• Nenhum resultado encontrado

Lei 8:79 Estabelece o regime jurídico do arrendamento de imóveis para habitação, indústria, comércio e serviços

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Lei 8:79 Estabelece o regime jurídico do arrendamento de imóveis para habitação, indústria, comércio e serviços"

Copied!
6
0
0

Texto

(1)

Terça-feira, 3 de Julho de

1979,

I Sl!RIE -

Número 76

,

BOLETIM

DA

REPUBLICA

PUBUCAÇAO OFICIAL DA mÚBUCA POPULAR DE MOÇAMBIQUE

SUMÁRIO

Comissão Permanente da Assembleia Popular:

Lei n.· 8/79:

Determina as condições do 050 e aproveitamento da terra

materializando o principio COlllltitucionalde que a torra 6 propriedade do Estado.

.11 R.' 7/79:

Cria a base legal para o licenciamento e funcionamento CIo

sector comercial privado na Rep6blica Popular de Mo-çambique.

" Lei n.' 8/79:

Estabelece o regime iurldico do arrendamento dos imóveis para a ilabitaçlo. ind1lstria. comércio e •• rviços.

RlloIuçio R.' 5/79:

Ratifica as Leis 0." IZnS, l3nS, 14nS. In9, Zn9. ln9.

4/79 I 5179.

ReeoIuçio R.' 8/79:

Recomenda que DOS sectores da Agricultura e das Aldeias

Comunais •• jam criadas condições que garantam a

eficien-da da comcreializaçlo de produtos e de sado boviDO,

sutno. caprino e ovino. RlloIuçio R.' 7/79:

Cria um óralo central subordinado ao Prcaldante da Rcp6-blíea, com funçio de dirigir, coordenar e controlar o abastecimento, comercia1ização e _Dto de produtos. RlIOluçlo R.' 8/79:

Recomenda que as eotnrtnras centrais do Estado davam prever a afec:taçllo de rccunos f'manceiroa ao sector da educaçio e que o Ministério da Educaçio e Cultura, no quadro de uma planificaçio central, defina o ntlmcro de alunos que poderio aaualmente ingressar Das escolas prim6rias, secun. dArias e superiores, bem como o ntlmcro, loc:a\izaçIo e tipos de escolas que deverlo ler lbertaa em cada ano. ReeoIuçio n.' 8/79:

Cria a comisslo de trabalho da AsKmb1ela Popular dano-minada Comiaslo para a Asricu1tuno e Desenvolvlmento das Aldeias Comunais e define as suas funçllcs.

ReeolIçlo n.' 10/79:

Cria a oom1ssIo de trabalho da Aarembleia Popular

denc-mfnada Comisslo para o Ccméreío c Abo.stccimorto c

define as suas' funções. ReeoIuçio n.' 11/79:

Cria a comisslo de trabalho da Asacmbleia Popular

deno-minada Comisslo para Questões Disciplinares e define as suas competências.

COMISSlO PfRMAHENIE DA ASSEMBlEIA,OPU

lei n.· 6/79

de 3 de Julho

A Frente de Libertação de Moçambique definiu a Luta Armada de Libertação Nacional, desde o seu desenca-deamento, como combate que tinha por objectivo libertar a terra e os homens. Durante o processo de edificação da nova sociedade nas zonas libertadas, tomou-se claro que a independência politica não teria um sentido real para o Povo, não seria uma verdadeira independência. se a terra continuasse nas mãos de um punhado de latifundiário., estrangeiros ou nacionais.

Depois da usurpação e espoliação das melhores terra>. feita ao longo de quinhentos anos pelo colonialismo por. togo&, arrancar a terra àsujeição e exploração estrangeiras devolvendo-a ao Povo Moçambicano, era uma exigência do processo histórico, condição de uma independência real e efectiva. Era também uma das principais condições par a a edificação do socialismo.

Assim. Oartigo 8 da Constituição da Repdblica Popular

de Moçambique, estabeleceu desde logo que CÁ terra e os recursos naturais situados no solo e subsolo. nas águ& territoriais e na plataforma continental de Moçambique. sio propriedade do Estado. O Estado determina as condi. ções do seu aproveitamento e do seu uso».

Quando se diz que a terra é propriedade do Estado. isto significa que. sendo o Estado de operários e camponeses, a terra pertence ao Povo MOÇlIIDbicano.

O

m

Congresso da FRELlMo aprovou o programa para a construção do Socialismo em Moçambique. Neste quadro foram traçadas directivas fundamentais para a agricultura. silvicultura e recursos naturais renováveis, fixando-se objec-tivos prioritários para cada um desses sectores.

A 1." Sessão da Assembleia Popular, reunida de 31 de Agosto a 1 de Setembro de 19n. definiu orientações para a implementação destas directivas do

m

Congresso.

A Lei de Terras visa disciplinar e organizar o uso e aproveitamento da terra. criando instituições cujo funcio-namento toma possível a planificação socialista das actí-vidades a ela lipdas A lei cria mecanismos adequados par a o Estado materializar o princípio de que a terra não pode servir de meio de exploração do homem pelo homem.

São criadas zonas de desenvolvimento agrário planificado que têm em vista o aproveitamento racional dos recurso, dispomveis, Odesenvolvimento da agricultura, pecuária e

sil-vicultura em bases cientificas e que constituem (1 quadro

principal da utilização da terra para fins agrários. Nestas zonas O USOe aproveitamento da terra é condicionado pelo

respectivo plano director definido pelo Estado em flln~Jo dos interesses, objectivos e prioridades que prossegue.

Para reforçar e desenvolver as formas de propried~dc socialista a lei estabelece que o uso e aproveitamento da

(2)

s

DE TULHO DE 1979

231 níco-sanítãrías e estétícas, fixadas em legislação

própria;

b) Quando o titular deixar de cumprir as suas obri. gações fiscais.

A autorização para o exercício da actividade comercial será revogada e cancelada a respectiva licença:

a) Por dissolução da sociedade;

b) Quando haja interdição do exerclcio de comércio em virtude de condenação judicial.

AmIoo 28 TrabalhadOl'8ll do com6rclo

Os trabalhadores do comêreío devem ter comportamento digno e correcto. demonstrar delicadeza e cortesia para

-- '11 os clientes. usar vestuário apropriado e observai- as Jrntas de higiene.

CAPtI'ULO VI

FIscaIizaçIo da actividade comerciai a titulo privado

Aanoo 29

Fl8callZIlÇIo

1. Cabe aos órgãos competentes do Ministl!rlo do Coml!r. cio Interno proceder à fiscalização dos estabelecimentos comerciais e da actividade por eles prosseguida.

2. A ÍlScalização também poderá ser exercida por estru. turas populares de fiscalização e de outros Ministmos a quem tenham sido atribuldas tais fun9ÕCS.

Aanoo 30

Co/aboraçlIo cIaa artorIdacIes

~ Os agentes de fiscalização do Ministl!rio do Comércio .terno poderão. no exercício das suas funções. solicitar auxilio de quaisquer autoridades administrativas e policiais.

Aanoo 31 Auto delnfracçIo

Perante qualquer infracção às disposi9ÕCSda presente lei. o agente de fiscaliz!lÇio lavrará um auto de infracção que fará cm juizo ainda que não contenha a indicação de testemunhas.

Aanoo :12.

ApIlceplo. reellIIlIIÇlIo • 8XICllÇIo de •••••••

1. Compete aos órgãos de fiscalização do Ministmo do Comércio Interno a aplicação das multas Previstas na pre-sente lei.

2. As multas a que se refere o número anterior poderão ser reclamadas junto dos Tn'bunais Populares. nos tennos fixados em regulamento.

3. O Ministério Público. junto dos Tribunais Populares, promoverá a execução por multas que não forem satisfeitas voluntariamente pelos infractores.

CAPtItlLo vn

D/spoaIçl5es finais e translt6r1as

Aanoo 33

AcfaIIta9Io

O Ministro do Coml!rcio Interno determinará por di. ploma ministerial as normas e os prazos de adaptação ao preceituado na presente lei. que devem seguir os comer-ciantes em nome individU!l1 e as sociedades comerciais com existência legal que não se encontrem nas condições por ela definidas

Compete ao Ministro do Comércio Interno definir por diploma ministerial o regulamento da actividade comercial exercida nos tennos da presente lei, bem como resolver as dl1vidas que surgirem na sua aplicação.

Aprovada pela Assembleia Popular. Publique-se.

O Presidente da Repl1blica. SAMORAMoISés MAcmr..

Lei n.· 8/79

de 3 de.kdho

Sob a direcção da Frente de Libertação de Moçambique. a Luta Armada de Libertação Nacional desencadeada contra o colonialismo português que culminou na tomada do poder pelo Povo. criou condições para retirar à bur-guesia os instrumentos que lhe permitiam a exploração das classes trabalhadoras moçambicanas.

No domlnio da habitação. as cidades e os aglomerados populacionais constitufam o espelho da discriminação ra-cial e da exploração capitalista a que o nosso Povo esteve sujeito durante o período colonial.

A especulação e a discriminação no arrendamento dos prédios construidos com o trabalho dos operários moçam • bicanos. eram contrárias aos objectivos de justiça social e da luta contra o racismo Prosseguidos pela Frente de Libertação de Moçambique.

Por esta razão. no dia 3 de Fevereiro de 1976. Dia dos Heróis Moçambicanos, o Governo da Repüblíca Popular de Moçambique procedeu à nacionalização dos prédios de rendimento.

Esta medida visava alcançar fundamentalmente os se-guintes objectivos:

- Liquidar uma base económica importante do poder da burguesia;

- Uquidar o racismo e a discriminação social. per. mitindo ao povo tomar a cidade e viver nela; - Dar inicio à materialização do principio

fundamen-tal do direito à habitação;

- Organizar. no seio da cidade. uma verdadeira vida colectiva. criando as bases para o exercício do poder democrático popular. que é o alicerce

politico da nossa sociedade.

Assim, todos os imóveis de rendimento ficaram a íntc-grar o património do Estado. passando as relações jurí-dicas derivadas do arrendamento a assumir um novo sentido.

(3)

232

I SSRlE - NrJMERO 76 A habitação passou a constituir um direito fundamental

dos cidadãos.

Torna-se necessário uma nova legislação adequada às reill\ões de arrendamento que ligam os cidadãos ao Estado

enquanto locador e proprietário do parque imobiliário, pall imónio de todo o Povo.

A Lei do Arrendamento vem apontar os princlpios que devem reger a administração do parque imobiliário do Estado. definindo a forma mais correcta de aproveita-mento c valorização deste património c contribuindo para

a uti1ização mais racional da capacidade disponível. Deste modo se criam também condições para o aumento da capacidade de llIltisfaçiio das necessidades crescentes cm habttação.

Nestes termos. ao abrigo da alinea a) do artigo 44 da Con ltituição. a Assembleia Popular determina:

CAPITULO I

Objecto. 1mbIto e defln/9Ges

A1tTlOO I

Objecto

A presente lei estabelece o regime jurfdico do arrenda. mente dos imóveis para a habitação. indústria, comércio e serviços.

A1tTlOO 1

AmbIto

A presente lei aplica-se às relações entre o Estado como locador. e os inquilinos, tendo cm vista a adequada utilí-zaçílO c conservação dos imóveis.

AItTIOO 3 DeflnIglle8

Pua efeitos da presente lei, deãnem-se os seguintes conceitos:

a) Abandono do imóvel- é ausência não autorizada de todos os moradores, por um período superior a noventa dias;

h) Benfeitorias - são as alteraçócs introduzidas no imóvel que produzem melhor utilização;

c) Contrato - é o acordo constante de um documento assinado pelo locador e pelo inquilino cm que se estipulam os direitos e obrigaçócs resultantes

do arrendamento;

tI) Despejo - é o acto pelo qual a autoridade com. petente promove a desocupação forçada de um imóvel;

e) Hóspede - é a pessoa à qual o inquilino propor-ciona habitação c fornece alimentos e outros serviços;

f) Imóveis - são todas us construções destinadas a habitação, indústria, comércio e serviços;

g) Inquilino - é a pc.••.'08. individual ou colectiva, que

recebe. de arrendamento. um imóvel;

h) Inspecção - é o acto pelo qual o locador verifica o estado e utilização dos imóveis e controla todas a.. situaçócs que I"t'58m provocar

altera-QÕCS ao contrato;

l) Locador - é o Estado. representado por órgão competente para arrendar;

f)

Morador - é a pessoa autori7.ada a residir hahi-tualmcnte num imóvel destinada a habitação;

k) OCupação ilegal- é .t ocupação da um imóvel sem contrato;

l) Plu1es no contrato -I Jo o inquilino e o locador;

m) Renda- é a quantkr ,'m dinheiro que o inquilino deve pagar ao 1000,dor. pela utililllção de um

imóvel;

n) Reparações estruturai! - são aquela'; que recaem sobre os elementos resistentes do imóvel tais como fundações, pilares c vigas;

o) Sublocação - é II IIC'" pelo qual um inquilino

permite a ulilizaçao de parte do imóvcl a outra pessoa. mediante p, gamcnto de uma renda;

p) Vistoria - é o acto p.·lo qual as partes verificam as condições de J.abitabílidadc dum imóvel. antes da sua cnt...,!!" ao inquilino

8OCCi.n I

Principiof gerais

AR:rKoO4

Noço

Arrendamento é o contraio. celebrado entre o locador e o inquilino. pelo qual este tdquire o direito de utilizar um imóvel. obrigando-se ao I •.tglUIICDtode lima reada.

AR:l11.0 ,

11pc,.

1. O contrato de arrendam mto pode ser:

a) Arrendamento para hllbitação:

b) Arrendamento para ind ústrla. comércio ou serviços. 2. O contrato de arrendam -nto para habil ação só pode ser transmitido. por morte 011 )ncapacidade do inquilino. ao

cônjuge sobrevivo ou aos membros do agr"gado famUiar constantes do contrato.

AR:m 06 Pt•••o

o

contrato para habitaçãll " celebrado por lempo inde-terminado.

SJl("ÇA') n Sujeltoa

AR:rK.o 7

~Ior

Só o Estado, representad, por órgão competente, pode arrendar imóveis.

AJtl1l0 8

Inqu11II1O

I: Pode ser inquilino qual,mer pessoa 0\1 ~.onjunto de

pessoas capazes de contratar, nos termos da lei.

2. Cabe. solidariamente. a Iodas os mora dores caplZes do imóvel. o cumprimento das obrig&ÇÕCSre~ultantcs do contrato.

(4)

3 DE JULHO DE 1979 233 CAPtttlLO

m

DIreItos • ClIJrIgeçBee •••••• 8IICÇAO I Locedor Aanoo 9 0IIIItI1llia. do lOClIdor

CoDStituem obrigações do locador:

a) Entregar o imóvcf DBS condições de habitabilidade, que o sea tipo de COll8truçio pemúta, compro-vadas por vistoria;

b) Garantir

ao

inquilino a Uf11jzaçio do

imóvel e

o exen:fcio dos seus direitos, nos termos do con-trato;

c) Proceder à execuçio e pagamento das reparaç<les do imóvel, que sejam da sua .responsabiIldade.

Aanoo 10

DIrwIto•• ~_G"

1.

O locador pode proceder à inspecção do

imóvel

para verificar a forma da sua IltiliZ!!çio.

2. A1l brigadas de lnspec:çio devem apresentar-se creden-ciadas e observar as normas de lnspec:çio estabelecidas em regulamento próprio, elaborado de fonua a prantir

a segurança e a vida privada dos inquilinos.

3. Verifialndo-&CimprAimento à mdizeção da inspecçio o locador pode recorrer à força policla1.

AImao ti

" '.ito •..••

1. A renda deve ser paga no locaI e PlBZO flxados no contnlto.

2. O aio cnmprimento do ntlmero anterior poderá ser punido com multa, at6 ao dobro da renda em divida. O Dio p888mento da multa implica a extinção dó contnlto.

3. A1l rendas devem sec descontadas DBS remUDelllÇÕeS do inquilino, sempre que tal seja ordenado pelo locador

à entidade empregadora. .

ARTIGO 11

•• • • par

""ii

II eooIII

1. Verificando-sc inte! sse do Partido OU do Estado. o Governador da Provfncia pode ordenar ao inquilino a mudança para outro imóvel adequado às suas necessidades

2. A mudança tamb6m poder4 ser ordenada DOS &ell\lÍII. tes ClIS08:

a) Inadequada \ltJüZ!!çio do imóvel; b) Imposst'bilidade ao pagamento da renda.

3. Nos ClIS08do ntlmero anterior, a decido compete conjuntamente aos directores provinclajs de Obras Pl1b1icas e Habitação e de Justiça. Da declsio cabe recurso para

o Governador da Provfncia, DOS termos resuIamentues. 8IICÇAO D

Inqumno Aanoo 13

o.-O lnqu1Iino deve ter sempre presente que o direito à habitação 6 UDIaconquista revolucloDária e que o imóvel

que

habita, lIendb

proprilldida

do &tado, perIIInce a todo

o PO'9O.

Por iBso. coustituem deverei· do iDquilino: a) Pagar pontualmente a renda;

b) Utilizar o ·im61oe1pua os fins estabelecidos no contrato;

c) Conservar cuidadosa_te o interior e exterior do imóvel, bem CQIIIO • seus espllÇOSe serviços

comuns;

ti) Comunicar oportnnamente as alterações do ná. mero e mIdimento dos moradores do imóvel;

e) Informar o ÓlJliO rompetente sobre os danos no imóvel e pagar a& ~ que sejam da

sua responsabilidada~

f)

Comportar'Be conectamenllt DBS r:dlIÇÕescom os vizinhos de forma a eviW perturb8çlles à tran. quilidade dos moradores;

g) Cumprir as obrijpaçéles contidas no contrato e seguir as orientações superiores n:ferentes à uti. lizaçio dos imóveis;

h) PartIcipar DBS aetMcIada daa com!sBlles de mora. dores eDBS campanhas promovidas pelos Grupos Dinamizadores e Orpnizaçiiea Democráticas de Massas para a valorizaçlo fi conservaçio dos locais de habitas\io.

Aanoo 104

.

••...

,

..

a

proibida a sublocaçlo •• imóveis arrendador.

AIImao 15

Dwtua 7 ;_ da ••••••

A renda 6 fixada pelo locador com base, nomeadamente. nos seguintes factores:

ti). Ál'elIl. tipo. equipaUl.mtI\ 1IIkIr e .lmrUmçio do

imóvel;

b) Ntlmero e rendiment<:l dos moradores.

AI<nm 16

•• s ••• _

O inquilino pode ser autorizado a mudar ou trocar de imóvel, em ClIS08justificados.

Aanoo 17

".Illbe ,

1. O inquilino pode receber hóspedes, desde que as condições de habitabilidade do imóvel o permitam.

2. A hospedagem pode •• patuita ou paga.

3. Quando

a

hOllled gem ir pap .-essita de autoriza-ção pmia do locador.

AJmaII

I'

.... I_

I. A realiZ!!çio de benfeitorias dew sec previamente autorizada pelo locador.

2. O locador pagará a& benfeitorlas, na proporção do

(5)

234

/ S~R1E-NllMERO 76 3. Aa beufeitoriaa 86 poderio ser retIradaa se tivemn

sido pepa totalmente pelo inquilino e disso alo resultar qualquer prcjulzo ao imóvel.

CAPtn1LO IV

&6. doOOIlbato Aa'noo

c...

l'

o

contrato extinguc-se:

1. Por morte ou incapacidade do inquilino.

2. Por mudança ou troca,

3. Por vontade do inquJ1ino.

4. Por decislio do locador, verificando.se um dos seguintes factos:

a) UtiliZaçio do imóvel para fins diferentes do contrato:

b) NIo papmcnto da renda;

c) Abandono do imóvel;

ti) Falsas dec1araçõcs sobre elementos essen. ciais do contrato;

e) Sublocaçllo;

f) H~agem P8P. nIo autorizada;

g) Danos graves ou repetidos por culpa do inquilino:

h) Utillzaçio do im6vel para a prática de actoB criminoeos.

Aa'noo 20 D.epejD

Declarada judlcialmente a cxiBt&leia de uma causa de extinção do contrato, o locador pode proceder ao despejo.

CAPn'ULO v

COilblllD ••• IncI6atrIa. eon •••

s.vtvoe

Aa'noo 21

•••••••

Podem ser inquilinos de imóveis destinados a produção. distdbuiçio ou serviços.' as pessoas singulares ou colectivas devidltmeate autorizadas para exercer as refeddas activi. dades,

t "

Os contratos para indlistria, comércio e serviços sAo

ceJebrudos por um período a determinar pe/as partes.

Aa'noo 23

Deta"6 ",lo da •.•••

A renda 6 fixada pelo locador. atendendo, nomeada. mente, aos acguIntes factores:

aI Arca, qualidade. equipamento, valor e locaJ/zaçio do imóvel; b) Capital social; cl Tipo de actividade; d) Rmdimento colectável Aanoo '.4 Ex1InçIo do c_

O contrato pode extinguir.!>Cpor:

a) Acordo das partes; b) FIID do prazo;

c) Dissolução da sociedade

ti) Proibição do exercício .Ia actividade;

e) Não pagamento da rend .•;

f)

Falsas declarações sobn- elementos c.'sc.:leiais do contrato;

g) Encerramento não autor-rado das inStllla;ÔCS;

h) Violação grave ou repet da das norma', ,omlantos da presente lei e do :onlralo de arrendamento.

ARnoo '5 ReP8l'1lÇlIlla

Todas as reparações do im Ivel Dão suportadas pelo inquilino, excepto as reparaçic estruturais q Je resultem de construção deficiente.

Aa'noo ~6 T~

A transmissão legal do t'Stabdecimcnto inclui o direito de arrendamento.

ARnoo 17 llemlsslo

Aos casos não regulados no presente capllulo Dão aplí-cáveis as normas gerais relativas 10eontrato para habitação.

CAPtruL(I VI

PartJcIpaçIol'opu",

ARl1Ol:) ~

0,,- Dh.'ilzadaraa a 0rg0nIzaç •••• DenlOCA6tIca.da

a.-Os Grupos Dinamizadores c IS Organizaçell's Democrã,

ticas de Massas devem eontr huir activame11.' paro a gestão do Parque Imobiliário ,'o Estado, nomeadamente na conservação, valorização e ulili7ação correcta dos imó-veis, mobilizando as populllçilC através de CllnJ!"nnbase de outras acções destinadas ali melhorament,I constante

dos locais de residência.

ARnoo 3

ear•••••• r .••••••

1. Aa comiSSÕCOde motadorc, devem ser ouvidas pelos órgãos executivos e judiciais em questõcs rc.'["Jifantes aos inquilinos c derivadas da aplie rção 'da presente lei.

2. Competc-Ihes, especialmc'IIo"'l'CllOlvcrde I'olma amis-tosa e conciliatória, as qllClo1õc~..ntre morado\'('s, derivadas das relações de vizinhança.

3. Cabe-lhes .tamb&n eolabor Ir com os órgãos compe-tentes, na conservação c valori.ação dos imóveis.

(6)

-J DE -JULHO DE 1979

235

ARTKlO 30

Ocupeçlo Ilegal

A ocupação ilegal de um imóvel do Estado é pUDidacom despejo imediato. podendo esta sanção ser agravada com multa.

ARTKlO 31

lm6veI8 de UlIUZIIÇIo.pecIaI

I. O Partido. os órgãos do Estado e as Organizações Democráticas de Massas, utilizam os imóveis do Parque Imobiliário do Estado para a realização das suas activida-des. mediante contrato especial.

2. São por conta do inquilino todas as reparações destes imóveis.

ARTKlO 32

11II6 ••••• 010 •• 1Qidu6

'*"

LeI do Amlolda""11O

J. A situação jurídica e a forma de utilização dos imóveis pertencentes a empresas e outras pessoas colectivas. destinados a habitação. serão objecto de regulamentação

própria.

2. O arrendamento de casas de campo e de praia. para períodos de férias, senl objecto de regulamentação própria.

ARTlOO 33

Ilegld., •• 1t<I

Compete aos Ministros das Obras Ptlblicas e Habitação. Estado na Presídêncía e Justiça aprovar o regulamento da presente lei e estabelecer sanções que não constituam aplicação de penas de prisão.

ARTKlO 34

~ •••• vIgor

<\ presente lei entra em vigor sessenta dias após a sua ••<1b1icaçilo.

Aprovada pela Assembleia Popular. Publique·se.

O Presidente da Reptiblica. SAMORAMOI. MAmm..

ResoIuçIo n.· 6/79

ele 3 ele Julho

A consolidação e refol9O do Poder Popular DemOCrático é tarefa fundamental nesta fase em que a luta de cJasses se agudiza em todo o território nacional.

Nesse sentido as leis publicadas pela Comissão Per. manente da Assembleia Popular são instrumentos pode-rosos da defesa das conquistas revolucionárias do Povo Moçambicano.

, - LeI da O' ••••*-iiIo JudIaI6rIII

Durante o perfodo da Luta de Libertação Nacional. nas zonas libertadas eram as populações que, orpnizadas nas estruturas criadas pela Frente de Ubertaçio de Maçam.

bique. davam solução às questões sociais do quotidiano. Foi desta forma que o Povo Moçambicano iniciou o com. bate contra OSsistemas de justiça das sociedades

tmdicional--feudal e colonial-capitalista, no decurso do qual se foram adquirindo ricas experioocias de exercício do poder popular, Conquistada a independencia nacional, o

m

Congresso veio traçar directivas para a criação dos tríbunaís populares desde o escalão superior até à localidade e aldeias comu-nais tendo-os definido como instrumento do poder do Es-tado de Democracia Popular e como uma escola onde o Povo completa a sua formação politica. ideológica e cien-tIfica.

Ao mesmo tempo que. em cumprimento das directivas do Partido FRELIMO para o sector da justiça. foram sendo criados em todas as Provincias do PaIs Tribunais PopuJares.Piloto de LocaJidade e de Distrito. um amplo mo-vimento envolveu todo o Povo Moçambicano na discussão das normas em que deveria assentar a edificação do novo sistema judiciário que servisse os interesses da aliança operário-camponesa.

Neste processo foram colhidas importantes contribuições dos operários. dos camponeses das aldeias comunais. dos trabalhadores do Aparelho de Estado. das macbambas es-tat!lis e cooperativas, dos estudante; dos intelectuais revoo lucionários, dos quadros de direcção do Partido e do Es-tado.

A Lei da Orpnização Judiciária aprovada pela

Comis-são Pel1l1anente constitui. assim. a expresComis-são da vontade de todo o Povo Moçambicano de criar um sistema de justiça popular.

Por outro lado. a Lei da Orpnização Judiciária dina-miZll a criação de um ordenamento juridico adequado às transformações revolucionárias operadas no nosso Pais. A participação de juizes eleitos pelas Assembleias do Povo na realização da justiça traz aos tribunais a sensí-bilidade popular para a correcta resolução dos problemas sociais e para a criação de um direito novo que. cada vez mais. sirva os interesses do nosso Povo.

Z - LeIO_.'lal

Para o pleno cumprimento dos programas traçados pelo Partido FRELIMO nos domlnios politico. social e econó-mico do PaIs, énecessária uma alta orpnização na elabo-ração do orçamento. de modo a que corresponda às neces-sidades de cada fase do nosso desenvolvimento.

A metodologia empregue na elaboração do Orçamento do Estado para o ano de 1979 permitiu que ele reflectisse a situação económica do PaIs devido particuJarmente à participação das provincias na sua preparação.

Nas Directivas Económicas do Pais. o

m

Congresso 'aponta a necessidade de na politica económica do Pais. garantir-se a defesa da Independencia Nacional e das con-quistas da revolução.

Na elaboração do orçamento. foi dada particular atenção aos sectores de Defesa e Segurança. Por outro lado. e em conformidade com os princípios que orientam o nosso Estado Popular. grande parte das despesas orçamentais são reaJi7adas nos sectores de Educação e da Saóde como forma de estender os beneflcios sociais a toda a população.

Na execução do orçamento. deverá ser aplicada duma forma rigorosa a politica de austeridade e combater-se ener-gicamente todas as formas de esbanjamento. Este combate deve ser acompanhado dum eficiente controlo contabi-Ilstico principalmente nas empresas estatais e intervencio-nadas. pelo reflexo que têm no Orçamento do Estado. Torna-se portanto necessário que se materializem as Direc-tivas do

m

Congresso da FRELIMO que definiu que «o

Referências

Documentos relacionados