Notas explicativas integrantes das Demonstrações Financeiras
GROUPAMA SEGUROS, SA
(Montantes expressos em euros, excepto quando indicado)
1. Informações Gerais
A Groupama Seguros, S.A. (adiante designada por Groupama Seguros ou Companhia) foi constituída em 1991 sob a forma jurídica de sociedade anónima, com o objectivo de desenvolver a actividades dos ramos reais (Não Vida) em Portugal.
A Companhia encontra-se registada em Portugal sob o NIF 502661321 e matriculada na Conservatória do Registo Comercial. A sua sede é na Avenida de Berna, 24-D, Lisboa.
A Companhia dedica-se ao exercício da actividade de seguros para os ramos Não Vida para o qual obteve a devida autorização da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF). A sua actividade é exercida em Portugal.
Situação económica internacional
O ano de 2016 termina com uma nota positiva, facto que é evidente em vários indicadores de confiança e de actividade nas economias desenvolvidas e mesmo no comportamento de alguns activos financeiros (US Treasuries e acções norte-americanas, por exemplo).
Contudo em termos do binómio crescimento/inflação, o ano 2016 desiludiu uma vez mais: o crescimento mundial pouco se afastou do patamar de anos anteriores, cerca de 3%, desta forma as perspectivas de crescimento foram gradualmente ajustadas em baixa, o mundo continua numa armadilha de baixo crescimento.
O cenário consensual entre os analistas e as principais entidades de pesquisa económica, aponta para que 2017 se afirme um ano de maior crescimento, não obstante os riscos potenciais que se adivinham. O maior dinamismo deverá decorrer nas economias desenvolvidas, mas também nos mercados emergentes, ainda que estes possam ter um comportamento heterogéneo fruto do ambiente financeiro mais restritivo (subidas de taxas nos EUA) e de um eventual maior grau de proteccionismo pela Administração Trump.
Em termos globais, as perspectivas para 2017 são elevadas, na medida em que se está a incorporar o regresso a tendências de uma maior normalidade: lenta elevação da inflação, inversão do ciclo das commodities, taxa de juro mais elevadas,
Dado o contexto, o potencial de desilusão poderá também ser significado.
Situação económica nacional
A economia portuguesa registou um crescimento de cerca de 1,4% em 2016, registando menos 2 décimas que no ano anterior, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Esta redução verificou-se no primeiro semestre devido a uma fragilidade no comércio internacional.
A economia terá crescido graças a um aumento da procura interna, que contribuiu para o crescimento do PIB. Este aumento da procura interna vem do investimento, e não do consumo
privado como a época poderia sugerir. No entanto, o aumento das importações fez com que o contributo da procura externa líquida para o PIB fosse negativo, impedindo assim a economia de crescer mais.
No que concerne às exportações de bens e serviços, verificou-se uma desaceleração face ao ano anterior de 3,0%, esta desaceleração está associada a um menor crescimento da procura externa, refletindo as vendas para alguns mercados extracomunitários, destacando-se Angola e a China.
O indicador económico aumentou entre Novembro e Dezembro, após ter estado em queda nos meses anteriores, refletindo assim, desenvolvimentos positivos em todos os sectores (Indústria, Construção, Vendas e Serviços e Setor Público), tendo o sector da Indústria alcançado o maior indicador de confiança desde Março de 2008.
No que diz respeito à taxa de desemprego, verificou-se um decréscimo de 0.3 p.p. tendo obtido um valor de 10.2%, este nível de desemprego, corresponde ao mais baixo valor desde Março de 2009.
O diferencial de inflação entre Portugal e a área do euro deverá manter-se positivo e próximo do observado no ano anterior, sendo que este diferencial positivo reflete, uma queda de preços dos bens energéticos mais acentuada na área do euro do que em Portugal.
2. Bases de apresentação das demonstrações financeiras e principais políticas contabilísticas adoptadas
2.1. Bases de apresentação
As demonstrações financeiras apresentadas reportam-se ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2016 e foram preparadas de acordo com o Plano de Contas para as Empresas de Seguros, emitido pela ASF e aprovado pela Norma Regulamentar n.º 10/2016 – R de 15 de Setembro, e ainda de acordo com as normas relativas à contabilização das operações das empresas de seguros estabelecidas pela ASF.
Este plano de contas, actualmente em vigor, introduziu as Normas Internacionais de Contabilidade e Reporte Financeiro (“IAS/IFRS”) em vigor tal como adoptados na União Europeia, excepto a IFRS 4 - Contratos de Seguro, relativamente à qual apenas são adoptados os princípios de classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros. As IAS/IFRS incluem as normas contabilísticas emitidas pelo International Accounting Standards
Board (“IASB”) e as interpretações emitidas pelo Internacional Financial Reporting Interpretation Committee (“IFRIC”), e pelos respectivos órgãos antecessores.
Tal como descrito abaixo, na nota 2.2, a Companhia adoptou na preparação destas demonstrações financeiras, as normas contabilísticas emitidas pelo IASB e as interpretações do IFRIC de aplicação obrigatória desde 1 de Janeiro de 2015. Esta adopção teve impacto em termos de apresentação das demonstrações financeiras e das divulgações, não originando, no entanto, alterações de políticas contabilísticas, nem afectando a posição financeira da Companhia.
As demonstrações financeiras estão expressas em euros (excepto, quando indicado) e estão preparadas de acordo com o princípio do custo histórico, com excepção dos activos registados ao justo valor, nomeadamente, activos financeiros e imóveis de rendimento. Os restantes activos e passivos são registados ao custo amortizado ou ao custo histórico.
A preparação de demonstrações financeiras requer que a Companhia efectue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de rendimentos, gastos, activos e passivos. Alterações em tais pressupostos ou diferenças destes face à realidade poderão ter impactos sobre as actuais estimativas e julgamentos. As áreas que envolvem um maior nível de julgamento ou complexidade ou onde são utilizados pressupostos e estimativas significativas na preparação das demonstrações financeiras encontram-se analisadas na nota 3.
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 02 de Março de 2017.
2.2. Normas contabilísticas e interpretações recentemente emitidas e/ou alteradas: No decorrer do período de 2016 foram efetuadas alterações em determinadas normas contabilísticas, nomeadamente:
IFRS 9 – “Instrumentos Financeiros” (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou
após 1 de janeiro de 2018): A alteração desta norma está estipulada no Regulamento (UE) 2016/2067 da Comissão de 22 de novembro de 2016. A IFRS 9 substitui a IAS 39 – ‘Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração’ e introduz algumas alterações, entre outras, como a:
a) Classificação e mensuração dos ativos financeiros, introduzindo uma
simplificação na classificação com base no modelo de negócio definido pela gestão;
b) Reconhecimento de imparidade sobre créditos a receber, com base no
modelo de perdas estimadas em substituição do modelo de perdas incorridas;
c) Regras da contabilidade de cobertura, que se pretende que estejam mais
alinhadas com o racional económico da cobertura de riscos definido pela Gestão.
IFRS 15 – “Rédito de contratos com clientes” (a aplicar nos exercícios que se iniciem
em ou após 1 de Janeiro de 2018). Esta norma ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta nova norma aplica-se apenas a contratos para a entrega de produtos ou prestação de serviços, e exige que a entidade reconheça o rédito quando a obrigação contratual de entregar ativos ou prestar serviços é satisfeita e pelo montante que reflete a contraprestação a que a entidade tem direito, conforme previsto na “metodologia das 5 etapas”. A adoção desta norma não teve impacto nas demonstrações financeiras da Companhia.
IFRS 10 - “Demonstrações Financeiras Consolidadas”, IFRS 12 - “Divulgação de
Interesses Noutras Entidades” e IAS 28 - “Investimentos em Associadas e Empreendimentos Conjuntos”. Alterações reguladas no Regulamento (UE) 2016/1703 da Comissão de 22 de setembro de 2016. As alterações às normas surgem no âmbito de clarificação quanto à isenção de obrigação de consolidação, que só se aplica a uma empresa-mãe intermédia que constitua uma subsidiária de uma Entidade de investimento. Adicionalmente, clarifica que a opção de aplicar o método da equivalência patrimonial, é extensível a uma entidade que não é uma entidade de investimento, mas
que detém um interesse numa associada ou empreendimento conjunto que é uma entidade de investimento.
2.3. Principais políticas contabilísticas adoptadas
As principais políticas contabilísticas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras são as descritas abaixo e foram aplicadas de forma consistente para os períodos apresentados nas demonstrações financeiras.
2.4. Reporte por segmentos
Um segmento de negócio é um conjunto de activos e operações que estão sujeitos a riscos e proveitos específicos diferentes de outros segmentos de negócio.
Um segmento geográfico é um conjunto de activos e operações localizados num ambiente económico específico, que está sujeito a riscos e proveitos que são diferentes de outros segmentos que operam em outros ambientes económicos.
2.4.1. Especialização de exercícios
Os rendimentos e os gastos são considerados quando obtidos ou incorridos, independentemente do momento do recebimento ou pagamento, estando assim relevados nas demonstrações financeiras dos períodos a que respeitam.
2.4.2. Transacções em moeda estrangeira
As conversões para euros das transacções em moeda estrangeira são efectuadas ao câmbio em vigor na data em que ocorrem.
Os valores dos activos expressos em moeda de países não participantes na União Económica Europeia (UEM) foram convertidos para euros utilizando o último câmbio de referência indicado pelo Banco de Portugal.
As diferenças de câmbio entre as taxas em vigor na data da contratação e as vigentes na data de balanço, relativas aos activos/passivos monetários, são contabilizadas na conta de ganhos e perdas do exercício.
Os activos e passivos não monetários registados ao custo histórico, expressos em moeda estrangeira, são convertidos à taxa de câmbio, à data da transacção. Activos e passivos não monetários expressos em moeda estrangeira registados ao justo valor são convertidos à taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor foi determinado. As diferenças cambiais resultantes são reconhecidas em resultados, excepto no que diz respeito às diferenças relacionadas com acções classificadas como activos financeiros disponíveis para venda, as quais são registadas em reservas.
2.4.3. Activos tangíveis
Estes bens estão contabilizados ao respectivo custo histórico de aquisição sujeito a depreciação e testes de imparidade.
Os terrenos não são depreciados. As depreciações dos restantes activos tangíveis foram calculadas através da aplicação do método das quotas constantes, por duodécimos, com base
nas seguintes taxas anuais, as quais reflectem, de forma razoável, a vida útil estimada dos bens:
No reconhecimento inicial dos valores dos outros activos tangíveis, a Companhia capitaliza o valor de aquisição adicionado de quaisquer encargos necessários para o funcionamento correcto de um dado activo, de acordo com o disposto na IAS 16 `Activos Fixos Tangíveis’. Ao nível da mensuração subsequente, a Companhia opta pelo estabelecimento de uma vida útil que seja capaz de espelhar o tempo estimado de obtenção de benefícios económicos, depreciando o bem por esse período. A vida útil de cada bem é revista a cada data de relato financeiro.
Os gastos subsequentes com os activos tangíveis são capitalizados no activo apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para a Companhia. Todas as despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como gasto, de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Quando existe indicação de que um activo possa estar em imparidade o seu valor recuperável é estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um activo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas em resultados para os activos registados ao custo.
O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do activo e da sua alienação no fim da sua vida útil.
2.4.4. Propriedades de investimento
A Companhia classifica como imóveis de rendimento os imóveis cuja recuperabilidade seja por via da obtenção de rendas ao invés do seu uso continuado, utilizando os critérios de mensuração da IAS 40.
As propriedades de investimento são reconhecidas inicialmente ao custo de aquisição, incluindo os custos de transacção directamente relacionados, e subsequentemente ao seu justo valor. Variações de justo valor determinadas a cada data de balanço são reconhecidas em resultados. As propriedades de investimento não são depreciadas.
Dispêndios subsequentes relacionados são capitalizados quando for provável que a Companhia venha a obter benefícios económicos futuros em excesso do nível de desempenho inicialmente estimado.
O justo valor dos terrenos e edifícios de rendimento baseia-se numa valorização efectuada por um avaliador independente.
Os avaliadores independentes possuem formação académica e qualificação profissional reconhecida e relevante para a emissão dos relatórios de avaliação, versando várias áreas, das quais se destacam a consultoria imobiliária, a coordenação, fiscalização e gestão de empreendimentos, o ensino e a investigação.
A determinação dos valores do património imobiliário, por parte dos avaliadores independentes, é baseada nos seguintes métodos:
Método comparativo:
Consiste na avaliação do terreno ou edifício por comparação, ou seja, em função de transações e/ou propostas efetivas de aquisição em relação a terrenos ou edifícios que possuam idênticas características físicas e funcionais, e cuja localização se insira numa mesma área do mercado imobiliário. A utilização deste método requer a existência de uma amostra representativa e credível em termos de transações e/ou propostas efetivas de aquisição que não se apresentem desfasadas relativamente ao momento de avaliação.
Método dos múltiplos do Rendimento:
Consiste no apuramento do valor do terreno ou edifício mediante o quociente entre a renda anual efetiva ou previsivelmente libertada, líquida de encargos de conservação e manutenção, e uma taxa de remuneração adequado às suas características e ao nível de risco do investimento, face às condições gerais do mercado imobiliário no momento de avaliação.
Método de atualização de rendas futuras:
Consiste no apuramento do valor do terreno ou edifício através do somatório dos fluxos financeiros efetiva ou previsivelmente libertados e do seu valor residual no fim do período de investimento previsto ou da sua vida útil, atualizados a uma taxa de mercado para aplicações com perfil de risco semelhante.
Ver adicionalmente a Nota 23.
2.4.5. Activos intangíveis
Os gastos incorridos com a aquisição de software são reconhecidos como activos intangíveis, assim como as despesas adicionais suportadas pela Companhia necessárias à sua implementação.
Os gastos directamente relacionados com o desenvolvimento de software pela Companhia, relativamente aos quais se verifiquem as seguintes condições, são reconhecidos como activos intangíveis, de acordo com a IAS 38 `Activos Intangíveis’:
a) O desenvolvimento do software é algo tecnicamente viável, para que fique disponível para utilização;
b) A Companhia pretende completar o software e utiliza-o;
c) Existe intenção pela Companhia, de completar o software e utilizá-lo;
d) É possível demonstrar que o software irá gerar benefícios económicos futuros;
e) A Companhia dispõe de adequados recursos técnicos, financeiros e outros para
concluir o desenvolvimento e usar o software, e
f) As despesas atribuíveis ao desenvolvimento do software durante o seu
desenvolvimento podem ser mensuradas.
Os activos intangíveis estão mensurados ao respectivo custo histórico de aquisição, sendo sujeitos a amortizações e testes de imparidade. As suas amortizações são calculadas através de aplicação do método das quotas constantes, seguindo o critério duodecimal, ao longo de 3 anos, período que reflecte de forma razoável a vida útil estimada dos activos intangíveis.
Taxa anual
Aplicações informáticas 33,33%
Todos os restantes encargos relacionados com os serviços informáticos, incluindo a manutenção de software, são reconhecidos como gastos quando incorridos.
2.4.6. Activos financeiros
i) Classificação
A Companhia classifica os seus activos financeiros no momento da sua aquisição considerando a intenção que lhes está subjacente, de acordo com as seguintes categorias:
Activos financeiros detidos para negociação
Adquiridos com o principal objectivo de gerar valias no curto prazo. Esta categoria inclui também os derivados que não se encontrem designados para cobertura contabilística.
Activos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas
Esta categoria inclui os activos com derivados embutidos, designados no momento do seu reconhecimento inicial ao justo valor, com as variações subsequentes no justo valor reconhecidas em resultados.
Activos financeiros a deter até à maturidade
Nesta categoria são classificados títulos de rendimento fixo, apresentando uma maturidade e fluxos de caixa fixos ou determináveis, que a Companhia tem intenção e capacidade de deter até ao seu vencimento. Estes activos financeiros encontram-se registados pelo custo amortizado. De acordo com este método, o valor do instrumento financeiro em cada data de balanço corresponde ao seu custo inicial, deduzido de reembolsos de capital efectuados e perdas por imparidade, e ajustado pela amortização com base no método da taxa efectiva, de qualquer diferença entre o custo inicial e o valor de reembolso.
Os juros são reconhecidos com base no método da taxa efectiva, que permite calcular o custo amortizado e repartir os juros ao longo do período das operações. A taxa efectiva é aquela que, sendo utilizada para descontar os fluxos de caixa futuros estimados associados ao instrumento financeiro, permite igualar o seu valor actual ao valor do instrumento financeiro na data do reconhecimento inicial.
Empréstimos concedidos e contas a receber
Os empréstimos e contas a receber incluem os activos financeiros não derivados com pagamentos fixado ou determinável, não admitidos à cotação num mercado activo. São registados neste elemento do activo os depósitos a prazo em instituições de crédito.
Activos financeiros disponíveis para venda
Os activos disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que (i) a Companhia tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) que são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) que não se enquadrem nas categorias anteriormente referidas.
ii) Reconhecimento, mensuração inicial e desreconhecimento
Aquisições e alienações: (i) activos financeiros ao justo valor através dos resultados, (ii) activos financeiros disponíveis para venda e (iii) investimentos a deter até à maturidade, são reconhecidos na data da negociação (trade date), ou seja, na data em que a Companhia se compromete a adquirir ou alienar o activo. Os activos financeiros referidos acima são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transacção, excepto nos casos de activos financeiros ao justo valor através de resultados, caso em que estes custos de transacção são directamente registados em resultados.
Os activos financeiros são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais da Companhia ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) a Companhia tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, a Companhia tenha transferido o controlo sobre os activos.
iii) Mensuração subsequente
Após o seu reconhecimento inicial, os activos financeiros detidos para negociação e os activos financeiros ao justo valor com reconhecimento em ganhos e perdas são valorizados ao justo valor, sendo as suas variações reconhecidas em ganhos e perdas.
Os investimentos detidos para venda são igualmente registados ao justo valor sendo, no entanto, as respectivas variações reconhecidas em reservas, na parte que pertence ao accionista, até que os investimentos sejam desreconhecidos, ou seja, identificada uma perda por imparidade, momento em que o valor acumulado dos ganhos e perdas potenciais registados em reservas é transferido para resultados. No caso dos produtos com participação nos resultados, as variações do justo valor são reconhecidas inicialmente em Reservas (Capital Próprio) e, posteriormente, transferidas para a conta de ‘Participação nos resultados a atribuir’.
Ainda relativamente aos activos monetários disponíveis para venda, o ajustamento ao valor de balanço compreende a separação entre (i) as amortizações segundo a taxa efectiva, (ii)
as variações cambiais (no caso de denominação em moeda estrangeira) – ambas por contrapartida de resultados - e (iii) as variações no justo valor (excepto risco cambial), conforme descrito acima.
Os investimentos a deter até à maturidade são mensurados em balanço ao custo amortizado, de acordo com o método da taxa efectiva, com as amortizações (juros, valores incrementais e prémios e descontos) a serem registados na conta de ganhos e perdas. O justo valor dos activos financeiros cotados é o seu preço de compra corrente (“bid-price”). Na ausência de cotação, a Companhia estima o justo valor utilizando (i) metodologias de avaliação, tais como, a utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado, técnicas de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções parametrizados de modo a reflectir as particularidades e circunstâncias do instrumento, e (ii) pressupostos de avaliação baseados em informações de mercado.
Os instrumentos financeiros para os quais não é possível mensurar com fiabilidade o justo valor, bem como as acções não cotadas, são registados ao custo de aquisição.
iv) Transferências entre categorias de activos financeiros
Em Outubro de 2008 o IASB emitiu a revisão da norma IAS 39 ‘Reclassificação de instrumentos financeiros’ (Amendements to IAS 39 ‘Financial Instruments: Recognition and
Measurement’ e IFRS 7 ‘Financial Instruments Disclosures’). Esta alteração veio permitir que
uma entidade transfira activos financeiros detidos para negociação para as carteiras de activos financeiros disponíveis para venda, empréstimos concedidos e contas a receber ou para activos financeiros detidos até à maturidade, desde que esses activos financeiros obedeçam às características de cada categoria.
As transferências de activos financeiros disponíveis para venda para as categorias de empréstimos concedidos e contas a receber e investimentos a deter até à maturidade são também permitidas.
v) Imparidade
Imparidade de títulos
A Companhia avalia regularmente se existe evidência objectiva de que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, apresenta sinais de imparidade. Para os activos financeiros que apresentem sinais de imparidade, é determinado o respectivo valor recuperável, sendo as perdas por imparidade registadas por contrapartida da conta de ganhos e perdas.
Um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, encontra-se em imparidade sempre que exista evidência objectiva de imparidade resultante de um ou mais eventos que ocorreram após o seu reconhecimento inicial, tais como: (i) para os instrumentos de capital cotados, uma desvalorização continuada ou de valor significativo na sua cotação, e (ii) para títulos de divida, quando esse evento (ou eventos) tenha um impacto no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, que possa ser estimado com razoabilidade.
A Companhia considera que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, se encontra em imparidade após o reconhecimento inicial, de acordo com regras estabelecidas pela ASF:
Assim, o activo financeiro é objecto de imparidade, se:
a. Já tiver sido objecto de imparidade em exercícios anteriores; ou
b. A cotação de bolsa esteve em permanência, nos últimos 24 meses, inferior ao valor de custo (declínio prolongado); ou
c. A cotação na data de fecho é inferior a 50% do valor de custo, variando esta percentagem em função da volatilidade média dos Mercados (declínio significativo de 50%).
O montante da imparidade apurado é reconhecido em custos, e resulta da diferença entre o valor de custo e o valor de cotação à data de fecho, deduzida de qualquer perda de imparidade, no activo, anteriormente reconhecida em resultados.
Quando existe evidência de imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda, a perda potencial acumulada em reservas, correspondente à diferença entre o custo de aquisição e o justo valor actual, deduzida de qualquer perda de imparidade no activo anteriormente reconhecida em resultados, é transferida para resultados. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, a perda de imparidade anteriormente reconhecida é revertida por contrapartida de resultados do exercício até à reposição do custo de aquisição. Esta situação acontece se o aumento for objectivamente relacionado com um evento ocorrido após o reconhecimento da perda de imparidade, excepto no caso da acções ou outros instrumentos de capital para os quais não é possível reconhecer qualquer reversão de imparidade. As valorizações subsequentes de acções e outros instrumentos de capital são reconhecidas em reservas.
No que se refere aos investimentos detidos até à maturidade, as perdas por imparidade correspondem à diferença entre o valor contabilístico do activo e o valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados (considerando o período de recuperação) descontados à taxa de juro efectiva original do activo financeiro. Estes activos são apresentados no activo, líquidos de imparidade. Caso estejamos perante um activo com taxa de juro variável, a taxa de juro a utilizar para a determinação da respectiva perda de imparidade é a taxa de juro efectiva actual, determinada com base nas regras de cada contrato. Em relação aos investimentos detidos até à maturidade, se num período subsequente o montante de perda por imparidade diminui, e essa diminuição pode ser objectivamente relacionada com um evento que ocorreu após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do exercício.
Ajustamentos de recibos por cobrar e para créditos de cobrança duvidosa
Os ajustamentos de recibos por cobrar têm por objectivo reduzir o montante dos prémios em cobrança ao seu valor estimado de realização. Os recibos emitidos e não cobrados no final do exercício são reflectidos na rubrica ‘Contas a receber por operações de seguro directo’. O cálculo destes ajustamentos é efectuado com base nos valores dos prémios por cobrar, aplicando os critérios definidos pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, de base económica.
Para a constituição do ajustamento foi, em primeiro lugar, determinado qual o rácio de anulação de recibos pendentes. Este rácio permite-nos ter uma estimativa aproximada da probabilidade de anulação de um recibo que esteja em cobrança.
Em simultâneo foi determinada uma aproximação da margem de lucro que cada prémio em cobrança dá à Groupama Seguros.
Os ajustamentos para créditos de cobrança duvidosa destinam-se a reduzir o montante dos saldos a receber resultantes de operações de seguro directo, de resseguro ou outras, à excepção dos recibos por cobrar, ao seu valor provável de realização, sendo calculado em função da antiguidade dos referidos saldos, tendo por base uma análise económica.
A Companhia realiza iniciativas para a regularização dos montantes em dívida, quer através da sua área de contencioso quer recorrendo posteriormente, se for o caso, à via judicial.
2.4.7. Outros activos financeiros: derivados embutidos e instrumentos financeiros derivados
Os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos na data da sua negociação (trade
date) pelo seu justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros
derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período.
O justo valor dos instrumentos financeiros derivados corresponde ao seu valor de mercado. Os instrumentos financeiros com derivados embutidos são reconhecidos inicialmente ao justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período, nos casos em que o derivado não está intimamente relacionado com o activo base, e na reserva de reavaliação nos restantes casos.
O justo valor é baseado em preços de cotação de mercado, quando disponíveis, e na ausência de cotação (inexistência de mercado activo) é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes semelhantes, e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação disponibilizadas por entidades especializadas, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade.
2.4.8. Passivos financeiros
Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efectuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro activo financeiro, independentemente da sua forma legal.
Os passivos financeiros incluem os depósitos recebidos de resseguradores e são registados (i) inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de transacção incorridos e (ii) subsequentemente pelo maior valor entre a quantia determinada segundo a IAS 37 e a quantia inicialmente reconhecida.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a contar da data de balanço, prontamente convertíveis em dinheiro e com risco reduzido de alteração de valor, onde se incluem a caixa e as disponibilidades em instituições de crédito.
2.4.10. Capital social
As acções são classificadas como capital próprio quando não há obrigação de transferir dinheiro ou outros activos. Os custos incrementais directamente atribuíveis à emissão de instrumentos de capital são apresentados no capital próprio como uma dedução dos proventos, líquida de imposto.
2.4.11. Contratos de seguro
Os Contratos de seguro são contratos segundo o qual a seguradora aceita um risco de seguro significativo do segurado, aceitando compensar este no caso de um acontecimento futuro incerto especificado o afectar de forma adversa. Este tipo de contrato cai no âmbito da IFRS 4;
Os contratos de seguro são reconhecidos e mensurados como segue:
i) Prémios
Os prémios brutos emitidos são registados como proveitos no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento.
Os prémios de resseguro cedido são registados como custos no exercício a que respeitam, da mesma forma que os prémios brutos emitidos.
ii) Custos de aquisição
Os custos de aquisição são essencialmente representados pela remuneração contratualmente atribuída aos mediadores pela angariação de contratos de seguro e de investimento.
As comissões contratadas são registadas como gastos no momento da emissão dos respectivos prémios ou renovação das respectivas apólices.
iii) Provisão para prémios não adquiridos
A provisão para prémios não adquiridos inclui a parte dos prémios brutos emitidos e contabilizados no exercício, a imputar a exercícios seguintes, tendo sido calculada, contrato a contrato, mediante a aplicação do método pro-rata temporis, de acordo com a Norma Regulamentar nº10/2016 – R de 15 de Setembro.
O valor dos custos de aquisição diferidos deduzidos à Provisão para prémios não adquiridos apenas considera as remunerações de mediação, excluindo os restantes gastos imputados na rúbrica de custos de aquisição.
Esta provisão foi determinada como segue:
Pela avaliação individual das participações de sinistros e dos resultados das
respectivas peritagens, encontrando-se definidos, no caso do ramo automóvel, montantes de referência mínimos para cada cobertura. No caso do ramo de acidentes de trabalho, na parte não relativa a pensões, são igualmente avaliadas individualmente as participações de sinistro e os resultados dos relatórios médicos periciais, estando também definido um montante de referência mínimo.
•
Pela aplicação de métodos actuariais de projecção internacionalmente aceites,baseados em informação histórica organizada por ano de ocorrência e de desenvolvimento. Estes métodos destinam-se a aferir da responsabilidade última por ano de ocorrência, estabelecendo-se um montante de IBNR (determinado subtraindo a estimativa de responsabilidade última com sinistros, aos custos totais verificados até ao final do exercício adequado para fazer face às responsabilidades futuras com sinistros, quer os mesmos tenham já sido participados ou não à data de fecho do exercício.
•
Pela provisão matemática relativa a sinistros ocorridos, que respeita ao pagamento depensões vitalícias referentes ao ramo de acidentes de trabalho. Esta provisão é calculada, sinistro a sinistro, mediante tabelas (na abertura é utilizada a TV 88-90 e no encerramento a TD 88-90) e fórmulas estabelecidas pela ASF, Ministério do Trabalho e legislação laboral em vigor. A responsabilidade inerente ao incremento anual de pensões vitalícias, por efeito da inflação, pertence ao FAT – Fundo de Acidentes de Trabalho, fundo este que é gerido pela ASF e cujas receitas constituem as contribuições efectuadas pelas Companhias seguradoras e pelos próprios segurados do ramo acidentes de trabalho. A Companhia efectua o pagamento integral das pensões, sendo posteriormente reembolsada pela parcela da responsabilidade do FAT. No ano de 2016 o valor pago correspondente ao FAT foi de 1.625 euros (2015: 1.280 euros).
•
Custos estimados de gestão de sinistros, correspondentes aos sinistros a regularizar.v) Provisão para desvios de sinistralidade
A provisão para desvios de sinistralidade destina-se a fazer face à sinistralidade excepcionalmente elevada, nos ramos de seguro em que, pela sua natureza, se preveja que aquela tenha maiores oscilações, e foi calculada do seguinte modo:
Seguro de caução – Pela aplicação ao resultado técnico da taxa de 75%, num
máximo de 25% dos prémios brutos emitidos;
Risco de fenómenos sísmicos – Pela aplicação ao capital retido pela
Companhia de um factor de risco para cada zona sísmica, definido pelo Instituto de Seguros de Portugal.
vi) Provisão para riscos em curso
A provisão para riscos em curso corresponde ao montante necessário para fazer face a prováveis indemnizações e encargos a suportar após o termo do exercício e que excedam o valor dos prémios não adquiridos e dos prémios exigíveis relativos aos contratos em vigor.
De acordo com o estipulado pela ASF, o montante da Provisão para Riscos em Curso a constituir deverá ser igual ao produto dos prémios brutos emitidos imputáveis ao(s) exercício(s) seguinte(s) (prémios não adquiridos) e dos prémios exigíveis considerando uma expectativa de cobrança dos mesmos e ainda não processados relativos aos contratos em vigor, por um rácio que tem por base o somatório dos rácios de sinistralidade, despesas e cedência, deduzidos pelo rácio de investimentos.
vii) Provisões técnicas de resseguro cedido
As provisões técnicas de resseguro cedido são determinadas através da aplicação dos critérios acima descritos para o seguro directo, tendo em atenção as percentagens de cessão, bem como outras cláusulas existentes nos tratados em vigor.
2.4.12. Imposto sobre o rendimento
Os impostos sobre lucros incluem os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos correntes são os que se esperam que sejam pagos com base no resultado tributável apurado de acordo com as regras fiscais em vigor e utilizando a taxa de imposto aprovada ou substancialmente aprovada em cada jurisdição. Os impostos diferidos são calculados sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas, ou substancialmente aprovadas, à data de balanço em cada jurisdição e que se esperam virem a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis, com excepção das diferenças resultantes do reconhecimento inicial de activos e passivos que não afectem quer o lucro contabilístico, quer o fiscal, e de diferenças relacionadas com investimentos em subsidiárias, na medida em que provavelmente não serão revertidas no futuro.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis, bem como para prejuízos fiscais registados em exercícios anteriores e que sejam ainda reportáveis, apenas na medida em que seja expectável que existam lucros tributáveis no futuro capazes de absorver as referidas diferenças.
Os impostos sobre lucros são reconhecidos em resultados, excepto quando estão relacionados com itens que são reconhecidos directamente nos capitais próprios, caso em que são também registados por contrapartida dos capitais próprios. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrentes da reavaliação de activos financeiros disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem.
2.4.13. Benefícios concedidos aos empregados
i) Plano de benefícios pós-emprego
Em conformidade com o anterior contrato colectivo de trabalho para o Sector Segurador, cujo texto foi publicado no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE) nº32, de 29 de Agosto de 2008, com alterações posteriores publicadas no BTE nº 29, de 8 de Agosto de 2009, a Companhia assumiu o compromisso de conceder aos colaboradores que iniciaram a sua actividade neste sector até 22 de Junho de 1995, pensões de reforma por velhice e por invalidez.
Para fazer face a esta responsabilidade, a Companhia contratualizou uma adesão colectiva ao Fundo de Pensões Groupama (anteriormente designado por Fundo de Pensões Groupama Seguros).
O referido plano de pensões correspondia a um plano de benefícios definidos, uma vez que definia os critérios de determinação do valor da pensão que um empregado receberá durante a reforma, usualmente dependente de um ou mais factores como sejam a idade, anos de serviço e retribuição.
Contudo, no dia 14 de Janeiro de 2016 foi assinado um novo acordo colectivo de trabalho (ACT) entre a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) e dois sindicatos representativos da classe profissional (STAS e SISEP). Este novo ACT foi posteriormente publicado no BTE n.º 4, de 29 de Janeiro de 2016.
O novo ACT veio, entre outros aspectos, alterar o plano de benefícios de reforma do anterior CCT relativamente ao pessoal no activo, substituindo os benefícios definidos anteriormente consagrados em contribuições definidas, aplicáveis a todos os trabalhadores no activo. De acordo com o n.º 1 da cláusula 50ª do novo ACT, “todos os trabalhadores em efetividade de funções, bem como, aqueles cujos contratos de trabalho estejam suspensos por motivo de doença ou de acidente de trabalho com contratos de trabalho sem termo, beneficiam de um Plano Individual de Reforma, em caso de reforma por velhice ou por invalidez concedida pela Segurança Social, o qual integrará e substituirá quaisquer outros sistemas de pensões de reforma previstos em anteriores instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho aplicáveis à empresa”.
Tendo em conta o disposto na cláusula 51ª do novo ACT, a Companhia efectuará anualmente contribuições para o Plano Individual de Reforma (PIR), não apenas para os trabalhadores do quadro permanente da Companhia, admitidos na Actividade Seguradora antes de 22 de Junho de 1995, como também para os trabalhadores admitidos após essa data, havendo um tratamento diferenciado entre ambos em termos de contribuições para o PIR tendo em consideração a data de admissão na Actividade Seguradora de cada colaborador.
Para os trabalhadores admitidos na Actividade Seguradora antes de 22 de Junho de 1995, a primeira contribuição anual da Companhia para a conta de cada colaborador no PIR verificou-se em 2015, de acordo com as percentagens indicadas na tabela seguinte, aplicadas sobre o ordenado base anual do trabalhador:
Ano civil de contribuição para o PIR Percentagem
2015 ……….. 2,75
2016 e s eguintes ………. 3,25
Para os trabalhadores admitidos na Actividade Seguradora entre 22 de Junho de 1995 e 31 de Dezembro de 2009, a contribuição anual da Companhia para a conta de cada colaborador no PIR verificar-se-á de acordo com as percentagens indicadas na tabela seguinte, aplicadas sobre o ordenado base anual do trabalhador:
Ano civil de contribuição para o PIR Percentagem
2015 ……….. 2,75
Para os trabalhadores admitidos na Actividade Seguradora após 1 de Janeiro de 2010, a primeira contribuição anual da Companhia para a conta de cada colaborador no PIR verificar-se-á no ano seguinte àquele em que complete dois anos de prestação de serviço efectivo na empresa, de acordo com as percentagens indicadas na tabela seguinte, aplicadas sobre o ordenado base anual do trabalhador:
Ano civil de contribuição para o PIR Percentagem
2015 ……….. 2,75
2016 e s eguintes ………. 3,25
Os participantes poderão resgatar o valor acumulado na sua conta na data da passagem à reforma por velhice ou invalidez concedida pela Segurança Social, sendo que pelo menos 2/3 do valor total acumulado na sua conta terão de ser convertidos em renda vitalícia imediata mensal.
Em caso de morte de um participante, o respectivo valor acumulado na sua conta deverá ser utilizado, aquando do falecimento, em pelo menos 2/3 na aquisição de uma pensão de sobrevivência a favor dos seus beneficiários designados ou, na falta de designação destes, para os herdeiros legais.
Caso o participante deixar de estar ao serviço da empresa, adquire o direito a 90% do valor acumulado na sua conta, só podendo no entanto liquida-lo na data de passagem à reforma por velhice ou invalidez.
Existe ainda a possibilidade de transferir 90% do valor total acumulado para outra Seguradora ou Fundo de Pensões, desde que o novo veículo de financiamento cumpra os requisitos previstos no novo ACT e seja similar ao plano de origem.
O participante perde o direito ao valor acumulado na sua conta se a cessação do vínculo laboral tiver ocorrido por despedimento com justa causa promovida pelo empregador com fundamento de lesão de interesses patrimoniais da Companhia.
ii) Prémio de permanência (Outros benefícios de longo prazo)
Ao abrigo do novo ACT, a cláusula 42ª contempla a obrigação de a Companhia atribuir aos colaboradores, mediante o cumprimento de determinados requisitos definidos na mesma cláusula, prémios de permanência pecuniários (colaboradores com idade inferior a 50 anos) ou a concessão de dias de licença com retribuição (colaboradores com idade superior ou igual a 50 anos).
Quando o trabalhador completar um ou mais múltiplos de cinco anos de permanência na Companhia terá direito a um prémio pecuniário de valor equivalente a 50% do seu ordenado base efectivo mensal. Após o trabalhador completar 50 anos de idade e logo que verificados os períodos mínimos de permanência na empresa a seguir indicados, o prémio pecuniário é substituído pela concessão de dias de licença com retribuição em cada ano, de acordo com o esquema seguinte:
a) Três dias, quando perfizer 50 anos de idade e 15 anos de permanência na Companhia;
b) Quatro dias, quando perfizer 52 anos de idade e 18 anos de permanência na Companhia;
c) Cinco dias, quando perfizer 54 anos de idade e 20 anos de permanência na Companhia.
(Ver Nota 12)
iii) Benefícios de saúde
Os colaboradores da Groupama Seguros que se encontram no activo têm direito a um benefício de assistência médica, o qual é reconhecido como gasto (Seguro de saúde).
iv) Bónus de desempenho
A Companhia adoptou em 2016 para efectuar o cálculo da remuneração variável, através de Prémios por Objectivos, conforme a posição e responsabilidade de cada Colaborador na estrutura organizacional da Companhia.
Os Prémios por Objectivos, foram atribuídos com base em percentagens ligadas à performance de resultados e comercial (vendas) da Companhia, adicionado de percentagens atribuídas a objectivos individuais. Por forma a garantir uma melhor atribuição desta remuneração, foram ainda incluídos objectivos que tiveram em conta aspectos comportamentais, de seguimento de equipas, gestão de riscos e controlo de orçamento.
v) Seguro de vida para reformados
A Companhia garante um seguro de vida temporário aos colaboradores quando passam à situação de reforma aos 65 anos, ou à reforma antecipada antes dos 65 anos, através de apólices individuais.
Até aos 70 anos de idade, a Companhia garante um capital que é calculado com base no último salário efectivo. Esse capital vai decrescendo, anualmente, durante o período de vigência da apólice, sendo que no final desse período o capital garantido é igual a zero. Durante o ano de 2016 o custo incorrido relativo a seguros de vida para reformados foi de 1.090 euros (2015: 1.226 euros).
2.4.14. Provisões, activos e passivos contingentes
São reconhecidas provisões quando (i) a Companhia tem uma obrigação presente (legal ou construtiva) (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido e (iii) quando possa ser feita uma estimativa fiável do valor dessa obrigação.
O montante reconhecido em provisões consiste no valor actual da melhor estimativa dos recursos necessários para liquidar a obrigação, na data de relato. Tal estimativa é determinada, tendo em consideração os riscos e incertezas associados à obrigação.
As provisões são revistas na data de relato e são ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.
As obrigações presentes que resultam de contratos onerosos são registadas e mensuradas como provisões. Existe um contrato oneroso quando a Companhia é parte integrante das
disposições de um contrato ou acordo, cujo cumprimento tem associados custos que não são possíveis evitar, os quais excedem os benefícios económicos derivados do mesmo.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo divulgados sempre que se verifica uma possibilidade não remota de uma saída de recursos englobando benefícios. Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo divulgados quando for provável a existência de um futuro fluxo económico de recursos.
2.4.15. Reconhecimento de juros e dividendos
Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros classificados como disponíveis para venda são reconhecidos nas rubricas de juros e proveitos similares utilizando o método da taxa efectiva. Os juros dos activos financeiros ao justo valor através dos resultados são também incluídos na rubrica de juros e proveitos similares.
A taxa de juro efectiva é a taxa que desconta os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro ou, quando apropriado, um período mais curto, para o valor líquido actual de balanço do activo ou passivo financeiro. Para o cálculo da taxa de juro efectiva são estimados os fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro, não considerando, no entanto, eventuais perdas de crédito futuras. O cálculo inclui as comissões que sejam parte integrante da taxa de juro efectiva, custos de transacção e todos os prémios e descontos directamente relacionados com a transacção.
No caso de activos financeiros ou grupos de activos financeiros semelhantes para os quais foram reconhecidas perdas por imparidade, os juros registados em resultados são determinados com base na taxa de juro utilizada na mensuração da perda por imparidade. No que se refere aos instrumentos financeiros derivados, a componente de juro inerente à variação de justo valor não é separada e é classificada na rubrica de resultados de activos e passivos ao justo valor através de resultados.
Relativamente aos rendimentos de instrumentos de capital (dividendos), são reconhecidos quando estabelecido o direito ao seu reconhecimento.
2.4.16. Locações
A Companhia classifica as operações de locação como locações financeiras ou locações operacionais, em função da sua substância e não da sua forma legal, cumprindo os critérios definidos na IAS 17 ‘Locações’. São classificadas como locações financeiras as operações em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um activo são transferidos para o locatário. Todas as restantes operações de locação são classificadas como locações operacionais (ver nota 37).
Locações operacionais
Os pagamentos efectuados à luz dos contratos de locação operacional são registados em custos nos períodos a que dizem respeito.
Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início, no activo e no passivo, pelo custo de aquisição da propriedade locada, que é equivalente ao valor actual das rendas de locação vincendas. As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em resultados e (ii) pela financeira do capital que é deduzida ao passivo. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período da locação, a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo em cada período.
A Companhia apenas tem contratos de locação operacional relativos a contratos efectuados para viaturas e equipamento informático.
2.4.17. Activos não correntes detidos para venda
Activos não correntes são classificados como detidos para venda quando o seu valor de balanço for recuperado, principalmente através de uma transacção de venda (incluindo os adquiridos exclusivamente com o objectivo da sua venda), e a venda for altamente provável. Imediatamente antes da classificação inicial do activo como detido para venda, a mensuração dos activos não correntes é efectuada de acordo com os IFRS aplicáveis. Subsequentemente, estes activos para alienação são mensurados ao menor valor entre o valor de reconhecimento inicial e o justo valor deduzido dos custos de venda.
3. Principais estimativas contabilísticas e julgamentos relevantes utilizados na elaboração das demonstrações financeiras
As IAS/IFRS estabelecem uma série de tratamentos contabilísticos e requerem que o Conselho de Administração utilize o julgamento e faça as estimativas necessárias de forma a decidir qual o tratamento contabilístico mais adequado. As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pela Companhia são divulgadas abaixo, no sentido de melhorar o entendimento de como a sua aplicação afecta os resultados reportados da Companhia. Uma descrição alargada das principais políticas contabilísticas utilizadas pela Companhia é apresentada na Nota 2.
Dever-se-á ter em conta que, em algumas situações, poderão existir alternativas ao tratamento das políticas contabilísticas adoptadas pela Companhia, que levariam a resultados diferentes caso um tratamento diferente tivesse sido escolhido. No entanto, a Companhia entende que os julgamentos e as estimativas aplicadas são apropriados pelo que as demonstrações financeiras apresentam de forma verdadeira e apropriada a posição financeira da Companhia e das suas operações em todos os aspectos materialmente relevantes.
Os resultados das alternativas analisadas de seguida são apresentados apenas para assistir o leitor no entendimento das demonstrações financeiras e não têm intenção de sugerir que outras alternativas ou estimativas são mais apropriadas.
3.1. Provisões técnicas
As responsabilidades futuras presentes decorrentes de obrigações emanadas de contratos de seguro são registadas na rubrica provisões técnicas.
Os pressupostos utilizados foram baseados na experiência passada da Companhia e do mercado. Estes pressupostos poderão ser revistos se for determinado que a experiência futura venha a confirmar a sua desadequação.
As provisões técnicas decorrentes de contratos de seguro incluem (1) provisão para sinistros (reportados e não reportados, incluindo as despesas de regularização respectivas), e (2) provisão para prémios não adquiridos, (3) provisão para riscos em curso e (4) provisão para desvios de sinistralidade.
Quando existem sinistros, qualquer montante pago ou que se estima vir a ser pago pela Companhia é reconhecido como perda nos resultados. A Companhia estabelece provisões para pagamento de sinistros decorrentes dos contratos de seguro.
Na determinação das provisões técnicas decorrentes de contratos de seguro a Companhia avalia periodicamente as suas responsabilidades utilizando metodologias actuariais e tomando em consideração as coberturas de resseguro respectivas. As provisões são revistas periodicamente pelo actuário responsável.
A Companhia calcula as provisões técnicas com base nas notas técnicas dos produtos. Qualquer eventual alteração de critérios é devidamente avaliada para quantificação dos seus impactos financeiros.
Qualquer eventual alteração de critérios (nomeadamente alterações nos processos de gestão de sinistros, inflação e alterações legais) é devidamente avaliada para quantificação dos seus impactos financeiros.
Adicionalmente, poderá existir uma diferença temporal significativa entre o momento da ocorrência do evento seguro (sinistro) e o momento em que este evento é reportado à Companhia. As provisões são revistas regularmente através de um processo contínuo à medida que informação adicional é recebida e as responsabilidades vão sendo liquidadas
Ver adicionalmente a Nota 26.
3.2. Justo valor de activos financeiros
O justo valor é baseado em cotações de mercado, quando disponíveis, e na ausência de cotação é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o valor temporal, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade. Estas metodologias podem requerer a utilização de pressupostos ou julgamentos na estimativa do justo valor.
Consequentemente, a utilização de diferentes metodologias ou diferentes pressupostos ou julgamentos na aplicação de determinado modelo, poderia originar resultados financeiros diferentes daqueles reportados.
3.3. Imparidade dos activos financeiros disponíveis para venda
A Companhia determina que existe imparidade nos seus activos disponíveis para venda quando existe uma desvalorização prolongada ou de valor significativo no seu justo valor. A determinação de uma desvalorização prolongada ou de valor significativo requer julgamento. No julgamento efectuado, a Companhia avalia entre outros factores, a volatilidade normal dos preços das acções. Adicionalmente, as avaliações são obtidas através de preços de mercado
ou de modelos de avaliação, os quais requerem a utilização de determinados pressupostos ou julgamento no estabelecimento de estimativas de justo valor.
Metodologias alternativas e a utilização de diferentes pressupostos e estimativas, poderá resultar num nível diferente de perdas por imparidade reconhecidas, com o consequente impacto nos resultados da Companhia.
Ver adicionalmente a Nota 16.
3.4. Justo valor de propriedades de investimento
As propriedades de investimento são reconhecidas inicialmente ao custo de aquisição, incluindo os custos de transacção directamente relacionados, e subsequentemente ao seu justo valor. A valorização das propriedades de investimento faz-se mediante a consideração da ponderação ajustada a cada caso dos valores resultantes da aplicação dos seguintes métodos:
a) Método comparativo;
b) Método dos múltiplos do rendimento; c) Método de atualização de rendas futuras;
Alterações aos pressupostos considerados em cada um dos métodos de avaliação podem ter um impacto significativo nos valores determinados.
3.5. Pensões e outros benefícios a empregados
A determinação das responsabilidades por pensões de reforma (Benefícios definidos) requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projecções actuariais, rentabilidade estimada dos investimentos e outros factores que possam ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões. Alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados.
Ver adicionalmente a Nota 12.
3.6. Imposto sobre lucros
A determinação dos impostos sobre lucros requer determinadas interpretações e estimativas. Outras interpretações e estimativas poderiam resultar num nível diferente de impostos sobre lucros, correntes e diferidos, reconhecidos no período.
De acordo com a legislação fiscal em vigor, as Autoridades Fiscais têm a possibilidade de rever o cálculo da matéria colectável efectuado pela Companhia durante um período de quatro anos. Desta forma, é possível que hajam correcções à matéria colectável, resultantes principalmente de diferenças na interpretação da legislação fiscal. No entanto, é convicção do Conselho de Administração da Companhia de que não haverá correcções significativas aos impostos sobre lucros registados nas demonstrações financeiras.
A Companhia considera como segmento principal o segmento de negócio. Relativamente a este segmento, efectuar-se-á o relato da informação, considerando os ramos mais significativos, pelos seguintes segmentos: acidentes e doença, incêndio e outros danos e
automóvel.
Existem ainda mais dois segmentos, como segue:
•
Outros – incluí os restantes ramos que, individualmente, representam menos de 10%dos activos totais ou do resultado líquido do exercício, e que no conjunto não representam mais de 25% destes indicadores.
•
Não técnicos / não alocados – inclui os valores não alocados a nenhum ramoespecífico.
No que concerne ao segmento geográfico, todos os contratos são celebrados em Portugal, pelo que existe apenas um segmento de negócio.
Resultados por segmento em 31 de Dezembro de 2016 e de 2015
2016 Acidentes e doença outros danosIncêndio e Automóvel Outros Não técnicos Total Prémi os a dqui ri dos l íqui dos de res s eguro 13.633.724 3.119.677 4.974.367 143.430 21.871.198 Cus tos com s i ni s tros , l i qui dos de res s eguro -11.268.945 -2.138.385 -4.609.326 -7.638 -18.024.294 Va ri a çã o provi s ões técni ca s 316.806 -325.968 -366.090 -4.046 -379.297 Provi s ã o pa ra ri s cos em curs o (va ri a çã o) 316.806 -232.600 -366.090 -3.532 -285.416 Provi s ã o pa ra des vi os de s i ni s tra l i da de (va ri a çã o) -93.368 -514 -93.881 Pa rtici pa çã o nos res ul tados a tri buída
Cus tos e ga s tos de expl ora çã o l íqui dos -3.437.525 -1.441.322 -1.368.163 -122.477 -6.369.487 Res ul tado fi na ncei ro 60.683 64.367 97.291 4.494 -4.871 221.965
Rendi mentos 112.589 81.444 157.413 8.233 359.679
Ga s tos de i nves timentos -83.681 -49.523 -122.830 -7.019 -4.871 -267.925 Ga nhos l i qui dos de a ctivos e pa s s i vos fi na ncei ros nã o
va l ori za dos a o jus to va l or a tra vés de ga nhos e perda s 16.639 13.609 26.302 1.376 57.926 Ga nhos l i qui dos de a ctivos e pa s s i vos fi na ncei ros
va l ori za dos a o jus to va l or a tra vés de ga nhos e perda s 15.137 18.837 36.407 1.904 72.285 Ga nhos l íqui dos pel a venda de a ctivos nã o fi na ncei ros
que nã o es teja m cl a s s i fi ca dos como a ctivos nã o correntes detidos pa ra venda e uni da des opera ci ona i s des continua da s
Perda s de i mpa ri da de (l i qui da s de revers ã o)
Outros rendi mentos /ga s tos técni cos , l i qui dos de res s eguro -965 -1.970 13.713 -711 10.067
Outros rendi mentos /ga s tos 121.783 121.783
Resultado antes de impostos -696.222 -723.602 -1.258.208 13.052 116.912 -2.548.066
Impos tos 3.214.146
2015 Acidentes e doença outros danosIncêndio e Automóvel Outros Não técnicos Total Prémi os a dqui ri dos l íqui dos de res s eguro 12.310.207 2.909.838 3.587.067 142.716 18.949.828 Cus tos com s i ni s tros , l i qui dos de res s eguro -10.995.482 -1.641.598 -3.088.306 -39.728 -15.765.115 Va ri a çã o provi s ões técni ca s -302.083 -83.680 -288.528 -3.421 -677.711 Provi s ã o pa ra ri s cos em curs o (va ri a çã o) -302.083 -9.761 -288.528 -2.882 -603.254 Provi s ã o pa ra des vi os de s i ni s tra l i da de (va ri a çã o) -73.918 -539 -74.457 Pa rtici pa çã o nos res ul tados a tri buída
Cus tos e ga s tos de expl ora çã o l íqui dos -3.142.191 -1.345.191 -1.296.014 -68.648 -5.852.044 Res ul tado fi na ncei ro 117.997 139.915 259.123 15.358 -234.741 297.653 Rendi mentos 270.036 259.380 500.125 31.627 11.048 1.072.216 Ga s tos de i nves timentos -131.034 -95.867 -195.501 -13.391 -18.269 -454.061 Ga nhos l i qui dos de a ctivos e pa s s i vos fi na ncei ros nã o
va l ori za dos a o jus to va l or a tra vés de ga nhos e perda s 8.062 9.334 17.998 1.138 36.532 Ga nhos l i qui dos de a ctivos e pa s s i vos fi na ncei ros
va l ori za dos a o jus to va l or a tra vés de ga nhos e perda s 782 241 464 29 1.516 Ga nhos l íqui dos pel a venda de a ctivos nã o fi na ncei ros
que nã o es teja m cl a s s i fi ca dos como a ctivos nã o correntes detidos pa ra venda e uni da des opera ci ona i s des continua da s
-29.849 -33.173 -63.963 -4.045 -227.520 -358.550
Perda s de i mpa ri da de (l i qui da s de revers ã o)
Outros rendi mentos /ga s tos técni cos , l i qui dos de res s eguro -16.521 -8.759 -5.324 -1.122 -31.727
Outros rendi mentos /ga s tos -29.029 -29.029
Resultado antes de impostos -2.028.072 -29.476 -831.982 45.155 -263.770 -3.108.145
Impos tos -912.934
Resultado líquido do exercicio -4.021.079
Os ativos e passivos da Groupama Seguros distribuem-se, por segmento, da seguinte forma, em 31 de Dezembro de 2016 e de 2015:
2016 Acidentes e doença outros danosIncêndio e Automóvel Outros Alocados Não alocados Total
Provi s ões técni ca s 6.514.879 4.029.400 7.787.873 407.330 18.739.482 18.739.482
Provi s ã o pa ra s i ni s tros 4.954.038 1.544.194 4.624.586 322.108 11.444.926 11.444.926 Provi s ã o pa ra prémi os nã o a dqui ri dos 1.128.498 1.365.422 2.390.218 43.526 4.927.665 4.927.665 Provi s ã o pa ra ri s cos em curs o 432.342 247.975 773.070 6.414 1.459.802 1.459.802 Provi s ã o pa ra des vi os de s i ni s tra l i da de 871.808 35.281 907.089 907.089
Outros pa s s i vos 2.735.467 2.735.467
Ca pi tal própri o 9.657.817 9.657.817
Total capital próprio e passivo 6.514.879 4.029.400 7.787.873 407.330 18.739.482 12.393.283 31.132.765
Ca i xa e equi va l entes 208.036 9.926 19.185 1.003 238.151 238.151
Terrenos e edi fíci os
Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos
conjuntos 136.896 169.126 326.881 17.097 650.000 650.000
Activos fi na ncei ros detidos pa ra negoci a çã o 627.500 27.703 53.544 2.801 711.548 711.548 Activos fi na ncei ros cl a s s i fi ca dos no reconheci mento
i ni ci a l a o jus to va l or a tra vés de ga nhos e perda s 1.189.243 813.661 1.572.613 82.253 3.657.769 3.657.769 Activos fi na ncei ros di s ponívei s pa ra venda 4.481.009 3.240.824 6.263.744 327.614 14.313.191 11.223 14.324.414 Activos a deter a té à ma turi da de
Outros a ctivos tangívei s 9.041 11.169 21.588 1.129 42.927 171.709 214.636
Outros a ctivos 486.996 601.650 1.162.846 60.821 2.312.313 9.023.934 11.336.247
Total do activo 7.138.722 4.874.060 9.420.401 492.717 21.925.899 9.206.867 31.132.765
2015 Acidentes e doença outros danosIncêndio e Automóvel Outros Alocados Não alocados Total
Provi s ões técni ca s 5.971.679 3.758.444 7.246.858 458.273 17.435.254 17.435.254
Provi s ã o pa ra s i ni s tros 4.133.444 1.721.039 4.815.967 374.423 11.044.873 11.044.873 Provi s ã o pa ra prémi os nã o a dqui ri dos 1.089.086 1.243.589 2.023.911 46.201 4.402.787 4.402.787 Provi s ã o pa ra ri s cos em curs o 749.149 15.375 406.980 2.882 1.174.386 1.174.386 Provi s ã o pa ra des vi os de s i ni s tra l i da de 778.441 34.768 813.208 813.208
Outros pa s s i vos 6.112.410 6.112.410
Ca pi tal própri o 8.321.064 8.321.064
Total capital próprio e passivo 5.971.679 3.758.444 7.246.858 458.273 17.435.254 14.433.474 31.868.728
Ca i xa e equi va l entes 2.096.867 2.330.340 4.493.254 284.142 9.204.603 9.204.603
Terrenos e edi fíci os
Activos fi na ncei ros detidos pa ra negoci a çã o 926.646 587.165 1.132.145 71.594 2.717.551 2.717.551 Activos fi na ncei ros cl a s s i fi ca dos no reconheci mento
i ni ci a l a o jus to va l or a tra vés de ga nhos e perda s
Activos fi na ncei ros di s ponívei s pa ra venda 4.032.934 2.409.608 4.646.094 293.807 11.382.444 11.223 11.393.667 Activos a deter a té à ma turi da de
Outros a ctivos tangívei s 17.584 19.541 37.679 2.383 77.186 215.434 292.620
Outros a ctivos 355.017 394.546 760.745 48.108 1.558.415 6.701.871 8.260.286