association (NFPA), a British Standards Institution (BSI) e a German Institute for Standardization (DIN), entre outras, têm desenvolvido, ao longo dos anos, um trabalho fundamental na criação de normas de referência na Segurança Contra Incêndio em Edificações. Os resultados obtidos em centros de pesquisa de renome, como o National Institute of Standards and Technology (NIST), são, muitas vezes, incorporados nos códigos e normas. A seguir um breve histórico dessas associações e apresentação dessas associações e instituições criadoras das normas internacionais, e suas abordagens, referentes ao controle de extração e controle de fumaça (Seito et al., 2008).

A associação internacional NFPA, fundada em 1896, é uma organização internacional sem fins lucrativos que objetiva a redução de riscos e efeitos do fogo, fornecendo e defendendo códigos e normas, investigações, formação e educação. A NFPA é uma prestigiada referência mundial e internacionalmente reconhecida como uma autoridade em normas e regulamentos técnicos de SCIE, com mais de 70 mil pessoas atuando de quase 100 nações e possuindo cerca de 300 códigos e normas que estabelecem critérios para construção, reforma, projeto, serviço e instalação nos Estados Unidos, assim como em outros países (Seito et al., 2008).

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Possui mais de 200 comitês de código e de padrão de desenvolvimento técnico compostos por mais de 6.000 bancos de voluntariado – que podem votar em propostas e revisões de processos do American National Standards Institute (ANSI). A NFPA oferece acesso online e gratuito de todos seus códigos e normas (Seito et al., 2008)..

A associação internacional ISO, fundada em 1947, é a maior desenvolvedora mundial de normas internacionais voluntárias, com intuito de estabelecer especificações para produtos e serviços e boas práticas colaborando para que a indústria seja mais eficiente. É uma organização independente (não-governamental) composta por membros de 162 países e 3.368 órgãos técnicos, com mais de 150 pessoas trabalhando em secretarias centrais coordenadoras em Genebra e na Suíça. Possui mais de 19.500 normas abrangendo quase todos aspectos de tecnologia e fabricação (Seito et al., 2008).

2.4.2 No Brasil

Com o passar dos anos, os órgãos competentes têm atualizado regulamentações para dirimir os riscos de incêndio nas edificações e historicamente, no Brasil, os grandes incêndios que comoveram a população e as autoridades foram fatos propulsores do desenvolvimento de legislações mais técnicas e capazes de aumentar a segurança dos edifícios. Vários Estados brasileiros após as trágicas cenas vividas pelos paulistas também deram início às suas respectivas legislações (Seito et al., 2008).

O corpo de bombeiro é a entidade mais atuante na criação de normas, referente à prevenção de incêndios. As normas são discutidas, editadas ou criadas geralmente baseadas nos trágicos acontecimentos e na experiência adquirida no atendimento diário de ocorrências (Seito et al., 2008).

Abaixo segue uma evolução histórica com os principais fatos referentes a prevenção e combate a incêndio no Brasil:

 1852 – Projeto de lei à Assembléia Provincial, visando aprovação de um Código de prevenção e Extinção de Incêndios;

 1856 – Corpor de Bombeiros da Corte na cidade do rio de Janeiro;

 1867 – Corpo policial Permanente da Província de São Paulo, encarregado das missões de combate a incêndio;

 1880 – Aprovação da Lei nº6 criando o Corpo de Bombeiros do Município de São Paulo;

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 1881 – Inaugurado o serviço de águas de São Paulo, sendo omplantadas diversas válvulas pela cidade (hidrante da época);

 1886 – Código de posturas obrigando a presença de aguaceiros, nos locais de incêndio;

 1908 – Regulamentação de um decreto que constam algumas medidas de prevenção de incêndio;

 1929 – Projeto nº 71 contendo todas as exigências que o Corpo de Bombeiros julgava como mínimo indispensável;

 1943 - por meio do Decreto-lei nº 13.3468, o corpo de bombeiros se reestrutura, ampliando sua competência para o Estado de São Paulo. Nesse mesmo Decreto-lei, surge a Seção Técnica, responsável pela vistoria e levantamentos;

 1955 – Lei nº 4615 incorpora ao Código de obras exigências de proteção e a devida instalação de equipamentos contra incêndio para alguns tipos de ocupações, tais como: hotéis, escolas, hospitais, mercados particulares, casas de reunião, fábricas e oficinas, garagens coletivas, depósitos de carbureto de cálcio, armazéns de algodão e fábricas de explosivo.

 1958 - por meio do Decreto nº 32.78111, a Diretoria de Incêndios e Salvamentos passa a denominar-se Diretoria de Bombeiros.

 1959 – apresente “visto” de aprovação do Corpo de Bombeiros da Capital, referente às instalações prediais contra incêndios de acordo com a característica da edificação;

 1962 - Ampliaram os tipos de proteção contra incêndio e as exigências previstas nas edificações;

 1981 – Ato normativo do Comando da Corporação para especificações para instalações de prevenção de combate a incêndios;

 1983 - Corpo de Bombeiros de São Paulo conseguiu as suas primeiras Especificações para Proteção e Combate a Incêndios anexas a uma legislação, o Decreto Estadual nº 20.811;

 1983 - surgindo a Nota de Instrução Técnica nº DAT 002/03/83;

 1985 - Decreto Estadual nº 20.881/83aprova a NIT N.º CCB-001-03/85;

 1993 – aprovado o Decreto Estadual nº 38.06927 que possuía em anexo as atuais Especificações para Instalação de Proteção contra Incêndio;

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 1995 - publicação da Instrução Técnica nº CB-001-33-96

2.5 NORMATIZAÇÃO VIGENTE

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), fundada em 1940, é um órgão privado, sem fins lucrativos, responsável pela normalização técnica no Brasil, fornecendo base para o desenvolvimento tecnológico. A ABNT 2014, é considerado o único Foro de Normalização através do Conselho Nacional de Metrologia (CONMETRO) e membro fundador da ISO, da Comissão Panamericana de Normas Técnicas (COPANT) e da Associação Mercosul de Normalização (AMN). A ABNT representa a ISO, a International Eletrotechnical Comission (IEC) e a AMN. A hierarquia da regulamentação brasileira segue, habitualmente, a seguinte ordem: nacional, estadual, municipal. Na ausência de normas nacionais é necessário recorrer a normas internacionais, como as da BSI e da NFPA (Seito et al., 2008).

2.5.1 Nacional

Conforme extraído da ABNT até a presente data do estudo há 92 normas vigentes que norteiam projetos de prevenção e combate a incêndio. Na Quadro 1 podemos verificar as principais normas relacionas há projetos de prevenção e combate em edificações, e no Anexo 1 é possível verificar todas normas.

Quadro 1 - Normas vigentes desenvolvidas pelo Comitê de segurança contra incêndio.

(continua) Código Data da

Publicação Título Objetivo

ABNT NBR 14925:2019 28/03/2019 Elementos construtivos envidraçados resistentes ao fogo para compartimentação

Esta Norma especifica a classificação de elementos construtivos que empregam vidros transparentes ou translúcidos, com o propósito de promover a compartimentação horizontal ou vertical nas edificações, compondo soluções apropriadas de segurança contra incêndio. ABNT NBR 16704:2019 27/02/2019 Conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos de proteção contra incêndios - Requisitos

Esta Norma estabelece os requisitos mínimos para a seleção e instalação de conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos de proteção contra incêndio.

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(continuação) Código Data da

Publicação Título Objetivo

ABNT NBR 11785:2018

09/11/2018 Barra antipânico - Requisitos

Esta Norma especifica os requisitos mínimos exigíveis para a classificação, fabricação, instalação, funcionamento, manutenção e ensaios de barra antipânico aplicadas em portas de saída de emergência. ABNT NBR

11742:2018

29/08/2018 Porta corta-fogo para saída de emergência

Esta Norma especifica os requisitos exigíveis para classificação, fabricação, identificação, unidade de compra, conteúdo do manual técnico, armazenamento, instalação, funcionamento, manutenção e ensaios de portas corta-fogo do tipo de abrir, com eixo vertical, para saída de emergência. ABNT NBR

16400:2018

20/04/2018 Chuveiros automáticos para controle e supressão de incêndios - Especificações e métodos de ensaio

Esta Norma estabelece os requisitos mínimos para construção e ensaios laboratoriais para os chuveiros automáticos de sistemas de proteção contra incêndio. Esta Norma se aplica aos chuveiros de: a) controle com fator K 80, 115, 160, 200, 240; b) ESFR com fator K 200, 240.

ABNT NBR ISO 7240-1:2017

28/11/2017 Sistemas de detecção e alarme de incêndio Parte 1: Generalidades e definições

Esta Parte da ABNT NBR ISO 7240 especifica um conjunto de diretrizes gerais e definições utilizadas para descrever o sistema de detecção e alarme de incêndio (SDAI), equipamentos instalados dentro e ao redor de edificações, e os ensaios e requisitos para estes equipamentos em outras partes da ISO 7240.

ABNT NBR 15808:2017

06/02/2017 Extintores de incêndio portáteis

Esta Norma especifica os requisitos que garantem a segurança, confiabilidade e desempenho dos extintores de incêndio portáteis do tipo recarregável e descartável ABNT NBR

15809:2017

06/02/2017 Extintores de incêndio sobre roda

Esta Norma especifica os requisitos que garantem a segurança, confiabilidade e desempenho dos extintores de incêndio sobre rodas.

ABNT NBR 12232:2015

30/01/2015 Execução de sistemas fixos automáticos de proteção contra incêndio com gás carbônico

(CO2) em

transformadores e reatores de potência contendo óleo isolante

Esta Norma estabelece os requisitos específicos mínimos para o projeto, instalação, manutenção e ensaios de sistemas fixos automáticos de CO2, por inundação total, com suprimento de gás em alta pressão, para proteção de transformadores e reatores de potência.

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(continuação) Código Data da

Publicação Título Objetivo

ABNT NBR

10897:2014 Versão

Corrigida:2014

07/07/2014 Sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos — Requisitos

Esta Norma estabelece os requisitos mínimos para o projeto e a instalação de sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos, incluindo as características de suprimento de água, seleção de chuveiros automáticos, conexões, tubos, válvulas e todos os materiais e acessórios envolvidos.

ABNT NBR

14880:2014

08/01/2014 Saídas de emergência em edifícios — Escada de segurança — Controle de fumaça por pressurização

Esta Norma especifica uma metodologia para manter livres da fumaça, através de pressurização, as escadas de segurança que se constituem, na porção vertical, da rota de fuga dos edifícios, estabelecendo conceitos de aplicação, princípios gerais de funcionamento e parâmetros básicos para o desenvolvimento do projeto.

ABNT NBR

12693:2013

13/09/2013 Sistemas de proteção por extintores de incêndio

Esta Norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio.

ABNT NBR

10898:2013

14/03/2013 Sistema de iluminação de emergência

Esta Norma especifica as características mínimas para as funções a que se destina o sistema de iluminação de emergência a ser instalado em edificações ou em outras áreas fechadas, na falta de iluminação natural ou falha da iluminação normal instalada.

ABNT NBR

14870-1:2013

07/01/2013 Esguicho para combate a incêndio Parte 1: Esguicho básico de jato regulável

Esta Norma estabelece os requisitos mínimos exigíveis para projeto, desempenho, acabamento e padronização para o esguicho básico de jato regulável para combate a incêndio, providos de acoplamentos do tipo engate rápido com 40 mm e 65 mm de diâmetro e pressões nominais PN 10, PN 16, PN 20 e PN 25. ABNT NBR 9695:2012 Versão Corrigida:2014 10/01/2012 Pó para extinção de incêndio

Esta Norma fixa os requisitos mínimos para propriedades físico-químicas, bem como de desempenho, para agentes químicos na forma de pó utilizados para combate a incêndios nas classes de fogo A, B e C ABNT NBR 14608:2007 Versão Corrigida:2008 29/10/2007 Bombeiro profissional civil

Esta Norma estabelece os requisitos para determinar o número mínimo de bombeiros profissionais civis em uma planta, bem como sua formação, qualificação, reciclagem e atuação.

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(continuação) Código Data da

Publicação Título Objetivo

ABNT NBR 14276:2006

29/12/2006 Brigada de incêndio - Requisitos

Esta Norma estabelece os requisitos mínimos para a composição, formação, implantação e reciclagem de brigadas de incêndio, preparando-as para atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros-socorros, visando, em caso de sinistro, proteger a vida e o patrimônio, reduzir as consequências sociais do sinistro e os danos ao meio ambiente. ABNT NBR

15281:2005

31/10/2005 Porta corta-fogo para entrada de unidades autônomas e de compartilhamentos específicos de edificações

Esta Norma fixa os requisitos exigíveis para construção, instalação, funcionamento, desempenho e manutenção de portas corta-fogo com dobradiça de eixo vertical, para entrada de unidades autônomas e de compartimentos específicos de edificações. ABNT NBR

15219:2005

31/05/2005 Plano de emergência contra incêndio - Requisito

Esta Norma estabelece os requisitos mínimos para a elaboração, implantação, manutenção e revisão de um plano de emergência contra incêndio, visando proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais do sinistro e os danos ao meio ambiente.

ABNT NBR 13434-1:2004

31/03/2004 Sinalização de segurança contra incêndio e pânico Parte 1: Princípios de projeto

Esta parte da ABNT NBR 13434 fixa os requisitos exigíveis que devem ser satisfeitas pela instalação do sistema de sinalização de segurança contra incêndio e pânico em edificações. ABNT NBR 14432:2001 30/11/2001 Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações - Procedimento

Esta Norma estabelece as condições a serem atendidas pelos elementos estruturais e de compartimentação que integram os edifícios para que, em situação de incêndio, seja evitado o colapso estrutural.

ABNT NBR 13714:2000

30/01/2000 Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

Esta Norma fixa as condições mínimas exigíveis para dimensionamento, instalação, manutenção, aceitação e manuseio, bem como as características, dos componentes de sistemas de hidrantes e de mangotinhos para uso exclusivo de combate a incêndio.

ABNT NBR 14100:1998

30/05/1998 Proteção contra incêndio - Símbolos gráficos para projeto

Esta Norma estabelece símbolos para serem utilizados nos projetos de proteção contra incêndio nas áreas de arquitetura, engenharia, construção e áreas correlatas, para prover detalhes sobre os equipamentos de proteção contra incêndio, combate ao fogo e meios de fuga em desenhos para projeto, construção, reforma ou certificação (aprovação).

(43)

(Continuação) Código Data da

Publicação Título Objetivo

ABNT NBR 12615:1992

30/05/1992 Sistema de combate a incêndio por espuma - Procedimento

Esta Norma fornece diretrizes para a elaboração de projetos de sistemas fixos, semifixos e portáteis de extinção de incêndios por meio de espuma mecânica, assim como para a instalação, inspeção, teste de aprovação, operação e manutenção dos referidos sistemas.

ABNT NBR IEC 60598-2-22:2018 IEC 60598-2-22:2017 Luminárias - Parte 2-22: Requisitos particulares - Luminárias para iluminação de emergência

Esta Parte da ABNT NBR IEC 60598 especifica os requisitos para as luminárias para iluminação de emergência utilizadas com lâmpadas elétricas, em fontes de alimentação em emergência que não excedam 1 000 V.

Fonte: Acesso em: Disponível em: https://www.abntcatalogo.com.br.28 de maio 2019.

2.5.2 Estadual – Santa Catarina

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina (CBMSC) até a presente data do estudo há 33 normas vigentes que norteiam projetos de prevenção e combate a incêndio. Na Quadro 2 podemos verificar as normas relacionadas a projetos em edificações, sendo que todas as normas podem ser verificadas no Anexo 2.

Quadro 2 - Normas vigentes desenvolvidas pelo CBMSC

(continua) Código Data da

Publicação Título Objetivo

IN 001 DAT/CBMSC 17/05/2015 Normas de segurança contra incêndios da atividade técnica

Esta IN têm por finalidade padronizar os procedimentos e requisitos mínimos de segurança contra incêndio e pânico para os imóveis fiscalizados pelo CBMSC, estabelecendo Normas para a Segurança Contra Incêndios e Pânico (NSCI) no Estado de Santa Catarina, para a proteção de pessoas e seus bens.

IN 003 DAT/CBMSC 28/03/2014 Normas de segurança contra incêndios carga de incêndio

Esta Instrução Normativa tem por objetivo estabelecer e padronizar os critérios de concepção, dimensionamento e padrão mínimo de apresentação dos cálculos da carga de incêndio, como fator de classificação do risco de incêndio, conforme a ocupação do imóvel, dos processos fiscalizados pelo CBMSC.

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