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ESTUDO DOS SISTEMAS DISPERSOS. PROFª LORAINE JACOBS

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Academic year: 2021

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ESTUDO DOS SISTEMAS

DISPERSOS

PROFª LORAINE JACOBS [email protected]

(2)

Dispersões

Dispersão: sistema no qual uma substância (disperso) encontra-se

disseminada, na forma de pequenas partículas no interior de outra

(dispersante)

Classificada de acordo com o tamanho das partículas em:

 Soluções / Soluções Verdadeiras.  Colóides/ Dispersões coloidais  Suspensões/Dispersões Grosseiras

Tipo de Dispersão

Tamanho da partícula dispersa

Solução

Verdadeira

Entre 0 e 10

-9

m (1nanometro)

Colóide

Entre 10

-9

m e 10

-6

m (1 à 10

3

nanometro)

Supensão

Acima de 10

-6

m (acima de 10

3

(3)

Dispersões

Soluções Verdadeiras ou soluções

 O disperso (soluto) é constituído de átomos, íons ou pequenas moléculas;

 Pelas reduzidas dimensões do disperso (soluto), as soluções verdadeiras sempre serão sistemas homogêneos, sendo que as partículas não são visíveis mesmo com equipamentos óticos de alta resolução e ampliação;

 Não há sedimentação das partículas e não é possível a sua separação por nenhum tipo de filtro;

Exemplos:

(4)

Dispersões

Colóides

 Disperso é constituído por aglomerados de átomos, moléculas ou íons ou, até mesmo, por macromoléculas;

 As partículas do disperso são visualizáveis em equipamentos óticos (microscópios) de alta resolução (ampliação);

 As partículas podem ser separadas por ultracentrifugação (elevado número de RPM) ou por ultrafiltração (filtros cujo diâmetro do poro é bastante reduzido);

Exemplos:

(5)

Dispersões

Suspensões / Dispersões Grosseiras

 Disperso é constituído de grandes aglomerados de átomos ou moléculas;  As partículas do disperso são visíveis em microscópio comum, constituindo-se

em sistemas heterogêneos;

 As partículas do disperso sedimenta-se por ação da gravidade ou em

centrífugas comuns podendo, também, ser separadas por filtros comuns de laboratório;

Exemplos:

(6)

Estudo das Soluções

Formação de soluções

 Disseminação espontânea de uma substância em outra, originando um sistema mais entrópico que as substâncias originais. Esta desordem molecular (entropia) é uma tendência.

 Para que ocorra o processo da dissolução é necessário que as partículas do soluto e do solvente apresentem atrações entre si decorrentes de forças de natureza eletrostática, que dependem do soluto e solvente utilizados.

(7)

Estudo das Soluções

Classificação das Soluções

Quanto ao estado físico

Sólidas: ligas metálicas (aço: Fe, C e Mn; latão: Cu e Zn)

Líquidas: bebidas não gaseificadas, bebidas alcoólicas, água

mineral

(8)

Estudo das Soluções

Classificação das Soluções

Quanto à natureza do soluto

moleculares: as partículas do soluto são moléculas.

(9)

Estudo das Soluções

Classificação das Soluções

Quanto ao coeficiente de solubilidade (CS)

 Representa a maior massa que pode ser dissolvida em certa

quantidade padrão de um solvente, em determinada temperatura.

 CS varia com a temperatura sendo que a solubilidade é particular

para cada substância. As curvas de solubilidade para as substâncias são obtidas experimentalmente.

(10)

Estudo das Soluções

Analisando o gráfico concluímos:

A solubilidade da maioria das

substâncias aumenta com a T.

O CS do KNO

3

varia muito com T e o

do NaCl permanece inalterado.

A 10ºC o NaCl é mais solúvel que o

KNO

3

, a 60ºC ocorre o inverso.

As curvas de solubilidade de alguns

compostos apresentam pontos de

inflexão que indicam mudança de

estrutura do soluto.

(11)

Estudo das Soluções

Classificação das Soluções

Quanto ao coeficiente de solubilidade (CS)

insaturadas: a quantidade de soluto dissolvido é inferior ao C.S.

saturadas: a quantidade de soluto dissolvido é igual ao C. S.

super-saturadas: são soluções obtidas por técnicas especiais, nas

(12)

Estudo das Soluções

Classificação das Soluções

No caso de substâncias gasosas a solubilidade é inversamente

proporcional ao aumento de T.

A influência da pressão é explicitada pela Lei de Henry.

C = k.P

 C = concentração de gás dissolvido  k = constante de proporcionalidade  P = pressão exercida sobre o sistema

(13)
(14)

Preparo de Soluções

Soluções padrão: usadas para fins analíticos contendo uma quantidade

exatamente conhecida de um reagente qualquer, na unidade de

volume.

Expressa com exatidão (quatro casas decimais)

0,1538 g/L (massa/volume)

0,8543 mol/L (número de mols/volume)

Soluções não padronizadas: usadas para fins não analíticos sendo sua

concentração aproximada. Não é requerida a mesma exatidão, com

relação às soluções padronizadas (uma ou duas casas decimais)

(15)
(16)

Expressões de Concentração

Concentração: representa uma relação entre a quantidade do soluto e,

em geral, a quantidade de.

As principais formas de representação:

massa/volume 12g/L

massa/massa 1,2% (indica que para cada 100g de solução há 1,2g do

soluto)

volume/volume 100mL/L

número de mols/volume 0,5mol/Lnúmero de mols/massa 0,5mol/g

(17)

Expressões de Concentração

Concentração ou Concentração Comum (C)

 Razão entre a massa de soluto e o volume da solução.

𝐶 =

𝑚

𝑉

(Unidades: gramas/litro)

 Qual a massa de bicarbonato de sódio em 100L de uma solução com concentração de 107mg/L?

(18)

Expressões de Concentração

Título (

) ou porcentagem em massa (%

)

 Considera a relação entre as massas do soluto (m1) e da solução (m)

=

𝑚

1

𝑚

%

=

𝑚

1

(19)

Expressões de Concentração

Concentração em “partes por milhão” (ppm)

 Uma representação de concentração comum para soluções muito diluídas.

(20)

Expressões de Concentração

Concentração em Quantidade de Matéria ou Molaridade(M)

 Razão entre o número de mols do soluto e o volume total da solução

𝑀 =

𝑛

𝑉

𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑛 =

𝑚

(21)
(22)

Diluições e Misturas

Diluir  Adicionar solvente sem alterar a quantidade de soluto

(23)

Diluições e Misturas

Mistura (mesmo soluto): não há reação entre as soluções

(24)

Diluições e Misturas

Mistura (solutos diferentes): ocorre reação entre os constituintes

 Para que a reação seja completa os volumes devem obedecer à relação estequiométrica da reação.

 Neste caso no ponto final da reação teremos:

(25)

Diluições e Misturas

Mistura (solutos diferentes): ocorre reação entre os constituintes

 Para que a reação seja completa os volumes devem obedecer à relação estequiométrica da reação.

 Neste caso no ponto final da reação teremos:

𝑛

𝑏𝑎𝑠𝑒

= 3𝑛

á𝑐𝑖𝑑𝑜

𝑀

𝑏

𝑉

𝑏

=3(𝑀

𝑎

.𝑉

𝑎

)

Titulação: método volumétrico para determinação de concentração de ácidos através de bases e vice-versa.

(26)
(27)

Efeito Tyndall

Técnica utilizada para classificar colóides

 Partículas em solução saturada irão aparecer a olho nu sob o feixe de luz.

 Um colóide irá dar origem a difusão pela refração do feixe nas partículas.

 Uma solução não altera o feixe de luz.

 Em uma solução coloidal autêntica, a energia interna das partículas aumenta de acordo com a intensidade da luz aplicada.

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Exercícios

Considere o quadro abaixo e classifique as misturas em solução, colóide

ou suspensão.

Referências

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